{"id":77356,"date":"2026-03-09T08:03:37","date_gmt":"2026-03-09T11:03:37","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/mulheres-sem-terra-ocupam-terras-e-paralisam-trem-da-samarco-contra-os-crimes-da-mineracao\/"},"modified":"2026-03-09T08:03:37","modified_gmt":"2026-03-09T11:03:37","slug":"mulheres-sem-terra-ocupam-terras-e-paralisam-trem-da-samarco-contra-os-crimes-da-mineracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/mulheres-sem-terra-ocupam-terras-e-paralisam-trem-da-samarco-contra-os-crimes-da-mineracao\/","title":{"rendered":"Mulheres Sem Terra ocupam terras e paralisam trem da Samarco contra os crimes da minera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"575\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/c2561733-c3eb-4864-b40c-50179222d1ac.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/c2561733-c3eb-4864-b40c-50179222d1ac-1024x575.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/c2561733-c3eb-4864-b40c-50179222d1ac-300x169.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/c2561733-c3eb-4864-b40c-50179222d1ac-768x431.jpeg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/c2561733-c3eb-4864-b40c-50179222d1ac.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Cerca de 700 mulheres do MST fecharam os trilhos da Estrada de Ferro Vit\u00f3ria-Minas, em Tumiritinga (MG). Foto: Matheus Teixeira<\/figcaption><\/figure>\n<p>Da P\u00e1gina do MST<\/p>\n<p><em><strong>Sem anistia aos crimes da minera\u00e7\u00e3o!<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Na madrugada desta segunda-feira (09), cerca de 1000 fam\u00edlias da regi\u00e3o sudeste, principalmente mulheres, mobilizadas no estado do Esp\u00edrito Santo e Minas Gerais amanheceram em luta: no Esp\u00edrito Santo, 300 fam\u00edlias ocuparam uma \u00e1rea da Samarco no munic\u00edpio de Anchieta com a participa\u00e7\u00e3o do MST do Rio de Janeiro. E em Minas Gerais, 700 pessoas realizaram o trancamento dos trilhos da Estrada de Ferro Vit\u00f3ria-Minas, no munic\u00edpio de Tumiritinga.\u00a0<\/p>\n<p>As mulheres Sem Terra buscam denunciar o descaso e a impunidade, cobram da justi\u00e7a brasileira que o crime cometido pela Samarco h\u00e1 10 anos em Mariana seja julgado e que sua condena\u00e7\u00e3o signifique n\u00e3o s\u00f3 a repara\u00e7\u00e3o e os direitos garantidos de todas as pessoas e comunidades atingidas, mas tamb\u00e9m desenvolva a\u00e7\u00f5es de restaura\u00e7\u00e3o ambiental e agroecol\u00f3gica da bacia do Rio Doce,<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o faz parte da Jornada Nacional de Luta das mulheres Sem Terra, que acontece de 08 a 12 de mar\u00e7o, Dia Internacional de Luta das Mulheres, em que as Sem Terra em todo o Brasil entoam: <em><a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2026\/03\/09\/mulheres-sem-terra-lancam-carta-manifesto-em-jornada-nacional-nacional-de-lutas\/\">\u201cReforma Agr\u00e1ria Popular: Enfrentar as viol\u00eancias, ocupar, e organizar!<\/a>\u201d<\/em>.<\/p>\n<h2><strong>Mulheres Sem Terra ocupam trilhos da Samarco em Minas Gerais<\/strong><\/h2>\n<p>Cerca de 700 mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fecharam os trilhos da Estrada de Ferro Vit\u00f3ria-Minas, no munic\u00edpio de Tumiritinga, regi\u00e3o leste de Minas Gerais. A a\u00e7\u00e3o, um \u201ctrancamento\u201d simb\u00f3lico e pol\u00edtico, integra as a\u00e7\u00f5es da <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2026\/02\/27\/mulheres-sem-terra-realizam-jornada-nacional-de-lutas-em-defesa-da-reforma-agraria-e-contra-as-violencias\/\">Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra 2026<\/a> e denuncia o que nenhuma senten\u00e7a judicial foi capaz de fazer em dez anos: responsabilizar criminalmente a mineradora Samarco, pelo rompimento da barragem de Fund\u00e3o, em Mariana, que completa uma d\u00e9cada em novembro sem que um \u00fanico r\u00e9u tenha sido condenado, no Brasil.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aaa0e233-fd6e-4f9a-9c01-d70d9b601f7d.