{"id":5469,"date":"2024-11-18T15:40:28","date_gmt":"2024-11-18T18:40:28","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/a-consciencia-negra-e-a-luta-pela-terra-no-pais-do-agronegocio\/"},"modified":"2024-11-18T15:40:28","modified_gmt":"2024-11-18T18:40:28","slug":"a-consciencia-negra-e-a-luta-pela-terra-no-pais-do-agronegocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-consciencia-negra-e-a-luta-pela-terra-no-pais-do-agronegocio\/","title":{"rendered":"A Consci\u00eancia Negra e a luta pela terra no pa\u00eds do agroneg\u00f3cio"},"content":{"rendered":"<div>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"512\" src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image-1-14.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-273785\" srcset=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image-1-14.jpg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image-1-14-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Manuelle Hernandez<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Por Rafael Bastos*<br \/>Da P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<p>Pensar no campo Brasileiro \u00e9 pensar nas desigualdades que estruturam a sociedade, como o racismo e o patriarcado, que s\u00e3o pe\u00e7as fundamentais do latif\u00fandio. A luta pela terra \u00e9 uma luta antirracista, para come\u00e7ar esse di\u00e1logo \u00e9 imperativa a pergunta: h\u00e1 alguma d\u00favida de que o MST \u00e9 um movimento negro? assim como a popula\u00e7\u00e3o brasileira?\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 importante posicionar que escrevo da capital federal brasileira, constru\u00edda por gente preta, em cima de um antigo Quilombo no centro do Brasil, antes terras ind\u00edgenas.\u00a0<\/p>\n<p>O texto \u00e9 um convite a refletirmos sobre o dia 20 de Novembro e todo o m\u00eas, partimos da luta promovida por v\u00e1rios grupos, destaco o Movimento Negro Unificado (MNU), na promo\u00e7\u00e3o de debates sobre o impacto do racismo e a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas para lidar com as desigualdades do estado brasileiro.\u00a0<\/p>\n<p>O Dia, m\u00eas ou semana da Consci\u00eancia Negra tem grande import\u00e2ncia na promo\u00e7\u00e3o do reconhecimento na luta contra o racismo no Brasil, mas a luta dos negros e negras \u00e9 feita todos os dias, pois o racismo e os racistas n\u00e3o atuam apenas um dia. A hist\u00f3ria e as contribui\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o negra, s\u00e3o a ess\u00eancia da sociedade brasileira. Ele oferece uma oportunidade para revisitar e valorizar a cultura afro-brasileira, fortalecendo a identidade e o senso de pertencimento entre as gera\u00e7\u00f5es atuais. N\u00f3s, negros, somos a maioria da popula\u00e7\u00e3o, sem pensar no povo negro n\u00e3o h\u00e1 como pensarmos em Brasil.\u00a0<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o da data \u00e9 uma resposta \u00e0 invisibilidade enfrentada pela popula\u00e7\u00e3o negra no Brasil, com um chamado \u00e0 reflex\u00e3o sobre o papel de Zumbi dos Palmares e sobre a heran\u00e7a da resist\u00eancia cultural. Palmares, o maior quilombo de todos os tempos, figura proeminente o Quilombismo, refletido por Abdias do Nascimento (1980), que discute sobre a filosofia de resist\u00eancia nacional em todo o processo de coloniza\u00e7\u00e3o. O ex-senador, pensador e lutador social apontou que \u201cos quilombos s\u00e3o uma das primeiras experi\u00eancias de liberdade das Am\u00e9ricas, legado de uma proposta de mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da popula\u00e7\u00e3o afrodescendente com base na sua pr\u00f3pria experi\u00eancia hist\u00f3rica e cultural. Uma alternativa pol\u00edtico-social de combate ao racismo e de constru\u00e7\u00e3o de uma nova sociedade inspirada na experi\u00eancia hist\u00f3rica dos quilombos brasileiros\u201d, dizia ele.<\/p>\n<p>Ao olharmos para a origem da \u201cRep\u00fablica\u201d, \u00e9 fato de que o poder nacional emergiu com o processo de \u201cindepend\u00eancia\u201d do Brasil, em 1822. Contudo, segundo Guerreiro Ramos (1996), a \u201cindepend\u00eancia\u201d n\u00e3o proporcionou a emancipa\u00e7\u00e3o social. O processo de independ\u00eancia apenas estabeleceu uma \u201cforma\u201d nacional para a sociedade, sem a presen\u00e7a do substrato normativo das identidades da popula\u00e7\u00e3o em sua diversidade, excluindo a maior parte da popula\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>O Brasil Imp\u00e9rio e a Rep\u00fablica Velha, foram criados e administradas por militares e latifundi\u00e1rios,\u00a0que se institucionalizou na forma de oligarquias mantidas em torno de acordos pol\u00edticos. \u201c\u00c9 relevante, assinalar que, durante o per\u00edodo de domina\u00e7\u00e3o dos fazendeiros, o Brasil foi um pa\u00eds sem povo\u201d (1957, p.14).