{"id":68685,"date":"2025-12-26T15:46:07","date_gmt":"2025-12-26T18:46:07","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/o-cinema-de-jocelyne-saab-um-retrato-das-guerras-do-oriente-medio\/"},"modified":"2025-12-26T15:46:07","modified_gmt":"2025-12-26T18:46:07","slug":"o-cinema-de-jocelyne-saab-um-retrato-das-guerras-do-oriente-medio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/o-cinema-de-jocelyne-saab-um-retrato-das-guerras-do-oriente-medio\/","title":{"rendered":"O cinema de Jocelyne Saab: um retrato das guerras do Oriente M\u00e9dio"},"content":{"rendered":"<p><span>Uma retrospectiva ampla, rara e hist\u00f3rica de Jocelyne Saab, uma das principais vozes do cinema \u00e1rabe, estreia em dezembro no cat\u00e1logo da FILMICCA. A plataforma de streaming brasileira e independente encerra o ano com um destaque para a jornalista, documentarista e cronista das guerras que moldaram o Oriente M\u00e9dio.<\/span><\/p>\n<p><span>Saab nasceu no L\u00edbano em 30 de abril de 1948, enquanto a <\/span><i><span>Nakba <\/span><\/i><span>se desenrolava no pa\u00eds vizinho, a Palestina. O termo <\/span><i><span>Nakba <\/span><\/i><span>em \u00e1rabe significa \u201ccat\u00e1strofe\u201d e \u00e9 usado para designar o momento no qual 750 mil palestinos foram expulsos de seu territ\u00f3rio com a cria\u00e7\u00e3o do Estado de Israel. Saab nasceu, portanto, em meio a um contexto pol\u00edtico de mudan\u00e7as estruturais na regi\u00e3o e, sob influ\u00eancia do pai, cresceu imersa em uma ideologia pan-arabista que moldou sua rela\u00e7\u00e3o com o cinema e com as lutas no Oriente M\u00e9dio. A partir disso, criou filmes que revelam um olhar \u00edntimo, pol\u00edtico e profundamente humano sobre conflitos que marcaram o L\u00edbano, a Palestina e o Norte da \u00c1frica.<\/span><\/p>\n<figure aria-describedby=\"caption-attachment-241699\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/as_mulheres_palestinas-1.webp\" alt=\"Mulheres Palestinas (Jocelyne Saab, 1974) &lt;br&gt; (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Reprodu\u00e7\u00e3o)\" width=\"1024\" height=\"577\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/as_mulheres_palestinas-1.webp 1024w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/as_mulheres_palestinas-1-300x169.webp 300w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/as_mulheres_palestinas-1-768x433.webp 768w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/as_mulheres_palestinas-1-150x85.webp 150w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/as_mulheres_palestinas-1-750x423.webp 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Mulheres Palestinas (Jocelyne Saab, 1974) <br \/>(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span>Nesse contexto, os acontecimentos pol\u00edticos que se seguiram ap\u00f3s a <\/span><i><span>Nakba<\/span><\/i><span> ganharam destaque em sua filmografia, desde seu primeiro curta-metragem, <\/span><i><span>Mulheres Palestinas<\/span><\/i><span> (1974), no qual busca ouvir as v\u00edtimas frequentemente esquecidas da guerra Israel-Palestina. O filme foi encomendado por uma emissora francesa, mas foi censurado ainda durante a montagem e nunca exibido. Para uma retrospectiva da diretora em Portugal, foi produzida uma c\u00f3pia restaurada pelo centro de conserva\u00e7\u00e3o da Cinemateca Portuguesa, que comp\u00f5e agora a sele\u00e7\u00e3o da FILMICCA.