{"id":79469,"date":"2026-03-23T17:53:48","date_gmt":"2026-03-23T20:53:48","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/o-homem-cancelado-como-identidade-politica\/"},"modified":"2026-03-23T17:53:48","modified_gmt":"2026-03-23T20:53:48","slug":"o-homem-cancelado-como-identidade-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/o-homem-cancelado-como-identidade-politica\/","title":{"rendered":"O \u201chomem cancelado\u201d como identidade pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"500\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1_capa_op_-34136734.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1_capa_op_-34136734.jpg 750w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/03\/23175136\/1_capa_op_-34136734-300x200.jpg 300w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/03\/23175136\/1_capa_op_-34136734-272x182.jpg 272w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\"><figcaption>Arte: Reprodu\u00e7\u00e3o\/O Povo<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Masculinidade em crise e novas solidariedades masculinas<\/strong><\/h3>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Em novembro de 2025, um estudo conduzido por Julie C. Ricard e uma equipe de pesquisadores da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas revelou um retrato detalhado de um fen\u00f4meno que, durante muito tempo, foi tratado como subcultura marginal da internet. O levantamento identificou 85 comunidades da machosfera brasileira no Telegram, reunindo mais de 220 mil usu\u00e1rios e cerca de 7 milh\u00f5es de conte\u00fados publicados desde 2015.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise longitudinal mostra que o volume de conte\u00fados nessas comunidades cresceu quase 600 vezes entre 2019 e 2025, especialmente ap\u00f3s a pandemia, consolidando um ambiente comunicacional massivo dedicado \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de narrativas masculinistas, ressentimento de g\u00eanero e hostilidade contra mulheres. Essas comunidades organizam-se em diferentes camadas discursivas. Algumas operam explicitamente na misoginia, enquanto outras se apresentam como espa\u00e7os de desenvolvimento pessoal masculino, finan\u00e7as ou debates culturais. O repert\u00f3rio, por\u00e9m, costuma convergir para um conjunto relativamente est\u00e1vel de ideias: vitimiza\u00e7\u00e3o masculina, cr\u00edtica ao feminismo, teorias sobre mercado sexual e guerra cultural contra o que chamam de ideologia de g\u00eanero.<\/p>\n<p>Importa observar que esse universo n\u00e3o permanece confinado \u00e0 extrema direita. A linguagem da vitimiza\u00e7\u00e3o masculina, a den\u00fancia de persegui\u00e7\u00e3o cultural e a cr\u00edtica sistem\u00e1tica \u00e0s pautas de g\u00eanero passaram a circular com relativa facilidade entre campos ideol\u00f3gicos distintos. O resultado \u00e9 que certos repert\u00f3rios discursivos da machosfera come\u00e7am a aparecer tamb\u00e9m em ambientes progressistas, ainda que com outras justificativas e tonalidades pol\u00edticas.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/14--38.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/14--38.png 680w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2025\/12\/04164350\/14-1-300x110.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Essa circula\u00e7\u00e3o transversal n\u00e3o significa equival\u00eancia ideol\u00f3gica entre os campos, mas revela algo mais profundo: a exist\u00eancia de uma gram\u00e1tica masculina compartilhada, capaz de atravessar divis\u00f5es pol\u00edticas quando a masculinidade \u00e9 percebida como amea\u00e7ada. A fil\u00f3sofa Judith Butler, em Problemas de G\u00eanero, oferece uma chave para compreender esse fen\u00f4meno. Para Butler, o g\u00eanero n\u00e3o \u00e9 uma ess\u00eancia, mas uma performance que precisa ser continuamente reiterada para se sustentar. Quando essa reitera\u00e7\u00e3o \u00e9 perturbada, seja por cr\u00edticas feministas, por mudan\u00e7as culturais ou por novas configura\u00e7\u00f5es de poder, a resposta tende a ser uma reafirma\u00e7\u00e3o intensificada, e por vezes violenta, da identidade amea\u00e7ada. A \u201cmachosfera\u201d pode ser lida, nesse sentido, n\u00e3o como express\u00e3o de uma masculinidade est\u00e1vel, mas como sintoma de uma masculinidade em crise que busca se reconstituir coletivamente.