{"id":72304,"date":"2026-01-29T12:50:43","date_gmt":"2026-01-29T15:50:43","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/massificacao-da-agroecologia-e-a-resposta-do-mst-ao-agronegocio-e-ao-imperialismo-no-campo\/"},"modified":"2026-01-29T12:50:43","modified_gmt":"2026-01-29T15:50:43","slug":"massificacao-da-agroecologia-e-a-resposta-do-mst-ao-agronegocio-e-ao-imperialismo-no-campo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/massificacao-da-agroecologia-e-a-resposta-do-mst-ao-agronegocio-e-ao-imperialismo-no-campo\/","title":{"rendered":"Massifica\u00e7\u00e3o da agroecologia \u00e9 a resposta do MST ao agroneg\u00f3cio e ao imperialismo no campo"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/2.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/2-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/2-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/2-768x512.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/2-1536x1024.jpeg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/2.jpeg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>O MST \u00e9 o maior produtor de arroz org\u00e2nico da Am\u00e9rica Latina, e avan\u00e7a em projetos para amplia\u00e7\u00e3o da escala em outras cadeias produtivas. Foto: Priscila Ramos<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Por Ednubia Ghisi, do Setor de Comunica\u00e7\u00e3o e Cultura do MST no Paran\u00e1 <\/em><br \/><em>Da P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<p>A agroecologia \u00e9 capaz de alimentar o mundo? Esse \u00e9 o questionamento comum quando o assunto \u00e9 a urg\u00eancia da supera\u00e7\u00e3o do modelo do agroneg\u00f3cio. O fato \u00e9 que, apesar dos lucros exponenciais do agro, 673 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo (8,2% dos habitantes da Terra) enfrentam a fome todos os dias, segundo dados da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU).<\/p>\n<p>Para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), al\u00e9m de um modelo vi\u00e1vel para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis e supera\u00e7\u00e3o da fome, a agroecologia \u00e9 o caminho para frear a crise ambiental e humanit\u00e1ria pela qual o mundo atravessa. Tamb\u00e9m \u00e9 o modo de produ\u00e7\u00e3o e de vida capaz de enfrentar o capitalismo e o imperialismo, respons\u00e1veis por este cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>Tu\u00edra Tule, integrante da dire\u00e7\u00e3o nacional do MST, enfatiza o papel do agroneg\u00f3cio como projeto pol\u00edtico subordinado ao capital internacional, concentrando renda, destruindo a natureza e transformando a terra em ativo financeiro voltado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de commodities, e n\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis para o povo.<\/p>\n<p>\u201cO agroneg\u00f3cio n\u00e3o \u00e9 neutro. Ele serve ao capital, \u00e0s grandes corpora\u00e7\u00f5es transnacionais e \u00e0 l\u00f3gica das exporta\u00e7\u00f5es. Transforma o agricultor em operador de pacotes tecnol\u00f3gicos controlados por empresas estrangeiras e converte a terra, que deveria ser um bem comum, em mercadoria subordinada ao mercado internacional\u201d, afirma a dirigente, assentada no Quilombo Campo Grande, em Minas Gerais.<\/p>\n<p>A massifica\u00e7\u00e3o da agroecologia esteve no centro dos debates do <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2026\/01\/19\/comeca-o-14o-encontro-nacional-do-mst-a-luta-contra-o-imperialismo-e-central-hoje\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">14\u00ba Encontro Nacional do MST<\/a>, realizado entre os dias 19 e 23 de janeiro, em Salvador (BA), que reuniu cerca de 3.600 delegados e delegadas de todo o pa\u00eds. Ao longo de cinco dias de atividades, o movimento reafirmou a agroecologia como eixo estruturante da Reforma Agr\u00e1ria Popular e como resposta concreta \u00e0 crise ambiental e alimentar imposta pelo modelo do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"677\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/3.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/3-1024x677.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/3-300x198.