{"id":77351,"date":"2026-03-09T07:00:00","date_gmt":"2026-03-09T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/bancos-globais-silenciam-sobre-ligacao-com-projeto-contestado-por-indigenas-na-amazonia\/"},"modified":"2026-03-09T07:00:00","modified_gmt":"2026-03-09T10:00:00","slug":"bancos-globais-silenciam-sobre-ligacao-com-projeto-contestado-por-indigenas-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/bancos-globais-silenciam-sobre-ligacao-com-projeto-contestado-por-indigenas-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Bancos globais silenciam sobre liga\u00e7\u00e3o com projeto contestado por ind\u00edgenas na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><strong>INSTITUI\u00c7\u00d5ES FINANCEIRAS <\/strong>de alcance global, como o su\u00ed\u00e7o UBS (Union Bank of Switzerland) e os norte-americanos Morgan Stanley, Rockefeller Capital Management e Goldman Sachs, declararam possuir ou administrar a\u00e7\u00f5es da Brazil Potash, empresa canadense respons\u00e1vel por um projeto de minera\u00e7\u00e3o contestado por ind\u00edgenas e pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) em Autazes, no Amazonas.<\/p>\n<p>Os dados foram consultados pela<strong> Rep\u00f3rter Brasil <\/strong>na plataforma de intelig\u00eancia de mercado Fintel, que re\u00fane informa\u00e7\u00f5es apresentadas \u00e0 Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios dos Estados Unidos (SEC, na sigla em ingl\u00eas). Esses registros mostram participa\u00e7\u00f5es acion\u00e1rias declaradas por bancos e gestoras de investimento e podem refletir tanto investimentos pr\u00f3prios dessas institui\u00e7\u00f5es quanto recursos de clientes sob sua gest\u00e3o. Segundo dados de fevereiro de 2026, referentes ao \u00faltimo trimestre de 2025, ao menos 28 institui\u00e7\u00f5es financeiras informaram \u00e0 SEC deter ou administrar a\u00e7\u00f5es da Brazil Potash.<\/p>\n<p>Em Autazes, a Brazil Potash espera garantir ainda este ano o financiamento necess\u00e1rio para a constru\u00e7\u00e3o de um complexo de extra\u00e7\u00e3o de pot\u00e1ssio, mineral usado na fabrica\u00e7\u00e3o de fertilizantes. Al\u00e9m de uma mina subterr\u00e2nea para a extra\u00e7\u00e3o do mineral, o projeto inclui a constru\u00e7\u00e3o de uma planta industrial, estrada de acesso, linhas de transmiss\u00e3o de energia e um porto no Rio Madeira. A companhia estima uma produ\u00e7\u00e3o inicial de at\u00e9 2,4 milh\u00f5es de toneladas por ano, o que potencialmente suprir\u00e1 20% da demanda brasileira por pot\u00e1ssio. Atualmente, o Brasil \u00e9 o maior importador mundial de fertilizantes.<\/p>\n<div data-elementor-type=\"section\" data-elementor-id=\"77670\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div data-id=\"17a659f\" data-element_type=\"container\" data-settings='{\"background_background\":\"classic\"}'>\n<div>\n<div data-id=\"386385d\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div>\n<h2>ASSINE NOSSA NEWSLETTER<\/h2>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"6546917\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"html.default\">\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"8c2e333\" data-element_type=\"widget\" data-settings='{\"button_width\":\"20\",\"step_next_label\":\"Next\",\"step_previous_label\":\"Previous\",\"button_width_mobile\":\"20\",\"step_type\":\"number_text\",\"step_icon_shape\":\"circle\"}' data-widget_type=\"form.default\">\n<div>\n<div>\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<label for=\"form-field-email\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\tEmail\t\t\t\t\t\t\t<\/label><\/p><\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t<button type=\"submit\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<i aria-hidden=\"true\"><\/i>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span>Submit<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t<\/button>\n\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>A