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aaa0e233-fd6e-4f9a-9c01-d70d9b601f7d-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aaa0e233-fd6e-4f9a-9c01-d70d9b601f7d-225x300.jpeg 225w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/aaa0e233-fd6e-4f9a-9c01-d70d9b601f7d.jpeg 960w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\"><figcaption>Mulheres do MST fecharam os trilhos da Estrada de Ferro Vit\u00f3ria-Minas, em Tumiritinga (MG). Foto: MST<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em novembro de 2015, a empresa Samarco (joint-venture da Vale e da BHP Billiton) causou o maior \u201cdesastre\u201d socioambiental do Brasil, quando com o rompimento da barragem de Fund\u00e3o, localizada em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2022\/08\/19\/mariana-85-das-familias-atingidas-pela-barragem-sofrem-com-deslocamento-compulsorio\/\">Mariana (MG)<\/a>, mais de 30 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de rejeitos foram despejados na bacia do Rio Doce. Foram mais de 600 km percorridos pela lama no estado de Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo, causando um conjunto de impactos e danos ao meio ambiente e \u00e0s comunidades \u00e0s margens do rio. At\u00e9 hoje, 10 anos depois, nenhuma das empresas foi condenada e a regi\u00e3o \u00e9 fortemente afetada por uma crise hidrica.<\/p>\n<p>Em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s a\u00e7\u00f5es criminosas das grandes empresas na regi\u00e3o, o Movimento Sem Terra vem desenvolvendo a\u00e7\u00f5es de restaura\u00e7\u00e3o ambiental, assist\u00eancia t\u00e9cnica e projetos de educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o com centenas de fam\u00edlias atingidas pelo rompimento da barragem, nos territ\u00f3rios de Reforma Agr\u00e1ria dos estados de Minas Gerais e do Esp\u00edrito Santo atrav\u00e9s do Programa de Agroecologia da Bacia do Rio Doce que j\u00e1 desenvolveu a\u00e7\u00f5es de repara\u00e7\u00e3o ambiental em mais de 2000 ha em 6 anos do projeto.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"685\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/foto-Matheus-teixeira-outubro-2018-1-1536x1028-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/foto-Matheus-teixeira-outubro-2018-1-1536x1028-1-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/foto-Matheus-teixeira-outubro-2018-1-1536x1028-1-300x201.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/foto-Matheus-teixeira-outubro-2018-1-1536x1028-1-768x514.jpg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/foto-Matheus-teixeira-outubro-2018-1-1536x1028-1.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Recupera\u00e7\u00e3o da bacia do Rio Doce. Foto: Matheus Teixeira<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Minas Gerais \u00e9 o estado brasileiro com maior n\u00famero de barragens do Brasil, s\u00e3o 319 barragens segundo relat\u00f3rios da Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o (ANM) de 2026. Os relat\u00f3rios apontam ainda que existem cerca de 45 barragens em situa\u00e7\u00e3o de risco, 26 em situa\u00e7\u00e3o de alerta e emerg\u00eancia e, dessas, 2 em risco de rompimento iminente (n\u00edvel e emerg\u00eancia 3, localizadas em Ouro Preto e Itatiaiu\u00e7u). Os riscos n\u00e3o s\u00e3o apenas num\u00e9ricos, mas estrat\u00e9gicos, pois as barragens est\u00e3o situadas sobre bacias hidrogr\u00e1ficas que abastecem milh\u00f5es de pessoas, com destaque cr\u00edtico para o Quadril\u00e1tero Ferr\u00edfero-Aqu\u00edfero (QFA), regi\u00e3o central do estado.<\/p>\n<p>O MST, junto com outras organiza\u00e7\u00f5es do campo popular, n\u00e3o s\u00f3 denunciam esse projeto de morte que se alastra e se aprofunda em Minas Gerais com a coniv\u00eancia e investimento do governador do estado Romeu Zema, como defendem e est\u00e3o construindo na pr\u00e1tica, a\u00e7\u00f5es que reparam os danos causados pelos crimes, n\u00e3o somente no \u00e2mbito individual, mas coletivo, com projetos nos territ\u00f3rios da Reforma Agr\u00e1ria, que colocam as fam\u00edlias atingidas como protagonistas do processo de repara\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito econ\u00f4mico, social e ambiental.<\/p>\n<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o das mulheres em Minas Gerais exige que a Samarco pague pelo crime e s\u00e3o tr\u00eas as pautas diretas vinculadas aos atingidos dos territ\u00f3rios da Reforma Agr\u00e1ria: <\/p>\n<p>1. Restaura\u00e7\u00e3o florestal nos 52 assentamentos atingidos; <br \/>2. Indeniza\u00e7\u00e3o individual para 2 mil trabalhadores rurais Sem Terra atingidos pelo crime da Samarco que ainda n\u00e3o receberam a indeniza\u00e7\u00e3o. <br \/>3. Acesso a \u00e1gua pot\u00e1vel \u00e0s fam\u00edlias atingidas.\u00a0<\/p>\n<p>As mulheres Sem Terra mais uma vez se colocam no front da luta contra o modelo de minera\u00e7\u00e3o predat\u00f3rio em Minas Gerais e convocam a sociedade para se somarem ao ato que coloca em debate e denuncia o modelo de minera\u00e7\u00e3o predat\u00f3rio que sangra o estado e mant\u00e9m fam\u00edlias inteiras ref\u00e9ns da impunidade.