{"id":69447,"date":"2026-01-06T05:30:00","date_gmt":"2026-01-06T08:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ruralistas-usam-atos-da-funai-sob-bolsonaro-para-manter-invasores-de-terra-indigena-em-ro\/"},"modified":"2026-01-06T05:30:00","modified_gmt":"2026-01-06T08:30:00","slug":"ruralistas-usam-atos-da-funai-sob-bolsonaro-para-manter-invasores-de-terra-indigena-em-ro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ruralistas-usam-atos-da-funai-sob-bolsonaro-para-manter-invasores-de-terra-indigena-em-ro\/","title":{"rendered":"Ruralistas usam atos da Funai sob Bolsonaro para manter invasores de terra ind\u00edgena em RO"},"content":{"rendered":"<p><strong>A RETIRADA<\/strong> de ocupantes irregulares da TI (Terra Ind\u00edgena) Uru-Eu-Wau-Wau, em Rond\u00f4nia, determinada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), perdeu for\u00e7a e virou um cabo de guerra pol\u00edtico, ap\u00f3s o ex-ministro da corte Lu\u00eds Roberto Barroso enviar o caso para media\u00e7\u00e3o do CNJ (Conselho Nacional de Justi\u00e7a). O motivo \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o do PAD (Projeto de Assentamento Dirigido) Burareiro, parcialmente sobreposto ao territ\u00f3rio ind\u00edgena.\u00a0<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi tomada pelo ministro pouco antes da aposentadoria, no \u00e2mbito da ADPF (Argui\u00e7\u00e3o de Descumprimento de Preceito Fundamental) 709, que trata da prote\u00e7\u00e3o de povos ind\u00edgenas. O ato ordenou a\u00e7\u00f5es de retirada de invasores em v\u00e1rias territ\u00f3rios, como o pr\u00f3prio Uru-Eu-Wau-Wau, al\u00e9m de Apyterewa, Ararib\u00f3ia, Kayap\u00f3, Munduruku e Yanomami.<\/p>\n<p>No caso da Uru-Eu-Wau-Wau, Barroso suspendeu a desintrus\u00e3o, como \u00e9 chamada a retirada dos invasores por for\u00e7as policiais, e remeteu o assunto \u00e0 Comiss\u00e3o Nacional de Solu\u00e7\u00f5es Fundi\u00e1rias do CNJ. Alguns lotes do assentamento se sobrep\u00f5em \u00e0 \u00e1rea ind\u00edgena.<\/p>\n<p>O envio do caso para a comiss\u00e3o, no entanto, abriu espa\u00e7o para impedir a retirada de outros posseiros com \u00e1reas sobrepostas ao territ\u00f3rio tradicional. Para isso, parlamentares, prefeitos e advogados ressuscitaram dois pareceres produzidos pela Funai durante o governo Jair Bolsonaro que questionam os limites da \u00e1rea ind\u00edgena.\u00a0<\/p>\n<p>Os documentos, de 2020 e 2021, questionam a posi\u00e7\u00e3o dos marcos 25 e 26 \u2014 pontos f\u00edsicos da demarca\u00e7\u00e3o \u2014 e sugerem corre\u00e7\u00f5es no limite sudeste do territ\u00f3rio, na regi\u00e3o da Gleba Novo Destino, em Alvorada do Oeste.<\/p>\n<p>Segundo informa\u00e7\u00f5es da Funai, os documentos produzidos durante o governo Jair Bolsonaro \u2014 e citados por parlamentares ruralistas \u2014 n\u00e3o t\u00eam poder legal para alterar os limites da \u00e1rea demarcada. Segundo a Rep\u00f3rter Brasil apurou, os documentos nunca geraram qualquer mudan\u00e7a nas bases oficiais do governo federal nem deram origem a procedimento formal de revis\u00e3o territorial.<\/p>\n<p>Neste ano, a atual gest\u00e3o da Funai analisou o caso e emitiu uma nova Informa\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica, que refuta integralmente as conclus\u00f5es dos pareceres produzidos no governo Bolsonaro. A proposta de alterar a posi\u00e7\u00e3o do marco 26 sob o argumento de \u201ccorre\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica\u201d configuraria, na pr\u00e1tica, modifica\u00e7\u00e3o dos limites homologados da terra ind\u00edgena, o que n\u00e3o encontraria amparo legal.