{"id":68166,"date":"2025-12-19T19:43:34","date_gmt":"2025-12-19T22:43:34","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/salvador-capital-afro-para-quem\/"},"modified":"2025-12-19T19:43:34","modified_gmt":"2025-12-19T22:43:34","slug":"salvador-capital-afro-para-quem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/salvador-capital-afro-para-quem\/","title":{"rendered":"Salvador, capital afro para quem?\u00a0"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"1000\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ileaiye_binary_216582-scaled-1-2048x1366.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ileaiye_binary_216582-scaled-1-1500x1000.jpg 1500w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ileaiye_binary_216582-scaled-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ileaiye_binary_216582-scaled-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ileaiye_binary_216582-scaled-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ileaiye_binary_216582-scaled-1-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/ileaiye_binary_216582-scaled-1-272x182.jpg 272w\" sizes=\"auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px\"><figcaption>FOTO: AMANDA OLIVEIRA\/DIVULGA\u00c7\u00c3O<br \/><\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>87% da popula\u00e7\u00e3o brasileira vive em \u00e1reas urbanas. Ainda assim, o Direito \u00e0 Cidade e a Reforma Urbana Popular seguem fora do centro do debate p\u00fablico. Quer pensar com a gente os rumos das cidades brasileiras, recebendo na sua caixa de e-mail informa\u00e7\u00f5es essenciais e an\u00e1lises qualificadas sobre o tema? <strong>Inscreva-se na newsletter Outras Cidades. \u00c9 gr\u00e1tis!<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cA cidade que se anuncia solar permanece de p\u00e9 porque decidiu enterrar a pr\u00f3pria sombra.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Duas leis sancionadas recentemente pelo prefeito Bruno Reis, a <strong>9.888\/2025 e a 9.893\/2025<\/strong>, escancaram esse projeto de domestica\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio e da experi\u00eancia negra na cidade. A primeira obriga o uso de um manto tipo sud\u00e1rio em todos os enterros da cidade. A segunda estabelece a B\u00edblia como material paradid\u00e1tico na rede municipal. Ambas avan\u00e7am, com a sutileza de quem finge neutralidade, sobre a laicidade do Estado \u2014 esse princ\u00edpio constitucional tantas vezes citado e tantas vezes tra\u00eddo.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/OQ_banner_680x250_V1--11.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/OQ_banner_680x250_V1--11.png 680w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/OQ_banner_680x250_V1-1-300x110.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>A contradi\u00e7\u00e3o \u00e9 gritante: a Constitui\u00e7\u00e3o se diz laica, plural, fundada na justi\u00e7a e na igualdade, mas traz em seu pr\u00f3prio pre\u00e2mbulo a invoca\u00e7\u00e3o expl\u00edcita a um Deus \u00fanico. A laicidade brasileira sempre foi assim: afirmada na letra, negada no gesto. E em Salvador, onde religi\u00f5es de matriz africana ainda enfrentam criminaliza\u00e7\u00e3o cotidiana, essa nega\u00e7\u00e3o ganha contornos ainda mais perversos.<\/p>\n<p>Salvador gosta de se vender ao pa\u00eds \u2014 e ao mundo \u2014 como a \u201ccapital afro\u201d, vitrine reluzente de uma negritude tratada como ativo tur\u00edstico, slogan eleitoral, marca de campanha. Mas basta descer os olhos do cart\u00e3o-postal para o ch\u00e3o quente e desigual da cidade para que a pergunta, inc\u00f4moda e persistente, se imponha: <strong>capital afro para quem?