{"id":74940,"date":"2026-02-19T15:19:24","date_gmt":"2026-02-19T18:19:24","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wikifavelas-quando-o-bloco-costura-o-territorio\/"},"modified":"2026-02-19T15:19:24","modified_gmt":"2026-02-19T18:19:24","slug":"wikifavelas-quando-o-bloco-costura-o-territorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wikifavelas-quando-o-bloco-costura-o-territorio\/","title":{"rendered":"WikiFavelas: Quando o bloco costura o territ\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/1024px-ArrudaSNQD.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/1024px-ArrudaSNQD.jpg 1024w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/02\/19151846\/1024px-ArrudaSNQD-300x169.jpg 300w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/02\/19151846\/1024px-ArrudaSNQD-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong><br \/><\/strong>Contar hist\u00f3rias lutas, produzir conhecimento coletivo e celebrar a alegria e a capacidade de se reinventar. Para al\u00e9m da viol\u00eancia, da falta de pol\u00edticas p\u00fablicas, das dificuldades. Esse \u00e9 o carnaval, festa que mobiliza todo o pa\u00eds a partir das refer\u00eancias, ancestralidades e olhares das periferias. \u00c9 quando jovens, mulheres e homens cotidianamente colocados em situa\u00e7\u00e3o de subalternidade, passam a contar com criatividade e ritmo suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>Esse tamb\u00e9m \u00e9 o papel do Dicion\u00e1rio de Favelas Marielle Franco<sup>1<\/sup>: abrir alas e caminhos para que toda e qualquer pessoa possa escrever sobre os conhecimentos produzidos nas favelas e periferias, em prol dos direitos de cidadania: \u00e0s cidades, \u00e0 sa\u00fade e, por que n\u00e3o, \u00e0 alegria. Em nossas p\u00e1ginas, h\u00e1 relatos do Carnaval Popular da Estrada Intendente Magalh\u00e3es<sup>2<\/sup>, no sub\u00farbio do Rio de Janeiro; de Santana do Parna\u00edba<sup>3<\/sup>, em S\u00e3o Paulo; de Olinda e Recife<sup>4<\/sup>, em Pernambuco; e muitos outros.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"686\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/1024px-075b00ef-be3c-4778-b95b-f88e024b4381.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/1024px-075b00ef-be3c-4778-b95b-f88e024b4381.jpg 1024w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/02\/19151707\/1024px-075b00ef-be3c-4778-b95b-f88e024b4381-300x201.jpg 300w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/02\/19151707\/1024px-075b00ef-be3c-4778-b95b-f88e024b4381-768x515.jpg 768w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/02\/19151707\/1024px-075b00ef-be3c-4778-b95b-f88e024b4381-272x182.jpg 272w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/figure>\n<p>Carnaval \u00e9 resist\u00eancia, e essa \u00e9 uma das marcas da Favela da Mar\u00e9, conjunto de comunidades da Zona Norte do Rio de Janeiro, que transformou o m\u00eas de fevereiro para al\u00e9m do calend\u00e1rio festivo. Aqui, a festa s\u00edmbolo da cidade significa tempo de rua, mem\u00f3ria e tomada de posi\u00e7\u00e3o, reinventada pelo Bloco <em><strong>Se Benze que D\u00e1<sup>5<\/sup>.<\/strong><\/em> Pelo 21\u00ba ano, nossa travessia percorrer\u00e1 no dia 21 de fevereiro as ruas da comunidade, firmando-se como cultura organizada com responsabilidade social e uma fun\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica: sustentar la\u00e7os, proteger a circula\u00e7\u00e3o e afirmar que a favela produz projeto de cidade.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/OQ_banner_680x250_V1-3.