{"id":62123,"date":"2025-11-03T18:06:48","date_gmt":"2025-11-03T21:06:48","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/fim-da-escala-6x1-onde-estao-os-sindicatos\/"},"modified":"2025-11-03T18:06:48","modified_gmt":"2025-11-03T21:06:48","slug":"fim-da-escala-6x1-onde-estao-os-sindicatos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/fim-da-escala-6x1-onde-estao-os-sindicatos\/","title":{"rendered":"Fim da escala 6X1: Onde est\u00e3o os sindicatos?"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"513\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-03-at-184625.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-03-at-184625.jpeg 770w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-03-at-18.46.25-300x200.jpeg 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-03-at-18.46.25-768x512.jpeg 768w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-03-at-18.46.25-272x182.jpeg 272w\" sizes=\"auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px\"><figcaption>Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Este texto, originalmente intitulado\u00a0<strong>Qual o papel dos sindicatos na luta pelo fim da escala 6X1?<\/strong> foi escrito por escrito por Ana Paula Colombi, Anderson Campos, Ariella Silva Araujo, Andr\u00e9ia Galv\u00e3o, Elaine Amorim, Jos\u00e9 Dari Krein e Patr\u00edcia Vieira Tr\u00f3pia <em>[1]<\/em> e faz parte de um dossi\u00ea organizado pelo Cesit\/Unicamp, Site DMT, Remir, GEPT\/UNB e FCE\/UFRGS e publicado em parceria com o <em>Outras Palavras<\/em>.\u00a0<strong>Leia aqui a s\u00e9rie completa<\/strong><\/p>\n<\/p>\n<h3><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>Tem circulado nas redes sociais <em>[2]<\/em> um \u201cmeme de internet\u201d que afirma: \u201cSe voc\u00ea gosta de seus fins de semana, agrade\u00e7a aos sindicatos\u201d. Afinal, s\u00e3o eles os catalisadores de uma luta hist\u00f3rica pela redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho. No caso brasileiro, a luta ganhou express\u00e3o nos anos de 1980, quando muitas categorias conquistaram uma diminui\u00e7\u00e3o para 40 horas semanais. No geral, a redu\u00e7\u00e3o foi de 48 para 44 semanais, expressa na Constitui\u00e7\u00e3o Federal. A diminui\u00e7\u00e3o da jornada, sem redu\u00e7\u00e3o salarial, permaneceu entre as principais bandeiras das centrais sindicais nos anos de 2000, mas as mudan\u00e7as principais foram no sentido de flexibilizar o uso do tempo de trabalho, tais como o banco de horas, o trabalho aos domingos, a multiplica\u00e7\u00e3o de novas configura\u00e7\u00f5es de turnos e escalas, referendadas pela reforma trabalhista de 2017 e, algumas in\u00adclusive endossadas pelos sindicatos (Colombi et Al., 2022). Assim, a mudan\u00e7a foi no sentido de adotar in\u00fameras formas de despadroniza\u00e7\u00e3o da jornada com escalas exaustivas, que adentram finais de semana e feriados, em que o tempo da vida fica cada vez mais subordinado \u00e0s exig\u00eancias do capital.<\/p>\n<p>Em um contexto de aus\u00eancia de ocupa\u00e7\u00f5es de qualidade, de reformas trabalhistas e de novas tecnologias, sob hegemonia neoliberal foram sendo dissolvidas as fronteiras entre tempo de trabalho e tempo de vida, provo\u00adcando adoecimento, descontentamento, exaust\u00e3o e acendendo um sinal de alerta: talvez tenhamos ido longe demais na perspectiva de transformar o tempo de vida em tempo de trabalho. O debate em torno do fim da escala 6X1 emerge justamente nesse contexto, oferecendo-nos uma oportunidade para refletir sobre o lugar do trabalho na sociedade e o papel do Estado na garantia de direitos.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/12-1-1.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/12-1-1.png 680w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/12-1-300x110.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Desde o embate em torno da reforma trabalhista de 2017, esta \u00e9 a pri\u00admeira vez que uma pauta relacionada ao trabalho e \u00e0 perspectiva de aumen\u00adtar direitos ganha apoio maci\u00e7o na sociedade. Al\u00e9m de remeter a uma escala espec\u00edfica, de seis dias trabalhados e um dia de descanso semanal, esse debate recolocou na ordem do dia o tema da redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho sem redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio, j\u00e1 que as condi\u00e7\u00f5es de uso do tempo de trabalho n\u00e3o se restringem \u00e0 forma pela qual a jornada \u00e9 distribu\u00edda. Alterar a escala n\u00e3o \u00e9 suficiente para aumentar o tempo dispon\u00edvel para desfrutar de outras dimens\u00f5es da vida.