{"id":79844,"date":"2026-03-26T00:00:25","date_gmt":"2026-03-26T03:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ira-e-palestina-a-violencia-como-dano-colateral\/"},"modified":"2026-03-26T00:00:25","modified_gmt":"2026-03-26T03:00:25","slug":"ira-e-palestina-a-violencia-como-dano-colateral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ira-e-palestina-a-violencia-como-dano-colateral\/","title":{"rendered":"Ir\u00e3 e Palestina: A viol\u00eancia como \u201cdano colateral\u201d"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1037\" height=\"582\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/photo_5050805330656300267_y2.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/photo_5050805330656300267_y2.jpg 1037w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/03\/24164644\/photo_5050805330656300267_y2-300x168.jpg 300w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/03\/24164644\/photo_5050805330656300267_y2-768x431.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1037px) 100vw, 1037px\"><figcaption>Foto: Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>No final de fevereiro de 2026, uma escola prim\u00e1ria de meninas na cidade de Minab, no sul do Ir\u00e3, foi atingida por um ataque com m\u00edsseis. O pr\u00e9dio desabou durante o hor\u00e1rio de aula. De acordo com autoridades e organiza\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias, dezenas \u2013 possivelmente mais de uma centena \u2013 de crian\u00e7as morreram sob os escombros, a maioria meninas entre sete e doze anos. Investiga\u00e7\u00f5es internacionais ainda tentam determinar a responsabilidade pelo ataque.<\/p>\n<p>A cena \u2013 mochilas cobertas de poeira, cadernos espalhados entre blocos de concreto, fileiras de pequenos caix\u00f5es em funerais coletivos \u2013 tornou-se um s\u00edmbolo brutal da guerra contempor\u00e2nea. Escolas, hospitais e bairros residenciais deixaram de ser exce\u00e7\u00e3o nas geografias da viol\u00eancia e passaram a compor sua rotina.<\/p>\n<p>Mas o que torna esse epis\u00f3dio ainda mais perturbador n\u00e3o \u00e9 apenas a viol\u00eancia em si. \u00c9 o modo como ela \u00e9 rapidamente absorvida pela normalidade pol\u00edtica. Em poucas semanas, trag\u00e9dias como essa passam a circular no notici\u00e1rio como n\u00fameros, estat\u00edsticas ou \u201cdanos colaterais\u201d.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1-31.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1-31.png 680w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2025\/12\/04164347\/15-300x110.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Para compreender esse processo, talvez seja necess\u00e1rio recorrer a duas obras fundamentais do pensamento cr\u00edtico contempor\u00e2neo: <em>A for\u00e7a da n\u00e3o viol\u00eancia<\/em>, de Judith Butler, e <em>A quest\u00e3o da Palestina<\/em>, de Edward Said. Lidos juntos, esses livros revelam um ponto inc\u00f4modo: a viol\u00eancia n\u00e3o come\u00e7a quando a bomba cai. Ela come\u00e7a quando algumas vidas deixam de ser reconhecidas como vidas plenamente humanas.<\/p>\n<h3><strong>A hierarquia invis\u00edvel das vidas<\/strong><\/h3>\n<p>Em <em>A for\u00e7a da n\u00e3o viol\u00eancia<\/em>, Butler prop\u00f5e uma cr\u00edtica profunda \u00e0 maneira como os Estados justificam a viol\u00eancia em nome da seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Segundo a fil\u00f3sofa,<\/p>\n<p><em>\u201cA n\u00e3o viol\u00eancia exige que reconhe\u00e7amos que todas as vidas s\u00e3o igualmente pass\u00edveis de luto e que nenhuma pode ser considerada dispens\u00e1vel para a preserva\u00e7\u00e3o de outras.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Essa formula\u00e7\u00e3o parece simples, mas Butler demonstra que a pol\u00edtica internacional opera justamente no sentido oposto. As guerras modernas s\u00e3o sustentadas por uma hierarquia impl\u00edcita das vidas: algumas mortes produzem esc\u00e2ndalo global; outras s\u00e3o absorvidas pela l\u00f3gica estrat\u00e9gica.<\/p>\n<p>Para explicar esse fen\u00f4meno, Butler utiliza o conceito de grievability \u2013 frequentemente traduzido como \u201cenlutabilidade\u201d. Uma vida \u00e9 \u201cenlut\u00e1vel\u201d quando sua perda \u00e9 publicamente reconhecida como trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o \u00e9, sua morte pode ser narrada como estat\u00edstica. O que est\u00e1 em jogo, portanto, n\u00e3o \u00e9 apenas a viol\u00eancia f\u00edsica, mas um enquadramento pol\u00edtico que decide antecipadamente quais vidas merecem ser choradas.