{"id":68229,"date":"2025-12-20T18:41:47","date_gmt":"2025-12-20T21:41:47","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/celebracao-da-uniao-familias-do-mst-partilham-30-toneladas-de-alimentos-em-rio-bonito-do-iguacu-pr\/"},"modified":"2025-12-20T18:41:47","modified_gmt":"2025-12-20T21:41:47","slug":"celebracao-da-uniao-familias-do-mst-partilham-30-toneladas-de-alimentos-em-rio-bonito-do-iguacu-pr","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/celebracao-da-uniao-familias-do-mst-partilham-30-toneladas-de-alimentos-em-rio-bonito-do-iguacu-pr\/","title":{"rendered":"Celebra\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o: fam\u00edlias do MST\u00a0partilham 30\u00a0toneladas de alimentos em Rio Bonito do Igua\u00e7u (PR)\u00a0\u00a0"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-3-1.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-3-1-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-3-1-300x169.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-3-1-768x432.jpeg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-3-1.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Wellington Lenon<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Por Diangela Menegazzi e Ednubia Ghisi<br \/>Da P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<p>No terreno onde antes funcionava uma escola municipal, destru\u00edda pelo tornado de 7 de novembro, fam\u00edlias Sem Terra e moradores de Rio Bonito do Igua\u00e7u (PR) se reuniram para celebrar a vida, a partilha e a esperan\u00e7a. A celebra\u00e7\u00e3o do Natal Solid\u00e1rio da Esperan\u00e7a foi realizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nesta sexta-feira (19), com distribui\u00e7\u00e3o de 30 toneladas de alimentos em cestas e em uma grande ceia coletiva.<\/p>\n<p>As doa\u00e7\u00f5es vieram de acampamentos e assentamentos de todas as regi\u00f5es do estado. O encontro marca o encerramento de 43 dias de Brigada de Solidariedade estruturada pelo MST para apoiar as fam\u00edlias atingidas pelos tornados, ocorrido no in\u00edcio de novembro.\u00a0<\/p>\n<p>A b\u00ean\u00e7\u00e3o da partilha dos alimentos veio das m\u00e3os e das palavras de Padre Cristian Jardim, da Par\u00f3quia Santo Ant\u00f4nio de P\u00e1dua, de Rio Bonito do Igua\u00e7u. Antes de iniciar a ora\u00e7\u00e3o do \u201cPai Nosso\u201d, o religioso agradeceu pelo apoio das Brigada de Solidariedade do MST. \u201cQuero agradecer por tudo aquilo que cada um de voc\u00eas fizeram em prol da reconstru\u00e7\u00e3o da nossa cidade. Tenho certeza que cada marmita feita, cada sorriso, cada abra\u00e7o que voc\u00eas deram nesse povo amado, de Rio Bonito do Igua\u00e7u, foi o pr\u00f3prio Jesus se apresentando para eles\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Para Roberto Baggio, da dire\u00e7\u00e3o do MST no estado e um dos coordenadores da brigada de solidariedade, os mais de 40 dias de trabalhos coletivos de reconstru\u00e7\u00e3o foram \u201cuma escola de vida e de humanidade\u201d. E complementa: \u201cN\u00f3s cumprimos uma miss\u00e3o alongada, de quase dois meses [\u2026]. Fizemos isso de forma completa, em v\u00e1rias frentes de trabalho e com muita participa\u00e7\u00e3o, e isso \u00e9 motivo de realiza\u00e7\u00e3o humana e emancipa\u00e7\u00e3o para cada um de n\u00f3s que fez parte. Coroamos isso com a partilha de alimentos nesta sexta-feira, que tamb\u00e9m expressa o sentido do Natal, da uni\u00e3o, do compartilhamento e do amor\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>As cestas entregues \u00e0s fam\u00edlias atingidas foram compostas com a diversidade de alimentos da Reforma Agr\u00e1ria: cerca de 30 itens como arroz, feij\u00e3o, biju, milho verde, quirera, ab\u00f3bora, melado, tomate, al\u00e9m de frutas, legumes e verduras em geral. Os alimentos foram doados por comunidades de diferentes regi\u00f5es e cooperativas que integram a Cooperativa Central da Reforma Agr\u00e1ria (CCA).