<\/p>\n<div data-elementor-type=\"section\" data-elementor-id=\"77670\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div data-id=\"17a659f\" data-element_type=\"container\" data-settings='{\"background_background\":\"classic\"}'>\n<div>\n<div data-id=\"386385d\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div>\n<h2>ASSINE NOSSA NEWSLETTER<\/h2>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"6546917\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"html.default\">\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"8c2e333\" data-element_type=\"widget\" data-settings='{\"button_width\":\"20\",\"step_next_label\":\"Next\",\"step_previous_label\":\"Previous\",\"button_width_mobile\":\"20\",\"step_type\":\"number_text\",\"step_icon_shape\":\"circle\"}' data-widget_type=\"form.default\">\n<div>\n<div>\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<label for=\"form-field-email\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\tEmail\t\t\t\t\t\t\t<\/label><\/p><\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t<button type=\"submit\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<i aria-hidden=\"true\"><\/i>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span>Submit<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t<\/button>\n\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<h2>Ruralistas e bolsonaristas questionam limites da Uru-Eu-Wau-Wau<\/h2>\n<p>Os dois pareceres da gest\u00e3o bolsonarista foram citados pelo senador Marcos Rog\u00e9rio (PL-RO) e por um advogado que representa fam\u00edlias da regi\u00e3o, durante audi\u00eancia da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos do Senado em 10 de dezembro. Ambos sustentaram que haveria \u201cerro de geolocaliza\u00e7\u00e3o\u201d e que a desintrus\u00e3o deveria ser suspensa tamb\u00e9m em outras \u00e1reas, como no PA (Projeto de Assentamento) D\u2019Jaru-Aru.<\/p>\n<p>Os documentos s\u00e3o a Informa\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica 102 de 2020, da Coordena\u00e7\u00e3o de Geoprocessamento da Funai, e a Informa\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica 12 de 2021, da Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Ind\u00edgenas Isolados e Rec\u00e9m Contatados.<\/p>\n<p>Ambos pareceres, segundo a gest\u00e3o atual da Funai, foram entregues pelo antigo presidente do \u00f3rg\u00e3o, Marcelo Xavier, para o senador Marcos Rog\u00e9rio. Em outubro, a Justi\u00e7a Federal do Amazonas condenou Xavier a dez anos de pris\u00e3o por pr\u00e1ticas ocorridas quando esteve \u00e0 frente do \u00f3rg\u00e3o. Xavier teria perseguido servidores e ind\u00edgenas com o objetivo de for\u00e7ar o licenciamento do Linh\u00e3o do Tucuru\u00ed.<\/p>\n<p>Em nota divulgada \u00e0 imprensa na \u00e9poca da condena\u00e7\u00e3o, a defesa de Xavier disse ter recebido a decis\u00e3o \u201ccom perplexidade e indigna\u00e7\u00e3o\u201d. Segundo o texto, os atos praticados pelo ex-presidente da Funai teriam sido realizados \u201cno estrito cumprimento do dever legal\u201d.  A nota informa ainda que a defesa confia no Judici\u00e1rio, e que recorreria da senten\u00e7a por entender que a decis\u00e3o \u201ccarece de elementos m\u00ednimos para a condena\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A partir dos pareceres da Funai, entidades ruralistas de Rond\u00f4nia passaram a afirmar que a \u00e1rea ocupada seria formada por \u201cprodutores com t\u00edtulo do Incra, e n\u00e3o invasores\u201d, e que parte dos limites da TI deveria ser revista.<\/p>\n<p>O senador Marcos Rog\u00e9rio e o advogado que representa fazendeiros acusados de invas\u00e3o repetiram esse argumento na audi\u00eancia do Senado ao defender que a presen\u00e7a de colonos seria antiga e respaldada pelo Estado, e que haveria conviv\u00eancia pac\u00edfica com os ind\u00edgenas.