{"id":71140,"date":"2026-01-20T15:15:15","date_gmt":"2026-01-20T18:15:15","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/pesquisadores-apontam-a-armadilha-da-financeirizacao-e-o-desafio-de-um-projeto-popular\/"},"modified":"2026-01-20T15:15:15","modified_gmt":"2026-01-20T18:15:15","slug":"pesquisadores-apontam-a-armadilha-da-financeirizacao-e-o-desafio-de-um-projeto-popular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/pesquisadores-apontam-a-armadilha-da-financeirizacao-e-o-desafio-de-um-projeto-popular\/","title":{"rendered":"Pesquisadores apontam a armadilha da financeiriza\u00e7\u00e3o e o desafio de um Projeto Popular\u00a0"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Wellington-Lenon2.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Wellington-Lenon2-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Wellington-Lenon2-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Wellington-Lenon2-768x512.jpg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Wellington-Lenon2.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Filipe Peres<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Por Katia Marko <\/em><em><br \/><\/em><em>Da P\u00e1gina do MST\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma m\u00edstica carregada de simbolismo, organizada pela regi\u00e3o Sudeste, o segundo dia do 14\u00ba Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado nesta ter\u00e7a-feira (20) em Salvador-Bahia, teve in\u00edcio com a Plen\u00e1ria de Conjuntura Econ\u00f4mica, Pol\u00edtica e Agr\u00e1ria Brasileira.<\/p>\n<p>O debate contou com a participa\u00e7\u00e3o da economista Juliane Furno, doutora em Desenvolvimento Econ\u00f4mico pelo Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e integrante do coletivo de professores do MST; do economista S\u00e9rgio Leite, doutor pela Unicamp e professor titular do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o de Ci\u00eancias Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA), da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ); e do historiador Valter Pomar, doutor em Hist\u00f3ria Econ\u00f4mica pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), professor de economia pol\u00edtica internacional da Universidade Federal do ABC (UFABC) e diretor da Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo.<\/p>\n<p><strong>Depend\u00eancia econ\u00f4mica e a armadilha da financeiriza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Juliane Furno apresentou uma an\u00e1lise que articulou a din\u00e2mica internacional com as dificuldades enfrentadas cotidianamente pelo povo brasileiro. Segundo ela, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel compreender o Brasil sem reconhecer sua condi\u00e7\u00e3o de economia dependente, profundamente influenciada pelos rumos do capitalismo global.<\/p>\n<p>A economista explicou que o per\u00edodo entre 1930 e 1980 \u2014 marcado por forte interven\u00e7\u00e3o estatal e industrializa\u00e7\u00e3o \u2014 foi, na verdade, uma exce\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, possibilitada por um contexto internacional espec\u00edfico, como a reconstru\u00e7\u00e3o do p\u00f3s-guerra e a disputa geopol\u00edtica com a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. \u201cNaquele momento, as pot\u00eancias imperialistas toleraram certo grau de autonomia na periferia do sistema\u201d, afirmou.\u00a0<\/p>\n<p>Contudo, ela pontua que desde a d\u00e9cada de 1980, o pa\u00eds vive uma nova fase do capitalismo, caracterizada pelo predom\u00ednio das finan\u00e7as sobre a produ\u00e7\u00e3o industrial. Nessa nova configura\u00e7\u00e3o, o imperialismo americano \u00e9 menos complacente, ditando as a\u00e7\u00f5es dos estados nacionais e fechando nossas \u201cmargens de manobra\u201d para pol\u00edticas intervencionistas.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/FIlipe-Peres.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/FIlipe-Peres-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/FIlipe-Peres-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/FIlipe-Peres-768x512.jpg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/FIlipe-Peres.