{"id":82450,"date":"2026-04-10T23:08:43","date_gmt":"2026-04-11T02:08:43","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-pilula-vermelha-do-ressentimento-pessoal-ao-odio-institucionalizado\/"},"modified":"2026-04-10T23:08:43","modified_gmt":"2026-04-11T02:08:43","slug":"a-pilula-vermelha-do-ressentimento-pessoal-ao-odio-institucionalizado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-pilula-vermelha-do-ressentimento-pessoal-ao-odio-institucionalizado\/","title":{"rendered":"A \u201cp\u00edlula vermelha\u201d: do ressentimento pessoal ao \u00f3dio institucionalizado"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" width=\"768\" height=\"512\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/1683801794645cc6c2d11bb_1683801794_3x2_md.jpg\" alt=\"\" link_thumbnail=\"\" decoding=\"async\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/1683801794645cc6c2d11bb_1683801794_3x2_md.jpg 768w, https:\/\/averdade.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/1683801794645cc6c2d11bb_1683801794_3x2_md-350x233.jpg 350w, https:\/\/averdade.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/1683801794645cc6c2d11bb_1683801794_3x2_md-250x167.jpg 250w, https:\/\/averdade.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/1683801794645cc6c2d11bb_1683801794_3x2_md-150x100.jpg 150w, https:\/\/averdade.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/1683801794645cc6c2d11bb_1683801794_3x2_md-300x200.jpg 300w, https:\/\/averdade.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/1683801794645cc6c2d11bb_1683801794_3x2_md-696x464.jpg 696w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\"><\/p>\n<p><strong>Surgido nas redes sociais e ganhando cada vez mais espa\u00e7o entre os setores mais reacion\u00e1rios da sociedade, o movimento \u2018redpill\u2019 representa o momento de viol\u00eancia contra as mulheres de todo o mundo. E \u00e9 preciso aprofundar aquilo que tem por tr\u00e1s de tudo isso.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>J\u00falia Lisboa| Para\u00edba<\/strong><\/p>\n<hr>\n<p><strong>MULHERES- <\/strong>A ideologia conhecida como <em>redpill<\/em> (do ingl\u00eas, \u201cp\u00edlula vermelha\u201d) n\u00e3o pode ser compreendida como um fen\u00f4meno distante, restrito a bolhas extremistas na internet. Ela est\u00e1 incorporada ao cotidiano, manifestando-se nos algoritmos das redes digitais, nos grupos de mensagens atrav\u00e9s dos quais conte\u00fados de podcasts de teor mis\u00f3gino s\u00e3o disseminados, e nos discursos de \u00f3dio que se popularizam sob a desculpa da opini\u00e3o impopular ou das verdades inconvenientes.<\/p>\n<p>O aspecto mais preocupante desse movimento \u00e9 sua capacidade de capturar a vulnerabilidade de jovens em situa\u00e7\u00e3o de desorienta\u00e7\u00e3o afetiva e social, canalizando suas inseguran\u00e7as para um projeto de segrega\u00e7\u00e3o e controle pol\u00edtico. O princ\u00edpio dessa subcultura reside em uma estrat\u00e9gia sem\u00e2ntica inteligente, mas oportunamente distorcida. A met\u00e1fora da p\u00edlula vermelha \u00e9 extra\u00edda do filme <em>Matrix<\/em>, das irm\u00e3s Wachowski, e representava a escolha corajosa de enfrentar uma realidade dolorosa em vez de permanecer em uma simula\u00e7\u00e3o confort\u00e1vel.<\/p>\n<p>Na vers\u00e3o <em>redpill<\/em>, o jovem que acumula rejei\u00e7\u00f5es rom\u00e2nticas e n\u00e3o consegue estabelecer v\u00ednculos relacionais \u00e9 colocado na condi\u00e7\u00e3o de iluminado. Ele seria o \u00fanico capaz de enxergar a verdade que a sociedade, supostamente hipnotizada pelo feminismo e pelo progresso social, tentaria ocultar: a de que as mulheres constituem inimigas naturais, de que o feminismo destruiu uma ordem correta e biol\u00f3gica das coisas, e de que os homens heterossexuais seriam as verdadeiras v\u00edtimas da contemporaneidade.<\/p>\n<p>A psicanalista Sabrina Arini j\u00e1 assinalou como essa estrat\u00e9gia de negociar e distorcer a realidade \u00e9 frequentemente utilizada pela extrema-direita global. S\u00e3o constru\u00eddos universos paralelos nos quais os sofrimentos concretos de um jovem, como desemprego, dificuldade de comunica\u00e7\u00e3o e solid\u00e3o afetiva s\u00e3o validados, mas imediatamente canalizados para um culpado espec\u00edfico. Esse inimigo possui nome, rosto e g\u00eanero.