{"id":75553,"date":"2026-02-24T19:15:11","date_gmt":"2026-02-24T22:15:11","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/carnaval-a-antitese-da-bomba-atomica\/"},"modified":"2026-02-24T19:15:11","modified_gmt":"2026-02-24T22:15:11","slug":"carnaval-a-antitese-da-bomba-atomica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/carnaval-a-antitese-da-bomba-atomica\/","title":{"rendered":"Carnaval: a ant\u00edtese da bomba at\u00f4mica"},"content":{"rendered":"<h3><strong>Por: Geraldo Lopes de Souza J\u00fanior<\/strong><\/h3>\n<div>\n<h3><strong><em>A m\u00e3o que faz a bomba \/ Faz o samba \/ E Deus \/ Deus faz gente bamba<\/em><\/strong><\/h3>\n<h3><strong>(Trecho do samba-enredo 1996,\u00a0<em>Criador e criatura<\/em>, do G.R.E.S. Mocidade Independente de Padre Miguel)<\/strong><\/h3>\n<h3>No s\u00e1bado, dia 7 de mar\u00e7o, a Viradouro, campe\u00e3 do Carnaval carioca, vai desfilar em Niter\u00f3i para seu p\u00fablico local. Isso me leva a refletir sobre algumas contradi\u00e7\u00f5es. Caboco, tu j\u00e1 paraste pra pensar como o mundo parece se organizar em opostos? Como se a realidade precisasse de contraste para respirar? Yin e yang, bem e mal, Garantido e Caprichoso, Vasco da Gama e Flamengo, tese e ant\u00edtese. Um lado chama o outro para existir. Como se a vida, para se afirmar, precisasse de uma nega\u00e7\u00e3o que a delimite.<\/h3>\n<h3>Foi nessa l\u00f3gica que Euclides Coelho de Souza \u2014 o maior titereiro deste pa\u00eds \u2014 lan\u00e7ou a pergunta: qual \u00e9 o contr\u00e1rio da bomba at\u00f4mica? E respondeu sem rodeios: se a bomba concentra morte num instante, o contr\u00e1rio s\u00f3 pode ser aquilo que concentra vida de uma vez s\u00f3. N\u00e3o vida individual, dispersa, silenciosa. Vida coletiva. Vida em multid\u00e3o. Vida em movimento.<\/h3>\n<h3>Caboco, isso tem nome.<\/h3>\n<h3>Isso \u00e9 CAR-NA-VAL.<\/h3>\n<h3>O carnaval \u00e9 a \u00fanica vez no ano em que o Brasil se encontra \u2013 escreveu Zuenir Ventura em \u201cCidade Partida\u201d depois de fazer uma esp\u00e9cie de \u201ctrabalho de campo\u201d na favela de Vig\u00e1rio Geral, onde ocorreu a chacina de 21 pessoas em agosto de 1993. Uma vez por ano, o Brasil parece crescer para dentro de si mesmo. Das ladeiras de Olinda \u00e0s avenidas do Rio de Janeiro, dos trios el\u00e9tricos de Salvador aos blocos multitudin\u00e1rios de S\u00e3o Paulo, algo se reorganiza no imagin\u00e1rio coletivo. N\u00e3o \u00e9 apenas festa. \u00c9 um pa\u00eds se reconhecendo em voz alta.<\/h3>\n<h3>Milh\u00f5es de corpos ocupam a rua. O espa\u00e7o p\u00fablico deixa de ser passagem e vira perman\u00eancia. O suor transforma desconhecidos em companhia. O riso vira idioma comum. A alegria deixa de ser sentimento e passa a ser pr\u00e1tica social.<\/h3>\n<h3>Se a bomba interrompe o tempo, o Carnaval o expande.<\/h3>\n<h3>Se a bomba isola, o Carnaval aproxima.<\/h3>\n<h3>Se a bomba imp\u00f5e sil\u00eancio, o Carnaval responde em coro.<\/h3>\n<h3>Se a bomba destro\u00e7a vidas, o Carnaval constr\u00f3i a alegria de viver.<\/h3>\n<h3>Mas ent\u00e3o surge a pergunta que realmente importa: a quem interessa o resultado do Carnaval?<\/h3>\n<h3><strong>Bendito resultado<\/strong><\/h3>\n<h3><\/h3>\n<h3>O Carnaval \u00e9 uma forma de o pa\u00eds falar de si mesmo sem pedir licen\u00e7a. Mem\u00f3rias que n\u00e3o cabem em livros escolares ganham forma. Hist\u00f3rias que n\u00e3o encontram tribuna encontram voz na avenida. O Brasil deixa de ser conceito e vira presen\u00e7a, materialidade.