<\/p>\n<p>A cr\u00edtica \u00e0 escala 6X1 come\u00e7ou a ganhar destaque a partir de um de\u00adsabafo de Rick Azevedo, um jovem negro, homossexual, que foi auxiliar de servi\u00e7os gerais, vendedor, frentista e, na ocasi\u00e3o em que publicou um v\u00eddeo no Tik Tok, era balconista de farm\u00e1cia <em>[3]<\/em>. Essa campanha se popularizou, dan\u00addo origem ao Vida Al\u00e9m do Trabalho (VAT), movimento que surgiu por fora da estrutura sindical. Mas por que essa demanda n\u00e3o foi puxada pelo movimento sindical, que historicamente se mobilizou e obteve conquistas importantes em torno da redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho? Esse texto pretende refletir sobre essa assincronia, buscando problematizar a hesitante participa\u00e7\u00e3o do movimento sindical nas lutas em torno do fim da escala 6X1. Para isso, a primeira parte discute a import\u00e2ncia dessa luta para a realidade dos e das trabalhadoras, com o intuito de oferecer pistas para a compreens\u00e3o das no\u00advas formas de organiza\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o coletiva. A segunda parte levanta hip\u00f3teses para explicar o inicial afastamento dos sindicatos, ao mesmo tempo em que pontua como essas institui\u00e7\u00f5es podem e devem se somar a essa luta.<\/p>\n<h3><strong>O que representa essa luta para a realidade laboral no Brasil?<\/strong><\/h3>\n<p>O mercado de trabalho brasileiro \u00e9 fortemente marcado pela informali\u00addade e precariedade. As longas jornadas, a aus\u00eancia de descanso e at\u00e9 mes\u00admo de f\u00e9rias, os baixos sal\u00e1rios e a desprote\u00e7\u00e3o social constituem a realidade de um amplo contingente de trabalhadores(as), com consequ\u00eancias adversas para sua sa\u00fade, sociabilidade e inclusive para sua atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. N\u00e3o \u00e9 de hoje que a desprote\u00e7\u00e3o social, a car\u00eancia de servi\u00e7os sociais universais e os problemas no transporte coletivo tornam o cotidiano desafiador para as classes trabalhadoras. Entretanto, a hist\u00f3rica complexidade do mundo do trabalho no Brasil parece ganhar novos contornos diante das transforma\u00e7\u00f5es do capitalismo, desafiando o movimento sindical e sua capacidade de repre\u00adsenta\u00e7\u00e3o e de organiza\u00e7\u00e3o (Colombi et Al., 2022).<\/p>\n<p>Uma taxa de desemprego baixa [<em>4]<\/em> n\u00e3o expressa a cria\u00e7\u00e3o de empregos de qualidade, tampouco aponta para a perspectiva de mobilidade social ascenden\u00adte, pois a cria\u00e7\u00e3o de ocupa\u00e7\u00f5es pode coexistir com press\u00f5es, ass\u00e9dio moral, acidentes de trabalho, adoecimentos <em>[5]<\/em> e jornadas extenuantes, tanto do ponto de vista de sua intensidade quanto de sua extens\u00e3o. Considerando os dados da PnadC\/IBGE para o 4\u00ba trimestre de 2024, 47% dos assalariados cumpriam uma jornada acima de 40 horas semanais e 13,5% trabalhavam 48 horas ou mais (DIEESE, 2025). Al\u00e9m disso, 95% das ocupa\u00e7\u00f5es criadas em 2024 se encontra\u00advam na faixa de at\u00e9 1,5 sal\u00e1rio-m\u00ednimo. Um outro ind\u00edcio da insatisfa\u00e7\u00e3o laboral \u00e9 o aumento do n\u00famero de demiss\u00f5es a pedido do trabalhador(a). Os dados do Novo Caged indicavam que 36% do total de desligamentos registrados em 2024 foram a pedido. Estes concentravam-se nas ocupa\u00e7\u00f5es entre 1 e 1,5 sal\u00e1rios, com jornada entre 44 e 47 horas semanais, entre trabalhadores(as) com Ensino M\u00e9dio completo, de 20 a 39 anos, no setor de com\u00e9rcio e servi\u00e7os. Destacam\u00ad-se, entre as ocupa\u00e7\u00f5es, vendedores do com\u00e9rcio varejista, caixas, repositores de mercados, atendentes de lanchonete e auxiliares de alimenta\u00e7\u00e3o e operado\u00adres de telemarketing. Todos esses s\u00e3o elementos que configuram uma tend\u00ean\u00adcia de aprofundamento da precariedade, o que n\u00e3o pode ser compreendido de forma homog\u00eanea, pois \u00e9 experimentado de maneira mais intensa e duradoura por jovens, mulheres e pessoas negras que, historicamente, estiveram desco\u00adbertas pela prote\u00e7\u00e3o trabalhista e sindical no Brasil.<\/p>\n<p>Mas as interfaces entre formalidade e informalidade se aprofundaram com a Reforma Trabalhista de 2017. Como destacam Krein, Ab\u00edlio e Borsari (2021), as altera\u00e7\u00f5es mais recentes na legisla\u00e7\u00e3o trabalhista implicam um processo de informaliza\u00e7\u00e3o por dentro das normas. A pejotiza\u00e7\u00e3o, a terceiriza\u00e7\u00e3o e as for\u00admas at\u00edpicas de contrata\u00e7\u00e3o \u2013 mesmo as que ainda n\u00e3o s\u00e3o expressivas, mas est\u00e3o em crescimento \u2013 constituem evid\u00eancia disso. O mesmo pode ser dito com rela\u00e7\u00e3o aos dispositivos que permitem a flexibiliza\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho (banco de horas, jornadas despadronizadas) com sobreposi\u00e7\u00e3o dos tempos de trabalho e n\u00e3o trabalho, aspecto que sempre foi t\u00edpico das ocupa\u00e7\u00f5es informais, mas que passou a ser facilmente identificado no cotidiano laboral dos microem\u00adpreendedores individuais, terceirizados e trabalhadores(as) intermitentes.