<\/p>\n<p>Em vez de permitir que esse jovem compreenda as estruturas econ\u00f4micas que precarizam o trabalho (o capitalismo), ou os estigmas do pr\u00f3prio patriarcado que tamb\u00e9m impedem os homens de expressar sentimentos de forma saud\u00e1vel, a narrativa <em>redpill<\/em> oferece um atalho cognitivo: a culpa \u00e9 das mulheres.<\/p>\n<p>Trata-se de uma transfer\u00eancia de responsabilidade que alivia o peso do fracasso pessoal, por\u00e9m condena o indiv\u00edduo a um estado de vigil\u00e2ncia e hostilidade permanentes. Com essa vis\u00e3o de mundo h\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica da mulher \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de objeto. Nesses c\u00edrculos, o valor feminino \u00e9 mensurado por crit\u00e9rios como juventude, apar\u00eancia f\u00edsica e capacidade reprodutiva, o que denominam, em jarg\u00e3o pseudot\u00e9cnico, valor de mercado sexual. A l\u00f3gica do mercado \u00e9 transferida para as rela\u00e7\u00f5es entre pessoas de forma expl\u00edcita e desumanizadora.<\/p>\n<p>Esse fen\u00f4meno encontra respaldo no que Simone de Beauvoir identificou como a constru\u00e7\u00e3o do outro em <em>O segundo sexo<\/em>. Para a fil\u00f3sofa francesa, a mulher sempre foi definida em rela\u00e7\u00e3o ao homem, como o inessencial diante do essencial. N\u00e3o se nasce mulher, torna-se mulher, escreveu Beauvoir, indicando que n\u00e3o h\u00e1 um destino biol\u00f3gico, mas sim uma constru\u00e7\u00e3o cultural que define os pap\u00e9is de g\u00eanero.<\/p>\n<p>O que a ideologia <em>redpill<\/em> promove \u00e9 uma distor\u00e7\u00e3o radical dessa percep\u00e7\u00e3o: em vez de buscar a supera\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o de outro imposta \u00e0s mulheres, ela busca cristaliz\u00e1-la, transformando a diferen\u00e7a em hierarquia e a hierarquia em hostilidade. Essa narrativa oferece o que teses acad\u00eamicas recentes denominam utopia regressiva: a promessa de retorno a um passado que nunca existiu de fato, uma ordem antiga e m\u00edtica onde os homens eram provedores inquestion\u00e1veis e as mulheres conheciam seu lugar. Trata-se de uma fantasia de controle num cen\u00e1rio de incertezas econ\u00f4micas brutais e fragmenta\u00e7\u00e3o dos la\u00e7os sociais.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso compreender que a defesa de pap\u00e9is de g\u00eanero fixos n\u00e3o \u00e9 uma novidade, nem uma inven\u00e7\u00e3o da ideologia <em>redpill<\/em>. Pesquisas sobre movimentos antifeministas contempor\u00e2neos revelam como perfis de mulheres nas redes sociais ensinam, pedagogicamente, que a mulher feminina \u00e9 a principal respons\u00e1vel por \u201cedificar\u201d seu relacionamento, ressignificando o conceito de empoderamento para, convenientemente, significar submiss\u00e3o e silenciamento.<\/p>\n<p>A <em>hashtag <\/em>\u201cmulher de valor\u201d frequentemente aparece associada \u00e0 ideia de que o feminismo est\u00e1 destruindo a \u201cfam\u00edlia tradicional\u201d, gerando o que estudiosos chamam de p\u00e2nico moral e mobilizando setores sociais em torno de retrocessos nas pol\u00edticas de igualdade.<\/p>\n<p>Beauvoir j\u00e1 antecipava esse movimento ao analisar como as mulheres eram aprisionadas ao papel de m\u00e3e e esposa, sendo a alternativa apenas o convento. A fil\u00f3sofa rompeu com esse destino ao fazer de sua vida algo completamente diferente do esperado, mas a resist\u00eancia a essa ruptura persiste. A <em>redpill<\/em>, ao prometer a restaura\u00e7\u00e3o de uma ordem hier\u00e1rquica, oferece uma resposta sedutora para aqueles que se sentem deslocados em um mundo de transforma\u00e7\u00f5es: a certeza simplificadora de que o problema n\u00e3o est\u00e1 nas estruturas sociais complexas, mas na autonomia feminina.<\/p>\n<p>O aspecto mais ir\u00f4nico dessa subcultura \u00e9 que, ao reduzir a mulher \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de objeto, os adeptos da <em>redpill <\/em>acabam construindo entre si la\u00e7os de solidariedade masculina particularmente intensos. Os f\u00f3runs, canais de Discord e podcasts tornam-se espa\u00e7os de sociabilidade quase exclusivamente masculina, onde mulheres ingressam apenas como tema de esc\u00e1rnio ou an\u00e1lise t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>\u00c9 nesses ambientes, protegidos por telas, que compartilham dores, inseguran\u00e7as e frustra\u00e7\u00f5es, algo que n\u00e3o se permitem fazer presencialmente. Unem-se n\u00e3o em torno de um projeto de vida positivo, mas em torno do medo e da hostilidade ao feminino. Formam uma comunidade afetiva baseada estritamente na exclus\u00e3o do outro. Este fen\u00f4meno revela uma contradi\u00e7\u00e3o profunda: ao mesmo tempo que professam a independ\u00eancia masculina, necessitam intensamente da aprova\u00e7\u00e3o do grupo para sustentar sua vis\u00e3o de mundo.