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Juliana Furno: o pa\u00eds vive uma nova fase do capitalismo, caracterizada pelo predom\u00ednio das finan\u00e7as sobre a produ\u00e7\u00e3o industrial. Foto: Filipe Peres<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>A \u201cchantagem\u201d do mercado e a explora\u00e7\u00e3o do trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Furno destacou que a financeiriza\u00e7\u00e3o se baseia na busca incessante por lucros via juros e especula\u00e7\u00e3o \u2014 uma tentativa de \u201cfazer dinheiro a partir do pr\u00f3prio dinheiro\u201d.\u00a0 No entanto, como apenas o trabalho humano \u00e9 capaz de gerar valor real, essa l\u00f3gica resulta em maior explora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, de modo a garantir os rendimentos exigidos por acionistas e fundos de investimento, que ela classificou como \u201cparasitas da produ\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Segundo a economista, a abertura irrestrita da conta de capitais tamb\u00e9m promove uma domestica\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica econ\u00f4mica. Qualquer tentativa de investimento p\u00fablico ou realizar reformas estruturais, como a reforma agr\u00e1ria, pode provocar uma fuga de capitais, gerando desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda e infla\u00e7\u00e3o.\u00a0 \u201cTrata-se de uma chantagem permanente dos mercados financeiros internacionais sobre a pol\u00edtica econ\u00f4mica \u2014 que, no fim das contas, \u00e9 uma chantagem sobre a nossa democracia\u201d, afirmou.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p><strong>Estado, bens p\u00fablicos e austeridade\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A economista destaca que com a crise de 2008, o capital passou a buscar \u201csuperlucros\u201d em setores historicamente protegidos: os bens p\u00fablicos. Isso explica a press\u00e3o por privatiza\u00e7\u00f5es na sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de mecanismos como o \u201cteto de gastos\u201d, que visam asfixiar os servi\u00e7os p\u00fablicos para que o capital privado possa ocupar esse espa\u00e7o.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio atual, Furno critica a manuten\u00e7\u00e3o de taxas de juros elevadas, que, segundo a vis\u00e3o liberal, servem para controlar a infla\u00e7\u00e3o, gerando desemprego e reduzindo a renda. Ela tamb\u00e9m pontua que o novo arcabou\u00e7o fiscal amarra a capacidade do governo de compensar essa desacelera\u00e7\u00e3o com investimentos.<\/p>\n<p><strong>O paradoxo econ\u00f4mico e a \u201cGera\u00e7\u00e3o Sem Futuro\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Um dos pontos centrais da interven\u00e7\u00e3o de Furno foi o contraste entre indicadores macroecon\u00f4micos relativamente positivos e a percep\u00e7\u00e3o pessimista da popula\u00e7\u00e3o. Para ela, a gera\u00e7\u00e3o nascida nos anos 1980 e 1990 ser\u00e1 a primeira a viver em condi\u00e7\u00f5es piores do que as de seus pais.<\/p>\n<p>Entre os fatores apontados est\u00e3o a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho, com o enfraquecimento da CLT; a dificuldade de acesso \u00e0 moradia, agravada pela especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria; e a incerteza quanto \u00e0 aposentadoria, diante das sucessivas reformas previdenci\u00e1rias.<\/p>\n<p>Segundo a economista, a extrema direita tem avan\u00e7ado entre os jovens porque a chamada \u201cesquerda institucional\u201d frequentemente se limita a administrar o capitalismo, comemorando avan\u00e7os pontuais que n\u00e3o alteram as condi\u00e7\u00f5es estruturais de vida da popula\u00e7\u00e3o. O desafio, afirmou, \u00e9 reconstruir um projeto popular de ruptura anticapitalista, capaz de devolver esperan\u00e7a e horizonte hist\u00f3rico \u00e0s maiorias sociais.