{"id":53495,"date":"2025-09-19T18:44:40","date_gmt":"2025-09-19T21:44:40","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/e-se-socrates-fosse-a-amazonia\/"},"modified":"2025-09-19T18:44:40","modified_gmt":"2025-09-19T21:44:40","slug":"e-se-socrates-fosse-a-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/e-se-socrates-fosse-a-amazonia\/","title":{"rendered":"E se S\u00f3crates fosse \u00e0 Amaz\u00f4nia?"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"710\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/socrates-atenas.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/socrates-atenas.jpg 1200w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/socrates-atenas-300x178.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/socrates-atenas-768x454.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\"><figcaption>Foto: creative commons<\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Este texto foi originalmente publicado no <em>Blog da Biblioteca Virtual do Pensamento Social (BVPS)<\/em>. Para ler outros textos da BVPS por n\u00f3s publicados, clique aqui.<\/p>\n<p>Nossos antigos viviam caminhando, acampando e se alimentando de suas ca\u00e7as (Raoni, <em>Mem\u00f3rias do cacique<\/em>)<\/p>\n<p>N\u2019<em>A Rep\u00fablica<\/em>, Plat\u00e3o d\u00e1 a S\u00f3crates a tarefa de resumir a forma\u00e7\u00e3o do Estado. \u201cSe\u201d, diz Plat\u00e3o-S\u00f3crates, \u201cimaginarmos o Estado em processo de cria\u00e7\u00e3o, veremos a justi\u00e7a e a injusti\u00e7a do Estado tamb\u00e9m em processo de cria\u00e7\u00e3o\u2026 Ent\u00e3o, comecemos e criemos em ideia um Estado\u201d.[1] Fa\u00e7a-se o Estado, e o Estado socr\u00e1tico se fez para atender \u00e0s necessidades humanas. Come\u00e7ou com a comida, depois habita\u00e7\u00e3o, a seguir a diversidade de tarefas (divis\u00e3o de trabalho, burocraticamente falando), porque \u201cn\u00e3o somos todos iguais\u201d, o que resulta na conveni\u00eancia de se ter o com\u00e9rcio, a exporta\u00e7\u00e3o, o mercado, o varejista e toda uma gama de especialistas para suprir as crescentes necessidades da polis e outras por vir. Dentre eles est\u00e1 a classe dos servos, sobre os quais vale a pena dizer algo mais adiante. Na voz socr\u00e1tica e na escrita plat\u00f4nica, os especialistas dessa classe \u201cintelectualmente, dificilmente est\u00e3o no n\u00edvel de companheirismo\u201d. Apesar disso, fisicamente fortes, trabalham e vendem e s\u00e3o chamados, \u201cse n\u00e3o me engano, de assalariados, sendo o sal\u00e1rio o nome que se d\u00e1 ao pre\u00e7o de seu trabalho\u201d. Por essas e por outras, S\u00f3crates reconhece que, ao se criar o Estado, a justi\u00e7a e a injusti\u00e7a tamb\u00e9m fazem parte da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/MATERIA-1-9.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/MATERIA-1-9.png 681w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/MATERIA-1-300x75.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 681px) 100vw, 681px\" width=\"681\" height=\"171\"><\/div>\n<\/div>\n<p>E assim o Estado cresce, conforme novas especialidades demandam a forma\u00e7\u00e3o de mais especialistas numa progress\u00e3o cont\u00ednua at\u00e9 que \u201cnosso Estado j\u00e1 esteja amadurecido e aperfei\u00e7oado\u201d.<\/p>\n<p>Mas nunca satisfar\u00e1 a todos. H\u00e1 quem demande \u201cum Estado luxuoso\u201d e \u201csuspeito que muitos n\u00e3o ficar\u00e3o satisfeitos com o modo de vida mais simples\u2026 Ent\u00e3o, devemos ampliar nossas fronteiras; pois o Estado saud\u00e1vel original n\u00e3o \u00e9 mais suficiente. Agora a cidade ter\u00e1 que ser preenchida e inchada com uma multid\u00e3o de voca\u00e7\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o exigidas por nenhuma necessidade natural\u201d. Cabe perguntar o que seria <em>o Estado saud\u00e1vel original<\/em>. Uma contradi\u00e7\u00e3o em termos? Por ventura haveria a hip\u00f3tese de um Estado livre de injusti\u00e7as e ainda se chamar Estado?