{"id":70659,"date":"2026-01-15T21:44:03","date_gmt":"2026-01-16T00:44:03","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/uma-batalha-que-nao-termina-cinema-imigracao-e-o-espelho-do-agora\/"},"modified":"2026-01-15T21:44:03","modified_gmt":"2026-01-16T00:44:03","slug":"uma-batalha-que-nao-termina-cinema-imigracao-e-o-espelho-do-agora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/uma-batalha-que-nao-termina-cinema-imigracao-e-o-espelho-do-agora\/","title":{"rendered":"Uma batalha que n\u00e3o termina: cinema, imigra\u00e7\u00e3o e o espelho do agora"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"554\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/gwn5zktxqae2p1j-2048x1107-1.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/gwn5zktxqae2p1j-1024x554.jpg 1024w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/gwn5zktxqae2p1j-300x162.jpg 300w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/gwn5zktxqae2p1j-768x415.jpg 768w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/gwn5zktxqae2p1j-1536x830.jpg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/gwn5zktxqae2p1j-2048x1107-1.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/p>\n<p>H\u00e1 filmes que pedem dist\u00e2ncia hist\u00f3rica;\u00a0<em>Uma Batalha Ap\u00f3s a Outra<\/em>\u00a0exige o oposto. Desde a sequ\u00eancia inicial em um centro de deten\u00e7\u00e3o de imigrantes, o espectador n\u00e3o assiste: reconhece. As jaulas, os corpos controlados, o aparato repressivo e a linguagem burocr\u00e1tica da viol\u00eancia remetem imediatamente \u00e0s imagens recentes da pol\u00edtica migrat\u00f3ria dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Em tempos em que o Congresso norte-americano debate leis que criminalizam migrantes e o presidente Trump promete \u201climpar as ruas\u201d com tropas federais, o filme chega como um soco no est\u00f4mago da consci\u00eancia coletiva. Ambientado entre os anos 2000 e 2016 \u2014 mas filmado como se fosse hoje \u2014, o longa de Paul Thomas Anderson n\u00e3o se contenta em \u201cacompanhar o momento\u201d. Ele o antecipa, o denuncia e o desmonta. Anderson n\u00e3o constr\u00f3i alegorias sutis. Ele come\u00e7a no nervo exposto do presente, ainda que recorra a um recuo temporal de 16 anos. O passado, aqui, n\u00e3o \u00e9 mem\u00f3ria: \u00e9 pren\u00fancio.<\/p>\n<p>A cena de abertura, em que militantes libertam presos de um centro de deten\u00e7\u00e3o na fronteira, n\u00e3o \u00e9 fic\u00e7\u00e3o dist\u00f3pica. \u00c9 mem\u00f3ria recente: basta lembrar das jaulas de crian\u00e7as sob o governo Trump, dos relatos de fam\u00edlias separadas \u00e0 for\u00e7a, dos \u201cwetbacks\u201d (imigrantes ilegais) tratados como sub-humanos. O filme n\u00e3o inventa nada. Apenas mostra o que muitos preferem n\u00e3o ver.<\/p>\n<p><strong>Imigra\u00e7\u00e3o como campo de batalha racial<\/strong><\/p>\n<p>Anderson entende algo que poucos cineastas ousam nomear: a pol\u00edtica migrat\u00f3ria nos EUA nunca foi sobre \u201cseguran\u00e7a\u201d ou \u201csoberania\u201d. \u00c9, antes de tudo, uma pol\u00edtica racial. A imigra\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 pano de fundo, mas motor dram\u00e1tico. O filme articula tribunais, for\u00e7as policiais, Congresso e Casa Branca como partes de uma engrenagem que normaliza a exce\u00e7\u00e3o. A repress\u00e3o migrat\u00f3ria aparece n\u00e3o apenas como pol\u00edtica p\u00fablica, mas como projeto ideol\u00f3gico atravessado por racismo e nacionalismo branco.<\/p>\n<p>O coronel Lockjaw, interpretado por Sean Penn, \u00e9 menos um vil\u00e3o individual do que uma caricatura perturbadoramente familiar: a masculinidade militarizada que encontra abrigo institucional e flerta abertamente com a supremacia branca. Ele n\u00e3o surge do nada; prospera porque o sistema o permite.