{"id":82901,"date":"2026-04-14T13:13:45","date_gmt":"2026-04-14T16:13:45","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/abram-se-escolas-do-campo\/"},"modified":"2026-04-14T13:13:45","modified_gmt":"2026-04-14T16:13:45","slug":"abram-se-escolas-do-campo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/abram-se-escolas-do-campo\/","title":{"rendered":"Abram-se Escolas do Campo!"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/2023-03-03_Educacao_Inauguracao_Escola_assentamento_8deJunho_LaranjeirasDoSul_Foto_JulianaBarbosaMST-PR-27.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/2023-03-03_Educacao_Inauguracao_Escola_assentamento_8deJunho_LaranjeirasDoSul_Foto_JulianaBarbosaMST-PR-27-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/2023-03-03_Educacao_Inauguracao_Escola_assentamento_8deJunho_LaranjeirasDoSul_Foto_JulianaBarbosaMST-PR-27-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/2023-03-03_Educacao_Inauguracao_Escola_assentamento_8deJunho_LaranjeirasDoSul_Foto_JulianaBarbosaMST-PR-27-768x512.jpg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/2023-03-03_Educacao_Inauguracao_Escola_assentamento_8deJunho_LaranjeirasDoSul_Foto_JulianaBarbosaMST-PR-27-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/2023-03-03_Educacao_Inauguracao_Escola_assentamento_8deJunho_LaranjeirasDoSul_Foto_JulianaBarbosaMST-PR-27.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Foto: Juliana Barbosa \/MST no PR <\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Por Roseli Salete Caldart<br \/>Da P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<blockquote>\n<p><em>\u2026 vivemos em um mundo perigoso, onde nada \u00e9 \u00f3bvio\u201d <\/em><\/p>\n<p><cite><em>Isabelle Stengers<\/em><\/cite><\/p><\/blockquote>\n<p>Nossa sauda\u00e7\u00e3o fraterna \u00e0s pessoas e aos coletivos que se somam no combate ao fechamento de escolas do campo, ind\u00edgenas e quilombolas, no estado do Par\u00e1 e no pa\u00eds inteiro. E nosso reconhecimento especial a educadoras e educadores cuja resist\u00eancia e trabalho social cotidiano junto \u00e0s suas comunidades mant\u00eam essas escolas em p\u00e9.<\/p>\n<p>Queremos reafirmar aqui, por n\u00e3o tomar como \u00f3bvia, uma an\u00e1lise que tem fundamentado as lutas de nossas organiza\u00e7\u00f5es em defesa das escolas do campo em sua diversidade ind\u00edgena, quilombola, sem-terra, ribeirinha, extrativista, da agricultura familiar,\u2026 Essa an\u00e1lise se refere ao car\u00e1ter que tem assumido o fechamento das escolas do campo em pa\u00edses como o nosso e pensar o que isso implica na planifica\u00e7\u00e3o das lutas para impedi-lo.<\/p>\n<p>Come\u00e7o relembrando com voc\u00eas uma fala de Miguel Arroyo, camarada de percurso nesses 28 anos de constru\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o do Campo, feita na edi\u00e7\u00e3o de 2025 deste Semin\u00e1rio de combate ao fechamento de escolas do campo.<\/p>\n<p>Miguel nos chamava a aten\u00e7\u00e3o com sua costumeira contund\u00eancia: o fechamento de escolas do campo n\u00e3o \u00e9 uma pol\u00edtica de governos e sim uma pol\u00edtica de Estado! \u00c9 o Estado do capital que fecha escolas e esse \u00e9 um dos gestos pol\u00edticos que o afirma n\u00e3o como um Estado de direitos, e sim um Estado do mercado, do agroneg\u00f3cio, a servi\u00e7o de manter o sistema capitalista funcionando. \u00c9 por isso que pessoas que est\u00e3o em \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e mesmo governos que t\u00eam posi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 pol\u00edtica de fechamento n\u00e3o t\u00eam conseguido impedir, na pr\u00e1tica, que cada vez mais escolas sejam fechadas. E se o fechamento tem car\u00e1ter sist\u00eamico, nossa luta, nos convocava Miguel, precisa ser mais radical.