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p><strong>A quest\u00e3o agr\u00e1ria sob o dom\u00ednio do capital financeiro<\/strong><\/p>\n<div>\n<p>J\u00e1 o professor S\u00e9rgio Leite concentrou sua an\u00e1lise na quest\u00e3o agr\u00e1ria, destacando a grave concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria no Brasil e a subordina\u00e7\u00e3o crescente da terra aos interesses do capital financeiro. Segundo ele, al\u00e9m da desigualdade hist\u00f3rica, o pa\u00eds enfrenta novos mecanismos de expropria\u00e7\u00e3o, sintetizados em tr\u00eas processos: financeiriza\u00e7\u00e3o, estrangeiriza\u00e7\u00e3o e digitaliza\u00e7\u00e3o da terra.<\/p>\n<\/div>\n<p>Esses processos transformam o solo em ativo financeiro especulativo, controlado por fundos internacionais e plataformas digitais, frequentemente sem fiscaliza\u00e7\u00e3o adequada. O resultado \u00e9 a prioriza\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio exportador de commodities, o aumento dos conflitos socioambientais e a expuls\u00e3o de comunidades tradicionais.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Wellington-Lenon1-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Wellington-Lenon1-1-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Wellington-Lenon1-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Wellington-Lenon1-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Wellington-Lenon1-1.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Professor S\u00e9rgio Leite: os assentamentos de reforma agr\u00e1ria s\u00e3o fundamentais para a gera\u00e7\u00e3o de emprego, renda e cidadania. Foto: Wellington Lenon<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>A anatomia da desigualdade: 1% contra 50%<\/strong><\/p>\n<p>Leite ressaltou que os assentamentos de reforma agr\u00e1ria \u2014 que j\u00e1 beneficiaram mais de um milh\u00e3o de fam\u00edlias \u2014 s\u00e3o fundamentais para a gera\u00e7\u00e3o de emprego, renda e cidadania. Ainda assim, a concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria segue em n\u00edveis alarmantes.<\/p>\n<p>Segundo dados apresentados pelo professor, as propriedades com menos de 10 hectares representam metade dos estabelecimentos rurais, mas ocupam apenas 2,3% da \u00e1rea total. J\u00e1 os latif\u00fandios com mais de mil hectares correspondem a apenas 1% das propriedades, mas concentram cerca de metade das terras do pa\u00eds. \u201cTrata-se de uma injusti\u00e7a social brutal\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O professor alertou ainda para o avan\u00e7o da estrangeiriza\u00e7\u00e3o: mais de 9 milh\u00f5es de hectares estariam sob controle de apenas 224 empresas internacionais. Al\u00e9m disso, denunciou o uso indevido de ferramentas digitais como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que, segundo dados do Greenpeace, permitiu a apropria\u00e7\u00e3o privada de cerca de 30% das florestas p\u00fablicas registradas, em raz\u00e3o da falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o e do n\u00e3o cruzamento de dados com os cart\u00f3rios.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Fiagro, especula\u00e7\u00e3o e greenwashing<\/strong><\/p>\n<p>Outro ponto cr\u00edtico foi o crescimento dos Fundos de Investimento nas Cadeias Agroindustriais (Fiagro). Enquanto o cr\u00e9dito para a agricultura familiar permanece estagnado, esses fundos cresceram 1.335% em apenas quatro anos. Leite criticou a fragilidade da regula\u00e7\u00e3o e ironizou: \u201co Banco do Nordeste e o Banco do Brasil exigem uma s\u00e9rie de documentos, para contratar um Fiagro, basta o documento de identidade e a carteira nacional de habilita\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, esses fundos n\u00e3o s\u00e3o obrigados a cumprir exigibilidades ambientais ou sociais, o que permite a pr\u00e1tica de greenwashing, onde t\u00edtulos s\u00e3o vendidos como \u201cverdes\u201d ou sustent\u00e1veis sem que as pr\u00e1ticas no campo correspondam a esse r\u00f3tulo.