<\/h3>\n<h3>Nos desfiles, a hist\u00f3ria deixa de ser narrativa distante e se torna experi\u00eancia sens\u00edvel e tang\u00edvel. O samba n\u00e3o apenas canta: argumenta. A alegoria n\u00e3o apenas enfeita: afirma. Por algumas horas, a avenida se converte em espa\u00e7o simb\u00f3lico onde identidade, mem\u00f3ria e futuro caminham juntos diante de milh\u00f5es de olhos.<\/h3>\n<h3>O que est\u00e1 em jogo ali n\u00e3o \u00e9 apenas entretenimento. \u00c9 interpreta\u00e7\u00e3o do Brasil em movimento. Mas, ao lado dessa pot\u00eancia, surge uma tens\u00e3o: o carnaval apresentado n\u00e3o nas ruas, mas nas passarelas do samba.<\/h3>\n<h3>A l\u00f3gica da competi\u00e7\u00e3o organiza o espet\u00e1culo em notas, rankings e trof\u00e9us. Meses de cria\u00e7\u00e3o coletiva se traduzem em d\u00e9cimos. Processos comunit\u00e1rios complexos se comprimem em classifica\u00e7\u00f5es. A pergunta p\u00fablica passa a ser: quem venceu?<\/h3>\n<h3>Quando o foco recai sobre o vencedor, o sentido compartilhado se desloca. O que era encontro vira compara\u00e7\u00e3o. O que era express\u00e3o vira desempenho. O que era comunh\u00e3o aprende a disputar.<\/h3>\n<h3>Essa l\u00f3gica serve ao mercado do espet\u00e1culo. Serve \u00e0s transmiss\u00f5es. Serve a uma cultura acostumada a medir valor por hierarquia.<\/h3>\n<h3>Mas ao povo, caboco, interessa outra coisa.<\/h3>\n<h3>Interessa a ocupa\u00e7\u00e3o da rua. Interessa a experi\u00eancia de existir junto. Interessa a suspens\u00e3o provis\u00f3ria das fronteiras sociais. Interessa o raro instante em que milh\u00f5es vibram no mesmo compasso.<\/h3>\n<h3>O verdadeiro resultado do Carnaval n\u00e3o est\u00e1 na apura\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 no que permanece depois dela: mem\u00f3ria compartilhada, pertencimento renovado, a sensa\u00e7\u00e3o de que um pa\u00eds fragmentado ainda consegue produzir unidade simb\u00f3lica.<\/h3>\n<h3><strong>Os sambas-enredo<\/strong><\/h3>\n<h3>Se o Carnaval \u00e9 linguagem, o samba-enredo \u00e9 sua forma mais elaborada de discurso p\u00fablico. Nas escolas do Rio e de S\u00e3o Paulo, escolher um tema \u00e9 escolher o que merece ser lembrado em voz coletiva.<\/h3>\n<h3>H\u00e1 uma ironia silenciosa nesse processo. O pa\u00eds passa o ano sendo oficialmente representado pelo Congresso Nacional e pelo Senado Federal \u2014 espa\u00e7os onde o povo frequentemente aparece como abstra\u00e7\u00e3o. Chega o Carnaval e o povo comparece em corpo inteiro.<\/h3>\n<h3>Sem pauta, sem aparte, sem vota\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica. Comparece cantando, suando, ocupando a rua e dizendo, com o corpo todo, o que raramente cabe em microfone de plen\u00e1rio. Durante alguns dias, o Brasil deixa de ser interpretado e decide se pronunciar. N\u00e3o aprova emenda, n\u00e3o redige relat\u00f3rio, n\u00e3o pede vista. S\u00f3 se faz ouvir. E, curiosamente, com participa\u00e7\u00e3o m\u00e1xima e nenhuma necessidade de convoca\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria. Apenas com jornadas que atravessam madrugadas.<\/h3>\n<h3>Nos enredos recentes, hist\u00f3rias antes empurradas para a margem sobem ao centro da cena. Povos origin\u00e1rios, matrizes africanas, trajet\u00f3rias femininas, saberes populares, territ\u00f3rios invisibilizados \u2014 tudo isso ganha forma, som e movimento. N\u00e3o como lembran\u00e7a distante, mas como presen\u00e7a viva.<\/h3>\n<h3>Quando uma escola vence com um enredo que reposiciona mem\u00f3rias e identidades, n\u00e3o \u00e9 apenas um trof\u00e9u que se ergue. \u00c9 uma hist\u00f3ria que se torna vis\u00edvel.