{"id":56424,"date":"2025-10-03T17:33:21","date_gmt":"2025-10-03T20:33:21","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/as-mineiras-que-enfrentam-o-machismo-com-agroecologia\/"},"modified":"2025-10-03T17:33:21","modified_gmt":"2025-10-03T20:33:21","slug":"as-mineiras-que-enfrentam-o-machismo-com-agroecologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/as-mineiras-que-enfrentam-o-machismo-com-agroecologia\/","title":{"rendered":"As mineiras que enfrentam o machismo com agroecologia"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"936\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Agricultora-familiar_cafe_Foto-por-Maria-Regina-Mendes-Nogueira.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Agricultora-familiar_cafe_Foto-por-Maria-Regina-Mendes-Nogueira.jpeg 1024w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Agricultora-familiar_cafe_Foto-por-Maria-Regina-Mendes-Nogueira-300x274.jpeg 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Agricultora-familiar_cafe_Foto-por-Maria-Regina-Mendes-Nogueira-768x702.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Agricultora familiar Maria Regina Nogueira participa do grupo Mulheres Organizadas em Busca de Igualdade (Mobi). Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Fala-se cada vez mais em transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica como uma mudan\u00e7a profunda em nossas formas de produzir energia, cultivar alimentos, circular mercadorias e viver em sociedade. Como definem Pochmann, Costa e Amorim (2023), a transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica implica enfrentar simultaneamente os limites ecol\u00f3gicos, expressos na crise ambiental, e os limites sociais, expressos na desigualdade estrutural, propondo mudan\u00e7as profundas nos modos de produzir, consumir e organizar a vida social.<\/p>\n<p>Mas esse termo, que j\u00e1 est\u00e1 virando palavra de ordem em confer\u00eancias e relat\u00f3rios, ganha outro peso quando o observamos a partir do territ\u00f3rio. A transi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas t\u00e9cnica ou econ\u00f4mica: ela \u00e9 social e pol\u00edtica. No Brasil, ela acontece num mundo em que as mudan\u00e7as ambientais j\u00e1 s\u00e3o sentidas no corpo: secas prolongadas, enchentes mais violentas, ondas de calor que atravessam cidades e campos. Enfim, eventos clim\u00e1ticos cada vez mais dif\u00edceis de prever.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a contradi\u00e7\u00e3o do nosso tempo: comunidades rurais s\u00e3o convocadas para sustentar a seguran\u00e7a alimentar das cidades, mas s\u00e3o as primeiras a sentir o peso do colapso clim\u00e1tico e do mercado globalizado. Falamos em \u201ctransi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica\u201d, mas ainda n\u00e3o perguntamos quem vai pagar a conta e quem ter\u00e1 o direito de permanecer no territ\u00f3rio.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Prancheta-4-1.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Prancheta-4-1.png 680w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Prancheta-4-300x110.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Al\u00e9m disso, a crise clim\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 democr\u00e1tica: atinge de forma desigual. Segundo o IPCC (2022), comunidades que dependem diretamente dos recursos naturais, como agricultores familiares, pescadores artesanais e povos ind\u00edgenas, est\u00e3o entre os que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de maior vulnerabilidade. Isso faz com que fam\u00edlias abandonem a terra, mulheres fiquem sobrecarregadas no campo e os territ\u00f3rios passem a perder cada vez mais jovens.<\/p>\n<p>Conforme o sistema se aproxima dos limites ecol\u00f3gicos (perda de biodiversidade, colapso h\u00eddrico, aumento da temperatura m\u00e9dia), a disputa por recursos como \u00e1gua, terra f\u00e9rtil e energia se acirra. Isso amplia desigualdades: quem tem capital consegue investir em irriga\u00e7\u00e3o ou tecnologias adaptativas; quem n\u00e3o tem, fica exposto ao risco de abandono produtivo e \u00eaxodo rural. O relat\u00f3rio FAO (2023) mostra que, em crises clim\u00e1ticas recentes, grandes produtores conseguiram absorver perdas com seguro agr\u00edcola, enquanto agricultores familiares ficaram desassistidos.<\/p>\n<p>O Brasil rural vive tamb\u00e9m um decrescimento populacional. Jovens migram para cidades em busca de renda e servi\u00e7os, deixando atr\u00e1s de si comunidades mais velhas e vulnerabilizadas. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que esse processo enfraquece o campo e sua reprodu\u00e7\u00e3o social. Mas pode abrir espa\u00e7o para algo novo: \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o menos intensivas, que experimentam pr\u00e1ticas agroecol\u00f3gicas, cooperativas e arranjos locais de economia circular, capazes de criar condi\u00e7\u00f5es de perman\u00eancia ou at\u00e9 mesmo retorno destes jovens. Nesses casos, o que poderia ser apenas sinal de vulnerabilidade transforma-se em oportunidade de reorganizar a vida rural em bases mais sustent\u00e1veis e solid\u00e1rias, desde que apoiadas por pol\u00edticas p\u00fablicas e redes de coopera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um exemplo inspirador vem de Po\u00e7o Fundo, em Minas Gerais. L\u00e1, agricultoras familiares conquistaram espa\u00e7o dentro da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Po\u00e7o Fundo e regi\u00e3o (Coopfam), rompendo barreiras de g\u00eanero e criando o movimento \u201cMulheres Organizadas em Busca de Independ\u00eancia\u201d (Mobi). A trajet\u00f3ria come\u00e7ou com a luta pelo direito ao voto nas assembleias da cooperativa, estendeu-se at\u00e9 a presid\u00eancia e resultou na cria\u00e7\u00e3o de uma linha pr\u00f3pria de caf\u00e9s sustent\u00e1veis e org\u00e2nicos, o Caf\u00e9 Feminino.<\/p>\n<p>O caso mostra que a transi\u00e7\u00e3o socioecol\u00f3gica n\u00e3o depende apenas de tecnologias verdes ou de pol\u00edticas de mercado, mas de transforma\u00e7\u00f5es sociais e culturais profundas. Ao desafiar hierarquias de g\u00eanero, essas agricultoras tamb\u00e9m redefiniram o sentido de sustentabilidade: seus caf\u00e9s n\u00e3o carregam apenas valor econ\u00f4mico, mas tamb\u00e9m valores ambientais, sociais e culturais. Exemplos como o de Po\u00e7o Fundo revelam que a justi\u00e7a clim\u00e1tica se constr\u00f3i de baixo para cima, a partir de experi\u00eancias concretas em que comunidades organizadas combinam produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, autonomia pol\u00edtica e fortalecimento de identidades coletivas.<\/p>\n<p>Os territ\u00f3rios rurais vivem um paradoxo: s\u00e3o essenciais para a transi\u00e7\u00e3o socioecol\u00f3gica, mas continuam invisibilizados nas pol\u00edticas p\u00fablicas. Justi\u00e7a clim\u00e1tica, nesse contexto, significa n\u00e3o apenas reduzir emiss\u00f5es de carbono, mas garantir condi\u00e7\u00f5es de perman\u00eancia no campo. Significa reconhecer que a agroecologia n\u00e3o \u00e9 apenas t\u00e9cnica, mas tamb\u00e9m cultura, espiritualidade e identidade.<\/p>\n<p>O enfoque das pol\u00edticas alimentares e agr\u00edcolas na agroecologia, como estrat\u00e9gia principal para alcan\u00e7ar autonomia e resili\u00eancia, pode transformar rapidamente as formas como produzimos e consumimos alimentos e, ao mesmo tempo, enfrentar os desafios globais, incluindo as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, a perda de biodiversidade, a inseguran\u00e7a alimentar, a pobreza e a deteriora\u00e7\u00e3o da sa\u00fade.<\/p>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<p>Esses agricultores n\u00e3o s\u00e3o v\u00edtimas passivas de um colapso inevit\u00e1vel: s\u00e3o agentes de futuro, guardi\u00f5es de pr\u00e1ticas e saberes capazes de orientar a transi\u00e7\u00e3o socioecol\u00f3gica de que tanto falamos. O desafio \u00e9 simples e profundo: se queremos transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, precisamos garantir que eles permane\u00e7am no territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Como lembram Pochmann, Costa e Amorim no livro <em>Transi\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica e Social no Brasil<\/em>, pensar a transi\u00e7\u00e3o apenas em termos tecnol\u00f3gicos significa esvaziar o debate. O essencial \u00e9 reconhecer que \u201co modo de produ\u00e7\u00e3o dominante gera exclus\u00e3o social ao mesmo tempo em que ultrapassa os limites ecol\u00f3gicos\u201d. Nesse sentido, o futuro da transi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas verde, mas tamb\u00e9m social: precisa reorganizar as formas de produzir, distribuir e consumir, enfrentando a desigualdade estrutural que marca o pa\u00eds.