{"id":7136,"date":"2024-12-03T18:08:22","date_gmt":"2024-12-03T21:08:22","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/cpt-aponta-queda-na-violencia-no-campo-e-salto-na-contaminacao-por-agrotoxicos\/"},"modified":"2024-12-03T18:08:22","modified_gmt":"2024-12-03T21:08:22","slug":"cpt-aponta-queda-na-violencia-no-campo-e-salto-na-contaminacao-por-agrotoxicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/cpt-aponta-queda-na-violencia-no-campo-e-salto-na-contaminacao-por-agrotoxicos\/","title":{"rendered":"CPT aponta queda na viol\u00eancia no campo e salto na contamina\u00e7\u00e3o por agrot\u00f3xicos"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"576\"src=\"https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/conflitos-campo_Tarcisio-Nascimento-fotospublicas.jpg\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/conflitos-campo_Tarcisio-Nascimento-fotospublicas-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/conflitos-campo_Tarcisio-Nascimento-fotospublicas-300x169.jpg 300w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/conflitos-campo_Tarcisio-Nascimento-fotospublicas-768x432.jpg 768w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/conflitos-campo_Tarcisio-Nascimento-fotospublicas-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/conflitos-campo_Tarcisio-Nascimento-fotospublicas.jpg 1890w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/p>\n<p>Novo relat\u00f3rio parcial divulgado nesta segunda-feira (2) pela Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) mostra que a situa\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia no campo segue grave. Apesar de ter havido redu\u00e7\u00e3o nas ocorr\u00eancias, bem como nos casos de trabalho escravo e de v\u00edtimas, houve um salto nos casos decorrentes da contamina\u00e7\u00e3o por agrot\u00f3xicos.\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com os dados, considerando o primeiro semestre deste ano, houve 1.056 ocorr\u00eancias de conflitos, contra 1.127 em igual per\u00edodo de 2023. Os casos se dividem em 872 conflitos pela terra \u2014 a maioria contra a ocupa\u00e7\u00e3o e a posse (824) \u2014, frente \u00e0s 48 a\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia, tais como ocupa\u00e7\u00f5es, retomadas e acampamentos. Outros 125 conflitos foram devido \u00e0 \u00e1gua e foram ainda registrados 59 casos de trabalho escravo.\u00a0<\/p>\n<p>O documento assinala que \u201ca conflitividade continua elevada, somada aos danos sofridos pelas comunidades rurais devido \u00e0 crise clim\u00e1tica e aos inc\u00eandios criminosos em seus territ\u00f3rios\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio tamb\u00e9m aponta que as formas de viol\u00eancia como grilagem, invas\u00e3o, omiss\u00e3o\/coniv\u00eancia e pistolagem apresentaram redu\u00e7\u00f5es no primeiro semestre de 2024, assim como o n\u00famero de expuls\u00f5es concretizadas, que saiu de 15 para nove.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2024\/08\/23\/em-34-anos-apenas-11-dos-suspeitos-foram-condenados-por-massacres-no-campo\/\">Em 34 anos, apenas 11% dos suspeitos foram condenados por massacres no campo<\/a><\/p>\n<p>Contudo, houve aumento das ocorr\u00eancias de amea\u00e7a de expuls\u00e3o, que passaram de 44, em 2023, para 77, em 2024. \u201cNo caso das ocorr\u00eancias de pistolagem, mesmo com a redu\u00e7\u00e3o significativa de 150 para 88, este \u00e9 o segundo maior registro da \u00faltima d\u00e9cada, atr\u00e1s apenas de 2023, quando ocorreu o n\u00famero recorde dessa viol\u00eancia\u201d, afirma o levantamento.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 viol\u00eancia contra a pessoa, tamb\u00e9m houve queda em rela\u00e7\u00e3o a 2023. De acordo com o relat\u00f3rio, 417 pessoas foram v\u00edtimas de viol\u00eancia em 216ocorr\u00eancias no primeiro semestre deste ano, contra 306 a\u00e7\u00f5es violentas e 840 v\u00edtimas em 2023, mais que o dobro deste ano.<\/p>\n<p>As principais viol\u00eancias s\u00e3o as amea\u00e7as de morte (114), intimida\u00e7\u00e3o (112) e criminaliza\u00e7\u00e3o (70). Os estados com mais registros no primeiro semestre de 2024 foram Par\u00e1, Maranh\u00e3o e Bahia. Ao todo, houve seis assassinatos no primeiro semestre e 11 confirmados at\u00e9 o final de novembro. Destes, quase metade foram cometidos por fazendeiros.\u00a0<\/p>\n<p>Os fazendeiros, ali\u00e1s, est\u00e3o isolados no topo da lista dos maiores causadores desse conjunto de conflitos pelo segundo ano consecutivo, com 339 casos, seguidos por empres\u00e1rios (137), governos federal (88) e estaduais (44) e grileiros (33).