{"id":59712,"date":"2025-10-21T17:00:17","date_gmt":"2025-10-21T20:00:17","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/haiti-precisa-da-solidariedade-dos-povos-nao-das-entidades-internacionais-diz-sociologa\/"},"modified":"2025-10-21T17:00:17","modified_gmt":"2025-10-21T20:00:17","slug":"haiti-precisa-da-solidariedade-dos-povos-nao-das-entidades-internacionais-diz-sociologa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/haiti-precisa-da-solidariedade-dos-povos-nao-das-entidades-internacionais-diz-sociologa\/","title":{"rendered":"Haiti precisa da solidariedade dos povos, n\u00e3o das entidades internacionais, diz soci\u00f3loga"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s o encerramento de mais uma miss\u00e3o internacional sem sucesso para conter a inseguran\u00e7a na qual vive o Haiti, a comunidade internacional se prepara para oferecer mais uma solu\u00e7\u00e3o para o pa\u00eds caribenho: a cria\u00e7\u00e3o da For\u00e7a de Supress\u00e3o de Gangues (FSG), proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O envio desta for\u00e7a foi autorizado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), que ter\u00e1 um escrit\u00f3rio no pa\u00eds apenas para gest\u00e3o administrativa. No entanto, essa for\u00e7a ainda n\u00e3o foi formada e n\u00e3o h\u00e1 prazo para que isso seja feito.<\/p>\n<p>Para avaliar as a\u00e7\u00f5es mais recentes da comunidade internacional no pa\u00eds e os caminhos que devem ser tomados para solucionar a crise pela qual o Haiti passa, o <em>Brasil de Fato<\/em> conversou com a soci\u00f3loga e cientista pol\u00edtica haitiana Sabine Manigat. Ela atuou como professora e pesquisadora na Faculdade Latino-americana de Ci\u00eancias Sociais (Flacso) no M\u00e9xico entre 1978 e 1986, quando regressou ao Haiti e passou a lecionar na Universidade de Quisqueya, na capital Porto Pr\u00edncipe. Atualmente colabora como pesquisadora independente em institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas do Haiti e internacionais. Manigat esteve no Brasil para participar do semin\u00e1rio \u201cHaiti e Brasil na encruzilhada da contemporaneidade: decolonialidade e antirracismo\u201d, realizado entre os dias 15 a 18 de outubro na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<\/p>\n<p><strong>Ver | Qu\u00eania cogita retirar tropas do Haiti por falta de financiamento<\/strong><\/p>\n<p>Nesta entrevista, ela afirma que a prioridade para os haitianos \u00e9 obter representantes leg\u00edtimos que sintam que representam as necessidades e problemas da popula\u00e7\u00e3o e diz que os meios para essa constru\u00e7\u00e3o passam pela solidariedade entre os povos. Ela explica que crise de inseguran\u00e7a est\u00e1 concentrada na capital, Porto Pr\u00edncipe, mas afeta o restante do pa\u00eds devido ao bloqueio de estradas feitos por gangues que exigem pagamentos e dificultam a comercializa\u00e7\u00e3o de produtos. Ela avalia que as gangues s\u00e3o produto de uma crise interna, come\u00e7ando com recrutamentos cl\u00e1ssicos por poderosos econ\u00f4micos ou pol\u00edticos em um contexto de desmoronamento da autoridade e que se concentra em bairros populares, o que levanta a suspeita de la\u00e7os estreitos entre a oligarquia, atores pol\u00edticos com esses grupos armados.<\/p>\n<p>No entanto, a acad\u00eamica critica de forma contundente a ideia de que o Haiti seja um \u201cpa\u00eds humanit\u00e1rio\u201d. Manigat diz que o pa\u00eds n\u00e3o precisa de ajuda emergencial humanit\u00e1ria, o problema central \u00e9 a falta de Estado para controlar o poder das gangues, que impedem o acesso \u00e0 sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Ver |\u00a0Comunidade do Caribe alerta sobre amea\u00e7a de quadrilhas assumirem controle no Haiti<\/strong><\/p>\n<h3>Leia a \u00edntegra da entrevista com a soci\u00f3loga Sabine Manigat:<\/h3>\n<p><strong>Pergunta: em outubro se encerrou a Miss\u00e3o Multinacional de Apoio \u00e0 Seguran\u00e7a ao Haiti (MSS), liderada pelo Qu\u00eania. Qual \u00e9 sua avalia\u00e7\u00e3o sobre essa