<\/p>\n<p>Essa fala foi feita em um momento de escalada da ofensiva genocida do governo dos Estados Unidos e do governo sionista de Israel sobre Gaza, com o prop\u00f3sito infame de exterminar o povo palestino para tomar seu territ\u00f3rio. Quando ouvi Miguel, sem pretender comparar a intensidade do sofrimento humano e o sentido geopol\u00edtico implicado, n\u00e3o pude deixar de associar: o assassinato de milhares de crian\u00e7as palestinas, assim como mais recentemente o bombardeio de escolas de crian\u00e7as iranianas n\u00e3o \u00e9 \u201cacidental\u201d, falha na mira, e sim o gesto pol\u00edtico material da determina\u00e7\u00e3o de exterminar esses povos. Porque enquanto houver crian\u00e7as, haver\u00e1 novas gera\u00e7\u00f5es de lutadores pela Palestina livre, pela soberania dos povos. O fechamento de escolas do campo aqui n\u00e3o \u00e9 falha do sistema. N\u00e3o \u00e9 por acaso que no Par\u00e1 o maior n\u00famero de escolas fechadas seja nas regi\u00f5es de expans\u00e3o do agromineroneg\u00f3cio. Fechar escolas \u00e9 gesto pol\u00edtico de um Estado que cumpre a determina\u00e7\u00e3o do capital de eliminar territ\u00f3rios camponeses.<\/p>\n<p>Pensemos: quando em 2011 criamos a chamada de luta <em>fechar escola \u00e9 crime!<\/em>, houve quem considerasse o termo \u201ccrime\u201d um pouco exagerado, poderia assustar alguns potenciais apoiadores da campanha de combate ao fechamento. Hoje, com muito mais pessoas, organiza\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es integradas nessa luta, parece que a express\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o diz o suficiente para expressar a indigna\u00e7\u00e3o ativa e a mobiliza\u00e7\u00e3o massiva capaz de reverter a ostensividade do fechamento, assim como a ofensiva de esvaziar o sentido p\u00fablico das escolas do campo e da cidade, ambas como pol\u00edticas de Estado e n\u00e3o de um governo ou outro.<\/p>\n<p>Por isso a urg\u00eancia de ampliar nosso debate coletivo sobre como tornar a forma e a organiza\u00e7\u00e3o de nossas lutas contra o fechamento de escolas proporcional \u00e0 for\u00e7a que enfrentamos. For\u00e7a do capital em agonia hist\u00f3rica que para se manter comete atos que, al\u00e9m de infames sobre as pessoas que afetam, s\u00e3o completamente insanos pensando no conjunto da sociedade e do futuro da humanidade.<\/p>\n<p>Pol\u00edticas de Estado s\u00e3o aquelas que t\u00eam por finalidade sustentar e reproduzir as rela\u00e7\u00f5es fundamentais do sistema social a que serve, assumindo tra\u00e7os e prioridades a partir das caracter\u00edsticas pr\u00f3prias da forma\u00e7\u00e3o social em que essas rela\u00e7\u00f5es se realizam. Como em qualquer esfera da vida social, tamb\u00e9m no \u00e2mbito do Estado h\u00e1 polos contr\u00e1rios em confronto, contradi\u00e7\u00f5es que movem a concretiza\u00e7\u00e3o de cada pol\u00edtica. Mas bem sabemos que em uma sociedade de classes, para que sejam os interesses do polo do trabalho os atendidos aqui e ali, uma ou outra vez, \u00e9 necess\u00e1ria muita press\u00e3o. Press\u00e3o de luta organizada e persistente.