{"id":70220,"date":"2026-01-13T04:00:00","date_gmt":"2026-01-13T07:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/justica-climatica-como-crise-ambiental-fez-governos-e-empresas-sentarem-no-banco-dos-reus\/"},"modified":"2026-01-13T04:00:00","modified_gmt":"2026-01-13T07:00:00","slug":"justica-climatica-como-crise-ambiental-fez-governos-e-empresas-sentarem-no-banco-dos-reus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/justica-climatica-como-crise-ambiental-fez-governos-e-empresas-sentarem-no-banco-dos-reus\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a clim\u00e1tica: Como crise ambiental fez governos e empresas sentarem no banco dos r\u00e9us"},"content":{"rendered":"<p>Assim que Mauricio Terena come\u00e7ou a trabalhar em um projeto com os Tenharim, lideran\u00e7as do povo ind\u00edgena falaram do problema das crescentes invas\u00f5es que assolam o territ\u00f3rio, localizado \u00e0s margens da rodovia Transamaz\u00f4nica, no sul do Amazonas. Elas estavam insatisfeitas, porque n\u00e3o havia previs\u00e3o de nenhuma opera\u00e7\u00e3o do governo federal para retirar madeireiros, garimpeiros e ocupantes ilegais da Terra Ind\u00edgena (TI) Tenharim Marmelos. As lideran\u00e7as sabiam: se nada fosse feito, a situa\u00e7\u00e3o iria piorar.\u00a0<\/p>\n<p>Advogado ind\u00edgena que conseguiu obrigar judicialmente o governo federal a realizar opera\u00e7\u00f5es de desintrus\u00e3o em terras ind\u00edgenas, quando atuava na Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (Apib), Terena passou a se perguntar qual seria a melhor estrat\u00e9gia. O estrago das invas\u00f5es era grande. Mais de 4 mil hectares foram desmatados na TI Tenharim Marmelos at\u00e9 2024, provocando uma emiss\u00e3o de 21 mil toneladas de gases do efeito estufa. Ent\u00e3o, ele se viu diante de um caso que iria al\u00e9m de uma desintrus\u00e3o: um lit\u00edgio clim\u00e1tico.<\/p>\n<div>\n<div>\n<h2>Por que isso importa?<\/h2>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<ul>\n<li>Obriga\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 prote\u00e7\u00e3o ambiental e ao combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas deixaram de setorizadas ou meros discursos e o mundo jur\u00eddico internacional reage no sentido de responsabilizar governos e empresas pelos impactos em nosso futuro.<\/li>\n<li>Identificar casos de litig\u00e2ncia clim\u00e1tica ajuda na frente da preserva\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m na prote\u00e7\u00e3o de direitos humanos de povos em situa\u00e7\u00f5es similares, no pa\u00eds e fora dele.<\/li>\n<\/ul><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>\u201cA gente diferenciou o dano de um mero dano ambiental ao quantificar quanto carbono \u00e9 emitido com o desmatamento e mostrar como isso impacta o territ\u00f3rio\u201d, conta Terena \u00e0 <strong>Ag\u00eancia P\u00fablica<\/strong>. <span>Esse foi o argumento de uma a\u00e7\u00e3o judicial in\u00e9dita que colocou as invas\u00f5es e o desmatamento no territ\u00f3rio n\u00e3o s\u00f3 como uma viola\u00e7\u00e3o estrutural dos direitos ind\u00edgenas, mas tamb\u00e9m como danos clim\u00e1ticos<\/span>, e solicitava \u00e0 Justi\u00e7a Federal no Amazonas que obrigasse Uni\u00e3o, Funai e Ibama a apresentarem um plano emergencial para atender a comunidade e promover a desintrus\u00e3o. Em novembro de 2025, o pedido foi atendido e o prazo, de 90 dias, j\u00e1 come\u00e7ou a ser contado.