{"id":72855,"date":"2026-02-03T11:05:11","date_gmt":"2026-02-03T14:05:11","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/movimento-dos-trabalhadores-rurais-sem-terra-semear-consciencia-e-cultivar-agroecologia\/"},"modified":"2026-02-03T11:05:11","modified_gmt":"2026-02-03T14:05:11","slug":"movimento-dos-trabalhadores-rurais-sem-terra-semear-consciencia-e-cultivar-agroecologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/movimento-dos-trabalhadores-rurais-sem-terra-semear-consciencia-e-cultivar-agroecologia\/","title":{"rendered":"Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra: semear consci\u00eancia e cultivar agroecologia"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-768x511.jpg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Bruno Ortega\/ MST no PR<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Por Mari\u00e1ngeles Guerrero <br \/>Da Ag\u00eancia Tierra Viva<\/em><\/p>\n<p>\u201cFlores n\u00e3o s\u00e3o comest\u00edveis, mas n\u00f3s as plantamos porque gostamos de trabalhar entre elas\u201d. A jovem Tha\u00eds Rodrigues da Silva percorre as hortas de batata-doce, mandioca, salsa, cebolinha e alho-por\u00f3 que cuida junto com sua m\u00e3e, no assentamento Nova Esperan\u00e7a I, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Brasil, localizado ao norte de S\u00e3o Paulo. A brisa, naquele canto do Vale do Para\u00edba, traz o aroma de uma salada rec\u00e9m-colhida. As flores guardam a produ\u00e7\u00e3o e estendem suas p\u00e9talas rosadas, amarelas e alaranjadas. S\u00e3o manchas coloridas no verde espesso da terra ocupada para produzir alimentos saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>Rodrigues da Silva integra o MST e cuida das hortas junto com sua m\u00e3e, Maria Francisca da Silva Cardoso. O assentamento Nova Esperan\u00e7a I situa-se no munic\u00edpio de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, no estado de S\u00e3o Paulo. L\u00e1 vivem 63 fam\u00edlias. <strong>Nova Esperan\u00e7a I \u00e9 um dos seis assentamentos com 331 fam\u00edlias que o MST impulsionou na zona periurbana de S\u00e3o Paulo para levar alimentos rec\u00e9m-colhidos \u00e0 \u00e1rea urbana mais populosa do pa\u00eds<\/strong>.<\/p>\n<p>A jovem atua como guia em uma visita de interc\u00e2mbio de saberes entre organiza\u00e7\u00f5es de 16 pa\u00edses, realizada no marco do <strong>Primeiro Encontro Internacional sobre Pesquisa-A\u00e7\u00e3o Participativa para a Agroecologia e a Incid\u00eancia Clim\u00e1tica da iniciativa IPA-Global<\/strong>, que reuniu ativistas em defesa da agroecologia e da justi\u00e7a clim\u00e1tica provenientes de 16 pa\u00edses em Guararema (S\u00e3o Paulo, Brasil), no fim de 2025.<\/p>\n<p>IPA-Global \u00e9 uma iniciativa promovida pelo <a href=\"https:\/\/agroecologyfund.org\/\">Agroecology Fund<\/a> que busca fortalecer, atrav\u00e9s de subven\u00e7\u00f5es e da cocria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de aprendizagem, espa\u00e7os multissetoriais formados por organiza\u00e7\u00f5es camponesas, ind\u00edgenas, pesqueiras e pessoas do \u00e2mbito acad\u00eamico que trabalham na pesquisa participativa para a incid\u00eancia em favor da agroecologia e da justi\u00e7a clim\u00e1tica, com eixo nos saberes locais.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-1-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-1-1.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Priscila Ramos \/ MST<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h2>Um assentamento campon\u00eas no Vale do Para\u00edba<\/h2>\n<p>Nova Esperan\u00e7a I foi reconhecido como assentamento do MST em 2002. As fam\u00edlias do local t\u00eam direito \u00e0 posse dessas terras. Mas o processo de luta para se assentarem come\u00e7ou em 1997. A recupera\u00e7\u00e3o desses lotes, um grande latif\u00fandio improdutivo, incluiu acampamentos na Rodovia Presidente Dutra, que conecta S\u00e3o Paulo ao Rio de Janeiro. \u201cHouve mortes na rodovia. Foi um processo dif\u00edcil\u201d, relata Rodrigues da Silva, agricultora, agr\u00f4noma e natural de Crix\u00e1s (estado de Goi\u00e1s, regi\u00e3o central do Brasil), que chegou ao assentamento em 2017.