<\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria laboral do criador do movimento VAT reflete bem as caracte\u00adr\u00edsticas preponderantes no mercado de trabalho brasileiro: Rick Azevedo tran\u00adsitou entre empregos formais que exigem baixa qualifica\u00e7\u00e3o profissional e ocu\u00adpa\u00e7\u00f5es informais, em que os baixos sal\u00e1rios e as longas jornadas se somam \u00e0 aus\u00eancia de prote\u00e7\u00f5es sociais. Do mesmo modo, suas demandas dialogam com as consequ\u00eancias do aprofundamento da precariza\u00e7\u00e3o laboral. A reivindi\u00adca\u00e7\u00e3o pelo fim da escala 6X1 denuncia, por um lado, que uma parte consider\u00e1\u00advel da popula\u00e7\u00e3o ocupada, a despeito de trabalhar muito, n\u00e3o consegue viver de modo compat\u00edvel com suas aspira\u00e7\u00f5es, havendo uma discrep\u00e2ncia entre o tempo dedicado ao trabalho e a remunera\u00e7\u00e3o obtida. Por outro lado, constitui um clamor, especialmente por parte da juventude trabalhadora, de que a vida n\u00e3o pode ser reduzida ao trabalho. O sentimento de exaust\u00e3o, compartilhado por trabalhadores(as) de diferentes ocupa\u00e7\u00f5es, fez com que essa bandeira de luta ganhasse express\u00e3o na sociedade, obtendo apoio de 70% da popula\u00e7\u00e3o <em>[6]<\/em>.<\/p>\n<p>Depois de 40 anos de hegemonia neoliberal, globaliza\u00e7\u00e3o financeira, inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e reformas laborais que aprofundaram a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho, a insatisfa\u00e7\u00e3o com as condi\u00e7\u00f5es de trabalho, o desencanto com o modelo de trabalho contempor\u00e2neo e as cr\u00edticas ao trabalho excessivo t\u00eam dado origem a diversas iniciativas de resist\u00eancia em v\u00e1rios pa\u00edses <em>[7]<\/em>. Ao buscar um maior equil\u00edbrio entre a atividade remunerada e as outras dimens\u00f5es da vida, essas iniciativas, que priorizam a qualidade de vida, a sa\u00fade e o conv\u00ed\u00advio social, t\u00eam revelado capacidade de engajar pessoas e repercutir social\u00admente, sobretudo a partir de campanhas em redes sociais. Podemos estar observando a emerg\u00eancia de um movimento de resist\u00eancia, algo difuso, em que as pessoas avaliam que o trabalho tem sido mais fonte de frustra\u00e7\u00e3o e esgotamento do que de realiza\u00e7\u00e3o <em>[8]<\/em>.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/13.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/13.png 680w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/13-300x110.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>A proposta 4X3 visa redefinir a escala para 4 dias trabalhados e 3 de descanso. Elaborada por uma empresa de consultoria, est\u00e1 sendo vendida para as empresas como uma alternativa para melhorar o ambiente de traba\u00adlho, diminuir o absente\u00edsmo e o adoecimento, e aumentar a produtividade e o engajamento. Algo pr\u00f3ximo do que foi realizado por Henry Ford no come\u00e7o do S\u00e9culo XX quando, para disciplinar a for\u00e7a de trabalho e, assim, viabilizar a linha de montagem, prop\u00f4s uma jornada de 8 horas di\u00e1rias e um sal\u00e1rio de U$5,00 ao dia. O 4 Day Week est\u00e1 sendo testado em alguns pa\u00edses centrais, a exemplo de Alemanha, Fran\u00e7a, Austr\u00e1lia, Canad\u00e1, EUA, Isl\u00e2ndia, Irlanda, Jap\u00e3o, Pa\u00edses Baixos e Reino Unido, sobretudo em setores que exigem maior criatividade e usam tecnologias avan\u00e7adas, como na \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o <em>[9]<\/em>.<\/p>\n<p>No caso do Brasil, essa bandeira angariou apoio social e impulsionou a cria\u00e7\u00e3o do VAT. Esse movimento alavancou Rick Azevedo a vereador mais vo\u00adtado do PSOL do Rio de Janeiro, em 2024. A deputada \u00c9rika Hilton (PSOL-SP), ao encampar a luta contra a escala 6X1, apresentou a Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) 8\/2025, que prop\u00f5e a ado\u00e7\u00e3o da escala 4X3 e, ainda, a redu\u00e7\u00e3o imediata da jornada para 36 horas <em>[10]<\/em>. Outras propostas de emenda constitucional de redu\u00e7\u00e3o gradativa da jornada para 36 horas, sem redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio, j\u00e1 haviam sido apresentadas ao Parlamento <em>[11]<\/em>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das melhorias no bem-estar e na qualidade de vida no trabalho, a limita\u00e7\u00e3o da jornada sem redu\u00e7\u00e3o salarial pode reduzir o adoecimento, e tem, ainda, um potencial de gera\u00e7\u00e3o de ocupa\u00e7\u00f5es, podendo, tamb\u00e9m, melhorar a qualidade do emprego e inclusive aumentar a produtividade do trabalho, com redu\u00e7\u00e3o da informalidade. Essa medida pode, ainda, incentivar o aumento da participa\u00e7\u00e3o das mulheres no mercado de trabalho e a promo\u00e7\u00e3o de uma me\u00adlhor distribui\u00e7\u00e3o do tempo entre trabalho remunerado e n\u00e3o remunerado entre todos os membros da fam\u00edlia (Teixeira et Al., 2025). Afinal, o trabalho reprodu\u00adtivo, dom\u00e9stico e de cuidados, \u00e9 geralmente gratuito e exercido por mulheres, principalmente por mulheres negras, que enfrentam dupla ou tripla jornada, considerando o conjunto de atividades que desempenham. Al\u00e9m de possibilitar um maior equil\u00edbrio de g\u00eanero e racial no trabalho produtivo e reprodutivo, a redu\u00e7\u00e3o da jornada permite articular o tema do trabalho \u00e0s lutas contra desi\u00adgualdades e opress\u00f5es protagonizadas por diferentes movimentos sociais.<\/p>\n<p>Por fim, \u00e9 uma pauta que permite unir setores sindicalizados \u2013 que est\u00e3o se reduzindo com a expans\u00e3o do trabalho prec\u00e1rio \u2013 e n\u00e3o sindicali\u00adzados, oferecendo aos sindicatos a possibilidade de enfrentar as condi\u00e7\u00f5es adversas que atravessam e que se expressam na queda persistente da taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>Como o movimento sindical pode contribuir para o avan\u00e7o desta pauta?