<\/p>\n<p>Mas por que o Estado que serve ao capital fecha escolas do campo? Porque em forma\u00e7\u00f5es sociais capitalistas como a nossa, o agroneg\u00f3cio, conectado a outros neg\u00f3cios que se vinculam \u00e0 sua forma de fazer agricultura, \u00e9 um dos pilares de sustenta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e pol\u00edtica do sistema capitalista. E o agroneg\u00f3cio precisa do exterm\u00ednio dos territ\u00f3rios camponeses para continuar com a forma capitalista de agricultura, avan\u00e7ando sobre terras ainda n\u00e3o devastadas pela l\u00f3gica destrutiva dessa produ\u00e7\u00e3o. E para abrir espa\u00e7os ao hidroneg\u00f3cio, ao mineroneg\u00f3cio, ao carbononeg\u00f3cio, ao neg\u00f3cio das energias renov\u00e1veis e a outros neg\u00f3cios que v\u00e3o sendo criados no desespero da fase decadente do capitalismo e precisam de um campo sem gente ou sem vida social pulsante.<\/p>\n<p>Fechar escolas \u00e9 gesto pol\u00edtico dessa determina\u00e7\u00e3o de exterm\u00ednio. Por expropria\u00e7\u00e3o direta ou por coopta\u00e7\u00e3o das comunidades a uma l\u00f3gica que as leva \u00e0 autodestrui\u00e7\u00e3o. Impedir que crian\u00e7as e jovens estudem no lugar onde vivem \u00e9 induzir a sa\u00edda das novas gera\u00e7\u00f5es do campo, enfraquecendo a capacidade de resist\u00eancia das comunidades. E isso atinge tamb\u00e9m o objetivo de retardar a constru\u00e7\u00e3o de um modo de produ\u00e7\u00e3o da vida, ponteada hoje por territ\u00f3rios camponeses diversos, que p\u00f5e em xeque as rela\u00e7\u00f5es sociais capitalistas. A afirma\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica da soberania alimentar como finalidade, da agroecologia como matriz tecnol\u00f3gica, da coopera\u00e7\u00e3o e do trabalho coletivo comandados por quem trabalha, de rela\u00e7\u00f5es mais igualit\u00e1rias de g\u00eanero e entre gera\u00e7\u00f5es, da sa\u00fade, cultura e educa\u00e7\u00e3o como direito e trabalho de todos \u00e9 confronto de concep\u00e7\u00e3o sobre como a organiza\u00e7\u00e3o da vida social pode ser e isso n\u00e3o se refere somente a quem vive no campo.<\/p>\n<p>E por que mesmo governos que se declaram defensores dos povos tradicionais e camponeses, da produ\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel de alimentos, continuam fechando escolas no\/do campo? H\u00e1 motivos pr\u00f3prios da realidade sociopol\u00edtica de cada local. Mas certamente eles particularizam raz\u00f5es estruturais para que esse fechamento aconte\u00e7a. \u00c0 medida que integram um Estado do capital, isto \u00e9, no qual o capital \u00e9 o polo dominante na defini\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas, deixar de servir ao agroneg\u00f3cio n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o que os governos tenham sem confrontar radicalmente esse pr\u00f3prio Estado. E a concilia\u00e7\u00e3o de interesses que geralmente buscam se j\u00e1 n\u00e3o era poss\u00edvel, menos ainda agora quando a crise estrutural do sistema se aprofunda e provoca a\u00e7\u00f5es mais ostensivas e agressivas do capital.<\/p>\n<p>Outra raz\u00e3o estrutural se refere \u00e0 racionalidade operacional que predomina no interior dos governos e que tem a marca pol\u00edtica desse Estado de que fazem parte. Ela inclui a suposta neutralidade t\u00e9cnica de decis\u00f5es sobre pol\u00edticas que dizem respeito \u00e0 maioria do povo. A l\u00f3gica matematizada da rela\u00e7\u00e3o \u201ccusto-benef\u00edcio\u201d leva gestores p\u00fablicos, inclu\u00eddos os de \u201cboa vontade\u201d, a pensar que o fechamento das escolas pequenas, das escolas multisseriadas, e a concentra\u00e7\u00e3o de estudantes em escolas maiores, mesmo que estejam a muitos quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia de onde vivem, \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para \u201cracionalizar gastos\u201d e para elevar o n\u00edvel do que entendem por \u201cqualidade\u201d da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Muitas das pessoas que t\u00eam o poder de decidir fechar uma escola est\u00e3o t\u00e3o imersas na l\u00f3gica do capital e na burocracia do Estado que nem se d\u00e3o conta do que sua decis\u00e3o \u201ct\u00e9cnica\u201d representa nas vidas humanas que afeta e, menos ainda, de que tomam parte de uma totalidade perversa com a qual talvez nem compactuem conscientemente.