{"id":67917,"date":"2025-12-17T19:17:35","date_gmt":"2025-12-17T22:17:35","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/e-se-o-big-data-fosse-aplicado-no-combate-a-desigualdade\/"},"modified":"2025-12-17T19:17:35","modified_gmt":"2025-12-17T22:17:35","slug":"e-se-o-big-data-fosse-aplicado-no-combate-a-desigualdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/e-se-o-big-data-fosse-aplicado-no-combate-a-desigualdade\/","title":{"rendered":"E se o big data fosse aplicado no combate \u00e0 desigualdade?"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"705\" height=\"491\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Screenshot-2025-12-17-at-19-16-34-Telegram-Web.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Screenshot-2025-12-17-at-19-16-34-Telegram-Web.png 705w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Screenshot-2025-12-17-at-19-16-34-Telegram-Web-300x209.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 705px) 100vw, 705px\"><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Por <strong>Ricardo T. Neder<strong>[1]<\/strong><\/strong><\/p>\n<h3><strong>Breve Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>Vale recordar que estamos diante de uma encruzilhada civilizat\u00f3ria devido a troca do antigo regime social de assalariamento como m\u00e9trica de cidadania, por um sistema de regula\u00e7\u00e3o social que amplia, abarca e substitui gradativamente as formas administrativas, dotando-as de automa\u00e7\u00e3o\/retroalimenta\u00e7\u00e3o entre sistemas e pessoas por meio de plataformas digitais.<\/p>\n<p>\u00c9 um mecanismo de controle que afeta toda sociedade de forma diferenciada e desigual, dependendo do recorte considerado, seja na economia formal, seja na economia popular \u2013 e ambas v\u00e3o se integrando por vias em geral, ilegais do crime organizado.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Prancheta-4-2.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Prancheta-4-2.png 680w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Prancheta-4-300x110.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Cientistas sociais de distintas tend\u00eancias te\u00f3ricas t\u00eam dialogado e discutido com grupos profissionais especialistas e tecn\u00f3logos, para identificar situa\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas de respostas local, regional, territorial e nacional (pr\u00f3prias ao Brasil), como desafios enfrentados pelo movimento da autogest\u00e3o para se converter uma tecnoci\u00eancia empresarial (big data) em tecnoci\u00eancia solid\u00e1ria mediante a convers\u00e3o cr\u00edtica da base sociot\u00e9cnica dos algoritmos pelos movimentos transversais de classe com organiza\u00e7\u00f5es dos trabalhadores\/ras[2].<\/p>\n<h3><strong>A ret\u00f3rica vazia do desemprego<\/strong><\/h3>\n<p>A conjuntura hist\u00f3rica que se abre nos anos 2010 com as tecnologias de base digital desnuda um cen\u00e1rio para o Brasil que revela um gigante com p\u00e9s de barro com um desemprego tal como \u00e9 medido, que esconde mais do que revela: ele n\u00e3o pode mais ser visto pela m\u00e9trica da \u00e9poca em que havia grande contingente da classe trabalhadora vivendo do trabalho industrial (que chegou a 22% da popula\u00e7\u00e3o ocupada nos anos 1990).<\/p>\n<p>Com o desenvolvimento do ecossistema da internet e da ci\u00eancia das organiza\u00e7\u00f5es (que n\u00e3o se resume em tratar os sistemas tipo big-data) abrem-se as condi\u00e7\u00f5es de possibilidade de lidar com este complexo de quest\u00f5es acumuladas para superar a desregula\u00e7\u00e3o social no est\u00e1gio primitivo e de barb\u00e1rie em que vivem os contingentes submetidos a extensas jornadas de trabalhos como parte do cl\u00e1ssico excedente do ex\u00e9rcito industrial de reserva em forma\u00e7\u00f5es capitalistas[3].<\/p>\n<p>Esse quadro est\u00e1 ligado a outro, de um regime contrassocial. Dada a aus\u00eancia de uma regula\u00e7\u00e3o p\u00fablica sobre processos de mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica capaz de direcionar investimentos das empresas capitalistas e do setor p\u00fablico para um planejamento que suplante as desiguais condi\u00e7\u00f5es de acesso a pol\u00edticas de educa\u00e7\u00e3o, cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas para ampliar a capacita\u00e7\u00e3o, qualifica\u00e7\u00e3o, renda e emprego. Este tipo de constata\u00e7\u00e3o \u2013 com sinal ideol\u00f3gico invertido \u2013 pois foi direcionado contra os trabalhadores \u2013 orientou as reformas anti-trabalhistas na fase 2027-2019.<\/p>\n<p>Elas ampliaram o conceito, escopo e regulamenta\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-administrativas e jur\u00eddicas do estatuto de trabalho tempor\u00e1rio. Foram autorizados pelo Executivo novos tipos de contrato de trabalho \u2013 remunerado tempor\u00e1rio, trabalho precarizado, trabalho por aplicativo que passaram a engrossar o repert\u00f3rio de precariza\u00e7\u00e3o das camadas trabalhadoras. O trabalho tempor\u00e1rio e precarizado est\u00e1 na raiz das lutas pela sobreviv\u00eancia das fam\u00edlias trabalhadoras, que n\u00e3o podem abandonar a economia do coletivo intra-familiar nos circuitos populares com todas as mazelas e precariedades que isto significa obrigadas a ficar 24 horas durante 7 dias da semana a espera de bicos e encomendas.<\/p>\n<h3><strong>Ainda o mesmo problema dos anos 1990: Falta planejamento, idiota!<\/strong><\/h3>\n<p>Nos anos que precederam a queda do campo socialista (1989\/90) um debate comum entre as esquerdas era como viabilizar a constru\u00e7\u00e3o de um modelo de gest\u00e3o para o planejamento descentralizado e estrategicamente orientado para reunir dados e contribuir para compreender e fazer a estrutura\u00e7\u00e3o do poder em distintas escalas, global, nacional e local. Esse era um sonho do planejamento sovi\u00e9tico at\u00e9 a queda do campo socialista da URSS (Uni\u00e3o das Rep\u00fablicas Socialistas Sovi\u00e9ticas).<\/p>\n<p>Trinta anos depois, a China estruturou seu ecossistema de internet nacional, criou uma ind\u00fastria para a infraestrutura f\u00edsica, gerou politicamente os marcos regulat\u00f3rios para sua sustenta\u00e7\u00e3o e avan\u00e7ou ao ponto de um ecossistema digital ser capaz de viabilizar uma governan\u00e7a 4.0 que tem entre seus principais desdobramentos um sistema de previd\u00eancia e seguridade social integrado com a vida civil, funcional e trabalhista do cidad\u00e3o (o que permitiu, por sua vez, criar um cadastro unificado de fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza).<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/728x90.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/728x90.png 728w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/728x90-300x37.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 728px) 100vw, 728px\" width=\"728\" height=\"90\"><\/div>\n<\/div>\n<p>A primeira, e mais \u00f3bvia, pol\u00edtica industrial de combate a pobreza entre os BRICs dever\u00e1 se inspirar neste modelo chin\u00eas: criar um ecossistema de big-data modelado como uma governan\u00e7a capaz de atuar enquanto eixos de intelig\u00eancia para incluir toda a popula\u00e7\u00e3o em idade ativa (ou PIA) em diretrizes para a\u00e7\u00f5es, acompanhamento e controles que permitir\u00e3o qualificar o acesso da popula\u00e7\u00e3o a pol\u00edticas p\u00fablicas para trabalho e renda. Genericamente big-data se refere a conjuntos de dados extremamente grandes e complexos que s\u00e3o dif\u00edceis de processar com ferramentas tradicionais. Por isso os algoritmos s\u00e3o determinados por an\u00e1lises de tend\u00eancias que se configuram em tempo real, com o risco tendencioso de apresentar resultados extremamente conservadores, resultado da coleta dos dados na internet.<\/p>\n<p>As principais caracter\u00edsticas do big-data s\u00e3o conhecidas como os cinco V\u2019s: <em>Volume<\/em>: volume de dados gerados e coletados, que pode ser medido em terabytes, petabytes ou at\u00e9 mesmo exabytes; <em>Velocidade<\/em>: rapidez com que os dados s\u00e3o gerados e processados, muitas vezes em tempo real; <em>Variedade<\/em>: diversidade de fontes e formatos de dados, incluindo dados estruturados, semi-estruturados e n\u00e3o estruturados; <em>Veracidade<\/em>: precis\u00e3o e confiabilidade dos dados, que \u00e9 fundamental para tomar decis\u00f5es informadas; <em>Valor<\/em>: valor que os dados podem agregar \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o, seja em termos de redu\u00e7\u00e3o de custos, aumento de receita ou melhoria dos processos. Em sua totalidade s\u00e3o dados coletados em grande escala diferem dos bancos de dados comuns, que n\u00e3o permitem correla\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A face de domina\u00e7\u00e3o e poder de controle mediante algoritmos tem sido denunciada \u00e0 exaust\u00e3o sob m\u00faltiplas formas: est\u00e1 evidente na guerra em curso nas m\u00eddias e ambientes de redes sociodigitais que, em ess\u00eancia, foram tomadas de assalto pela tecnoci\u00eancia das corpora\u00e7\u00f5es. A contraface da resist\u00eancia a favor dos trabalhadores tamb\u00e9m est\u00e1 presente no enfrentamento, em sentido oposto e contradit\u00f3rio a esta domina\u00e7\u00e3o, de uma aut\u00eantica e aberta revolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que nos posiciona para criar alternativas, possibilidades e oportunidades marcadas pela passagem da epistemologia do criado \u00e0 heur\u00edstica da cria\u00e7\u00e3o (na provocativa formula\u00e7\u00e3o de Pablo Gonz\u00e1lez Casanova: <em>As novas ci\u00eancias e as humanidades: da academia \u00e0 pol\u00edtica<\/em>. SP. Boitempo, 2006).