interven\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sabine Manigat:<\/strong> A MSS, essa miss\u00e3o de apoio \u00e0 seguran\u00e7a, \u00e9 uma elabora\u00e7\u00e3o que vem da busca por uma solu\u00e7\u00e3o de pacifica\u00e7\u00e3o que teve duas fases anteriores. A primeira ocorreu ap\u00f3s o assassinato do presidente [Jovenel Mo\u00efse] em 2021, que previa a recomposi\u00e7\u00e3o do Estado haitiano a partir da elabora\u00e7\u00e3o de uma nova constitui\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, por cerca de tr\u00eas anos tivemos um governo provis\u00f3rio sem muita legitimidade, em uma tentativa de reorganizar o tecido institucional, especialmente para aprovar rapidamente uma constitui\u00e7\u00e3o e, com base nela, realizar novas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o funcionou por uma s\u00e9rie de raz\u00f5es, entre as quais a incapacidade do que restava do governo de organizar tudo isso, sem presidente, sem parlamento. Ent\u00e3o, ap\u00f3s tr\u00eas anos, houve uma tentativa de construir um executivo. Esta segunda etapa \u00e9 marcada pela interven\u00e7\u00e3o da Caricom [Comunidade do Caribe \u2013 formada por ex-col\u00f4nias europeias e que tem o Brasil como membro], que foi encarregada de encontrar uma solu\u00e7\u00e3o com os atores haitianos.<\/p>\n<p>Essa articula\u00e7\u00e3o resultou no atual executivo que temos, com nove membros, chamado Conselho Presidencial de Transi\u00e7\u00e3o (CPT), que tem funcionado mais ou menos no sentido de poder representar formalmente o Estado haitiano quando h\u00e1 uma decis\u00e3o a ser tomada. E uma dessas decis\u00f5es foi organizar \u2013 essa foi uma decis\u00e3o dos Estados Unidos \u2013 organizar a miss\u00e3o MMS, que deveria resolver o problema com cerca de 2.500 soldados para intervir contra as gangues. Mas isso tamb\u00e9m n\u00e3o deu certo porque deveria haver uma estrutura institucional que deveria apoiar isso, e n\u00e3o h\u00e1.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, todo o peso dessa decis\u00e3o recaiu sobre os Estados Unidos, que n\u00e3o querem fazer um investimento financeiro muito significativo no Haiti. Ent\u00e3o, quando a presid\u00eancia de [Donald] Trump come\u00e7ou, uma decis\u00e3o radical foi tomada: a comunidade internacional vai assumir o controle do Haiti, pelo menos esse \u00e9 o plano.<\/p>\n<p>E, para isso, em primeiro lugar, agradeceu-se \u00e0 miss\u00e3o do Qu\u00eania, que n\u00e3o p\u00f4de fazer nada porque n\u00e3o lhe foi dada autoridade nem meios reais, e os quenianos tamb\u00e9m n\u00e3o tinham vindo para morrer pelos haitianos, ou seja, sem condi\u00e7\u00f5es, n\u00e3o agiram.<\/p>\n<p><strong>Qual a situa\u00e7\u00e3o dessa nova proposta internacional de apoio ao Haiti?<\/strong><\/p>\n<p>Ent\u00e3o, essa nova constru\u00e7\u00e3o institucional contempla, em primeiro lugar, que seja autorizada pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas, para lhe dar uma legitimidade geral, mas que v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es sejam respons\u00e1veis por essa opera\u00e7\u00e3o. As Na\u00e7\u00f5es Unidas autorizaram a forma\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a, chamada For\u00e7a de Supress\u00e3o de Gangues, FSG, na sigla em franc\u00eas.<\/p>\n<p>Essa for\u00e7a ser\u00e1 constitu\u00edda por v\u00e1rias contribui\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias de pa\u00edses que desejarem, e ser\u00e1 liderada por um conselho coletivo dos contribuintes, ent\u00e3o n\u00e3o se sabe quais, n\u00e3o se sabe quantos e ainda n\u00e3o se sabe muito bem quanto eles v\u00e3o se manifestar. O Panam\u00e1 j\u00e1 disse que pode oferecer treinamento e forma\u00e7\u00e3o de policiais, mas n\u00e3o vai enviar tropas.<\/p>\n<p>E est\u00e1 dito que essa for\u00e7a est\u00e1 acima de tudo o que existe no Haiti, incluindo o Estado, mas quem manda \u00e9 apenas os Estados Unidos. Os pa\u00edses que integrarem essa for\u00e7a formar\u00e3o esse coletivo de decis\u00e3o, mas n\u00e3o estar\u00e1 sob a autoridade do Estado haitiano, nem sob a autoridade das Na\u00e7\u00f5es Unidas, porque n\u00e3o \u00e9 uma miss\u00e3o da ONU.