\u00a0<\/p>\n<figure><\/figure>\n<figure><\/figure>\n<figure><\/figure>\n<figure><figcaption><em>Fotos: Antonio Santos<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>A ceia coletiva foi organizada em 4 mesas fartas, de 7 metros cada, cobertas com toalhas vermelhas e alimentos diversos. Entre os quitutes estavam 500 panetones produzidos na cozinha solid\u00e1ria da Brigada de Solidariedade, pelas m\u00e3os de mulheres do MST de diferentes comunidades do Paran\u00e1.\u00a0Al\u00e9m de dois mil\u00a0litros de Iogurte doados pela Cooperativa de Comercializa\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria Uni\u00e3o Camponesa (Copran), localizada no assentamento Dorcelina Folador, em Arapongas.\u00a0<\/p>\n<p>As bolachas foram enviadas pela Cooperativa\u00a0de Produ\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria Vit\u00f3ria (Copavi), do assentamento Santa Maria, de Paranacity.\u00a0As frutas da \u00e9poca: p\u00eassego, manga, mam\u00e3o, melancia, banana, mel\u00e3o: deram o colorido da partilha entre todas as pessoas presentes.\u00a0<\/p>\n<p>Paulo Brizola, integrante da coordena\u00e7\u00e3o da Cooperativa 100% agroecol\u00f3gica Terra Livre, localizada no assentamento Contestado, na Lapa, enfatiza a qualidade dos alimentos doados para compor as cestas e a ceia: \u201cForam alimentos produzidos de forma saud\u00e1vel, sustent\u00e1vel, agroecol\u00f3gica. Alimentos que s\u00e3o certificados na sua grande maioria pela Rede Ecovida e produzidos com muito carinho, com muito amor pelas fam\u00edlias, pelos produtores\u201d.<\/p>\n<figure><\/figure>\n<figure><\/figure>\n<figure><\/figure>\n<figure><figcaption><em>Fotos: Juliana Barbosa<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>O campon\u00eas agroecol\u00f3gico chama aten\u00e7\u00e3o para a urg\u00eancia de frear o aquecimento global e a crise ambiental. \u201cA gente precisa cuidar do meio ambiente, porque sen\u00e3o cada vez mais a gente vai sofrer essa a\u00e7\u00e3o, nessa contra-rea\u00e7\u00e3o da natureza\u201d. Brizola ainda apresenta o modelo agroecol\u00f3gico como sa\u00edda: \u201cEsses trabalhos que a gente faz aqui com os associados da cooperativa, a gente entende que v\u00eam ao\u00a0 encontro da preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente, com a produ\u00e7\u00e3o de alimento saud\u00e1vel e recupera\u00e7\u00e3o dos rios, das \u00e1guas, das matas e das florestas\u201d.<\/p>\n<p>O Natal Solid\u00e1rio da Esperan\u00e7a foi embalado pelas apresenta\u00e7\u00f5es culturais do cantor e compositor <em>Z\u00e9 Pinto<\/em>, de Minas Gerais, e do grupo <em>As Cantadeiras<\/em>, com artistas vindas de diversos lugares do Brasil.\u00a0<\/p>\n<h2>Solidariedade que une e acolhe<\/h2>\n<p>Entre as centenas de pessoas presentes na celebra\u00e7\u00e3o estava Vera Lucia Moretti, 42 anos, nascida na regi\u00e3o e moradora de Rio Bonito do Igua\u00e7u, com marido e um filho de 9 anos. Vera trabalhava como caixa de um dos supermercados que desabou. Ela estava no local na passagem do tornado. Quando o vento parou, foi correndo para casa, preocupada com o marido e o filho que l\u00e1 estavam. Ao chegar, se deparou com a moradia destru\u00edda.