<\/p>\n<p>Lockjaw n\u00e3o \u00e9 um burocrata qualquer. \u00c9 a encarna\u00e7\u00e3o da masculinidade branca armada, obcecada por \u201cpureza racial\u201d e disposta a usar o aparato militar contra civis.<\/p>\n<p>Seu grupo paramilitar, os \u201cNatal Adventurers\u201d, \u00e9 uma caricatura deliberada \u2014 mas precisa \u2014 de organiza\u00e7\u00f5es como o Proud Boys ou mil\u00edcias anti-imigrantes que proliferam nos estados do sul. E quando ele persegue Perfidia (Teyana Taylor), mulher negra e revolucion\u00e1ria, o conflito deixa de ser ideol\u00f3gico para se tornar visceralmente racista. A ca\u00e7a n\u00e3o \u00e9 por uma \u201cterrorista\u201d. \u00c9 por uma mulher negra que ousou resistir.<\/p>\n<p><strong><strong>Viol\u00eancia revolucion\u00e1ria e seus limites<\/strong><\/strong><\/p>\n<figure><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"601\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/one-battle-after-another.webp\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/one-battle-after-another-1024x601.webp 1024w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/one-battle-after-another-300x176.webp 300w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/one-battle-after-another-768x451.webp 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/one-battle-after-another.webp 1400w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em><sub>A revolucion\u00e1ria Perf\u00eddia. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Warner<\/sub><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Os 75 Franceses (<em>French 75<\/em>), grupo anarquista que financia a\u00e7\u00f5es armadas para libertar centros de deten\u00e7\u00e3o, canalizam uma raiva social reconhec\u00edvel. H\u00e1 catarse em v\u00ea-los agir, sobretudo em um contexto de impot\u00eancia pol\u00edtica generalizada.<\/p>\n<p>O filme evita a armadilha do equil\u00edbrio falso. N\u00e3o h\u00e1 \u201cambos os lados\u201d. De um lado, h\u00e1 grupos como os <em>French 75<\/em>, violentos, sim, mas motivados pela liberta\u00e7\u00e3o de corpos aprisionados pelo Estado. Do outro, h\u00e1 um sistema que criminaliza a pobreza, mercantiliza a vida e transforma a fronteira em zona de sacrif\u00edcio.<\/p>\n<p>Mesmo assim, Anderson n\u00e3o romantiza a luta armada. As consequ\u00eancias s\u00e3o duras, os destinos tr\u00e1gicos, e a clandestinidade cobra seu pre\u00e7o. Muitos dos protagonistas morrem cedo, tra\u00eddos ou abatidos. A viol\u00eancia, aqui, n\u00e3o \u00e9 heroica \u2014 \u00e9 tr\u00e1gica, necess\u00e1ria apenas porque o sistema n\u00e3o oferece alternativas. Como disse um cr\u00edtico: \u201cEles n\u00e3o pedem para julgar sua viol\u00eancia porque sabem que o Estado j\u00e1 a condenou \u2014 mesmo quando mata impunemente.\u201d<\/p>\n<p>Ainda assim, Anderson parece mais interessado no espet\u00e1culo da insurg\u00eancia do que na pol\u00edtica coletiva que poderia sustent\u00e1-la. O foco recai sobre tri\u00e2ngulos pessoais, rivalidades e puls\u00f5es individuais, deixando \u00e0 margem personagens que poderiam oferecer outra \u00e9tica da resist\u00eancia \u2014 como Deandra ou o Sensei Sergio, figuras que operam na l\u00f3gica do cuidado e da prote\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>As vozes silenciadas: Deandra e o Sensei Sergio<\/strong><\/p>\n<p>Entre as maiores cr\u00edticas ao filme est\u00e1 a subutiliza\u00e7\u00e3o de personagens como Deandra (Regina Hall) e o Sensei Sergio (Benicio del Toro). Ambos representam formas de resist\u00eancia n\u00e3o espetaculares: a prote\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as, a condu\u00e7\u00e3o de migrantes em redes subterr\u00e2neas, o mantra \u201condas do oceano\u201d como ant\u00eddoto ao caos.