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o que o Conselho de Seguran\u00e7a votou \u00e9 que haver\u00e1 um escrit\u00f3rio de apoio, claramente de apoio log\u00edstico e administrativo, nada mais, que ser\u00e1 das Na\u00e7\u00f5es Unidas, para apoiar essa for\u00e7a, mas n\u00e3o \u00e9 uma for\u00e7a da ONU, n\u00e3o h\u00e1 uma autoridade das Na\u00e7\u00f5es Unidas que possa estar l\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Qual a sua avalia\u00e7\u00e3o sobre esta solu\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Isso n\u00e3o vai funcionar. Isso n\u00e3o vai funcionar porque, em primeiro lugar, foi pensado totalmente fora de qualquer autoridade, de qualquer legitimidade, de qualquer voz de aprova\u00e7\u00e3o no Haiti. N\u00e3o sei se foi feito assim rapidamente porque, no final das contas, o Haiti n\u00e3o importa tanto, ou se \u00e9 a express\u00e3o de uma dificuldade do imperialismo em saber o que fazer com o Haiti.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o de que uma nova miss\u00e3o repita os mesmos erros da Minustah [Miss\u00e3o ocorrida entre 2004 e 2017 liderada pelo Brasil]. Pode ser que seja diferente e n\u00e3o para melhor, porque agora \u00e9 uma miss\u00e3o, s\u00e3o tropas que v\u00eam realmente para combater os haitianos.<\/p>\n<p>No Haiti atuam gangues criminosas, assim como as que existem aqui [no Rio de Janeiro] e em outras grandes cidades. Claro, o problema \u00e9 que, como n\u00e3o h\u00e1 Estado no Haiti neste momento, n\u00e3o h\u00e1 nenhum Estado para gerir est\u00e1 situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Como as gangues se formam no Haiti? As miss\u00f5es t\u00eam participa\u00e7\u00e3o nessa forma\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, as gangues s\u00e3o produto de uma crise interna. Come\u00e7a com os cl\u00e1ssicos recrutamentos de poderosos econ\u00f4micos ou pol\u00edticos para preservar seus interesses. Ent\u00e3o, eles formam suas pr\u00f3prias tropas ou grupos, mas em um contexto em que a autoridade est\u00e1 desmoronando. E h\u00e1 uma coisa interessante. Essas gangues, n\u00e3o posso dizer cem por cento, mas em noventa e cinco por cento, s\u00f3 se enfrentam dentro dos bairros populares.<\/p>\n<p>Em todo caso, o que pode ter acontecido tamb\u00e9m em parte, mas em parte, \u00e9 uma autonomiza\u00e7\u00e3o dessas gangues. \u00c9 como se tivessem sa\u00eddo da autoridade daqueles que as criaram e, ent\u00e3o, agora formaram uma coaliz\u00e3o e s\u00e3o mais fortes, mas continuam sendo mais fortes contra os setores populares. N\u00e3o quero fazer compara\u00e7\u00f5es ousadas, mas elas funcionam um pouco como cart\u00e9is. E como se trata do centro do pa\u00eds, isso afeta todo o resto.<\/p>\n<p>As principais estradas que v\u00e3o para a prov\u00edncia est\u00e3o bloqueadas, na sa\u00edda de Porto Pr\u00edncipe n\u00e3o passa a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, n\u00e3o passa a comida que \u00e9 produzida no campo, uma s\u00e9rie de coisas. Ou melhor, elas passam, mas controladas pelas gangues que cobram. Ent\u00e3o, isso dificulta muito a irriga\u00e7\u00e3o da economia em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Fora de Porto Pr\u00edncipe, em termos de seguran\u00e7a, temos dois departamentos que fazem fronteira com a capital a oeste, que s\u00e3o o Centre [Planalto Central] e o Artibonite, onde se produz a maior parte do arroz do pa\u00eds. Esses dois departamentos j\u00e1 est\u00e3o contaminados pela inseguran\u00e7a. No entanto, temos dez departamentos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Eu moro pr\u00f3ximo a regi\u00e3o sudeste em uma casa. Ando sozinha, vou e volto. N\u00e3o h\u00e1 nenhum problema, e sou mulher, sozinha. Isso \u00e9 muito curioso porque a vida continua normal com todas as limita\u00e7\u00f5es dessa falta de comunica\u00e7\u00e3o com o centro econ\u00f4mico do pa\u00eds. Mas como \u00e9 um pa\u00eds muito rural, o problema \u00e9 que os produtores n\u00e3o podem sair do seu departamento. Mas pelo menos no departamento onde est\u00e3o, as pessoas compram, vendem. N\u00e3o falta nada. Falta uma ou outra coisa importada que vem de Porto Pr\u00edncipe. Mas o essencial, n\u00e3o. Ficou mais caro, isso sim.