<\/strong><\/p>\n<p><strong>H\u00e1 duas Salvador coexistindo<\/strong><strong>. <\/strong>A que desfila trios, cores e baianas para as c\u00e2meras \u2014 e a que permanece empurrada para um subsolo hist\u00f3rico, social e simb\u00f3lico. Uma cidade subterr\u00e2nea, constru\u00edda pelos que nunca foram autorizados a habit\u00e1-la plenamente. A disputa entre essas duas cidades reaparece com viol\u00eancia toda vez que o poder p\u00fablico tenta definir, controlar ou normatizar a vida negra \u2014 at\u00e9 mesmo na hora da morte.<\/p>\n<p>A obrigatoriedade do <strong>manto tipo sud\u00e1rio<\/strong> n\u00e3o \u00e9 um detalhe. \u00c9 uma interven\u00e7\u00e3o direta nos rituais f\u00fanebres que sustentam a cosmovis\u00e3o afro-brasileira h\u00e1 s\u00e9culos. \u00c9 o Estado ditando como um povo deve cuidar de seus mortos \u2014 justamente um povo que, historicamente, teve seus mortos negados, apagados, ocultados. J\u00e1 a imposi\u00e7\u00e3o da B\u00edblia como material pedag\u00f3gico reedita um velho roteiro: o da catequese institucional, agora travestida de pol\u00edtica educacional.<\/p>\n<p>Esses movimentos n\u00e3o acontecem no vazio. S\u00e3o parte de um lento e calculado retorno simb\u00f3lico dos jesu\u00edtas \u2014 n\u00e3o com batinas ou crucifixos, mas com leis municipais que disciplinam mentes, comportamentos e mem\u00f3rias. Uma nova pedagogia da domina\u00e7\u00e3o, atualizada, higienizada, estrategicamente silenciosa.<\/p>\n<p>Se o poder p\u00fablico estivesse de fato comprometido com espiritualidade, mem\u00f3ria e dignidade, talvez come\u00e7asse pelo <strong>Cemit\u00e9rio da Pupileira,\u00a0<\/strong>antigo cemit\u00e9rio de pessoas escravizadas descoberto em Salvador, Bahia, sob um estacionamento da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia, onde jazem mais de 100 mil corpos: negros, ind\u00edgenas, ex-escravizados, pobres. Gente sem nome, sem l\u00e1pide, sem repara\u00e7\u00e3o. Ali est\u00e1 mais um verdadeiro arquivo da cidade que diz ser \u201cafro\u201d: um solo saturado de vidas interrompidas que nunca receberam justi\u00e7a. Ali se encontra a prova de que, em Salvador, a morte negra continua sendo descart\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u00c9 imposs\u00edvel olhar para a Pupileira e n\u00e3o perceber a continuidade entre a Lei \u00c1urea de 1888 \u2014 t\u00e3o celebrada quanto incompleta \u2014 e a legisla\u00e7\u00e3o atual. A aboli\u00e7\u00e3o n\u00e3o libertou: largou. N\u00e3o integrou: abandonou. O pa\u00eds que se orgulha de ter assinado, mesmo que tardiamente, o fim legal da escravid\u00e3o nunca assumiu o compromisso moral, econ\u00f4mico e pol\u00edtico de reparar quem foi escravizado. E agora, mais de um s\u00e9culo depois, o que vemos s\u00e3o novas normas que, em vez de devolu\u00e7\u00e3o de dignidade, produzem tutela, controle e silenciamento.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/HUCITEC-basaglia1-1.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/HUCITEC-basaglia1-1.png 728w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/HUCITEC-basaglia1-300x37.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 728px) 100vw, 728px\" width=\"728\" height=\"90\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Mas se h\u00e1 um subsolo escuro tentando engolir a mem\u00f3ria negra, h\u00e1 tamb\u00e9m uma superf\u00edcie insurgente que se recusa a ser enterrada. A resist\u00eancia negra em Salvador nunca foi evento: sempre foi m\u00e9todo de sobreviv\u00eancia. Ela aparece nos terreiros que insistem em acender vela mesmo quando o Estado tenta apagar a luz; nas comunidades que recriam pol\u00edticas de cuidado onde o poder p\u00fablico falha; nas mulheres que, com for\u00e7a ancestral, sustentam bairros inteiros e protegem seus filhos do destino estrutural que lhes foi armado. A resist\u00eancia \u00e9 a tecnologia mais antiga dessa cidade \u2014 e talvez a \u00fanica capaz de garantir que o futuro n\u00e3o repita o que o passado produziu com tanto zelo.