<\/p>\n<p>Como Terena e os Tenharim, cada vez mais organiza\u00e7\u00f5es e pessoas ao redor do mundo t\u00eam recorrido aos tribunais para enfrentar a crise clim\u00e1tica. Diante da lentid\u00e3o dos governos em reduzir as emiss\u00f5es dos gases do efeito estufa, a litig\u00e2ncia clim\u00e1tica tem sido empregada como uma estrat\u00e9gia para for\u00e7ar os pa\u00edses a agirem, de desintrus\u00f5es \u00e0 revis\u00e3o de planos clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 um caso em que uma comunidade ind\u00edgena, por meio de uma organiza\u00e7\u00e3o ind\u00edgena e de um advogado ind\u00edgena constr\u00f3i essa incid\u00eancia, que tem uma repercuss\u00e3o local e deixa sua contribui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para o cen\u00e1rio nacional de uma perspectiva clim\u00e1tica ind\u00edgena. Trabalhamos com marcos legais do direito ind\u00edgena brasileiro fazendo a conex\u00e3o com o direito clim\u00e1tico\u201d, afirma Terena.\u00a0<\/p>\n<p>Essa conex\u00e3o foi reconhecida pela ju\u00edza federal Mara Elisa Andrade, que escreveu em sua decis\u00e3o: \u201cAs invas\u00f5es, desmatamentos, inc\u00eandios, explora\u00e7\u00e3o madeireira e agropecu\u00e1ria, e ocupa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o ind\u00edgenas Terra Ind\u00edgena Tenharim Marmelos e Tenharim Marmelos (Gleba B) trazem a marca da injusti\u00e7a clim\u00e1tica imposta \u00e0s comunidades ind\u00edgenas, evidenciando a transversalidade de tais conflitos com os Direitos Ind\u00edgenas, Direito Ambiental e Direito das Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas\u201d.<\/p>\n<h2><strong>3Qs para entender a litig\u00e2ncia clim\u00e1tica<\/strong><\/h2>\n<div>\n<div>\n<div data-id=\"0\">\n<div>Quando<\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"1\">\n<div>Quem<\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"2\">\n<div>O que<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>\t\t\t<!--\n\t\t\t\n\n<div class=\"row justify-content-center d-none d-md-flex\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\n<div class=\"trigger title-wrap small col-4 col-md-2 mb-3 text-center active\" data-id=\"0\">\n\t\t\t\t\t\t\tQuando\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\n\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\n<div class=\"trigger title-wrap small col-4 col-md-2 mb-3 text-center\" data-id=\"1\">\n\t\t\t\t\t\t\tQuem\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\n\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\n<div class=\"trigger title-wrap small col-4 col-md-2 mb-3 text-center\" data-id=\"2\">\n\t\t\t\t\t\t\tO que\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\n\n\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t<\/div>\n\n\n\t\t\t--><\/p>\n<div>\n<div>\n<div data-id=\"0\">\n<div>\n<h6><strong>Quando<\/strong><\/h6>\n<p>Processos comuns tratam de danos ambientais e comunit\u00e1rios. A litig\u00e2ncia clim\u00e1tica foca a\u00e7\u00f5es contra pol\u00edticas e compromissos do clima, com impactos coletivos, buscando responsabilizar ou ajustar respostas de governos e empresas \u00e0 crise clim\u00e1tica.