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/OQ_banner_680x250_V1-3.png 680w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2022\/12\/31175637\/OQ_banner_680x250_V1-300x110.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Para quem olha de fora, a favela da Mar\u00e9 emerge como um ponto no mapa no meio de importantes vias urbanas da cidade, dada sua localiza\u00e7\u00e3o entre a Avenida Brasil, a Linha Vermelha e a Linha Amarela. Esse desenho urbano, na pr\u00e1tica, tamb\u00e9m pressiona a vida cotidiana, a perman\u00eancia e a circula\u00e7\u00e3o dos moradores, suas demandas e afetos.\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 um territ\u00f3rio que convive com remo\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, desigualdades e opera\u00e7\u00f5es policiais recorrentes desde a d\u00e9cada de 1940, atravessado por marcos internos e barreiras invis\u00edveis que reorganizam trajetos, definem rotinas e fragmentam deslocamentos dentro da pr\u00f3pria favela. Nesse cen\u00e1rio, o <em><strong>Se Benze que D\u00e1 <\/strong><\/em>cumpre um papel de ponto de virada desta hist\u00f3ria. Mais do que um bloco, \u00e9 um m\u00e9todo de existir e um jeito direto de disputar direitos no compasso do samba.<\/p>\n<p><strong>Antes do Se Benze: a base cultural que sustenta o presente<\/strong><\/p>\n<div>\n<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"800\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/800px-Foto_do_fotografo_Fabio_Caffe_desfile_2024.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/800px-Foto_do_fotografo_Fabio_Caffe_desfile_2024.jpg 800w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/02\/19151730\/800px-Foto_do_fotografo_Fabio_Caffe_desfile_2024-300x300.jpg 300w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/02\/19151730\/800px-Foto_do_fotografo_Fabio_Caffe_desfile_2024-150x150.jpg 150w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/02\/19151730\/800px-Foto_do_fotografo_Fabio_Caffe_desfile_2024-768x768.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\"><figcaption>Foto: F\u00e1bio Caff\u00e9\/desfile 2024<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>A d\u00e9cada de 1960 marcou um ponto importante na forma\u00e7\u00e3o social e cultural da Mar\u00e9. Com o crescimento das ocupa\u00e7\u00f5es e a chegada de moradores removidos de outras \u00e1reas do Rio, o samba passou a funcionar como instrumento de pertencimento e de organiza\u00e7\u00e3o. O carnaval, ali, nunca foi s\u00f3 calend\u00e1rio<sup>6<\/sup>. Ele vira rede, vira encontro e vira uma forma concreta de dizer que o territ\u00f3rio existe e permanece.<\/p>\n<p>A <em><strong>Unidos da Nova Holanda (1960) <\/strong><\/em>integrou essa constru\u00e7\u00e3o ao articular cultura e mobiliza\u00e7\u00e3o local. A experi\u00eancia das escolas e blocos mostra que, na Mar\u00e9, o desfile \u00e9 s\u00f3 a ponta do processo. O que sustenta o carnaval \u00e9 trabalho coletivo, ensaio, costura, arrecada\u00e7\u00e3o, cuidado com o outro e constru\u00e7\u00e3o de mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Nesse fio hist\u00f3rico se consolidou o <em><strong>Gato de Bonsucesso<\/strong><\/em>, registrado em 1974 e formalizado como escola em 1999, atravessando d\u00e9cadas como refer\u00eancia do carnaval mareense. O nome \u201cBonsucesso\u201d, bairro vizinho, tamb\u00e9m revela um detalhe do racismo territorial do Rio: por muito tempo, moradores recorreram a refer\u00eancias externas mais aceitas na cidade para driblar estigma, inclusive em situa\u00e7\u00f5es de trabalho, antes de a Mar\u00e9 ser reconhecida oficialmente como bairro, em 1994.