{"id":75104,"date":"2026-02-20T13:55:27","date_gmt":"2026-02-20T16:55:27","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/do-eu-ao-nos\/"},"modified":"2026-02-20T13:55:27","modified_gmt":"2026-02-20T16:55:27","slug":"do-eu-ao-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/do-eu-ao-nos\/","title":{"rendered":"Do \u201ceu\u201d ao \u201cn\u00f3s\u201d"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"955\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/photo_4956362607589788501_y.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/photo_4956362607589788501_y.jpg 1200w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/02\/20135504\/photo_4956362607589788501_y-300x239.jpg 300w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/02\/20135504\/photo_4956362607589788501_y-768x611.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\"><figcaption>Arte: Isabela Seifart<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Em um pa\u00eds marcado por profundas desigualdades sociais, raciais e regionais, a cultura tem sido frequentemente tratada como setor perif\u00e9rico, subordinado a l\u00f3gicas de mercado ou a iniciativas pontuais, em vez de ser compreendida como dimens\u00e3o estrat\u00e9gica da soberania nacional e da forma\u00e7\u00e3o cidad\u00e3.<\/p>\n<p>A aus\u00eancia de um projeto nacional consistente compromete n\u00e3o apenas o acesso \u00e0 cultura, mas tamb\u00e9m a capacidade da sociedade de produzir sentidos coletivos, preservar a mem\u00f3ria hist\u00f3rica e fortalecer identidades sociais. Nesse cen\u00e1rio, a produ\u00e7\u00e3o cultural tende a refletir a l\u00f3gica individualizante do neoliberalismo, em detrimento de uma perspectiva coletiva, cr\u00edtica e verdadeiramente emancipadora.<\/p>\n<h3><strong>Cultura, educa\u00e7\u00e3o e a l\u00f3gica neoliberal<\/strong><\/h3>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre cultura, educa\u00e7\u00e3o e desenvolvimento nacional est\u00e1 diretamente vinculada ao papel do Estado. Em contextos marcados pela hegemonia neoliberal, observa-se o deslocamento da responsabilidade p\u00fablica para o indiv\u00edduo, inclusive no campo educacional e cultural. A educa\u00e7\u00e3o passa a ser orientada por discursos individualizantes e meritocr\u00e1ticos, voltados \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o ao mercado, enfraquecendo sua fun\u00e7\u00e3o formadora e cr\u00edtica.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/15-1-3.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/15-1-3.png 680w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2022\/12\/31180113\/15-1-300x110.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Paulo Freire j\u00e1 alertava que, quando a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o promove consci\u00eancia cr\u00edtica, tende a refor\u00e7ar a internaliza\u00e7\u00e3o da l\u00f3gica do opressor, dificultando a constru\u00e7\u00e3o de sujeitos hist\u00f3ricos capazes de compreender e transformar a realidade. De modo convergente, bell hooks analisa como essa pedagogia da responsabiliza\u00e7\u00e3o individual pode assumir a forma de opress\u00e3o pedag\u00f3gica, ao ocultar as condi\u00e7\u00f5es estruturais que limitam as possibilidades reais de escolha.<\/p>\n<p>No campo cultural, esse processo manifesta-se na valoriza\u00e7\u00e3o de trajet\u00f3rias individuais de sucesso e na despolitiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o cultural, frequentemente reduzida \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de mercadoria. Karl Marx demonstrou que essa invers\u00e3o \u2014 na qual desigualdades estruturais s\u00e3o apresentadas como falhas individuais \u2014 constitui o funcionamento da ideologia, pois oculta as condi\u00e7\u00f5es materiais que produzem a desigualdade. Achille Mbembe, por sua vez, analisa como o neoliberalismo fabrica sujeitos obrigados a administrarem a pr\u00f3pria precariedade, como se cada indiv\u00edduo fosse uma unidade autogerida. Portanto, sem um projeto nacional que articule cultura e educa\u00e7\u00e3o de maneira integrada, a produ\u00e7\u00e3o cultural tende a se fragmentar, reproduzindo desigualdades e limitando seu potencial transformador.