<\/p>\n<p>Vale destacar, ainda, que no primeiro semestre de 2024 houve uma redu\u00e7\u00e3o significativa no n\u00famero de casos de trabalho escravo e pessoas resgatadas, ap\u00f3s tr\u00eas anos consecutivos de crescimento. Nesse per\u00edodo, foram registrados 59 casos e 441 trabalhadores rurais foram retirados dessas condi\u00e7\u00f5es, contra 98 e 1.395, respectivamente, em 2023.<\/p>\n<p><strong>Salto nos casos de contamina\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>Um dos dados que mais chama aten\u00e7\u00e3o no documento \u00e9 a viol\u00eancia decorrente da contamina\u00e7\u00e3o por agrot\u00f3xicos, cujo salto foi de 19 ocorr\u00eancias em 2023 para 182 em 2024.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA maior parte desses casos (156) ocorreu no estado do Maranh\u00e3o, onde comunidades est\u00e3o sofrendo severas consequ\u00eancias da pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de veneno. Este tipo de viol\u00eancia, em espec\u00edfico, est\u00e1 inserido nos conflitos pela terra, pela \u00e1gua e na viol\u00eancia contra a pessoa\u201d, explica o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Val\u00e9ria Santos, da coordena\u00e7\u00e3o nacional da CPT, esse crescimento se deve, sobretudo, ao aumento nas den\u00fancias por parte dos atingidos. Ao <strong>Portal Vermelho<\/strong>, ela citou o exemplo das comunidades quilombolas de Cocalinho, em Santa F\u00e9 do Araguaia, Tocantins, e Guerreiro, no Cerrado maranhense.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cForam encontrados mais de cinco tipos de agrot\u00f3xico na \u00e1gua consumida por essas duas comunidades quilombolas, inclusive na \u00e1gua de cacimba, porque as comunidades, para fugir da \u00e1gua contaminada dos c\u00f3rregos, perfuram cacimbas. E mesmo nesses casos, foi encontrado at\u00e9 agrot\u00f3xico proibido na Uni\u00e3o Europeia\u201d, declarou.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo ela, situa\u00e7\u00f5es como essas, entre muitas outras envolvendo ataques com o uso de agrot\u00f3xicos, vem desencadeando \u201cum processo maior de luta e de den\u00fancia por parte das comunidades, principalmente porque tamb\u00e9m aumentaram os casos do que a gente chama de ataque qu\u00edmico, via pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Ela salienta que essa situa\u00e7\u00e3o, que coloca milhares de vidas em risco, tem rela\u00e7\u00e3o direta com a disputa pela terra. \u201cAs lavouras v\u00e3o se expandindo para cima das comunidades e quando fazem o uso do agrot\u00f3xico nas monoculturas, acabam atingindo as comunidades tamb\u00e9m porque n\u00e3o h\u00e1 um controle efetivo. E, al\u00e9m da pulveriza\u00e7\u00e3o via aeronaves, agora tem tamb\u00e9m a pulveriza\u00e7\u00e3o via drones. E eles t\u00eam\u00a0 atingido as comunidades de forma proposital\u201d.<\/p>\n<p>Somente no Maranh\u00e3o, diz, foram mais de 150 casos de den\u00fancias dessa natureza de comunidades tradicionais. \u201cOu seja, n\u00e3o \u00e9 que esses casos n\u00e3o existissem no passado, mas a den\u00fancia e a organiza\u00e7\u00e3o das comunidades est\u00e1 dando maior visibilidade para esse processo de viol\u00eancia\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Val\u00e9ria salienta que essas guerras qu\u00edmicas contra as comunidades, \u201cs\u00e3o muito complexas de se combater porque envolvem o poder de mega empresas e setores do agroneg\u00f3cio muito poderosos e que financiam o parlamento brasileiro\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Para ela, uma forma de buscar o fim dessas pr\u00e1ticas \u00e9 conscientizar a popula\u00e7\u00e3o em geral, mostrando que o uso dos agrot\u00f3xicos n\u00e3o afeta somente quem est\u00e1 l\u00e1 no campo, mas a sociedade como um todo\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, defende a\u00e7\u00f5es, como as que j\u00e1 v\u00eam sendo feitas pela CPT, de di\u00e1logo e press\u00e3o junto aos parlamentos e aos executivos das esferas federal, estadual e municipal para, entre outros pontos, aumentar a fiscaliza\u00e7\u00e3o e garantir a puni\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis.\u00a0<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2024\/12\/03\/cpt-aponta-queda-na-violencia-no-campo-e-salto-na-contaminacao-por-agrotoxicos\/\">CPT aponta queda na viol\u00eancia no campo e salto na contamina\u00e7\u00e3o por agrot\u00f3xicos<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/\">Vermelho<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/trump-diz-que-vai-destruir-qualquer-navio-iraniano-que-se-aproxime-de-bloqueio-maritimo-imposto-pelos-eua\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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