{"id":71231,"date":"2026-01-21T09:22:59","date_gmt":"2026-01-21T12:22:59","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/hyatt-e-marrion-estudo-liga-hoteis-a-extracao-ilegal-de-madeira-na-amazonia\/"},"modified":"2026-01-21T09:22:59","modified_gmt":"2026-01-21T12:22:59","slug":"hyatt-e-marrion-estudo-liga-hoteis-a-extracao-ilegal-de-madeira-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/hyatt-e-marrion-estudo-liga-hoteis-a-extracao-ilegal-de-madeira-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Hyatt e Marrion: estudo liga hot\u00e9is \u00e0 extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><strong>IMPORTADORES <\/strong>de madeira brasileira<strong> <\/strong>na Europa e Estados Unidos compram produto com \u201calto risco de ilegalidade\u201d, aponta novo estudo da EIA (Environmental Investigation Agency), organiza\u00e7\u00e3o especializada na investiga\u00e7\u00e3o de crimes ambientais.\u00a0<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio \u201cContrabandistas, Corretores e Compradores\u201d (dispon\u00edvel apenas em ingl\u00eas), publicado na \u00faltima ter\u00e7a-feira (20), revela como toras extra\u00eddas ilegalmente de \u00e1reas protegidas no Par\u00e1, como territ\u00f3rios ind\u00edgenas e reservas ambientais, podem ter virado decks em hot\u00e9is de luxo nos EUA e cal\u00e7ad\u00f5es em praias da Riviera Francesa.\u00a0<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o reuniu documentos de transporte de mais de 25 mil metros c\u00fabicos de madeira \u2013 o suficiente para encher 830 cont\u00eaineres \u2013 extra\u00eddos de tr\u00eas \u00e1reas do Par\u00e1 que at\u00e9 tinham autoriza\u00e7\u00e3o para retirada de madeira, mas apresentaram ind\u00edcios de ilegalidade, segundo a organiza\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>A EIA mapeou 11 serrarias que forneceram madeira para oito exportadores. Estes, por sua vez, forneceram decks de madeiras Ip\u00ea e Cumaru para outros 11 importadores nos Estados Unidos, Portugal, Fran\u00e7a e Alemanha.\u00a0<\/p>\n<div data-elementor-type=\"section\" data-elementor-id=\"77670\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div data-id=\"17a659f\" data-element_type=\"container\" data-settings='{\"background_background\":\"classic\"}'>\n<div>\n<div data-id=\"386385d\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div>\n<h2>ASSINE NOSSA NEWSLETTER<\/h2>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"6546917\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"html.default\">\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"8c2e333\" data-element_type=\"widget\" data-settings='{\"button_width\":\"20\",\"step_next_label\":\"Next\",\"step_previous_label\":\"Previous\",\"button_width_mobile\":\"20\",\"step_type\":\"number_text\",\"step_icon_shape\":\"circle\"}' data-widget_type=\"form.default\">\n<div>\n<div>\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<label for=\"form-field-email\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\tEmail\t\t\t\t\t\t\t<\/label><\/p><\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t<button type=\"submit\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<i aria-hidden=\"true\"><\/i>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span>Submit<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t<\/button>\n\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>Uma das empresas citadas pela EIA \u00e9 a Global Forest Lumber Company, importadora dos Estados Unidos. Segundo registros de redes sociais listados no relat\u00f3rio, uma das empresas do grupo forneceu madeira de Ip\u00ea a empreiteiros americanos que realizaram reformas em unidades das redes de hot\u00e9is Marriott e Hyatt, ambos na Fl\u00f3rida, e na \u00e1rea VIP do Grand Prix da F\u00f3rmula 1 em Miami em 2023 e 2025.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cNo entanto, como j\u00e1 foi documentado em m\u00faltiplos relat\u00f3rios da EIA, nenhuma das grandes marcas ou clientes pode garantir que toda a madeira tenha vindo de uma \u00e1rea legal\u201d, aponta a EIA no estudo.