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div data-id=\"1\">\n<div>\n<h6><strong>Quem<\/strong><\/h6>\n<p>Organiza\u00e7\u00f5es ambientalistas e grupos vulner\u00e1veis recorrem ao Judici\u00e1rio para garantir direitos e repara\u00e7\u00e3o de danos, em casos que v\u00e3o de idosas na Su\u00ed\u00e7a a jovens na Coreia do Sul e Col\u00f4mbia, al\u00e9m de povos ind\u00edgenas do Brasil e da Oceania.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div data-id=\"2\">\n<div>\n<h6><strong>O que<\/strong><\/h6>\n<p>Decis\u00f5es de litig\u00e2ncia clim\u00e1tica afetam pol\u00edticas p\u00fablicas e planos de governo. O Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas reconhece que esses lit\u00edgios influenciam resultados e a ambi\u00e7\u00e3o da governan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<h2><strong>Tribunais internacionais levam litig\u00e2ncia a novo patamar<\/strong><\/h2>\n<p>Desde 2015, ano em que pela primeira vez no mundo uma decis\u00e3o judicial obrigou um governo a aumentar sua meta de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, quase 3 mil a\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas foram protocoladas a n\u00edvel global, segundo a organiza\u00e7\u00e3o holandesa Climate Litigation Network. E a perspectiva \u00e9 que esse n\u00famero aumente, depois que dois importantes tribunais internacionais se manifestaram sobre o assunto em 2025.<\/p>\n<p>Em julho, a Corte Interamericana de Direitos Humanos reconheceu que os estados t\u00eam v\u00e1rias obriga\u00e7\u00f5es para proteger os direitos humanos em meio \u00e0 crise clim\u00e1tica. <span>Foi a primeira vez que um tribunal internacional abordou as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas como um problema estrutural para a garantia dos direitos humanos.<\/span><\/p>\n<figure data-wp-context='{\"imageId\":\"6965f535461d3\"}' data-wp-interactive=\"core\/image\" data-wp-key=\"6965f535461d3\"><button type=\"button\" aria-haspopup=\"dialog\" aria-label=\"Ampliar\" data-wp-init=\"callbacks.initTriggerButton\" data-wp-on--click=\"actions.showLightbox\" data-wp-style--right=\"state.imageButtonRight\" data-wp-style--top=\"state.imageButtonTop\"><br \/>\n\t\t\t<svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"12\" height=\"12\" fill=\"none\" viewbox=\"0 0 12 12\">\n\t\t\t\t<path fill=\"#fff\" d=\"M2 0a2 2 0 0 0-2 2v2h1.5V2a.5.5 0 0 1 .5-.5h2V0H2Zm2 10.5H2a.5.5 0 0 1-.5-.5V8H0v2a2 2 0 0 0 2 2h2v-1.5ZM8 12v-1.5h2a.5.5 0 0 0 .5-.5V8H12v2a2 2 0 0 1-2 2H8Zm2-12a2 2 0 0 1 2 2v2h-1.5V2a.5.5 0 0 0-.5-.5H8V0h2Z\"><\/path>\n\t\t\t<\/svg><br \/>\n\t\t<\/button><figcaption><em>Obriga\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses quanto \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o dos oceanos j\u00e1 era realidade jur\u00eddica desde 2024. Em 2025, cortes internacionais se somaram ao atribuir a governos a obriga\u00e7\u00e3o de enfrentar mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Semanas depois, foi a vez da Corte Internacional de Justi\u00e7a (CIJ), principal \u00f3rg\u00e3o judici\u00e1rio da ONU, afirmar que os pa\u00edses t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o perante a legisla\u00e7\u00e3o internacional de prevenir e combater as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas com o m\u00e1ximo de ambi\u00e7\u00e3o para limitar o aquecimento do Planeta a 1,5\u00ba C, acima dos n\u00edveis industriais. O limite foi estabelecido pelo Acordo de Paris, mas ci\u00eancia e ONU j\u00e1 admitem que deve ser ultrapassado.