{"id":77469,"date":"2026-03-09T18:07:38","date_gmt":"2026-03-09T21:07:38","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/mulheres-sem-terra-se-mobilizam-pela-reforma-agraria-e-contra-as-violencias-pelo-brasil\/"},"modified":"2026-03-09T18:07:38","modified_gmt":"2026-03-09T21:07:38","slug":"mulheres-sem-terra-se-mobilizam-pela-reforma-agraria-e-contra-as-violencias-pelo-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/mulheres-sem-terra-se-mobilizam-pela-reforma-agraria-e-contra-as-violencias-pelo-brasil\/","title":{"rendered":"Mulheres Sem Terra se mobilizam pela Reforma Agr\u00e1ria e contra as viol\u00eancias pelo Brasil"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MST-TO.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MST-TO-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MST-TO-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MST-TO-768x512.jpeg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MST-TO.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: MST TO<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Por Lays Furtado<br \/>Da P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<p>A Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra deste ano teve in\u00edcio no dia 8 de mar\u00e7o e vai at\u00e9 a pr\u00f3xima quinta-feira, dia 12, com mobiliza\u00e7\u00f5es em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds. Com o lema: \u201cReforma Agr\u00e1ria Popular: enfrentar as viol\u00eancias, ocupar e organizar!\u201d, as camponesas se uniram \u00e0s mulheres da cidade, neste no Dia Internacional das Mulheres, dia 8, fazendo ecoar a voz da luta feminista contra o patriarcado e para exigir direitos.<\/p>\n<p>Mais de 11 mil Mulheres Sem Terra participaram das mobiliza\u00e7\u00f5es nos dois primeiros dias da Jornada, somando 24 a\u00e7\u00f5es em 13 estados e 21 munic\u00edpios. Em entra as mobiliza\u00e7\u00f5es ocorreram ocupa\u00e7\u00f5es de terras improdutivas, marchas, forma\u00e7\u00f5es, bloqueios e atos reivindicando a Reforma Agr\u00e1ria e o fim das viol\u00eancias.<\/p>\n<p>Ayala Ferreira, da coordena\u00e7\u00e3o nacional do MST, declara que \u201ca jornada tem expressado aquilo que pode ser as mulheres organizadas enfrentando os crimes do latif\u00fandio e tamb\u00e9m enfrentando essa escalada de viol\u00eancia contra as mulheres, legitimado muito pelo discurso conservador e avan\u00e7o da extrema direita em nossa sociedade.\u201d<\/p>\n<p>A coordenadora explica que, por isso, as mobiliza\u00e7\u00f5es t\u00eam como foco o enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia no campo, que se expressa como resultado concreto, na exist\u00eancia do pr\u00f3prio latif\u00fandio. As \u00e1reas ocupadas por Mulheres Sem Terra s\u00e3o latif\u00fandios onde ocorreram crimes, como a pr\u00e1tica do trabalho escravo, grilagem de terras, ou at\u00e9 crimes que envolvem a devasta\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>\u201cEnt\u00e3o, n\u00f3s estamos, nesse exato momento, em processos de ocupa\u00e7\u00e3o de latif\u00fandios, de bloqueio de rodovias, de marchas, em processos de di\u00e1logos e de forma\u00e7\u00e3o com outras companheiras, de outros movimentos urbanos e tamb\u00e9m rurais, tentando expressar o que pode ser a capacidade de organizar e de resistir das mulheres da classe trabalhadora\u201d, sintetiza a coordenadora.