<\/span><\/p>\n<p><span>Sua rela\u00e7\u00e3o com a luta Palestina se expressa tamb\u00e9m em <\/span><i><span>O Navio do Ex\u00edlio<\/span><\/i><span> (1982), quando consegue uma rara entrevista com o l\u00edder da Organiza\u00e7\u00e3o para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina (OLP), Yasser Arafat, ao acompanh\u00e1-lo em sua fuga rumo a um novo ex\u00edlio na Gr\u00e9cia. Saab foi a \u00fanica jornalista com c\u00e2mera, entre homens e mulheres, autorizada a entrar no navio de Arafat.<\/span><\/p>\n<figure aria-describedby=\"caption-attachment-241698\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/arafat.webp\" alt=\"O l\u00edder da Organiza\u00e7\u00e3o para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina (OLP), Yasser Arafat, em O Navio do Ex\u00edlio (Jocelyne Saab, 1982) &lt;br&gt; (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Reprodu\u00e7\u00e3o)\" width=\"1415\" height=\"1075\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/arafat.webp 1415w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/arafat-300x228.webp 300w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/arafat-1024x778.webp 1024w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/arafat-768x583.webp 768w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/arafat-150x114.webp 150w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/arafat-750x570.webp 750w, https:\/\/operamundi.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/arafat-1140x866.webp 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 1415px) 100vw, 1415px\"><figcaption>O l\u00edder da Organiza\u00e7\u00e3o para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina (OLP), Yasser Arafat, em O Navio do Ex\u00edlio (Jocelyne Saab, 1982) <br \/>(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span>Nos anos 1970, Saab se tornou rep\u00f3rter de guerra no Oriente M\u00e9dio \u2013 uma das raras mulheres neste campo dominantemente masculino \u2013 e se consolidou como uma jornalista talentosa e audaciosa. Com o in\u00edcio da guerra civil libanesa, a diretora realizou sua trilogia mais conhecida, <\/span><i><span>Beirute, Nunca Mais <\/span><\/i><span>(1976), <\/span><i><span>Carta de Beirute <\/span><\/i><span>(1978) e <\/span><i><span>Beirute, Minha Cidade <\/span><\/i><span>(1982). Nos tr\u00eas filmes, documenta os horrores da guerra, a destrui\u00e7\u00e3o das casas \u2013 inclusive da sua pr\u00f3pria, com 150 anos de hist\u00f3ria e mem\u00f3rias da fam\u00edlia Saab \u2013, as ru\u00ednas, a fome e os estragos emocionais e psicol\u00f3gicos. Nestes e em outros de seus trabalhos, transp\u00f5e uma carga po\u00e9tica para a narra\u00e7\u00e3o e para as imagens, fissurando o tom jornal\u00edstico e criando assim um cinema autoral e \u00fanico.<\/span><\/p>\n<p><span>Jocelyne Saab produziu mais de 40 filmes, entre document\u00e1rios e algumas fic\u00e7\u00f5es, que receberam diversos pr\u00eamios em festivais internacionais. A partir de dezembro, quinze de seus filmes estar\u00e3o dispon\u00edveis na plataforma FILMICCA com c\u00f3pias restauradas, uma oportunidade de conhecer parte da vasta filmografia da diretora, que revela uma voz singular na hist\u00f3ria do cinema \u00e1rabe e do document\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span>Confira a lista completa de obras inclu\u00eddas na retrospectiva Jocelyne Saab na FILMICCA:<\/span><\/p>\n<p><b>Mulheres Palestinas \/ Les Femmes palestiniennes<\/b><span> (Jocelyne Saab, L\u00edbano, 1974)<\/span><span><br \/>\n<\/span><span>Jocelyne Saab d\u00e1 aqui voz \u00e0s mulheres palestinas, v\u00edtimas frequentemente esquecidas da guerra Israel-Palestina.