<\/p>\n<p>Mas isso me leva a uma coisa importante que aproveito para lhe dizer. H\u00e1 uma narrativa clara sobre o Haiti. A parte da inseguran\u00e7a voc\u00ea j\u00e1 conhece. E a outra parte tamb\u00e9m, \u00e9 preciso v\u00ea-la de forma cr\u00edtica, que \u00e9 a parte humanit\u00e1ria, a de que o Haiti \u00e9 um pa\u00eds humanit\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>A senhora poderia explicar melhor este ponto?<\/strong><\/p>\n<p>O Haiti n\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds humanit\u00e1rio. Houve uma sucess\u00e3o de anos em que as chuvas foram boas, n\u00e3o houve grandes ciclones nem nada. E h\u00e1 comida, h\u00e1 produtos, mas as pessoas n\u00e3o podem comercializ\u00e1-los.<\/p>\n<p>No entanto, o PMA, o Programa Mundial de Alimentos da ONU, que j\u00e1 \u00e9 a ag\u00eancia mais importante no Haiti, est\u00e1 ofuscando um pouco o trabalho de desenvolvimento e de apoio institucional que as outras ag\u00eancias realizam. E depois h\u00e1 a Ocha [Escrit\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Coordena\u00e7\u00e3o de Assuntos Humanit\u00e1rio], que \u00e9 a ag\u00eancia respons\u00e1vel por fazer os apelos urgentes, os pedidos de fundos, e depois h\u00e1 todos aqueles que v\u00eam em situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia, com toda a boa vontade, M\u00e9dicos Sem Fronteiras, etc. Mas eles v\u00eam para dar uma ajuda como em situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia, tipo Gaza. N\u00e3o precisamos disso, as pessoas querem poder vender seus produtos, que a economia se anime, e depois veremos o que falta, porque vai faltar.<\/p>\n<p>E claro, se essa situa\u00e7\u00e3o durar mais cinco anos, vamos acabar sendo um pa\u00eds humanit\u00e1rio. Ent\u00e3o, o grande problema \u00e9 a falta de Estado, e todo o resto s\u00e3o deriva\u00e7\u00f5es. Sempre haver\u00e1 problemas econ\u00f4micos, problemas de seguran\u00e7a, pois eles existem aqui [no Brasil], e eu estive no M\u00e9xico por meses, h\u00e1 muitos problemas, mas s\u00e3o problemas que o Estado lida bem, mal, medianamente. Para exemplificar um pouco como essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente muito urgente, brutal, as pessoas n\u00e3o encontram sa\u00fade, n\u00e3o chegam aos hospitais que tamb\u00e9m foram vandalizados pelas gangues, n\u00e3o podem se educar, n\u00e3o podem circular, n\u00e3o podem vender sua produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A universidade neste momento no Haiti mal sobrevive. As autoridades atuais n\u00e3o est\u00e3o interessadas na universidade, que est\u00e1 com um or\u00e7amento muito baixo. As estradas e a capital, acima de tudo, s\u00e3o t\u00e3o inseguras que os estudantes nunca sabem quando v\u00e3o conseguir chegar, nem os professores. Ent\u00e3o, \u00e9 um funcionamento espor\u00e1dico, como as escolas, ali\u00e1s. H\u00e1 per\u00edodos em que funciona e outros em que n\u00e3o, esta semana n\u00e3o foi poss\u00edvel, e isso prejudica enormemente a continuidade do trabalho. Vamos acabar afogados e continuar assim. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente muito preocupante.<\/p>\n<figure aria-describedby=\"caption-attachment-235163\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/sabine.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"682\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/sabine.jpg 1024w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/sabine-300x200.jpg 300w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/sabine-768x512.jpg 768w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/sabine-150x100.jpg 150w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/sabine-750x500.