<\/p>\n<p><strong>Desde suas origens, em 1984, o MST realizou 2.500 ocupa\u00e7\u00f5es com 370.000 fam\u00edlias e 900 acampamentos com 150.000 fam\u00edlias sem terra. Este movimento, identificado por suas bandeiras e bon\u00e9s vermelhos, luta pela terra e pela soberania alimentar<\/strong>. O MST \u00e9 o maior movimento campon\u00eas da Am\u00e9rica do Sul. A experi\u00eancia de recuperar terras para produzir tem um contexto pol\u00edtico de emancipa\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora rural. Por isso, al\u00e9m de cultivar, tamb\u00e9m forma quadros pol\u00edticos na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), localizada em Guararema\/SP.<\/p>\n<p>A jovem aponta que os sistemas agroflorestais e agroecol\u00f3gicos no Vale do Para\u00edba fortalecem a miss\u00e3o que o MST assumiu de plantar \u00e1rvores e produzir alimentos saud\u00e1veis. <strong>\u201cNesses lotes voc\u00eas n\u00e3o v\u00e3o encontrar monocultivos de tomate ou de morango. Aqui se trabalha com um sistema e podemos encontrar uma diversidade de floresta pr\u00f3pria deste territ\u00f3rio\u201d, explica<\/strong>.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-2-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-2-1.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-2-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Priscila Ramos \/ MST<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Em termos de biomas, o estado de S\u00e3o Paulo est\u00e1 na Mata Atl\u00e2ntica brasileira. Rodrigues da Silva prefere n\u00e3o usar o termo \u201cmata\u201d, e sim \u201cfloresta\u201d, floresta atl\u00e2ntica, porque a palavra \u201cmata\u201d n\u00e3o nomeia adequadamente a imensid\u00e3o e a exuber\u00e2ncia do territ\u00f3rio. Nos sistemas desenvolvidos no assentamento h\u00e1 frutos nativos, como o cambuci, que d\u00e1 nome a um bairro de S\u00e3o Paulo. E \u00e1rvores nativas como o cambu\u00ed, como tamb\u00e9m \u00e9 chamada uma importante avenida de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos. \u201cMas as pessoas das cidades n\u00e3o sabem de onde v\u00eam esses nomes\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da flora aut\u00f3ctone que d\u00e1 identidade \u00e0 regi\u00e3o, h\u00e1 outras frut\u00edferas ex\u00f3ticas, como o abacaxi, o lim\u00e3o e a banana. \u201c\u00c9 estranho dizer que a banana \u00e9 ex\u00f3tica. Ela est\u00e1 h\u00e1 tanto tempo em nosso territ\u00f3rio que j\u00e1 a sentimos como nossa. E, de certa maneira, \u00e9\u201d, diz Rodrigues da Silva.<\/p>\n<p>A agricultora conta que recebe cr\u00edticas, \u201cprincipalmente dos ambientalistas\u201d, por introduzir essas plantas no sistema produtivo. \u201cE \u00e9 paradoxal porque as mesmas pessoas que criticam o uso de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas consomem produtos ex\u00f3ticos como arroz, feij\u00e3o, ma\u00e7\u00e3s ou peras no supermercado e n\u00e3o consideram isso estranho\u201d, reflete.<\/p>\n<p>Entre as plantas comest\u00edveis e medicinais h\u00e1 fileiras de \u00e1rvores que oferecem sombra. O sistema \u00e9 pensado como um ecossistema e n\u00e3o apenas como um espa\u00e7o de produ\u00e7\u00e3o para a venda. <strong>\u201cO problema da agricultura convencional \u00e9 que planta para atender ao \u2018Deus Mercado\u2019. N\u00f3s produzimos para n\u00f3s e depois para o mercado\u201d, assinala<\/strong>.