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse movimento hist\u00f3rico de insubmiss\u00e3o que emerge a import\u00e2ncia de termos, pela primeira vez, <strong>uma mulher negra, a escritora Ana Maria Gon\u00e7alves, na Academia Brasileira de Letras. Sua presen\u00e7a \u00e9 mais do que simb\u00f3lica: \u00e9 ruptura<\/strong>. \u00c9 a porta que sempre nos disseram estar trancada, sendo aberta n\u00e3o com chave, mas com for\u00e7a de mem\u00f3ria. Uma mulher negra na ABL \u00e9 uma refuta\u00e7\u00e3o direta ao projeto de apagamento que moldou o pa\u00eds. \u00c9 a lembran\u00e7a de que nenhuma institui\u00e7\u00e3o \u00e9 neutra, mas todas podem ser disputadas. <strong>\u00c9 o gesto que afirma que a escrita negra \u2014 aquela que nasce na resist\u00eancia, no corpo, no territ\u00f3rio e na dor \u2014 n\u00e3o cabe mais no rodap\u00e9 da hist\u00f3ria: precisa ocupar o centro. <\/strong>A colonialidade n\u00e3o acabou. Apenas trocou de linguagem.<\/p>\n<p>O novembro que deveria ser de afirma\u00e7\u00e3o se torna campo de disputa. A cidade que ergue est\u00e1tuas, museus e slogans para celebrar uma negritude estetizada se recusa a enfrentar a negritude real \u2014 a que sofre despejo, viol\u00eancia religiosa, precariza\u00e7\u00e3o, racismo institucional. H\u00e1 um abismo entre a Salvador que vende identidade e a Salvador que nega pertencimento.<\/p>\n<p>Mas a cidade subterr\u00e2nea resiste. Resiste nos terreiros que sobrevivem ao ataque cotidiano da intoler\u00e2ncia. Resiste nas mulheres que seguram bairros inteiros nas costas. Resiste nos jovens que, mesmo cercados por pol\u00edticas de conten\u00e7\u00e3o, inventam outras formas de viver e existir. Resiste nos gestos de mem\u00f3ria, nos rituais que ningu\u00e9m conseguiu domesticar, na recusa em desaparecer.<\/p>\n<p>Se Salvador quer, de fato, ser capital afro, ter\u00e1 de enfrentar o seu pr\u00f3prio subsolo. Ter\u00e1 de olhar para cada corpo enterrado sem nome, para cada ritual violentado, para cada lei que transforma diversidade em doutrina e pluralidade em imposi\u00e7\u00e3o. Ter\u00e1 de abandonar a catequese disfar\u00e7ada de gest\u00e3o p\u00fablica e assumir a coragem \u2014 pol\u00edtica, moral e hist\u00f3rica \u2014 de reparar o que foi destru\u00eddo.<\/p>\n<p>At\u00e9 l\u00e1, resta continuar perguntando, como quem cava a terra ainda \u00famida da Pupileira: <strong>Afinal, capital afro para quem?<\/strong><\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. 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E a da resist\u00eancia \u2013 aos despejos, viol\u00eancias e apagamento. Nova lei que imp\u00f5e s\u00edmbolos crist\u00e3os e o Cemit\u00e9rio da Pupileira, onde cem mil corpos negros foram soterrados, escancaram a cis\u00e3o<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/outras-cidades\/salvador-capital-afro-para-quem\/\">Salvador, capital afro para quem?\u00a0<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":68167,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[899,32314,32315,30105,32316,32317],"tags":[],"class_list":["post-68166","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-bruno-reis","category-cemiterio-da-pupileira","category-negritude-e-cidade","category-outras-cidades","category-salvador-capital-agro","category-simbolos-cristaos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68166","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68166"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68166\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/68167"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68166"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68166"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68166"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}