<\/strong><\/h3>\n<p>A luta pela redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho faz parte da hist\u00f3ria do movimento sindical <em>[12]<\/em>. No caso brasileiro, a resist\u00eancia do patronato e a di\u00advis\u00e3o no interior do pr\u00f3prio movimento sindical fragilizaram a proposta de redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho de 48 para 40 horas na Assembleia Nacional Constituinte, levando ao estabelecimento de 44 horas atualmente vigente. Mas mesmo ap\u00f3s a conquista da jornada de 44 horas, as centrais sindicais continuaram a reivindicar a redu\u00e7\u00e3o para 40 horas semanais sem redu\u00e7\u00e3o salarial. Em mar\u00e7o de 2004, realizaram a Campanha pela Redu\u00e7\u00e3o da Jor\u00adnada de Trabalho sem Redu\u00e7\u00e3o de Sal\u00e1rio. Em dezembro de 2007, a IV Mar\u00adcha Nacional da Classe Trabalhadora, em Bras\u00edlia, teve como tema central a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho sem redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios. Em 2008, a cam\u00adpanha unificada realizou um abaixo-assinado pela redu\u00e7\u00e3o da jornada para 40 horas semanais, cujo objetivo era coletar cinco milh\u00f5es de assinaturas, sob coordena\u00e7\u00e3o da CUT, For\u00e7a Sindical, UGT, CTB, CGTB e NCST. Apesar de contar com apoio de pesquisadores e organiza\u00e7\u00f5es atuantes da Justi\u00e7a do Trabalho, como a ANAMATRA, a campanha n\u00e3o contou com a ades\u00e3o de movimentos sociais e setores culturais.<\/p>\n<p>A despeito dos limites legais \u00e0 dura\u00e7\u00e3o da jornada, dispositivos que permitem infinitos arranjos na distribui\u00e7\u00e3o do tempo de trabalho continua\u00adram sendo autorizados por meio da negocia\u00e7\u00e3o coletiva: ado\u00e7\u00e3o do banco de horas de maneira individual e discricion\u00e1ria, redu\u00e7\u00e3o do intervalo intrajorna\u00adda, redu\u00e7\u00e3o do tempo de passagem entre turnos de trabalho, extens\u00e3o da jornada di\u00e1ria de trabalho para al\u00e9m de 10 horas, convoca\u00e7\u00f5es intempestivas pelos empres\u00e1rios para a realiza\u00e7\u00e3o das horas adicionais, trabalho aos domingos (Krein e Alves, 2021). Estudo do DIESSE (1999) j\u00e1 havia mostrado que as novas formas de organiza\u00e7\u00e3o do trabalho e as TICs aumentaram o ritmo e a intensidade do trabalho de tal forma que a jornada passou a ter relev\u00e2ncia nas negocia\u00e7\u00f5es coletivas a partir dos anos de 1990. Ao analisar os instrumentos de negocia\u00e7\u00e3o coletiva no per\u00edodo 2010-2020, Costa et Al (2022) mostram que, muito embora seja um tema recorrente, apenas 16% dos instrumentos coletivos pactuados acordaram jornadas de 40 horas. Ao analisar as pautas das greves no mesmo per\u00edodo, os pesquisadores identifi\u00adcaram o inverso: a redu\u00e7\u00e3o da jornada \u00e9 uma pauta n\u00e3o apenas pouco repre\u00adsentativa, mas declinante.<\/p>\n<p>Assim, embora a jornada vigente seja de 44 horas, as negocia\u00e7\u00f5es por setor econ\u00f4mico acabaram permitindo uma s\u00e9rie de arranjos muito desfa\u00advor\u00e1veis \u00e0s classes trabalhadoras. Por isso mesmo, quando a luta em torno do fim da escala 6X1 despontou, o posicionamento do Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendendo que \u201ca quest\u00e3o da escala de trabalho 6X1 deve ser tratada em conven\u00e7\u00f5es e acordos coletivos de trabalho\u201d <em>[13]<\/em>, suscitou tantas cr\u00edticas e rea\u00e7\u00f5es. Muitos foram os coment\u00e1rios nas redes sociais contr\u00e1rios \u00e0 possibilidade de negociar as escalas, sobretudo ap\u00f3s a reforma trabalhis\u00adta, que autoriza a derroga\u00e7\u00e3o da lei pela negocia\u00e7\u00e3o. Rick Azevedo reagiu com um coment\u00e1rio preciso: \u201c[\u2026] as press\u00f5es comerciais distorcem muito os acordos sindicais. Ignorar que a escala 6X1 precisa de regulamenta\u00e7\u00e3o s\u00e9ria e independente \u00e9 desrespeitar a realidade da classe trabalhadora\u201d.<\/p>\n<p>Luiz Marinho \u00e9 uma figura hist\u00f3rica do movimento sindical brasileiro e sua fala, naquele momento, expressou o afastamento do governo e dos sindi\u00adcatos frente \u00e0s necessidades dos e das trabalhadoras, ap\u00f3s mais de 30 anos de flexibiliza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es laborais. Inicialmente, as centrais sindicais tam\u00adb\u00e9m se mostraram t\u00edmidas no endosso da pauta. Em um cen\u00e1rio de queda vertiginosa da taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o e de mobiliza\u00e7\u00f5es esvaziadas, a Pauta da Classe Trabalhadora do ano de 2024 n\u00e3o citou o fim da escala 6X1, embora tenha apresentado, como 13\u00aa reivindica\u00e7\u00e3o: \u201cReduzir a jornada de trabalho, sem redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio e com controle das horas extras, eliminando as for\u00admas precarizantes de flexibiliza\u00e7\u00e3o da jornada\u201d <em>[14]<\/em>. Nem as centrais sindicais, nem os sindicatos, se engajaram nas manifesta\u00e7\u00f5es convocadas em diversas cidades do pa\u00eds em novembro daquele ano, para estimular o apoio \u00e0 PEC.