{"id":65323,"date":"2025-11-19T12:31:50","date_gmt":"2025-11-19T15:31:50","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/slc-produz-soja-em-terras-de-acusado-de-grilagem-no-piaui\/"},"modified":"2025-11-19T12:31:50","modified_gmt":"2025-11-19T15:31:50","slug":"slc-produz-soja-em-terras-de-acusado-de-grilagem-no-piaui","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/slc-produz-soja-em-terras-de-acusado-de-grilagem-no-piaui\/","title":{"rendered":"SLC produz soja em terras de acusado de grilagem no Piau\u00ed"},"content":{"rendered":"<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"123378\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t<div data-id=\"1089a481\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t<div data-id=\"57d213bb\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>DE GILBU\u00c9S, BAIXA GRANDE DO RIBEIRO E SANTA FILOMENA (PI) \u2013 <\/strong>A SLC Agr\u00edcola, uma das maiores produtoras de soja, algod\u00e3o e milho do pa\u00eds, arrendou no sul do Piau\u00ed terras de fazendeiros acusados de grilagem por membros de comunidade tradicional da regi\u00e3o. Eles respondem a processos judiciais por sobreposi\u00e7\u00e3o da fazenda a territ\u00f3rios tradicionais da comunidade de Melancias e s\u00e3o citados em investiga\u00e7\u00e3o que mapeia os impactos do agroneg\u00f3cio na regi\u00e3o.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p><!-- \/wp:post-content --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Uma \u00e1rea de 14,5 mil hectares da Fazenda Cosmos, dos empres\u00e1rios Ricardo Tombini e Eduardo Dall\u2019Magro, foi anexada \u00e0 propriedade de nome Parnagu\u00e1, um dos principais p\u00f3los de produ\u00e7\u00e3o da empresa SLC em Santa Filomena (PI). O an\u00fancio do arrendamento de terras foi emitido pela SLC, que possui longo hist\u00f3rico de fornecimento para Bunge e Cargill, em agosto de 2024, para produ\u00e7\u00e3o de soja e algod\u00e3o. O prazo do contrato \u00e9 de 15 anos, iniciando na safra 2024\/25 e terminando em 30 de agosto de 2039, conforme mostra investiga\u00e7\u00e3o da <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong> em parceria com O Joio e o Trigo e o The Bureau of Investigative Journalism.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>A reportagem identificou, comparando as coordenadas geogr\u00e1ficas da propriedade com as indicadas em documento de licen\u00e7a ambiental, que se trata de parte da Fazenda Cosmos.\u00a0<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div data-id=\"52afb41\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"html.default\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t\r\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div data-id=\"fc2b235\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><span>Questionada, a SLC informou que a parte arrendada da fazenda n\u00e3o est\u00e1 sobreposta \u00e0 comunidade tradicional e que \u201cpara a compra ou arrendamento de novas \u00e1reas, a avalia\u00e7\u00e3o considera a possibilidade de sobreposi\u00e7\u00e3o com territ\u00f3rios de grupos tradicionais\u201d. A companhia explicou que caso identificada a sobreposi\u00e7\u00e3o, a empresa n\u00e3o d\u00e1 continuidade \u00e0 negocia\u00e7\u00e3o. \u201cNos termos contratuais de arrendamento, a SLC Agr\u00edcola assume a posse somente da poligonal arrendada. O restante do im\u00f3vel segue de posse e responsabilidade do propriet\u00e1rio da terra\u201d, respondeu. Leia a nota na \u00edntegra <\/span><span>aqui<\/span><span>.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div data-id=\"3c77326\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"shortcode.default\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t\t\t<div>\t\t<div data-elementor-type=\"section\" data-elementor-id=\"77670\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n\t\t\t<div data-id=\"17a659f\" data-element_type=\"container\" data-settings='{\"background_background\":\"classic\"}'>\n\t\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t<div data-id=\"386385d\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t<h2>ASSINE NOSSA NEWSLETTER<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div data-id=\"6546917\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"html.default\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div