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Sabine Manigat avalia que eventos como o realizado na UFRJ s\u00e3o demonstra\u00e7\u00f5es importantes de solidariedade entre os povos <br \/>Danilo G\u00f3es Pellagi \/ Semin\u00e1rio Haiti-Brasil \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Qual \u00e9 a prioridade neste momento?<\/strong><\/p>\n<p>O que n\u00f3s, haitianos, temos que conseguir, essa \u00e9 a prioridade n\u00famero um, \u00e9 que haja representantes leg\u00edtimos, mas n\u00e3o leg\u00edtimos porque supostas elei\u00e7\u00f5es os levaram l\u00e1, porque j\u00e1 vimos que isso \u00e9 muito relativo. Mas que as pessoas realmente sintam que \u00e9 uma equipe que representa suas necessidades e seus problemas.<\/p>\n<p>H\u00e1 l\u00edderes dentro do movimento campon\u00eas, h\u00e1 l\u00edderes dentro das organiza\u00e7\u00f5es cidad\u00e3s, h\u00e1 partidos pol\u00edticos que est\u00e3o trabalhando com as organiza\u00e7\u00f5es populares. Mas, a menos que ocorra uma transi\u00e7\u00e3o coerente, n\u00e3o s\u00e3o organiza\u00e7\u00f5es que, a curto prazo, possam se apresentar \u00e0s elei\u00e7\u00f5es. Porque essa conex\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 fraca.<\/p>\n<p>Isso passa pela solidariedade entre os povos, isso passa por pa\u00edses progressistas que conseguem dar algum apoio, na medida em que n\u00f3s tamb\u00e9m podemos receb\u00ea-lo. O povo haitiano tem que se organizar para poder receber essa solidariedade, diferente da oferecida pelas organiza\u00e7\u00f5es internacionais, que t\u00eam outro projeto, o projeto da for\u00e7a. Todas as organiza\u00e7\u00f5es internacionais est\u00e3o envolvidas nisso, todas. E foi pedido ao Conselho de Seguran\u00e7a que o batizasse e isso foi feito.<\/p>\n<p>Porque, como eu dizia, a quest\u00e3o dos pa\u00edses \u00e9 mais complicada. Embora a Col\u00f4mbia tenha se manifestado simbolicamente e de forma muito forte \u2013 [o presidente colombiano Gustavo] Petro foi duas vezes ao Haiti no ano passado. E s\u00e3o gestos fortes, n\u00e3o \u00e9? Mas agora, o que precisamos, digamos de forma mais concreta, seria, por exemplo, o fato de que institui\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es com mais possibilidades, n\u00e3o estou falando de dinheiro, embora tamb\u00e9m se possa ter fundos, mas que possam dar apoio a organiza\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es haitianas, da sociedade civil. Por exemplo, este encontro [na UFRJ] \u00e9 um deles, porque foi organizado por universidades brasileiras, que, por outro lado, j\u00e1 est\u00e3o trabalhando com profissionais e estudantes haitianos, e isso sim, s\u00e3o coisas muito valiosas. O apoio que a Via Campesina d\u00e1 a essas confedera\u00e7\u00f5es camponesas, h\u00e1 coisas que talvez ainda n\u00e3o sejam muito grandes, mas s\u00e3o muito valiosas e que certamente podem ser desenvolvidas.<\/p>\n<p><strong>A senhora poderia comentar um pouco sobre os movimentos sociais existentes no pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p>O Haiti tem movimentos sociais muito fortes, mas \u00e9 preciso levar em conta que, quando h\u00e1 uma manifesta\u00e7\u00e3o ou mobiliza\u00e7\u00e3o, de repente aparece a pol\u00edcia para atac\u00e1-los com g\u00e1s lacrimog\u00eaneo e acabar com as mobiliza\u00e7\u00f5es, mas elas existem.<\/p>\n<p>Atualmente h\u00e1 quatro setores mais atuantes. H\u00e1 as organiza\u00e7\u00f5es dos bairros populares, que montaram algumas brigadas de vigil\u00e2ncia, como elas chamam, para proteger os bairros, vigi\u00e1-los, com consequ\u00eancias inevit\u00e1veis. Em primeiro lugar, \u00e9: eu te encontro, eu te mato. Ent\u00e3o, h\u00e1 uma taxa de mortalidade que \u00e9 excessiva para esse trabalho de vigil\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Mas, por outro lado argumentam que, \u2018chamamos a pol\u00edcia, ela n\u00e3o chega, o que fazemos? Essas pessoas est\u00e3o entrando para matar, para violar, n\u00f3s as eliminamos\u2019. No entanto, \u00e9 um movimento interessante porque reconstitui um pouco o tecido, em termos de seguran\u00e7a, o tecido dos bairros populares, porque, se n\u00e3o, as pessoas n\u00e3o t\u00eam para onde ir. \u00c9 uma mobiliza\u00e7\u00e3o de jovens do seu bairro. N\u00e3o vai al\u00e9m disso. H\u00e1 grupos de esquerda, mas esse movimento n\u00e3o se reivindica politicamente.