\u00a0<\/p>\n<p>A <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong> entrou em contato com os hot\u00e9is Marriott e Hyatt e com a assessoria de imprensa da F\u00f3rmula 1, mas n\u00e3o obteve respostas at\u00e9 o fechamento deste texto. A reportagem n\u00e3o localizou o contato da Global Forest Lumber Company. O espa\u00e7o segue aberto para manifesta\u00e7\u00f5es futuras.\u00a0<\/p>\n<h2>TI Munduruku<\/h2>\n<p>O relat\u00f3rio da EIA destaca a devasta\u00e7\u00e3o ilegal para extra\u00e7\u00e3o de madeira na Terra Ind\u00edgena Munduruku, localizada na borda oeste do chamado Arco do Desmatamento na Amaz\u00f4nia.\u00a0<\/p>\n<p>A EIA, em parceria com a organiza\u00e7\u00e3o Munduruku Associa\u00e7\u00e3o de Mulheres Wakobor\u0169n, identificou uma opera\u00e7\u00e3o ilegal de extra\u00e7\u00e3o de madeira dentro do territ\u00f3rio entre 2023 e 2024.\u00a0<\/p>\n<p>Com base em imagens de sat\u00e9lite, a EIA mapeou cerca de 60 km de estradas abertas no per\u00edodo, conectadas a uma \u00e1rea de garimpo e a uma pista clandestina no Parque Nacional do Rio Novo, unidade de conversa\u00e7\u00e3o vizinha \u00e0 TI. As imagens (ver abaixo) indicam centenas de toras estocadas ao longo das vias e em pontos de carga \u2013 a EIA estima a carga em 1,2 mil metros c\u00fabicos de madeira.\u00a0<\/p>\n<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"837\" height=\"716\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/TIMunduruku_relatorio_EIA.jpg\" alt=\"Via imagens de sat\u00e9lite, a EIA identificou uma opera\u00e7\u00e3o de extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira em grande escala no Territ\u00f3rio Ind\u00edgena Munduruku entre 2023 e 2024. (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Imagens de sat\u00e9lite fornecidas por CNES; mapa e localiza\u00e7\u00f5es identificados pela EIA)\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/TIMunduruku_relatorio_EIA.jpg 837w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/TIMunduruku_relatorio_EIA-300x257.jpg 300w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/TIMunduruku_relatorio_EIA-768x657.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 837px) 100vw, 837px\"><figcaption>Via imagens de sat\u00e9lite, a EIA identificou uma opera\u00e7\u00e3o de extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira em grande escala no Territ\u00f3rio Ind\u00edgena Munduruku entre 2023 e 2024. (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Imagens de sat\u00e9lite fornecidas por CNES; mapa e localiza\u00e7\u00f5es identificados pela EIA)<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cA atividade teria cessado em novembro de 2024, quando o governo intensificou a repress\u00e3o ao garimpo, mas j\u00e1 havia afetado cerca de 5 mil hectares de floresta intacta\u201d, aponta a organiza\u00e7\u00e3o. \u201cH\u00e1 suspeitas de que madeira de alto valor, como Ip\u00ea e Cumaru, tenha sido \u2018lavada\u2019 na cadeia produtiva e possivelmente exportada para mercados como EUA e Uni\u00e3o Europeia\u201d, complementa o relat\u00f3rio.<\/p>\n<h2>Verniz de legalidade<\/h2>\n<p>Para a EIA, a madeira extra\u00edda em \u00e1reas n\u00e3o autorizadas pode ser facilmente \u201clavada\u201d e inserida no com\u00e9rcio nacional e internacional usando documentos oficiais de \u00e1reas formalmente licenciadas. No Par\u00e1, aponta a organiza\u00e7\u00e3o, grandes volumes de madeira n\u00e3o s\u00e3o origin\u00e1rios das \u00e1reas declaradas nas licen\u00e7as de explora\u00e7\u00e3o madeireira.\u00a0<\/p>\n<p>Um dos casos detalhados no relat\u00f3rio \u00e9 o da Fazenda Odila, localizada no munic\u00edpio paraense de \u00d3bidos, pr\u00f3ximo \u00e0 TI Munduruku.\u00a0<\/p>\n<p>Entre junho de 2021 e junho de 2022, a propriedade obteve a autoriza\u00e7\u00e3o da Semas-PA (Secretaria do Meio Ambiente do Par\u00e1) para a extra\u00e7\u00e3o de 16,9 mil metros c\u00fabicos de madeira \u2013 volume que poderia encher um trem de carga de 3 km. A autoriza\u00e7\u00e3o foi concedida mesmo ap\u00f3s multa do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), registrada em 2018 em nome do dono declarado da propriedade por apresentar informa\u00e7\u00f5es falsas em documentos de explora\u00e7\u00e3o madeireira.