<\/p>\n<p>Passado o encaminhamento da PEC, sob press\u00e3o das bases, as centrais sindicais elegeram o fim da escala 6X1 como um dos temas principais do 1\u00ba de Maio e, finalmente, inclu\u00edram a campanha na Pauta da Classe Trabalha\u00addora de 2025: \u201cAcabar com a escala 6X1, com a substitui\u00e7\u00e3o, em cada setor econ\u00f4mico e categoria profissional, por jornadas que promovam melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho e de vida, eliminando escalas que intensificam a preca\u00adriza\u00e7\u00e3o laboral\u201d <em>[15]<\/em>. O apoio expl\u00edcito do Presidente Lula no seu pronunciamen\u00adto no 1\u00ba de Maio pode ter contribu\u00eddo para essa mudan\u00e7a de posicionamento. Todavia, a que se deve essa hesita\u00e7\u00e3o diante de uma luta que tinha resson\u00e2n\u00adcia na sociedade e dialogava com as necessidades dos e das trabalhadoras? E por que os sindicatos n\u00e3o conseguiram mobilizar suas bases em torno dessa pauta, enquanto o VAT conquistou tamanha audi\u00eancia?<\/p>\n<p>Uma primeira hip\u00f3tese \u00e9 que o movimento VAT incorpora aspectos mais abrangentes do que a redu\u00e7\u00e3o da jornada e que v\u00e3o al\u00e9m de uma mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o, exigindo mudan\u00e7as culturais. A bandeira apela para a necessidade de tempo livre, defendendo uma vida com um n\u00edvel de ex\u00adplora\u00e7\u00e3o e expropria\u00e7\u00e3o menos brutal. Ao faz\u00ea-lo, coloca em evid\u00eancia as disputas no capitalismo contempor\u00e2neo em torno do tempo de trabalho e de n\u00e3o trabalho, isto \u00e9, do tempo destinado ao descanso, aos estudos, ao lazer, \u00e0 conviv\u00eancia social. A libera\u00e7\u00e3o de tempo de trabalho permite con\u00adciliar as atividades da produ\u00e7\u00e3o com as da reprodu\u00e7\u00e3o social, com diferen\u00adtes implica\u00e7\u00f5es homens e mulheres, brancos e negros, e para a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIAPN+. Nesse sentido, essa pauta indica ser poss\u00edvel associar a luta coletiva em prol de uma reivindica\u00e7\u00e3o universal \u00e0 defesa das diferen\u00e7as, afinal, nem todos s\u00e3o iguais e s\u00e3o diferentes as formas pelas quais as pes\u00adsoas s\u00e3o afetadas pelo uso do tempo. Isso permite, ainda, articular o tema do trabalho a diferentes movimentos sociais, fortalecendo-os mutuamente. Essas diferen\u00e7as tamb\u00e9m dizem respeito aos tipos de v\u00ednculo ocupacionais, quer dizer, \u00e0s formas de inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, e \u00e0s categorias profissionais a que cada trabalhador(a) pertence.<\/p>\n<p>Uma segunda hip\u00f3tese \u00e9 que o movimento sindical se concentra em setores mais estruturados de assalariados formais, tendo pouca representati\u00advidade e legitimidade perante amplos setores da classe trabalhadora (Galv\u00e3o e Krein, 2019), ao passo que o VAT tem sido capaz de interpelar tamb\u00e9m os(as) trabalhadores(as) informais e mais prec\u00e1rios, constituindo-se em uma express\u00e3o pol\u00edtica da luta contra as p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Supe\u00adrar as desigualdades contratuais, buscando construir pontes entre formais e informais e unificar trabalhadores(as) de diversas categorias, constitui um desafio significativo para o movimento sindical. Isso nos convida a refletir sobre os limites da estrutura sindical. Como balconista de farm\u00e1cia, Rick Aze\u00advedo seria representado pelo Sindicato dos Pr\u00e1ticos, T\u00e9cnicos e Auxiliares de Farm\u00e1cia e Empregados no Com\u00e9rcio de Drogas, Medicamentos e Produtos Farmac\u00eauticos do Rio de Janeiro, mas foi no Sindicato dos Comerci\u00e1rios que encontrou apoio para levar adiante sua demanda. \u00c9 for\u00e7oso reconhecer que muitos(as) trabalhadores(as) n\u00e3o se sentem representados(as) pelo sindi\u00adcato de sua categoria e manifestam desconfian\u00e7a, sen\u00e3o rejei\u00e7\u00e3o, \u00e0 orga\u00adniza\u00e7\u00e3o sindical, optando por atuar em outros movimentos sociais (Galv\u00e3o, Lemos e Tr\u00f3pia, 2023).<\/p>\n<p>Apesar do apoio popular ao fim da escala 6X1, os desafios para aprovar essa pauta n\u00e3o s\u00e3o triviais. De um lado, a atual composi\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional \u00e9 desencorajadora, pois compreende uma maioria de parlamentares que n\u00e3o tem compromisso com os direitos trabalhistas e o STF tem siste\u00admaticamente julgado de forma contr\u00e1ria a essa pauta. De outro, a proposta ganhou popularidade e, inclusive, ades\u00e3o de parlamentares de diferentes es\u00adpectros pol\u00edticos e personalidades do meio art\u00edstico e das m\u00eddias digitais.<\/p>\n<p>Ainda assim, alguns sindicalistas e militantes argumentam que uma der\u00adrota no Congresso Nacional pode enfraquecer o governo. No entanto, o en\u00advolvimento de distintas organiza\u00e7\u00f5es trabalhistas, movimentos sociais e de partidos pol\u00edticos comprometidos com a luta por direitos pode n\u00e3o apenas pressionar o governo, mas tamb\u00e9m respald\u00e1-lo, jogando para o Congresso Nacional todo o \u00f4nus pol\u00edtico de uma eventual rejei\u00e7\u00e3o da proposta. \u00c9 fun\u00addamental apoiar a causa sem subordin\u00e1-la \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o da governabilidade, pois apenas com mobiliza\u00e7\u00e3o social haver\u00e1 press\u00e3o sobre os parlamentares e o governo ter\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de aprovar medidas que atendam aos interesses das classes trabalhadoras.