<\/p>\n<p>Inicialmente, pensou em desistir da reconstru\u00e7\u00e3o, mas telefonou para um contato que conseguiu do MST. Duas equipes da infraestrutura do Movimento passaram por sua casa. Poucos dias depois estava com ela coberta novamente. \u201cCa\u00edram do c\u00e9u esse pessoal l\u00e1 em casa. Se n\u00e3o fosse a ajuda deles e de tantos outros volunt\u00e1rios, eu acho que a nossa cidade n\u00e3o estaria como est\u00e1 agora, com muitas casas j\u00e1 cobertas, que \u00e9 o principal\u201d, comenta.\u00a0<\/p>\n<p>A trabalhadora agradeceu a dedica\u00e7\u00e3o e amizade dos militantes Sem Terra, e contou terem se tornado como da fam\u00edlia: \u201cEu at\u00e9 chorei quando foram embora, pelo companheirismo e amizade que a gente pegou [\u2026]. Sem a solidariedade eu n\u00e3o sei o que seria pro pessoal aqui de Rio Bonito\u201d, relata.\u00a0<\/p>\n<p>Vera tamb\u00e9m reflete sobre a necessidade de conscientiza\u00e7\u00e3o ambiental e o impacto das a\u00e7\u00f5es humanas na natureza, em especial com a derrubada de \u00e1rvores. \u201cA gente nunca imaginava que fosse passar por isso. Sempre pensei: \u2018aqui a gente est\u00e1 no c\u00e9u, nunca vai acontecer com a gente\u2019. Mas infelizmente veio todo esse tornado. Eu digo assim: \u00e9 o pr\u00f3prio homem que plantou e agora t\u00e1 colhendo. S\u00e3o tantas queimadas, derrubam \u00e1rvores. Eu n\u00e3o vejo motivo pra isso, pra plantar um p\u00e9 a mais de soja, de milho, olha tudo isso que aconteceu. Acho que as pessoas t\u00eam que ponhar um pouco a m\u00e3o na consci\u00eancia, parar com isso e plantar mais \u00e1rvores\u201d, prop\u00f5e.\u00a0<\/p>\n<p>Larissa Knopf, 23 anos, moradora da cidade vizinha de Laranjeiras do Sul, tamb\u00e9m acompanhou a celebra\u00e7\u00e3o. Ela veio se solidarizar com sua irm\u00e3, cuja moradia tamb\u00e9m sofreu estragos. \u201c\u00c9 muito lindo o que est\u00e1 acontecendo aqui hoje. O pessoal todo feliz tendo um alimento, ganhou milho-verde, batata-doce, ab\u00f3bora, coisas que hoje precisam sair da cidade para comprar. Eu morei 18 anos no assentamento, plantando, colhendo e fazendo parte, porque meu pai \u00e9 assentado. Ent\u00e3o, sinto orgulho grande em, de alguma forma, fazer parte disso\u201d, se emociona.\u00a0<\/p>\n<h2>Irm\u00e3 Lia e uma vida dedicada \u00e0 solidariedade<\/h2>\n<p>A cerim\u00f4nia ecum\u00eanica aben\u00e7oou os alimentos e prestou homenagem \u00e0 Irm\u00e3 Lia, religiosa amiga do MST desde os anos 1980, falecida no dia 21 de novembro. Integrante da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) de Guarapuava e das Comunidades Eclesiais de Base (CEB\u2019s), Irm\u00e3 Lia dedicou a vida \u00e0 agroecologia, a medicina natural, a seguran\u00e7a alimentar e a economia solid\u00e1ria.<\/p>\n<p>Durante a celebra\u00e7\u00e3o, Maria Izabel Grein, integrante do setor de Sa\u00fade do MST-PR e militante do movimento h\u00e1 mais de 40 anos, relembrou a\u00e7\u00f5es marcantes da religiosa: \u201cQuando a irm\u00e3 Lia chegava no nosso acampamento e tinha fome, tinha pessoa passando necessidade, a irm\u00e3 Lia arrumava ossos, carne, e colocava dentro de uma panela, e convidava todo o acampamento a buscar alguma comida no mato, at\u00e9 broto de Taquara, porque no campo, na floresta, n\u00f3s temos alimentos. E dali sa\u00eda uma sopa que alimentava, em primeiro lugar, as mulheres gestantes, pois estavam amamentando, mas tamb\u00e9m crian\u00e7as, idosos, doentes. Quantas vidas foram salvas por essa solidariedade\u201d, relembra Maria Izabel.