\u00a0<\/p>\n<p>O fim de 2025 trouxe um golpe duro para a escola. Um inc\u00eandio atingiu a quadra do Gato de Bonsucesso em dezembro, com registro de uma morte e perdas materiais que afetaram diretamente o carnaval seguinte. O epis\u00f3dio exp\u00f5e uma realidade frequente na favela: a cultura \u00e9 constru\u00edda com esfor\u00e7o coletivo e, mesmo assim, segue vulner\u00e1vel a trag\u00e9dias e aus\u00eancia de estrutura. Ainda assim, o carnaval n\u00e3o se encerra. Ele se reorganiza, porque a favela aprende a reconstruir no meio do caminho.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Arte-2_banner-site-outras-palavras_IC-na-Unesp_728x90-2.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Arte-2_banner-site-outras-palavras_IC-na-Unesp_728x90-2.png 728w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2025\/02\/31191312\/Arte-2_banner-site-outras-palavras_IC-na-Unesp_728x90-300x37.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 728px) 100vw, 728px\" width=\"728\" height=\"90\"><\/div>\n<\/div>\n<p>O <em><strong>Boca da Ilha<\/strong><\/em>, surgido nos anos 1970 no Parque Uni\u00e3o, marcou gera\u00e7\u00f5es e refor\u00e7ou o carnaval como espa\u00e7o de encontro, festejo\u00a0e\u00a0cobran\u00e7a impl\u00edcita, mostrando que a favela \u00e9 uma localidade que faz parte da cidade:\u00a0<\/p>\n<p>\u201c<em>Se veio pra c\u00e1 pra brincar, t\u00e1 no lugar certo.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Se veio pra c\u00e1 pra curtir, t\u00e1 no lugar certo.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Se veio pra c\u00e1 pra extravasar a sua alegria,<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<em>t\u00e1 no lugar certo\u201d<\/em>\u00a0(samba de 1972).<\/p>\n<p>O <em><strong>Bloco das Piranhas<\/strong><\/em>, nos anos 1980, se destacou por afirmar o carnaval como lugar de conviv\u00eancia e enfrentamento ao preconceito. A presen\u00e7a LGBTQIA+ n\u00e3o aparece como nota de rodap\u00e9. Ela se d\u00e1 como experi\u00eancia de luta e resist\u00eancia. O bloco ajuda a quebrar preconceitos em um tempo anterior \u00e0 populariza\u00e7\u00e3o das paradas LGBTQIA+ e aos marcos recentes do debate p\u00fablico. A Mar\u00e9 j\u00e1 estava em movimento pela igualdade dentro da pr\u00f3pria rua, com participa\u00e7\u00e3o ativa dos moradores, tanto na defesa do direito de existir sem viol\u00eancia quanto na fantasia, na alegria e no direito de ocupar o carnaval como quem ocupa a vida.\u00a0<\/p>\n<p><em><strong>O Cora\u00e7\u00f5es Unidos <\/strong><\/em>da Baixa do Sapateiro, por sua vez, mobilizou moradores da Baixa e do Timbau nas d\u00e9cadas de 1980 e 1990 e chegou a desfilar na Intendente Magalh\u00e3es com estrutura de escola, evidenciando capacidade organizativa local. Esse percurso ajuda a entender por que carnaval e mobiliza\u00e7\u00e3o social aparecem misturados na Mar\u00e9.\u00a0<\/p>\n<p>Todo esse apanhado hist\u00f3rico ajuda a entender que o crescimento do pertencimento mareense, nos anos seguintes, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 geogr\u00e1fico. Ele tamb\u00e9m \u00e9 autoestima, afirma\u00e7\u00e3o p\u00fablica e disputa de narrativa sobre a favela como lugar de vida, cultura e organiza\u00e7\u00e3o. Os blocos de rua ampliaram essa tradi\u00e7\u00e3o e mantiveram acesa a l\u00f3gica de que carnaval, na Mar\u00e9, \u00e9 pr\u00e1tica coletiva e mobiliza\u00e7\u00e3o social. N\u00e3o como exce\u00e7\u00e3o, mas como regra. E \u00e9 exatamente dessa base que, em 2005, nasceu o <strong>Se Benze que D\u00e1.