{"id":52217,"date":"2025-09-15T18:09:42","date_gmt":"2025-09-15T21:09:42","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/5-crimes-do-agronegocio-contra-a-natureza-os-bens-comuns-e-a-humanidade\/"},"modified":"2025-09-15T18:09:42","modified_gmt":"2025-09-15T21:09:42","slug":"5-crimes-do-agronegocio-contra-a-natureza-os-bens-comuns-e-a-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/5-crimes-do-agronegocio-contra-a-natureza-os-bens-comuns-e-a-humanidade\/","title":{"rendered":"5 crimes do agroneg\u00f3cio contra a natureza, os bens comuns e a humanidade"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"693\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/01pignati_abre-1440x1248-1-1024x887_Mulheres-Sem-Terra-participam-de-mobilizacao-dest.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/01pignati_abre-1440x1248-1-1024x887_Mulheres-Sem-Terra-participam-de-mobilizacao-dest.jpg 800w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/01.pignati_abre-1440x1248-1-1024x887_Mulheres-Sem-Terra-participam-de-mobilizacao-dest-300x260.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/01.pignati_abre-1440x1248-1-1024x887_Mulheres-Sem-Terra-participam-de-mobilizacao-dest-768x665.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\"><figcaption><em>Mulheres Sem Terra participam de mobiliza\u00e7\u00e3o na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em den\u00fancia aos impactos nocivos do agroneg\u00f3cio, mar\u00e7o de 2025. Foto: Vytoria Pachione\/MST-MT<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Da P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<p>Diante da crise ambiental, avan\u00e7os das cat\u00e1strofes e efeitos clim\u00e1ticos extremos, que vem atingindo principalmente os povos mais pobres e carentes no Brasil e no mundo, a exemplo das enchentes e secas dos \u00faltimos per\u00edodos, a preserva\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o da natureza e dos bens comuns assume papel um central para a implanta\u00e7\u00e3o de um modelo mais equilibrado de agricultura, para a pr\u00f3pria manuten\u00e7\u00e3o da humanidade.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, o cuidado com a natureza e a massifica\u00e7\u00e3o da agroecologia pautam a ess\u00eancia do Projeto de Reforma Agr\u00e1ria Popular do MST, que busca garantir a produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis em larga escala, para alimentar a popula\u00e7\u00e3o e combater a fome no Brasil, como uma alternativa urgente para atenuar os efeitos da crise ambiental.<\/p>\n<p>Mas, para que a implanta\u00e7\u00e3o de um modelo de agricultura baseado na agroecologia se torne vi\u00e1vel, al\u00e9m da luta pela cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas nesse sentido, tamb\u00e9m \u00e9 fundamental den\u00fanciar o atual modelo industrial e predat\u00f3rio do agroneg\u00f3cio, como um dos principais causadores da crise ambiental, que se sustenta na concentra\u00e7\u00e3o de terras, monocultura, explora\u00e7\u00e3o de trabalho escravo e a destrui\u00e7\u00e3o dos biomas e dos bens comuns, com as queimas, desmatamento e uso intensivo de agrot\u00f3xicos, gerando doen\u00e7as e aumentando as desigualdades.<\/p>\n<p>O debate com a sociedade e os governos sobre o assunto e a constru\u00e7\u00e3o de sa\u00eddas para a crise ambiental integra a pauta do MST e dos movimentos populares do pa\u00eds, durante a organiza\u00e7\u00e3o da C\u00fapula dos Povos rumo \u00e0 Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas de 2025 (COP30), que acontece em novembro de 2025, na cidade de Bel\u00e9m, no Par\u00e1.<\/p>\n<p>A den\u00fancia em torno dos efeitos destrutivos do modelo do agroneg\u00f3cio integra as a\u00e7\u00f5es realizadas pelo MST durante todo este m\u00eas de setembro, pautando a urg\u00eancia da Reforma Agr\u00e1ria Popular e o cuidado com a natureza e alertando para as amea\u00e7as contra o meio ambiente e \u00e0 soberania popular. As atividades ocorrem em articula\u00e7\u00f5es conjuntas entre as\/os trabalhadoras\/es do campo e da cidade, com a\u00e7\u00f5es em defesa da \u201cReforma Agr\u00e1ria Popular para cuidar da Natureza\u201d, realizadas pelas fam\u00edlias Sem Terra, entre os dias 5 e 11 de setembro, em que, respectivamente foi celebrado o dia do bioma da Amaz\u00f4nia e do Cerrado, espa\u00e7os fundamentais para a manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade ambiental e a soberania alimentar e nacional do Brasil.