<\/p>\n<figure><\/figure>\n<figure><\/figure>\n<figure><figcaption><em>Fotos: Wellington Lenon<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Irm\u00e3 Lia sempre esteve ativa na defesa da sa\u00fade e das melhores condi\u00e7\u00f5es de vida das fam\u00edlias acampadas. As lembran\u00e7as e hist\u00f3rias da sua atua\u00e7\u00e3o corajosa s\u00e3o muitas, e seguem vivas em nossa mem\u00f3ria. Irm\u00e3 Lia ajudava as fam\u00edlias desde os primeiros momentos da vida no acampamento, e depois acompanhava e somava na constru\u00e7\u00e3o do processo. \u201cIrm\u00e3 Lia estar\u00e1 sempre presente nos atos de solidariedade, por isso foi o maior legado que elas nos deixou\u201d, frisou.\u00a0<\/p>\n<h2>Solidariedade para resistir \u00e0 crise clim\u00e1tica\u00a0<\/h2>\n<p>Rio Bonito do Igua\u00e7u e Guarapuava foram os munic\u00edpios com os tornados mais violentos, classificados como F4 na escala Fujita, com ventos que chegaram a 418 km\/h. Foram 7 v\u00edtimas fatais, mais de 800 pessoas feridas, 1000 pessoas desalojadas e milhares de casas, estruturas, postes e \u00e1rvores danificadas ou destru\u00eddas.<\/p>\n<p>Embora mais de 440 fam\u00edlias de acampamentos e assentamentos tamb\u00e9m tenham sofrido perdas severas em suas moradias e planta\u00e7\u00f5es, ap\u00f3s consertarem suas casas e estruturas do lote, tamb\u00e9m se somaram \u00e0s a\u00e7\u00f5es de solidariedade. Ao todo, mais de 1000 militantes do Movimento, de acampamentos e assentamentos da regi\u00e3o, de todo o Paran\u00e1 e tamb\u00e9m do Rio Grande do Sul, se somaram \u00e0 Brigada de Solidariedade, com revezamentos semanais.<\/p>\n<p>Cerca de 50 mil marmitas foram preparadas e distribu\u00eddas em duas cozinhas solid\u00e1rias organizadas no assentamento 8 de Junho, em Laranjeiras do Sul, munic\u00edpio vizinho a Rio Bonito do Igua\u00e7u. Mais de 100 casas foram cobertas, reformadas ou constru\u00eddas integralmente pela Brigada.<\/p>\n<h2>Realiza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A celebra\u00e7\u00e3o foi organizada em parceria com a prefeitura municipal, com apoio dos projetos Semeando Gest\u00e3o, Bem Viver \u2013\u00a0parceria entre o Instituto Contestado de Agroecologia (ICA) e a Itaipu Binacional, por meio do Programa Mais que Energia, alinhado ao Governo do Brasil -, e o Comit\u00ea de Cultura do Paran\u00e1.\u00a0<\/p>\n<p><em>Confira a \u00edntegra da carta entregue para as fam\u00edlias de Rio Bonito junto \u00e0s cestas de alimentos:\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>Carta aos companheiros e companheiras de Rio Bonito do Igua\u00e7u<\/strong><\/p>\n<p><em>Prezados amigos e amigas. Esta \u00e9 uma carta da milit\u00e2ncia do MST do Paran\u00e1 para cada fam\u00edlia atingida pelos tornados.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>No dia 7 de novembro de 2025, nossas vidas se transformaram de forma inesperada. Foram momentos de muita dor e tristeza, pelas vidas interrompidas e esfor\u00e7os destru\u00eddos em poucos segundos, no campo e na cidade. Mais de 440 fam\u00edlias do MST tamb\u00e9m foram atingidas,\u00a0tiveram casas, estruturas de produ\u00e7\u00e3o, lavouras e espa\u00e7os coletivos danificados.\u00a0Sentimos na pele os efeitos da crise ambiental, causada pelo sistema capitalista que a cada dia faz o planeta estar mais quente.