\u00a0<\/p>\n<p>Guias de transporte de madeira acessadas pela EIA indicam que, entre novembro de 2021 e junho de 2022, 16,3 mil metros c\u00fabicos de madeira teriam sa\u00eddo do local. No entanto, ao analisar imagens de sat\u00e9lite, a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o identificou sinais de explora\u00e7\u00e3o madeireira em escala industrial. \u201cApenas uma pequena estrada de acesso surgiu em outubro de 2021, insuficiente para justificar esse volume\u201d, diz trecho do relat\u00f3rio.\u00a0<\/p>\n<p>A madeira da Fazenda Odila alcan\u00e7ou mercados globais. A produ\u00e7\u00e3o da \u00e1rea foi adquirida por 11 serrarias \u2013 dez delas com multas registradas pelo Ibama ou pela Semas-PA.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cEntre 2022 e 2025, dez dessas serrarias revenderam para seis exportadoras brasileiras \u2013 todas tamb\u00e9m multadas pelo Ibama em casos diferentes \u2013 que, por sua vez, embarcaram para quatro importadoras nos EUA e tr\u00eas na Uni\u00e3o Europeia\u201d, detalha a EIA.<\/p>\n<p>A <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong> n\u00e3o localizou contatos de representantes da Fazenda Odila. O espa\u00e7o segue aberto para manifesta\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n<h2>Fornecedor flagrado com trabalho escravo<\/h2>\n<p>Uma das exportadoras brasileiras citadas no caso da Fazenda Odila \u00e9 a Amazon Com\u00e9rcio Atacadista e Exporta\u00e7\u00e3o de Madeira. Uma investiga\u00e7\u00e3o adicional realizada pela <strong>Rep\u00f3rter Brasil <\/strong>identificou que a empresa j\u00e1 foi abastecida, em 2023, por duas madeireiras que compraram o produto de fazendas flagradas com trabalho escravo.\u00a0<\/p>\n<p>A primeira \u00e9 a Fazenda Sipasa, onde 16 trabalhadores foram resgatados de condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o em junho de 2023 em Moju (PA). Os trabalhadores haviam sido contratados para realizar a derrubada de 477 hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa dentro de uma \u00e1rea da fazenda, como mostrou a <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong> em reportagem publicada em fevereiro de 2024. Pelo flagrante, a dona da propriedade, Sipasa Seringa Industrial do Par\u00e1 S\/A, entrou em abril de 2025 na chamada Lista Suja do trabalho escravo, cadastro oficial do governo federal com os dados dos empregadores responsabilizados pelo crime.<\/p>\n<p>Dias ap\u00f3s o flagrante de trabalho escravo, a Sipasa forneceu toras de Ip\u00ea para a DAB Madeiras e Empreendimentos Florestais, em Tail\u00e2ndia (PA), segundo guias de transporte de madeira acessadas pela reportagem. Dois meses depois, a DAB forneceu toras da mesma esp\u00e9cie de madeira para a Amazon.<\/p>\n<p>A exportadora brasileira tamb\u00e9m foi abastecida por outra madeireira que comprou o produto de uma fazenda flagrada com trabalho escravo. No mesmo per\u00edodo da fiscaliza\u00e7\u00e3o na Fazenda Sipasa, auditores fiscais do Trabalho resgataram outros 17 trabalhadores na Fazenda Citag, em Moju (PA).<\/p>\n<p>A propriedade est\u00e1 registrada em nome de Wilson Fabricio Campos de S\u00e1, conforme descrito pela <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong> em mat\u00e9ria publicada em outubro do ano passado. A empresa terceirizada que contratou os trabalhadores \u00e9 quem foi responsabilizada pela pr\u00e1tica de trabalho escravo e entrou na Lista Suja em abril de 2025.<\/p>\n<p>Guias de transporte de madeira acessadas pela reportagem mostram que Wilson de S\u00e1 forneceu, em setembro de 2023, toras de Ip\u00ea-amarelo para a Madeireira Barreto, de Tail\u00e2ndia (PA). Dias depois, a madeireira forneceu o mesmo produto para a exportadora Amazon.