<\/p>\n<p>A Jornada conta com um conjunto de mobiliza\u00e7\u00e3o que acontecem at\u00e9 o dia 12 de mar\u00e7o. Diante disso, as mulheres Sem Terra convidam a todas as mulheres trabalhadoras e \u00e0 sociedade em geral para participar e acompanhar os processos de mobiliza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>\u201cConvocamos a sociedade a nos acompanhar, para reafirmarmos que o problema que n\u00f3s enfrentamos nos dias de hoje, do aprofundamento das desigualdades, da realidade de mis\u00e9ria, fome, desemprego, se resolve tamb\u00e9m com a implementa\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica ampla e radical de Reforma Agr\u00e1ria no nosso pa\u00eds. Ent\u00e3o, sigamos em processo de luta e de resist\u00eancia rumo a t\u00e3o sonhada sociedade que caibamos todos n\u00f3s, mulheres e homens livres e emancipados efetivamente\u201d, conclui Ayala.<\/p>\n<p><strong>Confira as mobiliza\u00e7\u00f5es dos primeiros dois dias de Jornada:<\/strong><\/p>\n<p><strong>AMAZ\u00d4NICA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tocantins<\/strong><\/p>\n<p>Nesta segunda-feira (9), cerca de 800 Mulheres Sem Terra ocuparam a Fazenda Santo Hil\u00e1rio, em Araguatins (TO), o latif\u00fandio tem hist\u00f3rico marcado por assassinato, viol\u00eancia e trabalho escravo. A \u00e1rea de 2.462 hectares teve sua matr\u00edcula de posse cancelada e se tornou posse da Uni\u00e3o Federal, em 2020 para fins de Reforma Agr\u00e1ria. <\/p>\n<p>As mulheres da regi\u00e3o amaz\u00f4nica denunciam que o fazendeiro segue de forma irregular atuando como propriet\u00e1rio, num escancarado caso de grilagem. Por outro lado, o Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra) descumpriu o prazo de vistoria da \u00e1rea, estabelecido em setembro de 2025, no local em que deveriam ser assentadas 200 fam\u00edlias de trabalhadores rurais do Movimento. Desde o domingo (8), as mulheres da regi\u00e3o amaz\u00f4nica do MST se reuniram no munic\u00edpio e realizam processos formativos e de solidariedade \u00e0s fam\u00edlias que lutam h\u00e1 cerca de 20 anos pela Reforma Agr\u00e1ria Popular no territ\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>NORDESTE<\/strong><\/p>\n<p><strong>Piau\u00ed<\/strong><\/p>\n<p>Nesta segunda (9), cerca de 200 fam\u00edlias ocuparam uma \u00e1rea improdutiva no munic\u00edpio de Palmeirais, Piau\u00ed, durante a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra. A \u00e1rea da empresa Suzano est\u00e1 abandonada h\u00e1 cerca de dez anos e \u00e9 resultado de um projeto falido de implanta\u00e7\u00e3o de uma f\u00e1brica e da produ\u00e7\u00e3o de eucalipto. O MST reivindica que a \u00e1rea seja destinada para fins de Reforma Agr\u00e1ria, a fim de garantir que as fam\u00edlias acampadas no local possam morar e viver com dignidade.<\/p>\n<p><strong>Alagoas<\/strong><\/p>\n<p>Na manh\u00e3 desta segunda (9), cerca de 500 mulheres camponesas ocuparam as instala\u00e7\u00f5es da Minera\u00e7\u00e3o Vale Verde, no munic\u00edpio de Cra\u00edbas (AL). A mobiliza\u00e7\u00e3o integra a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra e denuncia os danos ambientais e sociais causados pela explora\u00e7\u00e3o mineral na regi\u00e3o do Agreste do estado.<\/p>\n<p>No domingo (8), as mulheres do campo e da cidade ocuparam as ruas de Macei\u00f3 no Ato Unificado do Dia Internacional de Luta das Mulheres, com o lema \u201cPela vida das mulheres! Contra o imperialismo, por democracia, soberania e pelo fim da escala 6\u00d71!\u201d. O ato mostrou a pot\u00eancia da organiza\u00e7\u00e3o das mulheres, reunindo movimentos sociais e organiza\u00e7\u00f5es populares, em que as Mulheres Sem Terra tamb\u00e9m marcaram presen\u00e7a na Pra\u00e7a 7 Coqueiros, em Ponta Verde,\u00a0 levantando as bandeiras da Reforma Agr\u00e1ria Popular, da produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis e da defesa dos territ\u00f3rios.\u00a0<\/p>\n<p>Desde o s\u00e1bado pela manh\u00e3 (7), \u00e0s Mulheres Sem Terra em Alagoas est\u00e3o mobilizadas para as a\u00e7\u00f5es da Jornada, onde foi organizada a prepara\u00e7\u00e3o de cerca de mil refei\u00e7\u00f5es, distribu\u00eddas para a comunidade do Benedito Bentes, em Macei\u00f3 (AL). A iniciativa faz parte das a\u00e7\u00f5es da Cozinha Solid\u00e1ria do MST, levando alimentos produzidos em assentamentos e acampamentos da Reforma Agr\u00e1ria para a popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de fome, que mais precisa.