<\/p>\n<p>Os posicionamentos hist\u00f3ricos das cortes se somam ao parecer do Tribunal Internacional de Direito do Mar, de 2024, que atribui aos Estados a obriga\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o dos oceanos. <span>As decis\u00f5es prometem colocar a litig\u00e2ncia clim\u00e1tica internacional em um novo patamar ao pressionar os pa\u00edses (e empresas) a cumprir promessas e tomar medidas concretas para frear o aquecimento global.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Segundo a Climate Litigation Network, a resolu\u00e7\u00e3o de mais de 40 casos de ampla repercuss\u00e3o \u00e9 esperada para 2026 em pa\u00edses como \u00c1ustria, B\u00e9lgica, Fran\u00e7a, Espanha, It\u00e1lia, Nova Zel\u00e2ndia, Taiwan e Coreia do Sul.\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<p>\u201cEm 2015, nossos governos prometeram a todos n\u00f3s que eles iriam nos proteger contra as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e fazer os melhores esfor\u00e7os para limitar o aumento da temperatura a 1,5\u00baC. Sob o Acordo de Paris, os pa\u00edses determinam suas pr\u00f3prias metas para isso, mas o acordo n\u00e3o possui um sistema para testar se cada meta nacional \u00e9 suficiente e justa para o objetivo coletivo. \u00c9 a\u00ed que entra a litig\u00e2ncia clim\u00e1tica\u201d, explica a co-diretora da Climate Litigation Network Lucy Maxwell.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cAo longo da \u00faltima d\u00e9cada, as pessoas t\u00eam usado os tribunais para construir essa estrutura de responsabiliza\u00e7\u00e3o desde a base. <span>O Acordo de Paris \u00e9 parte de um mecanismo mais amplo de responsabilizar os grandes poluidores. Ele n\u00e3o pode \u2013 e nunca foi desenhado para \u2013 ser o \u00fanico processo para frear as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. O que temos visto nos \u00faltimos dez anos \u00e9 um dever moral se tornar uma obriga\u00e7\u00e3o legal\u201d<\/span>, completa.<\/p>\n<p>Para Maxwell, os tribunais internacionais passaram uma mesma mensagem: governos possuem obriga\u00e7\u00f5es legais de proteger as popula\u00e7\u00f5es contra as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas por meio de metas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es justas e baseadas na melhor ci\u00eancia dispon\u00edvel \u2013 o que inclui os conhecimentos de povos tradicionais. N\u00e3o \u00e9 pouca coisa.\u00a0<\/p>\n<figure data-wp-context='{\"imageId\":\"6965f53546655\"}' data-wp-interactive=\"core\/image\" data-wp-key=\"6965f53546655\"><button type=\"button\" aria-haspopup=\"dialog\" aria-label=\"Ampliar\" data-wp-init=\"callbacks.initTriggerButton\" data-wp-on--click=\"actions.showLightbox\" data-wp-style--right=\"state.imageButtonRight\" data-wp-style--top=\"state.imageButtonTop\"><br \/>\n\t\t\t<svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"12\" height=\"12\" fill=\"none\" viewbox=\"0 0 12 12\">\n\t\t\t\t<path fill=\"#fff\" d=\"M2 0a2 2 0 0 0-2 2v2h1.5V2a.5.5 