{"id":80618,"date":"2026-03-31T04:00:00","date_gmt":"2026-03-31T07:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-casa-branca-o-brasil-e-uma-historia-de-golpes-1964-e-2022\/"},"modified":"2026-03-31T04:00:00","modified_gmt":"2026-03-31T07:00:00","slug":"a-casa-branca-o-brasil-e-uma-historia-de-golpes-1964-e-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-casa-branca-o-brasil-e-uma-historia-de-golpes-1964-e-2022\/","title":{"rendered":"A Casa Branca, o Brasil e uma hist\u00f3ria de golpes: 1964 e 2022"},"content":{"rendered":"<div aria-hidden=\"true\"><\/div>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre os Estados Unidos e o Brasil \u00e9, no m\u00ednimo, complexa. Da tentativa atual do pr\u00e9-candidato \u00e0 presid\u00eancia do Brasil, Fl\u00e1vio Bolsonaro, de que os EUA interfiram nas elei\u00e7\u00f5es brasileiras, \u00e0 postura oposta de Joe Biden, em 2022 \u2013 que se posicionou contra qualquer tentativa de invalidar as urnas \u2013 a democracia brasileira ora foi vista como ben\u00e9fica, ora como problema, para os homens que comandaram a Casa Branca.<\/p>\n<p><span>Entre 1962 e 1964, duas administra\u00e7\u00f5es americanas minaram a democracia no Brasil.<\/span> Em 30 de julho de 1962, o presidente John F. Kennedy (1961-63) reuniu-se com Lincoln Gordon, embaixador dos EUA no pa\u00eds, e Richard Goodwin, Subsecret\u00e1rio Adjunto de Estado para Assuntos Interamericanos, na Casa Branca, para discutir a rela\u00e7\u00e3o entre o presidente Jo\u00e3o Goulart (1961-64) e os militares brasileiros.<\/p>\n<p>Em sua conversa, que foi gravada e preservada como registro da reuni\u00e3o, o embaixador Gordon comentou:<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u2014 \u201cAcho que uma de nossas tarefas importantes \u00e9 fortalecer a espinha dorsal das For\u00e7as Armadas. Deixar claro, discretamente, que n\u00e3o somos necessariamente hostis a qualquer tipo de a\u00e7\u00e3o militar, se ficar claro que o motivo da a\u00e7\u00e3o militar \u00e9\u2026\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p>\u2014 \u201cContra a esquerda\u201d, Kennedy completou a frase.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Gordon acrescentou:<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u2014 \u201cEle [Goulart] est\u00e1 entregando o maldito pa\u00eds aos\u2026\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p>\u2014 \u201cComunistas\u201d, novamente, Kennedy completou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Poucos instantes depois, Goodwin comentou:<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u2014 <span>\u201cPodemos muito bem querer que eles [os militares brasileiros] assumam o poder no final do ano, se puderem\u201d.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Kennedy foi assassinado em 22 de novembro de 1963, antes que as condi\u00e7\u00f5es estivessem prop\u00edcias dentro das For\u00e7as Armadas brasileiras para realizar um golpe de Estado com o apoio dos EUA contra o governo de esquerda de Goulart. Isso ocorreria em 31 de mar\u00e7o de 1964, enquanto Lyndon B. Johnson (1963-69) ocupava a Casa Branca.<\/p>\n<p>Em meados de mar\u00e7o de 1964, imediatamente antes da tomada do poder pelos militares, o presidente Johnson convocou uma s\u00e9rie de reuni\u00f5es, que inclu\u00edram Thomas Mann, o Secret\u00e1rio de Estado Adjunto para Assuntos Interamericanos; altos funcion\u00e1rios do governo; e os embaixadores dos EUA na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Nessa reuni\u00e3o, Mann apresentou sua abordagem de pol\u00edtica externa para a regi\u00e3o: \u201cOs Estados Unidos n\u00e3o tomar\u00e3o, no futuro, uma posi\u00e7\u00e3o a priori contra governos que chegam ao poder por meio de golpes militares\u201d. O conte\u00fado das conversas que ocorreram na confer\u00eancia da Casa Branca vazou para a imprensa. Serviu como uma mensagem clara para as for\u00e7as militares brasileiras de que Washington estava dando sinal verde para a derrubada do governo Goulart.