<\/p>\n<h3><strong>A experi\u00eancia chinesa como contraponto anal\u00edtico<\/strong><\/h3>\n<p>A experi\u00eancia chinesa, particularmente a partir da Revolu\u00e7\u00e3o Cultural e das transforma\u00e7\u00f5es educacionais subsequentes, oferece um contraponto anal\u00edtico relevante para compreender a rela\u00e7\u00e3o entre cultura e projeto nacional de desenvolvimento. Conforme analisa Elias Jabbour, a China incorporou cultura e educa\u00e7\u00e3o como elementos estrat\u00e9gicos de constru\u00e7\u00e3o de soberania, identidade coletiva e mobiliza\u00e7\u00e3o social. E ainda que a Revolu\u00e7\u00e3o Cultural chinesa apresente contradi\u00e7\u00f5es amplamente debatidas, n\u00e3o se pode ignorar, nem menosprezar, seu papel na tentativa de romper com o elitismo cultural e ampliar o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica. As reformas educacionais chinesas mantiveram a centralidade do planejamento estatal de longo prazo, articulando cultura, ci\u00eancia e desenvolvimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>O ponto central, conforme destaca Jabbour, n\u00e3o reside na reprodu\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica desse modelo, mas na constata\u00e7\u00e3o de que projetos nacionais de desenvolvimento bem-sucedidos tendem a tratar a cultura como eixo estruturante, e n\u00e3o como pol\u00edtica secund\u00e1ria. A cultura, nesse contexto, atua como instrumento de coes\u00e3o social, forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e fortalecimento da identidade nacional.<\/p>\n<h3><strong>Escola, juventude e a necessidade de um projeto social<\/strong><\/h3>\n<p>No caso brasileiro, a aus\u00eancia de um projeto nacional de desenvolvimento integrado reflete-se diretamente nos desafios enfrentados pela produ\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>cultural. A descontinuidade das pol\u00edticas p\u00fablicas, a depend\u00eancia de mecanismos de mercado e a fragilidade do financiamento estatal dificultam a consolida\u00e7\u00e3o de um sistema cultural inclusivo e sustent\u00e1vel. Nesse contexto, a escola assume papel estrat\u00e9gico. A centralidade atribu\u00edda, nos curr\u00edculos recentes, \u00e0 disciplina denominada <em>Projeto de Vida <\/em>expressa uma concep\u00e7\u00e3o individualizante de futuro, na qual o sucesso \u00e9 compreendido como resultado exclusivo do esfor\u00e7o pessoal, dissociado das condi\u00e7\u00f5es sociais, hist\u00f3ricas e culturais que moldam as possibilidades concretas de exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Como contraponto a essa l\u00f3gica, torna-se relevante analisar propostas que defendem o deslocamento do foco do Projeto de Vida \u2014 enquanto disciplina obrigat\u00f3ria prevista na BNCC \u2014 para um projeto pedag\u00f3gico de natureza distinta, orientado \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de sujeitos capazes de compreender sua inser\u00e7\u00e3o coletiva na sociedade. Esse deslocamento \u00e9 aqui compreendido como a substitui\u00e7\u00e3o do componente curricular Projeto de Vida por um componente denominado Projeto Social, cuja centralidade deixa de ser o planejamento individual e passa a ser a reflex\u00e3o sobre problemas sociais concretos.<\/p>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<p>A ado\u00e7\u00e3o do Projeto Social como componente curricular implica abandonar a \u00eanfase no sonho individual isolado e estimular o engajamento cr\u00edtico dos jovens com quest\u00f5es relacionadas \u00e0 desigualdade, \u00e0 cultura, ao territ\u00f3rio e \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas. Nessa perspectiva, a escola pode contribuir de forma decisiva para a forma\u00e7\u00e3o de uma juventude capaz de participar ativamente da elabora\u00e7\u00e3o de um projeto nacional de desenvolvimento que reconhe\u00e7a a cultura como direito e como pr\u00e1tica social fundamental.<\/p>\n<h3><strong>Projeto nacional, cultura e limite planet\u00e1rio<\/strong><\/h3>\n<p>Al\u00e9m disso, qualquer reflex\u00e3o contempor\u00e2nea sobre projeto nacional de desenvolvimento precisa incorporar, de forma central, a dimens\u00e3o ambiental. N\u00e3o h\u00e1 futuro poss\u00edvel \u2014 nem econ\u00f4mico, nem cultural, nem social \u2014 dissociado das condi\u00e7\u00f5es materiais de exist\u00eancia do pr\u00f3prio planeta. A crise ecol\u00f3gica imp\u00f5e limites concretos aos modelos de desenvolvimento baseados na explora\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria dos recursos naturais e na l\u00f3gica individualista de consumo.