entrada da futura mina Brazil Potash fica a cerca de 2 km da aldeia Soares, uma comunidade ind\u00edgena do povo Mura. Desde 2003, os ind\u00edgenas reivindicam a demarca\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio pela Funai (Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas). Outras terras ind\u00edgenas do povo Mura demarcadas ou em processo de demarca\u00e7\u00e3o, como as Terras Ind\u00edgenas (TIs) Jauary e Paracuhuba, ficam a menos de 8km da \u00e1rea do empreendimento e podem ser impactadas pela minera\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea do empreendimento, segundo o MPF.<\/p>\n<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Mapa-Potassio-do-Brasil-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Mapa-Potassio-do-Brasil-1-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Mapa-Potassio-do-Brasil-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Mapa-Potassio-do-Brasil-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Mapa-Potassio-do-Brasil-1-768x768.jpg 768w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Mapa-Potassio-do-Brasil-1-1536x1536.jpg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Mapa-Potassio-do-Brasil-1.jpg 1620w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/figure>\n<p>Desde 2016, o \u00f3rg\u00e3o move a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a contra a Pot\u00e1ssio do Brasil, subsidi\u00e1ria da Brazil Potash. O MPF questiona a legalidade dos processos de licenciamento ambiental do projeto e de consulta livre, pr\u00e9via e informada aos ind\u00edgenas, como prev\u00ea a Conven\u00e7\u00e3o 169 da OIT (Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho), em vigor na legisla\u00e7\u00e3o brasileira desde 2003. Em outubro de 2025, o TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o) negou os recursos apresentados pelo MPF, o que deu sinal verde para o in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o do empreendimento em Autazes. O MPF recorre da decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao deter a\u00e7\u00f5es de companhias como a Brazil Potash, investidores \u201cviabilizam e conferem legitimidade e reputa\u00e7\u00e3o\u201d ao projeto e \u00e0 empresa. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de Julia B\u00fcsser, gerente do programa Amaz\u00f4nia da Voices, organiza\u00e7\u00e3o su\u00ed\u00e7a de defesa aos direitos de comunidades ind\u00edgenas e minorias. Para B\u00fcsser, ainda que responsabilidade n\u00e3o seja o mesmo que responsabiliza\u00e7\u00e3o legal e mesmo sem o controle majorit\u00e1rio, \u201cexiste a obriga\u00e7\u00e3o de utilizar oportunidades para exercer influ\u00eancia. Se a influ\u00eancia n\u00e3o for poss\u00edvel, o desinvestimento deve ser considerado como \u00faltimo recurso\u201d.<\/p>\n<h2>Entenda o caso<\/h2>\n<p>A corrida pelo pot\u00e1ssio em Autazes come\u00e7ou em 2009, quando o governo federal concedeu as primeiras licen\u00e7as de pesquisa mineral \u00e0 Pot\u00e1ssio do Brasil. Em 2010, a empresa come\u00e7ou as primeiras perfura\u00e7\u00f5es explorat\u00f3rias em Autazes.\u00a0<\/p>\n<p>A disputa foi judicializada em 2016, quando o MPF ingressou com uma A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica contra a Pot\u00e1ssio do Brasil, o Ipaam (Instituto de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental do Amazonas), o Departamento Nacional de Produ\u00e7\u00e3o Mineral (extinto em 2017 e substitu\u00eddo pela Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o) e a Funai. Na a\u00e7\u00e3o, o MPF afirma que Pot\u00e1ssio do Brasil come\u00e7ou a realizar estudos na \u00e1rea sem consulta \u00e0s comunidades Mura.