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/3-768x508.jpeg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/3.jpeg 1108w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Tu\u00edra Tule, dirigente nacional do MST, apresentou a experi\u00eancia brasileira de luta pela Reforma Agr\u00e1ria Popular ao F\u00f3rum do Sul Global, na China, em 2025. Foto: Jiang Chenxing<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>A agroecologia integra o Programa Agr\u00e1rio do MST desde o ano 2000, aprovado no 4\u00ba Congresso Nacional do Movimento. Desde ent\u00e3o, vem crescendo em escala e ades\u00e3o entre as mais de 450 mil fam\u00edlias assentadas e tamb\u00e9m entre os mais de 60 mil que seguem em luta pelo acesso \u00e0 terra.<\/p>\n<p>A diversidade e a qualidade da produ\u00e7\u00e3o de alimentos nos territ\u00f3rios da Reforma Agr\u00e1ria j\u00e1 s\u00e3o um resultado desta decis\u00e3o coletiva. Uma amostra desta riqueza alimentar estava presente na feira do 14\u00ba Encontro, em Salvador, com mais de 500 variedades de produtos de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds. Em todo o Brasil, os alimentos agroecol\u00f3gicos chegam a mercados locais como Armaz\u00e9m do Campo e programas institucionais como o da Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar, o PNAE, e o de Aquisi\u00e7\u00e3o de alimentos, o PAA.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/4.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/4-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/4-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/4-768x512.jpeg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/4.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Imagem da feira organizada durante o 14\u00ba Encontro Nacional do MST, em janeiro de 2026. Foto: Dowglas Silva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/5.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/5-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/5-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/5-768x512.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/5-1536x1023.jpeg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/5.jpeg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Entrega dos alimentos agroecol\u00f3gicos em um col\u00e9gio de Curitiba, via PNAE. Foto: Leonardo Henrique \/ MST no PR<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Para o Movimento, a massifica\u00e7\u00e3o da agroecologia \u00e9 condi\u00e7\u00e3o material para sustentar um projeto popular para o campo. \u201cSem territ\u00f3rio, sem povo organizado e sem base produtiva, a cr\u00edtica ao capitalismo vira discurso vazio. A agroecologia incomoda o capital porque demonstra, na pr\u00e1tica, que \u00e9 poss\u00edvel produzir sem explorar, sem destruir e sem se submeter. Enquanto o povo descobre que pode viver e produzir fora das cidades. Essa l\u00f3gica do imp\u00e9rio. O imp\u00e9rio come\u00e7a a perder o controle\u201d, conclui.<\/p>\n<p>Para avan\u00e7ar em escala econ\u00f4mica e territorial, Tu\u00edra ressalta a necessidade de fortalecer cadeias produtivas, ampliar a agroindustrializa\u00e7\u00e3o popular e garantir autonomia tecnol\u00f3gica, rompendo com a depend\u00eancia de sementes patenteadas, fertilizantes qu\u00edmicos e agrot\u00f3xicos controlados por transnacionais. \u201cEssa depend\u00eancia dos pacotes tecnol\u00f3gicos \u00e9 a forma moderna do colonialismo. Sem enfrent\u00e1-la, o imperialismo segue presente nos territ\u00f3rios da reforma agr\u00e1ria, controlando o que se planta, como se planta e para quem se produz\u201d, afirma Tu\u00edra.<\/p>\n<h2>Coopera\u00e7\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o da agroecologia<\/h2>\n<p>A coopera\u00e7\u00e3o est\u00e1 no centro das a\u00e7\u00f5es para amplia\u00e7\u00e3o da escala de produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica nas \u00e1reas do MST. \u00c9 por meio dela que o movimento possibilita a participa\u00e7\u00e3o ampla das fam\u00edlias camponesas no processo coletivo de produ\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m tem superado dificuldades da batalha travada com os gigantes do agroneg\u00f3cio nacional e transnacional.<\/p>\n<p>Atualmente, s\u00e3o cerca de 190 cooperativas, mil associa\u00e7\u00f5es e 120 agroind\u00fastrias espalhadas por territ\u00f3rios da reforma agr\u00e1ria de todas as regi\u00f5es do Brasil. A produ\u00e7\u00e3o envolve ampla diversidade de alimentos, com destaque para 11 cadeias produtivas priorit\u00e1rias, entre elas arroz, caf\u00e9, feij\u00e3o, mandioca, frutas, leite, mel e sementes.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/6.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/6-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/6-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/6-768x512.