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"656\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/madeira_Marizilda-Cruppe_Greenpeace.jpg\" alt=\"Estudo identificou que \u00e1reas no Par\u00e1 com autoriza\u00e7\u00e3o para retirada de madeira apresentaram ind\u00edcios de ilegalidade (Foto: Marizilda Cruppe\/Greenpeace)\" srcset=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/madeira_Marizilda-Cruppe_Greenpeace-1024x656.jpg 1024w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/madeira_Marizilda-Cruppe_Greenpeace-300x192.jpg 300w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/madeira_Marizilda-Cruppe_Greenpeace-768x492.jpg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/madeira_Marizilda-Cruppe_Greenpeace.jpg 1170w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Estudo identificou que \u00e1reas no Par\u00e1 com autoriza\u00e7\u00e3o para retirada de madeira apresentaram ind\u00edcios de ilegalidade (Foto: Marizilda Cruppe\/Greenpeace)<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cO trabalho escravo \u00e9 outra faceta da converg\u00eancia de crimes associados ao desmatamento ilegal e destaca a import\u00e2ncia das leis da UE e dos EUA que exigem que as empresas que compram commodities de alto risco, como madeira da floresta amaz\u00f4nica, realizem a devida dilig\u00eancia na cadeia de abastecimento\u201d, avalia Rick Jacobsen, Gerente s\u00eanior de Pol\u00edtica de Commodities da EIA.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca da publica\u00e7\u00e3o da reportagem sobre o caso de trabalho escravo, a defesa da Sipasa Seringa Industrial do Par\u00e1 afirmou que os trabalhadores foram contratados por uma empresa terceirizada, respons\u00e1vel pela contrata\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra, que n\u00e3o foram submetidos \u00e0 jornada excessiva de trabalho e que os alojamentos eram \u201ccondizentes com as condi\u00e7\u00f5es de abrigo e de vida dos habitantes da pr\u00f3pria Regi\u00e3o Norte\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Procurado pela <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>, o advogado de defesa de Wilson de S\u00e1, da Fazenda Citag, disse que as vendas de madeira da propriedade foram realizadas \u201cao rigor da lei, com todas as licen\u00e7as emitidas \u00e0 \u00e9poca\u201d, e que n\u00e3o tem nada mais a declarar sobre o caso.<\/p>\n<p>As madeireiras DAB e Barreto e a exportadora Amazon tamb\u00e9m foram procuradas, mas n\u00e3o responderam aos questionamentos enviados pela reportagem at\u00e9 o fechamento deste texto. O espa\u00e7o segue aberto para manifesta\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n<h2>Regras mais r\u00edgidas<\/h2>\n<p>Para a EIA, o setor madeireiro brasileiro apresenta um \u201cpadr\u00e3o cont\u00ednuo de crimes e impunidade\u201d. A organiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ressalta limita\u00e7\u00f5es atuais do sistema de rastreabilidade da madeira e dos esfor\u00e7os de fiscaliza\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, \u201cque ainda permitem a circula\u00e7\u00e3o de grandes volumes de madeira ilegal nas cadeias de suprimentos nacionais e internacionais, causando danos irrepar\u00e1veis aos povos ind\u00edgenas e \u00e0 Amaz\u00f4nia\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>A Semas-PA foi procurada pela <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong> para comentar o relat\u00f3rio e as informa\u00e7\u00f5es sobre o caso da Fazenda Odila, mas n\u00e3o respondeu at\u00e9 o fechamento deste texto. O espa\u00e7o segue aberto para manifesta\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n<p>A EIA sugere rastreabilidade em tempo real, com valida\u00e7\u00e3o em campo, combinada com maior transpar\u00eancia de dados p\u00fablicos. \u201cO Minist\u00e9rio P\u00fablico do Par\u00e1 j\u00e1 come\u00e7ou a enfrentar a situa\u00e7\u00e3o ao recomendar uma s\u00e9rie de medidas que melhorariam significativamente o sistema \u2013 e que deveriam ser apoiadas e implementadas em n\u00edvel nacional\u201d, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o sustenta ainda que os casos apresentados no estudo indicam um \u201cdescumprimento generalizado\u201d do EUTR (Regulamento da Uni\u00e3o Europeia sobre a Madeira) e da Lei Lacey, que pro\u00edbe a importa\u00e7\u00e3o de madeira ilegal para os