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/HUCITEC-eticadissidencia-1.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/HUCITEC-eticadissidencia-1.png 728w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2025\/08\/31182108\/HUCITEC-eticadissidencia-300x37.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 728px) 100vw, 728px\" width=\"728\" height=\"90\"><\/div>\n<\/div>\n<h3><strong>O apagamento pol\u00edtico dos palestinos<\/strong><\/h3>\n<p>D\u00e9cadas antes da reflex\u00e3o de Butler, Edward Said j\u00e1 havia identificado um processo semelhante no contexto da Palestina.<\/p>\n<p>Em <em>A quest\u00e3o da Palestina<\/em>, Said descreve como o colonialismo sionista e grande parte do discurso ocidental produziram uma narrativa em que os palestinos simplesmente n\u00e3o apareciam como povo pol\u00edtico leg\u00edtimo. Como ele escreve:<\/p>\n<p><em>\u201cA hist\u00f3ria da Palestina foi sistematicamente narrada como se os palestinos n\u00e3o existissem como povo.\u201d<\/em><\/p>\n<p>A famosa f\u00f3rmula colonial \u2013 \u201cuma terra sem povo para um povo sem terra\u201d \u2013 n\u00e3o era apenas propaganda. Era uma opera\u00e7\u00e3o intelectual que tornava poss\u00edvel a ocupa\u00e7\u00e3o ao transformar um povo inteiro em aus\u00eancia. Quando uma popula\u00e7\u00e3o \u00e9 representada como inexistente ou politicamente irrelevante, sua expuls\u00e3o ou morte deixa de aparecer como injusti\u00e7a. Torna-se, no m\u00e1ximo, um efeito colateral de processos hist\u00f3ricos inevit\u00e1veis. Said compreendeu com clareza que a viol\u00eancia colonial n\u00e3o depende apenas de armas ou ex\u00e9rcitos. Ela depende de narrativas que tornam certas vidas invis\u00edveis.<\/p>\n<h3><strong>As guerras que transformam crian\u00e7as em \u201cdano colateral\u201d<\/strong><\/h3>\n<p>A trag\u00e9dia em Minab, onde uma escola de meninas foi destru\u00edda durante ataques militares na regi\u00e3o, mostra como essa l\u00f3gica continua operando. Organiza\u00e7\u00f5es internacionais classificaram o ataque como uma poss\u00edvel viola\u00e7\u00e3o grave do direito humanit\u00e1rio, que protege escolas e estudantes como alvos civis.<\/p>\n<p>Ainda assim, no discurso estrat\u00e9gico que acompanha guerras contempor\u00e2neas, eventos como esse s\u00e3o frequentemente enquadrados como acidentes operacionais ou consequ\u00eancias inevit\u00e1veis de opera\u00e7\u00f5es militares. Butler descreve exatamente esse processo quando escreve:<\/p>\n<p><em>\u201cA viol\u00eancia torna-se aceit\u00e1vel quando certas vidas s\u00e3o consideradas perdas toler\u00e1veis dentro de uma estrutura de poder.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Esse racioc\u00ednio n\u00e3o \u00e9 exclusivo de um conflito ou de um pa\u00eds espec\u00edfico. Ele atravessa diversas guerras contempor\u00e2neas: Gaza, Iraque, Afeganist\u00e3o, I\u00eamen, S\u00edria. Em todos esses contextos, popula\u00e7\u00f5es civis inteiras passaram a ser tratadas como ambientes sacrific\u00e1veis da guerra.<\/p>\n<h3><strong>Medea Benjamin e a cr\u00edtica ao imagin\u00e1rio da guerra<\/strong><\/h3>\n<p>Essa cr\u00edtica tamb\u00e9m aparece de forma contundente no trabalho da ativista e pesquisadora norte-americana Medea Benjamin, cofundadora da organiza\u00e7\u00e3o pacifista Code Pink.<\/p>\n<p>Em seu livro <em>Inside Iran: The Real History and Politics of the Islamic Republic<\/em>, Benjamin argumenta que a pol\u00edtica externa ocidental construiu ao longo de d\u00e9cadas uma imagem simplificada e demonizada do Ir\u00e3. Esse enquadramento permite justificar san\u00e7\u00f5es devastadoras, isolamento diplom\u00e1tico e at\u00e9 interven\u00e7\u00f5es militares. Ela escreve:<\/p>\n<p><em>\u201cA demoniza\u00e7\u00e3o constante do Ir\u00e3 apaga a complexidade de sua sociedade e transforma um povo inteiro em amea\u00e7a abstrata.\u201d<\/em><\/p>\n<p>O resultado \u00e9 um efeito pol\u00edtico familiar: quando sociedades inteiras s\u00e3o representadas como inimigas civilizacionais, o sofrimento de seus civis deixa de ocupar o centro do debate p\u00fablico.