<\/p>\n<p>A Lei de Terras de 1850 foi considerada um momento fundamental para a condi\u00e7\u00e3o das pessoas negras no Brasil, pois restringiu o acesso \u00e0 terra a maioria da popula\u00e7\u00e3o que lutava pela aboli\u00e7\u00e3o da escravatura. O fim da escravatura s\u00f3 ocorreu d\u00e9cadas depois, mas as terras j\u00e1 estavam nas m\u00e3os de brancos, que at\u00e9 hoje est\u00e3o a\u00ed. Portanto, qual ser\u00e1 a cara do latif\u00fandio e do agroneg\u00f3cio brasileiros?<\/p>\n<p>A terra convertida em mercadoria, disposta apenas para quem possu\u00eda dinheiro e influ\u00eancia pol\u00edtica, ber\u00e7o da\u00a0 grilagem, avan\u00e7ou sendo regularizada atrav\u00e9s do anos, uma entre tantas estrat\u00e9gias de domina\u00e7\u00e3o patriarcal da branquitude.<\/p>\n<p>A \u201cindepend\u00eancia\u201d edificou uma ideia de \u201cna\u00e7\u00e3o\u201d, sem um ide\u00e1rio e valores capazes de assegurar a exist\u00eancia de uma identidade e de uma cultura nacional popular. Mudan\u00e7as superficiais nesse cen\u00e1rio viriam a acontecer apenas na industrializa\u00e7\u00e3o e urbaniza\u00e7\u00e3o do Brasil, fazendo com que o poder tivesse uma mudan\u00e7a de rota do campo para a cidade, mantendo seus currais feudais e a concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria. A pobreza e a desterritorializa\u00e7\u00e3o do povo campon\u00eas, foi central e segue na terra, resistindo contra o apagamento da identidade negra. <\/p>\n<p>A ideologia da democracia racial defendida e difundida por Gilberto Freyre, n\u00e3o previu formas de integra\u00e7\u00e3o do povo negro na \u201cnova sociedade\u201d e ainda aprofundou mecanismos de barragem para integra\u00e7\u00e3o, como a discrimina\u00e7\u00e3o e o preconceito de cor racista. Ideia contestada por Florestan Fernandes (1989), uma vez que diversas pesquisas demonstraram que os negros, devido ao processo de escravid\u00e3o, foram tratados como inferiores e que essa realidade n\u00e3o mudou ap\u00f3s a escravid\u00e3o. <\/p>\n<p>Para Fernandes (1989) o desenvolvimento do capitalismo no pa\u00eds resultaria na integra\u00e7\u00e3o do negro na sociedade de classes (LOPES; BRITO, 2012). Essa an\u00e1lise da constru\u00e7\u00e3o do poder e da exclus\u00e3o das massas est\u00e1 diretamente conectada com a luta pela terra no Brasil, liderada por movimentos como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MS), n\u00e3o somente, mas em sua maioria preto, feminino, crist\u00e3o em suas diferentes formas no pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n<p>A luta pela terra \u00e9 uma continuidade da resist\u00eancia hist\u00f3rica, em que comunidades buscam n\u00e3o s\u00f3 o acesso \u00e0 terra, mas a cria\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o de pertencimento e identidade. A falta de um substrato normativo de povo, n\u00e3o vir\u00e1 do Congresso branco e herdeiro, para\u00a0garantir uma cultura nacional vinda das ra\u00edzes hist\u00f3ricas, e romper com a estrutura de poder que ainda privilegia uma minoria. Resgatar o protagonismo do povo na constru\u00e7\u00e3o de uma nova ordem social, segue sendo nossa tarefa de todo o ano. Fanon (1980, p. 40) nos diz que \u201c\u00e9 preciso procurar incansavelmente as repercuss\u00f5es do racismo em todos os n\u00edveis de sociabilidade\u201d. Aqui nos questionamos, onde esta o povo negro nos espa\u00e7os em que tu anda?\u00a0<\/p>\n<p>Fruto da hierarquia cultural sustentada na supremacia branca, a cultura negra continua, quando abordada, representada de forma folclorizada e preconceituosa, inclusive por cientistas, que iniciam as suas pesquisas a partir de preconceitos estabelecidos e olhares etnoc\u00eantricos. A adequa\u00e7\u00e3o aos \u201cestilos urbanos de vida\u201d era privada aos negros, em processo de integra\u00e7\u00e3o a \u201csociedade\u201d, n\u00e3o possu\u00edam condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de sustentar-se e de participar economicamente, culturalmente e socialmente do meio urbano em constru\u00e7\u00e3o (KAWAHALA &amp; SOLER, 2010, p. 409). <\/p>\n<p>A desmistifica\u00e7\u00e3o desta democracia est\u00e1 pautada na ideia de que, mesmo ap\u00f3s