{"id":5891,"date":"2024-11-20T13:45:19","date_gmt":"2024-11-20T16:45:19","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/ainda-estou-aqui-e-as-disputas-pela-memoria-nos-60-anos-do-golpe-militar\/"},"modified":"2024-11-20T13:45:19","modified_gmt":"2024-11-20T16:45:19","slug":"ainda-estou-aqui-e-as-disputas-pela-memoria-nos-60-anos-do-golpe-militar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ainda-estou-aqui-e-as-disputas-pela-memoria-nos-60-anos-do-golpe-militar\/","title":{"rendered":"&#8216;Ainda estou aqui&#8217; e as disputas pela mem\u00f3ria nos 60 anos do Golpe Militar"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Em seu artigo \u201cTortura e sintoma social\u201d, a psicanalista Maria Rita Kehl diz que a elabora\u00e7\u00e3o p\u00fablica dos crimes cometidos pelos militares na Ditadura de 64 encerraria n\u00e3o s\u00f3 o luto das v\u00edtimas e de seus familiares, que buscam justi\u00e7a, mas poderia come\u00e7ar a curar as pr\u00f3prias i<a href=\"https:\/\/www.brasildefatopb.com.br\/2024\/05\/09\/projeto-dos-filmes-que-ainda-nao-fizemos-prorroga-inscricoes-para-oficina-de-roteiro-de-cinema\">nstitui\u00e7\u00f5es brasileiras, historicamente violentas.<\/a>\u00a0<\/p>\n<p>A licen\u00e7a para abusar, torturar e matar, escreve Maria Rita Kehl, acabaria por traumatizar tamb\u00e9m os agentes da barb\u00e1rie. Esse choque produzido pelo gozo com a puls\u00e3o de morte desorganiza o sentimento de realidade e a identidade: \u201cN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil efetivar a passagem do \u2018sou um homem\u2019 para \u2018sou um assassino de outros homens\u2019 \u2013 ela tem um pre\u00e7o alto. O efeito, para o pr\u00f3prio sujeito, \u00e9 t\u00e3o aterrorizante que ele se v\u00ea impelido a repetir seu ato mort\u00edfero at\u00e9 assimilar de vez sua nova hedionda identidade\u201d.<\/p>\n<p>O mal se retroalimenta. E se alastra.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Democracia desigual\u00a0<\/p>\n<p>Num pa\u00eds como o Brasil, a Ditadura de 64 n\u00e3o foi pioneira nas pr\u00e1ticas de repress\u00e3o e exterm\u00ednio. Se nos anos de chumbo ela avan\u00e7ou para dentro dos pac\u00edficos lares de classe m\u00e9dia dos grandes centros urbanos, no passado e no presente, as popula\u00e7\u00f5es negras, ind\u00edgenas, e pobres das zonas rurais e perif\u00e9ricas, tiveram e t\u00eam que conviver cotidianamente com a falta de garantias democr\u00e1ticas. Para alguns corpos e territ\u00f3rios, a democracia nunca chegou de maneira plena. At\u00e9 hoje. E nenhuma das poucas conquistas est\u00e1 garantida.\u00a0<\/p>\n<p>Num racioc\u00ednio contraintuivo, Maria Rita Kehl afirma, a partir de Paulo Arantes, que pol\u00edcia brasileira \u00e9 a \u00fanica na Am\u00e9rica Latina que comete mais assassinatos e crimes de tortura na atualidade do que durante o per\u00edodo da Ditadura Militar.<\/p>\n<p>Com uma das maiores popula\u00e7\u00f5es carcer\u00e1rias do mundo, o Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses mais sangrentos e desiguais do planeta. Se pens\u00e1ssemos de verdade nessas quest\u00f5es, com uma consci\u00eancia verdadeiramente \u00e9tica, como o mesmo desespero cotidiano de quem sofre essa viol\u00eancia na pele, talvez n\u00e3o dorm\u00edssemos \u00e0 noite. Talvez f\u00f4ssemos um pouco mais radicais, indo \u00e0 raiz dos problemas com urg\u00eancia.