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O hist\u00f3rico do Se Benze que D\u00e1: travessia como m\u00e9todo e samba como consci\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>O <em><strong>Se Benze que D\u00e1 <\/strong><\/em>surgiu a partir de uma juventude que se recusava a aceitar a Mar\u00e9 fragmentada por barreiras invis\u00edveis. Em um contexto em que circular dentro do pr\u00f3prio territ\u00f3rio n\u00e3o era um dado natural, a resposta da juventude fundadora foi direta e simb\u00f3lica ao mesmo tempo: escolheu ocupar a rua e fazer da travessia um eixo pol\u00edtico. Atravessar significa reafirmar o direito de ir e vir. Significa recusar a l\u00f3gica de ilhas dentro da favela. Significa dizer, com o corpo e com a bateria, que a Mar\u00e9 existe inteira, apesar das tentativas de dividir.<\/p>\n<p>Essa escolha tamb\u00e9m aparece na identidade do bloco, nas cores e no s\u00edmbolo. O laranja remete aos tijolos das casas constru\u00eddas pela pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o e afirma a autoconstru\u00e7\u00e3o como resist\u00eancia urbana. O verde aponta esperan\u00e7a ativa, ligada \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o coletiva. O preto assume luto e luta permanentes diante das viol\u00eancias que atravessam o territ\u00f3rio. A arruda, usada como marca do grupo, sintetiza prote\u00e7\u00e3o e firmeza. Ela n\u00e3o entra como adere\u00e7o folcl\u00f3rico, mas como linguagem de cuidado e for\u00e7a, um jeito de dizer que a rua \u00e9 festa, mas tamb\u00e9m \u00e9 defesa da vida.<\/p>\n<p>Chamada de <em><strong>Caranguejada<\/strong><\/em>, a bateria do bloco carrega tamb\u00e9m essa mem\u00f3ria territorial porque seu nome faz refer\u00eancia aos mangues que existiam na Mar\u00e9 antes da ocupa\u00e7\u00e3o por moradia, lembrando que a hist\u00f3ria do bairro tem a imagem das palafitas, da ocupa\u00e7\u00e3o do Morro do Timbau, representado atrav\u00e9s da boneca que desfila no bloco, feita em homenagem \u00e0 primeira moradora, Dona Orosina, mostrando para todos que a Mar\u00e9 \u00e9 um local de resid\u00eancia.<\/p>\n<p>O primeiro samba, em 2005, apresentou esse esp\u00edrito de resist\u00eancia, de convoca\u00e7\u00e3o e pertencimento:<\/p>\n<p><em>Se benze que d\u00e1<\/em><\/p>\n<p><em>Pra passar oi\u2026<\/em><\/p>\n<p><em>Com esse samba<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<em>Pra passar oi\u2026<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<em>Com esse samba<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<em>Essa \u00e9 a galera da mar\u00e9 meu amor<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<em>S\u00f3 tem gente bamba (2x)<\/em><\/p>\n<p>Diante dessa integra\u00e7\u00e3o entre mem\u00f3ria, s\u00edmbolo e som, \u00e9 importante lembrar que uma das pessoas que fez parte da juventude fundadora do <em><strong>Se Benze que D\u00e1<\/strong><\/em> foi Marielle Franco. O bloco, desde a origem, j\u00e1 era um espa\u00e7o de milit\u00e2ncia, travessia e afirma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da favela. A for\u00e7a coletiva dessa juventude, sua recusa em aceitar barreiras e seu compromisso com o territ\u00f3rio foram parte do terreno que tamb\u00e9m inspirou e formou trajet\u00f3rias pol\u00edticas como a dela. A mem\u00f3ria de Mari no bloco n\u00e3o \u00e9 uma homenagem externa; \u00e9 o reconhecimento de que sua luta nasceu desse mesmo ch\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o popular, e que o samba, na Mar\u00e9, sempre foi instrumento de defesa da vida e disputa por direitos.