<\/p>\n<p><em>Confira 5 crimes do agroneg\u00f3cio no \u00faltimo per\u00edodo contra a natureza e os seres vivos:<\/em><\/p>\n<h2>1. Caso da Braskem em Alagoas<\/h2>\n<p>A empresa petroqu\u00edmica global Braskem e seus colaboradores em Macei\u00f3, Alagoas foi investigada pela Pol\u00edcia Federal, com o indicimento de 20 pessoas, por crime sociambiental, relacionados \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de sal-gema no estado. O crime da empresa tamb\u00e9m gerou a cria\u00e7\u00e3o de uma CPI no Congresso Nacional, que investigou a atua\u00e7\u00e3o da empresa em Macei\u00f3 e concluiu que a mineradora cometeu seis crimes, que v\u00e3o desde a omiss\u00e3o, por n\u00e3o tomar as medidas de preven\u00e7\u00e3o necess\u00e1rias, polui\u00e7\u00e3o, extra\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria-prima em desacordo com as obriga\u00e7\u00f5es legais, por extrair maior quantidade de sal-gema do que a seguran\u00e7a das minas permitiriam. E pediu o indiciamento da mineradora e de 11 pessoas, ligadas \u00e0 Braskem e \u00e0 empresas que prestaram servi\u00e7os e trabalharam para mineradora.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"460\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/systemuploadsnewsd1e64efd0ab3901e27a-700x460xfit-1a240-Midia-Ninja.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/systemuploadsnewsd1e64efd0ab3901e27a-700x460xfit-1a240-Midia-Ninja.jpg 700w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/systemuploadsnewsd1e64efd0ab3901e27a-700x460xfit-1a240-Midia-Ninja-300x197.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\"><figcaption><em>Foto: M\u00eddia Ninja<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Em 2018, moradores de Macei\u00f3 come\u00e7aram a sentir os primeiros impactos do crime na regi\u00e3o, como rachaduras, crateras no solo e tremores de terra que destru\u00edram im\u00f3veis e levaram a desocupa\u00e7\u00e3o de diversos bairros. Mas a trag\u00e9dia foi an\u00fancida, pois a minera\u00e7\u00e3o ocorre desde os anos de 1970, quando a petroqu\u00edmica e mineradora Braskem, antes Salgema S\/A, explora o mineral em Macei\u00f3. E devido \u00e0 explora\u00e7\u00e3o inadequada da empresa nas minas ocorreram falhas e a forma\u00e7\u00e3o de crateras no solo, danificando centenas de moradias, com rachaduras nas paredes e afundamento do solo.<\/p>\n<p>Mais de 60 mil fam\u00edlias foram realocadas e mais de quarenta escolas p\u00fablicas e privadas foram fechadas, al\u00e9m disso, diversas empresas foram extintas e trabalhadores ficaram desempregados. O crime afetou cinco bairros na proximidades da lagoa Munda\u00fa, que correspondem a 20% do territ\u00f3rio da capital alagoana.<\/p>\n<p><strong>O caso foi considerado como o maior crime ambiental em \u00e1rea urbana do mundo e mostra os desafios enfrentados em toda a cadeia da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica<\/strong>, desde a fabrica\u00e7\u00e3o de componentes at\u00e9 o trabalho no setor, que em casos como esses tem se tornado prejudicial ao meio ambiente e a popula\u00e7\u00e3o que vive no entorno.