{"id":67544,"date":"2025-12-01T17:13:45","date_gmt":"2025-12-01T20:13:45","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-traicao-aos-fuzileiros-africanos-81-anos-do-massacre-de-thiaroye\/"},"modified":"2025-12-01T17:13:45","modified_gmt":"2025-12-01T20:13:45","slug":"a-traicao-aos-fuzileiros-africanos-81-anos-do-massacre-de-thiaroye","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-traicao-aos-fuzileiros-africanos-81-anos-do-massacre-de-thiaroye\/","title":{"rendered":"A trai\u00e7\u00e3o aos fuzileiros africanos: 81 anos do Massacre de Thiaroye"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 81 anos, em 1\u00ba de dezembro de 1944, centenas de soldados africanos que participaram da luta contra o nazifascismo eram assassinados por militares franceses no Massacre de Thiaroye.<\/p>\n<p>As v\u00edtimas pertenciam \u00e0s unidades dos \u201cTirailleurs\u201d, compostas por soldados oriundos das col\u00f4nias francesas na \u00c1frica. Eles foram recrutados para lutar contra a ocupa\u00e7\u00e3o nazista durante a Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a liberta\u00e7\u00e3o da Fran\u00e7a, os fuzileiros africanos protestaram exigindo o pagamento dos soldos atrasados. As autoridades coloniais francesas responderam enviando tropas para fuzil\u00e1-los. Estima-se que at\u00e9 400 pessoas morreram no massacre.<\/p>\n<h3>Os \u201cTirailleurs\u201d<\/h3>\n<p>O avan\u00e7o colonial franc\u00eas sobre os territ\u00f3rios africanos foi uma das express\u00f5es mais brutais do imperialismo europeu no s\u00e9culo 19. Afirmando-se portadora de uma \u201cmiss\u00e3o civilizat\u00f3ria\u201d que pretendia \u201clevar o progresso\u201d aos \u201cpovos atrasados\u201d, a Fran\u00e7a chegou a dominar um ter\u00e7o do continente africano, criando o segundo maior imp\u00e9rio colonial do mundo.<\/p>\n<p>O processo de conquista foi marcado pela desarticula\u00e7\u00e3o das sociedades nativas, submetidas a uma sequ\u00eancia intermin\u00e1vel de atrocidades e a um sistema administrativo baseado em princ\u00edpios supremacistas e na segrega\u00e7\u00e3o racial. Al\u00e9m das mat\u00e9rias-primas, as col\u00f4nias africanas serviam como uma fonte inesgot\u00e1vel de m\u00e3o de obra \u2014 incluindo o fornecimento de soldados para as tropas regulares francesas.<\/p>\n<p>Em 1857, foram criados os \u201cTirailleurs S\u00e9n\u00e9galais\u201d (\u201cFuzileiros Senegaleses\u201d), corpos de infantaria que congregavam nativos oriundos de v\u00e1rias regi\u00f5es da \u00c1frica Ocidental Francesa \u2014 os atuais territ\u00f3rios de Senegal, Guin\u00e9, Mali, Maurit\u00e2nia, Costa do Marfim, N\u00edger, Burquina Fasso e Benim.<\/p>\n<p>Muitos dos tirailleurs eram recrutados \u00e0 for\u00e7a, com base nos dispositivos de alistamento compuls\u00f3rio impostos pelo governo franc\u00eas. Outros se ofereciam ao recrutamento volunt\u00e1rio para tentar escapar da mis\u00e9ria, uma vez que as oportunidades de emprego e ascens\u00e3o social eram bastante limitadas nas col\u00f4nias.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de atuarem nas campanhas de expans\u00e3o colonial no continente africano, os tirailleurs tiveram papel crucial em quase todos os grandes conflitos travados pela Fran\u00e7a entre a segunda metade do s\u00e9culo 19 e a primeira metade do s\u00e9culo 20, incluindo a Guerra Franco-Prussiana e Primeira Guerra Mundial.<\/p>\n<p>A despeito de sua import\u00e2ncia para a m\u00e1quina militar francesa, os soldados africanos sofriam enorme discrimina\u00e7\u00e3o. Eles recebiam soldos bem inferiores aos dos combatentes brancos. Raramente conseguiam ascender al\u00e9m do posto de sargento e eram submetidos a um tratamento muito severo, com castigos f\u00edsicos e humilha\u00e7\u00f5es constantes.