<\/p>\n<h3><strong>Industrializa\u00e7\u00e3o popular: quem conduzir\u00e1 o regime de transi\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/h3>\n<p>O Estado brasileiro tem tratado de forma hip\u00f3crita e c\u00ednica a raz\u00e3o instrumental que joga no colo da repress\u00e3o policialesca armada at\u00e9 os dentes para matar o excedente visto extra-oficialmente (pela extrema-direita) como o \u201cresto\u201d da sociedade em subcidadania. Mas \u00e9 onde reside o diamante bruto da riqueza nacional: para al\u00e9m das formas de resist\u00eancia e culturas policrom\u00e1ticas e um matiz civilizacional pr\u00f3prio, este povo forma um mercado interno em todas as periferias, disputado pelo crime organizado em redes ilegais com empres\u00e1rios das finan\u00e7as aos servi\u00e7os e transportes.<\/p>\n<p>Fazer a passagem pelo deserto dos invis\u00edveis do mercado de trabalho informal no Brasil para inclui-los no sistema nacional de emprego, trabalho e renda n\u00e3o \u00e9 uma tarefa para quadros tecnocr\u00e1ticos, racionalistas e positivistas; sem dire\u00e7\u00e3o politica da esquerda mais afinada com os temas tecnocient\u00edficos e sociocient\u00edficos (fins e n\u00e3o meios solid\u00e1rios) ningu\u00e9m mais \u00e9 capaz como for\u00e7a organizada na pol\u00edtica de enxergar sa\u00eddas para o labirinto que tem um Minotauro que destr\u00f3i e mutila os corpos na economia popular.<\/p>\n<p>O conhecimento sobre as caracter\u00edsticas cruzadas \u2013 localiza\u00e7\u00e3o produtiva de cadeias econ\u00f4micas no territ\u00f3rio, perfis ocupacionais, profiss\u00f5es, qualifica\u00e7\u00e3o das pessoas-residentes, escolaridade, perfis ocupacionais, sa\u00fade e qualidade de vida por faixa et\u00e1ria e \u00e9tnicas das rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero \u2013 podem ser identificadas por interseccionalidades nos algoritmos, e estes interagem com os contingentes fora do mercado formal, tanto quanto com os que est\u00e3o nos circuitos da economia popular. Rompemos assim, a separa\u00e7\u00e3o entre formal &amp; informal no mercado de trabalho do ponto de vista das TICs e bases de dados digitais.<\/p>\n<p>Obviamente, n\u00e3o sejamos a\u00e7odados: estamos diante de uma necess\u00e1ria ultrapassagem cognitiva da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica convencional para outra tecnoci\u00eancia solid\u00e1ria em que a interdisciplina das especialidades operem com a articula\u00e7\u00e3o entre o f\u00edsico, biol\u00f3gico e o social. Mas um alerta! A todos engajados, n\u00e3o vai ceder facilmente o r\u00edgido positivismo imperante no poder tanto do Capital, quanto da sociedade branca, racista que assim justifica os elitismos de sempre, e em particular as for\u00e7as da produ\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia e tecnologia para aplica\u00e7\u00f5es b\u00e9licas e dom\u00ednio da natureza como destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De que regime de transi\u00e7\u00e3o estamos falando, sen\u00e3o de algo que se assemelha \u00e0 luta pela aboli\u00e7\u00e3o da servid\u00e3o do desemprego, subemprego e desocupa\u00e7\u00e3o? Esta aboli\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o se cumpriu \u2013 tem viabilidade assegurada (tecnicamente) pelo fato de que h\u00e1 probabilidade das m\u00faltiplas correntes contra-hegem\u00f4nicas se unirem e articularem com maior for\u00e7a, a partir do somat\u00f3rio de experi\u00eancias e conquistas comuns no Sul Global.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um regime de transi\u00e7\u00e3o entre o sistema p\u00fablico de intermedia\u00e7\u00e3o do trabalho, ora em frangalhos, para outro que demanda um programa de fomento a socioeconomia popular e economia solid\u00e1ria impl\u00edcito e expl\u00edcito! O maior obst\u00e1culo a essa dissemina\u00e7\u00e3o nem \u00e9 o crime organizado, mas as redes de \u2018pilantropia\u2019, e as bem-intencionadas funda\u00e7\u00f5es empresariais de responsabilidade social com atua\u00e7\u00e3o em territ\u00f3rios perif\u00e9ricos, que operam com base em fatos filantr\u00f3picos e evid\u00eancias de pol\u00edtica social progressista baseada na focaliza\u00e7\u00e3o de grupos benefici\u00e1rios!<\/p>\n<h3><strong>A cegueira moral como fundamento<\/strong><\/h3>\n<p>Saramago explorou o tema da cegueira como met\u00e1fora para a indiferen\u00e7a, o ego\u00edsmo e a intoler\u00e2ncia na sociedade moderna, indicando o que acontece quando as pessoas perdem n\u00e3o s\u00f3 a vis\u00e3o, mas tamb\u00e9m a lucidez e a \u00e9tica. Trata-se, \u00e9 claro, da cegueira moral da sociedade, refletindo a incapacidade das pessoas de ver e lidar com problemas sociais como a intoler\u00e2ncia, a apatia e a viol\u00eancia. Recusar a constata\u00e7\u00e3o de div\u00f3rcio programado e sistem\u00e1tico entre o mundo do trabalho formal, e o da economia popular e familiar exige a cria\u00e7\u00e3o de pontes para constru\u00e7\u00e3o de sistemas de informa\u00e7\u00e3o que unam os 40 milh\u00f5es em m\u00e9dia (2024-2025) que est\u00e3o no mercado de trabalho-formal-assalariado-com-registros-trabalhistas-previdenci\u00e1rios-securit\u00e1rios-quase-amparado s pelo judici\u00e1rio trabalhista!<\/p>\n<p>N\u00e3o vamos discutir aqui qual a melhor taxonomia para enquadrar os demais 80-90 milh\u00f5es que est\u00e3o artificialmente, de forma malandra e capciosa, classificados como n\u00e3o-empregados do setor formal. A raz\u00e3o neoliberal lan\u00e7ou-os para o jogo de soma zero: aos supostos perdedores resta fazer inscri\u00e7\u00e3o nos programas sociais do estado brasileiro numa fila que nunca acaba. Ambos formais e informais s\u00e3o, aparentemente, subst\u00e2ncias apolares de acordo com o princ\u00edpio qu\u00edmico de que semelhante dissolve semelhante, ou seja, eles seriam misc\u00edveis.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 o caso, pois os fluxos e din\u00e2micas do mercado de trabalho formal e informal podem ser comparados a mistura do \u00f3leo e azeite (que s\u00e3o apolares); a forma e a ess\u00eancia do trabalho formal e do informal n\u00e3o se misturam, mas sintetizam uma terceira subst\u00e2ncia (como prop\u00f4s Chico de Oliveira, 1933-2019): estamos diante de uma mistura heterog\u00eanea chamada quimicamente bif\u00e1sica, como se o trabalho formal se misturasse com o informal, em constante troca de qualidades! Nesta imagem, o contingente de 40 milh\u00f5es de trabalhadores flutua em um mar de pessoas com 80\/90 milh\u00f5es e na pr\u00e1tica, quem est\u00e1 fora do mercado formal de trabalho s\u00f3 se mistura (ou entra) se estiver em alguma l\u00f3gica de proximidade capaz de conect\u00e1-lo com as oportunidades numa completa atomiza\u00e7\u00e3o da demanda. As zonas urbanas em geral, vinculadas aos dinamismos da economia perif\u00e9rica brasileira nas chamadas regi\u00f5es metropolitanas, apresentam grande semelhan\u00e7a no funcionamento do mercado de trabalho segundo essa l\u00f3gica da proximidade de acesso.<\/p>\n<p>\u00c9 justamente promover proativamente essa l\u00f3gica de proximidade o papel de um sistema nacional de emprego, trabalho qualificado e gera\u00e7\u00e3o de renda.<\/p>\n<p>Desde janeiro de 2020, o uso do Sistema do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foi substitu\u00eddo pelo Sistema de Escritura\u00e7\u00e3o Digital das Obriga\u00e7\u00f5es Fiscais, Previdenci\u00e1rias e Trabalhistas (eSocial) para parte das empresas, conforme estabelecido pela Portaria SEPRT n\u00ba 1.127, de 14\/10\/2019. Permanece a obrigatoriedade de envio das informa\u00e7\u00f5es por meio do Caged apenas para \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e organiza\u00e7\u00f5es internacionais que contratam celetistas.<\/p>\n<p>Essa governamentalidade ficou ainda mais naturalizada, cravada na carne da forma\u00e7\u00e3o social pela metamorfose de uma nova classe trabalhadora de servi\u00e7os com tend\u00eancias protofascistas em alguns segmentos de renda m\u00e9dia, e com intensa desorganiza\u00e7\u00e3o para a\u00e7\u00f5es coletivas trabalhistas nos segmentos de baixa renda (sal\u00e1rio m\u00ednimo), resultado da desindustrializa\u00e7\u00e3o iniciada pelo segundo governo Fernando Henrique Cardoso (1999-2002).<\/p>\n<h3><strong>Alternativas para gest\u00e3o de programas e pol\u00edticas de Trabalho na Revolu\u00e7\u00e3o Digital 4.0<\/strong><\/h3>\n<p>Voltemos \u00e0s alternativas vi\u00e1veis ao momento hist\u00f3rico, no qual a balan\u00e7a geopol\u00edtica de poder entre Sul e Norte Global parece pender para movimentos de grande autonomia a favor do Sul. Se tomarmos como refer\u00eancia a experi\u00eancia chinesa, que re\u00fane regula\u00e7\u00e3o social para seguridade e vida laboral, este pode ser caminho virtuoso para criar sistemas complexos de big data.<\/p>\n<p>No Brasil ele passa pela arquitetura interna desenhada pelo novo e-Social, mas necessariamente o ultrapassa para poder lidar com fluxos de informa\u00e7\u00e3o, tomada de decis\u00e3o e sobretudo, regulamenta\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios para compatibilizar as informa\u00e7\u00f5es sobre os inscritos no Cad\u00danico com as receitas ou entradas para financiar o sistema de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, securit\u00e1rios, seguro-desemprego, FGTS, etc.<\/p>\n<p>Recordando, existem hoje no Brasil quatro regimes tribut\u00e1rios espec\u00edficos: o recolhimento feito pelo microempreendedor como contribuinte individual com CNPJ; o simples nacional, a arrecada\u00e7\u00e3o derivada do lucro presumido e do lucro real que incidem sobre todo tipo de empres\u00e1rio e trabalhadores aut\u00f4nomo\/as da chamada economia formal. Esta \u00e9 a base da explos\u00e3o do n\u00famero de MEIs ap\u00f3s 2017 (cresceu de 2,5 milh\u00f5es para 14 milh\u00f5es numa jogada que o empresariado viu nas modalidades de trabalho tempor\u00e1rio uma forma de extrair valor da patul\u00e9ia!)