{"id":72816,"date":"2026-02-02T23:42:26","date_gmt":"2026-02-03T02:42:26","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/frantz-fanon-centenario-do-revolucionario-anticolonial\/"},"modified":"2026-02-02T23:42:26","modified_gmt":"2026-02-03T02:42:26","slug":"frantz-fanon-centenario-do-revolucionario-anticolonial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/frantz-fanon-centenario-do-revolucionario-anticolonial\/","title":{"rendered":"Frantz Fanon: centen\u00e1rio do revolucion\u00e1rio anticolonial"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" width=\"960\" height=\"1334\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/P12-_-Fanon.jpg\" alt=\"Frantz Fanon, revolucion\u00e1rio anticolonial. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\" link_thumbnail=\"\" decoding=\"async\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/P12-_-Fanon.jpg 960w, https:\/\/averdade.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/P12-_-Fanon-252x350.jpg 252w, https:\/\/averdade.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/P12-_-Fanon-737x1024.jpg 737w, https:\/\/averdade.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/P12-_-Fanon-180x250.jpg 180w, https:\/\/averdade.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/P12-_-Fanon-768x1067.jpg 768w, https:\/\/averdade.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/P12-_-Fanon-150x208.jpg 150w, https:\/\/averdade.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/P12-_-Fanon-300x417.jpg 300w, https:\/\/averdade.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/P12-_-Fanon-696x967.jpg 696w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\"><\/p>\n<p><strong>O legado de Frantz Fanon como m\u00e9dico, diplomata e te\u00f3rico do anticolonialismo \u00e9 uma ferramenta essencial para compreender as cicatrizes da escravid\u00e3o e do capitalismo.<\/strong><\/p>\n<p><b>Blanca Fernandes e <\/b><b>Guilherme Arruda | S\u00e3o Paulo (SP)<\/b><\/p>\n<hr>\n<p><b>HER\u00d3IS DO POVO<\/b> \u2013\u00a0Por s\u00e9culos, uma das faces mais violentas do sistema capitalista foi o colonialismo. Na sanha de enriquecer com o roubo de recursos, terras e trabalho das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas de v\u00e1rias partes do mundo, pot\u00eancias coloniais como Fran\u00e7a, Inglaterra, Portugal e Espanha dizimaram povos inteiros, destru\u00edram ecossistemas e culturas, e submeteram milh\u00f5es de pessoas \u00e0 escraviza\u00e7\u00e3o. Para justificar as viol\u00eancias que cometeram, criaram tamb\u00e9m a ideologia do racismo, \u201cnaturalizando\u201d a ideia de uma hierarquia racial entre as sociedades.<\/p>\n<p>No entanto, as injusti\u00e7as da explora\u00e7\u00e3o capitalista colonial nunca passaram sem resposta. E, no s\u00e9culo XX, a resist\u00eancia popular das na\u00e7\u00f5es oprimidas acumulou for\u00e7as suficientes para se transformar em grandiosas revolu\u00e7\u00f5es de liberta\u00e7\u00e3o nacional em toda a \u00c1frica, \u00c1sia e Am\u00e9rica Latina, que conquistaram a independ\u00eancia de dezenas de pa\u00edses (como na Arg\u00e9lia) e deram in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do socialismo em alguns deles (a exemplo de Cuba e do Vietn\u00e3).<\/p>\n<p>A conscientiza\u00e7\u00e3o dos povos para a necessidade de lutar por sua autodetermina\u00e7\u00e3o, pelo fim do sistema capitalista e do racismo se deveu ao trabalho paciente de muitas organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias e seus dirigentes. Neste ano de 2025, comemoramos o centen\u00e1rio de nascimento de um dos principais nomes a dedicar toda sua vida e for\u00e7a \u00e0 luta contra o colonialismo, nos deixando contribui\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas e pr\u00e1ticas imprescind\u00edveis: o m\u00e9dico e militante revolucion\u00e1rio Frantz Fanon. Conhecer sua vida e sua obra \u00e9 uma forma de prestar homenagem a seu legado.