<\/p>\n<p>Em abril de 2025, movimento populares, sindicais e estudantis lan\u00e7aram um Plebiscito Popular <em>[16]<\/em> destinado a consultar a popula\u00e7\u00e3o sobre o fim da es\u00adcala 6X1, a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho sem redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio, a isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda (IR) para quem recebe at\u00e9 R$ 5 mil e a tributa\u00e7\u00e3o sobre quem ganha mais de R$ 50 mil. A coordena\u00e7\u00e3o da iniciativa \u00e9 da Frente Bra\u00adsil Popular e da Frente Povo Sem Medo. A organiza\u00e7\u00e3o do Plebiscito Popular sugere um card\u00e1pio de atividades para auxiliar a mobiliza\u00e7\u00e3o, com iniciativas como panfletagens, colagem de cartazes, cine-debates, a\u00e7\u00f5es nas redes so\u00adciais, assembleias populares em bairros e comunidades, saraus e festivais de cultura do trabalhador e atividades de agita\u00e7\u00e3o e propaganda nas ruas.<\/p>\n<p>O instrumento do plebiscito popular j\u00e1 foi utilizado em outros momentos, como nas campanhas contra a ades\u00e3o \u00e0 ALCA (2002) e pela reestatiza\u00e7\u00e3o da Vale (2007), que mobilizaram 6 e 10 milh\u00f5es de votos, respectivamente. As centrais sindicais est\u00e3o participando da organiza\u00e7\u00e3o do plebiscito, com o ar\u00adgumento central da unidade em torno de bandeiras que dialogam com a vida das classes trabalhadoras de maneira ampla. A campanha nacional de con\u00adsulta popular pretende se espalhar por todo o Brasil de junho a setembro de 2025, com a\u00e7\u00f5es nas ruas, forma\u00e7\u00f5es e di\u00e1logo direto com a popula\u00e7\u00e3o sobre as propostas em debate. A meta das entidades envolvidas \u00e9 montar comit\u00eas (municipais, regionais, por local de trabalho, moradia, estudo) em todos os lugares e construir uma grande vota\u00e7\u00e3o para entregar o resultado ao Governo Federal e ao Congresso Nacional.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o marco fundamental da entrada do movimento sindical de for\u00adma unificada no movimento pelo fim da escala 6X1. O engajamento dos sin\u00addicatos filiados \u00e0s centrais pode estimular a coleta de votos nos locais de trabalho e, principalmente, fora deles. A convoca\u00e7\u00e3o das centrais indica que as lideran\u00e7as sindicais podem dialogar com suas bases sobre temas amplos das classes trabalhadoras e, ao mesmo tempo, buscar envolver os(as) traba\u00adlhadores(as) n\u00e3o representados(as) pelos sindicatos e n\u00e3o organizados(as) politicamente nas lutas por direitos trabalhistas.<\/p>\n<h3><strong>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/h3>\n<p>A bandeira do fim da escala 6X1 e a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho constituem uma oportunidade pol\u00edtica para as for\u00e7as do trabalho e, especial\u00admente, para o movimento sindical, se reconectarem com uma classe traba\u00adlhadora cada vez mais heterog\u00eanea. Estar\u00e1 o sindicalismo \u00e0 altura desse de\u00adsafio? A organiza\u00e7\u00e3o de um plebiscito popular, em unidade com as principais organiza\u00e7\u00f5es populares do pa\u00eds, permitir\u00e1 ao sindicalismo ampliar sua agen\u00adda e sua base, extrapolando a negocia\u00e7\u00e3o coletiva restrita aos trabalhadores formais e sindicalizados e desenvolvendo iniciativas com potencial de con\u00adquistar cora\u00e7\u00f5es e mentes de boa parcela da classe trabalhadora. A hist\u00f3ria mostra que, com unidade e coragem, \u00e9 poss\u00edvel transformar indigna\u00e7\u00e3o em conquistas. O tempo \u00e9 agora!<\/p>\n<hr>\n<p><strong>Notas:<\/strong><\/p>\n<p>1 Coletivo de pesquisadoras\/es ligadas\/os \u00e0 Rede de Estudos e Monitoramento Inter\u00addisciplinar das Reconfigura\u00e7\u00f5es do Trabalho, \u00e0 Unicamp, \u00e0 Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia e \u00e0 Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>2 A frase encontra-se na plataforma online Reddit.<\/p>\n<p>3 No v\u00eddeo Azevedo dizia o seguinte: \u201cEu estou querendo saber quando \u00e9 que n\u00f3s, da classe trabalhadora, iremos fazer uma revolu\u00e7\u00e3o nesse pa\u00eds em rela\u00e7\u00e3o a essa esca\u00adla 6\u00d71\u201d [\u2026] \u201cn\u00e3o tenho filho, n\u00e3o tenho marido, sou sozinho e n\u00e3o consigo fazer as coisas, imagina quem tem tudo isso e casa para cuidar?\u201d<\/p>\n<p>4 Segundo a PnadC\/IBGE, em 2024 a taxa de desemprego foi de 6,6%, a menor taxa desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica em 2012.<\/p>\n<p>5 Em 2024, foram registrados 470 mil afastamentos por sa\u00fade mental, o maior n\u00famero em dez anos. O total representa aumento de 68% em rela\u00e7\u00e3o a 2023<em>. <\/em>Dis\u00adpon\u00edvel em: https:\/\/g1.globo.com\/trabalho-e-carreira\/noticia\/2025\/03\/10\/crise-de\u00ad-saude-mental-brasil-tem-maior-numero-de-afastamentos-por-ansiedade-e-depres\u00adsao-em-10-anos.ghtml.