<\/p>\n<p>O embaixador Gordon, confiante de que o Brasil estava \u00e0 beira de uma revolu\u00e7\u00e3o nos moldes da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana, mobilizou a Casa Branca para apoiar os militares conspiradores que se preparavam para tomar o poder. Ele convenceu o governo Johnson a implementar a \u201cOpera\u00e7\u00e3o Irm\u00e3o Sam\u201d (<em>Operation Brother Sam<\/em>), que inclu\u00eda o envio de uma for\u00e7a-tarefa naval para a regi\u00e3o para apoiar os golpistas caso os partid\u00e1rios de Goulart resistissem \u00e0 tomada do poder pelos militares. Gordon tamb\u00e9m persuadiu o presidente dos EUA a reconhecer a transi\u00e7\u00e3o de poder em 2 de abril de 1964, de um governo civil para um governo militar, sem questionar a legitimidade do novo regime.<\/p>\n<p>Durante os primeiros quatro anos do governo militar brasileiro, apenas algumas vozes cr\u00edticas nos Estados Unidos se manifestaram contra a ditadura. No entanto, \u00e0 medida que a resist\u00eancia ao regime cresceu em 1967 e 1968, levando a uma repress\u00e3o e \u00e0 imposi\u00e7\u00e3o do Ato Institucional n\u00ba 5 (AI-5) em 13 de dezembro de 1968, as for\u00e7as de oposi\u00e7\u00e3o brasileiras tentaram buscar apoio no exterior para se mobilizar contra os generais no poder.<\/p>\n<p>Em 1969, o ex-congressista M\u00e1rcio Moreira Alves, cassado com a promulga\u00e7\u00e3o da AI-5 e exilado no Chile, viajou aos Estados Unidos para se encontrar com l\u00edderes democratas do Congresso americano e explicar-lhes a natureza repressiva do regime militar. Alves retornou a Washington no ano seguinte para se reunir com acad\u00eamicos americanos na Segunda Confer\u00eancia da Associa\u00e7\u00e3o de Estudos Latino-Americanos, onde incentivou especialistas em Am\u00e9rica Latina a apoiarem uma resolu\u00e7\u00e3o que pedia o fim da ajuda militar americana ao Brasil.<\/p>\n<p>Esse esfor\u00e7o foi um pequeno cap\u00edtulo em uma significativa campanha descentralizada e nacional de longo prazo nos Estados Unidos, que mobilizou exilados brasileiros juntamente com seus aliados americanos \u2014 cl\u00e9rigos, acad\u00eamicos, ex-mission\u00e1rios, pol\u00edticos e outros \u2014 para denunciar a ditadura e educar os formuladores de pol\u00edticas e o p\u00fablico americano sobre a situa\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p>Apesar disso, nas duas d\u00e9cadas seguintes, com exce\u00e7\u00e3o dos quatro anos do governo Jimmy Carter (1977-1981), <span>a Casa Branca ofereceu apoio econ\u00f4mico, militar e diplom\u00e1tico \u00e0 ditadura.<\/span> Esses anos representaram talvez o pior per\u00edodo da hist\u00f3ria das rela\u00e7\u00f5es entre os dois maiores e mais importantes pa\u00edses do hemisf\u00e9rio ocidental.<\/p>\n<h2><strong>Biden e o \u201cTrump dos Tr\u00f3picos\u201d<\/strong><\/h2>\n<p>Um outro momento crucial \u2013 e bastante diferente na tumultuada rela\u00e7\u00e3o entre as duas na\u00e7\u00f5es \u2013 ocorreu entre 2021 e 2023, quando Joseph Biden (2021-2025) ocupou a Casa Branca. A elei\u00e7\u00e3o de Donald Trump em 2016 representou uma polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica radical nos Estados Unidos, culminando na invas\u00e3o do Capit\u00f3lio dos EUA em 6 de janeiro de 2021 por apoiadores de Trump, ap\u00f3s a derrota do candidato nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais americanas de 2020.<\/p>\n<p>Foi a primeira vez desde a Guerra Civil Americana (1861-65) que uma insurg\u00eancia tentou derrubar um governo democraticamente eleito dentro das fronteiras dos EUA.<\/p>\n<p>Embora o Pent\u00e1gono, o Departamento de Estado e a Casa Branca tenham uma longa tradi\u00e7\u00e3o de interferir nos assuntos internos de outros pa\u00edses, incluindo a orquestra\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as de regime, ainda existe um forte tabu nos Estados Unidos contra a interfer\u00eancia de generais americanos na pol\u00edtica interna dos EUA. Esse foi um fator que contribuiu para explicar por que os esfor\u00e7os de Trump para reverter os resultados das elei\u00e7\u00f5es falharam. Al\u00e9m disso, a experi\u00eancia de uma insurg\u00eancia de direita amea\u00e7ando a democracia americana refor\u00e7ou a abordagem cautelosa que o novo governo Biden adotou em rela\u00e7\u00e3o a Jair Bolsonaro, apelidado por jornalistas de \u201cTrump dos Tr\u00f3picos\u201d.<\/p>\n<p>As reservas de Biden em rela\u00e7\u00e3o ao governo Bolsonaro resultaram em uma s\u00e9rie de gestos da Casa Branca destinados a enviar uma mensagem muito diferente \u00e0s For\u00e7as Armadas brasileiras daquela de 1964: ou seja, que o governo dos EUA agora <em>se opunha<\/em> veementemente a qualquer tentativa dos militares brasileiros de subverter o processo eleitoral democr\u00e1tico no Brasil.