\u00a0<\/p>\n<h2><strong>Mulheres Sem Terra ocupam terras da Samarco em Anchieta, no Esp\u00edrito Santo\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p>Cerca de 300 familias Sem Terra, principalmente mulheres, ocuparam terras pertencentes a empresa <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2016\/01\/06\/90-dos-brasileiros-culpam-samarco-por-tragedia-em-mariana\/\">Samarco<\/a>, no munic\u00edpio de Anchieta, no Esp\u00edrito Santo. A a\u00e7\u00e3o faz parte da Jornada das Mulheres Sem Terra, com den\u00fancia aos 10 anos do crime ambiental da Samarco em Mariana, que atingiu fam\u00edlias em Minas Gerais, no Esp\u00edrito Santo e afetou todo o Rio Doce, al\u00e9m de apresentar a pauta de assentar as 1500 familias acampadas no Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"461\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/5c52c556-d21d-4f1e-926e-53fe37c3e221.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/5c52c556-d21d-4f1e-926e-53fe37c3e221-1024x461.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/5c52c556-d21d-4f1e-926e-53fe37c3e221-300x135.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/5c52c556-d21d-4f1e-926e-53fe37c3e221-768x346.jpeg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/5c52c556-d21d-4f1e-926e-53fe37c3e221.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Mulheres Sem Terra ocuparam terras pertencentes a empresa <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2016\/01\/06\/90-dos-brasileiros-culpam-samarco-por-tragedia-em-mariana\/\">Samarco<\/a>, no munic\u00edpio de Anchieta, no Esp\u00edrito Santo. Foto: MST<\/figcaption><\/figure>\n<p>A implanta\u00e7\u00e3o do projeto Samarco e de outros grandes empreendimentos do capital reduziu significativamente a agricultura familiar, gerando depend\u00eancia econ\u00f4mica e periferiza\u00e7\u00e3o das cidades. Munic\u00edpios inteiros, como Anchieta, tiveram grandes extens\u00f5es de terra destinadas a empresas que realizam compensa\u00e7\u00f5es ambientais apenas por obriga\u00e7\u00e3o legal, enquanto tiram vantagem econ\u00f4mica do territ\u00f3rio. Estima-se que sejam cerca de cinco mil hect\u00e1re da Samarco apenas em Anchieta. Essa l\u00f3gica de apropria\u00e7\u00e3o das terras e de destrui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o local faz parte da expans\u00e3o hist\u00f3rica dos grandes projetos do capital, iniciada ainda na ditadura empresarial-militar, e continua a marginalizar fam\u00edlias que poderiam produzir alimentos saud\u00e1veis e garantir soberania alimentar.<\/p>\n<p>A contradi\u00e7\u00e3o entre a produ\u00e7\u00e3o voltada para commodities de exporta\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o entre essa riqueza para toda a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 evidente. Os impactos da minera\u00e7\u00e3o atingem diretamente as \u00e1guas da Lagoa de M\u00e3e-B\u00e1 e do Rio Benevente, causando a morte de peixes e comprometendo a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, especialmente em bairros pr\u00f3ximos aos empreendimentos. Comunidades tradicionais, ind\u00edgenas e pescadores tamb\u00e9m sofrem com conflitos fundi\u00e1rios, al\u00e9m da degrada\u00e7\u00e3o ambiental que amea\u00e7a a subsist\u00eancia de muitas fam\u00edlias. A vida das mulheres, que frequentemente acumulam tarefas dom\u00e9sticas e trabalho produtivo, \u00e9 particularmente afetada, aumentando sua vulnerabilidade social e econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Em Anchieta, o setor da minera\u00e7\u00e3o \u00e9 marcado por um volume expressivo de reclama\u00e7\u00f5es trabalhistas que apontam viola\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas de direitos, incluindo o descumprimento de normas de intervalo intrajornada, o n\u00e3o pagamento de horas extras e do adicional de periculosidade, al\u00e9m de pedidos de reconhecimento de v\u00ednculo empregat\u00edcio. Essas irregularidades se estendem \u00e0s empresas parceiras e prestadoras de servi\u00e7os, frequentemente alvo de processos, enquanto, na esfera coletiva, o sindicato da categoria move a\u00e7\u00f5es por dano moral coletivo e descumprimento de obriga\u00e7\u00f5es trabalhistas, registrando hist\u00f3rico de conflitos sindicais com uso recorrente de interditos proibit\u00f3rios contra movimentos de greve. <\/p>\n<figure>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"575\" data-id=\"293136\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/01-1.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/01-1-1024x575.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/01-1-300x168.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/01-1-768x431.jpeg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/01-1.jpeg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/figure>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"461\" data-id=\"293135\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/04-1.