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/6-1536x1024.jpeg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/6.jpeg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Colheita do Arroz Agroecol\u00f3gico no Assentamento Filhos de Sep\u00e9, em Viam\u00e3o-RS, em 2025. Foto: Priscila Ramos\/MST<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>A cadeia do arroz org\u00e2nico agroecol\u00f3gico do Rio Grande do Sul \u00e9 um dos principais exemplos de escala baseada na coopera\u00e7\u00e3o e d\u00e1 ao MST o t\u00edtulo de maior produtor deste produto em toda a Am\u00e9rica Latina. Na safra 2024\/2025, a colheita foi de aproximadamente 14 mil toneladas, resultado de mais de duas d\u00e9cadas de produ\u00e7\u00e3o, envolvendo 290 fam\u00edlias do estado. A experi\u00eancia ga\u00facha agora fortalece outros estados, em especial o projeto de produ\u00e7\u00e3o de arroz no Maranh\u00e3o, num exemplo da intercoopera\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>A articula\u00e7\u00e3o entre os estados se d\u00e1 por meio da Uni\u00e3o Nacional das Cooperativas da Reforma Agr\u00e1ria Popular do Brasil. A coopera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 base para projetos com outros pa\u00edses, institui\u00e7\u00f5es de ensino e empresas privadas aliadas da agroecologia.<\/p>\n<h2>Acesso \u00e0 mecaniza\u00e7\u00e3o e \u00e0 tecnologia para o povo campon\u00eas<\/h2>\n<p>Garantir escala na produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica em larga escala passa, necessariamente, pela corre\u00e7\u00e3o da injusti\u00e7a hist\u00f3rica da falta de acesso \u00e0 mecaniza\u00e7\u00e3o no campo para camponeses mais empobrecidos no Brasil. O \u00edndice de mecaniza\u00e7\u00e3o na agricultura familiar brasileira \u00e9 extremamente baixo. A m\u00e9dia nacional \u00e9 de que apenas 14,5% dos estabelecimentos de agricultura familiar no Brasil possuem um trator pr\u00f3prio. O percentual por regi\u00e3o mostra uma situa\u00e7\u00e3o ainda mais grave: enquanto no sul aproximadamente 39,5% das propriedades familiares s\u00e3o mecanizadas, no nordeste 2,3% e no norte 3%, segundo o Censo Agropecu\u00e1rio (IBGE) e as atualiza\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Agr\u00e1rio (MDA) para 2025\/2026.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"578\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/7.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/7-1024x578.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/7-300x169.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/7-768x434.jpeg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/7.jpeg 1188w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Teste de m\u00e1quinas agr\u00edcolas chinesas no Maranh\u00e3o, em 2024. Foto: Eduardo Moura\/MST no MA<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para buscar tecnologias apropriadas \u00e0 realidade das \u00e1reas da reforma agr\u00e1ria, o MST buscou alian\u00e7as em diferentes pa\u00edses e institui\u00e7\u00f5es de ensino. A China foi o pa\u00eds com as solu\u00e7\u00f5es mais adequadas, com m\u00e1quinas de pequeno porte e mais baratas, acess\u00edveis \u00e0s cooperativas e fam\u00edlias camponesas. O pa\u00eds tem mais de 8 mil f\u00e1bricas de m\u00e1quinas agr\u00edcolas, que atendem a uma agricultura.<\/p>\n<p>Um passo importante neste caminho foi a cria\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Internacional para a Coopera\u00e7\u00e3o Popular (Baobab), em 2019, para fomentar a coopera\u00e7\u00e3o internacional em ci\u00eancia e tecnologia entre organiza\u00e7\u00f5es do Sul Global. Foi por meio dela que se iniciou, em 2022, um termo de coopera\u00e7\u00e3o entre o Cons\u00f3rcio Nordeste e institui\u00e7\u00f5es chinesas.<\/p>\n<p>Em fevereiro de 2024, 31 m\u00e1quinas come\u00e7aram a ser testadas em assentamentos do MST no Nordeste. Em 2025, uma nova parceria com o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Agr\u00e1rio ampliou os testes para mais 50 m\u00e1quinas e resultou na cria\u00e7\u00e3o do Centro Brasil-China de Pesquisa em Mecaniza\u00e7\u00e3o para Agricultura Familiar, na Universidade de Bras\u00edlia (UnB). Este centro tem como objetivo tamb\u00e9m se dedicar ao estudo de bioinsumos e tecnologias de digitaliza\u00e7\u00e3o. Experi\u00eancias semelhantes j\u00e1 est\u00e3o em curso em Maric\u00e1 (RJ), com a perspectiva de instala\u00e7\u00e3o de f\u00e1bricas de m\u00e1quinas agr\u00edcolas voltadas \u00e0 agricultura familiar.