\u00a0<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Ainda estou aqui<\/p>\n<p>Nesse sentido, a express\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/11\/15\/ainda-estou-aqui-filme-indicado-pelo-brasil-ao-oscar-tem-mais-de-150-sessoes-em-pernambuco-neste-fim-de-semana-veja-onde-assistir\">Ainda estou aqui<\/a>, t\u00edtulo do comovente filme de Walter Salles, ganha um duplo sentido. Ainda est\u00e1 presente a aus\u00eancia do engenheiro Rubens Paiva, sequestrado e torturado, como outros 20 mil brasileiros no per\u00edodo de repress\u00e3o, e depois assassinado e desaparecido como outros 434 cidad\u00e3os, de acordo com n\u00fameros estimados pela Comiss\u00e3o Nacional da Verdade e ag\u00eancias internacionais. Tamb\u00e9m est\u00e1 aqui presente ainda hoje no Brasil, o aparato repressor do estado: pa\u00eds no qual 71,7% dos mortos por policiais em 2023 eram crian\u00e7as, adolescentes ou jovens. \u00a0<\/p>\n<p>O testemunho da fam\u00edlia Paiva, que ganhou corpo pela primeira vez em 2015, no livro do jornalista e escritor Marcelo Rubens Paiva, \u00e9 comovente em muitos n\u00edveis. Os primeiros planos do filme, intercalando tr\u00eamulas montagens de Super 8, algumas ficcionais e imagens que parecem ser originais de arquivo, d\u00e3o o tom memorial\u00edstico do cotidiano feliz da fam\u00edlia. A partida de v\u00f4lei de praia, o cachorro de rua sendo acolhido, as crian\u00e7as correndo em bando sozinhas pela rua, garotas bronzeando a pele com coca-coca. Festas, m\u00fasica e muita alegria numa casa p\u00e9 na areia.\u00a0<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o come\u00e7a a mudar quando um grupo da luta armada sequestra o embaixador su\u00ed\u00e7o, exigindo a soltura de presos pol\u00edticos. Isso acirra a repress\u00e3o. A filha mais velha de Paiva, Veruca, que passeava tranquila com amigos num carro, \u00e9 acossada por uma blitz e \u201ctoma uma geral\u201d da PM, com empurr\u00f5es, armas na cabe\u00e7a e ofensas. Uma pr\u00e1tica cotidiana das for\u00e7as policiais brasileiras, a depender da sua classe social, ra\u00e7a e lugar geogr\u00e1fico onde se vive. Mas que naquele per\u00edodo se tornou pr\u00e1tica generalizada, sendo que grande parte dos militantes contr\u00e1rios \u00e0 ditadura compunha-se por jovens estudantes. \u00a0<\/p>\n<p>Enquanto posa para uma foto abra\u00e7ada com a fam\u00edlia, com o mar ao fundo, Eunice Paiva v\u00ea caminh\u00f5es do ex\u00e9rcito passando e n\u00e3o cont\u00e9m sua apreens\u00e3o. A seguran\u00e7a da sua fam\u00edlia est\u00e1 em risco. Ela ainda n\u00e3o sabia que o marido est\u00e1 distribuindo correspond\u00eancias clandestinas de exilados. E mais adiante, quando conversa com um amigo que conta as pequenas resist\u00eancias que o marido fazia, escuta que nada de mau aconteceria a algu\u00e9m como Rubens Paiva.\u00a0<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Amea\u00e7a comunista<\/p>\n<p>Em um dia comum, num clima de pesadelo kafkiano, da maneira mais natural, agentes do Ex\u00e9rcito Brasileiro entram na sua casa e levam Rubens Paiva para \u201cprestar um depoimento de rotina\u201d. Alguns guardas continuam ali, vigiando a fam\u00edlia, monitorando as liga\u00e7\u00f5es, jogando tot\u00f3 com as crian\u00e7as. Como num sequestro. Depois, a pr\u00f3pria Eunice e a filha Eliana, ent\u00e3o com 15 anos de idade, s\u00e3o levadas encapuzadas e presas. A filha fica uma noite encarcerada.\u00a0<\/p>\n<p>Numa entrevista de 2012 ao jornal O Globo, quando falou pela primeira vez sobre o assunto, Eliana Paiva contou que os carrascos mostraram um trabalho de escola, de Hist\u00f3ria, sobre a Tchecoslov\u00e1quia. E a acusaram de ser comunista.<\/p>\n<p>Eunice Paiva ficou presa por 13 dias. As cenas dentro do c\u00e1rcere s\u00e3o claustrof\u00f3bicas e angustiantes. Vemos de relance uma pessoa sendo afogada. Ouvimos gritos de mulheres. Nesse ponto, um dos guardas que a leva da cela \u00e0 sala de interrogat\u00f3rios, sussurra informa\u00e7\u00f5es sobre a filha e diz para ela ficar calada para n\u00e3o causar mais irrita\u00e7\u00e3o aos torturadores.