<\/p>\n<p>Diante desse quadro social hist\u00f3rico, o que significa radicalizar o combate ao fechamento das escolas do campo? As discuss\u00f5es que temos feito no \u00e2mbito do F\u00f3rum Nacional de Educa\u00e7\u00e3o do Campo (FONEC) apontam que esse ir \u00e0 raiz implica pelo menos tr\u00eas grandes frentes de a\u00e7\u00e3o, com a urg\u00eancia e as exig\u00eancias organizativas e pol\u00edticas que lhes correspondem no nosso contexto atual:<\/p>\n<p><strong>(1\u00aa) Trabalho de base.<\/strong> Muito mais comunidades camponesas e pessoas de boa vontade precisam compreender e assumir esse combate como parte das lutas que movimentos populares e organiza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, quilombolas, est\u00e3o fazendo em defesa dos seus territ\u00f3rios, pela Reforma Agr\u00e1ria Popular, pela produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis, por uma forma de produ\u00e7\u00e3o e vida social que revigore a for\u00e7a das comunidades e mantenha a juventude no campo. O esvaziamento do campo fecha escolas e escolas fechadas ajudam a esvaziar o campo. \u00c9 esse c\u00edrculo vicioso que deve ser rompido, o que tamb\u00e9m requer que as comunidades n\u00e3o se deixem cooptar pela l\u00f3gica dos neg\u00f3cios que as v\u00e3o destruindo e entendam porque essa luta contra o esvaziamento social e humano do campo precisa ser feita na dire\u00e7\u00e3o de transforma\u00e7\u00f5es estruturais no todo da sociedade.<\/p>\n<p><strong>(2\u00aa) Press\u00e3o organizada e massiva para manter abertas e para abrir escolas.<\/strong> Precisamos de m\u00faltiplas e articuladas mobiliza\u00e7\u00f5es que pressionem o sistema tanto para impedir o fechamento de cada escola que sofra essa amea\u00e7a como para reabrir e abrir novas escolas nos territ\u00f3rios camponeses com vida comunit\u00e1ria pulsante. Lutas diretas das comunidades, uso de instrumentos jur\u00eddicos, de meios massivos de comunica\u00e7\u00e3o popular, audi\u00eancias p\u00fablicas, manifesta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas diversas, etc. Essas mobiliza\u00e7\u00f5es se fazem\/devem ser feitas em cada lugar, mas n\u00e3o precisam ser isoladas. Podem ser pensadas e organizadas em conex\u00e3o nacional, internacional at\u00e9, o que eleva o grau da press\u00e3o. \u00c9 o chamado \u201cefeito borboleta\u201d: o bater de asas de uma borboleta afeta o clima do outro lado do mundo, milhares ou milh\u00f5es de borboletas batendo as asas em sincronia\u2026 Muitas lutas locais em sincronia pressionam o sistema, sobrecarregando o Estado com demandas do polo do trabalho. Isso exige alguma a\u00e7\u00e3o ou pol\u00edtica dos governos para respond\u00ea-las e ent\u00e3o pessoas de boa vontade que estejam neles ou no seu entorno fazem grande diferen\u00e7a para que a\u00e7\u00f5es a nosso favor se efetivem.