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"562\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/foto-mostra-o-depois-do-rompimento-ocorrido-neste-domingo-10-em-um-trecho-da-lagoa-mundau-em-maceio-1702252695925_v2_750x1jpg.webp\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/foto-mostra-o-depois-do-rompimento-ocorrido-neste-domingo-10-em-um-trecho-da-lagoa-mundau-em-maceio-1702252695925_v2_750x1jpg.webp 750w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/foto-mostra-o-depois-do-rompimento-ocorrido-neste-domingo-10-em-um-trecho-da-lagoa-mundau-em-maceio-1702252695925_v2_750x1.jpg-300x225.webp 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\"><figcaption><em>Imagem ap\u00f3s o rompimento de mina da Braskem na Lagoa Mund\u00e1u, em Macei\u00f3. Foto: Defesa Civil de Alagoas<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Margarida da Silva, da coordena\u00e7\u00e3o nacional do MST e assentada da Reforma Agr\u00e1ria em Italaia (AL), denuncia o maior crime ambiental em solo urbano do mundo, e explica que al\u00e9m do afundamento do solo, com a destrui\u00e7\u00e3o de bairros inteiros, a Lagoa Munda\u00fa tamb\u00e9m foi contaminada com o rompimento da mina 18 da\u00a0Braskem, impactando a vida de marisqueiras e pescadores.<\/p>\n<p>\u201cDenunciamos o capital e o agroneg\u00f3cio predador, que tem se apropriado dos bens da natureza e assim expulsado comunidades e povos das suas localidades. Um exemplo disso \u00e9 a Braskem, em Macei\u00f3. O crime ambiental causou impactos: social, ambiental e econ\u00f4mico. Uma das minas da Braskem rompeu na Lagoa Munda\u00fa, onde afetou toda a vida marinha da lagoa e impactou diretamente as marisqueiras e os pescadores que sobreviviam da pesca e do marisco na lagoa. Convocamos a popula\u00e7\u00e3o alagoana e brasileira para denunciar, e responsabilizar os seus respons\u00e1veis pelos seus crimes, n\u00e3o achar natural que o agroneg\u00f3cio continue se apropriando e destruindo o meio ambiente. E precisamos reafirmar o papel da Reforma Agr\u00e1ria Popular na defesa do meio ambiente, no combate \u00e0 fome, \u00e0s desigualdades sociais e econ\u00f4mica no nosso pa\u00eds\u201d, analisa.<\/p>\n<h2>2. Uso massivo de agrot\u00f3xicos pelo agroneg\u00f3cio no MT<\/h2>\n<p>No estado do Mato Grosso, o mesmo agroneg\u00f3cio que se vende como \u201cpop e tech\u201d na grande imprensa e nas redes sociais, tem se tornado um dos principais destruidores do meio ambiente e de tr\u00eas biomas brasileiros presentes no estado: Cerrado, Pantanal e Amaz\u00f4nia, que convivem com os impactos de destrui\u00e7\u00e3o e morte, perpetuado pelo modelo de produ\u00e7\u00e3o de monocultura de <em>commodities<\/em>, em larga escala, como soja, milho, algod\u00e3o e outros, al\u00e9m dos malef\u00edcios da minera\u00e7\u00e3o, que tem crescido nos territ\u00f3rios e das grandes hidrel\u00e9tricas nos rios.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"572\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Imagem-Campanha-Permanente-Contra-os-Agrotoxicos-e-Pela-Vida.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Imagem-Campanha-Permanente-Contra-os-Agrotoxicos-e-Pela-Vida.jpeg 800w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Imagem-Campanha-Permanente-Contra-os-Agrotoxicos-e-Pela-Vida-300x215.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Imagem-Campanha-Permanente-Contra-os-Agrotoxicos-e-Pela-Vida-768x549.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\"><figcaption>Pulver<em>iza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos amea\u00e7a a produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis em assentamentos, contamina o meio ambiente e tem aumentado os casos de doen\u00e7as no MT. Imagem: Campanha Permanente Contra os Agrot\u00f3xicos e Pela Vida<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cEsse min\u00e9rio-hidro-agroneg\u00f3cio, que visa explorar a natureza, privatizar os bens do povo para acumular capital, gerar lucro para as empresas, nos nossos territ\u00f3rios, \u00e9 constante, al\u00e9m da press\u00e3o desse sistema sobre as nossas comunidades. Ent\u00e3o, desde a pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea do agrot\u00f3xico, com grande impacto nos assentamentos, impedindo a produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica, por conta da deriva e da contamina\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o com os agrot\u00f3xicos pulverizados nas fazendas, tam\u00e9m \u00e9 usado como arma qu\u00edmica, amedrontando fam\u00edlias, que \u00e0s vezes abandonam os assentamentos e o territ\u00f3rio, em vista de ter pulveriza\u00e7\u00e3o constante em seus arredores. Portanto, permanecer nos assentamentos, tem sido desafiador\u201d, denuncia o dirigente do MST no estado, Valdeir Souza.