\u00a0<\/p>\n<p>O MPF tamb\u00e9m aponta que, por impactar comunidades ind\u00edgenas, o \u00f3rg\u00e3o com compet\u00eancia para garantir o licenciamento ambiental \u00e9 o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis), e n\u00e3o pelo \u00f3rg\u00e3o ambiental estadual. Em 2017, o licenciamento do empreendimento foi pausado at\u00e9 que a consulta aos ind\u00edgenas Mura potencialmente impactados pelo projeto fosse realizada.<\/p>\n<p>O processo de consulta foi marcado por adiamentos, por conta da Covid-19, al\u00e9m de acusa\u00e7\u00f5es do MPF e de parte das comunidades Mura de \u201cm\u00e1 f\u00e9, ass\u00e9dio, danos psicol\u00f3gicos, danos morais, coa\u00e7\u00e3o manipula\u00e7\u00e3o e intimida\u00e7\u00e3o contra ind\u00edgenas Mura\u201d pela Pot\u00e1ssio do Brasil, segundo descrito em decis\u00e3o da Justi\u00e7a Federal do Amazonas de novembro de 2023 que suspendeu o processo de consulta. O MPF tamb\u00e9m levantou suspeitas de pagamentos de suborno para que ind\u00edgenas da aldeia Soares desistissem da demarca\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio.\u00a0<\/p>\n<p>A Terra Ind\u00edgena Soares e Urucurituba, que inclui a \u00e1rea da aldeia Soares, teve iniciado o seu processo de demarca\u00e7\u00e3o pela Funai em 2023, ap\u00f3s duas d\u00e9cadas. A territ\u00f3rio encontra-se \u201cem estudo\u201d pela autarquia. Esta \u00e9 a primeira etapa para demarca\u00e7\u00e3o de um territ\u00f3rio ind\u00edgena no Brasil.<\/p>\n<p>Um ano antes, em 2022, o MPF havia entrado com outra A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica pleiteando a conclus\u00e3o do processo de demarca\u00e7\u00e3o da terra ind\u00edgena. A Funai, no entanto, ainda n\u00e3o apresentou \u00e0 Justi\u00e7a um cronograma para a conclus\u00e3o dos estudos sobre a TI Soares e Urucurituba, segundo a \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o do processo, ocorrida em janeiro deste ano.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/casas_aldeiasoares_autazes_reporterbrasil_marianagreif.jpg\" alt=\"Desde 2022, uma A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica movida pelo MPF cobra o avan\u00e7o do processo de demarca\u00e7\u00e3o da Terra Ind\u00edgena Soares e Urucurituba, que inclui a \u00e1rea da Aldeia Soares (Foto: Mariana Greif\/Rep\u00f3rter Brasil)\" srcset=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/casas_aldeiasoares_autazes_reporterbrasil_marianagreif-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/casas_aldeiasoares_autazes_reporterbrasil_marianagreif-300x200.jpg 300w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/casas_aldeiasoares_autazes_reporterbrasil_marianagreif-768x512.jpg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/casas_aldeiasoares_autazes_reporterbrasil_marianagreif.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Desde 2022, uma A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica movida pelo MPF cobra o avan\u00e7o do processo de demarca\u00e7\u00e3o da Terra Ind\u00edgena Soares e Urucurituba, que inclui a \u00e1rea da aldeia Soares (Foto: Mariana Greif\/Rep\u00f3rter Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Apesar das press\u00f5es na Justi\u00e7a, a Pot\u00e1ssio do Brasil obteve a licen\u00e7a ambiental, concedida pelo \u00f3rg\u00e3o ambiental estadual e entregue em m\u00e3os pelo governador do Amazonas, Wilson Lima (Uni\u00e3o Brasil), em abril de 2024. Um m\u00eas depois, o MPF ingressou com nova a\u00e7\u00e3o contra a companhia, pedindo, com urg\u00eancia, a suspens\u00e3o da licen\u00e7a. <\/p>\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, o \u00f3rg\u00e3o afirma que o processo de consulta realizado pela Pot\u00e1ssio do Brasil com alguns ind\u00edgenas Mura que aprovaram o empreendimento n\u00e3o incluiu integrantes do MPF, da Funai e de ind\u00edgenas da aldeia Soares, territ\u00f3rio ainda n\u00e3o demarcado sobreposto ao empreendimento. \u201cNem sequer os Muras do territ\u00f3rio que a Pot\u00e1ssio pretende perfurar (comunidade ind\u00edgena Soares) estavam presentes, ou seja, \u00e9 como se estivesse negociando bens de outras pessoas, pura fraude\u201d, diz trecho do documento.