data-id=\"8c2e333\" data-element_type=\"widget\" data-settings='{\"button_width\":\"20\",\"step_next_label\":\"Next\",\"step_previous_label\":\"Previous\",\"button_width_mobile\":\"20\",\"step_type\":\"number_text\",\"step_icon_shape\":\"circle\"}' data-widget_type=\"form.default\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\n\t\t\t\n\t\t\t\n\n\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\n\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<label for=\"form-field-email\">\n\t\t\t\t\t\t\t\tEmail\t\t\t\t\t\t\t<\/label>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t<button type=\"submit\">\n\t\t\t\t\t\t<span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<i aria-hidden=\"true\"><\/i>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span>Submit<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/button>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div data-id=\"bcf7456\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t<h2>Regi\u00e3o de conflitos<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div data-id=\"9260d47\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><span>A regi\u00e3o \u2013 que integra o Matopiba \u2013 \u00e9 palco de conflitos fundi\u00e1rios que se estendem <\/span><span>desde a d\u00e9cada de 1980, quando a \u00e1rea come\u00e7ou a ser ocupada por empreendimentos agr\u00edcolas. Moradores de comunidade tradicional denunciam viol\u00eancia, degrada\u00e7\u00e3o ambiental e contamina\u00e7\u00e3o de \u00e1guas por agrot\u00f3xicos. A situa\u00e7\u00e3o foi levada \u00e0 Justi\u00e7a em diferentes a\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cOs conflitos nunca s\u00e3o pac\u00edficos [na regi\u00e3o]. N\u00e3o s\u00e3o disputados no papel, mas na for\u00e7a\u201d, afirma Juliana Martins Carneiro Nol\u00eato, promotora de Justi\u00e7a e coordenadora do GERCOG (Grupo Especial de Regulariza\u00e7\u00e3o Fundi\u00e1ria e de Combate \u00e0 Grilagem) no Piau\u00ed.\u00a0 \u201cO principal impacto para essas comunidades \u00e9 a pr\u00f3pria integridade f\u00edsica. Essas grilagens, geralmente, envolvem viol\u00eancia, tratores derrubando casas.\u201d <\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div data-id=\"a8b0198\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"450\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/melancias-mariana-greif.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/melancias-mariana-greif.jpg 900w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/melancias-mariana-greif-300x169.jpg 300w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/melancias-mariana-greif-768x432.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\">\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figcaption>Comunidade tradicional Melancias, com origem no fim do s\u00e9culo 19, foi formada por migrantes de outras partes do Nordeste (Foto: Mariana Greif\/Rep\u00f3rter Brasil)<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div data-id=\"191ec2a\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><span>A\u00e7\u00f5es judiciais, um parecer t\u00e9cnico do MPF (Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal) e relat\u00f3rios de organiza\u00e7\u00f5es que atuam na \u00e1rea afirmam que a Fazenda Cosmos est\u00e1 empurrando comunidades, como a de Melancias, por meio de sobreposi\u00e7\u00e3o da propriedade com \u00e1reas dentro dos quintais e moradias, num per\u00edmetro que, na pr\u00e1tica, seria maior do que o da \u00e1rea originalmente registrada na matr\u00edcula do im\u00f3vel.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cO Piau\u00ed est\u00e1 regularizando a grilagem e n\u00e3o os territ\u00f3rios das comunidades tradicionais\u201d, diz o MPF em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica que cobra a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria das comunidades ao redor da Fazenda\u202fCosmos. Na a\u00e7\u00e3o, o \u00f3rg\u00e3o afirma que o estado negociou terras com empres\u00e1rios sem verificar se estavam efetivamente ocupadas.