EUA. \u201cPara compradores dos EUA e da UE, os casos apresentados nos dois relat\u00f3rios da EIA levantam s\u00e9rias quest\u00f5es sobre suas pr\u00e1ticas de devida dilig\u00eancia\u201d, aponta a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para a EIA, requisitos mais rigorosos de devida dilig\u00eancia do Regulamento da UE sobre Desmatamento (EUDR), que substituir\u00e1 o EUTR, s\u00e3o \u201curgentemente necess\u00e1rios\u201d para interromper o fluxo de madeira ilegal da Amaz\u00f4nia para o mercado da Uni\u00e3o Europeia. No caso americano, a organiza\u00e7\u00e3o espera que os EUA \u201cfa\u00e7am sua parte para aplicar de forma efetiva o Lacey Act\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEm conjunto, essas solu\u00e7\u00f5es podem ajudar a reduzir de maneira eficaz o crime florestal e proteger uma das \u00faltimas florestas tropicais remanescentes do mundo\u201d, afirmam.<\/p>\n<div data-elementor-type=\"container\" data-elementor-id=\"75228\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div data-id=\"5e8db1e6\" data-element_type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"36eb6c91\" data-element_type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"6f52f515\" data-element_type=\"container\">\n<div data-id=\"65d9f401\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"divider.default\">\n<div>\n<div>\n\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"134a1245\" data-element_type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"10fe55fe\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div>\n<p>Leia tamb\u00e9m<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"3c9495ae\" data-element_type=\"widget\" data-settings='{\"template_id\":\"75221\",\"columns\":1,\"row_gap\":{\"unit\":\"px\",\"size\":10,\"sizes\":[]},\"_skin\":\"post\",\"columns_tablet\":\"2\",\"columns_mobile\":\"1\",\"edit_handle_selector\":\"[data-elementor-type=\"loop-item\"]\",\"row_gap_tablet\":{\"unit\":\"px\",\"size\":\"\",\"sizes\":[]},\"row_gap_mobile\":{\"unit\":\"px\",\"size\":\"\",\"sizes\":[]}}' data-widget_type=\"loop-grid.post\">\n<div>\n<div>\n\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>The post Hyatt e Marrion: estudo liga hot\u00e9is \u00e0 extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira na Amaz\u00f4nia appeared first on Rep\u00f3rter Brasil.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/espanha-revisita-feridas-da-ditadura-50-anos-apos-a-morte-de-franco\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Captura-de-Tela-2025-11-20-as-131207-2048x1332-1-150x150.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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Um dos exportadores brasileiros citados no estudo j\u00e1 comprou madeira de madeireiras abastecidas por fazendas flagradas com trabalho escravo, revela a Rep\u00f3rter Brasil<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2026\/01\/estudo-liga-hoteis-extracao-ilegal-madeira-amazonia\/\">Hyatt e Marrion: estudo liga hot\u00e9is \u00e0 extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira na Amaz\u00f4nia<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/\">Rep\u00f3rter Brasil<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":71232,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[13690,109,5879,33868,543,394,40,7610,24812,5799],"tags":[],"class_list":["post-71231","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-_destaque-da-home-1","category-amazonia","category-conteudo-original-em-portugues","category-deck","category-desmatamento","category-estados-unidos","category-europa","category-ipe","category-madeira","category-reportagens"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71231","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=71231"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71231\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/71232"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=71231"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=71231"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=71231"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}