<\/p>\n<p>Tenhamos bem presente: cada escola que impedimos de fechar importa no confronto \u00e0 determina\u00e7\u00e3o do capital de exterminar os territ\u00f3rios camponeses diversos, dos povos tradicionais, das fam\u00edlias assentadas, das comunidades de pequenos agricultores, de pescadores, de extrativistas\u2026 Por\u00e9m, abrir escolas \u00e9 gesto pol\u00edtico mais radical no confronto \u00e0 l\u00f3gica do fechamento. Porque afirma que \u00e9 poss\u00edvel um campo com gente e que \u00e9 necess\u00e1rio para nosso futuro enquanto sociedade, humanidade, que existam comunidades camponesas organizadas, produzindo vida, alimentos saud\u00e1veis e estancando o processo perverso e insano de devasta\u00e7\u00e3o da natureza.<\/p>\n<p><strong>(3\u00aa) Avan\u00e7ar na constru\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-pedag\u00f3gica da Educa\u00e7\u00e3o do Campo.<\/strong> Na diversidade de seus diferentes sujeitos coletivos, por\u00e9m com princ\u00edpios que demarcam nossa unidade de projeto educativo. Essa n\u00e3o \u00e9 outra luta. \u00c9 parte fundamental na defesa das escolas do campo. Nossa constru\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-pedag\u00f3gica, que j\u00e1 se tornou refer\u00eancia para al\u00e9m do campo, \u00e9 o par\u00e2metro da qualidade que afirma as escolas do campo como um bem social comum a ser defendido por toda a sociedade. Escolas que se abrem \u00e0 vida de seu entorno, que se inserem nos processos de restaura\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o socioambiental da terra e buscam realizar uma forma\u00e7\u00e3o humana de horizontes cada vez mais largos, de finalidades emancipat\u00f3rias, s\u00e3o as que se tornam for\u00e7a nos territ\u00f3rios camponeses.<\/p>\n<p>A escola \u00e9 vida na comunidade quando a vida da comunidade adentra a escola e move seu trabalho pedag\u00f3gico. Quando se pensa coletivamente em cada escola, e nos processos de forma\u00e7\u00e3o entre escolas, de que conhecimentos e viv\u00eancias necessitam nossas crian\u00e7as e jovens para compreender isso tudo que ocorre ao seu redor, na natureza e na vida social, e para tomar parte na constru\u00e7\u00e3o de um modo de produzir, de trabalhar, de conviver. Essa constru\u00e7\u00e3o reafirma a cada dia a necessidade de radicalizar a luta em defesa das escolas, dos territ\u00f3rios camponeses e do futuro de todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>Abram-se muitas escolas p\u00fablicas do campo! Abram-se as escolas do campo para a vida a ser defendida no seu entorno e no mundo inteiro! Dispute-se coletivamente, cotidianamente, o controle pol\u00edtico e pedag\u00f3gico das escolas p\u00fablicas com o Estado que tenta se fazer dono privado delas, como faz o capital expropriando o povo de outros tantos bens sociais e naturais comuns.<\/p>\n<p>Fechar escola \u00e9 crime! Privatizar a escola p\u00fablica \u00e9 crime! Esvaziar de gente o campo \u00e9 crime! E \u00e9 nossa miss\u00e3o hist\u00f3rica e humanit\u00e1ria combater todas as formas de crime que levam \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da vida no campo, na cidade, no mundo e no planeta inteiro! Lutemos! Com a for\u00e7a do presente do futuro que estamos ajudando a construir. Coletivamente. Teimosamente. Com a tenacidade, paci\u00eancia e perseveran\u00e7a que aprendemos dos que vieram antes e que queremos deixar como legado aos que vierem depois.<\/p>\n<p><em>Basta de viol\u00eancia contra os povos e a natureza!<\/em><\/p>\n<p><em>*Editado por Fernanda Alc\u00e2ntara<\/em><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2026\/04\/14\/abram-se-escolas-do-campo\/\">Abram-se Escolas do Campo!<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/ameacas-ingratidao-e-impeachment-trump-e-musk-trocam-acusacoes-nas-redes-sociais\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/elon-trump-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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