<\/p>\n<p>Entre as hortas e as \u00e1rvores voam p\u00e1ssaros que ali constroem seus ninhos. Rodrigues da Silva comenta que as aves s\u00e3o companheiras que lhes ajudam a plantar. \u201cO jacu e outras esp\u00e9cies plantam conosco. A vantagem de trabalhar em um sistema agroflorestal \u00e9 que n\u00e3o se trabalha sozinho\u201d, garante.<\/p>\n<p>Ela e sua fam\u00edlia cultivam e comercializam uma parte com a <a href=\"https:\/\/csabrasil.org\/csa\/sobre\/#qs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Comunidade que Sustenta a Agricultura<\/a> (CSA Guajuvira), um grupo urbano formado por produtores e consumidores que financia a produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica. Dentro do assentamento h\u00e1 outras tr\u00eas CSA: S\u00edtio Agroecol\u00f3gico, S\u00edtio Guapuruvu e Pindorama. As demais fam\u00edlias t\u00eam outras formas de comercializa\u00e7\u00e3o de seus alimentos.<\/p>\n<h2>Diversidade contra a monocultura<\/h2>\n<p>Oito anos atr\u00e1s, quando Rodrigues da Silva, sua m\u00e3e e seu marido (Altamir Bastos) come\u00e7aram a desenvolver o sistema agroflorestal que hoje inclui frutas, verduras, arroz e leguminosas, nos campos s\u00f3 havia braqui\u00e1ria, uma esp\u00e9cie forrageira origin\u00e1ria da savana africana.<\/p>\n<p><strong>A hist\u00f3ria colonial e econ\u00f4mica do Brasil \u00e9 contada por ciclos. Primeiro foi a cana, depois a minera\u00e7\u00e3o, em seguida o caf\u00e9, o eucalipto e, mais tarde, o gado<\/strong>. Quando a cria\u00e7\u00e3o de gado se expandiu, a braqui\u00e1ria foi semeada em grande parte do pa\u00eds.\u00a0<br \/><strong>Rodrigues da Silva explica que o Vale do Para\u00edba passou pelos ciclos do eucalipto, do caf\u00e9 e do gado. Atualmente, eles enfrentam o problema das queimadas, porque muitos pecuaristas usam esse m\u00e9todo para manejar as pastagens<\/strong>. Nos per\u00edodos de seca, os moradores ficam em casa porque basta um pequeno fogo para que a diversidade que semeiam e cultivam se perca.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-3.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-3.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-3-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-3-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Priscila Ramos \/ MST<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Nos canteiros h\u00e1 alface, salsa, beterraba, cenoura. A agricultora afirma que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, como as chuvas fortes, n\u00e3o os afetar\u00e3o tanto porque eles n\u00e3o t\u00eam monocultivo. Afirma que o mesmo acontece com cupins e formigas. \u201cTive um vizinho que plantou 2.000 manivas de mandioca e perguntou como n\u00f3s t\u00ednhamos conseguido colher nossa mandioca e ele n\u00e3o. E \u00e9 porque n\u00e3o plantamos s\u00f3 mandioca. No caso dele, as formigas tinham s\u00f3 mandioca para comer e comeram tudo. Tamb\u00e9m temos menos cupins e considero que \u00e9 por causa do manejo\u201d, relata.<\/p>\n<p>Troncos de eucalipto erguem-se solit\u00e1rios al\u00e9m das hortas, onde a braqui\u00e1ria verde, homog\u00eanea e \u00e1spera se estende at\u00e9 o limite do horizonte. Rodrigues da Silva explica que o eucalipto \u00e9 uma planta fundamental. Serve de poleiro para as aves, que trazem sementes de outros lugares e colonizam o territ\u00f3rio. <strong>E assegura que essa \u00e1rvore n\u00e3o \u00e9 um problema; o problema \u00e9 o monocultivo, \u201ca monocultura da mente\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cSe plantarmos grumixama (cereja brasileira) em monocultivo, causaremos um impacto t\u00e3o negativo na regi\u00e3o quanto o desastre que o monocultivo do caf\u00e9 causou no Vale do Para\u00edba. E o caf\u00e9 foi o problema? N\u00e3o, o problema fomos n\u00f3s, os seres humanos, que causamos esse desastre\u201d, reflete.