0 0 1 .5-.5h2V0H2Zm2 10.5H2a.5.5 0 0 1-.5-.5V8H0v2a2 2 0 0 0 2 2h2v-1.5ZM8 12v-1.5h2a.5.5 0 0 0 .5-.5V8H12v2a2 2 0 0 1-2 2H8Zm2-12a2 2 0 0 1 2 2v2h-1.5V2a.5.5 0 0 0-.5-.5H8V0h2Z\"><\/path>\n\t\t\t<\/svg><br \/>\n\t\t<\/button><figcaption><em>Representantes do grupo de senhoras, que processou o governo da Su\u00ed\u00e7a argumentando que a ina\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica era uma viola\u00e7\u00e3o de seus direitos humanos, participam de audi\u00eancia no Tribunal Europeu de Direitos Humanos<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cQuando falamos em opini\u00e3o consultiva pode parecer algo alheio a nossa realidade, mas outras opini\u00f5es j\u00e1 foram usadas como fonte de direitos e de obriga\u00e7\u00f5es pelo Supremo Tribunal Federal, como na discuss\u00e3o da lei de Imprensa e de liberdade de express\u00e3o\u201d, explica a co-diretora para o Brasil e o Cone Sul do Centro pela Justi\u00e7a e o Direito Internacional (CEJIL) Helena de Souza Rocha.<\/p>\n<p>Segundo Rocha, os posicionamentos dos tribunais internacionais foram fundamentais para estabelecer par\u00e2metros m\u00ednimos comuns de obriga\u00e7\u00f5es. Anteriormente, alguns tribunais nacionais j\u00e1 tinham tomado decis\u00f5es nesse sentido. Muitos Estados argumentavam que seriam livres para agir, ou n\u00e3o, contra as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, ou seja, que se tratava de uma decis\u00e3o pol\u00edtica. Agora, esses argumentos ter\u00e3o ainda mais dificuldade de serem aceitos pelas altas cortes.\u00a0\u00a0<\/p>\n<figure data-wp-context='{\"imageId\":\"6965f535469a0\"}' data-wp-interactive=\"core\/image\" data-wp-key=\"6965f535469a0\"><button type=\"button\" aria-haspopup=\"dialog\" aria-label=\"Ampliar\" data-wp-init=\"callbacks.initTriggerButton\" data-wp-on--click=\"actions.showLightbox\" data-wp-style--right=\"state.imageButtonRight\" data-wp-style--top=\"state.imageButtonTop\"><br \/>\n\t\t\t<svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"12\" height=\"12\" fill=\"none\" viewbox=\"0 0 12 12\">\n\t\t\t\t<path fill=\"#fff\" d=\"M2 0a2 2 0 0 0-2 2v2h1.5V2a.5.5 0 0 1 .5-.5h2V0H2Zm2 10.5H2a.5.5 0 0 1-.5-.5V8H0v2a2 2 0 0 0 2 2h2v-1.5ZM8 12v-1.5h2a.5.5 0 0 0 .5-.5V8H12v2a2 2 0 0 1-2 2H8Zm2-12a2 2 0 0 1 2 2v2h-1.5V2a.5.5 0 0 0-.5-.5H8V0h2Z\"><\/path>\n\t\t\t<\/svg><br \/>\n\t\t<\/button><figcaption>Corte Interamericana de Direitos Humanos j\u00e1 reconheceu o direito universal a ambiente e clima sadios, posicionamento que muda o jogo para lit\u00edgios clim\u00e1ticos<\/figcaption><\/figure>\n<h2><strong>Obriga\u00e7\u00e3o x escolha: lit\u00edgios clim\u00e1ticos estabelecem refer\u00eancias no mundo<\/strong><\/h2>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o de par\u00e2metros m\u00ednimos de combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas foi poss\u00edvel ap\u00f3s mais de 100 casos \u201cestruturais\u201d levados a tribunais em v\u00e1rios pa\u00edses, incluindo o Brasil. A primeira a\u00e7\u00e3o emblem\u00e1tica nesse cen\u00e1rio foi o caso Urgenda. Em 2015, o Tribunal Distrital de Haia concordou que o governo holand\u00eas deveria ampliar o corte de emiss\u00f5es para 25% at\u00e9 2020. O caso foi levado at\u00e9 a Suprema Corte, onde foi confirmado e o objetivo acabou atingido. O caso Urgenda rapidamente se tornou um marco internacional e inspirou a\u00e7\u00f5es judiciais ao redor do mundo.