<\/p>\n<p><strong>Sergipe<\/strong><\/p>\n<p>Nesta segunda-feira (9), 300 mulheres camponesas sa\u00edram em marcha pelas ruas de Aracaju (SE), em dire\u00e7\u00e3o ao Incra, levantando suas bandeiras e reafirmando a luta pela Reforma Agr\u00e1ria Popular. Organizadas e em movimento, as mulheres denunciam a viol\u00eancia no campo, a lentid\u00e3o da pol\u00edtica de Reforma Agr\u00e1ria e seguem na linha de frente da defesa da terra, da produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis e da vida digna para o povo trabalhador. No Incra, a mobiliza\u00e7\u00e3o seguiu com uma audi\u00eancia com a superintend\u00eancia, em que foram apresentadas pautas das mulheres Sem Terra, cobrando medidas concretas para avan\u00e7ar na Reforma Agr\u00e1ria no estado.<\/p>\n<p><strong>Pernambuco<\/strong><\/p>\n<p>No domingo (8), mais um latif\u00fandio improdutivo foi ocupado com o protagonismo das mulheres Sem Terra na regi\u00e3o do Vale do S\u00e3o Francisco, com cerca de 800 fam\u00edlias, as camponesas ocuparam a ocupa\u00e7\u00e3o da Fazenda Pontalino, Gleba Carranca, localizada no distrito de Vermelhos, a aproximadamente 26 km do munic\u00edpio de Lagoa Grande. <\/p>\n<p>A \u00e1rea possui cerca de 900 hectares e, h\u00e1 anos, n\u00e3o cumpre sua fun\u00e7\u00e3o social, princ\u00edpio estabelecido na legisla\u00e7\u00e3o brasileira para o uso da terra. A ocupa\u00e7\u00e3o reafirma a luta das fam\u00edlias trabalhadoras do campo por terra, trabalho e dignidade, e pela efetiva\u00e7\u00e3o da Reforma Agr\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Rio Grande do Norte<\/strong><\/p>\n<p>Na manh\u00e3 desta segunda (9), mulheres Sem Terra do Rio Grande do Norte realizaram protestos como parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra em duas regi\u00f5es do estado. Com a\u00e7\u00f5es na BR-101, em Touros, as mulheres denunciam o avan\u00e7o do capital energ\u00e9tico e a territorializa\u00e7\u00e3o das empresas, que amea\u00e7am as fam\u00edlias do campo, restringindo o uso da terra e colocando em risco os territ\u00f3rios e a natureza. <\/p>\n<p>Nesta segunda hoje (9), tamb\u00e9m ocorreram protestos na BR-405, na Chapada do Apodi, como parte da Jornada nacional, em que as mulheres reivindicaram o cumprimento da pauta do MST junto ao Governo do Estado e denunciaram os impactos dos megaprojetos de energia e\u00f3lica, com o ass\u00e9dio \u00e0s fam\u00edlias, arrendamentos injustos, destrui\u00e7\u00e3o ambiental e amea\u00e7as ao modo de vida dos povos do campo. <\/p>\n<p>Entre as urg\u00eancias na regi\u00e3o oeste est\u00e1 a agilidade e conclus\u00e3o da desapropria\u00e7\u00e3o das terras do DIBA, onde cerca de 100 fam\u00edlias aguardam o assentamentos na \u00e1rea. E outros dez acampamentos, que tamb\u00e9m reivindicam terra para fins de Reforma Agr\u00e1ria, na regi\u00e3o que est\u00e1 h\u00e1 20 anos sem nenhuma desapropria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Bahia<\/strong><\/p>\n<p>Na tarde desta segunda (9), ocorreu a Plen\u00e1ria das Mulheres e Forma\u00e7\u00e3o com os Homens, reunindo mulheres e homens Sem Terra dos assentamentos Edite Xavier, Jos\u00e9 Mart\u00ed e Eunice Adriana, em Ara\u00e7oiaba (BA), para fortalecer o debate sobre o papel da luta coletiva na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa. <\/p>\n<p>Com o tema \u201cReforma Agr\u00e1ria Popular: enfrentar as viol\u00eancias, ocupar e organizar\u201d, o encontro acontece como um espa\u00e7o de reflex\u00e3o, troca de experi\u00eancias e fortalecimento da luta