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>A solidariedade \u00e9 um valor para o nosso Movimento, e nos deu resposta tamb\u00e9m neste momento de cat\u00e1strofe. Come\u00e7amos naquele mesmo dia, e de forma coletiva nos organizamos para somar, reconstruir, alimentar, partilhar, limpar\u2026 recome\u00e7ar tudo. Com panelas, fog\u00f5es e alimentos, iniciamos uma cozinha comunit\u00e1ria na madrugada do dia 8. Aconteceu o milagre da multiplica\u00e7\u00e3o e da partilha. Chegando a mais de 50 mil marmitas partilhadas, com sabor da comida caseira e do afeto. Ter comida \u00e9 ter for\u00e7a f\u00edsica para resistir.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Com martelo, serrote, trena e a diversidade de ferramentas de carpintaria e constru\u00e7\u00e3o, iniciamos os mutir\u00f5es de reconstru\u00e7\u00e3o das casas \u2013 foram mais de 100. Com vassoura, carrinho de m\u00e3o, p\u00e1s, somamos na limpeza de ruas e terrenos. Um trabalho duro e persistente, necess\u00e1rio para devolver organiza\u00e7\u00e3o e beleza para a cidade. Com ervas medicinais, benzimentos, pr\u00e1ticas da sa\u00fade popular e muito afeto, buscamos acolher as fam\u00edlias atingidas. Com tinta, pincel e toda a energia da Juventude Sem Terra, colorimos muros da cidade.<\/em><\/p>\n<p><em>Foram 41 dias de BRIGADA DE SOLIDARIEDADE EM RIO BONITO DO IGUA\u00c7U e regi\u00e3o.\u00a0 Mais de mil militantes de acampamentos e assentamentos de todo o Paran\u00e1 participaram. Cada um deixou aqui o melhor que pode, suas habilidades e experi\u00eancias que a vida de povo trabalhador nos d\u00e1, e o carinho de quem faz por um irm\u00e3o.\u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Essa FOR\u00c7A COLETIVA \u00e9 a for\u00e7a da REFORMA AGR\u00c1RIA POPULAR, fruto da conquista da terra e da constru\u00e7\u00e3o de comunidades que garantem a vida que todos sonhamos e a condi\u00e7\u00e3o de produzir alimentos saud\u00e1veis. Essa for\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 a for\u00e7a da SOLIDARIEDADE: uma pr\u00e1tica que cultivamos como um valor humano no MST. Ela tem nos feito resistir ao longo destes mais de 41 anos de exist\u00eancia do Movimento.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>O que tamb\u00e9m nos faz resistir, avan\u00e7ar e superar os desafios sempre foi e segue sendo a UNI\u00c3O. \u00c9 o TRABALHO COLETIVO, COOPERADO E ORGANIZADO que nos deixa de p\u00e9, mesmo nos momentos mais dif\u00edceis. \u00c9 assim que exercitamos a solidariedade do povo para o povo, com as nossas m\u00e3os calejadas da lida na terra e o cora\u00e7\u00e3o de quem acredita que o mundo pode ser melhor para todas as pessoas.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Que possamos seguir unidos em 2026, na reconstru\u00e7\u00e3o do presente e na certeza do futuro cada vez melhor para todos n\u00f3s, povo trabalhador do campo e da cidade.\u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Um abra\u00e7o de toda a fam\u00edlia MST do Paran\u00e1.<\/em><\/p>\n<p><em>Rio Bonito do Igua\u00e7u, Paran\u00e1 \u2013 19 de dezembro de 2025<\/em><em><br \/><\/em><strong><em>Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Paran\u00e1<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>*Editado por Solange Engelmann<\/em><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/12\/20\/celebracao-da-uniao-familias-do-mst-partilham-30-toneladas-de-alimentos-em-rio-bonito-do-iguacu-pr\/\">Celebra\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o: fam\u00edlias do MST\u00a0partilham 30\u00a0toneladas de alimentos em Rio Bonito do Igua\u00e7u (PR)\u00a0\u00a0<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/que-2026-seja-um-ano-de-barulho-presenca-e-luta\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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