<\/p>\n<p>Depois, h\u00e1 os grupos progressistas, alguns radicais, as organiza\u00e7\u00f5es que chamamos de civis ou cidad\u00e3s que atuam com direitos humanos, legalidade constitucional, feministas, grupos que est\u00e3o mobilizados por um Estado de Direito. Ent\u00e3o, suas demandas s\u00e3o as de que se crie uma arquitetura pol\u00edtica que permita sair dessa situa\u00e7\u00e3o, que permita fazer a transi\u00e7\u00e3o. Ou seja, que seja realmente nomeada uma pessoa, um primeiro-ministro de fato para um governo de salva\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>Bem, entre esses grupos h\u00e1 um grupo chamado El Acuerdo Montana, que \u00e9 talvez o mais representativo desses setores cidad\u00e3os, que tentou participar do que acabou se tornando o Conselho Presidencial, que prop\u00f4s uma f\u00f3rmula colegiada, mas foi desvirtuada. Eles propuseram tr\u00eas pessoas, disseram que n\u00e3o, que n\u00e3o era suficientemente representativo, e aumentaram para nove, e com nove n\u00e3o d\u00e1 para trabalhar, evidentemente.<\/p>\n<p>Depois, h\u00e1 o movimento sindical, que est\u00e1 muito ativo neste momento, porque com a crise v\u00e1rias empresas que fazem parte do setor de m\u00e1quinas para ind\u00fastrias de exporta\u00e7\u00e3o est\u00e3o fechando, e n\u00e3o s\u00f3 est\u00e3o fechando empresas, mas tamb\u00e9m pressionando as que permanecem abertas, porque os trabalhadores fizerem uma reclama\u00e7\u00e3o, por exemplo, sobre sal\u00e1rios, que s\u00e3o de fome, ser\u00e3o demitidos. Portanto, h\u00e1 v\u00e1rias greves neste momento, uma no complexo industrial offshore que fica em Porto Pr\u00edncipe e outra tamb\u00e9m em outra dessas empresas de exporta\u00e7\u00e3o perto da fronteira com a Rep\u00fablica Dominicana, no norte.<\/p>\n<p>E depois h\u00e1 o movimento campon\u00eas, que deve ser levado em conta, porque os camponeses s\u00e3o a classe mais numerosa e melhor organizada do pa\u00eds neste momento e est\u00e3o conectados com o MST [Movimento dos Trabalhadores Sem Terra], com a Via Campesina. Existem quatro grandes confedera\u00e7\u00f5es que cobrem todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Uma delas \u00e9 o MPP, Movimento Campon\u00eas de Papay. Papay \u00e9 a regi\u00e3o onde nasceu essa confedera\u00e7\u00e3o, provavelmente a mais forte, que controla todo o centro do pa\u00eds e em todas as se\u00e7\u00f5es comunais h\u00e1 uma c\u00e9lula do MPP. Eles s\u00e3o muito, muito fortes.<\/p>\n<p>Depois, a segunda confedera\u00e7\u00e3o se chama Tet Kole, que fica no norte, principalmente em dois departamentos, o norte e o noroeste. Tamb\u00e9m h\u00e1 o MPNKP [Mouvman Peyizan Nasyonal Kongr\u00e8 Papay], que \u00e9 uma confedera\u00e7\u00e3o mais ampla, mas provavelmente menos forte que a MPP, mas que cobre todos os departamentos, com for\u00e7a em alguns e em outros n\u00e3o. Ou seja, na realidade, ela tem voca\u00e7\u00e3o nacional, mas \u00e9 mais forte em algumas regi\u00f5es, por exemplo, no sul.<\/p>\n<p>E, finalmente, h\u00e1 a Kros [K\u00f2dinasyon Rejyonal \u00d2ganizasyon Sid\u00e8s], que \u00e9 a confedera\u00e7\u00e3o regional de organiza\u00e7\u00f5es do sudeste, uma organiza\u00e7\u00e3o como o MPP, muito forte em seu departamento, que \u00e9 o sudeste.<\/p>\n<p><strong>Esses movimentos camponeses t\u00eam um projeto para o pa\u00eds? O que eles reivindicam?<\/strong><\/p>\n<p>Eles t\u00eam dois projetos. Um deles \u00e9 a reivindica\u00e7\u00e3o de uma agricultura camponesa de soberania alimentar. Ou seja, \u00e9 algo que est\u00e1 acontecendo, que \u00e9 muito importante aqui no M\u00e9xico, h\u00e1 uma renova\u00e7\u00e3o de tudo isso. E muito especificamente no caso do Haiti neste momento, que n\u00e3o lhes tirem suas terras.