<\/p>\n<h4><b>Tornando-se um revolucion\u00e1rio<\/b><\/h4>\n<p>Frantz Fanon nasceu em 20 de julho de 1925 na Martinica, uma ilha do Caribe colonizada pela Fran\u00e7a. Ainda jovem, se somou \u00e0 luta contra o nazismo na Segunda Guerra Mundial, alistando-se no ex\u00e9rcito franc\u00eas. Ali mesmo, come\u00e7am a ganhar contornos suas reflex\u00f5es sobre o racismo. Mesmo lutando lado a lado com soldados brancos e ganhando uma Cruz de Guerra na Batalha da Als\u00e1cia, ainda era tratado de maneira inferior, visto apenas como um negro martinicano aos olhos dos europeus.<\/p>\n<p>Aos 26 anos, Fanon se forma em Medicina na Universidade de Lyon, na Fran\u00e7a, e na sequ\u00eancia migra para a Arg\u00e9lia, onde foi contratado para dirigir o hospital psiqui\u00e1trico Blida-Joinville. O que a princ\u00edpio era apenas um momento de sua trajet\u00f3ria profissional, se tornou uma rela\u00e7\u00e3o profunda de compromisso com a luta revolucion\u00e1ria pela liberta\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses africanos.<\/p>\n<p>Naquele per\u00edodo, em 1954, a Frente de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional (FLN) deu in\u00edcio \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Argelina, buscando a independ\u00eancia do pa\u00eds ap\u00f3s duzentos anos de domina\u00e7\u00e3o francesa. No exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es no hospital, Fanon estava atento aos efeitos da guerra sobre colonizadores e colonizados. Escreveu, por exemplo, sobre os \u201cpoliciais no limiar da loucura\u201d, que reproduziam as torturas que praticavam contra os argelinos tamb\u00e9m com seus filhos e esposas, e sobre o sofrimento ps\u00edquico dos \u00e1rabes submetidos \u00e0 desumaniza\u00e7\u00e3o colonial.<\/p>\n<p>Solid\u00e1rio aos independentistas, Fanon atende clandestinamente os combatentes feridos da FLN no subsolo da cl\u00ednica. Logo passou a ser vigiado e perseguido. Da\u00ed em diante, o m\u00e9dico decidiu se envolver de corpo e alma com a luta revolucion\u00e1ria, renunciando \u00e0 diretoria do hospital e tornando-se militante da Frente de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional.<\/p>\n<h4><b>Revolu\u00e7\u00e3o na Arg\u00e9lia<\/b><\/h4>\n<p>De acordo com o pesquisador Deivison Faustino, autor da biografia <i>Frantz Fanon: um revolucion\u00e1rio particularmente negro<\/i>, o m\u00e9dico martinicano cumpriu tr\u00eas tarefas principais em sua milit\u00e2ncia: foi redator do jornal <i>El Moudjahid<\/i>, \u00f3rg\u00e3o central da luta anticolonial; atuou diretamente no <i>front<\/i> de batalha, utilizando seus conhecimentos m\u00e9dicos e militares; e serviu de embaixador da Revolu\u00e7\u00e3o Argelina na \u00c1frica negra, que tamb\u00e9m iniciava sua luta para se libertar do jugo das pot\u00eancias coloniais.<\/p>\n<p>Ao participar da Confer\u00eancia dos Povos Africanos realizada em Gana, no ano de 1958, Fanon contribuiu decisivamente para a unifica\u00e7\u00e3o da luta da FLN com os esfor\u00e7os independentistas das demais na\u00e7\u00f5es africanas. No evento, o martinicano defendeu junto de l\u00edderes anticoloniais como o gan\u00eas Kwame Nkrumah e o congol\u00eas Patrice Lumumba \u201ca necessidade de uma sa\u00edda continental \u2013 e intercontinental \u2013 revolucion\u00e1ria, de car\u00e1ter antirracista e antiimperialista\u201d, explica Faustino.