\u00a0<\/p>\n<p>E acrescenta<strong>: \u201cN\u00e3o h\u00e1 planta que, por si mesma, seja danosa. O problema, na maioria das vezes, somos n\u00f3s. E, se temos o poder de causar todo esse problema, tamb\u00e9m temos o poder de trazer a solu\u00e7\u00e3o\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>Quando termina o percurso por suas hortas, ela afirma: <strong>\u201cN\u00e3o se justifica tudo o que o ser humano est\u00e1 fazendo em Gaza ou no Brasil<\/strong>. Estamos destruindo o planeta. E, se existe um ser maravilhoso que preparou um para\u00edso para n\u00f3s, seria muito idiota se nos deixasse entrar, porque j\u00e1 estamos destruindo este\u201d.<\/p>\n<h2>Da cidade ao campo<\/h2>\n<p>Apesar da riqueza dos cultivos, a maior parte das fam\u00edlias que vive nos assentamentos do Vale n\u00e3o se sustenta apenas da atividade agr\u00edcola. <strong>Rodrigues da Silva assegura que isso se deve \u00e0s dificuldades de acessar pol\u00edticas p\u00fablicas que as acompanhem<\/strong>. Muitas delas v\u00eam das periferias das cidades pr\u00f3ximas e t\u00eam um distanciamento muito grande do que significa viver no campo. Antes de chegar ao assentamento, esses produtores viviam nas ruas. Por isso, para a agricultora, \u00e9 necess\u00e1rio ter um apoio adicional.<\/p>\n<p>Nesse processo de desenvolvimento produtivo do assentamento h\u00e1 avan\u00e7os e retrocessos. H\u00e1 alguns anos, haviam conseguido a licita\u00e7\u00e3o para levar, por meio de uma cooperativa, alimentos saud\u00e1veis \u00e0s escolas de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos. <strong>Mas, uma vez perdida a licita\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguiram renov\u00e1-la por \u201cfalta de interesse dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>Em <a href=\"https:\/\/viacampesina.org\/es\/brasil-5-crimenes-del-agronegocio-contra-la-naturaleza-los-bienes-comunes-y-la-humanidad\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">outubro do ano passado<\/a>, as mulheres do MST do estado de S\u00e3o Paulo denunciaram que <strong>grandes empresas estrangeiras de energias renov\u00e1veis estavam invadindo territ\u00f3rios e comunidades rurais e, com apoio de recursos p\u00fablicos, despejaram e amea\u00e7aram as fam\u00edlias camponesas<\/strong>.<\/p>\n<p>Apesar dessas adversidades, toda semana Nova Esperan\u00e7a I entrega 25 cestas de alimentos ao grupo CSA que apoia o assentamento: <strong>\u201cExiste outra forma de produzir alimentos e algo al\u00e9m do arroz e feij\u00e3o para nos alimentar\u201d<\/strong>.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-4.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-4.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-4-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-4-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Priscila Ramos \/ MST<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h2>Educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica com os p\u00e9s na terra<\/h2>\n<p>\u201cOs educadores n\u00e3o podem eludir as tarefas te\u00f3ricas e pr\u00e1ticas que eles mesmos ter\u00e3o de descobrir, coordenar e transformar em fatos concretos mediante sua a\u00e7\u00e3o construtiva, inteligente e coletiva\u201d. Era assim que\u00a0 o soci\u00f3logo brasileiro Florestan Fernandes pensava a educa\u00e7\u00e3o; essa cita\u00e7\u00e3o vem de seu livro <em>O desafio educacional<\/em> (1989).<\/p>\n<p>A Escola de Forma\u00e7\u00e3o do MST, localizada em Guararema (S\u00e3o Paulo), leva o nome desse intelectual, falecido em 1995.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Desde o come\u00e7o, o MST organiza cursos para militantes e dirigentes.