<\/p>\n<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img_5157-copiar.jpg\" alt=\"Painel com a imagem de Ari Uru-Eu-Wau-Wau, ind\u00edgena assassinado em abril de 2020 em Rond\u00f4nia, feito pelo artivista Mundano na lateral de um pr\u00e9dio na rua Quintino Bocai\u00fava, em S\u00e3o Paulo (Foto: Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil)\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img_5157-copiar.jpg 1024w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/img_5157-copiar-300x200.jpg 300w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/img_5157-copiar-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Painel com a imagem de Ari Uru-Eu-Wau-Wau, ind\u00edgena assassinado em abril de 2020 em Rond\u00f4nia, feito pelo artivista Mundano na lateral de um pr\u00e9dio na rua Quintino Bocai\u00fava, em S\u00e3o Paulo (Foto: Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lideran\u00e7as locais, contudo, discordam das afirma\u00e7\u00f5es. \u201cDocumento produzido no governo Bolsonaro n\u00e3o tem credibilidade nenhuma\u201d, diz a indigenista Neidinha Suru\u00ed, coordenadora da Associa\u00e7\u00e3o de Defesa Etnoambiental Kanind\u00e9. \u201cNaquele per\u00edodo, a pol\u00edtica oficial era n\u00e3o demarcar terras ind\u00edgenas e reduzir direitos. Esses pareceres fazem parte disso\u201d, afirma, em entrevista \u00e0 <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo ela, a narrativa constru\u00edda por pol\u00edticos de Rond\u00f4nia omite informa\u00e7\u00f5es essenciais: \u201cEles dizem que \u00e9 tudo pequeno produtor com t\u00edtulo, mas o pr\u00f3prio Incra reconhece que deu t\u00edtulo dentro da terra ind\u00edgena. Se reconhece que \u00e9 erro do governo, como agora querem que os \u00fanicos punidos sejam os ind\u00edgenas?\u201d<\/p>\n<p>Outro ponto destacado por ela \u00e9 que o debate ignora o preju\u00edzo sofrido pelos Uru-Eu-Wau-Wau.\u00a0\u201cNingu\u00e9m fala de quantos ind\u00edgenas perderam floresta, quantos animais foram mortos, quanta madeira foi tirada da TI para construir casas, cercas e currais. S\u00f3 falam da perda do produtor.\u201d<\/p>\n<p>Como o Estado reconhece que titulou \u00e1reas dentro da TI, ela defende que cabe ao poder p\u00fablico indenizar fam\u00edlias que t\u00eam direito e reassent\u00e1-las em \u00e1rea adequada. \u201cO que n\u00e3o pode \u00e9 negociar de modo que s\u00f3 os ind\u00edgenas sejam prejudicados. N\u00e3o foi erro ind\u00edgena.\u201d<\/p>\n<p>Outro ponto \u00e9 que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal considera nulos e sem efeito jur\u00eddico os atos de titula\u00e7\u00e3o, posse ou ocupa\u00e7\u00e3o de terras tradicionalmente ind\u00edgenas por terceiros, refor\u00e7ando que eventuais erros do Estado devem ser resolvidos com reassentamento ou indeniza\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o com a redu\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio ind\u00edgena.\u00a0<\/p>\n<h2>Ministra S\u00f4nia Guajajara contesta alega\u00e7\u00e3o de erro na demarca\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A titular do Minist\u00e9rio do Povos Ind\u00edgenas (MPI), S\u00f4nia Guajajara, tamb\u00e9m rebateu as alega\u00e7\u00f5es durante a audi\u00eancia no Senado. Ela apresentou dados hist\u00f3ricos e t\u00e9cnicos sobre a TI Uru-Eu-Wau-Wau. O territ\u00f3rio de 1,86 milh\u00e3o de hectares foi interditado em 1973, demarcado fisicamente em 1985 e homologado em 1991.<\/p>\n<p>A TI abriga o povo Uru-Eu-Wau-Wau, grupos de recente contato e povos isolados. Segundo o secret\u00e1rio de Direitos Territoriais do MPI, Marcos Kaingang, a Funai realizou seis estudos sobre a presen\u00e7a de povos isolados, tr\u00eas deles confirmat\u00f3rios.<\/p>\n<p>A ministra tamb\u00e9m apresentou dados da primeira fase da opera\u00e7\u00e3o de desintrus\u00e3o, que durou dois meses e foi conclu\u00edda em 8 de novembro. Foram 377 a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o, resultando em R$ 7,5 milh\u00f5es em preju\u00edzo a atividades ilegais.