<\/p>\n<p>Esse c\u00famplice-sabotador, que diz n\u00e3o concordar com \u201cisso\u201d quando Eunice \u00e9 libertada, \u00e9 uma figura amb\u00edgua entre o consentimento e a resist\u00eancia. N\u00e3o h\u00e1 controle total, nem mesmo nos regimes mais autorit\u00e1rios.<\/p>\n<p>Em 1995, quando a lei reconheceu a morte de desaparecidos como Rubens Paiva, Eunice Paiva e o general-de-brigada Alberto Cardoso se abra\u00e7aram. Numa entrevista publicada na Folha de S. Paulo naquela ocasi\u00e3o, o general disse: \u201cMe impressionou o equil\u00edbrio e a simpatia daquela senhora, que, logicamente muito machucada, n\u00e3o exibiu o menor rancor\u201d.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Remontagens do tempo sofrido<\/p>\n<p>O ritmo narrativo do filme de Walter Salles vai muito bem at\u00e9 o ponto que a fam\u00edlia precisa mudar para S\u00e3o Paulo, com cenas muito tensas, que chamam a aten\u00e7\u00e3o pela sua for\u00e7a e sutileza. Por exemplo, no banco: o gerente e amigo do marido vira as costas quando ela vai trocar o cheque da propriedade vendida \u00e0s pressas, ou quando a professora que tamb\u00e9m tinha sido presa deixa seu testemunho debaixo da porta, no meio de uma tempestade. A atua\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/10\/11\/ainda-estou-aqui-fernanda-torres-e-premiada-pelo-critics-choice-award\">Fernanda Torres<\/a>, impec\u00e1vel, confere muita densidade a toda a luta pela verdade e pela justi\u00e7a desempenhada por Eunice Paiva. Uma m\u00e3e, esposa, mulher dilacerada por um sofrimento incomensur\u00e1vel. Quando explode para cima dos soldados que espionam sua casa, depois que o cachorro Pimp\u00e3o \u00e9 atropelado, dando pancadas no vidro, vemos nos seus olhos a raiva e a dor. Uma coragem que nos deixa emocionados e inspirados.\u00a0<\/p>\n<p>No segundo e terceiro bloco do filme de Walter Salles, o roteiro perde a for\u00e7a do primeiro ciclo narrativo. Talvez uma miniss\u00e9rie fosse a melhor op\u00e7\u00e3o para desenvolver toda a luta de Eunice pelo reconhecimento da morte do marido e seu ativismo pelos direitos ind\u00edgenas, e tamb\u00e9m sua batalha pessoal contra o Alzheimer, que aparece apenas de relance, com a presen\u00e7a de Fernanda Montenegro. Nesse ponto, como n\u00e3o lembrar do \u00f3timo document\u00e1rio chileno La Memoria Infinita (Maite Alberdi, 2023), um dos filmes mais comoventes do ano passado, que trata de um tema semelhante, mem\u00f3ria da ditadura e perda da mem\u00f3ria. Al\u00e9m disso, o uso de imagens de arquivo poderia ser mais ousado. Mesmo os telejornais aparecem timidamente, e poderiam oferecer um jogo interessante, como na solu\u00e7\u00e3o de uso de arquivos da televis\u00e3o apresentada no j\u00e1 cl\u00e1ssico No (Pablo Larra\u00edn, 2012). \u00a0<br \/>\n\u00a0<br \/>\nAl\u00e9m disso, o salto apressado no tempo e as atua\u00e7\u00f5es do novo elenco causam certa desconfian\u00e7a no p\u00fablico. Estamos vislumbrando um ep\u00edlogo? Ainda estamos vendo o mesmo filme?