<\/span><\/p>\n<p><span>Tombini e Dall\u2019Magro alegam, em processos judiciais, que compraram os 30,4 mil<\/span> <span>hectares de terras e que as comunidades est\u00e3o invadindo a \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o ambiental da fazenda. <\/span><span><br><\/span><span><br><\/span><span>Enviamos questionamentos aos advogados dos dois donos da Fazenda Cosmos. Em resposta, Tombini afirmou, em conversa por telefone com a reportagem, que comprou a fazenda em 1995 e, desde ent\u00e3o, a cerca da propriedade est\u00e1 no mesmo lugar. Ele afirma que a comunidade de Melancias est\u00e1 invadindo o per\u00edmetro da fazenda. Questionado sobre as outras quest\u00f5es envolvendo a fazenda, ele n\u00e3o comentou.<\/span><\/p>\n<p><span>A compra pelos fazendeiros, entretanto, \u00e9 contestada pelo Interpi (Instituto de Terras do Piau\u00ed) na Justi\u00e7a, em a\u00e7\u00e3o que pede a devolu\u00e7\u00e3o 2,8 mil hectares da Fazenda Cosmos, que estariam sobrepostos \u00e0 comunidade Melancias, na an\u00e1lise do \u00f3rg\u00e3o.\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>A fazenda tamb\u00e9m tem \u00e1reas sobrepostas ao territ\u00f3rio do povo Akro\u00e1\u202fGamella, de acordo com parecer do Interpi acessado pela <\/span><b>Rep\u00f3rter\u202fBrasil<\/b><span>. Um relat\u00f3rio da Funai (Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas) lista o CAR (Cadastro Ambiental Rural) da Cosmos entre os empreendimentos agr\u00edcolas que causam impactos aos ind\u00edgenas por estarem sobrepostos \u00e0s comunidades Morro\u202fd\u2019\u00c1gua\u202fda\u202fGruta e Morro\u202fd\u2019\u00c1gua de\u202fBaixo, al\u00e9m de incidirem sobre a \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental das Nascentes do Rio\u202fUru\u00e7u\u00ed\u2011Preto. Desmatamento e descarte irregular de agrot\u00f3xicos est\u00e3o entre os problemas identificados pelo \u00f3rg\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cHoje, no Estado do Piau\u00ed, estamos enfrentando o que se chama de grilagem moderna. Eles chegam, se autodeclaram detentores do direito daquela terra preenchendo um cadastro ambiental rural, o que d\u00e1 uma apar\u00eancia de legalidade \u00e0 propriedade\u201d, analisa Nol\u00eato.\u00a0 \u201cCom isso, se sentem autorizados a invadir a comunidade, usando de amea\u00e7as, expulsando fam\u00edlias, contaminando rios, contaminando colheitas\u201d, diz.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Al\u00e9m das quest\u00f5es fundi\u00e1rias, <\/span><span>Dall\u2019Magro foi condenado a tr\u00eas anos e quatro meses de pris\u00e3o pela Justi\u00e7a Federal do Piau\u00ed,<\/span><span> em 2004, por manter 21 trabalhadores em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 de escravo na Fazenda Cosmos.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cA empresa arrendar uma \u00e1rea que est\u00e1 em conflito, sobre a qual h\u00e1 d\u00favidas de propriedade, \u00e9 totalmente irregular.\u00a0 \u00c9 como se voc\u00ea\u00a0 tivesse a c\u00f3pia de um documento, que j\u00e1 est\u00e1 irregular. E a\u00ed voc\u00ea tira uma c\u00f3pia da c\u00f3pia: voc\u00ea arrenda\u201d, analisa Carlos Augusto Ramos, engenheiro florestal e mentor de Cr\u00e9dito Socioambiental do Instituto Conexsus. <\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div data-id=\"95981c2\" data-element_type=\"widget\" data-settings='{\"slides_to_show\":\"1\",\"navigation\":\"both\",\"autoplay\":\"yes\",\"pause_on_hover\":\"yes\",\"pause_on_interaction\":\"yes\",\"autoplay_speed\":5000,\"infinite\":\"yes\",\"effect\":\"slide\",\"speed\":500}' data-widget_type=\"image-carousel.default\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t\t\t<div role=\"region\" aria-roledescription=\"carousel\" aria-label=\"Carrossel de imagens\" dir=\"ltr\">\n\t\t\t<div aria-live=\"off\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div role=\"group\" aria-roledescription=\"slide\" aria-label=\"1 de 3\"><figure><figcaption>Funai apontou contamina\u00e7\u00e3o de \u00e1gua por agrot\u00f3xicos usados em fazendas da regi\u00e3o (Foto: Mariana Greif\/Rep\u00f3rter Brasil)<\/figcaption><\/figure><\/div><div role=\"group\" aria-roledescription=\"slide\" aria-label=\"2 de 3\"><figure><figcaption>Funai apontou contamina\u00e7\u00e3o de \u00e1gua por agrot\u00f3xicos usados em fazendas da regi\u00e3o (Foto: Mariana Greif\/Rep\u00f3rter Brasil)<\/figcaption><\/figure><\/div><div