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a partir de compartilhamento de tecnologias chinesas, o MST avan\u00e7a na implementa\u00e7\u00e3o de projetos para a autossufici\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de bioinsumos. Com base na diversidade microbiana e na biologia do solo, esta tecnologia representa uma alternativa concreta ao uso de agrot\u00f3xicos, e expressa a articula\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia e saberes populares camponeses.<\/p>\n<p>Para massificar essa pr\u00e1tica, o MST<a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/11\/24\/mst-adota-bioinsumos-como-estrategia-para-avancar-na-massificacao-da-agroecologia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> vem priorizando projetos de compostagem acelerada<\/a>, nos estados do Rio Grande do Sul, Paran\u00e1, Minas Gerais e Distrito Federal, al\u00e9m de experi\u00eancias com microrganismos isolados em larga escala no RS e em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/8.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/8-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/8-300x169.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/8-768x432.jpeg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/8.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Trabalho dos\/as camponeses\/as Sem Terra com o m\u00e9todo do \u201csolo vivo\u201d na produ\u00e7\u00e3o de bioinsumos. Foto: Paula\/BAOBAB<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>No campo da energia renov\u00e1vel, o Movimento debate estrat\u00e9gias cooperadas de gera\u00e7\u00e3o de energia para atender agroind\u00fastrias, fortalecendo um ciclo real de sustentabilidade e autonomia produtiva.<\/p>\n<p>Como parte da incorpora\u00e7\u00e3o cr\u00edtica de novas tecnologias, o MST est\u00e1 desenvolvendo a <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2026\/01\/21\/iaraa-mst-lanca-inteligencia-artificial-a-servico-da-agroecologia-e-da-reforma-agraria-popular\/\">IARAA \u2013 Intelig\u00eancia Artificial da Reforma Agr\u00e1ria e Agroecologia<\/a>, criada em alian\u00e7a com a Baobab e a Marcha Mundial das Mulheres (MMM). A ferramenta foi concebida para atender diferentes p\u00fablicos do campo e apoiar pr\u00e1ticas produtivas agroecol\u00f3gicas, apresentar reflex\u00f5es pol\u00edticas sobre consci\u00eancia de classe e transforma\u00e7\u00e3o social, articulando tecnologia, pesquisa cient\u00edfica e o saber popular campon\u00eas.<\/p>\n<p>A base de dados \u00e9 formada por livros, cartilhas e documentos t\u00e9cnicos produzidos pelos movimentos populares, al\u00e9m de materiais de universidades, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 ampliar as fontes com integra\u00e7\u00e3o de dados de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos de pesquisa. A ferramenta ser\u00e1 gratuita e est\u00e1 em fase de testes, com previs\u00e3o de lan\u00e7amento durante a Feira Nacional da Reforma Agr\u00e1ria, em S\u00e3o Paulo, em maio deste ano.<\/p>\n<h2>Controle e acesso a sementes agroecol\u00f3gicas<\/h2>\n<p>O controle das sementes \u00e9 um eixo estrat\u00e9gico para a garantia da soberania alimentar e a amplia\u00e7\u00e3o da escola da produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica. O acesso e o controle das sementes t\u00eam uma ferramenta pr\u00f3pria no MST desde 1997, ano de funda\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/01\/17\/bionatur-celebra-aniversario-com-perspectiva-de-nacionalizacao\/\">Rede de Sementes Agroecol\u00f3gicas BioNatur<\/a>, no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Em 2005, come\u00e7a o esfor\u00e7o de nacionaliza\u00e7\u00e3o da proposta, e avan\u00e7ar para a articula\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios estados, com cursos, bancos de sementes, cria\u00e7\u00e3o de estruturas e enraizamento do tema em diversos estados. \u201cEntendendo a complexidade que \u00e9 o cerco que a gente tem no ramo sementeiro. As sementes hoje s\u00e3o propriedade de grandes empresas, e \u00e9 nesse meio que a Bionatur disputa\u201d, explica Daniel Silva, integrante da coordena\u00e7\u00e3o da Rede.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/9.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/9.