<\/p>\n<p>6 Pesquisa do Projeto Brief, em parceria com a plataforma Swayable (N= 3.122), mostra que o fim da escala 6\u00d71 \u00e9 apoiado por 70% da popula\u00e7\u00e3o e tem ades\u00e3o tanto entre quem se diz de esquerda (81,3%) quanto entre quem se define como de di\u00adreita (59,4%). Dispon\u00edvel em: https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/monicaberga\u00admo\/2024\/12\/fim-da-escala-6\u00d71-tem-apoio-de-70-da-populacao-e-agrada-a-esquer\u00adda-e-a-direita-segundo-pesquisa.shtml.<\/p>\n<p>7 O 4 Day Week Global \u00e9 uma plataforma que oferece suporte a empresas, organiza\u00ad\u00e7\u00f5es e governos interessados na implementa\u00e7\u00e3o de uma semana de 4 dias de traba\u00adlho e na melhoria da produtividade; o \u201cAntitrampo\u201d \u00e9 um f\u00f3rum do Reddit, criado em 2021, que se coloca como \u201cum espa\u00e7o seguro para reclamar do patr\u00e3o\u201d; atualmente conta com 127 mil membros e apoia o fim da jornada 6\u00d71; o \u201cQuiet Quitting\u201d \u00e9 um movimento que rejeita o estilo de vida \u201cviver para o trabalho\u201d e busca estabelecer limites entre trabalho e vida pessoal; ao passo que \u201cGreat Resignation\u201d \u00e9 um termo que se refere \u00e0 onda de demiss\u00f5es surgida em 2021, nos Estados Unidos, quando trabalhadores deixaram os seus empregos devido ao excesso de press\u00e3o, falta de reconhecimento profissional, ambiente t\u00f3xico etc. J\u00e1 o movimento \u201cJoy of Logging Off\u201d (J.O.L.O) prop\u00f5e uma nova rela\u00e7\u00e3o com as telas e o cuidado da sa\u00fade mental a partir do \u201cprazer de se desconectar\u201d.<\/p>\n<p>8 Pesquisa realizada por Dal Rosso (2008) mostrou que 43,2% dos entrevistados perceberam que o trabalho estava mais intenso.<\/p>\n<p>9 O 4 Day Week j\u00e1 havia sido testado na Volkswagen nos anos de 1980 como suges\u00adt\u00e3o do sindicato alem\u00e3o IG Metall.<\/p>\n<p>10 A PEC foi apoiada por 231 deputados, de diferentes partidos pol\u00edticos. Dispon\u00ed\u00advel em: https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/11\/18\/proposta-contra-jornada-6x\u00ad1-buscara-mais-assinaturas-antes-de-ser-protocolada-ate-o-momento-sao-231.<\/p>\n<p>11 Desde os anos de 1990, Paulo Paim (PT-RS) apresentou v\u00e1rias propostas de re\u00addu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho sem redu\u00e7\u00e3o salarial. Em 1994, apresentou na C\u00e2mara dos Deputados o Projeto de Lei n\u00ba 4.653, que previa a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Na justifica\u00e7\u00e3o do PL 4.653, Paim afirma: \u201cO projeto que ora apresentamos \u00e9 a express\u00e3o maior do Movimento Sindical brasileiro que deseja que a jornada de trabalho n\u00e3o seja superior a 40 horas\u201d. Em 1995, junto com o deputado In\u00e1cio Arruda (PCdoB-RS), apresentou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC n\u00ba 231\/1995) com o mesmo objetivo. No Senado, em 2003, prop\u00f4s, por meio da PEC n\u00ba 75\/2003, redu\u00e7\u00e3o da jornada para 36 horas; posteriormente o PLS n\u00ba 254\/2005, que instituiria o Pacto Empresarial para o Pleno Emprego (PEPE), reduzindo a jornada para 36 horas, com ades\u00e3o volunt\u00e1ria do empregador. Em 2015, Paulo Paim apresen\u00adtou a PEC n\u00ba 148\/2015, justificando que ela \u201creflete o anseio popular\u201d. Tamb\u00e9m do PT, o ent\u00e3o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) apresentou a PEC 221\/19, propondo a redu\u00e7\u00e3o da jornada para 36 horas.<\/p>\n<p>12 Nos Estados Unidos, a luta pela jornada de oito horas se iniciou em 1886, tendo sido conquistada em 1938 (Fair Labor Standards Act); no Reino Unido, a campanha pela jornada de oito horas come\u00e7ou em 1874, alcan\u00e7ando a vit\u00f3ria legislativa em 1919.<\/p>\n<p>13 Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.poder360.com.br\/poder-economia\/internautas-criti\u00adcam-ministro-do-trabalho-por-fala-sobre-escala-6\u00d71\/.<\/p>\n<p>14 Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.diap.org.br\/images\/stories\/pauta_classe_trabalha\u00addora_prioridades_2024.pdf.<\/p>\n<p>15 Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.dieese.org.br\/documentossindicais\/2025\/pautaClas\u00adseTrabalhadora\/index.html?page=1.<\/p>\n<p>16 Dispon\u00edvel em: https:\/\/plebiscitopopular.org.br\/.<\/p>\n<hr>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>COLOMBI, A. P. F.; KREIN, J. D.; TEIXEIRA, M. (2022). Tempo de trabalho e tempo de vida: as disputas em torno do tempo e os crescentes desafios do sindicalismo. In: DAL ROSSO, S.; CARDOSO, A. C.; CALVETE, C.; KREIN, J. D. (Orgs.). <strong>O futuro \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho<\/strong>. Porto Alegre: CirKula, 2022. Pp. 93-112.<\/p>\n<p>COLOMBI, A. P.; CAMPOS, A.; GALV\u00c3O, A.; AMORIM, E. R. A.; RIBEIRO, F.; DIAS, H.; KREIN, J. D.; TR\u00d3PIA, P. <strong>Panorama do sindicalismo no Brasil 2015-2021<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Funda\u00e7\u00e3o Friedrich Ebert, 2021.