o fim da escravid\u00e3o, os negros continuavam a serem marginalizados e exclu\u00eddos do processo social do pa\u00eds, o que mudou? Podemos afirmar que, no per\u00edodo p\u00f3s-escravid\u00e3o, os negros e seus descendentes continuaram com um <em>status<\/em> diferente em rela\u00e7\u00e3o aos brancos. Dialogando com os escritos de Souza (1983), cabe ao sujeito negro apoderar-se do conhecimento, desvend\u00e1-lo e destru\u00ed-lo, assim como cabe ao n\u00e3o-negro a execu\u00e7\u00e3o desse feito, essa supera\u00e7\u00e3o e destitui\u00e7\u00e3o do mito, mesmo porque o mito negro \u00e9 feito de imagens compartilhadas por ambos. \u201cRaz\u00e3o maior para que tal empenho seja comum \u00e9 o nosso anseio de construir um mundo onde n\u00e3o seja mais preciso dividi-lo entre negros e brancos\u201d (SOUZA, 1983, p. 26).<\/p>\n<p>A luta pela terra no Brasil \u00e9, portanto, tamb\u00e9m uma forma de resist\u00eancia hist\u00f3rica que ecoa as lutas quilombolas e a busca por liberdade e dignidade. O MST e outros movimentos populares que lutam pela Reforma Agr\u00e1ria Popular representam essa continuidade de resist\u00eancia, movimento de maioria de mulheres negras, busca a inclus\u00e3o e o reconhecimento de direitos para as popula\u00e7\u00f5es marginalizadas e historicamente exclu\u00eddas. A terra foi o que nos tiraram para nos explorar sob outro regime, por isso \u00e9 chegada a hora de retom\u00e1-la, \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o fundamental para construir uma sociedade livre do racismo, da domina\u00e7\u00e3o patriarcal e da explora\u00e7\u00e3o capitalista em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Por fim, para lutar contra o racismo de apagamento que reina no Brasil, em toda a reuni\u00e3o popular, pe\u00e7a ao povo negro para se levantar e se olhar. Trata-se de uma exerc\u00edcio fundamental para n\u00e3o esquecermos os rostos dessas terras, que precisamos conquistar.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong>:<\/p>\n<p>SOUZA, N. S. Tornar-se negro ou As vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascens\u00e3o social (Vol. 4). Rio de Janeiro: Edi\u00e7\u00f5es Graal Ltda, 1983.<\/p>\n<p>NASCIMENTO, Abdias do. O Quilombismo. Petr\u00f3polis: Vozes, 1980.<\/p>\n<p>RAMOS, Guerreiro. A redu\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica \/ Guerreiro Ramos. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1996.<\/p>\n<p>FANON, Frantz. Os Condenados da Terra. Juiz de Fora: Editora UFJF, 1980.<\/p>\n<p>KAEAHALA, E. &amp; VIVAR y SOLER, R. D. Por uma psicologia social antirracista: contribui\u00e7\u00f5es de Frantz Fanon. Psicologia &amp; Sociedade, 22(2), 408-410, 2010.<\/p>\n<p>FERNANDES, Florestan. Significado do protesto negro (1989), FFLCH, 1989.<\/p>\n<p><em>*Grupo de Estudos \u00c9tnico-Raciais do MST<\/em>.<\/p>\n<p><em>**Editado por Solange Engelmann<\/em><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2024\/11\/18\/a-consciencia-negra-e-a-luta-pela-terra-no-pais-do-agronegocio\/\">A Consci\u00eancia Negra e a luta pela terra no pa\u00eds do agroneg\u00f3cio<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ditadura-certidoes-de-obito-de-vitimas-deve-constar-causa-real\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Ditadura: certid\u00f5es de \u00f3bito de v\u00edtimas deve const...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/gonet-e-reconduzido-a-frente-da-pgr-e-defende-independencia-do-orgao\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/gonet-ccj_Foto-Waldemir-Barreto_Agencia-Senado-2048x1366-1-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Gonet \u00e9 reconduzido \u00e0 frente da PGR e defende inde...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/motogirls-quem-sao-e-o-que-reivindicam\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/MATERIA-GERAL-2-150x150.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Motogirls: quem s\u00e3o e o que reivindicam?<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/senadores-celebram-maior-crescimento-do-pib-brasileiro-desde-2021\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Senadores celebram maior crescimento do PIB brasil...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Manuelle Hernandez Por Rafael Bastos*Da P\u00e1gina do MST Pensar no campo Brasileiro \u00e9 pensar nas desigualdades que estruturam a sociedade, como o racismo e o patriarcado, que s\u00e3o pe\u00e7as fundamentais do latif\u00fandio. 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