<\/p>\n<p>Esta constru\u00e7\u00e3o de ressentimento produz consequ\u00eancias concretas e mensur\u00e1veis. O Brasil registrou 1.518 v\u00edtimas de feminic\u00eddio em 2025, o maior n\u00famero desde a tipifica\u00e7\u00e3o do crime, em 2015. S\u00e3o quatro mulheres mortas por dia, assassinadas dentro de suas pr\u00f3prias casas, por parceiros ou ex-parceiros, em crimes facilmente evit\u00e1veis. Em dez anos, mais de 13 mil mulheres tiveram suas vidas interrompidas, exclusivamente por sua condi\u00e7\u00e3o de g\u00eanero.<\/p>\n<p>A diretora-executiva do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, Samira Bueno, \u00e9 direta ao apontar a responsabilidade do poder p\u00fablico: se os n\u00fameros continuam subindo, isso representa uma omiss\u00e3o do Estado, um crime anunciado que n\u00e3o \u00e9 evitado porque as pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o simplesmente n\u00e3o chegam.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o \u00f3dio transborda para o ambiente digital. As den\u00fancias de misoginia na internet cresceram 224,9% em 2025, segundo a SaferNet Brasil, saltando de 2.686 para 8.728 casos. S\u00e3o amea\u00e7as, discursos de incita\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia, conte\u00fados que tratam mulheres como inimigas a serem combatidas. A Justi\u00e7a brasileira julgou, em m\u00e9dia, 42 casos de feminic\u00eddio por dia no ano passado, um aumento de 17% em rela\u00e7\u00e3o a 2024, e recebeu mais de 1 milh\u00e3o de novos casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica. V\u00ea-se, portanto: julgar n\u00e3o basta diante deste cen\u00e1rio de n\u00fameros crescentes. \u00c9 preciso confrontar as ra\u00edzes culturais do fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>A <em>redpill<\/em>, portanto, n\u00e3o \u00e9 um desvio inofensivo de jovens confusos. Ela \u00e9 uma estrat\u00e9gia ideol\u00f3gica de um sistema que mata. \u00c9 a justificativa ignorante para que homens se sintam no direito de desumanizar mulheres. O discurso de que a mulher \u00e9 advers\u00e1ria, de que o feminismo destruiu a ordem natural, de que a autonomia feminina \u00e9 amea\u00e7a, encontra seu desfecho l\u00f3gico nas delegacias, nos Institutos M\u00e9dicos Legais, nas valas. N\u00e3o se trata de coincid\u00eancia. Trata-se de causa e efeito. E a cumplicidade silenciosa de quem acha que misoginia \u00e9 s\u00f3 conversa de internet \u00e9 t\u00e3o grave quanto. N\u00e3o h\u00e1 mais espa\u00e7o para di\u00e1logo com quem escolhe o \u00f3dio. O que h\u00e1 \u00e9 a necessidade de lutar. De ocupar as ruas. De exigir pol\u00edticas p\u00fablicas. De proteger umas \u00e0s outras. De questionar a quem beneficia a manuten\u00e7\u00e3o dessa din\u00e2mica sistem\u00e1tica. E, sobretudo, radicalizar-se e se organizar.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/paul-krugman-por-que-trump-teme-o-pix\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/250722-TrumpB-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Paul Krugman: Por que Trump teme o Pix<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/favor-so-ler-se-for-ariano\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Favor s\u00f3 ler se for ariano<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/jornada-das-mulheres-sem-terra-denuncia-violencias-do-agronegocio-e-crise-ambiental\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/capa-jornada-768x561-1-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Jornada das Mulheres Sem Terra denuncia viol\u00eancias...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/marcha-das-mulheres-negras-reune-milhares-de-pessoas-na-praia-de-copacabana\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Marcha das Mulheres Negras re\u00fane milhares de pesso...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"512\" src=\"https:\/\/averdade.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/1683801794645cc6c2d11bb_1683801794_3x2_md.jpg\" alt=\"\">Surgido nas redes sociais e ganhando cada vez mais espa\u00e7o entre os setores mais reacion\u00e1rios da sociedade, o movimento \u2018redpill\u2019 representa o momento de viol\u00eancia contra as mulheres de todo o mundo. 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