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/9-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/9-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Banca da BioNatur, durante a Feira Nacional da Reforma Agr\u00e1ria. Foto Rica Retamal<\/figcaption><\/figure>\n<p>Atualmente h\u00e1 uma articula\u00e7\u00e3o da Rede Bionatur de Sementes Agroecol\u00f3gicas no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia, Cear\u00e1 e Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul e S\u00e3o Paulo, com esfor\u00e7os de espalhar para mais estados.<\/p>\n<p>A base da produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o grupos de sementes nos territ\u00f3rios da Reforma Agr\u00e1ria, de forma cooperada ou associada. Com esse trabalho, \u00e9 feita a manuten\u00e7\u00e3o e multiplica\u00e7\u00e3o de aproximadamente 400 variedades de sementes crioulas registradas, entre sementes florestais, medicinais, hortali\u00e7as, coberturas verdes, forrageiras e para a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os.<\/p>\n<p>Com mais de 30 e 40 variedades comercializadas, o MST \u00e9 o \u00fanico produtor de sementes de hortali\u00e7as agroecol\u00f3gicas do Brasil. A Unidade de Beneficiamento de Sementes de Hortali\u00e7as est\u00e1 localizada no Rio Grande do Sul, e a segunda sede est\u00e1 sendo constru\u00edda na Bahia.<\/p>\n<p>A diversidade de sementes tamb\u00e9m chega a pa\u00edses em que o MST desenvolve a\u00e7\u00f5es internacionalistas, como Cuba, Venezuela, Z\u00e2mbia, Palestina, China e alguns pa\u00edses da Europa.<\/p>\n<h2>Forma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m em grande escala<\/h2>\n<p>A agroecologia \u00e9 baseada na ci\u00eancia e se massifica por meio do acesso \u00e0 tecnologia, e por isso, o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 entre os pilares para a amplia\u00e7\u00e3o dessa forma de produ\u00e7\u00e3o de alimentos e de vida. Entre as dezenas de processos de forma\u00e7\u00e3o realizados em todo o Brasil em \u00e1reas da Reforma Agr\u00e1ria, o Curso de Educa\u00e7\u00e3o e Agroecologia ganha corpo a cada ano como uma iniciativa nacional, realizada de forma regionalizada. \u201cEsse curso nasce da necessidade de formar sujeitos pol\u00edticos que n\u00e3o apenas dominem t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o, mas que compreendam a agroecologia como um projeto pol\u00edtico de transforma\u00e7\u00e3o da sociedade\u201d, explica Valter Leite, dirigente nacional do Setor de Educa\u00e7\u00e3o, que organiza os cursos.<\/p>\n<p>As primeiras forma\u00e7\u00f5es foram articuladas no nordeste em 2016, com a primeira edi\u00e7\u00e3o na Bahia, seguindo anualmente em outros estados da regi\u00e3o. A nacionaliza\u00e7\u00e3o ocorreu em 2023, espalhando para outras regi\u00f5es do Brasil.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/10.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/10.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/10-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/10-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>1\u00ba Curso B\u00e1sico de Educa\u00e7\u00e3o em Agroecologia da Regi\u00e3o Nordeste, em 2016. Foto: Sheila Rodrigues<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cBoa parte das pessoas participantes v\u00eam de escolas constru\u00eddas em \u00e1reas de Reforma Agr\u00e1ria, que s\u00e3o frutos concretos da luta do povo Sem Terra. Nessas escolas, a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se limita \u00e0s salas de aula, \u00e9 uma experi\u00eancia que se constr\u00f3i em di\u00e1logo com a comunidade, com a terra e com os saberes populares. O curso \u00e9 tamb\u00e9m um reencontro com a pr\u00f3pria pr\u00e1tica cotidiana desses educadores e educadoras, que carregam a pot\u00eancia de educar em territ\u00f3rios conquistados pela luta\u201d, conta Valter Leite, que tamb\u00e9m teve acesso ao ensino superior a partir do MST.<\/p>\n<p>No campo do acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, s\u00e3o aproximadamente 1850 escolas p\u00fablicas constru\u00eddas em acampamentos e assentamentos da Reforma Agr\u00e1ria, o que garante educa\u00e7\u00e3o para 200 mil crian\u00e7as, adolescentes, jovens e adultos. A multiplica\u00e7\u00e3o do saber tamb\u00e9m se materializa em mais de 30 Escolas e Centros de Forma\u00e7\u00e3o em Agroecologia.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/11.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/11-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/11-300x225.