\u00a0<\/p>\n<p>Na cena do recebimento do atestado de \u00f3bito, por exemplo, h\u00e1 um detalhe que est\u00e1 no livro mas que n\u00e3o aparece no filme. FHC era amigo pessoal e \u00edntimo de Rubens Paiva. Eleito presidente, desconversou quando a Anistia Internacional cobrou uma posi\u00e7\u00e3o sobre desaparecidos pol\u00edticos. Marcelo ent\u00e3o pede a um amigo da Veja um espa\u00e7o para escrever. A partir de um artigo de FHC dos anos 80, o escritor mostra as contradi\u00e7\u00f5es do \u201cpr\u00edncipe dos pobres\u201d, outrora um soci\u00f3logo \u201cmais cr\u00edtico\u201d. Com a grande repercuss\u00e3o, e com outro amigo pessoal de Rubens Paiva ocupando o cargo de Ministro da Justi\u00e7a, a LEI N\u00ba 9.140, que reconhecia o \u00f3bito dos desaparecidos, foi redigida e aprovada. \u00a0 \u00a0\u00a0<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">A hist\u00f3ria dos sem nome<\/p>\n<p>Mesmo uma fam\u00edlia rica e poderosa, com muitas rela\u00e7\u00f5es de poder, teve sua seguran\u00e7a e direitos roubados num regime de exce\u00e7\u00e3o. Foram necess\u00e1rios vinte anos para poder enterrar oficialmente um ex-deputado. Uma viol\u00eancia irrepar\u00e1vel. O que ser\u00e1 que aconteceu com os an\u00f4nimos e sem nome do passado, j\u00e1 que muitos dos documentos foram destru\u00eddos? Judith Butler afirma que nem todas as vidas s\u00e3o dignas de luto em sociedades e regimes de extrema vulnerabilidade. S\u00e3o a esses \u201csem nome\u201d, sumariamente derrotados, rasurados e apagados, a quem devemos dedicar nossas for\u00e7as, como diz o imperativo \u00e9tico da no\u00e7\u00e3o de hist\u00f3ria de Walter Benjamin.<\/p>\n<p>Ainda estou aqui \u00e9 um filme sens\u00edvel que cumpre seu papel testemunhal de pautar a mem\u00f3ria da Ditadura numa perspectiva da destrui\u00e7\u00e3o abrupta do cotidiano familiar. E exp\u00f5e as teias repressivas que alcan\u00e7avam os mais rec\u00f4nditos campos da luta, como o gesto solid\u00e1rio de Paiva de entregar as cartas daqueles que estavam na clandestinidade.\u00a0<\/p>\n<p>Muitos trabalhos recentes t\u00eam trazido esse per\u00edodo sombrio para o centro de debate neste ano em que Golpe Militar completa 60 anos, como Cinema de Arquivo, da pesquisadora Patr\u00edcia Machado ou o \u00e1udio livro YAWARA: Uma hist\u00f3ria oculta sobre o Brasil, narrado por Alice Braga e que conta a hist\u00f3ria do Relat\u00f3rio Figueiredo e a quest\u00e3o ind\u00edgena, al\u00e9m dos \u00f3timos trabalhos historiogr\u00e1ficos de Lucas Pedretti, com a A transi\u00e7\u00e3o inacabada.\u00a0<\/p>\n<p>Os testemunhos das v\u00edtimas t\u00eam sido um instrumento fundamental para a elabora\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica desta mem\u00f3ria traum\u00e1tica coletiva. O trabalho \u00e9tico e pol\u00edtico de curar nossas institui\u00e7\u00f5es, como prop\u00f5e Maria Rita Kehl, demandaria tamb\u00e9m ouvir a voz dos carrascos assumindo seus crimes publicamente. Para isso, se faz necess\u00e1rio revogar a lei da anistia. E julgar e condenar os crimes cometidos pelos militares contra o povo brasileiro. S\u00f3 assim poder\u00edamos come\u00e7ar a exorcizar esse passado sombrio que ainda est\u00e1 aqui.<\/p>\n<p><em>*<a href=\"http:\/\/www.marcosviniciusalmeida.com.%C2%A0\/\">Marcos Vin\u00edcius Almeida<\/a> \u00e9 escritor, jornalista e redator. Mestre em Literatura e Cr\u00edtica Liter\u00e1ria pela PUC-SP, colaborou com a Ilustr\u00edssima da Folha de S. Paulo e O Globo. \u00c9 autor do romance Pesadelo Tropical (Aboio, 2023).\u00a0<\/em><\/p>\n<\/div>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/leonardo-monteiro-celebra-15-anos-da-lei-que-mudou-a-fiscalizacao-de-barragens-no-brasil\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Leonardo Monteiro celebra 15 anos da lei que mudou...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/move-brasil-oferece-credito-mais-barato-a-entregadores-por-app-e-da-visibilidade-a-categoria-diz-lula\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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