<\/p>\n<p>Segundo o procurador Fernando Merlotto, que acompanha a disputa dos Mura com a Pot\u00e1ssio do Brasil, apesar do pedido de urg\u00eancia, a a\u00e7\u00e3o do MPF ainda n\u00e3o foi julgada.<\/p>\n<p>Procurada, a Pot\u00e1ssio do Brasil n\u00e3o respondeu aos questionamentos enviados pela <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong> at\u00e9 o fechamento deste texto. O espa\u00e7o segue aberto para manifesta\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n<h2>Projeto acirrou tens\u00f5es internas<\/h2>\n<p>Em visita \u00e0 aldeia Soares, a comunidade Mura mais pr\u00f3xima da \u00e1rea pretendida para a mina, a <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong> ouviu o tuxaua (termo que designa \u201cl\u00edder\u201d) Filipe Gabriel Mura. Ele afirmou que o projeto acirrou tens\u00f5es internas e que fam\u00edlias contr\u00e1rias ao empreendimento relatam press\u00e3o e amea\u00e7as. Tamb\u00e9m relatou a ocorr\u00eancia de perfura\u00e7\u00f5es e estudos em terrenos de moradores, seguidos de press\u00e3o para a venda de lotes \u00e0 empresa.<\/p>\n<p>\u201cEst\u00e3o violando nossos direitos. N\u00e3o nos respeitam enquanto povos que cuidaram dessa terra desde que a gente chegou por essas \u00e1reas\u201d, pontuou o l\u00edder Mura.\u00a0<\/p>\n<p>Milena Mura, coordenadora da OMIM (Organiza\u00e7\u00e3o das Mulheres Ind\u00edgenas Mura), tamb\u00e9m critica o processo de consulta da Pot\u00e1ssio do Brasil, que classifica como \u201cpr\u00f3-forma\u201d, e denuncia a exclus\u00e3o de parte da comunidade do processo decis\u00f3rio. \u201cA consulta foi feita apenas com tuxaua e comiss\u00f5es, e com a presen\u00e7a da empresa dentro do territ\u00f3rio, o que a Justi\u00e7a j\u00e1 havia proibido. N\u00e3o foram todos ouvidos\u201d, afirmou.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aldeiasoares_potassiodobrasil_reporterbrasil_marianagreif.jpg\" alt='\u201cEst\u00e3o violando nossos direitos\", denuncia o tuxaua da aldeia Soares Filipe Gabriel Mura (Foto: Mariana Greif\/Rep\u00f3rter Brasil)' srcset=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aldeiasoares_potassiodobrasil_reporterbrasil_marianagreif-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aldeiasoares_potassiodobrasil_reporterbrasil_marianagreif-300x200.jpg 300w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aldeiasoares_potassiodobrasil_reporterbrasil_marianagreif-768x512.jpg 768w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aldeiasoares_potassiodobrasil_reporterbrasil_marianagreif-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aldeiasoares_potassiodobrasil_reporterbrasil_marianagreif.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>\u201cEst\u00e3o violando nossos direitos\u201d, denuncia o tuxaua da aldeia Soares Filipe Gabriel Mura (Foto: Mariana Greif\/Rep\u00f3rter Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<h2>Canadenses na Amaz\u00f4nia\u00a0<\/h2>\n<p>A Brazil Potash Corp. \u00e9 listada na Bolsa de Nova York (NYSE) desde 2024. O Goldman Sachs, um dos maiores bancos de investimento do mundo, reportou posi\u00e7\u00f5es em 13.624 a\u00e7\u00f5es da empresa canadense no per\u00edodo. Morgan Stanley, UBS e Rockefeller detinham sob sua gest\u00e3o, respectivamente, 12.500, 9.941 e 6.500 a\u00e7\u00f5es. Essas institui\u00e7\u00f5es financeiras, no entanto, n\u00e3o s\u00e3o as maiores acionistas da Brazil Potash.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo documento apresentado pela Brazil Potash \u00e0 SEC em agosto de 2025, os principais acionistas da companhia s\u00e3o duas gestoras de investimentos especializadas em minera\u00e7\u00e3o: a brit\u00e2nica CD Capital, com 11,1 milh\u00f5es de a\u00e7\u00f5es da companhia (o equivalente a 27,7% das a\u00e7\u00f5es da Brazil Potash), e a Sentient, registrada nas Ilhas Cayman, com 7,3 milh\u00f5es (18,3%). O bilion\u00e1rio canadense Stan Bharti, fundador do banco mercantil Forbes &amp; Manhattan e ex-presidente executivo e ex-diretor da Brazil Potash, det\u00e9m de 4 milh\u00f5es de a\u00e7\u00f5es (10%) da empresa canadense.