\u00a0<\/p>\n<p><strong>A \u201creprimariza\u00e7\u00e3o\u201d da economia e conflitos<\/strong><\/p>\n<p>Leite citou o caso do Matopiba (Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia) e exemplifica os impactos dessa l\u00f3gica na regi\u00e3o, onde o pre\u00e7o da terra aumentou 600% em duas d\u00e9cadas, impulsionado pela atua\u00e7\u00e3o de fundos internacionais e pela expans\u00e3o da soja. Esse processo contribui para a reprimariza\u00e7\u00e3o da economia, substituindo a produ\u00e7\u00e3o de alimentos pela monocultura voltada \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o e intensificando conflitos por terra e \u00e1gua.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 esse movimento de cruzamento de tr\u00eas grandes consensos, o consenso das commodities, o consenso de Wall Street financeiro e o consenso da descarboniza\u00e7\u00e3o que fazem com que esse processo seja cada vez mais \u00e1vido por terras, impactando inclusive o pre\u00e7o das terras\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Ao final, defendeu a reforma agr\u00e1ria como um projeto estrat\u00e9gico de soberania fundi\u00e1ria, digital e alimentar, convocando \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de alian\u00e7as urbano-rurais e internacionais. \u201cA felicidade est\u00e1 na luta e na busca coletiva por transforma\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.\u00a0<\/p>\n<p><strong>O horizonte pol\u00edtico e os riscos de 2026\u00a0<\/strong><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Filipe-Peres2-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Filipe-Peres2-1-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Filipe-Peres2-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Filipe-Peres2-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Filipe-Peres2-1.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Filipe Peres<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Valter Pomar encerrou a plen\u00e1ria com uma an\u00e1lise do cen\u00e1rio pol\u00edtico e eleitoral. Para ele, embora a reelei\u00e7\u00e3o do presidente Lula em 2026 seja poss\u00edvel, ela enfrenta amea\u00e7as significativas, sobretudo pela atua\u00e7\u00e3o do imperialismo estadunidense, interessado em manter sua hegemonia na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Segundo Pomar, os Estados Unidos j\u00e1 interferem no processo pol\u00edtico brasileiro por meio das For\u00e7as Armadas, das big techs e da manipula\u00e7\u00e3o do medo. Ele criticou a entrega de dados estrat\u00e9gicos da popula\u00e7\u00e3o \u00e0s plataformas digitais, o que facilitaria a manipula\u00e7\u00e3o eleitoral.<\/p>\n<p>O professor tamb\u00e9m alertou para a for\u00e7a persistente da extrema direita, que mant\u00e9m cerca de 35% de apoio popular, e para o papel da direita tradicional, que controla institui\u00e7\u00f5es-chave e imp\u00f5e alto custo pol\u00edtico em troca de apoio, como a defesa do d\u00e9ficit zero e da austeridade fiscal.<\/p>\n<p>Pomar destacou que a vit\u00f3ria de 2022 foi garantida principalmente pela classe trabalhadora \u2014 pobres, jovens, negros e o Nordeste \u2014 e n\u00e3o pelos setores conservadores. Para 2026, alertou para o risco de uma maioria conservadora no Senado, capaz de impor retrocessos institucionais.<\/p>\n<p>Assim como Juliane Furno, concluiu que a esquerda precisa ir al\u00e9m da gest\u00e3o do sistema e formular um projeto popular de ruptura, baseado na mobiliza\u00e7\u00e3o de massas e em reformas estruturais, como a reforma agr\u00e1ria, a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho, o fim da escala 6\u00d71 e a tributa\u00e7\u00e3o das grandes fortunas.<\/p>\n<p><em>Editado por Iris Pacheco<\/em><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2026\/01\/20\/pesquisadores-apontam-a-armadilha-da-financeirizacao-e-o-desafio-de-um-projeto-popular\/\">Pesquisadores apontam a armadilha da financeiriza\u00e7\u00e3o e o desafio de um Projeto Popular\u00a0<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/brasil-que-queremos-sera-colorido-com-nossa-bandeira-um-chamado-de-luta-no-dia-da-visibilidade-lesbica\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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