<\/strong> Em 1996 surgiu a necessidade de ter um espa\u00e7o para fortalecer o processo de estudo, articula\u00e7\u00e3o e interc\u00e2mbio entre as organiza\u00e7\u00f5es de trabalhadores do campo e da cidade que lutam pela transforma\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>A partir de uma doa\u00e7\u00e3o de fotos do fotojornalista Sebasti\u00e3o Salgado e da colabora\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Saramago e Chico Buarque, a constru\u00e7\u00e3o da escola come\u00e7ou em 1997 e foi inaugurada em 2005.<strong>Nela o estudo, o trabalho, a organiza\u00e7\u00e3o, as rela\u00e7\u00f5es humanas, a cultura, a filosofia, os direitos humanos, a hist\u00f3ria, a agroecologia e a quest\u00e3o agr\u00e1ria s\u00e3o combinados. <\/strong>Um busto de Paulo Freire lembra a centralidade que a educa\u00e7\u00e3o popular tem nesse espa\u00e7o.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-9.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-9.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-9-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-9-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Priscila Ramos \/ MST<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Na escola, a cultura se expressa em todas as suas formas. Uma pequena casa cuja fachada foi pintada com o rosto da artista mexicana Frida Kahlo \u00e9 o espa\u00e7o de express\u00e3o art\u00edstica. Tr\u00eas hortas agroecol\u00f3gicas contribuem para a alimenta\u00e7\u00e3o das e dos estudantes que chegam de outras partes do Brasil e de diversos pa\u00edses. A biblioteca conta com material em diferentes idiomas, doado por simpatizantes de todo o mundo. E um espa\u00e7o com jogos e hist\u00f3rias \u00e9 destinado \u00e0s inf\u00e2ncias, para que m\u00e3es e pais possam estudar. <strong>Explicam que \u00e9 importante a participa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria entre homens e mulheres<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>O objetivo da escola \u00e9 levar o conhecimento \u00e0 pr\u00e1tica e a palavra \u00e0 a\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Douglas Estevam, militante do MST, explica que o uso de agrot\u00f3xicos e as consequ\u00eancias que isso trazia para a sa\u00fade levaram \u00e0 centralidade que a agroecologia tem para o movimento hoje em dia. <strong>\u201cA transi\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica foi se consolidando a partir da experi\u00eancia concreta, at\u00e9 se transformar em um elemento central e estrat\u00e9gico do nosso programa, que chamamos de reforma agr\u00e1ria popular e que tem como pilares centrais a agroecologia e o cuidado com a natureza\u201d<\/strong>, indica.<\/p>\n<h2>Do Brasil \u00e0 \u00c1sia e \u00e0 \u00c1frica<\/h2>\n<p>Zainal Arifin Fuat pertence \u00e0 <a href=\"https:\/\/spi.or.id\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Serikat Petani Indonesia<\/a> (Uni\u00e3o de Camponeses da Indon\u00e9sia). Charles Lwanga Tumuhe integra a equipe da <a href=\"https:\/\/afsafrica.org\/about-us\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Alian\u00e7a pela Soberania Alimentar<\/a> (AFSA, por sua sigla em ingl\u00eas), uma articula\u00e7\u00e3o de redes de promo\u00e7\u00e3o da agroecologia presente em 50 pa\u00edses africanos. Narendranath Damodaran faz parte da <a href=\"https:\/\/nfcoalition.in\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Coaliz\u00e3o Nacional para a Agricultura Natural<\/a> (NCNF, por sua sigla em ingl\u00eas) da \u00cdndia.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas ativistas conheceram a escola de forma\u00e7\u00e3o Florestan Fernandes e o assentamento Nova Esperan\u00e7a I no marco da reuni\u00e3o da IPA-Global. Em di\u00e1logo com a Tierra Viva, compartilharam como a experi\u00eancia camponesa brasileira se conecta \u00e0s suas realidades.