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das comunidades camponesas e a natureza, as cidades e regi\u00f5es inteiras tamb\u00e9m enfrentam os impactos da especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria do agroneg\u00f3cio e dos impactos dos insumos agroqu\u00edmicos. Na regi\u00e3o norte de Mato Grosso, conhecida como regi\u00e3o polo de produ\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio no estado, v\u00e1rias cidades est\u00e3o no <em>ranking<\/em> de piora nas condi\u00e7\u00f5es da sa\u00fade humana, com altos \u00edndices de c\u00e2ncer, c\u00e2ncer infantojuvenil, altos \u00edndices de crian\u00e7as de nascendo com anomalias e diversos outros impactos, que tem crescido de forma exorbitante, de acordo as cidades onde h\u00e1 maior desenvolvimento dos monocultivo e aplica\u00e7\u00e3o intensiva de agrot\u00f3xicos. <\/p>\n<p>\u201cDiante disso, \u00e9 fundamental que possamos apresentar \u00e0 sociedade que existe um outro modelo capaz de alimentar o povo, produzir alimentos saud\u00e1veis de forma justa, a pre\u00e7os justos. E \u00e9 vindo das fam\u00edlias trabalhadoras da agricultura familiar, com respeito \u00e0 natureza, de forma agroecol\u00f3gica. Ent\u00e3o, a Reforma Agr\u00e1ria Popular \u00e9 fundamental para democratizar a terra, enfrentar o agroneg\u00f3cio e produzir alimentos saud\u00e1veis para o povo e proteger a natureza\u201d, conclui Valdeir.<\/p>\n<h2>3. Caso da Samarco em Mariana, MG<\/h2>\n<p>Em 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fund\u00e3o, em Mariana (MG), da empresa Samarco, controlada pelas gigantes Vale e BHP billiton, despejou 43,8 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de rejeitos de minera\u00e7\u00e3o na bacia do rio Doce, matando 19 pessoas, desalojando centenas de fam\u00edlias e destruindo comunidades inteiras em Minas Gerais e no Esp\u00edrito Santo. A lama atingiu 663 quil\u00f4metros de corpos h\u00eddricos at\u00e9 chegar ao oceano Atl\u00e2ntico, causando a interrup\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel para 1,2 milh\u00e3o de pessoas e destruindo a bacia do rio Doce, com impactos em dezenas de munic\u00edpios da foz do rio at\u00e9 o Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da morte dos trabalhadores, o crime aniquilou o meio ambiente, a economia e a cultura local e destru\u00edu vidas e sonhos dos moradores da regi\u00e3o, deixando um raste de destru\u00ed\u00e7\u00e3o por onde os rejeitos de lama passaram. Sendo considerado o maior crime socioambiental do Brasil, e um dos maiores do mundo, envolvendo barragens da minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/MG-Vale-Mariana-ft-Agatha-Azevedo-1024x682-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/MG-Vale-Mariana-ft-Agatha-Azevedo-1024x682-1.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/MG-Vale-Mariana-ft-Agatha-Azevedo-1024x682-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/MG-Vale-Mariana-ft-Agatha-Azevedo-1024x682-1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Agatha Azevedo<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>A moradora do Vale do Rio Doce, do MST, Edilene dos Santos Costa, relata como at\u00e9 hoje os impactos do crime da Samarco, em Mariana, <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2022\/04\/05\/encontro-de-atingidos-reivindica-bacia-do-rio-doce-vivo-justo-e-sem-fome-em-minas-gerais\/\">ainda afetam os assentamentos na regi\u00e3o e impedem as fam\u00edlias de produzirem<\/a> seu sustento da agricultura camponesa.