\u00a0<\/p>\n<p>Em 2019, o Se Benze trouxe para a rua um samba que homenageou v\u00edtimas da viol\u00eancia de Estado. <em><strong>O enredo \u201cDandara, Cl\u00e1udia, Amarildo e Marielle\u201d<\/strong><\/em> reafirmou que a luta n\u00e3o \u00e9 abstrata. Ela \u00e9 nomeada, \u00e9 corpo, \u00e9 mem\u00f3ria de quem foi tirado da vida pela viol\u00eancia institucional. Os versos traduzem essa responsabilidade:<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o por acaso preta \u00e9 a cor da pele<\/p>\n<p>Meus her\u00f3is n\u00e3o (s\u00f3) morreram de overdose<\/p>\n<p>O seu mito fake news estrat\u00e9gia de hipnose\u201d<\/p>\n<p>O refr\u00e3o mantinha a marca do bloco, conectando amor, luta e ocupa\u00e7\u00e3o da rua:<\/p>\n<p>\u201cO amor impera, no samba<\/p>\n<p>Marielle \u00e9 luta, de bamba<\/p>\n<p>\u00c9 carnaval, chegou a hora<\/p>\n<p>Se benze que d\u00e1, vambora!\u201d<\/p>\n<p>E depois, reafirmando o territ\u00f3rio:<\/p>\n<p>\u201cO amor impera, no samba<\/p>\n<p>Mar\u00e9 \u00e9 luta, de bamba<\/p>\n<p>\u00c9 carnaval, chegou a hora<\/p>\n<p>Assim como Marielle se tornou semente e inspira\u00e7\u00e3o, o pr\u00f3prio <em><strong>Se Benze que D\u00e1<\/strong><\/em> se transforma em refer\u00eancia e ponto de partida para novas gera\u00e7\u00f5es. Essa continuidade se materializa na <em><strong>Bateria Baforada<\/strong><\/em>, coletivo que est\u00e1 no seu segundo ano de desfile. Formada por uma juventude que se re\u00fane na tabacaria Dreadlock, a Baforada assume o tambor como ferramenta de manifesta\u00e7\u00e3o por direitos e afirma\u00e7\u00e3o cultural, construindo sua identidade com instrumentos pr\u00f3prios, mas tamb\u00e9m com parte dos instrumentos da bateria <em><strong>\u201cCaranguejada\u201d<\/strong><\/em> numa esp\u00e9cie de heran\u00e7a pr\u00e1tica que circula junto com a ideia de travessia. O gesto \u00e9 simples e cheio de significado, inspirando n\u00e3o apenas no discurso, mostrando na pr\u00e1tica que o projeto n\u00e3o se encerra em si mesmo, \u00e9 multiplicador, cria ra\u00edzes e segue formando juventude mareense no compasso do samba.<\/p>\n<p>Dando continuidade \u00e0s multiplica\u00e7\u00f5es, o bloco que j\u00e1 nasceu para costurar o territ\u00f3rio chega ao seu 21\u00ba ano reafirmando uma caracter\u00edstica que atravessa sua hist\u00f3ria: festa e consci\u00eancia caminham juntas, sem neutralidade e sem perder a alegria. Em um ano marcado por elei\u00e7\u00f5es, o <em><strong>Se Benze que D\u00e1<\/strong><\/em> coloca a pol\u00edtica no centro do enredo para dialogar com a Mar\u00e9 sobre voto, responsabilidade p\u00fablica e o risco de manipula\u00e7\u00e3o pela desinforma\u00e7\u00e3o. O samba alerta:<\/p>\n<p>\u201cAno de elei\u00e7\u00e3o, o voto \u00e9 dire\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p>N\u00e3o vai na onda f\u00e1cil, nem na falsidade.<\/p>\n<p>Fake news \u00e9 armadilha, confunde a vis\u00e3o,<\/p>\n<p>Olho aberto, povo esperto: \u00e9 nossa dignidade.\u201d<\/p>\n<p>O refr\u00e3o mant\u00e9m o chamado hist\u00f3rico e a identidade do bloco, nas cores e na arruda, como linguagem de rua e de prote\u00e7\u00e3o coletiva:<\/p>\n<p>\u201cSe Benze que D\u00e1! Se Benze que D\u00e1!<\/p>\n<p>\u00c9 na Mar\u00e9 que o bloco vai passar!<\/p>\n<p>Laranja, verde e preto pode reparar,<\/p>\n<p>Com arruda na orelha ningu\u00e9m vai nos parar!\u201d<\/p>\n<p>A mesma pedagogia popular que aparece no samba tamb\u00e9m surge no jeito de explicar o mundo sem empolar a linguagem, trazendo o papel das institui\u00e7\u00f5es para o ch\u00e3o da favela, como conversa p\u00fablica em forma de refr\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201cPresta aten\u00e7\u00e3o, Mar\u00e9: Congresso \u00e9 pra legislar,<\/p>\n<p>Pra criar direito pro povo, n\u00e3o pra retirar.