<\/p>\n<p>\u201cO MPI, a Funai, o Incra e os demais \u00f3rg\u00e3os est\u00e3o cumprindo uma ordem do Supremo Tribunal Federal em conson\u00e2ncia com a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988\u201d, afirmou a ministra. \u201cN\u00e3o estamos tratando apenas de n\u00fameros ou de linhas em um mapa. Estamos tratando da sobreviv\u00eancia de um povo que quase foi exterminado.\u201d<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/54976237271_f8a706f0ff_o.jpg\" alt=\"Ministra S\u00f4nia Guajajara durante audi\u00eancia na comiss\u00e3o de Direitos Humanos realizada no Senado, em 10 de dezembro (Foto: Carlos Moura\/Ag\u00eancia Senado)\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/54976237271_f8a706f0ff_o.jpg 1024w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/54976237271_f8a706f0ff_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/54976237271_f8a706f0ff_o-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Ministra S\u00f4nia Guajajara durante audi\u00eancia na comiss\u00e3o de Direitos Humanos realizada no Senado, em 10 de dezembro (Foto: Carlos Moura\/Ag\u00eancia Senado)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Guajajara citou ainda epis\u00f3dios de viol\u00eancia hist\u00f3rica documentados no filme \u201cNa Trilha dos Uru Eu Wau Wau\u201d (1990), de Adrian Cowell. Na obra, um seringueiro admite ter participado da morte de ind\u00edgenas, al\u00e9m de relatar o sequestro de uma mulher e de uma crian\u00e7a Uru-Eu-Wau-Wau, mantidas acorrentadas. \u201cEsse depoimento n\u00e3o \u00e9 um caso isolado. Ele mostra como, durante d\u00e9cadas, a viol\u00eancia contra os povos ind\u00edgenas foi naturalizada.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m do document\u00e1rio, a viol\u00eancia na regi\u00e3o representa o primeiro caso de genoc\u00eddio ind\u00edgena reconhecido pela Justi\u00e7a brasileira. Em 1994, o seringalista Manoel Lucindo Menezes foi condenado por ordenar o massacre de uma aldeia Uru-Eu-Wau-Wau no in\u00edcio dos anos 1980, epis\u00f3dio que resultou na morte de ao menos uma dezena de ind\u00edgenas, entre eles crian\u00e7as.<\/p>\n<p>De acordo com a senten\u00e7a, Lucindo teria armado um grupo de homens para atacar a aldeia em retalia\u00e7\u00e3o \u00e0 resist\u00eancia ind\u00edgena ao avan\u00e7o de frentes extrativistas no territ\u00f3rio. Embora condenado, ele n\u00e3o chegou a cumprir pena por estar em condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade considerada terminal. O caso \u00e9 citado por organiza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e indigenistas como marco da impunidade envolvendo as viol\u00eancias cometidas contra os Uru-Eu-Wau-Wau ao longo da expans\u00e3o econ\u00f4mica em Rond\u00f4nia.<\/p>\n<h2>Dados recentes mostram expans\u00e3o da pecu\u00e1ria e concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria<\/h2>\n<p>A \u00e1rea ocupada pela pecu\u00e1ria dentro da TI chegou a cerca de 48 mil hectares em 2022, segundo levantamento do MapBiomas apresentado ao STF.<\/p>\n<p>No PAD Burareiro, apenas 1,2% da \u00e1rea \u00e9 usada para lavouras, enquanto 74% est\u00e3o cobertos por pastagens. Estudos enviados ao STF identificaram 69 CARs (Cadastros Ambientais Rurais) dentro do assentamento, dos quais 12 t\u00eam \u00e1rea superior a quatro m\u00f3dulos fiscais e 17 pertencem a grupos familiares. Ao menos 14 titulares de CAR possuem outras 38 fazendas fora da TI, algumas com mais de 2.300 hectares.<\/p>\n<p>\u201cEsses n\u00fameros afastam de maneira inequ\u00edvoca a imagem de que estar\u00edamos lidando apenas com fam\u00edlias pobres, sem alternativa, em pequenas \u00e1reas de agricultura familiar\u201d, afirmou a ministra. \u201cA maioria da ocupa\u00e7\u00e3o irregular, segundo os pr\u00f3prios dados oficiais, tem perfil de grandes pecuaristas e de fazendeiros com patrim\u00f4nio consider\u00e1vel\u201d, disse.