{"id":61215,"date":"2025-10-29T17:51:12","date_gmt":"2025-10-29T20:51:12","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-crise-ambiental-e-a-financeirizacao-da-natureza\/"},"modified":"2025-10-29T17:51:12","modified_gmt":"2025-10-29T20:51:12","slug":"a-crise-ambiental-e-a-financeirizacao-da-natureza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-crise-ambiental-e-a-financeirizacao-da-natureza\/","title":{"rendered":"A crise ambiental e a financeiriza\u00e7\u00e3o da natureza"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/SnapInstato_503820285_18154386775370030_6451431365146918659_n-1-1024x683-1.webp\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/SnapInstato_503820285_18154386775370030_6451431365146918659_n-1-1024x683-1.webp 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/SnapInsta.to_503820285_18154386775370030_6451431365146918659_n-1-1024x683-1-300x200.webp 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/SnapInsta.to_503820285_18154386775370030_6451431365146918659_n-1-1024x683-1-768x512.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Flaviana Alencar<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Por Renata Menezes*<br \/>Da p\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<p>Originariamente, a humanidade se relacionava com a natureza externa atrav\u00e9s do trabalho e esse trabalho era o mediador para atender \u00e0s necessidades coletivas e fundamentais: a fome era saciada pela agricultura, a necessidade de abrigo era resolvida transformando os bens comuns em moradia.\u00a0<\/p>\n<p>No entanto, essa din\u00e2mica foi radicalmente alterada com o surgimento das classes dominantes, onde o trabalho deixou de ser orientado para a satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades de quem o realizava e passou a ser apropriado para atender aos interesses de uma elite que n\u00e3o trabalhava.<\/p>\n<p>O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) entende que as classes subalternas passaram a terem que produzir n\u00e3o apenas para si, mas para suprir necessidades crescentes e cada vez mais desconectadas da vida comum, como altos padr\u00f5es de luxo e extravag\u00e2ncia.\u00a0<\/p>\n<p>Essa foi a primeira desconex\u00e3o: a apropria\u00e7\u00e3o do trabalho alheio e dos bens comuns para fins de <em>status<\/em> e domina\u00e7\u00e3o sobre os povos, e n\u00e3o de vida.<\/p>\n<p>Se a divis\u00e3o de classes iniciou a fratura, a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, aliada \u00e0 ascens\u00e3o do capitalismo e \u00e0 centralidade da vida urbana, que se aprofundou de forma decisiva. Este marco hist\u00f3rico consolidou o que Marx observou como a \u201cruptura socio-metab\u00f3lica\u201d.<\/p>\n<p>Essa ruptura tem duas faces: assim como o trabalhador foi alienado do fruto do seu pr\u00f3prio trabalho, o ser humano foi alienado de sua condi\u00e7\u00e3o de parte integrante da natureza. A reestrutura\u00e7\u00e3o da agricultura sob a l\u00f3gica capitalista n\u00e3o foi apenas uma mudan\u00e7a econ\u00f4mica; foi uma transforma\u00e7\u00e3o territorial e ambiental que imp\u00f4s um novo modo de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa aliena\u00e7\u00e3o urbana e industrial gerou o \u201cmito moderno da natureza intocada\u201d. \u00c9 a concep\u00e7\u00e3o, hoje dominante em espa\u00e7os como a COP30, de que a natureza \u00e9 \u201caquilo l\u00e1\u201d: os animais protegidos atr\u00e1s de uma cerca, um parque onde pessoas n\u00e3o podem entrar, um lugar privatizado.<\/p>\n<p>Essa vis\u00e3o ignora a dimens\u00e3o hist\u00f3rica da agricultura e o papel dos povos tradicionais. Ignora que biomas como a Floresta Amaz\u00f4nica s\u00e3o, em grande medida, resultado de um trabalho milenar de produ\u00e7\u00e3o e manejo de povos origin\u00e1rios. A natureza, nesse mito, deixa de ser um processo vivo e interativo para se tornar um objeto est\u00e1tico.<\/p>\n<p><strong>A crise atual e a maquiagem verde<\/strong><\/p>\n<p>Quando a natureza \u00e9 vista como um objeto separado, ela pode ser explorada ou \u201cpreservada\u201d pela mesma l\u00f3gica de mercado. A crise ambiental que vivemos hoje \u00e9, portanto, uma deriva\u00e7\u00e3o direta da crise estrutural do capital.<\/p>\n<p>O capitalismo, em sua busca incessante por acumula\u00e7\u00e3o, aprofunda contradi\u00e7\u00f5es que se tornam evidentes, a exemplo do desmatamento, queimadas e falta de saneamento, mas as causas permanecem invisibilizadas.\u00a0<\/p>\n<p>No Brasil, isso \u00e9 expl\u00edcito pois o modelo da Revolu\u00e7\u00e3o Verde imp\u00f4s uma industrializa\u00e7\u00e3o radical da agricultura, baseada em agrot\u00f3xicos e na padroniza\u00e7\u00e3o dos alimentos, onde o agroneg\u00f3cio \u00e9 focado em <em>commodities<\/em> de gr\u00e3os e min\u00e9rios, avan\u00e7ando e destruindo biomas para atender a um mercado externo, n\u00e3o \u00e0s necessidades do povo.