<\/p>\n<p>Esta \u00e9 outra obviedade que impede a supera\u00e7\u00e3o da cegueira moral: as fontes de arrecada\u00e7\u00e3o do Estado. Como querer um arranjo estatal que vai contra sua pr\u00f3pria natureza de arrecadador do Capital, com a obriga\u00e7\u00e3o de retornar para ele as melhores fatias dos investimentos p\u00fablicos? Para al\u00e9m do apag\u00e3o de dados sobre a economia popular, temos que decifrar como se move a <em>rationale <\/em>do Estado na sua base fiscal (arrecada\u00e7\u00e3o). Tend\u00eancias contradit\u00f3rias, pois o Estado poder\u00e1 inscrever uma nova economia pol\u00edtica ao arrecadar as contribui\u00e7\u00f5es e benef\u00edcios das classes trabalhadoras urbanas e rurais fora do mercado formal de empresas e setor governamental. Hoje o contingente dos 80 milh\u00f5es de pessoas \u2013 (tomando como base as pessoas matriculadas no Cad\u00danico \/ Bolsa Fam\u00edlia e outros benef\u00edcios da seguridade social) \u2013 \u00e9 uma for\u00e7a de trabalho que tem plena viabilidade econ\u00f4mica de gerar valores, pois opera sob formas de gest\u00e3o cooperativa unifamiliar, plurifamiliar (por economia de vizinhan\u00e7a), ou associativa e cooperativa sem fins lucrativos, na total ou parcial ilegalidade.<\/p>\n<p>A estes circuitos tenho conceituado como Organiza\u00e7\u00f5es Produtivas Populares (OPPs). Como poder\u00e3o ser enquadradas num regime fiscal ao mesmo tempo diferenciado (do setor formal com suas quatro modalidades fiscais), e com potencial in\u00e9dito de definir obriga\u00e7\u00f5es modulares a serem cumpridas por estas organiza\u00e7\u00f5es? Esse cen\u00e1rio \u00e9 algo inusitado, fora da cegueira formal versus informal: algo que n\u00e3o est\u00e1 criado formalmente, e exige arquitetura pol\u00edtica e geometria vari\u00e1vel para ser criado como um in\u00e9dito vi\u00e1vel como regime de transi\u00e7\u00e3o sint\u00e9tico das implica\u00e7\u00f5es desta integra\u00e7\u00e3o entre e-Social e Cad\u00danico. O roteiro abaixo \u00e9 meramente exemplificativo, e poderia ter outras ag\u00eancias e atores, interesses e setores envolvidos:<\/p>\n<p>1 Revitalizar o SINE para dot\u00e1-lo de banco de dados integrado com a base Cad\u00danico\/MDS sob orienta\u00e7\u00e3o do CADSOL\/ SENAES \u00e1rea hoje que dialoga com os invis\u00edveis do mercado de trabalho;<\/p>\n<p>2 Revitalizar e integrar o SINE\/SENAES\/MTE ao programa Periferia Viva que opera sob doisvetores: Minist\u00e9rio das Cidades\/Secret\u00e1ria Nacional de Periferia + BNDES\/Periferia Viva<\/p>\n<p>3 Cruzar o banco de dados relacional ECOSOL\/SENAES\/SINE com um sistema de apoio a pesquisa com base no modelo da \u00e1rea de ciencia e tecnologia\/sa\u00fade ou PPSUS\/C&amp;T Sa\u00fade (que tem expertise para trabalhar com agentes comunit\u00e1rios)<\/p>\n<p>4 Apoio MCTI\/SEDES: fomento a linhas de pesquisa de extens\u00e3o tecnol\u00f3gica para incubadoras (Universit\u00e1rias, municipais e comunit\u00e1rias) para diagn\u00f3stico quali-quantitativo para forma\u00e7\u00e3o de agentes multiplicadores ECOSOL nos territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>5 Conex\u00e3o FAT\/Fundo de Apoio ao Trabalhador\/SENAES\/BNDES(I) \u2013 Relat\u00f3rio T\u00e9cnico sobre empregos gerados (fev\/2025): desenvolver outro modelo an\u00e1logo aplicado com metodologia para formular pol\u00edticas econ\u00f4micas de industrializa\u00e7\u00e3o dirigida para a for\u00e7a de trabalho subutilizada com destaque para bairros populares e periferias.<\/p>\n<p>6 Conex\u00e3o FAT\/SENAES\/BNDES(II) \u2013 Fomento para cr\u00e9dito\/investimento em cadeias de produ\u00e7\u00e3o envolvendo territ\u00f3rios participantes do programa Periferia Viva.<\/p>\n<p>7 Conex\u00e3o FAT\/SENAES\/BNDES(III) \u2013 Programa Nacional de miniincubadoras por cadeias produtivas a exemplo do existente PRONINC \u2013 Programa Nacional de Incubadoras Populares.<\/p>\n<p>Trocado em mi\u00fados, tal integra\u00e7\u00e3o significa gerar um in\u00e9dito vi\u00e1vel (express\u00e3o seminal de Paulo Freire) que \u00e9 reorganizar o elo perdido entre o mercado de trabalho no Pa\u00eds e a regulamenta\u00e7\u00e3o para inclus\u00e3o dos contingentes da economia popular em sistema previdenci\u00e1rios e securit\u00e1rios, sa\u00fade laboral, sa\u00fade, cultura e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa opera\u00e7\u00e3o pede um regime jur\u00eddico, constitucional, arcabou\u00e7o fiscal, credit\u00edcio, enfim \u2013 todos as dimens\u00f5es necess\u00e1rias para fazer com que a documenta\u00e7\u00e3o pessoal e os t\u00edtulos de direitos sejam respeitados (acesso a qualifica\u00e7\u00e3o, cr\u00e9dito, incuba\u00e7\u00e3o de modelos de empreendimentos uni, plurifamiliares, e associativo-cooperativista separado do mercado de trabalho formal \u2013 eis o imenso desafio!<\/p>\n<p>O funcionamento do atual e-Social (Sistema de Escritura\u00e7\u00e3o Digital das Obriga\u00e7\u00f5es Fiscais, Previdenci\u00e1rias e Trabalhistas) \u00e9 um avan\u00e7o em v\u00e1rios sentidos para estruturar o big-data do mercado de trabalho formal (e tamb\u00e9m o ser\u00e1 para o mercado de trabalho das OPPs). A plataforma digital criada pelo governo federal centraliza o envio de informa\u00e7\u00f5es trabalhistas, fiscais e previdenci\u00e1rias. Ele permite, na pr\u00e1tica, substituir declara\u00e7\u00f5es como CAGED, RAIS (emprego\/desemprego) e DIRF (receita). A tecnologia do sistema \u00e9 integrativa (tributos, obriga\u00e7\u00f5es fiscais, destina\u00e7\u00e3o de recursos por entes federativos, controlados por sistemas de blockchain ou cadeias de seguran\u00e7a de dados, o que facilita aos empres\u00e1rios a escritura\u00e7\u00e3o a um custo menor, pois o que antes exigia uma equipe de funcion\u00e1rios para cuidar das in\u00fameras obriga\u00e7\u00f5es, pode hoje ser realizada por uma dupla de t\u00e9cnico-administrativos para manter o neg\u00f3cio em conformidade com a legisla\u00e7\u00e3o vigente.<\/p>\n<p>Todas as vantagens acima do eSocial est\u00e3o exclu\u00eddas dos neg\u00f3cios das fam\u00edlias, associa\u00e7\u00f5es e cooperativas da economia popular, por isto as OPPs precisam de outro tipo de big-data para serem identificadas suas rela\u00e7\u00f5es de troca, qualifica\u00e7\u00f5es de seus integrantes, trajet\u00f3ria profissional, demandas por qualifica\u00e7\u00e3o, tecnologias pr\u00f3prias, e tamb\u00e9m valorizar as formas de gest\u00e3o unifamiliar e multifamiliar (marcadas por la\u00e7os de sangue, ou solidariedade mec\u00e2nica entre as OPPs).<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a pol\u00edtica do Bolsa-Fam\u00edlia \u00e9 sempre um horizonte em fuga \u2013 quanto mais nos aproximamos dele como benef\u00edcio real, mais ele se afasta da realidade! A cr\u00edtica \u00e9 expor um osso quebrado: a focaliza\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios sociais nasceu de recomenda\u00e7\u00f5es da tecnocracia do Banco Mundial nos anos 1990. Ela est\u00e1 empoeirada e cheira mal pois n\u00e3o conseguimos, como esquerda, mencionar seu car\u00e1ter de cidadania ativa na produ\u00e7\u00e3o. Sua associa\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica neoliberal nunca deve ser esquecida: est\u00e1 fundada na redu\u00e7\u00e3o do papel do Estado n\u00e3o s\u00f3 na provis\u00e3o de bem-estar social, mas sobretudo do abandono de um Estado que atua no campo dos investimentos produtivos. O Estado se retira desta forma, do campo dos investimentos capazes de fortalecer as organiza\u00e7\u00f5es produtivas populares com pol\u00edticas cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas, fomentos comerciais e credit\u00edcios para os circuitos das organiza\u00e7\u00f5es produtivas populares.<\/p>\n<p>As OPP\u2019s s\u00e3o geradoras de outras formas de trabalho e renda e devem ser estimuladas pelo paradigma da industrializa\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria voltado para as cadeias populares de produ\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os vinculadas a bens de sal\u00e1rio (consumo dos trabalhadores).<\/p>\n<p>O que conceituamos como in\u00e9dito vi\u00e1vel de um regime de transi\u00e7\u00e3o especial sob a forma de uma pol\u00edtica industrial de combate a pobreza (ou industrializa\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria \u2013 Renato Dagnino) est\u00e1 relacionado com o universo de oportunidades que se abrem pelas a\u00e7\u00f5es do movimento pela Economia Solid\u00e1ria (EcoSol), h\u00e1 duas d\u00e9cadas no Brasil, voltada para a organiza\u00e7\u00e3o e planejamento de micro e meso-cadeias de produtos e servi\u00e7os de empreendimentos econ\u00f4micos solid\u00e1rios. Milhares de empreendimentos, rede de bancos comunit\u00e1rios, moeda social e agora sob a forma de plataformismo solid\u00e1rio com a possibilidade de desenvolvimento de software e algoritmos para fortalecer organiza\u00e7\u00f5es de trabalhadores e trabalhadoras por aplicativos (descritas e analisadas nos pr\u00f3ximos artigos).<\/p>\n<h3><strong>Plataformiza\u00e7\u00e3o Solid\u00e1ria<\/strong><\/h3>\n<p>Um dos erros na conjuntura 2005-2015 tem sido apontado: o sistema de emprego, trabalho e renda n\u00e3o foi suficientemente forte \u2013 e tampouco a pol\u00edtica de economia solid\u00e1ria amadureceu \u2013 para fomentar processos de industrializa\u00e7\u00e3o dos setores de consumo populares, com esquemas de financiamento e compras p\u00fablicas que pudessem alavancar a economia solid\u00e1ria sob metodologias autogestion\u00e1rias do aprender-fazendo. E, desta forma, ganhar escala com modelos reais praticados pelos movimentos sociais na economia local (caso dos catadores\/recicladores, pequena manufatura e micro-oficinas el\u00e9trico-eletr\u00f4nicas, manufatura artesanal, constru\u00e7\u00e3o civil da pr\u00f3pria moradia popular, amplia\u00e7\u00e3o da base digital maker para revalorizar o design dos artes\u00e3os e artes\u00e3s, etc).<\/p>\n<p>O novo eSocial tem a virtualidade de ser um sistema de gest\u00e3o p\u00fablica tanto para os empregados, quanto para os trabalhadores em OPPs\/organiza\u00e7\u00f5es produtivas populares. Do outro lado, est\u00e1 o SINE (Sistema Nacional de Emprego)que apresenta uma associa\u00e7\u00e3o potencial com o FAT (Fundo de Apoio ao Trabalhador) ainda dotado de recursos consider\u00e1veis e manejado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social).