das mulheres Sem Terra, reafirmando a import\u00e2ncia da organiza\u00e7\u00e3o popular para garantir direitos, dignidade e justi\u00e7a no campo. J\u00e1 na manh\u00e3 de domingo (8), as Mulheres Sem Terra na Bahia se somaram \u00e0 tradicional caminhada at\u00e9 o farol da barra, em Salvador. Mulheres vivas, em luta e sem medo, foi o lema que marcou o Ato. Por democracia com soberania pelo bem viver, pelo fim do feminic\u00eddio e da escala 6\u00d71. <\/p>\n<p>Outros atos de rua do 8M reuniram as camponesas Sem Terra nos munic\u00edpios de Feira de Santana, Santo S\u00e9 e Barra Cho\u00e7a. Cerca de 400 companheiras estiveram em mobiliza\u00e7\u00e3o no estado durante os dois primeiros dias de Jornada.<\/p>\n<p><strong>CENTRO-OESTE<\/strong><\/p>\n<p><strong>Goi\u00e1s<\/strong><\/p>\n<p>Cerca de 500 mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Distrito Federal e Entorno ocuparam, na madrugada desta segunda-feira (9), a \u00e1rea falida de 8 mil hectares da Usina da Companhia Bioenerg\u00e9tica Brasileira (CBB), no munic\u00edpio de Vila Boa de Goi\u00e1s (GO). A a\u00e7\u00e3o integra a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra e denuncia crimes trabalhistas e ambientais da empresa, al\u00e9m de cobrar do governo federal a desapropria\u00e7\u00e3o da \u00e1rea para a Reforma Agr\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>SUDESTE<\/strong><\/p>\n<p><strong>Minas Gerais<\/strong><\/p>\n<p>Cerca de 700 mulheres do MST ocuparam os trilhos da Estrada de Ferro Vit\u00f3ria-Minas, em Tumiritinga (MG). A a\u00e7\u00e3o integra a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra 2026 e denuncia que, ap\u00f3s dez anos do rompimento da barragem de Fund\u00e3o, na bacia do Rio Doce, ainda prevalece a impunidade e milhares de fam\u00edlias seguem sem repara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Esp\u00edrito Santo<\/strong><\/p>\n<p>Cerca de 300 fam\u00edlias Sem Terra, em sua maioria mulheres, ocuparam terras da Samarco, no munic\u00edpio de Anchieta (ES) durante a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, denunciando os dez anos de impunidade pelo crime ambiental de Mariana e reivindicando o assentamento de 1.500 fam\u00edlias acampadas no estado.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<p>Durante a madrugada desta segunda-feira (9), cerca de 400 mulheres de v\u00e1rias regi\u00f5es do estado de S\u00e3o Paulo ocuparam a fazenda Santo Ant\u00f4nio, localizada no munic\u00edpio de Presidente Epit\u00e1cio, regi\u00e3o do Pontal do Paranapanema, extremo Oeste do estado. A a\u00e7\u00e3o busca pressionar o governo do estado sobre a arrecada\u00e7\u00e3o de terras para a Reforma Agr\u00e1ria e resolver a situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social das fam\u00edlias Sem Terra que, em alguns casos, aguardam a mais de 20 anos acampadas. Em especial das mulheres, que sem perspectivas de melhoria da qualidade de vida nas cidades, por falta de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para o desenvolvimento socioecon\u00f4mico, e somado aos \u00edndices de viol\u00eancia dom\u00e9stica, formam um dos grupos sociais de maior vulnerabilidade social. Encontrando, na Reforma Agr\u00e1ria Popular, uma possibilidade de melhorar a qualidade de vida. <\/p>\n<p>A fazenda Santo Ant\u00f4nio, sob posse de Maria Alexandrina Pereira e Maria de F\u00e1tima Oliveira Pereira das Neves, possui 1.675 hectares de terras devolutas, p\u00fablicas, mas que o Estado ainda n\u00e3o tomou a decis\u00e3o pol\u00edtica de arrecada\u00e7\u00e3o para fins de Reforma Agr\u00e1ria, conforme rege o Art. 184 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, continuando sob posse dos latifundi\u00e1rios para explora\u00e7\u00e3o de pecu\u00e1ria extensiva.