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto que surge a \u201cfinanceiriza\u00e7\u00e3o da natureza\u201d, quando o modelo capitalista tenta \u201cresolver\u201d a crise que ele mesmo gerou e o faz pela \u00fanica l\u00f3gica que conhece: a do mercado.<\/p>\n<p>Nesse contexto surgem as \u201cfalsas solu\u00e7\u00f5es\u201d, baseadas na din\u00e2mica da compensa\u00e7\u00e3o e da financeiriza\u00e7\u00e3o. Aqui refor\u00e7amos que o problema n\u00e3o \u00e9 a tecnologia em si, seja solar, e\u00f3lica ou outra, mas o problema \u00e9 como ela \u00e9 apropriada pelo capital.\u00a0<\/p>\n<p>A transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica atual n\u00e3o visa a soberania popular; visa expandir a acumula\u00e7\u00e3o, gerar hidrog\u00eanio verde para exporta\u00e7\u00e3o e individualizar os lucros, enquanto cria novos problemas, como os impactos das torres e\u00f3licas na sa\u00fade das popula\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n<p>Essa l\u00f3gica produz absurdos como \u201cjardins artificiais\u201d, a exemplo dos encontrados em Bel\u00e9m, sede da COP30, enquanto as periferias seguem sem saneamento b\u00e1sico, reduzindo-se toda a complexidade da crise ambiental a uma \u00fanica vari\u00e1vel: o carbono.<\/p>\n<p><strong>Desastres pol\u00edticos e a falsa culpa \u201cantropog\u00eanica\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Essa redu\u00e7\u00e3o obscurece a raiz do problema e fortalece o equ\u00edvoco grave ao se falar em crise \u201cantropog\u00eanica\u201d (causada pelo ser humano).\u00a0Esse termo coloca a humanidade como um bloco \u00fanico, sugerindo que os povos ind\u00edgenas, os quilombolas e os camponeses s\u00e3o t\u00e3o respons\u00e1veis pela crise clim\u00e1tica quanto as corpora\u00e7\u00f5es, mas <strong>a crise n\u00e3o \u00e9 \u201cantropog\u00eanica\u201d; ela tem nome e sobrenome: o modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Dessa forma, \u00e9 um erro chamar as trag\u00e9dias, como as vistas no Rio Grande do Sul, de \u201cdesastres naturais\u201d, pois todo desastre ambiental no capitalismo \u00e9, antes de tudo, um desastre pol\u00edtico. Ele \u00e9 fruto de um modelo, de decis\u00f5es pol\u00edticas que flexibilizam leis ambientais, da falta de manuten\u00e7\u00e3o em infraestrutura p\u00fablica e da nega\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 cidade.\u00a0<\/p>\n<p><strong>As solu\u00e7\u00f5es reais est\u00e3o fora do mercado<\/strong><\/p>\n<p>Se as solu\u00e7\u00f5es capitalistas s\u00e3o falsas, pois partem da mesma l\u00f3gica que gerou o problema, as solu\u00e7\u00f5es reais j\u00e1 existem. Elas est\u00e3o fora dessa l\u00f3gica.<\/p>\n<p>Quando olhamos para os territ\u00f3rios com as principais \u00e1reas preservadas, encontramos um padr\u00e3o: s\u00e3o terras ind\u00edgenas, territ\u00f3rios quilombolas, projetos de assentamento da Reforma Agr\u00e1ria, \u00e1reas que produzem alimentos saud\u00e1veis, em que a l\u00f3gica capitalista n\u00e3o penetrou totalmente.\u00a0<\/p>\n<p>A sustentabilidade de um territ\u00f3rio n\u00e3o est\u00e1 na tecnologia que ele usa, mas no modo de produ\u00e7\u00e3o e nas rela\u00e7\u00f5es sociais que o organizam. <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong><em>As solu\u00e7\u00f5es, portanto, n\u00e3o s\u00e3o complexas engenharias de mercado de carbono, s\u00e3o a agroecologia, os sistemas agroflorestais, o reconhecimento dos modos de vida tradicionais e a Reforma Agr\u00e1ria Popular.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A crise ambiental n\u00e3o ser\u00e1 resolvida sem justi\u00e7a social. E, em pa\u00edses como o Brasil, n\u00e3o existe justi\u00e7a social sem repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e sem a democratiza\u00e7\u00e3o da terra.<\/p>\n<p><em>*Militante do MST, comp\u00f5e o Coletivo Nacional do Plano Nacional Plantar Arvores, Produzir Alimentos Saud\u00e1veis.\u00a0Artigo produzido a partir da Forma\u00e7\u00e3o Rumo \u00e0 C\u00fapula dos Povos, oferecida \u00e0 milit\u00e2ncia do MST.<\/em><\/p>\n<p><em>**Editado por Solange Engelmann<\/em><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/10\/29\/a-crise-ambiental-e-a-financeirizacao-da-natureza\/\">A crise ambiental e a financeiriza\u00e7\u00e3o da natureza<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/trump-anuncia-tregua-mas-israel-mantem-projeto-de-ocupacao-no-libano\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Design-sem-nome-20-150x150.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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