\u00a0<\/p>\n<p>O debate recente no Brasil oferece um ponto de inflex\u00e3o revelador. Em diferentes ocasi\u00f5es, o presidente Lula apelou para que os homens participassem ativamente do combate ao feminic\u00eddio e \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero. O pedido, aparentemente simples, desloca uma estrutura hist\u00f3rica: durante d\u00e9cadas, foram sobretudo mulheres, movimentos feministas, pesquisadoras e v\u00edtimas, que sustentaram quase sozinhas a den\u00fancia e o enfrentamento da viol\u00eancia masculina. Quando essa responsabilidade come\u00e7a a ser explicitamente compartilhada, muitos homens interpretam o gesto n\u00e3o como convite \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o, mas como uma acusa\u00e7\u00e3o coletiva. \u00c9 nesse momento que emerge uma rea\u00e7\u00e3o defensiva: a percep\u00e7\u00e3o de que a masculinidade est\u00e1 sendo cobrada, vigiada ou injustamente responsabilizada. Esse sentimento funciona como combust\u00edvel para novas formas de solidariedade masculina e prepara o terreno para um fen\u00f4meno que ganhar\u00e1 for\u00e7a na esfera digital: a transforma\u00e7\u00e3o do \u201chomem cancelado\u201d em identidade pol\u00edtica.<\/p>\n<h3><strong>O homem cancelado como identidade pol\u00edtica<\/strong><\/h3>\n<p>A esfera p\u00fablica digital introduziu um elemento novo nessa din\u00e2mica: o fen\u00f4meno do cancelamento. Em sentido amplo, trata-se de uma san\u00e7\u00e3o social produzida nas redes quando indiv\u00edduos s\u00e3o expostos por comportamentos considerados inaceit\u00e1veis. \u00c0 primeira vista, o cancelamento aparece como forma difusa de responsabiliza\u00e7\u00e3o. Na pr\u00e1tica, por\u00e9m, seus efeitos distribuem-se de maneira profundamente desigual.<\/p>\n<p>Mulheres frequentemente enfrentam campanhas de difama\u00e7\u00e3o prolongadas, viol\u00eancia sexualizada e expuls\u00e3o duradoura do espa\u00e7o p\u00fablico. Para homens com capital simb\u00f3lico elevado, o cancelamento costuma operar de maneira distinta. Em muitos casos, ele produz um efeito paradoxal. O estigma inicial transforma-se em catalisador de novas redes de solidariedade masculina, permitindo que a figura cancelada reorganize sua presen\u00e7a p\u00fablica com base em narrativas de persegui\u00e7\u00e3o, injusti\u00e7a ou censura.<\/p>\n<p>Nesse processo, o cancelamento deixa de ser apenas puni\u00e7\u00e3o. Ele se converte em identidade pol\u00edtica. A literatura sobre o fen\u00f4meno descreve a emerg\u00eancia de um sujeito que interpreta a vigil\u00e2ncia digital permanente como prova de persegui\u00e7\u00e3o coletiva. A exclus\u00e3o simb\u00f3lica deixa de ser compreendida como consequ\u00eancia de a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e passa a ser narrada como parte de um sistema moral hostil.<\/p>\n<p>Essa interpreta\u00e7\u00e3o produz o que alguns estudos descrevem como identidade reativa. O indiv\u00edduo n\u00e3o apenas reage \u00e0 cr\u00edtica, mas reorganiza sua posi\u00e7\u00e3o p\u00fablica a partir dela. O r\u00f3tulo de cancelado torna-se elemento constitutivo da pr\u00f3pria identidade pol\u00edtica. Simone de Beauvoir, em <em>O Segundo Sexo<\/em>, descreveu como o sujeito masculino se constituiu historicamente como universal ao definir a mulher como o Outro, aquela que n\u00e3o tem perspectiva pr\u00f3pria, apenas reflete e limita o homem. Essa posi\u00e7\u00e3o de universalidade nunca precisou se nomear, porque nunca foi questionada. O que o cancelamento faz, nesse contexto, \u00e9 precisamente introduzir um questionamento que o sujeito masculino n\u00e3o est\u00e1 habituado a receber. A rea\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria (a convers\u00e3o do estigma em bandeira) pode ser lida como recusa em abandonar esse lugar de universalidade. O homem cancelado n\u00e3o se reconhece como algu\u00e9m que errou: reconhece-se como algu\u00e9m injustamente destitu\u00eddo de um lugar que considerava seu por direito.