<\/p>\n<p>Benjamin mostra que esse processo n\u00e3o \u00e9 apenas ret\u00f3rico. Ele tem consequ\u00eancias materiais profundas: san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas que afetam sistemas de sa\u00fade, bloqueios financeiros que impedem a importa\u00e7\u00e3o de medicamentos e guerras que destroem infraestruturas civis.<\/p>\n<h3><strong>A impossibilidade de eliminar o outro<\/strong><\/h3>\n<p>Um dos argumentos mais provocadores de Butler \u00e9 a ideia de coabita\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Segundo ela, os seres humanos compartilham o mundo antes de qualquer escolha. Ningu\u00e9m escolhe completamente com quem divide territ\u00f3rio, fronteiras ou hist\u00f3ria. Butler escreve:<\/p>\n<p><em>\u201cA coabita\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma escolha. \u00c9 a condi\u00e7\u00e3o de nossa exist\u00eancia pol\u00edtica.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Essa ideia desafia diretamente as fantasias pol\u00edticas que sustentam muitas guerras contempor\u00e2neas \u2013 a ideia de que a seguran\u00e7a pode ser alcan\u00e7ada eliminando ou expulsando o outro. Se a conviv\u00eancia \u00e9 inevit\u00e1vel, ent\u00e3o a destrui\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de popula\u00e7\u00f5es nunca pode ser solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<h3><strong>O que Butler e Said nos obrigam a ver<\/strong><\/h3>\n<p>Quando colocamos Butler, Said e Medea Benjamin em di\u00e1logo, emerge uma conclus\u00e3o dif\u00edcil de ignorar. A viol\u00eancia contempor\u00e2nea n\u00e3o depende apenas de tecnologia militar. Ela depende de uma arquitetura moral que distribui desigualmente o valor da vida humana. Algumas mortes mobilizam imediatamente governos, organiza\u00e7\u00f5es internacionais e cobertura midi\u00e1tica massiva. Outras desaparecem rapidamente no fluxo cont\u00ednuo da guerra.<\/p>\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o de uma escola cheia de meninas no sul do Ir\u00e3, assim como as mortes cotidianas de civis na Palestina, exp\u00f5e essa estrutura de forma brutal. N\u00e3o se trata apenas de epis\u00f3dios isolados. Trata-se de um sistema pol\u00edtico global em que a pergunta central continua sendo evitada: quem tem o direito de aparecer como vida plenamente humana?<\/p>\n<p>Enquanto essa pergunta permanece sem resposta, a promessa de uma pol\u00edtica baseada na prote\u00e7\u00e3o universal da vida continuar\u00e1 sendo apenas isso \u2013 uma promessa.<\/p>\n<p>E \u00e9 precisamente essa promessa n\u00e3o cumprida que os textos de Judith Butler e Edward Said nos obrigam a confrontar.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. 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Quest\u00f5es de seguran\u00e7a justificam atrocidades? Invadir territ\u00f3rios pode considerar um povo inteiro como inexistente? Cidades se tornam zonas sacrific\u00e1veis? O que houve com a promessa de prote\u00e7\u00e3o universal \u00e0 vida?<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/crise-civilizatoria\/ira-e-palestina-a-violencia-como-dano-colateral\/\">Ir\u00e3 e Palestina: A viol\u00eancia como \u201cdano colateral\u201d<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":79845,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[40583,40584,9425,2687,40585,52,6120,1402,40586,26712,40587,40588,238,1930],"tags":[],"class_list":["post-79844","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-a-forca-da-nao-violencia","category-a-questao-da-palestina","category-afeganistao","category-crise-civilizatoria","category-edward-said","category-gaza","category-genocidio-palestino","category-guerras","category-iemem","category-judith-butler","category-medea-benjamin","category-morte-de-civis","category-oriente-medio","category-siria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79844","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=79844"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79844\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/79845"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=79844"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=79844"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=79844"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}