role=\"group\" aria-roledescription=\"slide\" aria-label=\"3 de 3\"><figure><figcaption>Milho produzido pela comunidade Melancias, na regi\u00e3o de Giubu\u00e9s, sul do Piau\u00ed (Foto: Mariana Greif\/Rep\u00f3rter Brasil)<\/figcaption><\/figure><\/div>\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div role=\"button\" tabindex=\"0\">\n\t\t\t\t\t\t<i aria-hidden=\"true\"><\/i>\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<div role=\"button\" tabindex=\"0\">\n\t\t\t\t\t\t<i aria-hidden=\"true\"><\/i>\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div data-id=\"867a819\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t<h2>Melancias acusa fazendeiros de grilagem<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div data-id=\"8980ce4\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><span>Moradores identificam Melancias como uma comunidade brejeira, com cerca de 40 fam\u00edlias, e com registros de ocupa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o desde o final do s\u00e9culo 19, conforme informa\u00e7\u00f5es do Interpi. Seus integrantes vivem de agricultura familiar, extrativismo e da cria\u00e7\u00e3o de gado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Em 2014, membros da comunidade entraram com a\u00e7\u00e3o judicial contra Tombini e Dall\u2019Magro questionando o georreferenciamento realizado pelos fazendeiros. Eles alegam que a Cosmos alterou seus limites, incorporando \u00e1reas das fam\u00edlias ribeirinhas e brejeiras. Na a\u00e7\u00e3o, afirmam que representantes dos fazendeiros realizaram medi\u00e7\u00f5es sigilosas na \u00e1rea, passando por cima de terras ocupadas pela comunidade h\u00e1 mais de 50 anos, e que, a partir dessas medi\u00e7\u00f5es, entraram com pedido de posse junto ao Incra (Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria).<\/span><\/p>\n<p><span>A reportagem esteve na regi\u00e3o para conversar com os moradores da comunidade e contou com o apoio da Rede Social de Justi\u00e7a e Direitos Humanos e o Coletivo de Povos e Comunidades. Os moradores n\u00e3o ser\u00e3o identificados na reportagem a pedido deles. Seus membros afirmam que a Cosmos adentrou em 50% da \u00e1rea de 979 hectares que detinham.<\/span><\/p>\n<p><span>\u00a0\u201cEles [fazendeiros] chegaram no modo mais sagaz, com a ilus\u00e3o de \u2018desenvolvimento\u2019 \u2014 e a gente \u00e9 que paga\u201d, afirma uma pessoa que vive na comunidade. \u201cO rio era riqu\u00edssimo em peixe, hoje n\u00e3o tem mais nada\u201d, lamenta uma moradora. Segundo ela, a escassez est\u00e1 ligada ao uso de agrot\u00f3xicos e ao desmatamento, que \u201cmudaram demais\u201d o regime das \u00e1guas. \u201cA circula\u00e7\u00e3o era livre\u201d, lembra. Agora, \u201ca gente n\u00e3o pode trabalhar\u201d nem \u201csoltar o gado\u201d \u2014 o que comprometeria o sustento das fam\u00edlias e o modo de vida transmitido de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span>De acordo com um depoimento, a nova delimita\u00e7\u00e3o \u201cpassou por cima das casas\u201d. Enquanto isso, as fam\u00edlias afirmam que passaram a sofrer \u201camea\u00e7as muito fortes\u201d. \u201cNosso estudo antropol\u00f3gico constata mais de 150 anos de exist\u00eancia\u201d, diz um dos moradores. \u201cA gente pegava buriti, pescava onde tivesse\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p><span>Estudo da AATR (Associa\u00e7\u00e3o de Advogados de Trabalhadores Rurais) afirma que a Cosmos alterou seus limites para chegar at\u00e9 o leito do rio. O estudo afirma que o georreferenciamento da fazenda foi feito para confirmar uma \u201cgrilagem\u201d empreendida antes.<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cEssas a\u00e7\u00f5es com georreferenciamento s\u00e3o casos t\u00edpicos de uso da tecnologia para simular que a terra lhes pertence, mas n\u00e3o pertence\u201d, opina Ramos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Em 2014, os moradores entraram com a\u00e7\u00e3o judicial para tentar garantir a posse da terra e conseguiram medida liminar de prote\u00e7\u00e3o. A a\u00e7\u00e3o continua tramitando na Justi\u00e7a.<\/span>.