<\/span><\/p>\n<p><b>A Frente da Recusa \/ Le front du refus (ou les commando-suicides)<\/b><span> (Jocelyne Saab, Palestina, 1975)<\/span><span><br \/>\n<\/span><span>Quando a paz se revela imposs\u00edvel, todos os meios se justificam na defesa de uma causa pol\u00edtica. \u00c9 isso que argumentam os comandos suicidas que atuam na fronteira que separa os territ\u00f3rios da Palestina do pa\u00eds que recusam a reconhecer como Israel. Jocelyne Saab foi a primeira jornalista a poder filmar esses jovens, com idades entre os 16 e os 20 anos, que treinam todos os dias numa base secreta subterr\u00e2nea para se tornarem comandos suicidas.<\/span><\/p>\n<p><b>L\u00edbano no Meio da Tormenta \/ Le Liban dans la tourmente<\/b><span> (Jocelyne Saab e J\u00f6rg Stocklin, L\u00edbano, 1975)<\/span><span><br \/>\n<\/span><span>Poucos meses ap\u00f3s o ataque de 13 de abril de 1975, conhecido como Massacre do \u00d4nibus, no qual civis palestinos foram mortos por milicianos das Falanges Libanesas, o saldo \u00e9 tr\u00e1gico: seis mil mortos, vinte mil feridos, sequestros incessantes, uma capital semidestru\u00edda. Este filme tra\u00e7a as origens do conflito liban\u00eas, a percep\u00e7\u00e3o de uma sociedade que vai \u00e0 guerra cantando. Um documento \u00fanico sobre a Guerra Civil Libanesa. Para al\u00e9m da guerra religiosa, o retrato de uma realidade social e pol\u00edtica que pouco mudou, mais de cinco d\u00e9cadas depois.<\/span><\/p>\n<p><b>Retrato de um Mercen\u00e1rio Franc\u00eas \/ Les Nouveaux crois\u00e9s d\u2019Orient<\/b><span> (Jocelyne Saab e J\u00f6rg Stocklin, L\u00edbano, 1975)<\/span><span><br \/>\n<\/span><span>Retrato de um mercen\u00e1rio franc\u00eas trabalhando na L\u00edbia, contratado pelas Falanges Libanesas para treinar as mil\u00edcias. A guerra deixa suas marcas e para alguns, que veem a morte como parte do trabalho, \u00e9 uma voca\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><b>Os Filhos da Guerra \/ Les Enfants de la Guerre <\/b><span>(Jocelyne Saab, L\u00edbano\/Fran\u00e7a, 1976)<\/span><span><br \/>\n<\/span><span>Poucos dias ap\u00f3s um massacre em uma comunidade perto de Beirute, a diretora Jocelyne Saab encontra as crian\u00e7as sobreviventes. Ela se aproxima delas oferecendo-lhes giz de cera para desenhar. Um v\u00ednculo se cria entre elas. As crian\u00e7as permitem que Saab filme suas brincadeiras violentas: elas repetem as cenas de horror que viram se desenrolar diante de seus olhos\u2026<\/span><\/p>\n<p><b>Beirute, Nunca Mais \/ Beyrouth, jamais plus <\/b><span>(Jocelyne Saab, L\u00edbano, 1976)<\/span><span><br \/>\n<\/span><span>1976 marca o in\u00edcio do calv\u00e1rio de Beirute. Com o olhar de uma crian\u00e7a, a cineasta Jocelyne Saab acompanha durante seis meses a destrui\u00e7\u00e3o di\u00e1ria dos muros da cidade. Todas as manh\u00e3s, entre 6h e 10h, ela percorre Beirute enquanto as mil\u00edcias de ambos os lados descansam ap\u00f3s a noite de combates.<\/span><\/p>\n<p><b>Por Algumas Vidas \/ Pour quelques vies <\/b><span>(Jocelyne Saab, L\u00edbano, 1976)<\/span><span><br \/>\n<\/span><span>Retrato de Raymond Edd\u00e9, candidato \u00e0s elei\u00e7\u00f5es presidenciais no L\u00edbano e fervoroso opositor da guerra religiosa. Durante os conflitos de 1975 e 1976, ele e sua equipe buscaram ativamente por pessoas mortas na guerra, fossem elas crist\u00e3s, drusas ou mu\u00e7ulmanas.