<\/p>\n<p>Essa \u00faltima articula\u00e7\u00e3o (SINE+FAT) pode gerar um pacto pol\u00edtico estrat\u00e9gico a fim de garantir regras e pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o aos\/\u00e0s trabalhadores\/as em todas as formas de inser\u00e7\u00e3o laboral -assalariados, aut\u00f4nomos, conta-pr\u00f3pria, teletrabalho, mediado por aplicativo ou plataformas, mulheres em condi\u00e7\u00f5es de trabalho na economia do cuidado e precariato em geral.<\/p>\n<p>Nota-se a partir de uma an\u00e1lise sum\u00e1ria do escopo da Nova Industria Brasil que 90% de seus recursos s\u00e3o investimentos p\u00fablicos e privados em segmentos j\u00e1 intensivos de capital, da agroind\u00fastria, ind\u00fastria automobil\u00edstica, bioeconomia, energia renov\u00e1vel, constru\u00e7\u00e3o civil, ind\u00fastria da sa\u00fade, papel e celulose, siderurgia e defesa aero e nuclear.<\/p>\n<p>Um programa para reindustrializa\u00e7\u00e3o com um forte componente de pol\u00edtica industrial de combate \u00e0 pobreza exige formato e ess\u00eancia com direcionamento que pode ser complementar. Primeiramente exige \u00eanfase nas cadeias de produ\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os dos bens de sal\u00e1rio e de bens de consumo populares, e como forma de organiza\u00e7\u00e3o total apoio a modalidades de trabalho associado sem-patr\u00e3o ou patronagem disfar\u00e7ada, mediante autogest\u00e3o. Cujo principal obst\u00e1culo \u00e9 o gerencial, de acompanhamento das v\u00e1rias fases c\u00edclicas e acontecimentos inesperados que exigem decis\u00f5es r\u00e1pidas.<\/p>\n<p>Mas como uma das caracter\u00edsticas da revolu\u00e7\u00e3o digital \u00e9 superar o modelo gerencial por outro mais barato e eficaz devido a fun\u00e7\u00f5es inteligentes compartilhadas em equipes monitoradas 24 horas por 7 dias da semana nas a\u00e7\u00f5es laborais e subjetivas, que se danem os gerentes! Em seu lugar um projeto contra-hegem\u00f4nico exige o plataformismo digital solid\u00e1rio (no Norte Global, tratado como cooperativismo de plataforma) e que no Sul Global est\u00e1 sendo definido como formas de organiza\u00e7\u00e3o do trabalho associado mediante plataformas digitais controladas por trabalhadores e\/ou pelas comunidades locais.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a estrela que surge no horizonte como uma das principais transforma\u00e7\u00f5es verificadas no mundo do trabalho na \u00faltima d\u00e9cada, o surgimento de plataformas digitais de trabalho online. O processo centra-se em plataformas baseadas na web, por meio das quais as empresas e outros clientes podem externalizar tarefas por meio de um convite aberto a m\u00e3o-de-obra vasta e flex\u00edvel (\u00abcrowd\u00bb, multid\u00e3o), geograficamente dispersa pelo mundo.<\/p>\n<h3><strong>As tr\u00eas dimens\u00f5es da luta pol\u00edtico-ideol\u00f3gica em torno das plataformas<\/strong><\/h3>\n<p>Uma primeira dimens\u00e3o: a luta pol\u00edtico-ideol\u00f3gica foi instaurada pelo capitalismo de plataforma a partir dos anos 2010, e reside nas suas tentativas de impor uma l\u00f3gica proto-fascista que combate todas as formas de solidariedade de classe trabalhadora. Pinheiro-Machado (2022) chama a aten\u00e7\u00e3o para correla\u00e7\u00e3o entre plataformas digitais e o comportamento pol\u00edtico destes trabalhadores arregimentados pela l\u00f3gica dos aplicativos de grandes empresas de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico, ou de entrega na \u00faltima milha.<\/p>\n<p>A inser\u00e7\u00e3o contradit\u00f3ria e fulgaz, disruptiva e sob press\u00e3o psicol\u00f3gica pelo ass\u00e9dio das plataformas gera um tipo de viv\u00eancia do trabalho entre esses trabalhadores de plataforma que os leva a um posicionamento pol\u00edtico de direita. Pa\u00edses como Brasil, \u00cdndia e Filipinas, por exemplo, as empresas pagam o marketing de que \u201cmilh\u00f5es de pessoas sa\u00edram da linha da pobreza\u201d, e passaram a viver a plataformiza\u00e7\u00e3o do trabalho como liberdade (luta ideol\u00f3gica feita como pol\u00edtica oficial do Uber, Facebook, WhatsApp, Instagram, Telegram\u201d ib.id. 2020).<\/p>\n<p>Da\u00ed sua (suposta) posi\u00e7\u00e3o amb\u00edgua de classe: esse trabalhador precarizado, aspirante \u00e0 camada m\u00e9dia, se alinha com o autorit\u00e1rio se for necess\u00e1rio, com consequ\u00eancias \u00f3bvias como estrat\u00e9gia inclusive das Big Techs em projetos que associam regimes pol\u00edticos com tra\u00e7os expl\u00edcita ou implicitamente fascistas e ado\u00e7\u00e3o de projetos tecnol\u00f3gicos sob goela abaixo da sociedade. Isso vem por certo, afetando diretamente os mecanismos de consulta e participa\u00e7\u00e3o da democracia formal. Onde a plataformiza\u00e7\u00e3o se implantar sem regulamenta\u00e7\u00e3o ou regula\u00e7\u00e3o haver\u00e1 milh\u00f5es de pessoas trabalhando 20 horas por dia, no celular, recebendo conte\u00fado. E por ter impacto tamb\u00e9m no mundo do trabalho tende a gerar massas de trabalhadores que entram num sistema de ilus\u00e3o, acreditando que v\u00e3o se aposentar com bitcoins\u201d.<\/p>\n<p>Uma segunda dimens\u00e3o: superar o modelo \u201ccolaboradores\u201d e levar os trabalhadores APP para o campo das rela\u00e7\u00f5es laborais e trabalhistas.<\/p>\n<p>As empresas que se identificam como \u201caplicativos\u201d e \u201cplataformas\u201d s\u00e3o a atual coqueluche que radicalizou uma narrativa de que os trabalhadores n\u00e3o s\u00e3o seus empregados, mas clientes. \u00c9 nessa esteira que difundem o argumento de que os trabalhadores teriam autonomia, liberdade e flexibilidade para definir onde, como e quando prestar os servi\u00e7os (Filgueiras, 2022A).<\/p>\n<p>Esta fal\u00e1cia desprovida de base emp\u00edrica \u00e9 assumida ainda que parcialmente, at\u00e9 mesmo por quem critica as p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de trabalho nos \u201caplicativos\u201d. A ret\u00f3rica empresarial induz \u00e0 confus\u00e3o, desinforma\u00e7\u00e3o e posi\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rias por boa parte das institui\u00e7\u00f5es (incluindo a academia) e dos trabalhadores (Filgueiras, 2022A).<\/p>\n<p>\u00c9 comum ler e ouvir as seguintes justificativas para que os trabalhadores de \u201caplicativos\u201d n\u00e3o tenham seus direitos trabalhistas reconhecidos (via CLT): a) estar\u00edamos tratando de novas rela\u00e7\u00f5es de trabalho que n\u00e3o se enquadram no emprego; b) esses trabalhadores (ou \u201cempreendedores\u201d) teriam mais autonomia, flexibilidade e ou renda sem CLT c) a legisla\u00e7\u00e3o do trabalho no Brasil \u00e9 prec\u00e1ria, n\u00e3o garante boas condi\u00e7\u00f5es de trabalho; d) os trabalhadores de \u201caplicativo\u201d n\u00e3o gostariam ter o v\u00ednculo de emprego reconhecido e isso deve ser respeitado.<\/p>\n<p>Se as rela\u00e7\u00f5es entre trabalhadores e \u201caplicativos\u201d fossem apenas (como de fato o s\u00e3o) flagrantemente assalariadas, n\u00e3o estar\u00edamos diante de uma realidade h\u00edbrida marcada por outra forma de subordina\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho que retoma tra\u00e7os de tirania das rela\u00e7\u00f5es servis e escravocratas.<\/p>\n<p>Estamos tratando de empresas como outras quaisquer, mas que usam instrumentos, uma eficaz ferramenta tecnol\u00f3gica (a plataforma\/aplicativo) para gerir a produ\u00e7\u00e3o e o trabalho. Os aplicativos, uma vez privatizados \u2013 assim como as m\u00e1quinas f\u00edsicas desde h\u00e1 alguns s\u00e9culos, servem como ferramentas de domina\u00e7\u00e3o entre indiv\u00edduos, e ela tende a ser tanto mais brutal quanto menor for o papel do direito do trabalho. Os trabalhadores de \u201caplicativos\u201d t\u00eam renda menor, jornadas mais extensas e menos tempo de descanso, e enfrentam maior despotismo dos patr\u00f5es em compara\u00e7\u00e3o aos trabalhadores com carteira assinada. (Filgueiras, 2022A)<\/p>\n<p>H\u00e1 quest\u00f5es fundamentais para questionar essa suposta op\u00e7\u00e3o de trabalhadores por n\u00e3o ter direitos, e a principal delas \u00e9 a irrenunciabilidade, fundamento do pr\u00f3prio direito do trabalho, sem a qual os limites \u00e0 explora\u00e7\u00e3o tendem a desaparecer, j\u00e1 que o \u201cn\u00e3o querer\u201d dos trabalhadores \u00e9 promovido pela coer\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho. O que devemos entender quando um trabalhador diz n\u00e3o querer um contrato de emprego (CLT)?<\/p>\n<p>Uma terceira dimens\u00e3o: o que \u00e9, afinal, a plataforma digital para autogest\u00e3o? Nos pa\u00edses do Norte, de onde prov\u00e9m a proposta de \u201ccooperativismo de plataforma\u201d ele tem sido definido de forma um tanto vaga, como plataformas digitais controladas por trabalhadores e\/ou pelas comunidades locais. Demandam fomento continuado de assist\u00eancia sociot\u00e9cnica aos grupos produtores, e experi\u00eancias-piloto para constituir formas organizacionais pr\u00f3prias reconhecidas juridicamente e dotadas de seguran\u00e7a econ\u00f4mica para receber uma parcela do poder de investimento dos Governos que tem sido direcionado para as Empresas do setor formal (Scholz, 2017).<\/p>\n<p>Segundo relat\u00f3rio da OIT (Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho), tanto no Sul quanto no Norte Global foi documentada uma s\u00e9rie de estrat\u00e9gias de organiza\u00e7\u00e3o e modelos de neg\u00f3cios alternativos atualmente sendo implantados por trabalhadores de plataforma (OIT, 2021). O estudo captou e analisou v\u00e1rios pontos de vista, destacando as diferen\u00e7as nas perspectivas e abordagens dos trabalhadores entre o Norte e o Sul globais. Em contextos t\u00e3o diversos como Argentina, Qu\u00eania e Reino Unido, profissionais de tecnologia qualificados com alto poder de barganha demonstraram como os modelos de neg\u00f3cios cooperativos podem ajudar na obten\u00e7\u00e3o de economias que tenham escala e permitam o acesso ao desenvolvimento de habilidades, poupan\u00e7a, cr\u00e9dito e esquemas de seguro. Os intermedi\u00e1rios do mercado de trabalho est\u00e3o estendendo servi\u00e7os de apoio aos trabalhadores das plataformas (OIT, 2015).