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div data-id=\"e9ac3c2\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t<h2>Terras s\u00e3o reivindicadas pelo Estado<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div data-id=\"ba9e6b7\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><span>O conflito agr\u00e1rio tem origem na d\u00e9cada de 1980. As terras da Cosmos foram vendidas pela Comdepi (Companhia de Desenvolvimento do Piau\u00ed), que na \u00e9poca era o \u00f3rg\u00e3o estadual respons\u00e1vel pelas quest\u00f5es fundi\u00e1rias, para as empresas Taomina Agro-Florestal Ltda e Aletron Produtos Qu\u00edmicos Ltda. Essas companhias, por sua vez, venderam a propriedade para a Varig Agropecu\u00e1ria S.A. que, ent\u00e3o, comercializou a fazenda para Tombini e Dall\u2019Magro. O processo de venda pelo antigo Comdepi teria sido feito sem considerar as comunidades que j\u00e1 habitavam os territ\u00f3rios, afirmam o estudo da AATR e o relat\u00f3rio do MPF. Na Justi\u00e7a, o Interpi reivindica\u00a0 6,4 mil hectares de terras que seriam devolutas do Estado e est\u00e3o sobrepostas \u00e0 Melancias e outras comunidades, sendo 2,8 mil hectares da Cosmos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>No dia 15 de outubro de 2025, a Justi\u00e7a julgou a a\u00e7\u00e3o improcedente, por entender que o Interpi \u201cn\u00e3o produziu prova t\u00e9cnica capaz de sustentar suas alega\u00e7\u00f5es\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Questionado pela <\/span><b>Rep\u00f3rter Brasil<\/b><span>, o Interpi informou que embora \u201cfigure como parte autora, a representa\u00e7\u00e3o judicial do Estado do Piau\u00ed \u00e9 compet\u00eancia exclusiva da PGE (Procuradoria-Geral do Estado), que define estrat\u00e9gias recursais e medidas processuais\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Em outro processo, uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica de 2020, o MPF cobra provid\u00eancias do Interpi e do Incra sobre a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria das comunidades da regi\u00e3o, incluindo Melancias, e ressalta que o Interpi \u201ctem sido procurado desde 1992 para regularizar a situa\u00e7\u00e3o da comunidade\u201d. Em 2020, o MPF obteve<\/span><span> decis\u00e3o favor\u00e1vel<\/span><span>,\u00a0 e a Justi\u00e7a determinou o andamento das regulariza\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>O Incra informou que \u201co Instituto de Terras do estado \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela regulariza\u00e7\u00e3o\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div data-id=\"e7a19f6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t<h2>Terras ind\u00edgenas sofrem impactos<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div data-id=\"3ae26c4\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><span>\u00c1reas da Cosmos tamb\u00e9m est\u00e3o sobrepostas \u00e0s terras ocupadas pelo povo Akro\u00e1 Gamella, conforme documentos do Interpi e da Funai. Nessa regi\u00e3o, eles ocupam as comunidades V\u00e3o do Vico, Morro D\u2019\u00c1gua da Gruta e Morro D\u2019\u00c1gua de Baixo e Brejo das Meninas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Em relat\u00f3rio, a Funai afirma que o agroneg\u00f3cio desenvolvido na regi\u00e3o est\u00e1 impactando os povos ind\u00edgenas e pede provid\u00eancias aos \u00f3rg\u00e3os estaduais. Entre os impactos citados est\u00e1 o desmatamento de \u00e1reas e os \u201ccemit\u00e9rios de veneno\u201d, que s\u00e3o \u00e1reas usadas pelos empreendimentos agr\u00edcolas para destina\u00e7\u00e3o irregular de dejetos de agrot\u00f3xicos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>O \u00f3rg\u00e3o sinaliza em um mapa as localidades onde ocorreram os impactos. Uma das situa\u00e7\u00f5es de desmatamento listadas t\u00eam coordenadas localizadas nas bordas da Cosmos, em divisa com outra propriedade cont\u00edgua.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Ap\u00f3s a elabora\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio, o MPF abriu um inqu\u00e9rito para \u201capurar a omiss\u00e3o estatal e a falta de consulta pr\u00e9via em a\u00e7\u00f5es que impactam os territ\u00f3rios e o modo de vida dos povos ind\u00edgenas no estado do Piau\u00ed\u201d, conforme documento acessado pela <\/span><b>Rep\u00f3rter Brasil<\/b><span>.