<\/p>\n<p>\u201cNa regi\u00e3o, n\u00f3s temos 19 \u00e1reas de assentamentos que foram atingidos e cinco que foram atingidos diretamente por esse crime, e at\u00e9 hoje as fam\u00edlias est\u00e3o impedidas de produzir suas lavouras naqueles locais, devido ao impacto no solo. Toda vez que chove d\u00e1 enchente, a\u00ed mais rejeitos descem pelo rio Doce, contaminando ainda mais o solo. E a empresa segue impune diante desse crime que causou uma trag\u00e9dia na vida das pessoas, das fam\u00edlias, dos agricultores e agricultoras da nossa regi\u00e3o. Para n\u00f3s, a repara\u00e7\u00e3o \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de uma Reforma Agr\u00e1ria Popular, n\u00e3o s\u00f3 no vale do Rio Doce, mas em todo o pa\u00eds, como forma de desenvolver um outro modelo de produ\u00e7\u00e3o que preserve a vida e a natureza.\u201d<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"754\" height=\"484\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/984193-mg09112015-_wdo7494.webp\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/984193-mg09112015-_wdo7494.webp 754w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/984193-mg09112015-_wdo7494-300x193.webp 300w\" sizes=\"(max-width: 754px) 100vw, 754px\"><figcaption><em>Distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), atingido pelo rompimento de duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco. Foto: Antonio Cruz\/ Arquivo Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Saiba mais:<\/strong> <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2021\/11\/05\/mst-ocupa-e-paralisa-samarco-pelos-6-anos-de-impunidade-do-crime-em-mariana\/\">MST ocupa e paralisa Samarco pelos 6 anos de impunidade do crime em Mariana.<\/a><\/p>\n<p>Quanto a apura\u00e7\u00e3o do crime, <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2016\/01\/14\/pf-indicia-samarco-e-vale-por-tragedia-em-mariana\/\">a partir de den\u00fancia da Pol\u00edcia Federal e do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF)<\/a>, 21 pessoas ligadas \u00e0 Samarco e \u00e0s suas duas acionistas Vale e BHP Billiton, foram acusados de crime de homic\u00eddio qualificado e diversos crimes ambientais, mas, por parte da justi\u00e7a brasileira os crimes da Vale e da Samarco no Brasil seguem impunes.\u00a0\u201c<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/11\/14\/mab-diz-que-vai-recorrer-de-decisao-judicial-que-absolve-samarco-vale-e-bhp-de-crime\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ningu\u00e9m foi preso, ningu\u00e9m foi responsabilizado criminalmente pelas mortes<\/a>\u00a0e pelos danos que n\u00f3s vivemos at\u00e9 hoje\u201d, avaliou Thiago Alves, da coordena\u00e7\u00e3o nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), em entrevista ao Brasil de Fato.<\/p>\n<h2>4. Avan\u00e7o do capital energ\u00e9tico na Para\u00edba <\/h2>\n<p>Durante a <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/03\/13\/a-luta-das-mulheres-sem-terra-na-paraiba-e-contra-o-capital-energetico\/\">Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra, em mar\u00e7o deste ano, as camponesas da Para\u00edba<\/a> denunciaram o avan\u00e7o do setor energ\u00e9tico e do agroneg\u00f3cio sobre os acampamentos e assentamentos do MST no estado. Com um ato em frente \u00e0 empresa de energia solar Atiaia, no litoral Paraibano, as mulheres Sem Terra questionaram o arrendamento injusto das terras, a inviabiliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis e a destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente e do modo de vida campon\u00eas a partir da atua\u00e7\u00e3o das empresas de energia solar e e\u00f3licas.<\/p>\n<p>Os Sem Terra no estadro denunciam que grandes empresas estrangeiras de energias revon\u00e1veis est\u00e3o invadindo os territ\u00f3rios da Reforma Agr\u00e1ria e de comunidades rurais, com apoio de recursos p\u00fablicos, expulsando e amea\u00e7ando fam\u00edlias camponesas.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"564\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/complexo-eolico.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/complexo-eolico-1024x564.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/complexo-eolico-300x165.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/complexo-eolico-768x423.jpg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/complexo-eolico.jpg 1270w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Complexo E\u00f3lico Serra da Borborema. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cNa Para\u00edba, grandes usinas de produ\u00e7\u00e3o de energia solar e e\u00f3lica est\u00e3o invadindo nossos territ\u00f3rios, especialmente tr\u00eas grandes empresas estrangeiras que recebem financiamento p\u00fablico via BNDES e via Sudene, e atuam nas nossas comunidades, ao passo que expulsam as nossas fam\u00edlias camponesas dos seus territ\u00f3rios. S\u00e3o elas, a EDP Energia, que tem o Complexo E\u00f3lico Serra da Borborema, uma empresa portuguesa; a N\u00e3o Energia, que est\u00e1 no Complexo E\u00f3lico e Solar do Sert\u00e3o Paraibano, com uma empresa espanhola, e a CTG Brasil, uma empresa chinesa, que est\u00e1 operando o Complexo\u00a0E\u00f3lico Oeste\u00a0Serid\u00f3, um complexo e\u00f3lico e solar. Essas empresas lucram se instalando no territ\u00f3rio brasileiro e expulsando as fam\u00edlias do campo, especialmente na regi\u00e3o Nordeste\u201d, denuncia Paulo Rom\u00e1rio, da coordena\u00e7\u00e3o nacional do MST pela Para\u00edba.<\/p>\n<p>Devido a sua localiza\u00e7\u00e3o, o estado da PB faz parte dos corredores do vento e, ao mesmo tempo, tem se tornado tamb\u00e9m a \u201cTerra do Sol\u201d, quanto \u00e0 capta\u00e7\u00e3o da luz solar para produ\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica de grandes empresas. Paulo explica que, o MST n\u00e3o \u00e9 contra a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica nem as energias renov\u00e1veis, mas \u00e9 contra esse modelo que expropria grandes territ\u00f3rios brasileiro, expulsa o povo campon\u00eas de seus territ\u00f3rios, ao mesmo tempo em que recebe investimentos nacionais p\u00fablicos, que incentivam a instala\u00e7\u00e3o de grandes usinas de produ\u00e7\u00e3o de energia para a exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"850\" height=\"566\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/22-03-23-canal-solar-Complexo-no-sertao-da-Paraiba-integra-geracao-solar-e-eolica.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/22-03-23-canal-solar-Complexo-no-sertao-da-Paraiba-integra-geracao-solar-e-eolica.jpg 850w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/22-03-23-canal-solar-Complexo-no-sertao-da-Paraiba-integra-geracao-solar-e-eolica-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/22-03-23-canal-solar-Complexo-no-sertao-da-Paraiba-integra-geracao-solar-e-eolica-768x511.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 850px) 100vw, 850px\"><figcaption><em>Complexo Renov\u00e1vel Neoenergia no Sert\u00e3o da Para\u00edba. Foto: Neoenergia\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cEntendemos que os territ\u00f3rios camponeses s\u00e3o para produzir alimentos para alimentar o povo brasileiro, mas que est\u00e3o sendo impedidos aos seres expulsos de suas terras por essas empresas estrangeiras. N\u00f3s do MST, entendemos que o enfrentamento \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas ser\u00e1 feito pelos povos em luta. E a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica passa por mudar o modelo de produ\u00e7\u00e3o, superarmos o capitalismo e construirmos um outro modelo de sociedade, baseado em outras rela\u00e7\u00e3o produtivas, mas tamb\u00e9m na rela\u00e7\u00e3o com a natureza. A transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica precisa acontecer de forma descentralizada, compartilhada e cooperada\u201d, pontua o dirigente.<\/p>\n<p>Contudo, o MST entende que o desafio da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica que n\u00e3o pode prejudicar o meio ambiente e as comunidades tradicionais. Nesse sentido, para o Movimento a realiza\u00e7\u00e3o da Reforma Agr\u00e1ria, juntamente com a demarca\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios ind\u00edgenas e quilombolas, precisa estar no centro de um novo projeto popular de pa\u00eds, para garantir a preserva\u00e7\u00e3o da natureza e produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis, el\u00e9m do zelo dos bens comuns por parte dos povos do campo, das \u00e1guas e das florestas. <\/p>\n<p>O