<\/p>\n<p>Com a complexidade da polis vem cobi\u00e7a e usurpa\u00e7\u00e3o: \u201cEnt\u00e3o, uma fatia da terra de nossos vizinhos ser\u00e1 desejada por n\u00f3s para pastagem e lavoura, e eles v\u00e3o querer uma fatia da nossa, se, como n\u00f3s, ultrapassarem o limite da necessidade e se entregarem ao ac\u00famulo ilimitado de riquezas?\u201d O disc\u00edpulo Glauco concorda: \u201cIsso, S\u00f3crates, ser\u00e1 inevit\u00e1vel\u201d, ao que o Mestre acrescenta: \u201cE assim iremos para a guerra, Glauco. N\u00e3o vamos?\u201d<\/p>\n<p>Assim falava S\u00f3crates no s\u00e9culo IV em suas perora\u00e7\u00f5es peripat\u00e9ticas, provavelmente, por alguma \u00e1gora de Atenas, ao instruir disc\u00edpulos sobre a forma\u00e7\u00e3o do Estado, a constitui\u00e7\u00e3o da polis e a democracia \u00e0 grega fundada um s\u00e9culo antes por Cl\u00edstenes tamb\u00e9m em Atenas. Dotado de grande sagacidade, sabedoria e talento para a orat\u00f3ria, S\u00f3crates foi um dos produtos humanos mais aperfei\u00e7oados do seu tempo.<\/p>\n<p>Agora imaginemos que, em vez da Gr\u00e9cia Antiga, ele, com os mesmos dotes, tivesse ido parar, ou mesmo nascido e vivido, na Amaz\u00f4nia. Eu, etn\u00f3loga, ao evocar sagacidade, sabedoria e talento para a orat\u00f3ria, n\u00e3o teria qualquer d\u00favida em ver em S\u00f3crates um venerando s\u00e1bio ind\u00edgena. Mas, sobre o que discursaria? Por acaso enalteceria a polis, o Estado \u201cinchado\u201d, a necessidade de servos-assalariados, de invas\u00f5es e de guerras? Cabe fazer esta pergunta, porque, mesmo lamentando os efeitos da decad\u00eancia dos costumes que acompanha esse \u201cinevit\u00e1vel\u201d incha\u00e7o e mostrando uma certa nostalgia pelas \u201cnecessidades naturais\u201d, S\u00f3crates louvava a necessidade como \u201ca m\u00e3e da nossa inven\u00e7\u00e3o\u201d, o motor daquilo que transformou o Estado, de um pacato conglomerado coeso, numa fervilhante polis pululando de v\u00edcios e virtudes. O S\u00f3crates de Plat\u00e3o, apesar dos pesares, apreciava as complexidades advindas do progresso, no sentido etimol\u00f3gico \u2012 (pro- [para a frente]+gradi [caminhar, dar passos]) \u2012 confiando nos benef\u00edcios trazidos por essa mesma complexidade, venham de onde vierem, talvez da guerra, fa\u00e7a bem ou n\u00e3o, derive ou n\u00e3o \u201cde causas que s\u00e3o tamb\u00e9m as causas de quase todos os males nos Estados\u201d. Importava mais saber que o \u201cnosso Estado deve mais uma vez se expandir; e desta vez o alargamento ser\u00e1 nada menos que um ex\u00e9rcito inteiro\u201d.<\/p>\n<p>Vinte e quatro s\u00e9culos depois, um etn\u00f3logo franc\u00eas entendeu o Estado como um mal que deveria ser evitado a todo custo pela sociedade dos seres humanos e que, de fato, \u00e9 an\u00e1tema para sociedades ind\u00edgenas. Abriu, assim, amplas vistas \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o antropol\u00f3gica do que \u00e9 o poder. No livro de 1974, <em>A sociedade contra o Estado<\/em>, Pierre Clastres afastou dos povos ind\u00edgenas, do Brasil e alhures, o fantasma do destino que por tanto tempo lhes fora atribu\u00eddo por mentes evolucionistas aferradas \u00e0s verdades que beberam da antiguidade cl\u00e1ssica: a inevitabilidade do surgimento do Estado e um tipo de democracia falsamente assim chamada.