<\/p>\n<h2>Pol\u00edticas dos bancos<\/h2>\n<p>Nos documentos p\u00fablicos analisados pela <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>, bancos e gestores de investimentos dizem que seus neg\u00f3cios devem levar em conta riscos de direitos humanos e que casos envolvendo povos ind\u00edgenas exigem aten\u00e7\u00e3o especial.\u00a0<\/p>\n<p>O UBS, por exemplo, afirma que n\u00e3o faz neg\u00f3cios quando uma transa\u00e7\u00e3o est\u00e1 associada a dano ambiental ou social severo, incluindo viola\u00e7\u00f5es de direitos ind\u00edgenas, e que situa\u00e7\u00f5es de \u201cpreocupa\u00e7\u00e3o\u201d devem acionar an\u00e1lise refor\u00e7ada e um rito de aprova\u00e7\u00e3o interna. Segundo documentos do banco com sede em Zurique, essas diretrizes servem para decis\u00f5es do banco sobre desenvolvimento de produtos, investimentos, financiamentos e gest\u00e3o de cadeia de abastecimento.\u00a0<\/p>\n<p>J\u00e1 o Morgan Stanley afirma em documentos p\u00fablicos que poss\u00edveis viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos s\u00e3o analisadas em seu processo de devida dilig\u00eancia, nome dado ao processo de identificar, prevenir, mitigar e responder por danos aos direitos humanos e viola\u00e7\u00f5es ambientais que uma empresa tenha causado ou contribu\u00eddo. A institui\u00e7\u00e3o financeira diz esperar que opera\u00e7\u00f5es com impacto sobre povos ind\u00edgenas sigam padr\u00f5es internacionais, incluindo consulta adequada. A pol\u00edtica do banco vale para opera\u00e7\u00f5es diretas realizadas pela Morgan Stanley e por seus fornecedores.\u00a0<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/comunidade_aldeiasoares_autazes_reporterbrasil_marianagreif.jpg\" alt=\"Ind\u00edgenas Mura da aldeia Soares denunciam que consulta realizada pela Pot\u00e1ssio do Brasil excluiu integrantes da comunidade, a mais pr\u00f3xima do empreendimento (Foto: Mariana Greif\/Rep\u00f3rter Brasil)\" srcset=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/comunidade_aldeiasoares_autazes_reporterbrasil_marianagreif-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/comunidade_aldeiasoares_autazes_reporterbrasil_marianagreif-300x200.jpg 300w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/comunidade_aldeiasoares_autazes_reporterbrasil_marianagreif-768x512.jpg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/comunidade_aldeiasoares_autazes_reporterbrasil_marianagreif.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Ind\u00edgenas Mura da aldeia Soares denunciam que consulta realizada pela Pot\u00e1ssio do Brasil excluiu integrantes da comunidade, a mais pr\u00f3xima do empreendimento (Foto: Mariana Greif\/Rep\u00f3rter Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<p>As pol\u00edticas do Goldman Sachs tamb\u00e9m preveem um processo de devida dilig\u00eancia pr\u00e9vio a qualquer neg\u00f3cio realizado pelo banco, o que incluiu a identifica\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis viola\u00e7\u00f5es aos direitos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>A <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong> analisou as pol\u00edticas de direitos humanos e ind\u00edgenas das institui\u00e7\u00f5es financeiras citadas nesta reportagem e as questionou se o caso da Pot\u00e1ssio do Brasil viola alguma dessas diretrizes. Nenhuma institui\u00e7\u00e3o respondeu at\u00e9 a conclus\u00e3o deste texto. A reportagem n\u00e3o localizou o contato da gestora Sentient. O espa\u00e7o segue aberto para manifesta\u00e7\u00f5es futuras.