<\/p>\n<p>No caso do PA D\u2019Jaru-Aru, S\u00f4nia e a diretora de obten\u00e7\u00e3o de terras do Incra, Ma\u00edra Coracy Diniz, afirmaram que a pr\u00f3pria autarquia de terras p\u00fablicas reconheceu um erro hist\u00f3rico de demarca\u00e7\u00e3o f\u00edsica no assentamento, o que fez com que lotes avan\u00e7assem sobre a TI. Foram identificados 84 lotes sobrepostos. Apenas dez pertenciam aos benefici\u00e1rios originais da reforma agr\u00e1ria. As demais 74 ocupa\u00e7\u00f5es n\u00e3o constavam de nenhum cadastro oficial.<\/p>\n<p>Apesar das irregularidades, as notifica\u00e7\u00f5es enviadas pelo Incra para a sa\u00edda dos ocupantes tiveram efeitos suspensos, enquanto um grupo interministerial discute solu\u00e7\u00f5es. O \u00f3rg\u00e3o trabalha com tr\u00eas categorias: fam\u00edlias de agricultura familiar em situa\u00e7\u00e3o de boa-f\u00e9; ocupa\u00e7\u00f5es irregulares decorrentes de loteamentos; e propriedades voltadas \u00e0 pecu\u00e1ria extensiva.<\/p>\n<p>Procurado, o Incra informou que o levantamento mais recente sobre o PAD Burareiro \u00e9 de 2024 e que a situa\u00e7\u00e3o do PA D\u2019Jaru-Aru vem sendo acompanhada por equipes t\u00e9cnicas, com revis\u00f5es ocupacionais realizadas em setembro e outubro, incluindo di\u00e1logo com as fam\u00edlias e an\u00e1lise individual dos casos.<\/p>\n<p>A respeito da sobreposi\u00e7\u00e3o de lotes \u00e0 TI Uru-Eu-Wau-Wau, o \u00f3rg\u00e3o afirmou que eventuais erros t\u00e9cnicos cometidos no passado nos processos de titula\u00e7\u00e3o ser\u00e3o tratados conforme a legisla\u00e7\u00e3o vigente, sem detalhar a origem ou a extens\u00e3o desses problemas.<\/p>\n<p>O Incra tamb\u00e9m disse que atua em coopera\u00e7\u00e3o com outros \u00f3rg\u00e3os federais no cumprimento da ADPF 709 e que integrou a visita t\u00e9cnica coordenada pelo CNJ ao PAD Burareiro, fornecendo dados cadastrais e hist\u00f3rico do assentamento.\u00a0<\/p>\n<p>Durante a audi\u00eancia no Senado, o produtor Elias Soares, morador do PA D\u2019Jaru-Aru, afirmou que se sente adoecido ap\u00f3s a notifica\u00e7\u00e3o para deixar a \u00e1rea em 30 dias. Disse possuir escritura p\u00fablica e pagar impostos. \u201cEu pe\u00e7o \u00e0s autoridades que olhem para n\u00f3s com um olhar diferente de ser invasores. N\u00f3s n\u00e3o somos invasores\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O prefeito de Jaru (RO), Jeverson Lima (MDB), e o deputado estadual Luiz do Hospital (MDB) classificaram a retirada de fam\u00edlias como \u201ccovardia\u201d e falaram em \u201ctrauma psicol\u00f3gico\u201d.<\/p>\n<h2>Justi\u00e7a mant\u00e9m limites da TI e rejeita alega\u00e7\u00e3o de posse leg\u00edtima<\/h2>\n<p>Decis\u00f5es recentes refor\u00e7am a validade dos limites da TI Uru-Eu-Wau-Wau. A 2\u00aa Vara Federal de Ji-Paran\u00e1 (RO) indeferiu pedido de manuten\u00e7\u00e3o de posse de produtores notificados na regi\u00e3o dos marcos 25 e 26, afirmando inexistir posse leg\u00edtima sobre a \u00e1rea. Outro processo administrativo do Incra menciona a nulidade de t\u00edtulos incidentes sobre a TI e a necessidade de desocupa\u00e7\u00e3o gradual, conforme a ADPF 709.<\/p>\n<p>A ministra S\u00f4nia Guajajara descreveu como essas decis\u00f5es v\u00eam sendo aplicadas no campo. Em uma faixa de 324,21 hectares em torno dos marcos 25 e 26, cinco ocupantes foram notificados. Tr\u00eas retiraram o gado voluntariamente. Dois acionaram a Justi\u00e7a e perderam. Em 28 de outubro, duas estruturas foram desmontadas dentro da TI. Em um caso, apenas o curral localizado dentro da terra ind\u00edgena foi retirado. No outro, havia apenas estruturas vazias.