\u201d<\/p>\n<p>Como extens\u00e3o dessa mem\u00f3ria constru\u00edda na rua, a pr\u00f3pria imagem vira ferramenta de disputa. No dia do desfile, uma exposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica vai apresentar o acervo do bloco, refor\u00e7ando que o Se Benze n\u00e3o passa e desaparece. Ele passa e deixa rastro, registro e reconhecimento. As fotografias prolongam o desfile e acionam afetos do percurso, a distribui\u00e7\u00e3o da arruda, os sorrisos, os olhares curiosos, o samba no p\u00e9, o encantamento com a alegria e a reflex\u00e3o que acompanha as mensagens de luta por direitos. Em um cen\u00e1rio de criminaliza\u00e7\u00e3o constante e de estigmas sobre moradores de favela, a exposi\u00e7\u00e3o fortalece o direito \u00e0 mem\u00f3ria e ao reconhecimento do territ\u00f3rio, afirmando que a Mar\u00e9 tamb\u00e9m \u00e9 arquivo vivo, presen\u00e7a e direito \u00e0 cidade. Essas imagens, como conflu\u00eancias no sentido de Nego Bispo, nascem dos encontros e das viv\u00eancias, com participa\u00e7\u00e3o decisiva de quem \u00e9 fotografado, porque o bloco \u00e9 coletivo at\u00e9 no modo de produzir mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Este ano, o desfile do <em><strong>Se Benze que D\u00e1<\/strong><\/em> acontece no dia 21\/02. A concentra\u00e7\u00e3o ser\u00e1 \u00e0s 11h, no Bar da Barraca Azul, na Rua Manoel Falc\u00e3o \u2013 bloco 161 apto 208, em frente ao BDG \u2013 Conjunto Esperan\u00e7a (o Palace) \u2013 na mesma rua da Escola Teot\u00f4nio Villela, a cinco minutinhos da Avenida Brasil, sentido Campo Grande.<\/p>\n<p>Todos est\u00e3o convidados a estarem presentes e fortalecerem um bloco que \u00e9 s\u00edmbolo de resist\u00eancia, travessia e consci\u00eancia em movimento.<\/p>\n<hr>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>G1. Inc\u00eandio em quadra de escola de samba na Mar\u00e9 deixa um morto. <em>g1 Rio de Janeiro<\/em>, Rio de Janeiro, 24 dez. 2025. Dispon\u00edvel em: https:\/\/g1.globo.com\/rj\/rio-de-janeiro\/noticia\/2025\/12\/24\/imovel-pega-fogo-na-mare.ghtml. Acesso em: 13 fev. 2026.<\/p>\n<p>RIOONWATCH. \u201cSe Benze Que D\u00e1\u201d fecha o Carnaval 2024 da Mar\u00e9. <em>RioOnWatch<\/em>, Rio de Janeiro, 2024. Dispon\u00edvel em: https:\/\/rioonwatch.org\/?p=77376. Acesso em: 13 fev. 2026.<\/p>\n<p>SE BENZE QUE D\u00c1. P\u00e1gina oficial no Facebook. Facebook, [s. d.]. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.facebook.com\/. Acesso em: 13 fev. 2026. <em>(Substituir pelo link exato da p\u00e1gina do bloco.)<\/em><\/p>\n<p>SE BENZE QUE D\u00c1. Perfil oficial no Instagram. Instagram, [s. d.]. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.instagram.com\/. Acesso em: 13 fev. 2026. <em>(Substituir pelo link exato do perfil do bloco.)<\/em><\/p>\n<p>UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UERJ). Biblioteca Digital de Teses e Disserta\u00e7\u00f5es (BDTD). O Bloco Se Benze que D\u00e1 e o seu papel na sociabilidade da Favela da Mar\u00e9. 2021. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.bdtd.uerj.br:8443\/handle\/1\/17208. Acesso em: 13 fev. 2026.<\/p>\n<p>UOL. Se Benze que D\u00e1: Bloco de Marielle Franco derruba fronteiras invis\u00edveis. <em>UOL Not\u00edcias<\/em>, S\u00e3o Paulo, 24 fev. 2019. Dispon\u00edvel em: https:\/\/noticias.uol.com.br\/carnaval\/2019\/noticias\/redacao\/2019\/02\/24\/se-benze-que-da-bloco-de-marielle-franco-derruba-fronteiras-invisiveis.htm. Acesso em: 13 fev. 2026.