{"id":64187,"date":"2025-11-13T17:32:39","date_gmt":"2025-11-13T20:32:39","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/rio-uma-geografia-racializada-da-repressao\/"},"modified":"2025-11-13T17:32:39","modified_gmt":"2025-11-13T20:32:39","slug":"rio-uma-geografia-racializada-da-repressao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/rio-uma-geografia-racializada-da-repressao\/","title":{"rendered":"Rio: Uma geografia racializada da repress\u00e3o"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1456\" height=\"872\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Screenshot-2025-11-13-at-17-30-50-1091736-ferfraz_abr_20170922_160815_1jpg-imagem-WEBP-1170-700-pixels.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Screenshot-2025-11-13-at-17-30-50-1091736-ferfraz_abr_20170922_160815_1jpg-imagem-WEBP-1170-700-pixels.png 1456w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Screenshot-2025-11-13-at-17-30-50-1091736-ferfraz_abr_20170922_160815_1.jpg-imagem-WEBP-1170-\u00d7-700-pixels-300x180.png 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Screenshot-2025-11-13-at-17-30-50-1091736-ferfraz_abr_20170922_160815_1.jpg-imagem-WEBP-1170-\u00d7-700-pixels-768x460.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1456px) 100vw, 1456px\"><figcaption>Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>T\u00edtulo original: <br \/><strong>Ra\u00e7a e cidade: as disputas narrativas (ou discursivas) em torno do conceito de territ\u00f3rio e o que isso tem a ver com as opera\u00e7\u00f5es policiais no Rio de Janeiro.<\/strong><\/p>\n<p>A recente opera\u00e7\u00e3o policial realizada no dia 28 de outubro nos Complexos do Alem\u00e3o e da Penha, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, com um balan\u00e7o oficial de 121 mortos (todos homens), se tornou a mais letal da hist\u00f3ria do pa\u00eds. Desde ent\u00e3o, muito se tem discutido sobre os resultados, efic\u00e1cia e validade da pol\u00edtica de enfrentamentos b\u00e9licos em \u00e1reas chamadas de \u201cterrit\u00f3rios\u201d de fac\u00e7\u00f5es criminosas como estrat\u00e9gia de combate ao crime organizado. Apesar de o termo \u201cterrit\u00f3rio\u201d vir sendo apropriado por movimentos sociais como signo de pot\u00eancia, precisamos discutir sobre sua hipervaloriza\u00e7\u00e3o no entendimento do funcionamento do crime organizado, que se enreda com sentidos hist\u00f3ricos que conectam ra\u00e7a e cidade.<\/p>\n<p>\u201cTerrit\u00f3rio\u201d \u00e9 um conceito tratado (n\u00e3o somente, mas, centralmente) pela geografia. Historicamente, foi associado aos Estados, como significante do substrato espacial de circunscri\u00e7\u00e3o de suas jurisdi\u00e7\u00f5es. Recentemente, vem sendo mobilizado de maneira mais flex\u00edvel, para significar rela\u00e7\u00f5es espacializadas de poder que envolvem apropria\u00e7\u00e3o, dom\u00ednio, controle, uso, identidade, entre outras. Conceitos s\u00e3o ferramentas de entendimento da realidade, ajudam a visibilizar dimens\u00f5es de processos, fen\u00f4menos, rela\u00e7\u00f5es e comportamentos. Mas tamb\u00e9m podem igualmente ajudar a invisibilizar outras, mascarar dimens\u00f5es da mesma realidade.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/14-1-7.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/14-1-7.png 680w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/14-1-300x110.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>H\u00e1 algumas d\u00e9cadas, o conceito de territ\u00f3rio vem sendo utilizado para compreender a rela\u00e7\u00e3o de grupos criminosos com fra\u00e7\u00f5es da cidade. A ideia de poder e controle de \u00e1reas da cidade por lideran\u00e7as ou grupos criminosos \u00e9 bastante antiga, desde maltas de capoeiras no s\u00e9culo XIX at\u00e9 as divis\u00f5es de \u00e1reas de controle por bicheiros ao longo do s\u00e9culo XX. A forma\u00e7\u00e3o de fac\u00e7\u00f5es e a midiatiza\u00e7\u00e3o de \u201cdonos do morro\u201d levaram, pelo menos desde a d\u00e9cada de 1990, a se falar de \u201cterrit\u00f3rios do tr\u00e1fico\u201d. Seriam a amplia\u00e7\u00e3o espacial dos pontos de venda, as \u201cbocas de fumo\u201d, para \u00e1reas e comunidades inteiras, transformadas em dom\u00ednios nos quais as fac\u00e7\u00f5es ditam regras, constroem suas bases log\u00edsticas e operacionais da viol\u00eancia e, em men\u00e7\u00f5es frequentes, contam com apoio da popula\u00e7\u00e3o local. Tal constru\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica tamb\u00e9m associa tais territ\u00f3rios a uma ideia de \u201caus\u00eancia do Estado\u201d, ret\u00f3rica utilizada para justificar o apoio da popula\u00e7\u00e3o local aos grupos criminosos. \u00c9 este arcabou\u00e7o discursivo que, repetido exaustivamente por d\u00e9cadas, constr\u00f3i o apoio de grande parte da sociedade a opera\u00e7\u00f5es como a do \u00faltimo dia 28 de outubro.