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1960, 32 pa\u00edses africanos conquistariam sua independ\u00eancia. Nesse sentido, no artigo <i>Descoloniza\u00e7\u00e3o e independ\u00eancia<\/i>, Fanon escreveu: \u201cTodo o povo argelino sabe que, depois da Arg\u00e9lia, ser\u00e1 a \u00c1frica Negra a travar seu combate\u201d. E completa: \u201cOs povos oprimidos sabem hoje que a liberta\u00e7\u00e3o nacional \u00e9 parte do desenvolvimento hist\u00f3rico, mas tamb\u00e9m que essa liberta\u00e7\u00e3o deve ser obra do povo oprimido\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 em <i>A Guerra da Arg\u00e9lia e a liberta\u00e7\u00e3o dos homens<\/i>, o m\u00e9dico chama aten\u00e7\u00e3o para o car\u00e1ter internacionalista e de classe dessa luta. Ele aponta o \u201crefor\u00e7o dial\u00e9tico existente entre o movimento de liberta\u00e7\u00e3o dos povos colonizados e a luta de emancipa\u00e7\u00e3o das classes trabalhadoras exploradas nos pa\u00edses imperialistas\u201d, que por vezes \u201c\u00e9 esquecido\u201d, em sua vis\u00e3o.<\/p>\n<p>Rejeitando as cal\u00fanias das pot\u00eancias capitalistas, destaca no artigo <i>O sangue magrebino n\u00e3o correr\u00e1 em v\u00e3o <\/i>que \u201cpara os povos coloniais subjugados pelas na\u00e7\u00f5es ocidentais, os pa\u00edses comunistas s\u00e3o os \u00fanicos que, em todas as ocasi\u00f5es, partiram em sua defesa\u201d. Mesmo assim, foi um cr\u00edtico do Partido Comunista Franc\u00eas, que titubeou na defesa da independ\u00eancia da Arg\u00e9lia.<\/p>\n<p>Sobre o trabalho de Fanon como agitador e propagandista, o editor do jornal da FLN naquele per\u00edodo, Redha Malek, destacou o papel do peri\u00f3dico na atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e te\u00f3rica do martinicano afirmando que uma de suas principais obras, <i>Os Condenados da Terra <\/i>(1961), \u201cn\u00e3o \u00e9 nada mais que o desenvolvimento e um aprofundamento das quest\u00f5es tratadas em <i>El Moudjahid<\/i>, elaboradas no cotidiano da nossa reda\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Cada vez mais reconhecido enquanto intelectual, Fanon usou seu prest\u00edgio para realizar confer\u00eancias ao redor do mundo denunciando os crimes de assassinato e tortura cometidos pela Fran\u00e7a na tentativa de impedir a independ\u00eancia da Arg\u00e9lia. Tamb\u00e9m angariou solidariedade e fundos para a FLN junto a intelectuais e democratas apoiadores da causa argelina, como seus amigos Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir.<\/p>\n<h4><b>Impactos psicol\u00f3gicos do racismo<\/b><\/h4>\n<p>No entanto, a contribui\u00e7\u00e3o de Fanon \u00e0 luta dos povos n\u00e3o se restringe \u00e0 atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica na Revolu\u00e7\u00e3o Argelina. O m\u00e9dico martinicano tamb\u00e9m deixou uma s\u00e9rie de formula\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas profundas, que t\u00eam grande import\u00e2ncia para pensar os impactos ps\u00edquicos e subjetivos da coloniza\u00e7\u00e3o sobre homens e mulheres colonizados, especialmente negros e negras. Muitas dessas reflex\u00f5es est\u00e3o condensadas no j\u00e1 citado livro <i>Os Condenados da Terra<\/i>, mas tamb\u00e9m em obras como <i>Pele Negra, M\u00e1scaras Brancas <\/i>(1952), <i>Em Defesa da Revolu\u00e7\u00e3o Africana <\/i>(1964, p\u00f3stumo) e <i>Aliena\u00e7\u00e3o e liberdade <\/i>(2018, p\u00f3stumo).