<\/p>\n<p>\u201cEm tr\u00eas das cinco \u00e1reas notificadas, havia apenas o gado e o curral no interior da terra ind\u00edgena\u201d, disse. \u201cTratava-se de ocupa\u00e7\u00e3o voltada \u00e0 pecu\u00e1ria dentro de terra ind\u00edgena j\u00e1 homologada\u201d, complementou.<\/p>\n<p>Ao encerrar sua fala no Senado, S\u00f4nia Guajajara lembrou o impacto da omiss\u00e3o estatal sobre o povo Uru-Eu-Wau-Wau: \u201cOmiss\u00e3o do Estado custa vidas. Custou vidas ind\u00edgenas, custou vida de colonos, custou floresta e comprometeu rios, clima e tamb\u00e9m o futuro. Hoje, quase meio s\u00e9culo depois, n\u00f3s n\u00e3o temos o direito de repetir esse erro, nem por a\u00e7\u00e3o e nem por omiss\u00e3o.\u201d<\/p>\n<div data-elementor-type=\"container\" data-elementor-id=\"75228\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div data-id=\"5e8db1e6\" data-element_type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"36eb6c91\" data-element_type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"6f52f515\" data-element_type=\"container\">\n<div data-id=\"65d9f401\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"divider.default\">\n<div>\n<div>\n\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"134a1245\" data-element_type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"10fe55fe\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div>\n<p>Leia tamb\u00e9m<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"3c9495ae\" data-element_type=\"widget\" data-settings='{\"template_id\":\"75221\",\"columns\":1,\"row_gap\":{\"unit\":\"px\",\"size\":10,\"sizes\":[]},\"_skin\":\"post\",\"columns_tablet\":\"2\",\"columns_mobile\":\"1\",\"edit_handle_selector\":\"[data-elementor-type=\"loop-item\"]\",\"row_gap_tablet\":{\"unit\":\"px\",\"size\":\"\",\"sizes\":[]},\"row_gap_mobile\":{\"unit\":\"px\",\"size\":\"\",\"sizes\":[]}}' data-widget_type=\"loop-grid.post\">\n<div>\n<div>\n\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p>\n<p>The post Ruralistas usam atos da Funai sob Bolsonaro para manter invasores de terra ind\u00edgena em RO appeared first on Rep\u00f3rter Brasil.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/pesquisa-aponta-que-70-dos-brasileiros-apoiam-o-fim-da-escala-6x1\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/O-movimento-Vida-Alem-do-Trabalho-VAT-defende-o-fim-da-escala-6x1-Divulgacao-VAT-150x150.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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segundo \u00f3rg\u00e3o indigenista, no entanto, documentos n\u00e3o t\u00eam poder legal para alterar os limites da \u00e1rea demarcada<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2026\/01\/ruralistas-atos-funai-bolsonaro-manter-invasores-terra-indigena\/\">Ruralistas usam atos da Funai sob Bolsonaro para manter invasores de terra ind\u00edgena em RO<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/\">Rep\u00f3rter Brasil<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":69448,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[13690,109,1390,5879,761,5799,946,3688],"tags":[],"class_list":["post-69447","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-_destaque-da-home-1","category-amazonia","category-bolsonaro","category-conteudo-original-em-portugues","category-indigenas","category-reportagens","category-rondonia","category-ruralistas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69447","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=69447"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69447\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/69448"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=69447"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=69447"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=69447"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}