\u00a0<\/p>\n<p><span>\u201cAt\u00e9 ent\u00e3o, a crise clim\u00e1tica estava sendo tratada s\u00f3 como uma quest\u00e3o pol\u00edtica, com promessas pol\u00edticas e compromissos pol\u00edticos. A partir do caso Urgenda, se busca como formar um argumento para transformar essas promessas em pr\u00e1tica, se busca no direito internacional quais normas poderiam fazer isso.<\/span> Urgenda foi muito inovador, porque n\u00e3o t\u00ednhamos o arcabou\u00e7o legal que temos agora\u201d, explicou a advogada s\u00eanior da Associa\u00e7\u00e3o Interamericana para Defesa do Ambiente (AIDA) Marcella Ribeiro.<\/p>\n<p>Grande parte da constru\u00e7\u00e3o desse arcabou\u00e7o se baseou na conex\u00e3o entre a crise clim\u00e1tica e a viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos. Essa rela\u00e7\u00e3o, que pode parecer \u00f3bvia hoje, levou anos para ser constru\u00edda e reconhecida no direito internacional. A Corte Interamericana de Direitos Humanos, por exemplo, afirmou que todos possuem direito a um meio ambiente sadio, o que inclui um clima que tamb\u00e9m seja sadio. Para Ribeiro, foi essa conex\u00e3o que possibilitou transformar uma discuss\u00e3o pol\u00edtica internacional, desconectada da realidade das comunidades, em um problema sobre o qual elas passaram a ter ag\u00eancia.\u00a0<\/p>\n<figure data-wp-context='{\"imageId\":\"6965f53546d17\"}' data-wp-interactive=\"core\/image\" data-wp-key=\"6965f53546d17\"><button type=\"button\" aria-haspopup=\"dialog\" aria-label=\"Ampliar\" data-wp-init=\"callbacks.initTriggerButton\" data-wp-on--click=\"actions.showLightbox\" data-wp-style--right=\"state.imageButtonRight\" data-wp-style--top=\"state.imageButtonTop\"><br \/>\n\t\t\t<svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"12\" height=\"12\" fill=\"none\" viewbox=\"0 0 12 12\">\n\t\t\t\t<path fill=\"#fff\" d=\"M2 0a2 2 0 0 0-2 2v2h1.5V2a.5.5 0 0 1 .5-.5h2V0H2Zm2 10.5H2a.5.5 0 0 1-.5-.5V8H0v2a2 2 0 0 0 2 2h2v-1.5ZM8 12v-1.5h2a.5.5 0 0 0 .5-.5V8H12v2a2 2 0 0 1-2 2H8Zm2-12a2 2 0 0 1 2 2v2h-1.5V2a.5.5 0 0 0-.5-.5H8V0h2Z\"><\/path>\n\t\t\t<\/svg><br \/>\n\t\t<\/button><figcaption>Grupo de mulheres idosas da Su\u00ed\u00e7a colocou um \u201cband-aid\u201d gigante em um glaciar do pa\u00eds que est\u00e1 derretendo em protesto contra a ina\u00e7\u00e3o do governo, em 2022<\/figcaption><\/figure>\n<p>Pessoas afetadas por eventos clim\u00e1ticos extremos, como inunda\u00e7\u00f5es, secas e inc\u00eandios, e por danos clim\u00e1ticos, como as altera\u00e7\u00f5es no meio ambiente provocadas pelo desmatamento, passaram a ter a possibilidade de exigir, na Justi\u00e7a, que seus governos enfrentem esses problemas e suas causas, inclusive para proteger os direitos das futuras gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 2020, por exemplo, um grupo de 19 jovens ativistas da Coreia do Sul processou o governo com o argumento de que o plano clim\u00e1tico do pa\u00eds violava seus direitos ao n\u00e3o prever metas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es para o per\u00edodo entre 2031 e 2049 o que, segundo eles, colocaria um fardo maior sobre as gera\u00e7\u00f5es futuras. Em 2024, o tribunal superior coreano concordou e exigiu novas metas intermedi\u00e1rias. \u201cEsse caso foi a primeira vit\u00f3ria na \u00c1sia relacionada \u00e0 ambi\u00e7\u00e3o. Ele mostra que as pessoas podem usar a lei para enfrentar a crise clim\u00e1tica na regi\u00e3o\u201d, disse Borim Kim, um dos autores da a\u00e7\u00e3o, \u00e0 Climate Action Network.