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Questionada, a Funai informou que \u201creconhece as situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia, degrada\u00e7\u00e3o ambiental e contamina\u00e7\u00e3o de \u00e1guas por agrot\u00f3xicos que t\u00eam acometido o povo Akro\u00e1-Gamella ao longo dos anos\u201d e informa que vem trabalhando na reivindica\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria deste povo. Leia a resposta na \u00edntegra <\/span><span>aqui<\/span><span>.<\/span><\/p>\n<p><span>Procurada, a Bunge n\u00e3o esclareceu se compra mat\u00e9ria prima da Fazenda Cosmos ou Parnagu\u00e1 II. A empresa afirmou que mant\u00e9m \u201cuma variedade de pol\u00edticas, recursos e servi\u00e7os para mitigar riscos\u201d sociais e ambientais. <\/span><span>Leia a resposta completa <\/span><span>aqui<\/span><span>. A Cargill n\u00e3o respondeu aos questionamentos encaminhados. O espa\u00e7o segue dispon\u00edvel para futuras manifesta\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><i>Esta reportagem foi apoiada pela Brighter Green.<\/i><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div data-id=\"148b65f\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"shortcode.default\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t\t\t<div>\t\t<div data-elementor-type=\"container\" data-elementor-id=\"75228\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n\t\t\t\t<div data-id=\"5e8db1e6\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div>\n\t\t<div data-id=\"36eb6c91\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div>\n\t\t<div data-id=\"6f52f515\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t<div data-id=\"65d9f401\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"divider.default\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t\t\t<div>\n\t\t\t<span>\n\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div data-id=\"134a1245\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t<div data-id=\"10fe55fe\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Leia tamb\u00e9m<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div data-id=\"3c9495ae\" data-element_type=\"widget\" data-settings='{\"template_id\":\"75221\",\"columns\":1,\"row_gap\":{\"unit\":\"px\",\"size\":10,\"sizes\":[]},\"_skin\":\"post\",\"columns_tablet\":\"2\",\"columns_mobile\":\"1\",\"edit_handle_selector\":\"[data-elementor-type=\"loop-item\"]\",\"row_gap_tablet\":{\"unit\":\"px\",\"size\":\"\",\"sizes\":[]},\"row_gap_mobile\":{\"unit\":\"px\",\"size\":\"\",\"sizes\":[]}}' data-widget_type=\"loop-grid.post\">\n\t\t\t\t<div>\n\t\t\t\t\t\t\t<div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<p>The post SLC produz soja em terras de acusado de grilagem no Piau\u00ed appeared first on Rep\u00f3rter Brasil.<\/p><!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/jorge-messias-no-stf-acena-para-evangelicos-mas-levanta-duvidas-sobre-direito-ao-aborto\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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SLC assinou contrato para produzir at\u00e9 2039 na fazenda que engloba a \u00e1rea em disputa<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2025\/11\/slc-soja-comunidade-melancias-acusado-grilagem-piaui\/\">SLC produz soja em terras de acusado de grilagem no Piau\u00ed<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/\">Rep\u00f3rter Brasil<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":65324,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[29252,8266,1541,5879,8411,5799,7079],"tags":[],"class_list":["post-65323","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-_destaques-da-home-2-sem-foto","category-comunidades-tradicionais","category-conflitos-no-campo","category-conteudo-original-em-portugues","category-questao-agraria","category-reportagens","category-soja"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65323","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65323"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65323\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/65324"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65323"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65323"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65323"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}