<\/p>\n<p>No Brasil a maioria das experi\u00eancias registram modelos no compartilhamento do cuidado (sa\u00fade familiar, coletiva, sa\u00fade mental; assist\u00eancia e servi\u00e7o sociais, servi\u00e7os dom\u00e9sticos, cuidados de idosos e crian\u00e7as), presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, alimenta\u00e7\u00e3o, agricultura familiar, agroecologia, sistemas de entrega.<\/p>\n<p>S\u00e3o os grupos com relativa autonomia da competi\u00e7\u00e3o entre empresas capitalistas que t\u00eam usufru\u00eddo com mais vantagens destas plataformas. S\u00e3o unidades formais\/informais com trabalhadore\/as com ou sem estabelecimentos vinculados aos circuitos mercantis mediante unidades produtivas em espa\u00e7os econ\u00f4micos n\u00e3o explorados pela grande empresa (economia criativa por meio de cervejarias artesanais, produ\u00e7\u00e3o de alimentos org\u00e2nicos, microempresas de tecnologia de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, parte de um aglomerado).<\/p>\n<p>Registra-se tamb\u00e9m a exist\u00eancia dos mercados alternativos de cr\u00e9dito usando as experi\u00eancias brasileiras de 143 bancos comunit\u00e1rios de desenvolvimento (BCDs) com moedas sociais para financiar microprojetos como os aqui propostos (Ver https:\/\/cooperativismodeplataforma.com.br\/). H\u00e1 experi\u00eancias j\u00e1 avan\u00e7adas no microcr\u00e9dito baseado no cart\u00e3o de cr\u00e9dito com moeda social (https:\/\/www.institutobancopalmas.org\/e-dinheiro\/ NESOL e Instituto Palmas, 2013). Esta base j\u00e1 existente poder\u00e1 no futuro pr\u00f3ximo se articular como Cooperativismo Solid\u00e1rio de Plataformas Digitais no Brasil com a reapropria\u00e7\u00e3o de tecnologias digitais controladas por trabalhadore\/as. Essas experi\u00eancias de finan\u00e7as s\u00e3o anteriores ao surgimento das fintecs (bancos digitais) operadas como verdadeiras lavanderias de dinheiro ilegal, sem fiscaliza\u00e7\u00e3o ou regulamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esta base do cr\u00e9dito social tem condi\u00e7\u00f5es avan\u00e7adas de ser somada com a experi\u00eancias entre 2002-2016 com a Pol\u00edtica Nacional de Economia Solid\u00e1ria apontam que sete setores e subsetores da economia popular que tem grande potencial de operar cadeias e redes de empreendimentos econ\u00f4micos solid\u00e1rios: 1. reciclagem, 2. constru\u00e7\u00e3o civil, 3. manufatura artesanal, 4. metalurgia e pol\u00edmeros, 5. agricultura familiar e camponesa, popula\u00e7\u00f5es tradicionais 6. apicultura, olericultura, fruticultura, 7. cereais sob certifica\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica e org\u00e2nica.<\/p>\n<p>Em 2015, concretizou-se a <strong>Rede Design Poss\u00edvel<\/strong>, composta pelo <strong>Ide\u00e1rio<\/strong>, cooperativa e empresa social que trabalha com design e inova\u00e7\u00e3o social; a <strong>Scipopulis<\/strong>, startup que trabalha com tecnologia e mobilidade urbana; o <strong>Mapa do Consumo Solid\u00e1rio<\/strong>, projeto de conex\u00e3o entre empreendimentos e consumidores da economia solid\u00e1ria; a <strong>Giro Sustent\u00e1vel<\/strong>, que realiza entregas de bicicleta e a <strong>Rede Articulando<\/strong>, rede de fomento ao artesanato paulista e paulistano.<\/p>\n<p>Em treze anos de atua\u00e7\u00e3o, a Design Poss\u00edvel diversificou seus projetos e parcerias, aproximou novos tipos de empreendimentos, contribuiu para a gera\u00e7\u00e3o de renda de mais de 100 empreendimentos, difundiu sua tecnologia social para outros estados brasileiros e passou a integrar o movimento de economia solid\u00e1ria. (Andrade et al.2018).<\/p>\n<p><strong>1) AppJusto:<\/strong> n\u00e3o \u00e9 coletivo nem cooperativa, mas os criadores do neg\u00f3cio \u2013 vindos do mercado de tecnologia \u2013 querem fazer da plataforma um exemplo de rela\u00e7\u00f5es justas e transparentes no setor de entrega. Eles prometem colaborar, a partir da iniciativa, com os objetivos de desenvolvimento sustent\u00e1vel da ONU;<\/p>\n<p><strong>2) Se\u00f1oritas Courier:<\/strong> coletivo de entregadoras mulheres e pessoas LGBT de S\u00e3o Paulo. Comprometidas com mobilidade e desenvolvimento sustent\u00e1vel, elas s\u00e3o as estrelas do document\u00e1rio Entregue como uma Garota. As Se\u00f1oritas contam com um formul\u00e1rio automatizado para solicita\u00e7\u00e3o de or\u00e7amento. Com ele, o cliente e a trabalhadora sabem de antem\u00e3o qual o valor destinado \u00e0 entregadora e quanto ir\u00e1 para o coletivo;<\/p>\n<p><strong>3) TransEntrega:<\/strong> coletivo de entregadores trans. Tamb\u00e9m comprometido com responsabilidade social e ambiental, a experi\u00eancia nasceu a partir das Se\u00f1oritas Courier. Todo o valor de entrega vai para as pessoas trabalhadoras;<\/p>\n<p><strong>4) Pedal Express:<\/strong> uma das primeiras cooperativas de entregadores do Brasil. Na ativa desde 2010, a experi\u00eancia de Porto Alegre \u00e9 defensora das ciclo-mensagerias locais;<\/p>\n<p><strong>5) Puma Entregas:<\/strong> mais um coletivo de mulheres entregadoras, lan\u00e7ado em 2020 em Porto Alegre. Tamb\u00e9m s\u00e3o defensoras do uso da bicicleta e das iniciativas locais;<\/p>\n<p><strong>6) Lev\u00f4 Courier:<\/strong> outro coletivo de entregadores de Porto Alegre, com forte presen\u00e7a de mulheres. Lutar por entregas sustent\u00e1veis est\u00e1 entre seus valores;<\/p>\n<p><strong>7) Contrate Quem Luta:<\/strong> assistente virtual criado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) para conectar seus militantes a pessoas que precisam de servi\u00e7os de diaristas, porteiros, m\u00fasicos, pedreiros, manicures, cozinheira, eletricista, entre outros;<\/p>\n<p>Al\u00e9m das plataformas em atividade, \u201cExperi\u00eancias alternativas no trabalho por plataformas no Brasil\u201d (DMT, 2021), destaca algumas em constru\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><strong>a) SafeDelivery:<\/strong> primeira iniciativa da <strong>SafeCoop<\/strong>, de Curitiba, que promete construir cooperativas de plataforma. A SafeDelivery ser\u00e1 uma cooperativa de entregadores que construir\u00e1 sua pr\u00f3pria plataforma, em que o lucro gerado ser\u00e1 destinado aos trabalhadores;<\/p>\n<p><strong>b) Entregadores AntiFascistas de S\u00e3o Paulo:<\/strong> o coletivo est\u00e1 em curso de forma\u00e7\u00e3o para entender melhor suas demandas para uma constru\u00e7\u00e3o de uma plataforma cooperativa de entrega e luta;<\/p>\n<p><strong>c) ContratArte: <\/strong>projeto de plataforma digital para conectar artistas e seus p\u00fablicos no Rio Grande do Sul, com objetivo de criar alternativas de trabalho para trabalhadores da arte na regi\u00e3o. Iniciativa de pesquisadores do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS). Foi apresentado pela Prefeitura do Rio de Janeiro em 2021 o aplicativo <strong>Taxi.Rio<\/strong>. Desenvolvido pela IplanRio, o aplicativo contempla todos os taxistas da cidade do Rio de Janeiro, entre autorizat\u00e1rios e auxiliares. O app tem apenas taxistas cadastrados que decidem se d\u00e3o um desconto entre 10% e 40% no valor da tarifa ao cliente. O motorista cadastrado paga apenas uma pequena taxa para manuten\u00e7\u00e3o, o que acaba gerando vantagens para usu\u00e1rios (diariodorio.com, 2021). Foi tamb\u00e9m apresentado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, no dia 28 de mar\u00e7o de 2022, o Valeu, um aplicativo de delivery com taxas reduzidas para entregadores e estabelecimentos do ramo de alimenta\u00e7\u00e3o. O aplicativo oferece melhor remunera\u00e7\u00e3o para entregadores, mais liberdade para restaurantes e pre\u00e7os mais competitivos para os consumidores (canaltech.com.br, 2022).<\/p>\n<p><strong>d) Bibimoby:<\/strong> Dentre as plataformas existentes no Brasil, a que ganhou maior repercuss\u00e3o foi a implantada na cidade de Araraquara (SP), como destacado em InfoMoney (2022). O aplicativo de transporte de passageiros, denominado Bibimoby, reunia, at\u00e9 2022, 270 motoristas e 7 mil usu\u00e1rios cadastrados. Os moradores de Araraquara (a 274 km de S\u00e3o Paulo) tiveram \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o um novo aplicativo de transporte de passageiros criado no pr\u00f3prio munic\u00edpio. A experi\u00eancia prop\u00f4s 90% do valor das corridas realizadas pelo app repassados aos trabalhadores. O percentual \u00e9 muito acima dos aplicativos de transporte que dominam este mercado, cujos repasses pela presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o aos profissionais cadastrados n\u00e3o passam de 60%. De olho nessa realidade, a gest\u00e3o do PT na prefeitura de Araraquara deu apoio e orienta\u00e7\u00e3o \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do aplicativo para atacar o problema da baixa remunera\u00e7\u00e3o aos profissionais e da m\u00e1 presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o aos seus 256 mil habitantes. Sob o guarda-chuva do <strong>Coopera Araraquara<\/strong>, programa que buscava acelerar iniciativas ligadas ao cooperativismo, os motoristas vinculados \u00e0 <strong>Coomappa<\/strong> (Cooperativa dos Motoristas de Aplicativos) da cidade receberam capacita\u00e7\u00e3o e apoio para a cria\u00e7\u00e3o da ferramenta. Todavia, seis meses ap\u00f3s o lan\u00e7amento do aplicativo, a iniciativa fracassou.