<\/p>\n<h3>A Segunda Guerra<\/h3>\n<p>Com a eclos\u00e3o da Segunda Guerra Mundial, as divis\u00f5es de tirailleurs estacionadas na Arg\u00e9lia estiveram entre as primeiras unidades militares enviadas para o combate na linha de frente. Mais de 200.000 soldados oriundos das col\u00f4nias francesas na \u00c1frica participaram da luta contra os regimes nazifascistas \u2014 representando quase um d\u00e9cimo do contingente total de militares da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Os fuzileiros africanos se destacaram sobretudo pelos combates encarni\u00e7ados travados nas regi\u00f5es da Fran\u00e7a central, como as batalhas de Gien, Bourges e Buzan\u00e7ais. N\u00e3o obstante, a resposta francesa \u00e0 invas\u00e3o nazista foi lenta e descoordenada e o sistema defensivo nacional colapsou diante do emprego da estrat\u00e9gia da \u201cblitzkrieg\u201d (\u201cGuerra rel\u00e2mpago\u201d). Ap\u00f3s seis semanas de combate, a Fran\u00e7a foi derrotada e for\u00e7ada a assinar o Armist\u00edcio de Compi\u00e8gne.<\/p>\n<p>Milhares de combatentes negros rendidos foram assassinados pelos alem\u00e3es durante a Batalha da Fran\u00e7a. Massacres como os de Chasselay, Airaines e Bois d\u2019Eraine deixaram centenas de mortos. A cada nova cidade que era tomada, os nazistas fuzilavam os tirailleurs. Estima-se que at\u00e9 1.500 prisioneiros africanos foram mortos nos massacres de junho de 1940.<\/p>\n<p>Cerca de 120.000 soldados africanos foram capturados pelos alem\u00e3es ap\u00f3s a capitula\u00e7\u00e3o da Fran\u00e7a. Esses combatentes receberam um tratamento bastante distinto do que foi aplicado aos prisioneiros de guerra franceses. Enquanto os militares brancos foram realocados para campos de prisioneiros na Alemanha, os tirailleurs foram encarcerados em campos de concentra\u00e7\u00e3o montados no pr\u00f3prio territ\u00f3rio franc\u00eas, sob o pretexto de evitar o que os nazistas chamavam de \u201ccontamina\u00e7\u00e3o racial\u201d.<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es de vida nesses locais eram muito prec\u00e1rias. Os militares africanos viviam em habita\u00e7\u00f5es superlotadas e insalubres e enfrentavam jornadas extenuantes de trabalho for\u00e7ado. A comida e a \u00e1gua eram escassas e as taxas de letalidade eram muito elevadas, tanto em fun\u00e7\u00e3o das epidemias quanto pela viol\u00eancia dos oficiais nazistas.<\/p>\n<p>A liberta\u00e7\u00e3o dos tirailleurs foi, em grande parte, uma fa\u00e7anha de seus compatriotas. Como a Fran\u00e7a estava sob ocupa\u00e7\u00e3o militar, o governo franc\u00eas no ex\u00edlio teve de buscar mais soldados nas col\u00f4nias africanas para prosseguir lutando contra os nazistas. Os soldados africanos chegaram a compor cerca de 65% do contingente das For\u00e7as Francesas Livres.<\/p>\n<p>Embora essenciais para a expuls\u00e3o dos nazistas, os soldados africanos n\u00e3o receberam nenhum tipo de reconhecimento dos Aliados. Ao contr\u00e1rio: quando Paris foi libertada em agosto de 1944, Charles de Gaulle ordenou que os soldados negros n\u00e3o participassem dos desfiles de celebra\u00e7\u00e3o. Aos olhos do mundo, a liberta\u00e7\u00e3o da capital francesa deveria parecer uma fa\u00e7anha dos povos europeus.<\/p>\n<figure aria-describedby=\"caption-attachment-239372\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1666555877-captive-soldiers-battle-of-france-ww2.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"494\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1666555877-captive-soldiers-battle-of-france-ww2.jpg 800w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1666555877-captive-soldiers-battle-of-france-ww2-300x185.jpg 300w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1666555877-captive-soldiers-battle-of-france-ww2-768x474.jpg 768w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1666555877-captive-soldiers-battle-of-france-ww2-150x93.jpg 150w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1666555877-captive-soldiers-battle-of-france-ww2-750x463.