\u00a0<\/p>\n<p>Em resposta \u00e0 reportagem, Stan Bharti, um dos fundadores da Brazil Potash, afirmou que a companhia \u201cconduz suas atividades no Brasil com respeito \u00e0s institui\u00e7\u00f5es e ao arcabou\u00e7o regulat\u00f3rio do pa\u00eds\u201d. Pontou que a empresa realizou um processo de consulta Livre, Pr\u00e9via e Informada com representantes de dezenas de comunidades ind\u00edgenas Mura de Autazes, e que o projeto recebeu o apoio de mais de 90% dos participantes. \u201cComo em qualquer grande iniciativa de desenvolvimento, podem existir vis\u00f5es divergentes dentro das comunidades, e essas perspectivas seguem fazendo parte de um di\u00e1logo em andamento\u201d, afirmou. Bharti tamb\u00e9m ressaltou que o processo de consulta, \u201cbem como sua validade e legitimidade\u201d, foi posteriormente analisado e confirmado pelo TRF1 em m\u00faltiplas decis\u00f5es judiciais.<\/p>\n<p>\u201cSeria muito mais f\u00e1cil se os investidores da empresa Pot\u00e1ssio do Brasil nos respeitassem. Porque acaba sendo um desrespeito \u00e0 nossa ess\u00eancia, a nossa hist\u00f3ria, a quem somos e a quem queremos ser\u201d, afirmou o tuxaua Filipe Gabriel, da aldeia Soares.\u00a0<\/p>\n<h2>Fornecimento para trader su\u00ed\u00e7a<\/h2>\n<p>Al\u00e9m das negocia\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00f5es da Bolsa de Nova Iorque, a Brazil Potash tem avan\u00e7ado em acordos de venda futura de pot\u00e1ssio. Parte desses investimentos v\u00eam da Su\u00ed\u00e7a.\u00a0<\/p>\n<p>A empresa su\u00ed\u00e7a do ramo de fertilizantes Keytrade assinou, em agosto de 2025, um contrato com o compromisso de adquirir de at\u00e9 900 mil toneladas anuais de cloreto de pot\u00e1ssio da mina de Autazes por um per\u00edodo de dez anos. O acordo comercial foi firmado entre as subsidi\u00e1rias brasileiras das empresas. Meses antes, a Pot\u00e1ssio do Brasil havia anunciado um compromisso semelhante com a trader Amaggi.\u00a0<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o Swiss Coalition for Corporate Justice (Coaliz\u00e3o Su\u00ed\u00e7a pela Justi\u00e7a Corporativa, na tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas) alerta que, em breve, a Su\u00ed\u00e7a poder\u00e1 se tornar o \u00fanico pa\u00eds da Europa sem imposi\u00e7\u00f5es legais de devida dilig\u00eancia. Para a organiza\u00e7\u00e3o, a falta de regula\u00e7\u00e3o faz com que compromissos de sustentabilidade fiquem restritos a iniciativas volunt\u00e1rias, que muitas vezes n\u00e3o produzem efeitos.<\/p>\n<p>Em resposta \u00e0 <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>, a Amaggi enviou uma nota divulgada \u00e0 imprensa em 2023, ap\u00f3s a assinatura dos contratos com a Pot\u00e1ssio do Brasil. No documento, a empresa afirmou que o acordo com a mineradora \u201cprev\u00ea obriga\u00e7\u00f5es das partes em seguirem as melhores pr\u00e1ticas ambientais, sociais, de sustentabilidade e de governan\u00e7a\u201d e que todos os seus contratos s\u00e3o conduzidos com base em \u201ccrit\u00e9rios pautados pelos compromissos e pelas pol\u00edticas socioambientais assumidas pela empresa e em conson\u00e2ncia com a legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel e com as normas dos \u00f3rg\u00e3os ambientais competentes\u201d.<\/p>\n<p>A reportagem tamb\u00e9m entrou em contato com a su\u00ed\u00e7a Keytrade, mas a empresa n\u00e3o respondeu aos questionamentos enviados at\u00e9 o fechamento desta reportagem. <\/p>\n<h2>Projeto prev\u00ea risco de saliniza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua<\/h2>\n<p>Nos documentos de Estudo e Relat\u00f3rio de Impacto Ambiental do empreendimento, apresentados em 2015, a Pot\u00e1ssio do Brasil admite o risco do empreendimento salinizar a \u00e1gua usada pelas comunidades do entorno. O documento aponta a \u201cpossibilidade de \u00e1guas com grande teor de sal infiltrar nos aqu\u00edferos rasos pr\u00f3ximos \u00e0 \u00e1rea da planta alterando a qualidade dessas \u00e1guas\u201d. <\/p>\n<p>No documento, a Pot\u00e1ssio do Brasil reconhece ainda que o desmatamento e a terraplanagem podem aumentar a turbidez da \u00e1gua e assorear drenagens e rios da regi\u00e3o, incluindo o Lago Soares, por deixarem o solo exposto. O estudo aponta que o assoreamento pode soterrar animais e reduzir a variedade de peixes, com impacto sobre a pesca de subsist\u00eancia, pilar da alimenta\u00e7\u00e3o e da economia local.