<\/p>\n<p>No domingo, 8 de mar\u00e7o, cerca de 70 Mulheres Sem Terra tamb\u00e9m ocuparam a Avenida Paulista, na capital paulista, juntamente com as mulheres da cidade para denunciar todas as formas de viol\u00eancia contra as mulheres, reivindicando vida digna, liberdade e justi\u00e7a. Durante o ato tamb\u00e9m houve declara\u00e7\u00f5es de solidariedade internacionalista \u00e0s mulheres palestinas, que seguem enfrentando a viol\u00eancia do Estado sionista de Israel, e \u00e0s mulheres, meninas e crian\u00e7as do Ir\u00e3, v\u00edtimas da viol\u00eancia imperialista.<\/p>\n<p><strong>SUL<\/strong><\/p>\n<p><strong>Rio Grande do Sul<\/strong><\/p>\n<p>Cerca de 500 mulheres Sem Terra ocuparam, nesta segunda-feira (9), uma \u00e1rea de 400 hectares da Fepagro em S\u00e3o Gabriel (RS). A mobiliza\u00e7\u00e3o cobra a destina\u00e7\u00e3o da \u00e1rea para assentamentos de fam\u00edlias acampadas e o reassentamento de atingidos pelas enchentes de 2024 no estado. A \u00e1rea em S\u00e3o Gabriel \u00e9 simb\u00f3lica para o Movimento, al\u00e9m de ser a maior da Fepagro. O local ficou marcado pela marcha de 2003 e pelo assassinato de Elton Brum da Silva, membro do MST, que ocorreu em 21 de agosto de 2009, quando a Brigada Militar o executou com um tiro de calibre 12 pelas costas, em uma das mais violentas a\u00e7\u00f5es de reintegra\u00e7\u00e3o de posse de um latif\u00fandio improdutivo, a Fazenda Southall. <\/p>\n<p>O munic\u00edpio conta atualmente com dez assentamentos, reunindo mais de 740 fam\u00edlias assentadas. Cerca de 100 produtores fornecem alimentos para o Programa de Aquisi\u00e7\u00e3o de Alimentos (PAA). Outras 250 fam\u00edlias se dedicam \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de leite, gr\u00e3os como feij\u00e3o, milho e arroz, tamb\u00e9m mel e carne. Al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o voltada \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o, todas as fam\u00edlias assentadas cultivam alimentos para a subsist\u00eancia em seus lotes. Os assentamentos tamb\u00e9m participam de diversas feiras na cidade, em sua maioria organizadas pelas mulheres, que tamb\u00e9m produzem uma diversidade de artesanatos.<\/p>\n<p><strong>Paran\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Cerca de mil Mulheres Sem Terra marcharam pelas ruas de Rio Bonito do Igua\u00e7u (PR), na manh\u00e3 desta segunda-feira (9). A marcha faz parte da Jornada Nacional de Lutas do Dia Internacional das Mulheres e carrega solidariedade e den\u00fancia. Solidariedade a todas as fam\u00edlias e comunidades afetadas pela cat\u00e1strofe clim\u00e1tica e den\u00fancia \u00e0s viol\u00eancias de g\u00eanero, \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da natureza e \u00e0 crise ambiental.<\/p>\n<p>Com faixas e batucadas, a caminhada terminou no espa\u00e7o onde era o Col\u00e9gio CERBI, quase totalmente destru\u00eddo pelo tornado. No local tamb\u00e9m foi realizado o semin\u00e1rio \u201cOs impactos da crise ambiental, mulheres e agroecologia\u201d, com a participa\u00e7\u00e3o de mulheres, representantes de movimentos sociais, institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e especialistas para debater os efeitos da crise clim\u00e1tica sobre a vida das mulheres do campo.<\/p>\n<p><em>*Editado por Solange Engelmann<\/em><\/p>\n<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2026\/03\/09\/mulheres-sem-terra-se-mobilizam-pela-reforma-agraria-e-contra-as-violencias-pelo-brasil\/\">Mulheres Sem Terra se mobilizam pela Reforma Agr\u00e1ria e contra as viol\u00eancias pelo Brasil<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/observatorio-da-mineracao-denuncia-censura-e-intimidacao-da-mineradora-sigma-em-mg\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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