<\/p>\n<p>Para sublinhar a pol\u00edtica de Biden em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil, a Casa Branca enviou Jake Sullivan, seu conselheiro de Seguran\u00e7a Nacional, para se encontrar com Jair Bolsonaro em 2021, quando Bolsonaro j\u00e1 havia iniciado uma campanha sugerindo que poderia haver fraude nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2022. Em seu encontro, Sullivan enfatizou o apoio do governo dos EUA ao processo eleitoral brasileiro.<\/p>\n<p>Segundo Tom Shannon, ex-embaixador dos EUA no Brasil, \u201cSullivan e a equipe que o acompanhou sa\u00edram com a impress\u00e3o de que Bolsonaro era totalmente capaz de tentar manipular os resultados das elei\u00e7\u00f5es ou neg\u00e1-los, como Trump havia feito. Portanto, houve muita reflex\u00e3o sobre como os Estados Unidos poderiam apoiar o processo eleitoral sem parecer que estavam interferindo.\u201d<\/p>\n<p>A administra\u00e7\u00e3o Biden enviou ent\u00e3o v\u00e1rios representantes ao Brasil. Em julho de 2021, o diretor da CIA, William Burns, visitou Bras\u00edlia para instar o governo brasileiro a n\u00e3o questionar a integridade das elei\u00e7\u00f5es de 2022. No ano seguinte, o secret\u00e1rio de Defesa, Lloyd Austin, visitou o Brasil e transmitiu uma mensagem semelhante \u00e0s For\u00e7as Armadas brasileiras.<\/p>\n<p>Em 19 de julho de 2022, um dia depois de Bolsonaro se reunir com embaixadores estrangeiros no Brasil para enfatizar que considerava o processo eleitoral do pa\u00eds comprometido, o Departamento de Estado dos EUA emitiu uma declara\u00e7\u00e3o afirmando: \u201cO Brasil tem um hist\u00f3rico s\u00f3lido de elei\u00e7\u00f5es livres, justas e transparentes, e os Estados Unidos confiam que seu sistema eleitoral refletir\u00e1 a vontade do povo nas elei\u00e7\u00f5es de outubro\u201d.<\/p>\n<p>O porta-voz do Departamento de Estado acrescentou: \u201cAs elei\u00e7\u00f5es conduzidas pelo sistema eleitoral e pelas institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas competentes e comprovadas do Brasil servem de modelo para na\u00e7\u00f5es do hemisf\u00e9rio e do mundo\u201d.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o de Biden fazia parte de um movimento internacional mais amplo de governos progressistas e democr\u00e1ticos que enviaram sinais claros \u00e0s For\u00e7as Armadas brasileiras de que, caso apoiassem as tentativas de Bolsonaro de reverter os resultados eleitorais, sofreriam isolamento internacional. Essas vozes legitimaram o processo eleitoral.<\/p>\n<p>Telefonemas de Biden, do presidente franc\u00eas Emmanuel Macron e de outros l\u00edderes mundiais para o presidente eleito Lula da Silva, minutos ap\u00f3s o an\u00fancio de sua vit\u00f3ria, consolidaram ainda mais sua posi\u00e7\u00e3o, enquanto Bolsonaro tentava mobilizar suas for\u00e7as para questionar o resultado eleitoral.<\/p>\n<p>Embora Bolsonaro e seus principais apoiadores tenham ignorado os alertas de l\u00edderes internacionais, setores das For\u00e7as Armadas brasileiras n\u00e3o o fizeram. Sua decis\u00e3o de n\u00e3o participar da tentativa de golpe de Estado dividiu as For\u00e7as Armadas e sabotou seu sucesso. A insurrei\u00e7\u00e3o em Bras\u00edlia, em 8 de janeiro de 2023, fracassou. O Supremo Tribunal Federal condenou Bolsonaro por liderar uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa que tentou um golpe de Estado e o sentenciou a 27 anos de pris\u00e3o, juntamente com militares e civis conspiradores, que receberam penas menores.<\/p>\n<p>Entre 1962 e 1964, no auge da Guerra Fria, os presidentes democratas John F. Kennedy e Lyndon Johnson agiram para minar a democracia e legitimar os esfor\u00e7os das For\u00e7as Armadas brasileiras para chegar ao poder. Em 2022 e 2023, outra administra\u00e7\u00e3o democrata adotou uma postura completamente diferente, que ajudou a fortalecer a democracia no Brasil.<\/p>\n<figure><figcaption>O ex-presidente Joe Biden atuou de forma oposta aos democratas que apoiaram a ditadura no Brasil \u2014 e defendeu que as elei\u00e7\u00f5es brasileiras n\u00e3o deveriam ser contestadas<\/figcaption><\/figure>\n<h2><strong>O Brasil na lista de Trump<\/strong><\/h2>\n<p>A elei\u00e7\u00e3o de Jair Bolsonaro em 2018 provocou uma rea\u00e7\u00e3o pol\u00edtica intensa nos Estados Unidos entre imigrantes brasileiros e acad\u00eamicos que pesquisam e lecionam sobre o Brasil.