<\/p>\n<p>Uma das grandes contribui\u00e7\u00f5es de seu estudo cl\u00ednico a respeito dos complexos de inferioridade causados pela escraviza\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o, foi identificar alguns comportamentos recorrentes entre homens e mulheres negros das Antilhas: ora um \u00f3dio virulento a tudo que o colonizador branco qualificou como \u201cde negro\u201d \u2013 sua cultura, tradi\u00e7\u00f5es, linguagem, caracter\u00edsticas e afins \u2013 e uma tentativa de se assemelhar ao colonizador; ora um \u00f3dio a tudo que o colonizador qualificou como \u201cde branco\u201d, passando a buscar ansiosamente um passado apagado, supervalorizando tradi\u00e7\u00f5es e culturas que poderiam ser chamadas de suas.<\/p>\n<p>Ao fim, na an\u00e1lise de Fanon, ambas as solu\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas pressuporiam um aprisionamento do negro e do branco em categorias de identidade que s\u00f3 foram criadas para justificar um processo de viol\u00eancia econ\u00f4mica, pol\u00edtica e social, e de domina\u00e7\u00e3o de um povo sobre outro. Nas palavras do m\u00e9dico, \u201cse h\u00e1 um complexo de inferioridade, ele resulta de um duplo processo: econ\u00f4mico, em primeiro lugar; e em seguida, por interioriza\u00e7\u00e3o, ou melhor, por epidermiza\u00e7\u00e3o dessa inferioridade. Somente haver\u00e1 desaliena\u00e7\u00e3o genu\u00edna na medida em que as coisas, no sentido mais materialista poss\u00edvel, tiverem voltado ao seu lugar.\u201d<\/p>\n<h4><b>Legado anticolonial<\/b><\/h4>\n<p>Em 1962, ap\u00f3s quase oito anos de luta armada, a Arg\u00e9lia conquistou sua independ\u00eancia da Fran\u00e7a. No entanto, Frantz Fanon n\u00e3o viveu para v\u00ea-la. Devido a uma leucemia que o acometeu aos 36 anos, o m\u00e9dico faleceu em 1961. Mesmo assim, sua contribui\u00e7\u00e3o para a emancipa\u00e7\u00e3o continua sendo lembrada pela massa do povo argelino \u2013 ainda que seu conte\u00fado revolucion\u00e1rio e anticapitalista esteja bastante apagado, tendo em vista o enfraquecimento dos ideais da Revolu\u00e7\u00e3o Argelina.<\/p>\n<p>Apesar de sua morte, as reflex\u00f5es de Fanon seguiram inspirando a luta de liberta\u00e7\u00e3o nacional dos pa\u00edses da \u00c1frica e \u00c1sia, em especial os que optaram pela sa\u00edda radical da luta armada contra os imperialistas. O m\u00e9dico foi decisivo para instigar o internacionalismo e a solidariedade entre os povos colonizados.<\/p>\n<p>Vivendo sob o sistema capitalista, o Brasil ainda n\u00e3o acertou contas com quatro s\u00e9culos de coloniza\u00e7\u00e3o e escravismo. Somos um pa\u00eds para onde seis milh\u00f5es de africanos foram traficados ao longo desse per\u00edodo, a fim de servir de m\u00e3o de obra for\u00e7ada para o lucro dos imperialistas, o que teve consequ\u00eancias profundas sobre nossa forma\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Somando o estudo de nossa hist\u00f3ria \u00e0 obra de Fanon e \u00e0s experi\u00eancias de luta de outros pa\u00edses colonizados, podemos ter mais pistas das din\u00e2micas da opress\u00e3o do negro em nosso pa\u00eds, e assim construir os caminhos para a liberta\u00e7\u00e3o de nosso povo.<\/p>\n<p><strong>(Texto baseado em entrevista de Priscilla Santos, pesquisadora da obra de Fanon)<\/strong><\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/dossie-apresenta-raio-x-da-destruicao-ambiental-e-dos-povos-tradicionais-do-cerrado\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Captura-de-Tela-2025-09-13-as-081245-675x375-1-150x150.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\">O legado de Frantz Fanon como m\u00e9dico, diplomata e te\u00f3rico do anticolonialismo \u00e9 uma ferramenta essencial para compreender as cicatrizes da escravid\u00e3o e do capitalismo. Blanca Fernandes e Guilherme Arruda | S\u00e3o Paulo (SP) HER\u00d3IS DO POVO \u2013\u00a0Por s\u00e9culos, uma das faces mais violentas do sistema capitalista foi o colonialismo. 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