<\/p>\n<p>Para Arifin Fuat, Nova Esperan\u00e7a I deixa uma li\u00e7\u00e3o sobre como as fam\u00edlias conseguiram ter acesso \u00e0 terra e produzir para sua subsist\u00eancia. <strong>\u201c\u00c9 importante vincular a luta pela reforma agr\u00e1ria com a agricultura\u201d<\/strong>, assegura. E valoriza a produ\u00e7\u00e3o de \u201cmulticultivos em vez de monocultivos\u201d e a obten\u00e7\u00e3o de variedade de alimentos gra\u00e7as \u00e0 agroecologia.\u00a0<\/p>\n<p>Ele assinala: \u201cEsse tipo de luta \u00e9 parecido com o da nossa organiza\u00e7\u00e3o, na qual lutamos para conseguir terras e pela reforma agr\u00e1ria. Precisamos da terra e, depois de conquist\u00e1-la, cultivar alimentos\u201d.<\/p>\n<p>Sobre a escola, ele valoriza que haja uma conex\u00e3o \u201ccom a ideologia da economia pol\u00edtica, para que a luta seja mais integral\u201d. Entre os objetivos do SPI indon\u00e9sio tamb\u00e9m est\u00e1 a forma\u00e7\u00e3o e a educa\u00e7\u00e3o de seus integrantes.<\/p>\n<p>Lwanga Tumuhe vive em Uganda, pa\u00eds que conta com uma pol\u00edtica de agricultura org\u00e2nica desde 2020 e onde se desenvolve uma pol\u00edtica nacional de agroecologia. Ele considera que a escola \u00e9 \u201cuma experi\u00eancia \u00fanica porque os ativistas se uniram para criar suas pr\u00f3prias instala\u00e7\u00f5es de aprendizagem, contribu\u00edram com a ideologia e com o plano de estudos\u201d. E reflete: <strong>\u201c\u00c9 algo que devemos replicar na \u00c1frica, porque l\u00e1 normalmente algu\u00e9m de fora vem, constr\u00f3i algo e h\u00e1 pouqu\u00edssima participa\u00e7\u00e3o das pessoas afetadas pelo problema\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>Outro ponto que ele destaca \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o entre a educa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e o trabalho pr\u00e1tico com a terra. \u201cNa \u00c1frica contamos com centros de alimentos balanceados e de solos saud\u00e1veis em dez pa\u00edses. Neles,\u00a0 h\u00e1 um excelente trabalho pr\u00e1tico e de desenvolvimento de tecnologias, mas nos falta construir uma base filos\u00f3fica, em termos de um sistema de valores, de treinar soldados que possam travar uma forte luta contra as m\u00e1s pol\u00edticas e desafiar as corpora\u00e7\u00f5es e as injusti\u00e7as que elas trazem, como a apropria\u00e7\u00e3o de terras, como oferecer pre\u00e7os baixos aos produtos agr\u00edcolas ou dominar o mercado com agrot\u00f3xicos\u201d, assinala.<\/p>\n<p>A independ\u00eancia na \u00c1frica tem seis d\u00e9cadas. Mas, afirma, \u201cseguimos lutando para recuperar nossa independ\u00eancia. Os senhores de engenho seguem presentes por meio da pol\u00edtica, dos filantropos e das multinacionais\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>E exp\u00f5e que, nesse contexto, h\u00e1 duas dificuldades para a soberania alimentar no continente. Uma \u00e9 a falta de desenvolvimento do transporte, o que torna necess\u00e1rio que, em cada territ\u00f3rio, se produzam os alimentos essenciais. Mas o outro problema tem a ver precisamente com o conhecimento. \u201cNa universidade se ensina que precisamos ter monocultivos de produtos comerciais (caf\u00e9, cacau, tabaco) e vend\u00ea-los \u00e0 f\u00e1brica, depois export\u00e1-los para outro continente e usar o dinheiro obtido para comprar alimentos\u201d.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-10.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-10.