<\/p>\n<figure data-wp-context='{\"imageId\":\"6965f5354701b\"}' data-wp-interactive=\"core\/image\" data-wp-key=\"6965f5354701b\"><button type=\"button\" aria-haspopup=\"dialog\" aria-label=\"Ampliar\" data-wp-init=\"callbacks.initTriggerButton\" data-wp-on--click=\"actions.showLightbox\" data-wp-style--right=\"state.imageButtonRight\" data-wp-style--top=\"state.imageButtonTop\"><br \/>\n\t\t\t<svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"12\" height=\"12\" fill=\"none\" viewbox=\"0 0 12 12\">\n\t\t\t\t<path fill=\"#fff\" d=\"M2 0a2 2 0 0 0-2 2v2h1.5V2a.5.5 0 0 1 .5-.5h2V0H2Zm2 10.5H2a.5.5 0 0 1-.5-.5V8H0v2a2 2 0 0 0 2 2h2v-1.5ZM8 12v-1.5h2a.5.5 0 0 0 .5-.5V8H12v2a2 2 0 0 1-2 2H8Zm2-12a2 2 0 0 1 2 2v2h-1.5V2a.5.5 0 0 0-.5-.5H8V0h2Z\"><\/path>\n\t\t\t<\/svg><br \/>\n\t\t<\/button><figcaption>Caso emblem\u00e1tico do Brasil, referenciado em casos internacionais, promoveu o descongelamento do Fundo Clima por decis\u00e3o do STF durante o governo Bolsonaro<\/figcaption><\/figure>\n<p>No Brasil, em 2022, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal formou maioria para proibir o contingenciamento dos recursos do Fundo Clima. O fundo, cujo objetivo \u00e9 financiar medidas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, ficou inoperante nos primeiros anos do governo Bolsonaro, o que levou \u00e0 uma a\u00e7\u00e3o no STF, proposta por quatro partidos (PSB, PSOL, PT e Rede). Na ocasi\u00e3o, o fundo foi descongelado ap\u00f3s os ministros entenderem que n\u00e3o existe a possibilidade de o estado brasileiro \u201csimplesmente omitir-se no combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d.\u00a0<\/p>\n<p><span>Ao longo dos \u00faltimos dez anos, essas e outras decis\u00f5es foram construindo um arcabou\u00e7o legal internacional que estabeleceu que os governos t\u00eam obriga\u00e7\u00e3o de prevenir as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/span>, precisam agir individualmente no esfor\u00e7o global de limitar o aquecimento global, devem proteger as gera\u00e7\u00f5es futuras com planos clim\u00e1ticos justos e realiz\u00e1veis e, ainda, que suas promessas t\u00eam que traduzir em a\u00e7\u00f5es concretas robustas contra a crise do clima.<\/p>\n<figure data-wp-context='{\"imageId\":\"6965f53547326\"}' data-wp-interactive=\"core\/image\" data-wp-key=\"6965f53547326\"><button type=\"button\" aria-haspopup=\"dialog\" aria-label=\"Ampliar\" data-wp-init=\"callbacks.initTriggerButton\" data-wp-on--click=\"actions.showLightbox\" data-wp-style--right=\"state.imageButtonRight\" data-wp-style--top=\"state.imageButtonTop\"><br \/>\n\t\t\t<svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"12\" height=\"12\" fill=\"none\" viewbox=\"0 0 12 12\">\n\t\t\t\t<path fill=\"#fff\" d=\"M2 0a2 2 0 0 0-2 2v2h1.5V2a.5.5 0 0 1 .5-.5h2V0H2Zm2 10.5H2a.5.5 0 0 1-.5-.5V8H0v2a2 2 0 0 0 2 2h2v-1.5ZM8 12v-1.5h2a.5.5 0 0 0 .5-.5V8H12v2a2 2 0 0 1-2 2H8Zm2-12a2 2 0 0 1 2 