<\/p>\n<p>Com as amea\u00e7as, o Tuxaua da aldeia Soares teme que a comunidade onde nasceu desapare\u00e7a ap\u00f3s a opera\u00e7\u00e3o da mina. \u201c[Se o empreendimento acontecer] N\u00e3o tem como ficar morando algu\u00e9m aqui. [O local] Vai ficar deserto, casas abandonadas\u201d, lamentou Gabriel Mura \u00e0 <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>.<\/p>\n<div data-elementor-type=\"container\" data-elementor-id=\"75228\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div data-id=\"5e8db1e6\" data-element_type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"36eb6c91\" data-element_type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"6f52f515\" data-element_type=\"container\">\n<div data-id=\"65d9f401\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"divider.default\">\n<div>\n<div>\n\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"134a1245\" data-element_type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"10fe55fe\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div>\n<p>Leia tamb\u00e9m<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"3c9495ae\" data-element_type=\"widget\" data-settings='{\"template_id\":\"75221\",\"columns\":1,\"row_gap\":{\"unit\":\"px\",\"size\":10,\"sizes\":[]},\"_skin\":\"post\",\"columns_tablet\":\"2\",\"columns_mobile\":\"1\",\"edit_handle_selector\":\"[data-elementor-type=\"loop-item\"]\",\"row_gap_tablet\":{\"unit\":\"px\",\"size\":\"\",\"sizes\":[]},\"row_gap_mobile\":{\"unit\":\"px\",\"size\":\"\",\"sizes\":[]}}' data-widget_type=\"loop-grid.post\">\n<div>\n<div>\n\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p>\n<p>The post Bancos globais silenciam sobre liga\u00e7\u00e3o com projeto contestado por ind\u00edgenas na Amaz\u00f4nia appeared first on Rep\u00f3rter Brasil.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/debate-na-vila-pedreira-conecta-luta-local-e-solidariedade-anti-imperialista-a-cuba-e-venezuela\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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Procuradas, institui\u00e7\u00f5es financeiras n\u00e3o comentam rela\u00e7\u00e3o com projeto<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2026\/03\/bancos-globais-silenciam-sobre-ligacao-com-projeto-contestado-por-indigenas-na-amazonia\/\">Bancos globais silenciam sobre liga\u00e7\u00e3o com projeto contestado por ind\u00edgenas na Amaz\u00f4nia<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/\">Rep\u00f3rter Brasil<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":77352,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[13690,109,2292,5879,3523,34489,38146,5799,4279],"tags":[],"class_list":["post-77351","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-_destaque-da-home-1","category-amazonia","category-canada","category-conteudo-original-em-portugues","category-mineracao","category-potassio","category-potassio-do-brasil","category-reportagens","category-suica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77351","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=77351"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/77351\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/77352"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=77351"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=77351"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=77351"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}