<\/p>\n<p>Porque essa pacifica\u00e7\u00e3o do pa\u00eds [feitas pelas miss\u00f5es internacionais] tamb\u00e9m vem com mais zonas francas, que tiram as terras dos camponeses, para que eles v\u00e3o trabalhar nas zonas francas e possam investir nas terras em turismo, extrativismo, tudo o que est\u00e1 na ordem do dia, n\u00e3o apenas para o Haiti.<\/p>\n<p><strong>E esses movimentos t\u00eam for\u00e7a pol\u00edtica para formar um novo governo? Eles tentam isso?<\/strong><\/p>\n<p>A\u00ed est\u00e1 a limita\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais no Haiti, que sempre tiveram uma conex\u00e3o fraca com as for\u00e7as pol\u00edticas. Al\u00e9m disso, essas for\u00e7as pol\u00edticas se deslegitimaram por todo o processo que ocorreu desde 1986 [quando terminou a ditadura de Fran\u00e7ois Duvalier, o chamado Papa Doc], com pol\u00edticos que acabaram se desviando do projeto inicial, como Jean-Bertrand Aristide. Ent\u00e3o, isso fez com que as rela\u00e7\u00f5es que j\u00e1 eram fracas entre os partidos pol\u00edticos e a sociedade civil se distanciassem ainda mais. E isso \u00e9 um problema, porque o movimento social por si s\u00f3 n\u00e3o pode exercer poder. O que voc\u00ea pode \u00e9 apoiar, se este \u00e9 o meu projeto, isso me representa, e apoiar.<\/p>\n<p><strong>Mas h\u00e1 partidos que apoiam?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, h\u00e1 partidos que t\u00eam legitimidade aos olhos da popula\u00e7\u00e3o e outros que n\u00e3o. Mas os que t\u00eam legitimidade n\u00e3o t\u00eam uma for\u00e7a organizativa que lhes permita conectar-se com o movimento social e represent\u00e1-lo. Claro, \u00e9 uma inten\u00e7\u00e3o, \u00e9 um projeto. Eles est\u00e3o trabalhando, mas tradicionalmente t\u00eam sido muito fracos. O desenvolvimento da crise de 1986 n\u00e3o ajudou ao seu fortalecimento, mas eles est\u00e3o l\u00e1. Eles existem.<\/p>\n<p><strong>E h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para uma elei\u00e7\u00e3o no Haiti?<\/strong><\/p>\n<p>Neste momento, n\u00e3o, nenhuma. A menos que se queira fazer como as elei\u00e7\u00f5es que tivemos desde 1995, ap\u00f3s o golpe contra Aristide, que s\u00e3o elei\u00e7\u00f5es que s\u00e3o teleguiadas pelas for\u00e7as internacionais de tal forma que as pessoas j\u00e1 n\u00e3o acreditam nas elei\u00e7\u00f5es. Mas, al\u00e9m disso, as condi\u00e7\u00f5es concretas t\u00eam que estar reunidas, ou seja, restaurar uma estrutura m\u00ednima de Estado de Direito, permitir que as pessoas circulem, o que neste momento n\u00e3o podem, para poder, pelo menos, sei l\u00e1, fazer campanha, ir votar, tudo o que \u00e9 normal, digamos, em uma situa\u00e7\u00e3o como essa.<\/p>\n<p><strong>E qual pode ser o papel da comunidade internacional para apoiar o Haiti neste momento?<\/strong><\/p>\n<p>A comunidade internacional j\u00e1 tem seu plano tra\u00e7ado e o que falamos no in\u00edcio sobre as diferentes miss\u00f5es corresponde a esse plano. N\u00e3o creio que devamos esperar que qualquer parte da comunidade internacional diga: \u201cBem, vamos ajudar os haitianos a realizar seu projeto\u201d. N\u00e3o. Mas a solidariedade dos povos, sim, conta. E no caso do Haiti, ela \u00e9 muito subdesenvolvida, o Haiti \u00e9 invisibilizado. \u00c9 por isso que eventos como o que estou participando aqui s\u00e3o fundamentais para despertar essa solidariedade.<\/p>\n<p>Estou surpresa com a qualidade, o compromisso, o interesse que existe no meio universit\u00e1rio e tamb\u00e9m em grupos de solidariedade, digamos, pessoas comprometidas com o Haiti. A maioria dos haitianos nem tem ideia de que existe esse potencial de solidariedade, mas n\u00f3s temos que fazer o trabalho de divulgar e vamos ver quanta solidariedade podemos despertar.<\/p>\n<p>Enquanto o movimento social, que \u00e9 forte, n\u00e3o conseguir obter legitimidade, e isso que tentamos com o CPT [Conselho Presidencial de Transi\u00e7\u00e3o] e bem, acabou que nos escapou, ou seja, o movimento n\u00e3o conseguiu manter esse v\u00ednculo entre o CPT e as demandas populares por uma transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. Ent\u00e3o, enquanto n\u00e3o houver isso, como se pode pedir a um Estado, a uma autoridade internacional? Ou seja, Brasil, M\u00e9xico, para falar dos pa\u00edses progressistas, Col\u00f4mbia, Venezuela.