<\/p>\n<p><strong>e) Coopama<\/strong> \u2013 Em S\u00e3o Carlos (SP), cerca de 30 motoristas de aplicativo se uniram em cooperativa, a Coopama, e lan\u00e7aram um aplicativo de transporte pr\u00f3prio. Os motoristas tiveram a iniciativa de se reunir e lan\u00e7ar o pr\u00f3prio aplicativo, que foi desenvolvido por uma empresa especializada em apps de transportes (ACidadeOn, 2021).<\/p>\n<p>Para liberar cr\u00e9dito social entre esses segmentos, ser\u00e3o indispens\u00e1veis as 148 iniciativas de bancos comunit\u00e1rios, como redes de cooperativas comunit\u00e1rias de cr\u00e9dito (ou bancos comunit\u00e1rios), tamb\u00e9m atentas \u00e0s mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas atuais; elas est\u00e3o criando plataformas digitais voltadas \u00e0 concess\u00e3o de cr\u00e9dito solid\u00e1rio. Dentre essas iniciativas, merece destaque a <strong>Plataforma E-Dinheiro<\/strong>. A plataforma \u00e9 um sistema financeiro digital que inclui aplicativo e internet banking, que fornece servi\u00e7os banc\u00e1rios, na sua maioria gratuitos, para a popula\u00e7\u00e3o. Em 2019, o <strong>Instituto Palmas<\/strong>, criador do <strong>Banco Palmas<\/strong>, em nome da <strong>Rede Brasileira de Bancos Comunit\u00e1rios<\/strong>, comprou a plataforma que at\u00e9 ent\u00e3o pertencia \u00e0 empresa Moneyclip.<\/p>\n<p>Desde a aquisi\u00e7\u00e3o da plataforma, a perspectiva da Rede Brasileira de Bancos Comunit\u00e1rio \u00e9 tornar a Plataforma E-Dinheiro como o Banco Digital das Finan\u00e7as Solid\u00e1rias, trazendo para dentro do sistema al\u00e9m dos <strong>Bancos Comunit\u00e1rios<\/strong>, os <strong>Fundos Solid\u00e1rios<\/strong> e as <strong>Cooperativas de Cr\u00e9dito <\/strong>(Instituto Palmas, 2019). Outra iniciativa \u00e9 a da ONG Kiva que, em parceria com o Banco do Povo, trouxe ao Brasil a plataforma Kiva, que desde 2016 oferece empr\u00e9stimos coletivos pela internet, destinados a pessoas da regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo (Ag\u00eancia Brasil, 2016).<\/p>\n<h3><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h3>\n<hr>\n<p>ACIDADEON. Cooperativa de motoristas de S\u00e3o Carlos lan\u00e7a app de transportes, Portal<\/p>\n<p>AcidadeOn, 2021. Acesso em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/www.acidadeon.com\/saocarlos\/NOT,0,0,1648637,cooperativa-de-motoristas-de-sao-carlos-lanca-app-de-transportes.aspx\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>AG\u00caNCIA BRASIL. Plataforma internacional de microcr\u00e9dito solid\u00e1rio chega ao Brasil.<\/p>\n<p>agenciabrasil.ebc.com.br, 2016. Acesso em: 17\/05\/22. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2016-02\/plataforma-internacional-de-microcredito-solidario-chega-ao-brasil\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>ALMEIDA, L.R.M. et ali. Articula\u00e7\u00e3o entre universidade e movimento social campesino: a<\/p>\n<p>experi\u00eancia de assessoria ao Espa\u00e7o de Comercializa\u00e7\u00e3o Terra Crioula. In: EID, F.; ADDOR, F. E SANSALO, D. (orgs.). Tecnologia Social e Reforma Agr\u00e1ria Popular \u2013 Volume III. Editora Lutas Anticapital, 2021. Acesso em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/docplayer.com.br\/213938696-Articulacao-entre-universidade-e-\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>movimento-social-campesino-a-experiencia-de-assessoria-ao-espaco-de-comercializacao-terra-crioula-1.html<\/p>\n<p>ALMEIDA, W.L.M. e SANTANA, J.R. O microcr\u00e9dito como estrat\u00e9gia de redu\u00e7\u00e3o da pobreza no Nordeste: uma avalia\u00e7\u00e3o a partir do Programa Crediamigo, Documentos T\u00e9cnico-cient\u00edficos, v. 42, n. 1, 2011. Acesso em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/www.bnb.gov.br\/revista\/index.php\/ren\/article\/view\/142\/121\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>ANDRADE, E.; SANTOS, I. TOLEDO, N. e PONS, I. Design e Economia Solid\u00e1ria: contribui\u00e7\u00f5es e desafios, DATJournal v. 4, n. 1, 2019. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<p>file:\/\/\/C:\/Users\/Rogerio\/Downloads\/122-Article%20text-302-262-10-20190627%20(1).pdf<\/p>\n<p>ANTUNES, R. e ALVES, G. As muta\u00e7\u00f5es no mundo do trabalho na era da mundializa\u00e7\u00e3o do<\/p>\n<p>capital, Educa\u00e7\u00e3o e Sociedade, Campinas, v. 25, n. 87, 2004. Acesso em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/www.scielo.br\/j\/es\/a\/FSqZN7YDckXnYwfqSWqgGPp\/?format=pdf&#038;lang=pt\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>ALVEAR, C.A. et ali. Sistema Integrado de Comercializa\u00e7\u00e3o para Produtos da Agricultura<\/p>\n<p>Familiar. International Journal of Engineering, Social Justice and Peace, v. 7, n. 2, 2020. Acesso em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/www.researchgate.net\/publication\/39718243_Sistema_Integrado_de_Comercializacao_para_Produtos_da_Agricultura_Familiar\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>BARCELLOS, V. 5 cooperativas de plataforma que est\u00e3o reinventando o trabalho digital, itsrio.org, 2021. Acesso em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\n<blockquote data-secret=\"aTTNlw9aZw\"><p>5 cooperativas de plataforma que est\u00e3o reinventando o trabalho digital<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>BARZOTTO, L.C. e VIEIRA, L.P. Cooperativismo de plataforma no paradigma colaborativo,<\/p>\n<p>Revista da Escola Judicial do TRT4, v. 1 n. 1, 2019. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<p>https:\/\/rejtrt4.emnuvens.com.br\/revistaejud4\/article\/view\/10\/6 BRASIL. Lei n\u00ba 13.467, de 13 de julho de 2017. Altera a Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT). Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o: se\u00e7\u00e3o 1, Bras\u00edlia, DF, 14 jul. 2017.<\/p>\n<p>CASTRO, V. H. M. A Incubadora p\u00fablica de economia criativa e solid\u00e1ria do munic\u00edpio de<\/p>\n<p>Araraquara: virtudes e fragilidades. [Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado]. Araraquara: Unesp, 2024.<\/p>\n<p>Cidade de Araraquara tem \u201cUber\u201d pr\u00f3prio que repassa 90% do valor da tarifa aos motoristas.<\/p>\n<p>InfoMoney, 2022. Acesso em: 17\/05\/22. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\n<blockquote data-secret=\"sUdr9MKXTT\"><p>Cidade de Araraquara (SP) tem \u2018Uber\u2019 pr\u00f3prio que repassa 90% do valor da tarifa aos motoristas<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>CL\u00cdNICA DIREITO DO TRABALHO DA UFPR. Plataformas digitais de trabalho avan\u00e7am nos setores da sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, Cl\u00ednica Direito do Trabalho da UFPR, 2021.<\/p>\n<p>COSTA, R.P. Perguntas e respostas sobre Incubadoras Tecnol\u00f3gicas de Cooperativas Populares no Brasil, Revista C&amp;TS, v. 4, n. 1, 2021. Acesso em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\n<blockquote data-secret=\"g7ga42zfDL\"><p>Plataformas digitais de trabalho avan\u00e7am nos setores de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>DAGNINO, R. O que os NAPPs devem saber sobre Economia Solid\u00e1ria? mimeo, 2024<\/p>\n<p>DIARIODORIO.COM. 30 cidades j\u00e1 mostraram interesse pelo Taxi.Rio. diariodorio.com, 2021. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\n<blockquote data-secret=\"KJhnTVUdG5\"><p>30 cidades j\u00e1 mostraram interesse pelo Taxi.Rio<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>DIAS SILVA, W.A. O surgimento e fortalecimento das cooperativas de entregadores de aplicativos no Brasil como reflexo do Covid-19, Revista Eletr\u00f4nica Sapere Aude, n. \u00fanico, 2020. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em: http:\/\/revistaeletronicasapereaude.emnuvens.com.br\/sapere\/article\/view\/50<\/p>\n<p>DMTEMDEBATE.COM. Experi\u00eancias alternativas no trabalho por plataformas no Brasil.<\/p>\n<p>dmtemdebate.com.br, 2021. Acessado em: 17\/05\/22. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\n<blockquote data-secret=\"PvLThERioL\"><p>Experi\u00eancias alternativas no trabalho por plataformas no Brasil<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>FARIA, E. e CARRETE, L.S. Fintechs de cr\u00e9dito e intermedi\u00e1rios financeiros uma an\u00e1lise<\/p>\n<p>comparativa de efici\u00eancia. Revista de Empreendedorismo, Neg\u00f3cios e Inova\u00e7\u00e3o, v. 4, n. 2, 2019. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/periodicos.ufabc.edu.br\/index.php\/reni\/article\/view\/188\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>FEITOSA, D.L. e GARCIA, L.S. Sistemas de Reputa\u00e7\u00e3o: Um Estudo sobre Confian\u00e7a e Reputa\u00e7\u00e3o no Com\u00e9rcio Eletr\u00f4nico Brasileiro. RAC, Rio de Janeiro, v. 20, n. 1, pp. 84-105. Acesso em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/www.scielo.br\/j\/rac\/a\/YkVq6hGhDQ6cH6k8WVq994L\/?\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>format=pdf&amp;lang=pt<\/p>\n<p>FILGUEIRAS, V. \u201cAplicativos\u201d: por que mudar o rumo da prosa. DMT Democracia e o Mundo do Trabalho. 23.04.2022 (A). Acesso em: 10\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\n<blockquote data-secret=\"H5gTd2x70Q\"><p>\u201cAplicativos\u201d: por que mudar o rumo da prosa<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>FILGUEIRAS, V. Trabalho: a velha ladainha e a nova agenda, Outras Palavras, 2022 (B) Acessado em: 10\/05Q22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/outraspalavras.net\/trabalhoeprecariado\/trabalhoa-velha-ladainha-e-a-nova-agenda\/.\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>FINANCEONE. Conhe\u00e7a as 16 melhores fintechs brasileiras. financeone.com.br,<\/p>\n<p>2021. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/financeone.com.br\/melhores-fintechs-brasileiras\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>FREITAS, A.F. et ali. Intera\u00e7\u00f5es sociais para o desenvolvimento local sustent\u00e1vel: o caso das<\/p>\n<p>cooperativas de cr\u00e9dito solid\u00e1rias, 47\u00b0 Congresso da SOBER, Porto Alegre, 2009<\/p>\n<p>FRONZA, C.S.; SCHIOCHET, V.; LACERDA, M.R.F. e RODA, J. Comit\u00ea Solidariedade: Redes de Economia Solid\u00e1ria como alternativa \u00e0 crise do COVID-19. In: Leonardo Pinho, Jorge Henrique Morais da Silva e Anne Sena (Orgs.). Respostas das cooperativas e da economia solid\u00e1ria frente \u00e0 crise social, econ\u00f4mica e sanit\u00e1ria da COVID-19 no Brasil. COOPACESSO, 2020. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/www.academia.edu\/44744643\/Respostas_das_cooperativas_e_da_economia_solid%C3%A1ria_frente_%C3%A0_crise_social_econ%C3%\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>GANZ L\u00daCIO, C. Impactos no sistema produtivo precisam ser analisados pelo lado social e<\/p>\n<p>ambiental, Revista IHU ON-LINE, 2021. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/610840-transformacoes-no-mundo-do-trabalho-exigem-respostas-inovadoras-escreve-clemente-ganz-lucio\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>GERBASO, V. Como usar as plataformas de trabalho contra o capital, Outras Palavras, 2022.<\/p>\n<p>Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/outraspalavras.net\/tecnologiaemdisputa\/como-usar-as-plataformas-de-trabalho-contra-o-capit\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>al\/<\/p>\n<p>G\u00d3ES, G.S.; MARTINS, F.S. e NASCIMENTO, J.A.S. O trabalho remoto e a pandemia: o que a Pnad Covid-19 nos mostrou, Carta de Conjuntura, n. 50, 2021. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.ipea.gov.br\/portal\/images\/stories\/PDFs\/conjuntura\/210201_nota_teletrabalho_ii.pdf<\/p>\n<p>GROHMANN, R. Plataformiza\u00e7\u00e3o do trabalho: entre a datafica\u00e7\u00e3o, a financeiriza\u00e7\u00e3o e a<\/p>\n<p>racionalidade neoliberal, Revista Eptic, v. 22, n. 1, 2020. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em: https:\/\/seer.ufs.br\/index.php\/eptic\/article\/view\/12188\/10214<\/p>\n<p>INSTITUTO PALMAS. Rede Brasileira de Bancos Comunit\u00e1rios compra plataforma E-dinheiro. institutobancopalmas.org, 2019. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\n<blockquote data-secret=\"iZ11WOrzDy\"><p>Rede Brasileira de Bancos Comunit\u00e1rios compra plataforma E-dinheiro<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>JUNQUEIRA, R.G. e ABRAMOVAY, R. A sustentabilidade das microfinan\u00e7as solid\u00e1rias. Revista de Administra\u00e7\u00e3o, v. 40, n.1, 2005. Acessado em:<\/p>\n<p>17\/05\/22 Dispon\u00edvel em: http:\/\/base.socioeco.org\/docs\/v4001019.pdf<\/p>\n<p>KALIL, R. Organiza\u00e7\u00e3o coletiva dos trabalhadores no capitalismo de plataforma.<\/p>\n<p>Contracampo, v. 39, n. 2, 2020. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/periodicos.uff.br\/contracampo\/article\/view\/38570\/pdf\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>KALIL, R. Capitalismo de plataforma: o conceito que melhor explica as rela\u00e7\u00f5es de trabalho<\/p>\n<p>digitais, Carta Capital, 2021. Acessado em: 17\/05\/22. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\n<blockquote data-secret=\"DdyFfO4Uzc\"><p>Capitalismo de plataforma: o conceito que melhor explica as rela\u00e7\u00f5es de trabalho digitais<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>MEINEN, E. e PORT, M. O cooperativismo de cr\u00e9dito ontem, hoje e amanh\u00e3. Bras\u00edlia: Confebras, 2012.<\/p>\n<p>MODA, F. Uberizados no Brasil: quem s\u00e3o; como resistem, OUTRASPALAVRAS, 2022.<\/p>\n<p>Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\n<blockquote data-secret=\"gdAREsKpxd\"><p>Uberizados no Brasil: quem s\u00e3o; como resistem<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>MARRERO, Nicolas. A captura do intelecto geral em plataformas de compartilhamento<\/p>\n<p>digital: transforma\u00e7\u00f5es do trabalho coletivo no capitalismo cognitivo. In: R.T. Neder e<\/p>\n<p>Flavio C. Henriques (orgs) Um horizonte de lutas para a autogest\u00e3o (org) \u2013 O trabalho<\/p>\n<p>organizado por plataforma digital. Mar\u00edlia\/SP: Ed Lutas Anticapital. 2024. (105-120)<\/p>\n<p>MASSON, Let\u00edcia P. e CHRISTO, Cirlene de S. Sobre viver no trabalho por plataformas<\/p>\n<p>digitais: sa\u00fade, sofrimento e luta de entregadores e motoristas. In: R.T. Neder e Flavio C.<\/p>\n<p>Henriques (orgs) Um horizonte de lutas para a autogest\u00e3o (org) \u2013 O trabalho organizado<\/p>\n<p>por plataforma digital. Mar\u00edlia\/SP: Ed Lutas Anticapital. 2024. (pp.77-104)<\/p>\n<p>MULLER, L. App da cooperativa \u00e9 alternativa a apps como Uber e j\u00e1 beneficia motoristas e<\/p>\n<p>usu\u00e1rios no RS, Brasil de Fato, 2021. Acessado em:17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/www.brasildefators.com.br\/2021\/11\/17\/app-de-cooperativa-e-alternativa-a-apps-como-uber-e-ja-beneficia-motoristas-e-usuarios-no-rs\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>NEDER, Ricardo T. e HENRIQUES, Flavio. Um horizonte de lutas para a autogest\u00e3o (org) \u2013 O trabalho organizado por plataforma digital. Mar\u00edlia\/SP: Ed Lutas Anticapital. 2024. Acesso:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/nides.ufrj.br\/images\/PDF\/livro-um-horizonte-de-lutas-para-a-autogestao.pdf\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>NEDER, R.T. Pol\u00edtica cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica para experi\u00eancias contra-hegem\u00f4nicas na<\/p>\n<p>universidade: fundamentos CTS: Ci\u00eancia, Tecnologia, Sociedade. Jo\u00e3o Pessoa, PB:<\/p>\n<p>Eduepb; Mar\u00edlia, SP: Editora Lutas Anticapital, 2023. v. 1.<\/p>\n<p>NEDER, Ricardo T. e BEZERRA-SILVA, R. O plataformismo solid\u00e1rio diante do<\/p>\n<p>capitalismo de plataforma (uma revis\u00e3o da literatura). Pags.7-47. Revista Ci\u00eancia &amp;<\/p>\n<p>Tecnologia Social. 2025<\/p>\n<p>NEDER, R.T. ABRAMO, L.W.; SOUSA, N.H.B.; DIAZ, A.; FALABELLA, G. SILVA, R.A.<\/p>\n<p>Automa\u00e7\u00e3o e movimento sindical no Brasil. S\u00e3o Paulo: Ed.Hucitec. 1988.<\/p>\n<p>OCB (Organiza\u00e7\u00e3o das Cooperativas Brasileiras). Anu\u00e1rio do Cooperativismo Brasileiro 2020. OCB, 2020. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/www.ocb.org.br\/publicacao\/79\/anuario-do-cooperativismo-brasileiro\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>OIT. Platform labour in search of value: a study of worker organizing practices and business models in the digital economy, International Labour Organization, 2021. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.ilo.org\/wcmsp5\/groups\/public\/\u2014ed_emp\/\u2014emp_ent\/\u2014<\/p>\n<p>coop\/documents\/publication\/wcms_809250.pdf<\/p>\n<p>OIT. Promo\u00e7\u00e3o das Cooperativas \u2013 Recomenda\u00e7\u00e3o n. 193\u201d, 90a Confer\u00eancia da OIT, 2002.<\/p>\n<p>Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/www.ilo.org\/brasilia\/convencoes\/WCMS_242764\/lang\u2013pt\/index.htm\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>OSEUDINHEIROVALEMAIS.COM. Cooperativas de plataforma: uma nova tend\u00eancia.<\/p>\n<p>oseudinheirovalemais.com.br, 2018. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/www.oseudinheirovalemais.com.br\/cooperativas-de-plataforma-uma-nova-tendencia\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>PESSANHA. Roberto M. Plataformismo: uma nova etapa do modo de produ\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>capitalista? in R.T. Neder e Flavio C. Henriques (orgs) Um horizonte de lutas para a<\/p>\n<p>autogest\u00e3o (org) \u2013 O trabalho organizado por plataforma digital. Mar\u00edlia\/SP: Ed Lutas<\/p>\n<p>Anticapital. 2024. (pp.19-58)<\/p>\n<p>PINHEIRO-MACHADO, R.P. Trabalho por app pode estar empurrando pessoas para a direita, diz antrop\u00f3loga. Em entrevista \u00e0 Fernanda Canofre, Folhapress, 21 de mar\u00e7o de 2022. Acessado em: 10\/05\/22 Dispon\u00edvel em: https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2022\/03\/trabalho-<\/p>\n<p>por-app-pode-estar-empurrando-pessoas-para-a-direita-diz-antropologa.shtml<\/p>\n<p>PEREIRA, A. (org.). Cooperativas: mudan\u00e7as, oportunidades e desafios. Bras\u00edlia, OIT, 2001.<\/p>\n<p>Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/www.ilo.org\/wcmsp5\/groups\/public\/\u2014americas\/\u2014ro-lima\/\u2014ilo-brasilia\/documents\/publication\/wcms_224480.pdf\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>PUPO, C.G.; PAVAN, H. e FARIA, L.A. Bancos comunit\u00e1rios, o \u201cch\u00e3o contra o cifr\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>OUTRASPALAVRAS, 2022. Acessado em: 17\/05\/22. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\n<blockquote data-secret=\"3w9tBBOIX5\"><p>Bancos comunit\u00e1rios, o \u201cch\u00e3o contra o cifr\u00e3o\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>ROBERTELLA, L.C.A. OIT. Breve hist\u00f3ria. Direitos fundamentais do trabalhador e a Am\u00e9rica Latina. Desafios da era digital, Academia Brasileira do Direito do Trabalho, 2019. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/docplayer.com.br\/222703863-Oit-breve-historia-direitos-\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>fundamentais-do-trabalhador-e-a-america-latina-desafios-da-era-digital.html<\/p>\n<p>SANTOS, I.C. Conex\u00f5es entre design, economia solid\u00e1ria e tecnologia social na perspectiva do campo CTS. Disserta\u00e7\u00e3o apresentada ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia, Tecnologia e Sociedade, do Centro de Educa\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancias Humanas, da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos, S\u00e3o Carlos-SP, 2017. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/www.designpossivel.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11Conexoes_entre_design_economia_solidaria.pdf\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>SANTOS, M. No Brasil, trabalho de plataforma como sin\u00f4nimo de precariza\u00e7\u00e3o \u00e9 discurso de<\/p>\n<p>classe, Contracampo, v. 39, n. 2, 2020. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\nhttps:\/\/periodicos.uff.br\/contracampo\/article\/view\/38574\/pdf\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>SANTINI, Daniel. Cooperativismo e solidariedade contra as distopias do capitalismo de<\/p>\n<p>plataforma na mobilidade. In R.T. Neder e Flavio C. Henriques (orgs) Um horizonte de<\/p>\n<p>lutas para a autogest\u00e3o (org) \u2013 O trabalho organizado por plataforma digital. Mar\u00edlia\/SP:<\/p>\n<p>Ed Lutas Anticapital. 2024. (pp.207-230).<\/p>\n<p>SILVA, Sandra Aparecida Olveira Cordeiro. A experi\u00eancia do GT de Regulamenta\u00e7\u00e3o do<\/p>\n<p>Trabalho em Plataformas Digitais do Governo Lula. In: R.T. Neder e Flavio C. Henriques<\/p>\n<p>(orgs) Um horizonte de lutas para a autogest\u00e3o (org) \u2013 O trabalho organizado por plataforma<\/p>\n<p>digital. Mar\u00edlia\/SP: Ed Lutas Anticapital. 2024. (pp.141-150)<\/p>\n<p>SANTANA, Marco A. Plataformas digitais e movimentos de trabalhadores: a experi\u00eancia<\/p>\n<p>dos entregadores durante a pandemia. In: R.T. Neder e Flavio C. Henriques (orgs) Um<\/p>\n<p>horizonte de lutas para a autogest\u00e3o (org) \u2013 O trabalho organizado por plataforma digital.<\/p>\n<p>Mar\u00edlia\/SP: Ed Lutas Anticapital. 2024. (pp. 121-140)<\/p>\n<p>SCHOLZ, T. Cooperativismo de plataforma \u2013 Contestando a economia do compartilhamento<\/p>\n<p>corporativa. Editora Elefante, 2017.<\/p>\n<p>SENIUK, J.F. Tecnologias da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o como a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de esquerda: o que fazer? Estado das Coisas, 2022. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em: https:\/\/ptmg.org.br\/artigo-tics-como-acao-politica-de-esquerda-o-que-fazer<\/p>\n<p>SILVEIRA, S.A. A face ruralista das plataformas digitais, Outras Palavras, 2022. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\n<blockquote data-secret=\"5X8qMBid3K\"><p>A face ruralista das plataformas digitais<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>SOARES, D.Q.S. e SERRA JR., G.C. Capitalismo de plataforma: uma an\u00e1lise da expans\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho mediadas por aplicativos hoje, X Jornada Internacional de Pol\u00edticas P\u00fablicas, 2021. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.joinpp.ufma.br\/jornadas\/joinpp2021\/images\/trabalhos\/trabalho_submissaoId_933_933612bb211d43ff.pdf<\/p>\n<p>TELES\u00cdNTESE. OI ter\u00e1 plataforma de cr\u00e9dito para pequenas e m\u00e9dias empresas. telesintese.com.br, 2021. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.telesintese.com.br\/oi-tera-plataforma-de-credito-para-pmes\/<\/p>\n<p>THE GUARDIAN. More than a job\u2019: the food delivery co-ops putting fairness into the gig economy, The Guardian, 2021. Acessado em: 17\/05\/22. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.theguardian.com\/world\/2021\/may\/11\/more-than-a-job-the-meal-delivery-co-ops-making-the-gig-economy-fairer<\/p>\n<p>TOUSSAINT, K. Cooperativismo de plataforma floresce durante a pandemia, Impacto da Fast Company, 2021. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<figure>\n<div>\n<blockquote data-secret=\"wdRKOsiys8\"><p>Cooperativismo de plataforma floresce durante a pandemia<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>TYGEL, Alan et al. Autogest\u00e3o e tecnologias da informa\u00e7\u00e3o a servi\u00e7o dos movimentos sociais \u2013 a experi\u00eancia da cooeprativa EITA. In: R.T. Neder e Flavio C. Henriques (orgs) Um horizonte de lutas para a autogest\u00e3o: O trabalho organizado por plataforma digital. Mar\u00edlia\/SP: Ed Lutas Anticapital. 2024. (pp. 231-252)<\/p>\n<p>UDESC. Mestranda da Udesc Esag desenvolve plataforma digital voltada \u00e0 economia circular, UDESC, 2021. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.udesc.br\/noticia\/mestranda_da_udesc_esag_desenvolve_plataforma_digital_voltada_a_economia_circular<\/p>\n<p>UFABC. Plataforma oferece cursos e apoia projetos de inova\u00e7\u00e3o social durante pandemia, UFABC, 2020. Acessado em: 17\/05\/22 Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.ufabc.edu.br\/noticias\/plataforma-oferece-cursos-<\/p>\n<p>ZANATTA, R. e BARCELLOS, Victor (editores convidados). Plataformismo Solid\u00e1rio. Revista Ci\u00eancia &amp; Tecnologia Social. Numero tem\u00e1tico. Acesso: https:\/\/periodicos.unb.br\/index. 2025<\/p>\n<p>ZANATTA, Rafael A. Ferreira. Cooperativismo de plataforma ou plataformiza\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria? In R.T. Neder e Flavio C. Henriques (orgs). Um horizonte de lutas para a autogest\u00e3o \u2013 O trabalho organizado por plataforma digital. Mar\u00edlia\/SP: Ed Lutas Anticapital. 2024. (pp. 159-190).<\/p>\n<hr>\n<p>[1] Parte dos resultados aqui apresentados foi publicada na s\u00e9rie de <em>Outras Palavras<\/em> \u2013 Brasil: para deixar o labirinto do desemprego (Pa\u00eds naturalizou a desocupa\u00e7\u00e3o e a precariedade. Mas h\u00e1 alternativa: rejeitar a condi\u00e7 \u00e3o subalterna; colocar as novas tecnologias a servi\u00e7o das maiorias \u2014 em especial da Economia Solid\u00e1 ria. Outras Palavras abre investiga\u00e7\u00e3o sobre o tema). https:\/\/outraspalavras.net\/tecnologiaemdisputa\/brasil-para-deixar-o-labirinto-do-desemprego.) Ver tamb\u00e9m: Neder, R.T. e Henriques, Flavio C. (orgs) \u201cUm horizonte de lutas para a autogest\u00e3o \u2013 O trabalho organizado por plataforma digital\u201d (Lutas Anticapital, 2025), coletivo de pesquisadore\/as detalham an\u00e1lises de pesquisas mais amplas (acesso livre: http:\/\/nides.ufrj.br\/images\/PDF\/livro-um-horizonte-de-lutas-para-a-autogestao.pdf) Apoio CNPq Chamada no 40\/2022 \u2013 Linha 4B \u2013 Projetos em Rede \u2013 Pol\u00edticas p\u00fablicas para a inova\u00e7\u00e3o e para o desenvolvimento econ\u00f4mico sustent\u00e1vel. Pro-Humanidades 2022 \u2013 Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico \u2013 CNPq. (proc. 4208772\/2022-1).<\/p>\n<p>[2](Para uma vis\u00e3o ampla transversal e intersecional sobre as dimens\u00f5es do plataformismo do Capital e das formas de resist\u00eancia e lutas nas experi\u00eancias de um plataformismo solid\u00e1rio, contra-hegem\u00f4nicas, cf. Neder e Bezerra, 2025:7-47, Faria, 2024:295-320; Gon\u00e7alves, 2024:253-272; Kalil, 2024:59-76; Marrero, 2024: 105-120; Masson e Christo, 2024:77-104; NT-MTST, 2024:273-294; Pessanha, 2024:19-58); Santini, 2024:207-230; Silva, 2024:141-150; Santana, 2024:231-252; Zanatta, 2024:159-190; Zanatta e Barcellos, 2025: editorial; Tygel, 2024:231-252).<\/p>\n<p>[3] No cap\u00edtulo 23 de <em>O Capital<\/em>: \u201cA Lei Geral de Acumula\u00e7\u00e3o Capitalista\u201d, Marx analisa como o crescimento do capital, especialmente por meio do investimento em maquin\u00e1rio, gera uma superpopula\u00e7\u00e3o relativa de trabalhadores, que forma o ex\u00e9rcito de reserva e pressiona os sal\u00e1rios para baixo<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. Se voc\u00ea valoriza nossa produ\u00e7\u00e3o, contribua com um PIX para <strong>outrosquinhentos@outraspalavras.net<\/strong> e fortale\u00e7a o jornalismo cr\u00edtico.<\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>The post E se o &lt;i&gt;big data&lt;\/i&gt; fosse aplicado no combate \u00e0 desigualdade? appeared first on Outras Palavras.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/eua-anunciam-novas-sancoes-contra-cuba-em-meio-a-tensoes-diplomaticas-crescentes\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">EUA anunciam novas san\u00e7\u00f5es contra Cuba em meio a t...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/aniversario-do-armazem-do-campo-rj-tera-feijoada-oficinas-agroecologicas-e-escola-de-samba-neste-sabado-13\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Anivers\u00e1rio do Armaz\u00e9m do Campo RJ ter\u00e1 feijoada, ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/aprovada-regulamentacao-da-reforma-que-promove-justica-tributaria-e-protege-as-pessoas-mais-pobres\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-17-at-19.16.29-350x250-1-150x150.jpeg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Aprovada regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma que promove jus...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/eua-ameacam-impor-novas-sancoes-ao-brasil-apos-condenacao-de-bolsonaro\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/f40a5524-c729-4daf-bcc6-2cbad91d7713-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">EUA amea\u00e7am impor novas san\u00e7\u00f5es ao Brasil ap\u00f3s con...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio a vasta reorganiza\u00e7\u00e3o do mundo do trabalho, e \u00e0 ofensiva das big techs, continuam a surgir iniciativas que empregam as novas tecnologias para a igualdade e a autonomia. H\u00e1 algo novo: elas articulam-se cada vez mais com um sistema incipiente de bancos alternativos<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/tecnologiaemdisputa\/e-se-o-big-data-fossem-aplicados-no-combate-a-desigualdade\/\">E se o &lt;i&gt;big data&lt;\/i&gt; fosse aplicado no combate \u00e0 desigualdade?<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":67918,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[6961,597,32198,32199,1865,5493],"tags":[],"class_list":["post-67917","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-big-data","category-big-techs","category-caspitalismo-de-plataformas","category-cooperativismo-de-plataformas","category-precarizacao","category-tecnologia-em-disputa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67917","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67917"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67917\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67918"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67917"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67917"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67917"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}