<\/p>\n<p>Em certos contextos, o cancelamento chega a funcionar como capital simb\u00f3lico. Ser alvo de cr\u00edticas passa a indicar coragem ou autenticidade diante de um suposto sistema moral repressivo.<\/p>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<p>Em entrevista recente concedida por M\u00e1rcia Tiburi em 27 de janeiro, ao canal M\u00eddia Livre, a fil\u00f3sofa descreve o mecanismo pelo qual den\u00fancias feitas por mulheres s\u00e3o frequentemente deslocadas para uma narrativa de persegui\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica. Ao comentar um caso espec\u00edfico, Tiburi afirma que o acusado passou a \u201cse vitimizar\u201d e a se apresentar como algu\u00e9m \u201cmaltratado por uma feminista\u201d, transformando a pr\u00f3pria feminista em \u201cinimiga\u201d. Segundo ela, trata-se de uma opera\u00e7\u00e3o discursiva que mistura vitimiza\u00e7\u00e3o masculina, monetiza\u00e7\u00e3o da misoginia e mobiliza\u00e7\u00e3o de seguidores. Nesse processo, o conte\u00fado da den\u00fancia deixa de ser o centro da discuss\u00e3o e \u00e9 substitu\u00eddo por uma encena\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em que o homem denunciado aparece n\u00e3o como poss\u00edvel autor de viol\u00eancia, mas como suposta v\u00edtima de uma guerra ideol\u00f3gica conduzida por mulheres ou pelo feminismo.<\/p>\n<p>Essa din\u00e2mica torna-se politicamente mais complexa quando se articula a dois debates reais da esquerda contempor\u00e2nea: o lawfare e a cr\u00edtica ao identitarismo. A hist\u00f3ria recente do Brasil, marcada por casos de persegui\u00e7\u00e3o judicial contra lideran\u00e7as progressistas, com o caso Lula como refer\u00eancia internacional, criou uma sensibilidade leg\u00edtima diante de acusa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. No entanto, essa mem\u00f3ria tamb\u00e9m pode ser mobilizada para relativizar den\u00fancias relacionadas a rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero. Forma-se assim uma zona discursiva amb\u00edgua em que den\u00fancias de viol\u00eancia ou abuso passam a ser reinterpretadas como disputas pol\u00edticas ou guerras culturais.<\/p>\n<p>Nesse ambiente, homens cancelados e homens nunca cancelados passam a compartilhar uma gram\u00e1tica comum que desloca o debate do conte\u00fado das den\u00fancias para a legitimidade de quem acusa. Desse processo emerge uma rede informal de solidariedade masculina no campo progressista, marcada pela reabilita\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica de figuras criticadas, pela cr\u00edtica recorrente \u00e0s pautas feministas e pelo enquadramento dessas tens\u00f5es como express\u00e3o do chamado identitarismo. A consequ\u00eancia \u00e9 a neutraliza\u00e7\u00e3o do conflito, pois a den\u00fancia concreta perde centralidade e o debate se desloca para disputas abstratas sobre moralismo, cancelamento ou persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Assim se forma aquilo que poder\u00edamos chamar de tribo dos homens cancelados da esquerda. N\u00e3o se trata de grupo homog\u00eaneo nem de movimento articulado. Trata-se antes de um campo de afinidades que opera por meio de solidariedade masculina impl\u00edcita. A intelectual e ativista Bell Hooks descreveu esse fen\u00f4meno com precis\u00e3o em <em>A vontade de mudar: homens, masculinidades e amor <\/em>(2025). Para Hooks, o patriarcado n\u00e3o \u00e9 uma ideologia exclusiva da direita,\u00a0 \u00e9 uma estrutura emocional e relacional que os homens progressistas tamb\u00e9m carregam, frequentemente sem examinar. Homens que se identificam com causas de justi\u00e7a social podem, ao mesmo tempo, reproduzir nas rela\u00e7\u00f5es pessoais e nas redes de solidariedade os mesmos padr\u00f5es de domina\u00e7\u00e3o que afirmam combater publicamente. A tribo dos homens cancelados da esquerda n\u00e3o seria, nessa leitura, uma anomalia ou desvio do campo progressista. Seria antes uma express\u00e3o de algo que esse campo ainda resiste em nomear.