<\/span><\/p>\n<p><b>Hist\u00f3ria de uma Aldeia Sitiada \/ Histoire d\u2019un village assi\u00e9g\u00e9 <\/b><span>(Jocelyne Saab, L\u00edbano, 1976)<\/span><span><br \/>\n<\/span><span>O cessar-fogo declarado em 21 de Outubro de 1976 deu aos Fedayin, militantes palestinos contra a ocupa\u00e7\u00e3o israelense, a oportunidade de reclamar esta \u00e1rea, territ\u00f3rio do Fatah at\u00e9 ser abandonado em 1970, da mil\u00edcia de direita. Mas os s\u00edrios e os israelenses se juntaram para neutralizar essa \u201cfor\u00e7a aut\u00f3noma\u201d palestina e impuseram um cerco a duas aldeias fronteiri\u00e7as libanesas, Hanine e Kfarchouba, antes de atac\u00e1-las.<\/span><\/p>\n<p><b>O Saara n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 venda \/ Le Sahara n\u2019est pas \u00e0 vendre<\/b><span> (Jocelyne Saab, Arg\u00e9lia\/Marrocos\/L\u00edbano, 1977)<\/span><span><br \/>\n<\/span><span>Este filme, filmado no cora\u00e7\u00e3o do deserto, retrata o conflito entre argelinos e marroquinos em El Aioun, e a resist\u00eancia saariana da Frente Polis\u00e1rio. Uma hist\u00f3ria sem fim que continua sendo um dos motivos do conflito entre a Arg\u00e9lia e Marrocos.<\/span><\/p>\n<p><b>Egito: A Cidade dos Mortos \/ \u00c9gypte: La Cit\u00e9 des morts<\/b><span> (Jocelyne Saab, Fran\u00e7a\/Egito, 1978)<\/span><span><br \/>\n<\/span><span>O cessar-fogo declarado em 21 de Outubro de 1976 deu aos Fedayin, militantes palestinos contra a ocupa\u00e7\u00e3o israelense, a oportunidade de reclamar esta \u00e1rea, territ\u00f3rio do Fatah at\u00e9 ser abandonado em 1970, da mil\u00edcia de direita. Mas os s\u00edrios e os israelenses se juntaram para neutralizar essa \u201cfor\u00e7a aut\u00f3noma\u201d palestina e impuseram um cerco a duas aldeias fronteiri\u00e7as libanesas, Hanine e Kfarchouba, antes de atac\u00e1-las.<\/span><\/p>\n<p><b>Carta de Beirute \/ Lettre de Beyrouth <\/b><span>(Jocelyne Saab, L\u00edbano\/Fran\u00e7a, 1978)<\/span><span><br \/>\n<\/span><span>A cineasta Jocelyne Saab retorna a Beirute durante um dos per\u00edodos de calmaria, tr\u00eas anos ap\u00f3s o in\u00edcio da guerra civil, impulsionada pelo desejo de voltar. Ela se depara com os estragos f\u00edsicos, emocionais e psicol\u00f3gicos da guerra, aterrorizada e triste, sem conseguir encontrar seu lugar na cidade. Nessa busca, ela se comunica com pessoas comuns, amigos, vizinhos, pessoas que viajam de \u00f4nibus pelas zonas leste e oeste da cidade. Para cadenciar sua jornada e o desenrolar dram\u00e1tico do filme, Saab utiliza a estrutura de uma carta lida em voz off, escrita pela poeta mundialmente renomada Etel Adnan.<\/span><\/p>\n<p><b>Ir\u00e3, Utopia em Movimento \/ Iran, l\u2019utopie en marche<\/b><span> (Jocelyne Saab, Ir\u00e3\/Fran\u00e7a, 1980)<\/span><span><br \/>\n<\/span><span>A revolu\u00e7\u00e3o iraniana leva \u00e0 queda do X\u00e1 e \u00e0 instaura\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Isl\u00e2mica. Evitando os aspectos mais sensacionalistas das not\u00edcias, este filme questiona a sociedade iraniana como um todo, buscando compreender o significado dessa onda de mudan\u00e7as para o mundo mu\u00e7ulmano.<\/span><\/p>\n<p><b>Beirute, Minha Cidade \/ Beyrouth, ma ville <\/b><span>(Jocelyne Saab, L\u00edbano, 1982)<\/span><span><br \/>\n<\/span><span>Em julho de 1982, o ex\u00e9rcito israelense sitiou Beirute. Quatro dias antes, Jocelyne Saab viu sua casa queimar e 150 anos de exist\u00eancia familiar virarem fuma\u00e7a. Ela ent\u00e3o se refugia em questionamentos: quando tudo isso come\u00e7ou? Como o povo de Beirute viveu o cerco? Cada lugar se torna uma hist\u00f3ria e cada nome, uma lembran\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><b>O Navio do Ex\u00edlio \/ Le bateau de l\u2019exil <\/b><span>(Jocelyne Saab, L\u00edbano\/Fran\u00e7a, 1982)<\/span><span><br \/>\n<\/span><span>Ap\u00f3s viver clandestinamente em Beirute para escapar das for\u00e7as israelenses, o l\u00edder da Organiza\u00e7\u00e3o para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina (OLP), Yasser Arafat, deixou o L\u00edbano a bordo do Atlantis rumo a um novo ex\u00edlio na Gr\u00e9cia e, posteriormente, em T\u00fanis, na Tun\u00edsia. Ele fala sobre seu destino e o futuro da OLP. A diretora Jocelyne Saab foi a \u00fanica jornalista com c\u00e2mera, entre homens e mulheres, autorizada a entrar no navio.<\/span><\/p>\n<p><b>Os libaneses, ref\u00e9ns de sua cidade \/ Les Libanais, otages de leur ville<\/b><span> (Jocelyne Saab, L\u00edbano\/Palestina, 1987)<\/span><span><br \/>\n<\/span><span>Jocelyne Saab filma a cidade de Beirute destru\u00edda pelos bombardeamentos israelenses, mostrando a extens\u00e3o da destrui\u00e7\u00e3o e o sofrimento das v\u00edtimas.<\/span><\/p>\n<p><em><span><strong>(*)<\/strong> Graduada em Audiovisual pela ECA-USP,<strong> Nayla Guerra<\/strong> \u00e9 produtora cultural na Cinemateca Brasileira e organizadora do coletivo Cine Sapat\u00e3o. \u00c9 autora do livro \u201cEntre apagamentos e resist\u00eancias\u201d (Editora Alameda, 2023) e diretora do filme \u201cFerro\u2019s Bar\u201d (2023).<\/span><\/em><\/p>\n<div data-id=\"67151a1\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"jnews_archive_block_elementor.default\">\n<div>\n<div data-unique=\"jnews_module_59219_2_655f9ca9ae8fa\">\n<div>\n<div>\n<div>\n<article>\n<div><\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O post O cinema de Jocelyne Saab: um retrato das guerras do Oriente M\u00e9dio apareceu primeiro em Opera Mundi.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/mais-um-20-de-novembro-e-20-anos-sem-justica-para-felisburgo\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Foto-Geanini-Hackbardt-150x150.jpeg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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A plataforma de streaming brasileira e independente encerra o ano com um destaque para a jornalista, documentarista e cronista das guerras que moldaram o Oriente M\u00e9dio. Saab nasceu no L\u00edbano em 30 [\u2026]<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/operamundi.uol.com.br\/cultura\/o-cinema-de-jocelyne-saab-um-retrato-das-guerras-do-oriente-medio\/\">O cinema de Jocelyne Saab: um retrato das guerras do Oriente M\u00e9dio<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/operamundi.uol.com.br\/\">Opera Mundi<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":68686,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[17954,488,309,24495,325,23,997,25,32540,6077,53,54],"tags":[],"class_list":["post-68685","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arafat","category-cinema","category-cultura","category-fplp","category-genocidio","category-guerra","category-hamas","category-israel","category-jocelyne-saab","category-nakba","category-netanyahu","category-palestina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68685","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68685"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68685\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/68686"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68685"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68685"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68685"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}