relat\u00f3rio Global Resource Outlook, da ONU, estima que a extra\u00e7\u00e3o mundial de mat\u00e9rias-primas vai aumentar 60% at\u00e9 2060 e poder\u00e1 agravar as consequ\u00eancias para o clima e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Por outro lado, para a realiza\u00e7\u00e3o de uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa, \u00e9 preciso garantir o uso respons\u00e1vel dos recursos minerais em toda essa cadeia e assegurar o direitos dos povos do campo e da cidade aos territ\u00f3rios, impedindo o aumento da explos\u00e3o de comunidades tradiocionais e assentamentos de Reforma Agr\u00e1ria por parte do poder e viol\u00eancia de grandes empresas. Do contr\u00e1rio, trag\u00e9dias como aquela causada pela minera\u00e7\u00e3o em Macei\u00f3 ser\u00e3o cada vez mais frequentes.<\/p>\n<h2>5. Projeto Matopiba no Maranh\u00e3o<\/h2>\n<p>Como parte da expan\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio com a explora\u00e7\u00e3o de uma nova fronteira agr\u00edcola no Brasil, surge a partir de 2015, com a \u00e1rea de implementa\u00e7\u00e3o do Plano <a href=\"https:\/\/observatorio-matopiba.com.br\/\">Matopiba<\/a>, abrange o Cerrado dos estados de Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia, e corresponde a uma \u00e1rea de cerca de\u00a073 milh\u00f5es de hectares distribu\u00eddos em 31 microrregi\u00f5es e 337 munic\u00edpios.<\/p>\n<p>O Matopiba foi criado para impulsionar a expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio para a produ\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>commodities<\/em>, para exporta\u00e7\u00e3o. Devido a essa expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio, a microrregi\u00e3o se tornou o principal motor do desmatamento do pa\u00eds nos \u00faltimos anos, amea\u00e7ando comunidades tradicionais e \u00e1reas de assentamentos de Reforma Agr\u00e1ria, ao avan\u00e7am na invas\u00e3o desses territ\u00f3rios, reconcentrando terras e fazendo avan\u00e7ar a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e a financeiriza\u00e7\u00e3o da agricultura. <\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"506\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/transcerrado-rota-de-escoamento-da-producao-do-matopiba-1660333753734_v2_900x506.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/transcerrado-rota-de-escoamento-da-producao-do-matopiba-1660333753734_v2_900x506.jpg 900w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/transcerrado-rota-de-escoamento-da-producao-do-matopiba-1660333753734_v2_900x506-300x169.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/transcerrado-rota-de-escoamento-da-producao-do-matopiba-1660333753734_v2_900x506-768x432.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\"><figcaption><em>Transcerrado, rota de escoamento da produ\u00e7\u00e3o do Matopiba. Imagem: Governo do Piau\u00ed\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>A assentada e militante do MST, que vive no assentamento Cristina Alves, no Maranh\u00e3o, Irismar Oliveira, relata que na regi\u00e3o do Vale do Itapecuru, no Baixo Parna\u00edba as comunidades tradicionais enfretam um processo hist\u00f3rico de luta em rela\u00e7\u00e3o a grandes projetos de expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio, devido ao projeto do MATOPIBA.<\/p>\n<p>\u201cPor ser uma regi\u00e3o de fronteira agr\u00edcola, as grandes empresas, elas t\u00eam ultimamente se concentrado nessa regi\u00e3o, inclusive abordando as \u00e1reas que que eram anteriormente do Jo\u00e3o Santos. E com isso a gente tem se deparado com todo tipo de realidade. No munic\u00edpio de Buriti, no Maranh\u00e3o, minha fam\u00edlia tem se deparada com essa realidade dos grandes projetos onde a gente enfrenta toda crise, que \u00e9 a tomada de territ\u00f3rios e a intensidade de agrot\u00f3xicos na regi\u00e3o, que tem causado todos os tipos de destrui\u00e7\u00e3o das vidas das pessoas. Os males ali s\u00e3o de problema de pele, a polui\u00e7\u00e3o dos rios, a polui\u00e7\u00e3o e morte da biodiversidade.