<\/p>\n<p>Sergio chama seu trabalho de \u201cHarriet Tubman latina\u201d \u2014 uma met\u00e1fora poderosa que conecta a luta antiescravista do s\u00e9culo XIX \u00e0 solidariedade contempor\u00e2nea com migrantes. Harriet foi uma abolicionista afro-americana lend\u00e1ria, nascida escravizada, que se tornou uma das maiores condutoras da \u201cUnderground Railroad\u201d, uma rede secreta que ajudou centenas de escravizados a fugir para a liberdade nos EUA. Ela fugiu em 1849, voltou repetidas vezes ao Sul para resgatar outros, atuou como cozinheira, enfermeira e espi\u00e3 na Guerra Civil, e depois lutou pelos direitos das mulheres.<\/p>\n<p>Mas o roteiro mant\u00e9m Deandra e Sergio \u00e0 margem, privilegiando o tri\u00e2ngulo dram\u00e1tico entre DiCaprio, Taylor e Penn. \u00c9 uma escolha narrativa compreens\u00edvel, mas politicamente frustrante: o filme fala <em>sobre<\/em> o coletivo, mas conta a hist\u00f3ria de indiv\u00edduos excepcionais.<\/p>\n<p><strong>Cinema como testemunho hist\u00f3rico<\/strong><\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de <em>Parasita<\/em> ou <em>Corra<\/em>, que usam alegoria para falar de desigualdade e racismo, Uma Batalha Ap\u00f3s a Outra recusa a met\u00e1fora. Ele nomeia: ICE, campos de deten\u00e7\u00e3o, supremacia branca, militariza\u00e7\u00e3o urbana. Por isso, ser\u00e1 inevitavelmente atacado como \u201cpropaganda de esquerda\u201d \u2014 como j\u00e1 fez o escritor conservador Ben Shapiro.<\/p>\n<p>Mas talvez seja justamente essa frontalidade que o torna necess\u00e1rio. Em um pa\u00eds onde at\u00e9 mencionar \u201cracismo estrutural\u201d pode ser considerado subvers\u00e3o, um filme que mostra crian\u00e7as em jaulas e homens brancos armados perseguindo mulheres negras n\u00e3o \u00e9 fic\u00e7\u00e3o. \u00c9 documento.<\/p>\n<p>A for\u00e7a hist\u00f3rica do filme est\u00e1 na sua percep\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o. Ra\u00e7a e imigra\u00e7\u00e3o reaparecem como obsess\u00f5es recorrentes da pol\u00edtica americana, da persegui\u00e7\u00e3o a imigrantes \u00e0 manipula\u00e7\u00e3o eleitoral do medo. O roteiro ecoa debates contempor\u00e2neos sobre deporta\u00e7\u00f5es em massa, cidades-santu\u00e1rio, supremacia branca institucional e o uso do aparato estatal para disciplinar corpos indesejados.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 um filme \u201csobre Trump\u201d, mas \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o l\u00ea-lo \u00e0 luz do trumpismo. Assim como\u00a0<em>Dr. Strangelove<\/em>\u00a0refletia a paranoia nuclear da Guerra Fria,\u00a0o filme de Anderson\u00a0captura o del\u00edrio autorit\u00e1rio de uma democracia em eros\u00e3o lenta.<\/p>\n<p><strong>O futuro \u00e9 Charlene \u2014 e ela j\u00e1 est\u00e1 lutando<\/strong><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Captura-de-Tela-2026-01-15-as-174431-2048x1153-1.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Captura-de-Tela-2026-01-15-as-17.44.31-1024x576.png 1024w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Captura-de-Tela-2026-01-15-as-17.44.31-300x169.png 300w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Captura-de-Tela-2026-01-15-as-17.44.31-768x432.png 768w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Captura-de-Tela-2026-01-15-as-17.44.31-1536x865.png 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Captura-de-Tela-2026-01-15-as-174431-2048x1153-1.png 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em><sup>A nova gera\u00e7\u00e3o representada por Willa enfrenta o eterno ciclo de racismo e segrega\u00e7\u00e3o dos EUA. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Warner<\/sup><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>No final, \u00e9 Charlene (Chase Infiniti), filha de Perfidia, quem assume o protagonismo. Jovem, mesti\u00e7a, treinada em artes marciais e pol\u00edtica, ela representa a s\u00edntese poss\u00edvel: n\u00e3o a vingan\u00e7a cega, nem a passividade reformista, mas uma nova gera\u00e7\u00e3o que sabe que liberdade se conquista com organiza\u00e7\u00e3o, coragem e mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Charlene funciona como contrapeso simb\u00f3lico. Ela nasce da viol\u00eancia pol\u00edtica, cresce sob identidades falsas e, no final, assume ag\u00eancia pr\u00f3pria. N\u00e3o \u00e9 reden\u00e7\u00e3o f\u00e1cil nem promessa ing\u00eanua, mas um gesto de abertura: a ideia de que o ciclo pode ser interrompido, ainda que n\u00e3o esteja claro como.<\/p>\n<p><em>One Battle After Another<\/em>\u00a0\u00e9 tecnicamente brilhante e politicamente inc\u00f4modo. Sua contund\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 em oferecer respostas, mas em for\u00e7ar o espectador a encarar o terreno inst\u00e1vel do presente. Ao expor centros de deten\u00e7\u00e3o, militariza\u00e7\u00e3o e racismo estrutural sem filtros, o filme se inscreve no debate p\u00fablico de forma rara para uma produ\u00e7\u00e3o de grande est\u00fadio.<\/p>\n<p>Ele falha, por vezes, ao privilegiar o espet\u00e1culo sobre a organiza\u00e7\u00e3o coletiva. Ainda assim, acerta ao registrar, quase de forma prof\u00e9tica, um pa\u00eds preso a batalhas recorrentes \u2014 sempre travadas em nome da seguran\u00e7a, quase sempre pagas pelos mesmos corpos.<\/p>\n<p>A ambiguidade do fim em aberto \u00e9 talvez o ponto mais honesto do filme. N\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00f5es prontas, apenas a recusa em naturalizar o horror. Seu \u00faltimo olhar para a c\u00e2mera n\u00e3o pede esperan\u00e7a. Exige responsabilidade. Porque, como o filme insiste em repetir, a batalha n\u00e3o \u00e9 epis\u00f3dica. \u00c9 cont\u00ednua. Uma ap\u00f3s a outra. E, infelizmente, estamos apenas no come\u00e7o.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2026\/01\/15\/uma-batalha-que-nao-termina-cinema-imigracao-e-o-espelho-do-agora\/\">Uma batalha que n\u00e3o termina: cinema, imigra\u00e7\u00e3o e o espelho do agora<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/\">Vermelho<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/o-antropofagista-precisa-do-apoio-dos-seus-leitores\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">O Antropofagista precisa do apoio dos seus leitore...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/viagens-ao-novo-mundo-das-ecovilas\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/photo_5017503919474675138_x-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Viagens ao novo mundo das Ecovilas<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/piso-salarial-dos-professores-tem-reajuste-acima-da-inflacao\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Piso salarial dos professores tem reajuste acima d...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/colombia-e-peru-reforcam-presenca-em-ilha-amazonica-que-disputam\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/alto_solimoes_em_tabatinga-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Col\u00f4mbia e Peru refor\u00e7am presen\u00e7a em ilha amaz\u00f4nic...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 filmes que pedem dist\u00e2ncia hist\u00f3rica;\u00a0Uma Batalha Ap\u00f3s a Outra\u00a0exige o oposto. Desde a sequ\u00eancia inicial em um centro de deten\u00e7\u00e3o de imigrantes, o espectador n\u00e3o assiste: reconhece. As jaulas, os corpos controlados, o aparato repressivo e a linguagem burocr\u00e1tica da viol\u00eancia remetem imediatamente \u00e0s imagens recentes da pol\u00edtica migrat\u00f3ria dos Estados Unidos. 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