<\/p>\n<p>\u00c9 fato que diversas fac\u00e7\u00f5es do crime organizado (tr\u00e1fico, mil\u00edcias) v\u00eam operando cada vez mais um modelo de neg\u00f3cios il\u00edcitos e viol\u00eancia que envolve rela\u00e7\u00f5es territoriais com \u00e1reas da cidade. O problema \u00e9 quando essa categoria de an\u00e1lise se torna praticamente a \u00fanica a ser mobilizada para o entendimento espacial desse modelo de organiza\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o criminosa. Pois assim legitima modelos de combate ao crime circunscritos a essas \u00e1reas \u2014 tanto as pol\u00edticas de ocupa\u00e7\u00e3o permanente e atreladas \u00e0 necess\u00e1ria provis\u00e3o de outros servi\u00e7os sociais, como as Unidades de Pol\u00edcia Pacificadora, quanto as centradas no enfrentamento b\u00e9lico, como esta \u00faltima opera\u00e7\u00e3o. Em ambos os modelos, o centramento ret\u00f3rico no territ\u00f3rio se vale da (e, ao mesmo tempo, refor\u00e7a a) invisibiliza\u00e7\u00e3o de redes e conex\u00f5es do crime com outras partes da cidade.<\/p>\n<p>A ret\u00f3rica dos \u201cterrit\u00f3rios do crime organizado\u201d se conecta com produ\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas anteriores de criminaliza\u00e7\u00e3o de corpos negros e de fra\u00e7\u00f5es da cidade, as favelas. A tr\u00edade corpos negros, criminalidade e favela se articula, construindo um estigma refor\u00e7ado pelo uso do conceito de territ\u00f3rio. Para analisar a rela\u00e7\u00e3o dessa constru\u00e7\u00e3o discursiva e a viol\u00eancia de Estado na pol\u00edtica de enfrentamento b\u00e9lico ao crime organizado, cruzamos a espacializa\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es policiais, a partir de levantamento disponibilizado no site do Dicion\u00e1rio de Favelas Marielle Franco, com a distribui\u00e7\u00e3o do grupo racial negro (soma de pretos e pardos, conforme metodologia e dados do IBGE, Censo 2022). O verbete \u201cChacinas no Rio de Janeiro entre 2019 e 2022\u201d, feito em parceria com o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (GENI\/UFF) e o Grupo CASA (IESP\/UERJ), classifica como chacinas as opera\u00e7\u00f5es que resultam em tr\u00eas mortes ou mais. Utilizando o recorte entre 2019 e 2022, o levantamento contabiliza 87 ocorr\u00eancias na cidade do Rio de Janeiro, com letalidade entre 3 e 28 mortes. \u00c9 inequ\u00edvoca a concentra\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es policiais em \u00e1reas de maior concentra\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o negra na cidade.<\/p>\n<p>O Mapa 1 mostra como, al\u00e9m dos \u201cterrit\u00f3rios\u201d, as opera\u00e7\u00f5es policiais na cidade parecem evitar mesmo as favelas nas \u201cregi\u00f5es\u201d com menor concentra\u00e7\u00e3o de pessoas negras, sendo bem menos recorrentes em favelas na Zona Sul ou na Barra da Tijuca. Nestas regi\u00f5es, dentro e fora das favelas, certamente se localizam importantes n\u00f3s (log\u00edsticos, financeiros e de comandos) das redes e circuitos que estruturam o crime organizado, mas as opera\u00e7\u00f5es s\u00e3o bem menos comuns e circunscritas tamb\u00e9m \u00e0s favelas. Considerando o padr\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o racial da cidade do Rio de Janeiro, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que onde h\u00e1 menor concentra\u00e7\u00e3o de pessoas negras (faixas mais pr\u00f3ximas dos tons de azul no mapa) s\u00e3o os lugares de predomin\u00e2ncia branca. Enquanto nas \u00e1reas de maioria negra (faixas mais pr\u00f3ximas dos tons de vermelho no mapa) s\u00e3o constatados os baixos percentuais de pessoas brancas. Nesse sentido, as faixas intermedi\u00e1rias representam as \u00e1reas mais racialmente misturadas da cidade.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"1057\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MAPA-01-2048x1444.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MAPA-01-1500x1057.png 1500w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MAPA-01-300x211.png 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MAPA-01-768x541.png 768w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MAPA-01-1536x1083.png 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MAPA-01-2048x1444.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px\"><\/figure>\n<p>\u00c9 importante aqui lembrar da complexidade do padr\u00e3o brasileiro de racismo. Se o racismo \u00e9 um sistema de poder planet\u00e1rio, em cada sociedade suas normas e formas de classifica\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o se modificam. No Brasil, predomina um tipo de racismo universalista, que permite a conviv\u00eancia e mesmo a mistura, ao mesmo tempo que hierarquiza os grupos raciais (principalmente a partir de uma classifica\u00e7\u00e3o centrada em dois grandes polos: o branco e o negro), definindo prefer\u00eancias e oportunidades diferenciadas e resultando em permanentes desigualdades raciais. Neste padr\u00e3o de racismo, pessoas classificadas em grupos diferentes podem conviver lado a lado, por exemplo, num meio de transporte ou mesmo na circula\u00e7\u00e3o nas ruas. Mas, por outro lado, nele se estabelece um padr\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o espacial residencial dos grupos raciais que estudos recentes evidenciam que nem mesmo as desigualdades de renda s\u00e3o suficientes para explicar.