<\/p>\n<p>O Plano de Transforma\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica, chamado Novo Brasil e anunciado em 2023 pelo governo federal, refor\u00e7a esse reposicionamento. Ele estabelece objetivos ambiciosos: gerar emprego e produtividade por meio da moderniza\u00e7\u00e3o industrial, promover justi\u00e7a social redistribuindo ganhos e reduzindo impactos clim\u00e1ticos sobre popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis, e avan\u00e7ar na sustentabilidade ambiental, reduzindo emiss\u00f5es e promovendo uso respons\u00e1vel dos recursos naturais. Seus eixos incluem finan\u00e7as sustent\u00e1veis, adensamento tecnol\u00f3gico, bioeconomia e sistemas agroalimentares, transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, economia circular e nova infraestrutura verde, com instrumentos que v\u00e3o de incentivos fiscais a linhas de cr\u00e9dito para projetos sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>No papel, o Plano prop\u00f5e integrar desenvolvimento econ\u00f4mico, justi\u00e7a social e preserva\u00e7\u00e3o ambiental. Na pr\u00e1tica, entretanto, a experi\u00eancia concreta nos territ\u00f3rios rurais mostra que tais medidas de cima para baixo nem sempre contemplam os sujeitos que sustentam a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e mant\u00eam a biodiversidade: agricultores familiares, comunidades tradicionais e assentamentos agroecol\u00f3gicos. Sem pol\u00edticas p\u00fablicas que apoiem esses grupos, existe o risco de se repetir o padr\u00e3o hist\u00f3rico de moderniza\u00e7\u00e3o desigual, em que os custos da transi\u00e7\u00e3o recaem sobre quem tem menos recursos, enquanto os benef\u00edcios ficam concentrados nos grandes produtores ou em setores urbanos e industriais.<\/p>\n<p>O desafio, portanto, \u00e9 articular as estrat\u00e9gias do Plano com iniciativas locais de baixo para cima, como cooperativas, agroecologia e economia circular, garantindo que a transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica n\u00e3o seja apenas tecnol\u00f3gica, mas tamb\u00e9m social, territorial e cultural. Com justi\u00e7a territorial, redistribui\u00e7\u00e3o de recursos e reconhecimento do papel estrat\u00e9gico da agricultura familiar e da agroecologia.<\/p>\n<hr>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>FAO. (2023). <em>The State of Food and Agriculture 2023: Climate Change, Agriculture and Food Security<\/em>. Food and Agriculture Organization of the United Nations.<\/p>\n<p>IPCC. (2022). <em>Climate Change 2022: Impacts, Adaptation and Vulnerability<\/em>. Intergovernmental Panel on Climate Change.<\/p>\n<p>Pochmann, M., Costa, F. A., &amp; Amorim, R. (2023). <em>Transi\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica e Social no Brasil<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo Editorial.<\/p>\n<p>Globo Rural. (2023, 24 de setembro). <em>Caf\u00e9 feminino: conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de agricultoras que se uniram para ganhar voz em cooperativa e hoje t\u00eam at\u00e9 marca de gr\u00e3os especiais<\/em>.<\/p>\n<p>Governo Federal do Brasil. (2023). <em>Plano de Transforma\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica<\/em>. Bras\u00edlia: Minist\u00e9rio do Meio Ambiente \/ Governo Federal.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Sem publicidade ou patroc\u00ednio, dependemos de voc\u00ea. Fa\u00e7a parte do nosso grupo de apoiadores e ajude a manter nossa voz livre e plural: <strong>apoia.se\/outraspalavras<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>The post As mineiras que enfrentam o machismo com agroecologia appeared first on Outras Palavras.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/sul21.com.br\/opiniao\/2025\/09\/em-que-cidade-o-prefeito-melo-vive-por-karen-santos\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Em que cidade o prefeito Melo vive? 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Organizaram-se para romper barreiras de g\u00eanero e lan\u00e7ar o Caf\u00e9 Feminino, uma linha sustent\u00e1vel e org\u00e2nica. Agroecologia depende mais de transforma\u00e7\u00f5es sociais que de tecnologias \u201cverdes\u201d\u2026 <\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/terraeantropoceno\/as-mineiras-que-enfrentam-o-machismo-com-agroecologia\/\">As mineiras que enfrentam o machismo com agroecologia<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":56425,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[2461,306,23262,23263,23264,23265,23266,23267,5840,2221,2095],"tags":[],"class_list":["post-56424","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agricultura-familiar","category-agroecologia","category-cafe-feminino","category-coopfam","category-mobi","category-poco-fundo","category-produtos-agroecologicos","category-tecnologias-verdes","category-terra-e-antropoceno","category-transformacao-social","category-transicao-ecologica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56424","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56424"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56424\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/56425"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56424"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56424"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56424"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}