<\/p>\n<p>Em 1\u00ba de dezembro de 2018, 200 ativistas se reuniram na Faculdade de Direito da Universidade Columbia em Nova York para fundar a Rede nos Estados Unidos pela Democracia no Brasil. A assembleia tamb\u00e9m votou pela cria\u00e7\u00e3o do Washington Brazil Office (WBO), que \u201capoia e realiza atividades de advocacia, conhecimento e coopera\u00e7\u00e3o para fortalecer a sociedade civil, proteger os direitos humanos, promover o desenvolvimento socioecon\u00f4mico sustent\u00e1vel e defender a democracia e o Estado de Direito\u201d.<\/p>\n<p>Ao longo dos quatro anos seguintes, centenas de ativistas em todos os Estados Unidos organizaram cerca de mil protestos, palestras, peti\u00e7\u00f5es, declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e atividades de lobby no Congresso, denunciando as medidas autorit\u00e1rias do governo Bolsonaro e defendendo a democracia brasileira, as ONGs progressistas e os movimentos sociais.<\/p>\n<p>Com a proximidade das elei\u00e7\u00f5es presidenciais brasileiras de 2022, o Washington Brazil Office concentrou-se em dialogar com membros do Congresso dos EUA, bem como com representantes do Departamento de Estado, da Casa Branca e de organiza\u00e7\u00f5es internacionais sediadas em Washington, D.C. A a\u00e7\u00e3o mais importante do WBO foi a organiza\u00e7\u00e3o de uma delega\u00e7\u00e3o de representantes de vinte ONGs e movimentos sociais brasileiros que viajaram \u00e0 capital dos EUA para alertar pol\u00edticos e formuladores de pol\u00edticas sobre as s\u00e9rias amea\u00e7as \u00e0 democracia no Brasil.<\/p>\n<p>Como resultado da visita e de outras articula\u00e7\u00f5es, o Senado dos EUA aprovou uma resolu\u00e7\u00e3o afirmando que, caso as For\u00e7as Armadas brasileiras tentassem interferir nas elei\u00e7\u00f5es brasileiras, apresentaria uma legisla\u00e7\u00e3o cortando toda a ajuda militar e econ\u00f4mica ao pa\u00eds.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, por muitos anos, observadores pol\u00edticos e historiadores debater\u00e3o o peso relativo das diferentes manifesta\u00e7\u00f5es no Brasil e no exterior para dividir com sucesso as For\u00e7as Armadas e minar a tentativa de golpe.<\/p>\n<p>No entanto, os perigos de 2022 e 2023 n\u00e3o foram evitados. Trump deixou claro que n\u00e3o tem escr\u00fapulos em interferir em assuntos internos em toda a Am\u00e9rica Latina, desde seu apoio financeiro de 20 bilh\u00f5es de d\u00f3lares ao governo Millei na Argentina, \u00e0s v\u00e9speras das elei\u00e7\u00f5es para o Congresso, at\u00e9 a interven\u00e7\u00e3o de Trump na Venezuela.<\/p>\n<p>As manifesta\u00e7\u00f5es de Eduardo Bolsonaro e outros nos Estados Unidos, que condicionaram as tarifas de Trump sobre o Brasil a uma anistia para Jair Bolsonaro, s\u00e3o um lembrete de que o atual presidente dos EUA pode ser facilmente influenciado pelos assessores de extrema direita que o cercam. A possibilidade iminente de o governo Trump declarar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organiza\u00e7\u00f5es terroristas e, em seguida, vincul\u00e1-los ao presidente Lula da Silva \u00e9 mais uma forma pela qual o atual governo dos EUA tentar\u00e1 influenciar o resultado das elei\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>Sem um aliado na Casa Branca, neste ano eleitoral ser\u00e1 ainda mais dif\u00edcil do que h\u00e1 quatro anos aproveitar a solidariedade internacional em defesa da democracia brasileira. Trump gostaria de consolidar governos de extrema direita em toda a Am\u00e9rica. O Brasil \u00e9 o pr\u00f3ximo pa\u00eds em sua lista.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/governo-trump-desmonta-calendario-de-vacinas-pediatricas-e-afronta-a-ciencia\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/105556507_gettyimages-857285148-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Governo Trump desmonta calend\u00e1rio de vacinas pedi\u00e1...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/teatro-de-arena-reabre-em-porto-alegre-apos-tres-anos-fechado-para-obras\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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