<\/h3>\n<h3>E \u00e9 por isso que o campo simb\u00f3lico do samba tamb\u00e9m \u00e9 campo de disputa, de luta. A controv\u00e9rsia em torno da Acad\u00eamicos de Niter\u00f3i mostrou que o desfile n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 espet\u00e1culo: \u00e9 arena p\u00fablica onde se debate quem pode narrar o pa\u00eds \u2014 e a partir de onde.<\/h3>\n<h3>Mesmo rebaixada, a Acad\u00eamicos de Niter\u00f3i, que no ano passado entrou no Grupo Especial, \u00a0fez o pa\u00eds parar para discutir a si mesmo. O debate atravessou avenidas, telas e mesas de bar, levando a popula\u00e7\u00e3o a um grau de mobiliza\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica que a pol\u00edtica institucional raramente alcan\u00e7a. Sem palanque, sem pauta, sem vota\u00e7\u00e3o \u2014 apenas participa\u00e7\u00e3o.<\/h3>\n<h3>Se a apura\u00e7\u00e3o anuncia vencedores, os enredos anunciam perguntas.<\/h3>\n<h3>Quem fomos? Quem somos? Quem desejamos ser? S\u00e3o essas perguntas que continuam ecoando quando o som dos surdos silencia.<\/h3>\n<h3><strong>A apoteose<\/strong><\/h3>\n<h3>O Carnaval revela uma for\u00e7a e um risco. For\u00e7a, porque persiste como cria\u00e7\u00e3o coletiva de sentido e pertencimento. Risco, porque pode ser capturado por uma l\u00f3gica que transforma conviv\u00eancia em desempenho.<\/h3>\n<h3>Entre trof\u00e9us e batuques, a escolha popular parece clara: celebra-se primeiro. Compete-se depois \u2014 quando se compete.<\/h3>\n<h3>Talvez o resultado mais profundo do Carnaval seja este: ele produz, ainda que por alguns dias, uma comunidade que se reconhece como tal. O Brasil deixa de ser apenas territ\u00f3rio e se torna experi\u00eancia compartilhada.<\/h3>\n<h3>Se a bomba at\u00f4mica representa o auge da capacidade humana de destruir coletivamente, o Carnaval representa a persist\u00eancia da capacidade humana de criar coletivamente.<\/h3>\n<h3>Por isso, caboco, o verdadeiro resultado do Carnaval n\u00e3o cabe em tabela ou em ranking qualquer. N\u00e3o se encerra na quarta-feira de cinzas. N\u00e3o depende de jurado.<\/h3>\n<h3>Ele continua onde houver mem\u00f3ria do encontro.<\/h3>\n<h3>Porque, no fundo, a m\u00e3o que faz a bomba interrompe o mundo. Mas a m\u00e3o que faz o samba o reinventa.<\/h3>\n<\/div>\n<p>O post Carnaval: a ant\u00edtese da bomba at\u00f4mica apareceu primeiro em Patria Latina.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/justica-cobra-explicacoes-sobre-aumento-da-tarifa-de-onibus-em-sao-paulo\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/O-prefeito-de-Sao-Paulo-Ricardo-Nunes-MDB-Foto-Divulgacao-Alesp-150x150.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Justi\u00e7a cobra explica\u00e7\u00f5es sobre aumento da tarifa ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/bndes-se-torna-o-segundo-maior-banco-de-desenvolvimento-do-mundo-atras-apenas-do-banco-de-desenvolvimento-da-china\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">BNDES se torna o segundo maior banco de desenvolvi...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/senadores-do-pt-apontam-cinismo-bolsonarista-em-ataques-a-inflacao-dos-alimentos\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Senadores do PT apontam cinismo bolsonarista em at...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ira-volta-a-bombardear-israel-e-aumenta-tensao-do-conflito-na-regiao\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Israel-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Ir\u00e3 volta a bombardear Israel e aumenta tens\u00e3o do ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Geraldo Lopes de Souza J\u00fanior A m\u00e3o que faz a bomba \/ Faz o samba \/ E Deus \/ Deus faz gente bamba (Trecho do samba-enredo 1996,\u00a0Criador e criatura, do G.R.E.S. 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