\u00a0<\/p>\n<p>Assim, \u00e9 na escala dos bairros, onde \u201cfavela\u201d e \u201casfalto\u201d se encontram, que vemos com nitidez o quanto as din\u00e2micas materiais e simb\u00f3licas das nossas cidades produzem, de um lado, espa\u00e7os que conectam brancura e riqueza. E onde for\u00e7as policiais atuam de uma forma segundo a qual n\u00e3o se imagina uma opera\u00e7\u00e3o policial como a que vimos recentemente. E, de outro lado, significa espa\u00e7os da pobreza e da negritude, onde a ret\u00f3rica criminalizante de corpos e comunidades produz uma opini\u00e3o p\u00fablica ainda hegemonizada pela atua\u00e7\u00e3o produtora de chacinas. Um olhar sobre o caso da regi\u00e3o da Tijuca, trazido no Mapa 2, nos mostra a diferen\u00e7a na distribui\u00e7\u00e3o racial e a mira das opera\u00e7\u00f5es policiais, sempre nas \u00e1reas com maioria de popula\u00e7\u00e3o negra.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"1057\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/photo_4949886801929767761_w-2048x1443.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/photo_4949886801929767761_w-1500x1057.jpg 1500w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/photo_4949886801929767761_w-300x211.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/photo_4949886801929767761_w-768x541.jpg 768w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/photo_4949886801929767761_w-1536x1082.jpg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/photo_4949886801929767761_w-2048x1443.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px\"><\/figure>\n<p>O fato de a Tijuca ser uma \u00e1rea de classe m\u00e9dia, marcada por uma maior concentra\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00e3o branca, poderia ser tomado como uma interroga\u00e7\u00e3o para esta constata\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, quando observamos um recorte na zona suburbana, caso da regi\u00e3o, com os complexos do Alem\u00e3o, da Penha e da Mar\u00e9, como mostra o Mapa 3, as opera\u00e7\u00f5es policiais tamb\u00e9m se concentram nas \u00e1reas com maior propor\u00e7\u00e3o de pessoas negras, portanto, menos brancas.\u00a0<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/BANNER-Outras-palavras-NOVEMBRO7.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/BANNER-Outras-palavras-NOVEMBRO7.jpg 728w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/BANNER-Outras-palavras-NOVEMBRO7-300x37.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 728px) 100vw, 728px\" width=\"728\" height=\"90\"><\/div>\n<\/div>\n<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"1057\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/photo_4949886801929767762_w-2048x1443.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/photo_4949886801929767762_w-1500x1057.jpg 1500w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/photo_4949886801929767762_w-300x211.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/photo_4949886801929767762_w-768x541.jpg 768w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/photo_4949886801929767762_w-1536x1082.jpg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/photo_4949886801929767762_w-2048x1443.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px\"><\/figure>\n<p>Este padr\u00e3o espacial de localiza\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es policiais resultantes em \u00f3bitos, legitimadas pelo discurso de ataque aos territ\u00f3rios do crime organizado, sujeita ao risco de morte todos os moradores destas localidades. Todos os moradores passam a ser considerados \u201cinimigos\u201d, reais ou potenciais, envolvidos com o crime, \u201csuspeitos\u201d ou estigmatizados como apoiadores. \u00c9 necess\u00e1rio ampliar a compreens\u00e3o dos impactos sociais e urbanos do processo de estigmatiza\u00e7\u00e3o e subalterniza\u00e7\u00e3o dessas popula\u00e7\u00f5es, o que inclui, incontornavelmente, al\u00e9m da presen\u00e7a de grupos criminosos, as pr\u00f3prias formas de atua\u00e7\u00e3o violenta do Estado sobre esses territ\u00f3rios.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. 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Discurso de \u201cterrit\u00f3rio do tr\u00e1fico&#8221; \u00e9 sempre evocado. Por tr\u00e1s deste conceito, est\u00e1 a oculta\u00e7\u00e3o de redes mais amplas que sustentam o crime organizado e promovem o racismo estrutural<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/cidadesemtranse\/rio-uma-geografia-racializada-da-repressao\/\">Rio: Uma geografia racializada da repress\u00e3o<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":64188,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[27288,5923,98,27511,29811,2390,506],"tags":[],"class_list":["post-64187","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-chacina-no-rio","category-cidades-em-transe","category-desigualdades","category-massacre-no-rio","category-massacre-no-rio7","category-racismo-estrutural","category-violencia-policial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64187","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64187"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64187\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64188"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64187"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64187"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}