<\/p>\n<p>Pensar a cultura como eixo estrat\u00e9gico de um projeto nacional implica, portanto, promover tamb\u00e9m uma consci\u00eancia ecol\u00f3gica coletiva. Nesse sentido, torna-se evidente a import\u00e2ncia de uma inflex\u00e3o no campo educacional, capaz de articular forma\u00e7\u00e3o cultural, engajamento social e responsabilidade ambiental. A valoriza\u00e7\u00e3o do Projeto Social como componente curricular insere-se nessa perspectiva, ao favorecer a compreens\u00e3o das interdepend\u00eancias entre sociedade, cultura e natureza.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o cultural e educacional desempenha papel fundamental na constru\u00e7\u00e3o de valores, pr\u00e1ticas e imagin\u00e1rios capazes de questionar a rela\u00e7\u00e3o historicamente estabelecida entre sociedade e natureza. Sem essa inflex\u00e3o, projetos de desenvolvimento tendem a reproduzir desigualdades, aprofundar a degrada\u00e7\u00e3o ambiental e comprometer as possibilidades de vida das pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es. Assim, n\u00e3o h\u00e1 projeto nacional de desenvolvimento sem um projeto de planeta. A sustentabilidade deixa de ser um complemento e passa a constituir fundamento indispens\u00e1vel de qualquer proposta que pretenda articular cultura, educa\u00e7\u00e3o e futuro coletivo.<\/p>\n<h3><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>No contexto brasileiro, superar a fragmenta\u00e7\u00e3o cultural exige abandonar a l\u00f3gica estritamente individualista e recuperar a capacidade de imaginar transforma\u00e7\u00f5es coletivas. Isso implica repensar o papel da escola, fortalecer propostas pedag\u00f3gicas orientadas para o Projeto Social enquanto componente curricular, e compreender a cultura como direito, como pr\u00e1tica social e como elemento fundamental da democracia.<\/p>\n<p>Por fim, qualquer projeto nacional que se pretenda consistente deve reconhecer os limites ecol\u00f3gicos do desenvolvimento. Sem planeta, n\u00e3o h\u00e1 projeto de desenvolvimento poss\u00edvel. Com cultura, educa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e consci\u00eancia ecol\u00f3gica, abre-se a possibilidade de construir uma sociedade mais justa, solid\u00e1ria e capaz de pensar coletivamente o seu futuro.<\/p>\n<h3><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h3>\n<hr>\n<p>FREIRE, Paulo. <em>Pedagogia do Oprimido<\/em>, 177\u00aa ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.<\/p>\n<p>HOOKS, bell. <em>Ensinando a Transgredir: a educa\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica da liberdade<\/em>. S\u00e3o Paulo: WMF Martins Fontes, 2017.<\/p>\n<p>JABBOUR, Elias. <em>China: o socialismo do s\u00e9culo XXI<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2021. MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. <em>A Ideologia Alem\u00e3<\/em>. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2007. MBEMBE, Achille. <em>Necropol\u00edtica<\/em>. S\u00e3o Paulo: n-1 edi\u00e7\u00f5es, 2018.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Sem publicidade ou patroc\u00ednio, dependemos de voc\u00ea. Fa\u00e7a parte do nosso grupo de apoiadores e ajude a manter nossa voz livre e plural: <strong>apoia.se\/outraspalavras<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>The post Do \u201ceu\u201d ao \u201cn\u00f3s\u201d appeared first on Outras Palavras.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/panorama-2025-escancara-exclusao-de-mulheres-no-topo-das-empresas\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/image-9-1-150x150.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Panorama 2025 escancara exclus\u00e3o de mulheres no to...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/edgar-morin-cem-anos-de-audacia-intelectual\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/260601-EdgarMorin-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Edgar Morin, cem anos de aud\u00e1cia intelectual<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/lula-cancelou-34-milhoes-de-multas-gravissimas-de-transito-e-boulos-explica-o-que-voce-deve-fazer-video\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Lula cancelou 3,4 milh\u00f5es de multas\u00a0grav\u00edssimas de...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/israel-promete-continuar-genocidio-e-volta-a-negar-fome-em-gaza\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/eyal_zamir_mod_il-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Israel promete continuar genoc\u00eddio e volta a negar...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o valorizar Educa\u00e7\u00e3o e Cultura como programa estrat\u00e9gico de soberania despolitiza e individualiza a sociedade. 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