<\/p>\n<h3><strong>\u00a0Masculinidade, algoritmo e viol\u00eancia<\/strong><\/h3>\n<p>Enquanto esse debate se desenvolve em ambientes intelectuais e pol\u00edticos, outra dimens\u00e3o da machosfera cresce de maneira silenciosa entre jovens.<\/p>\n<p>A jornalista Marie Declercq observa que discursos associados \u00e0 cultura red pill deixaram de ser subcultura obscura da internet e passaram a circular de forma banal entre adolescentes. Influenciadores, memes e v\u00eddeos transformaram esse repert\u00f3rio em linguagem cotidiana da masculinidade juvenil. Segundo Declercq, o problema n\u00e3o est\u00e1 apenas na presen\u00e7a de influenciadores mis\u00f3ginos, mas na normaliza\u00e7\u00e3o gradual de um vocabul\u00e1rio que desumaniza mulheres antes mesmo do processo de socializa\u00e7\u00e3o adulta.<\/p>\n<p>Casos recentes de viol\u00eancia de g\u00eanero praticados por jovens revelam essa transforma\u00e7\u00e3o cultural. Epis\u00f3dios como o estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro mostram como a misoginia digital oferece uma gram\u00e1tica contempor\u00e2nea para pr\u00e1ticas antigas de viol\u00eancia. O universo red pill n\u00e3o inventou a misoginia. O que ele fez foi reorganizar discursos hist\u00f3ricos de domina\u00e7\u00e3o masculina dentro de uma linguagem adaptada ao ambiente digital.<\/p>\n<p>A pesquisa sobre a machosfera organizada por Ricard, citada no in\u00edcio do texto, mostra que o fen\u00f4meno n\u00e3o se limita a comunidades de extrema direita. Ele representa uma transforma\u00e7\u00e3o mais ampla nas formas contempor\u00e2neas de sociabilidade masculina. Quando discursos de vitimiza\u00e7\u00e3o masculina e cr\u00edticas ao feminismo atravessam fronteiras ideol\u00f3gicas, eles indicam a exist\u00eancia de solidariedades mais profundas do que as divis\u00f5es pol\u00edticas aparentes.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o ponto mais delicado do debate atual. Se a machosfera cresce na extrema direita e seus repert\u00f3rios passam a circular tamb\u00e9m no campo progressista, o enfrentamento da viol\u00eancia de g\u00eanero n\u00e3o pode limitar-se \u00e0 den\u00fancia de advers\u00e1rios ideol\u00f3gicos. Ele exige uma investiga\u00e7\u00e3o mais inc\u00f4moda, pois sem enfrentar as formas de solidariedade masculina que atravessam a pr\u00f3pria esquerda, qualquer mobiliza\u00e7\u00e3o masculina contra o feminic\u00eddio corre o risco de reproduzir exatamente as estruturas que afirma combater.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. 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Reativos, n\u00e3o se deixam intimidar por acusa\u00e7\u00e3o de misoginia. Convertem-na em \u201cpersegui\u00e7\u00e3o\u201d e estabelecem novas redes de solidariedade. Fen\u00f4meno n\u00e3o se limita \u00e0 extrema direita<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/feminismos\/o-homem-cancelado-como-identidade-politica\/\">O \u201chomem cancelado\u201d como identidade pol\u00edtica<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":79470,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[8006,35291,423,1088,6956,14404,26712,3675,38241,39883,1782,9551],"tags":[],"class_list":["post-79469","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cancelamento","category-combate-ao-feminicidio","category-extrema-direita","category-feminicidio","category-feminismos","category-identitarismo","category-judith-butler","category-lawfare","category-machosfera","category-masculinismo","category-misoginia","category-red-pill"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79469","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=79469"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79469\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/79470"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=79469"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=79469"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=79469"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}