2v2h-1.5V2a.5.5 0 0 0-.5-.5H8V0h2Z\"><\/path>\n\t\t\t<\/svg><br \/>\n\t\t<\/button><figcaption><em>Desfechos em 2026 podem multiplicar a\u00e7\u00f5es contra empresas responsabilizadas por mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, em vez de limitar repara\u00e7\u00f5es a governos. Exemplo \u00e9 o caso de agricultores paquistaneses que moveram a\u00e7\u00e3o contra a alem\u00e3 RWE, em busca de repara\u00e7\u00e3o. Na imagem, sede da companhia em Essen<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h2><strong>Banco dos r\u00e9us tamb\u00e9m reservado a empresas<\/strong><\/h2>\n<p><span>Al\u00e9m do aumento de lit\u00edgios clim\u00e1ticos, uma tend\u00eancia esperada pelas organiza\u00e7\u00f5es e especialistas que acompanham o tema \u00e9 a maior quantidade de a\u00e7\u00f5es judiciais para responsabilizar empresas e exigir repara\u00e7\u00f5es.<\/span> Dezenas delas j\u00e1 est\u00e3o tramitando em tribunais na Europa, \u00c1sia e Oceania, como por exemplo, a petroleira Shell no Reino Unido, processada em outubro de 2025 por v\u00edtimas de um tuf\u00e3o na Filipinas, e a empresa de energia alem\u00e3 RWE, alvo de a\u00e7\u00e3o movida por agricultores do Paquist\u00e3o.<\/p>\n<p>A briga contra as empresas, por\u00e9m, \u00e9 mais dif\u00edcil, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 um tratado internacional assinado por elas, como \u00e9 o caso para os governos nacionais, e os tribunais t\u00eam mais dificuldade de estipular obriga\u00e7\u00f5es para empresas privadas. Um exemplo aconteceu tamb\u00e9m na Holanda.\u00a0<\/p>\n<p>Em 2021, um tribunal do pa\u00eds determinou que a Shell reduzisse suas emiss\u00f5es globais em 45% at\u00e9 2030, na primeira vez que uma ordem espec\u00edfica de corte de emiss\u00f5es foi estipulada para uma empresa. Tr\u00eas anos depois, por\u00e9m, um tribunal superior reverteu a decis\u00e3o por entender que n\u00e3o podia determinar o n\u00edvel de redu\u00e7\u00e3o exigido de uma empresa como a Shell. Ainda assim, a corte reconheceu que empresas tamb\u00e9m t\u00eam responsabilidade em atingir as metas do Acordo de Paris.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cTodo mundo est\u00e1 elaborando casos para submeter. Acredito que em 2026 j\u00e1 vamos ter resultados. Existe uma expectativa de como os tribunais v\u00e3o responder. Os par\u00e2metros s\u00e3o muito ambiciosos, colocam quais s\u00e3o as obriga\u00e7\u00f5es dos Estados, at\u00e9 em rela\u00e7\u00e3o a empresas, demandam dilig\u00eancias mais refor\u00e7adas para alguns grupos sociais. O que significa que vamos poder exigir mais em alguns contextos\u201d, afirma Marcella Ribeiro, advogada da AIDA.<\/p>\n<p>O advogado ind\u00edgena Mauricio Terena compartilha dessa expectativa. \u201cQuando a Corte Internacional de Justi\u00e7a emite um parecer reconhecendo e fortalecendo os lit\u00edgios clim\u00e1ticos, isso vai ganhando uma camada de legitimidade pol\u00edtica e t\u00e9cnica, que vai refor\u00e7ando que essa deve ser uma estrat\u00e9gia dos movimentos e comunidades afetadas\u201d, conclui.\u00a0<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/enem-2024-saiba-como-acessar-o-sisu-prouni-e-fies\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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