<\/p>\n<p>Debru\u00e7ando-se sobre os cronistas quinhentistas do litoral brasileiro, Clastres vislumbrou um fen\u00f4meno extraordin\u00e1rio entre o povo Tupinamb\u00e1 que o inspirou a tom\u00e1-lo como um verdadeiro laborat\u00f3rio de teste sobre poder. Quanto mais n\u00e3o seja, sua an\u00e1lise vale pela eleg\u00e2ncia e imagina\u00e7\u00e3o antropol\u00f3gica, e pode tamb\u00e9m cativar pelo atrativo da proposta. Para tanto, lan\u00e7a m\u00e3o de uma pe\u00e7a-chave no universo tupinamb\u00e1: o profetismo. O profeta divide a cena com o l\u00edder pol\u00edtico. O embate entre ambos, quando ocorre, produz oscila\u00e7\u00f5es sociais de enormes consequ\u00eancias.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/VENETA-2.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/VENETA-2.png 728w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/VENETA-300x37.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 728px) 100vw, 728px\" width=\"728\" height=\"90\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Sucinta e esquematicamente, tento tornar aqui um processo complexo minimamente intelig\u00edvel. Consiste na tend\u00eancia de certos l\u00edderes pol\u00edticos, chefes de aldeias, a acumular poder via sedentariza\u00e7\u00e3o, atraindo para si volume de parentes e agregados, especialmente genros que lhe prestam servi\u00e7os e defer\u00eancia. Chega a um ponto que a comunidade cresce desmesuradamente e compromete sua sobreviv\u00eancia. Nesse ponto, entra em a\u00e7\u00e3o o profetismo. Contrapondo-se \u00e0 chefia secular, o profeta arrebanha a multid\u00e3o de seus seguidores e abandona a aldeia e enceta uma peregrina\u00e7\u00e3o longa, tanto no tempo como no espa\u00e7o, que deixa o l\u00edder pol\u00edtico de m\u00e3os vazias, desola\u00e7\u00e3o e muita gente morta pelo caminho. Uma nova ordem se instala e, eventualmente, tudo come\u00e7a de novo.<\/p>\n<p>A ast\u00facia anal\u00edtica de Clastres est\u00e1 em organizar essa realidade ca\u00f3tica numa l\u00f3gica pol\u00edtica que ecoa na experi\u00eancia de virtualmente todos os etn\u00f3grafos que t\u00eam partilhado da vida dos povos ind\u00edgenas: a repulsa \u00e0 hierarquia, \u00e0 subordina\u00e7\u00e3o, \u00e0 explora\u00e7\u00e3o entre seres humanos. Um l\u00edder ambicioso demais est\u00e1 fadado ao abandono do povo, com ou sem o concurso do profetismo. A grande densidade populacional dos Tupinamb\u00e1 quinhentistas tornou a rejei\u00e7\u00e3o da hierarquia especialmente dram\u00e1tica pelo efeito devastador do profetismo, o que permitiu a Clastres identificar o elemento crucial que definiu o caminho pol\u00edtico daquele povo: optar pela Sociedade \u2012 o M\u00faltiplo, como Clastres caracteriza \u2012 mesmo \u00e0 custa de grande devasta\u00e7\u00e3o, e repelir o Estado \u2012 o Uno, segundo Clastres \u2012 como fez a Atenas de S\u00f3crates. \u00c0 beira de se transformar em Estado unit\u00e1rio, a coletividade tupinamb\u00e1 recuava como se, a cada lance, calculasse: n\u00e3o deixar o certo pelo duvidoso.<\/p>\n<p>Agora podemos mais facilmente imaginar o que teria ensinado S\u00f3crates aos seus disc\u00edpulos atenienses com olhos amaz\u00f4nicos. Uma coisa que ele n\u00e3o faria mais seria chamar Atenas, ou a Gr\u00e9cia, de verdadeira democracia, pela simples raz\u00e3o de fazer e manter servos. Ainda que os chamassem de \u201cassalariados\u201d, eles n\u00e3o usufru\u00edam de cidadania plena como os plenos cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 outra raz\u00e3o, talvez mais forte, para ver a Gr\u00e9cia Antiga com outros olhos. Estado que \u00e9 Estado reserva para si o monop\u00f3lio do uso da for\u00e7a, o que traz as democracias ocidentais para o campo das contradi\u00e7\u00f5es. Tal submiss\u00e3o ao Uno, necessariamente, implica <em>coer\u00e7\u00e3o <\/em>de uns por outros, o que contrasta frontalmente com os mundos do M\u00faltiplo, onde impera o regime da <em>persuas\u00e3o<\/em>. \u00c9 pela arte de persuadir que l\u00edderes ind\u00edgenas convencem as pessoas a fazer coisas, a seguir cursos de a\u00e7\u00e3o ou de restri\u00e7\u00e3o. Com a fama de orador que atravessou os s\u00e9culos, S\u00f3crates estaria \u00e0 vontade disseminando sua sabedoria vinda da Amaz\u00f4nia, j\u00e1 que ali est\u00e1 uma das maiores concentra\u00e7\u00f5es de oradores que enaltecem suas respectivas sociedades. E quem diz Amaz\u00f4nia diz outros grandes espa\u00e7os onde reina a pol\u00edtica da persuas\u00e3o, privilegiando o M\u00faltiplo sobre o Uno.