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\"><figcaption>Tirailleurs capturados durante a Batalha da Fran\u00e7a <br \/>Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure>\n<h3>O retorno dos fuzileiros<\/h3>\n<p>Com a progressiva liberta\u00e7\u00e3o da Fran\u00e7a em 1944, os ex-prisioneiros africanos come\u00e7aram a ser reagrupados para repatriamento. Os tirailleurs, no entanto, exigiam que as autoridades francesas garantissem o pagamento dos soldos que estavam atrasados. Reivindicavam tamb\u00e9m o direito a receber seus trajes de desmobiliza\u00e7\u00e3o e suas indeniza\u00e7\u00f5es por tempo de cativeiro, como era previsto na legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s muita press\u00e3o, o governo franc\u00eas realizou um pagamento parcial de 1.500 francos para os soldados, mas n\u00e3o informou as datas previstas para disponibilizar os valores restantes. Houve tamb\u00e9m desentendimentos relativos \u00e0 convers\u00e3o das poupan\u00e7as e ao c\u00e2mbio utilizado na troca do franco metropolitano para o franco CFA, que resultaria em preju\u00edzos significativos para os soldados.<\/p>\n<p>Os repatriamentos tiveram in\u00edcio em 3 de novembro de 1944, quando 1.635 soldados africanos embarcaram no navio Circassia a caminho do Senegal. Um grupo de 315 tirailleurs se recusou a retornar enquanto n\u00e3o recebesse os pagamentos atrasados. Eles foram violentamente reprimidos pelos militares franceses e encarcerados no campo de Tr\u00e9v\u00e9.<\/p>\n<p>O navio Circassia aportou em Dakar em 21 de novembro de 1944. Os soldados foram ent\u00e3o encaminhados para a base militar de Thiaroye, que seria utilizada como campo de tr\u00e2nsito. Os fuzileiros receberam novamente a promessa de regulariza\u00e7\u00e3o das pend\u00eancias, mas os pagamentos n\u00e3o foram feitos.<\/p>\n<h3>O massacre<\/h3>\n<p>No dia 25 de novembro de 1944, os oficiais franceses ordenaram a transfer\u00eancia dos combatentes oriundos do Mali para Bamako. Os soldados, no entanto, se recusaram a deixar o campo de Thiaroye at\u00e9 que recebessem os soldos atrasados. Alertado sobre \u201catos de insubordina\u00e7\u00e3o\u201d, o general Marcel Dagnan fez uma visita ao campo em 28 de novembro.<\/p>\n<p>O oficial franc\u00eas foi recebido com um protesto en\u00e9rgico dos tirailleurs, que bloquearam a passagem de seu carro e gritaram palavras de ordem.\u00a0 Furioso com o ocorrido, Dagnan procurou seu superior, o general Yves de Boisboissel, e afirmou que os soldados africanos estavam amotinados e que quase o tomaram como ref\u00e9m.<\/p>\n<p>Chefe das for\u00e7as coloniais francesas, Boisboissel era um simpatizante do regime nazista. Durante a vig\u00eancia do regime colaboracionista da Fran\u00e7a de Vichy, ele fortaleceu o sistema de segrega\u00e7\u00e3o racial nos territ\u00f3rios da \u00c1frica Ocidental Francesa e chegou a reintroduzir o trabalho escravo nas col\u00f4nias.<\/p>\n<p>Decidido a punir exemplarmente os fuzileiros africanos, Boisboissel autorizou Dagnan a conduzir uma opera\u00e7\u00e3o no campo de Thiaroye. Na manh\u00e3 de 1\u00ba de dezembro de 1944, tr\u00eas companhias de fuzileiros, agentes da Gendarmeria Nacional e o Regimento de Artilharia Colonial invadiram a base militar.<\/p>\n<p>Ve\u00edculos blindados, caminh\u00f5es e militares armados com fuzis e metralhadoras cercaram todo o campo, impedindo a sa\u00edda dos tirailleurs. Desarmados, os ex-prisioneiros foram for\u00e7ados a se concentrar no p\u00e1tio central. Os soldados coloniais ent\u00e3o abriram fogo, fuzilando centenas de combatentes africanos.<\/p>\n<p>N\u00e3o se sabe o n\u00famero exato de v\u00edtimas da matan\u00e7a. O primeiro relat\u00f3rio franc\u00eas sobre o massacre registrou 24 v\u00edtimas. Um segundo relat\u00f3rio oficial publicado dias depois atualizou o montante para 70 mortos. O n\u00famero, no entanto, parece subdimensionado. Alguns historiadores senegaleses afirmam que a cifra deve se aproximar de 400 mortes.<\/p>\n<h3>Investiga\u00e7\u00f5es e consequ\u00eancias<\/h3>\n<p>Nos relat\u00f3rios oficiais sobre o massacre, os oficiais franceses afirmaram que um dos tirailleurs teria tentado atacar os soldados coloniais com uma faca, mas essa vers\u00e3o foi desmentida pelos sobreviventes. As alega\u00e7\u00f5es posteriores de que teria ocorrido um tiroteio foram igualmente desmentidas \u2014 e n\u00e3o encontram respaldo sequer na documenta\u00e7\u00e3o coeva produzida pelos militares franceses.