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/11-768x576.jpeg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/11.jpeg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Formatura da primeira gradua\u00e7\u00e3o em Agroecologia pelo Pronera, pela UFAL, em Alagoas. Foto: Mykesio Max<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Atualmente s\u00e3o mais de 2 mil estudantes Sem Terra em cursos t\u00e9cnicos e superiores a n\u00edvel de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. O Movimento j\u00e1 organizou mais de 100 cursos de n\u00edvel superior em parceria com aproximadamente 100 universidades p\u00fablicas por todo o pa\u00eds, por meio do Programa Nacional de Educa\u00e7\u00e3o nas \u00c1reas de Reforma Agr\u00e1ria (Pronera).<\/p>\n<h2>Plantar \u00e1rvores tamb\u00e9m \u00e9 produ\u00e7\u00e3o alimentos<\/h2>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que mostra a monocultura e da produ\u00e7\u00e3o de commodities, n\u00e3o existe contradi\u00e7\u00e3o entre floresta em p\u00e9 e produ\u00e7\u00e3o de comida. A agroecologia prova que sistemas agroflorestais s\u00e3o mais eficientes para todas as formas de vida, como explica Camilo Santana, do MST de Rond\u00f4nia: \u201cS\u00f3 h\u00e1 floresta preservada, s\u00f3 h\u00e1 ambiente preservado onde h\u00e1 pessoas, onde h\u00e1 povo. Onde n\u00e3o h\u00e1 povo, n\u00e3o h\u00e1 floresta cuidada, \u00e9 territ\u00f3rio que \u00e9 dominado pelo agroneg\u00f3cio\u201d. Por isso, conjugar o plantio de \u00e1rvores, com produ\u00e7\u00e3o de alimentos e preserva\u00e7\u00e3o de \u00e1gua de qualidade \u00e9 tamb\u00e9m dar continuidade aos saberes dos povos ind\u00edgenas e tradicionais.<\/p>\n<p>Camilo \u00e9 integrante da coordena\u00e7\u00e3o nacional do \u201cPlantar \u00c1rvores, Produzir Alimentos Saud\u00e1veis\u201d, lan\u00e7ado pelo MST em 2000 com a meta de plantar 100 milh\u00f5es de \u00e1rvores em dez anos. Ele explica a reconfigura\u00e7\u00e3o do Plano como uma tarefa permanente. \u201c\u00c9 uma tarefa cont\u00ednua, eterna na constru\u00e7\u00e3o de uma cultura diferente de produ\u00e7\u00e3o e de vida no campo, que \u00e9 justamente a cultura de enfrentamento ao agroneg\u00f3cio e \u00e0 crise ambiental\u201d. Em cinco anos de a\u00e7\u00e3o unit\u00e1ria nacional, o MST chegou \u00e0 marca de 45 milh\u00f5es de \u00e1rvores plantadas e cerca de 300 viveiros constru\u00eddos, al\u00e9m da realiza\u00e7\u00e3o de dois cursos nacionais e diversos em \u00e2mbito regional e local.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/12.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/12-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/12-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/12-768x512.jpeg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/12.jpeg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Produ\u00e7\u00e3o do assentamento Dois de Julho, localizado no vale do rio Paraopeba em Brumadinho (MG), ap\u00f3s crime da Vale. Foto: Agatha Azevedo<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Tornar a agroecologia o modelo de produ\u00e7\u00e3o das \u00e1reas da reforma agr\u00e1ria caminha de lado a lado com a recupera\u00e7\u00e3o ambiental. Um dos exemplos que tem recebido reconhecimento nacional \u00e9 a recupera\u00e7\u00e3o ambiental realizada nas bacias do <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2022\/04\/05\/conheca-o-programa-agroecologico-de-reparacao-da-bacia-do-rio-paraopeba\/\">rio Paraopeba<\/a> e do <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/09\/18\/mst-de-minas-gerais-vai-reflorestar-2-mil-hectares-na-area-do-vale-do-rio-doce\/\">rio Doce<\/a>, ambas atingidas por crimes ambientais cometidos por grandes empresas mineradoras.<\/p>\n<p>No caso do Paraopeba, o rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, em 2019, resultou na morte de 272 pessoas e em danos ambientais irrepar\u00e1veis. Desde ent\u00e3o, o MST atua na regi\u00e3o com assist\u00eancia t\u00e9cnica, implanta\u00e7\u00e3o de sistemas agroflorestais, recupera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica das fam\u00edlias atingidas, constru\u00e7\u00e3o de viveiros de mudas nativas e organiza\u00e7\u00e3o de coletivos de coleta de sementes, articulando restaura\u00e7\u00e3o ambiental e gera\u00e7\u00e3o de renda.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/13.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/13-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/13-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/13-768x512.jpeg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/13.