<\/p>\n<hr>\n<p><strong>Notas:<\/strong><\/p>\n<p>1 https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Dicion%C3%A1rio_de_Favelas_Marielle_Franco<\/p>\n<p>2 https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Carnaval_Popular_da_Estrada_Intendente_Magalh%C3%A3es<\/p>\n<p>3 https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Carnaval_Popular_de_Santana_de_Parna%C3%ADba_(SP)<\/p>\n<p>4 https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Cultura_popular_do_carnaval_de_Pernambuco<\/p>\n<p>5 https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Bloco_Se_Benze_que_Da<\/p>\n<p>6 https:\/\/wikifavelas.com.br\/index.php\/Carnaval_de_rua_na_Mar%C3%A9<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Sem publicidade ou patroc\u00ednio, dependemos de voc\u00ea. Fa\u00e7a parte do nosso grupo de apoiadores e ajude a manter nossa voz livre e plural: <strong>apoia.se\/outraspalavras<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>The post WikiFavelas: Quando o bloco costura o territ\u00f3rio appeared first on Outras Palavras.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/sul21.com.br\/noticias\/educacao\/2025\/08\/estudantes-do-ensino-integral-tem-notas-maiores-no-enem-diz-estudo\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Estudantes do ensino integral t\u00eam notas maiores no...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/alexandre-de-moraes-mantem-prisao-de-militar-suspeito-de-planejar-morte-de-lula\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Alexandre de Moraes mant\u00e9m pris\u00e3o de militar suspe...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/apos-reportagem-do-bdf-governo-federal-revela-que-numero-de-agrotoxicos-liberados-em-2025-foi-ainda-maior\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Ap\u00f3s reportagem do BdF, governo federal revela que...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/movimentos-e-parlamentares-denunciam-abandono-das-politicas-de-combate-a-violencia-de-genero-no-rs\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Movimentos e parlamentares denunciam abandono das ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dicion\u00e1rio conta a hist\u00f3ria de resist\u00eancia do Se Benze que D\u00e1, que sai \u00e0s ruas da Mar\u00e9, no Rio, h\u00e1 mais de 20 anos. Fundado por jovens como Marielle Franco, mostra que a travessia e o samba podem ser rebeldias pol\u00edticas. O enredo deste ano: voto e risco de manipula\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/cidadesemtranse\/wikifavelas-quando-o-bloco-costura-o-territorio\/\">WikiFavelas: Quando o bloco costura o territ\u00f3rio<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":74941,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[36231,5923,10387,36232,36233,7158],"tags":[],"class_list":["post-74940","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-carnaval-na-mare","category-cidades-em-transe","category-dicionario-de-favelas-marielle-franco","category-periferias-e-carnaval","category-se-benze-que-da","category-wikifavelas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74940","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74940"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74940\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/74941"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74940"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74940"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74940"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}