<\/p>\n<p>Com a persuas\u00e3o vem a tomada de decis\u00e3o por consenso, pelo qual se almeja persuadir a todos, leve o tempo que levar. Desse ponto de vista, o voto parece uma aberra\u00e7\u00e3o, pois o resultado leva \u00e0 vit\u00f3ria da maioria (que pode ser apenas metade mais um), deixando sempre um res\u00edduo (que pode ser metade apenas menos um) perdedor imensamente insatisfeito. Pondo mais lenha nessa fogueira, David Graeber n\u00e3o reluta em afirmar: \u201cElei\u00e7\u00f5es seriam o meio mais certo de garantir o tipo de humilha\u00e7\u00e3o, ressentimento e \u00f3dio que, em \u00faltima an\u00e1lise, leva \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o de comunidades\u201d. Soa familiar? \u201cPor ora\u201d, diz ele, a democracia \u201cest\u00e1 voltando aos espa\u00e7os de onde se originou\u201d, n\u00e3o na Gr\u00e9cia Antiga, n\u00e3o nos modernos \u201cEstados Democr\u00e1ticos de Direito\u201d, mas nos \u201cespa\u00e7os intermedi\u00e1rios\u201d (<em>Possibilities<\/em>: 341), l\u00e1 onde imperam os M\u00faltiplos de Clastres.<\/p>\n<p><em>Fui atra\u00eddo pela [antropologia] porque ela abre janelas para outras formas poss\u00edveis de exist\u00eancia social humana (David Graeber, Possibilities)<\/em><\/p>\n<hr>\n<p><strong>Nota<\/strong><\/p>\n<p>[1] As cita\u00e7\u00f5es de <em>A Rep\u00fablica<\/em> s\u00e3o edi\u00e7\u00e3o da Ciranda Cultural Editora com tradu\u00e7\u00e3o de F\u00e1bio Meneses Santos, Livro II, 2021.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Sem publicidade ou patroc\u00ednio, dependemos de voc\u00ea. Fa\u00e7a parte do nosso grupo de apoiadores e ajude a manter nossa voz livre e plural: <strong>apoia.se\/outraspalavras<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>The post E se S\u00f3crates fosse \u00e0 Amaz\u00f4nia? appeared first on Outras Palavras.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/cronica-autoritarismo-em-memorias-de-rodape-cronicas-de-viagem-xv\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Cr\u00f4nica |\u00a0 Autoritarismo em mem\u00f3rias de rodap\u00e9! 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Mas, com olhar amaz\u00f4nico, veria que Atenas n\u00e3o \u00e9 democracia real. Al\u00e9m de ter servos, agia por <i>coer\u00e7\u00e3o<\/i>, que contrasta com o mundos do M\u00faltiplo ind\u00edgena, onde impera a pol\u00edtica da <i>persuas\u00e3o<\/i><\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/descolonizacoes\/e-se-socrates-fosse-a-amazonia\/\">E se S\u00f3crates fosse \u00e0 Amaz\u00f4nia?<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":53496,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[9401,20689,20690,20691,5599,20692,4089],"tags":[],"class_list":["post-53495","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-bvps","category-cosmovioes-indigenas","category-cultura-amazonica","category-democracia-ateniense","category-descolonizacoes","category-formacao-do-estado","category-socrates"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53495","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53495"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53495\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53496"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53495"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53495"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53495"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}