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Mais de 150 mil mudas s\u00e3o produzidas no assentamento Liberdade, no munic\u00edpio de Periquito (MG), para somar no projeto de reflorestamento da Bacia do Rio Doce. Foto: M\u00eddia Ninja<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Na Bacia do Rio Doce, atingida pelo rompimento da barragem de Fund\u00e3o, em Mariana, em 2015, o movimento desenvolve a\u00e7\u00f5es nas \u00e1reas de educa\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e meio ambiente. S\u00e3o processos formativos envolvendo mais de 430 fam\u00edlias, projetos ambientais em seis assentamentos, prote\u00e7\u00e3o de mais de mil hectares e implanta\u00e7\u00e3o de quintais e pomares agroflorestais em mais de 500 hectares. Entre as iniciativas est\u00e1 tamb\u00e9m a implanta\u00e7\u00e3o de uma agroind\u00fastria de polpas de frutas e alimentos minimamente processados, fortalecendo a comercializa\u00e7\u00e3o via cooperativas e atendendo pol\u00edticas p\u00fablicas como o PNAE.<\/p>\n<p>Outra a\u00e7\u00e3o de reflorestamento massivo \u00e9 a semeadura a\u00e9rea da palmeira ju\u00e7ara, com uso de helic\u00f3pteros, organizada pelo MST no Paran\u00e1 em parceria com a Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal do estado. Desde 2023, mais de 30 toneladas de sementes j\u00e1 foram semeadas em diferentes regi\u00f5es do estado. A iniciativa come\u00e7ou com a Festa da Semeadura da Ju\u00e7ara da comunidade Dom Tom\u00e1s Baldu\u00edno, em Quedas do Igua\u00e7u.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"684\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/14.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/14-1024x684.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/14-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/14-768x513.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/14-1536x1025.jpeg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/14.jpeg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Articula\u00e7\u00e3o entre MST e PRF garante helic\u00f3ptero para a semeadura da palmeira ju\u00e7ara, no Paran\u00e1. Foto: Juliana Barbosa\/MST<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>No ano seguinte, se tornou a <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2025\/06\/11\/3a-jornada-da-natureza-encerra-com-inauguracao-de-viveiro-e-horto-agroecologico-no-parana\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jornada da Natureza<\/a>, com a\u00e7\u00f5es espalhadas por todo o estado e se tornou uma das maiores iniciativas para recupera\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o na Mata Atl\u00e2ntica. Al\u00e9m da recupera\u00e7\u00e3o da biodiversidade, o plantio tem foco na gera\u00e7\u00e3o de renda a partir da colheita do fruto da palmeira, conhecido como a\u00e7a\u00ed da Ju\u00e7ara.<\/p>\n<p><em>*Editado por Fernanda Alc\u00e2ntara<\/em><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2026\/01\/29\/massificacao-da-agroecologia-e-a-resposta-do-mst-ao-agronegocio-e-ao-imperialismo-no-campo\/\">Massifica\u00e7\u00e3o da agroecologia \u00e9 a resposta do MST ao agroneg\u00f3cio e ao imperialismo no campo<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/brasil-registrou-10-mortes-em-21-acidentes-aereos-em-2025-segundo-dados-do-sipaer\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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Foto: Priscila Ramos Por Ednubia Ghisi, do Setor de Comunica\u00e7\u00e3o e Cultura do MST no Paran\u00e1 Da P\u00e1gina do MST A agroecologia \u00e9 capaz de alimentar o mundo? Esse \u00e9 o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[33959,306,3337,26416,191,1197,11296],"tags":[],"class_list":["post-72304","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-14-encontro-nacional-mst","category-agroecologia","category-encontro-nacional","category-massificacao-da-agroecologia","category-noticias","category-producao","category-producao-agroecologica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72304","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72304"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72304\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72304"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72304"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72304"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}