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-10-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-10-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Priscila Ramos<\/em>\/ MST<\/figcaption><\/figure>\n<p>Por sua vez, Damodaran destaca a relev\u00e2ncia de \u201caprender coisas pr\u00e1ticas da vida que te tornam uma pessoa melhor, mais consciente pol\u00edtica e socialmente, mais capacitada, que te preparam para enfrentar as diversas preocupa\u00e7\u00f5es sociais\u201d. Ele acrescenta: <strong>\u201c\u00c9 muito interessante ver como conseguiram integrar os aspectos pol\u00edticos da prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente, da natureza e da sa\u00fade do solo, que s\u00e3o t\u00e3o pol\u00edticos quanto qualquer outra coisa\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>Sobre a visita a Nova Esperan\u00e7a I, ele destaca a coexist\u00eancia de plantas, frutos e at\u00e9 formigas no sistema: \u201cIsso \u00e9 a compreens\u00e3o da coexist\u00eancia com o restante da natureza. Tha\u00eds entende a agroecologia de uma perspectiva muito espiritual, a partir do princ\u00edpio da coexist\u00eancia, e de uma perspectiva t\u00e9cnica com zero qu\u00edmicos, com cultivos m\u00faltiplos, utilizando a reciclagem e a biomassa\u201d.<\/p>\n<p>O MST tem mais de 40 anos de constru\u00e7\u00e3o coletiva no campo e de forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do campesinato. Sua experi\u00eancia se somou aos saberes das e dos visitantes da \u00c1frica, da Am\u00e9rica, da \u00c1sia e da Europa. A mensagem final do encontro \u00e9 que <strong>a agroecologia n\u00e3o \u00e9 apenas uma pr\u00e1tica produtiva, mas tamb\u00e9m uma filosofia e um movimento social<\/strong>. Nas palavras de Tha\u00eds, evidenciou-se tamb\u00e9m que o empoderamento das mulheres que trabalham com essa perspectiva \u00e9 cada vez maior.\u00a0<\/p>\n<p>O percurso pelos aspectos conceituais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e a beleza e abund\u00e2ncia das hortas em Nova Esperan\u00e7a I deixaram sua semente: a import\u00e2ncia da agroecologia e da organiza\u00e7\u00e3o camponesa. Uma semente para seguir se multiplicando em todo o mundo.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-11.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-11.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-11-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-11-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Priscila Ramos \/ MST<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2026\/02\/03\/movimento-dos-trabalhadores-rurais-sem-terra-semear-consciencia-e-cultivar-agroecologia\/\">Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra: semear consci\u00eancia e cultivar agroecologia<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/feriado-de-tiradentes-e-aniversario-de-brasilia-confira-que-abre-e-fecha-no-df\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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A jovem Tha\u00eds Rodrigues da Silva percorre as hortas de batata-doce, mandioca, salsa, cebolinha e alho-por\u00f3 que cuida junto com sua m\u00e3e, no assentamento Nova Esperan\u00e7a I, do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[306,33580,191,1197,200,3730],"tags":[],"class_list":["post-72855","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-agroecologia","category-mst-42-anos","category-noticias","category-producao","category-reforma-agraria-popular","category-reportagem"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72855","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72855"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72855\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72855"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72855"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72855"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}