<\/p>\n<p>COSTA, L. A. R.; COSTA, P. L.; PELATIERI, P. T.; LINHARES, R. A redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho nas greves e na negocia\u00e7\u00e3o coletiva de trabalho: um balan\u00e7o dos \u00faltimos dez anos. In: In: DAL ROSSO, S.; CARDOSO, A. C.; CALVETE, C.; KREIN, J. D. (Orgs.). <strong>O futuro \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho<\/strong>. Porto Alegre: CirKula, 2022. Pp. 347-370.<\/p>\n<p>DAL ROSSO, S. <strong>Mais trabalho: a intensifica\u00e7\u00e3o do labor na sociedade contempor\u00e2nea<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2008.<\/p>\n<p>DIEESE. O comportamento das Negocia\u00e7\u00f5es Coletivas de Trabalho nos anos 90: 1993-1996, <strong>Pesquisa DIEESE<\/strong>, n. 15, 1999<\/p>\n<p>DIEESE. <strong>Redu\u00e7\u00e3o da jornada e distribui\u00e7\u00e3o de renda: bases para o desenvolvimento sustent\u00e1vel<\/strong>. 2025. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.dieese. org.br\/boletimespecial\/2025\/primeirodemaio.html.<\/p>\n<p>GALV\u00c3O, A.; LEMOS, P. R.; TR\u00d3PIA, P. Trade union strategies for organizing workers affected by precarization in Brazil. <strong>Revista Latinoamericana de Estudios del Trabajo<\/strong>, v. 27, pp. 185-209, 2023.<\/p>\n<p>GALV\u00c3O, A.; KREIN, J. D. Dilemas da representa\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o dos trabalha\u00addores prec\u00e1rios In: RODRIGUES, I. J. (Org.) <strong>Trabalho e a\u00e7\u00e3o coletiva no Brasil: contradi\u00e7\u00f5es, impasses, perspectivas (1978-2018)<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Annablume, 2019. Pp. 203-233.<\/p>\n<p>KREIN, J. D.; AB\u00cdLIO, L. C.; BORSARI, P. A despadroniza\u00e7\u00e3o do tempo de tra\u00adbalho: m\u00faltiplos arranjos e sofistica\u00e7\u00e3o dos mecanismos de controle da jor\u00adnada. In: KREIN, J. D.; Et AL. (Orgs.). <strong>O trabalho p\u00f3s-reforma trabalhista (2017)<\/strong><em>. <\/em>[Volume 1]. S\u00e3o Paulo: Cesit, pp. 252-282, 2021.<\/p>\n<p>KREIN, J. D.; ALVES, A. C. O banco de horas: a consolida\u00e7\u00e3o da flexibiliza\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho. In: KREIN, J. D.; Et AL. (Orgs.). <strong>O Trabalho p\u00f3s-re\u00adforma trabalhista (2017)<\/strong>. [Volume 2]. S\u00e3o Paulo: Cesit, pp. 211-246, 2021.<\/p>\n<p>TEIXEIRA, M.; Et AL. O Brasil est\u00e1 pronto para trabalhar menos. A PEC da redu\u00e7\u00e3o da jornada e o fim da escala 6\u00d71. <strong>Nota do Transforma-Unicamp<\/strong>, n. 13, 2025.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. Se voc\u00ea valoriza nossa produ\u00e7\u00e3o, seja nosso apoiador e fortale\u00e7a o jornalismo cr\u00edtico: <strong>apoia.se\/outraspalavras<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>The post Fim da escala 6X1: Onde est\u00e3o os sindicatos? appeared first on Outras Palavras.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/senadores-do-pt-celebram-vitoria-brasileira-no-grammy\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Senadores do PT celebram vit\u00f3ria brasileira no Gra...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/presidente-do-pt-reflete-sobre-o-enfrentamento-ao-fascismo-diante-de-delegacoes-estrangeiras\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Presidente do PT reflete sobre o enfrentamento ao ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/bolsonaro-em-prisao-domiciliar-medida-se-justifica-e-saiu-barata\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Bolsonaro em pris\u00e3o domiciliar: medida se justific...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/mobilizacao-em-frente-a-termoeletrica-de-candiota-rs-pede-a-lula-por-sancao-de-pl-que-propoe-mais-tempo-para-transicao-energetica\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Mobiliza\u00e7\u00e3o em frente a termoel\u00e9trica de Candiota ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bandeira mostrou como a captura do tempo livre \u00e9 central na explora\u00e7\u00e3o e soube interpretar vozes dos mais precarizados. O resultado foi visto nas ruas, Congresso e plebiscito popular. Sindicalismo estaria disposto a rever suas agenda e base a partir dos <i>novos tempos<\/i>?<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/trabalhoeprecariado\/fim-da-escala-6x1-onde-estao-os-sindicatos\/\">Fim da escala 6X1: Onde est\u00e3o os sindicatos?<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":62124,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[28174,27204,1963,2651,28175,2482,28176,5834,1964],"tags":[],"class_list":["post-62123","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-captura-do-tempo-livre","category-cesit-jornada","category-escala-6x1","category-informalidade","category-lutas-trabalhistas","category-reducao-da-jornada","category-sindicatos-e-precarizacao","category-trabalho-e-precariado","category-vat"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62123","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62123"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62123\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62124"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62123"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62123"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62123"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}