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/04-1-1024x461.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/04-1-300x135.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/04-1-768x346.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/04-1-1536x691.jpeg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/04-1.jpeg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/figure>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"567\" data-id=\"293137\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/05.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/05-1024x567.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/05-300x166.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/05-768x425.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/05-1536x851.jpeg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/05.jpeg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/figure>\n<\/figure>\n<p>A terceiriza\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra agrava ainda mais as condi\u00e7\u00f5es de trabalho, especialmente para as mulheres, sujeitas \u00e0 escala 6\u00d71, falta de direitos e situa\u00e7\u00f5es de precariedade e inseguran\u00e7a. Al\u00e9m disso, a chegada dessas empresas intensifica a viol\u00eancia de g\u00eanero, incluindo explora\u00e7\u00e3o sexual e laboral, viol\u00eancia dom\u00e9stica, sexual contra crian\u00e7as e adolescentes, discrimina\u00e7\u00e3o contra mulheres e pessoas LGBT+ e restringe a autonomia delas, gerando sobrecarga e amplificando os impactos da destrui\u00e7\u00e3o ambiental em suas comunidades, refor\u00e7ando a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas que garantam prote\u00e7\u00e3o e direitos.<\/p>\n<p>No MST no Esp\u00edrito Santo, s\u00e3o 3.500 fam\u00edlias assentadas da Reforma Agr\u00e1ria mais 1500 fam\u00edlias acampadas aguardando um peda\u00e7o de ch\u00e3o para amplia\u00e7\u00e3o dos projetos de agroecologia e produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis. A ocupa\u00e7\u00e3o das terras da Samarco pelas mulheres Sem Terra do Esp\u00edrito Santo e do Rio de Janeiro neste dia 9 de mar\u00e7o busca n\u00e3o apenas repara\u00e7\u00e3o pelos danos socioambientais, mas tamb\u00e9m fortalecer a organiza\u00e7\u00e3o das mulheres e comunidades tradicionais, garantindo participa\u00e7\u00e3o ativa na reconstru\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio, restaura\u00e7\u00e3o ambiental e soberania alimentar. A luta das mulheres Sem Terra evidencia que justi\u00e7a ambiental e social andam juntas, e que para tanto, o MST reivindica essas \u00e1reas para o assentamento imediato de fam\u00edlias Sem Terra.<\/p>\n<h2><strong>Por que as mulheres Sem Terra lutam?<\/strong><\/h2>\n<p>Nesse contexto de guerras e avan\u00e7o da extrema direita e seu projeto de morte pelo mundo, a jornada de luta das mulheres denuncia como esse projeto se expressa no campo brasileiro, atrav\u00e9s da privatiza\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o da terra e dos bens da natureza. As Mulheres Sem Terra reafirmam a Reforma Agr\u00e1ria Popular como projeto para a sociedade brasileira de produ\u00e7\u00e3o de comida saud\u00e1vel, atrav\u00e9s de rela\u00e7\u00f5es humanas livres de viol\u00eancias e em equil\u00edbrio com a natureza. A Reforma Agr\u00e1ria Popular \u00e9 o caminho para a constru\u00e7\u00e3o da soberania nacional.<\/p>\n<p>Com a mobiliza\u00e7\u00e3o das mulheres, o MST se compromete a seguir lutando pela democratiza\u00e7\u00e3o das terras e em defesa da natureza, de enfrentar a viol\u00eancia contra a mulher que s\u00f3 aumenta em nosso pa\u00eds e a seguir lutando pela soberania dos povos de todo o mundo.\u00a0<\/p>\n<p><strong><em>REFORMA AGR\u00c1RIA POPULAR: Enfrentar as viol\u00eancias, ocupar e organizar!<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Mulheres Sem Terra, 9 de mar\u00e7o de 2026.<\/em><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2026\/03\/09\/mulheres-sem-terra-ocupam-terras-e-paralisam-trem-da-samarco-contra-os-crimes-da-mineracao\/\">Mulheres Sem Terra ocupam terras e paralisam trem da Samarco contra os crimes da minera\u00e7\u00e3o<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/protecao-e-cuidados-como-aproveitar-o-carnaval-sem-deixar-a-saude-de-lado\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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Foto: Matheus Teixeira Da P\u00e1gina do MST Sem anistia aos crimes da minera\u00e7\u00e3o! 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