<\/p>\n<p>N\u00e3o houve abertura de inqu\u00e9rito nem responsabiliza\u00e7\u00e3o dos assassinos. Por outro lado, 34 africanos que sobreviveram \u00e0 matan\u00e7a foram presos, julgados e condenados a at\u00e9 10 anos de pris\u00e3o por insubordina\u00e7\u00e3o e incita\u00e7\u00e3o a motim. Eles foram libertados em 1947, ap\u00f3s receberem anistia do presidente franc\u00eas Vincent Auriol.<\/p>\n<p>Por quase 70 anos, a Fran\u00e7a manteve a vers\u00e3o do \u201cmotim\u201d e tentou ocultar o epis\u00f3dio. At\u00e9 hoje, o Massacre de Thiaroye n\u00e3o \u00e9 ensinado nas escolas francesas. Tamb\u00e9m segue ignorado na maior parte da historiografia sobre a Segunda Guerra Mundial. Em 1988, \u201cCamp de Thiaroye\u201d, um filme senegal\u00eas sobre o massacre, dirigido por Ousmane Semb\u00e8ne, foi censurado na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Os primeiros passos para o reconhecimento oficial da matan\u00e7a somente ocorreram a partir de novembro de 2014, quando o presidente franc\u00eas Fran\u00e7ois Hollande fez um discurso em homenagem \u00e0s v\u00edtimas. Em 2024, Emmanuel Macron classificou pela primeira vez o epis\u00f3dio como um massacre, em uma carta endere\u00e7ada ao presidente senegal\u00eas, Bassirou Diomaye Faye. Nunca houve, no entanto, um pedido formal de desculpas do Estado franc\u00eas.<\/p>\n<p>O post A trai\u00e7\u00e3o aos fuzileiros africanos: 81 anos do Massacre de Thiaroye apareceu primeiro em Opera Mundi.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-cop-29-e-a-importancia-do-brasil-na-luta-climatica\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">A COP 29 e a import\u00e2ncia do Brasil na luta clim\u00e1ti...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ramagem-diz-que-vai-demonstrar-inocencia-em-acao-da-trama-golpista\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Ramagem diz que vai demonstrar inoc\u00eancia em a\u00e7\u00e3o d...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/casa-de-rui-barbosa-vira-palco-da-1a-flirui-com-arte-memoria-e-democracia\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/image-16-150x150.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Casa de Rui Barbosa vira palco da 1\u00aa FliRui com ar...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/no-brasil-72-das-empresas-que-adotaram-escala-5x2-tiveram-aumento-de-receita\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ctb-6x1-1-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">No Brasil, 72% das empresas que adotaram escala 5\u00d7...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 81 anos, em 1\u00ba de dezembro de 1944, centenas de soldados africanos que participaram da luta contra o nazifascismo eram assassinados por militares franceses no Massacre de Thiaroye. As v\u00edtimas pertenciam \u00e0s unidades dos \u201cTirailleurs\u201d, compostas por soldados oriundos das col\u00f4nias francesas na \u00c1frica. Eles foram recrutados para lutar contra a ocupa\u00e7\u00e3o nazista durante [\u2026]<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/operamundi.uol.com.br\/pensar-a-historia\/a-traicao-aos-fuzileiros-africanos-81-anos-do-massacre-de-thiaroye\/\">A trai\u00e7\u00e3o aos fuzileiros africanos: 81 anos do Massacre de Thiaroye<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/operamundi.uol.com.br\/\">Opera Mundi<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":67545,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[32080,32081,5582,32082,5622,5628],"tags":[],"class_list":["post-67544","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-massacre-de-thiaroye","category-militares-franceses","category-nazifascismo","category-ocupacao-nazista","category-pensar-a-historia","category-segunda-guerra-mundial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67544","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67544"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67544\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67545"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67544"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67544"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67544"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}