\u201d<\/p>\n<p>O Matopiba tem sido uma das regi\u00f5es do agroneg\u00f3cio que mais cresce em \u00e1rea plantada no pa\u00eds, segundo informa\u00e7\u00f5es do Mapa (Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento). Por\u00e9m, esse crescimento ocorre \u00e0s custas da destrui\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa da regi\u00e3o e o desmatamento do meio ambiental. A regi\u00e3o tem se tornado um dos locais com maiores \u00edndices de desmatamento no pa\u00eds. Conforme dados do Sistema de Alerta de Desmatamento do Cerrado (Sad Cerrado), em 2024, a maior parte da devasta\u00e7\u00e3o foi registrada no\u00a0Matopiba, com a Fronteira agr\u00edcola concentrando 82% do desmatamento do Cerrado em 2024.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio de destru\u00ed\u00e7\u00e3o e amea\u00e7a \u00e0 vida das comunidades rurais, por parte de projetos do agro como este, Irismar explica que as fam\u00edlias assentadas do MST tem realizado processos de mobiliza\u00e7\u00e3o permanentes para resistir nos territ\u00f3rios. \u201cEstamos mobilizados, em permanente luta, para as fam\u00edlias resistirem em seus territ\u00f3rios e tamb\u00e9m para que possam construir um novo projeto de vida, de resist\u00eancia e de cuidados com a natureza e com a biodiversidade. Nos mantemos firmes e resistiremos \u00e0s investidas do grande capital\u201d, projeta.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/09\/15\/5-crimes-do-agronegocio-contra-a-natureza-os-bens-comuns-e-a-humanidade\/\">5 crimes do agroneg\u00f3cio contra a natureza, os bens comuns e a humanidade<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/campanha-alerta-sobre-vacina-contra-virus-que-causa-bronquiolite\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Campanha alerta sobre vacina contra v\u00edrus que caus...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/praca-dos-tres-poderes-recebe-ato-em-defesa-da-democracia-em-8-de-janeiro\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/8-de-janeiro-1_agencia-brasil-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Pra\u00e7a dos Tr\u00eas Poderes recebe ato em defesa da dem...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/bad-bunny-em-sao-paulo-guia-para-acompanhar-o-show-no-allianz-parque\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/bad-bunny-em-sao-paulo-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Bad Bunny em S\u00e3o Paulo: guia para acompanhar o sho...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/alemaes-tomam-as-ruas-contra-extrema-direita-apoiada-por-musk\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/173783424967953f0973134_1737834249_3x2_lg-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Alem\u00e3es tomam as ruas contra extrema direita apoia...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mulheres Sem Terra participam de mobiliza\u00e7\u00e3o na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em den\u00fancia aos impactos nocivos do agroneg\u00f3cio, mar\u00e7o de 2025. Foto: Vytoria Pachione\/MST-MT Da P\u00e1gina do MST Diante da crise ambiental, avan\u00e7os das cat\u00e1strofes e efeitos clim\u00e1ticos extremos, que vem atingindo principalmente os povos mais pobres e carentes no Brasil e no mundo, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":52218,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[533,117,18,191,212],"tags":[],"class_list":["post-52217","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro-e-desmatamento","category-agronegocio","category-meio-ambiente","category-noticias","category-plantar-arvores-produzir-alimentos-saudaveis"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52217","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52217"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52217\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52218"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52217"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52217"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52217"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}