<\/p>\n<p>Outros pa\u00edses do Caribe tamb\u00e9m poderiam ajudar, mas essas coisas s\u00e3o feitas de Estado para Estado. H\u00e1 uma parte importante do trabalho que os haitianos t\u00eam que fazer, que \u00e9 conseguir que tenhamos um CPT ou seu substituto mais prov\u00e1vel, que tenha dignidade, capacidade ou, pelo menos, um projeto, e que reconhe\u00e7a sua fraqueza, para que possa ser nossa voz na busca, e a\u00ed sim poderemos conseguir uma solidariedade de Estado para Estado. Neste momento, n\u00e3o se pode pedir a um Estado que escolha um grupo no pa\u00eds e diga: \u2018Ah, esse eu vou apoiar\u2019.<\/p>\n<p>O que est\u00e1 em andamento neste momento \u00e9 a mobiliza\u00e7\u00e3o popular, o fato de haver organiza\u00e7\u00f5es que est\u00e3o trabalhando com essas organiza\u00e7\u00f5es populares tem que levar a algo. Mas enquanto n\u00e3o fizermos isso, ningu\u00e9m pode fazer por n\u00f3s.<\/p>\n<p>O post Haiti precisa da solidariedade dos povos, n\u00e3o das entidades internacionais, diz soci\u00f3loga apareceu primeiro em Opera Mundi.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/guardas-fronteiricos-da-ucrania-sao-armados-com-obuseiros-dos-eua-de-1941-relata-jornal\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Guardas fronteiri\u00e7os da Ucr\u00e2nia s\u00e3o armados com ob...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ocupacao-fome-e-exterminio-o-rosto-do-genocidio-em-gaza\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Ocupa\u00e7\u00e3o, fome e exterm\u00ednio: o rosto do genoc\u00eddio ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/trabalhadores-e-estudantes-lutam-contra-privatizacao-de-escolas-no-rio-grande-do-sul\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Trabalhadores e estudantes lutam contra privatiza\u00e7...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/pressao-popular-pode-enterrar-de-vez-a-dosimetria-diz-maria-do-rosario\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Press\u00e3o popular pode enterrar de vez a dosimetria,...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s o encerramento de mais uma miss\u00e3o internacional sem sucesso para conter a inseguran\u00e7a na qual vive o Haiti, a comunidade internacional se prepara para oferecer mais uma solu\u00e7\u00e3o para o pa\u00eds caribenho: a cria\u00e7\u00e3o da For\u00e7a de Supress\u00e3o de Gangues (FSG), proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O envio desta for\u00e7a foi [\u2026]<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/operamundi.uol.com.br\/politica-e-economia\/haiti-precisa-da-solidariedade-dos-povos-nao-das-entidades-internacionais-diz-sociologa\/\">Haiti precisa da solidariedade dos povos, n\u00e3o das entidades internacionais, diz soci\u00f3loga<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/operamundi.uol.com.br\/\">Opera Mundi<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":59713,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[45,322,2776,26171,26172,26173,26174,302,267,5518,6273,26175,1453,2210],"tags":[],"class_list":["post-59712","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","category-cpt","category-haiti","category-jovenel-moise","category-kros","category-minustah","category-movimento-campones-de-papay","category-mst","category-onu","category-politica-e-economia","category-quenia","category-sabine-manigat","category-trump","category-via-campesina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59712","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59712"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59712\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59713"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59712"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59712"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59712"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}