{"id":82976,"date":"2026-04-14T18:04:03","date_gmt":"2026-04-14T21:04:03","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/30-anos-de-carajas-a-impunidade-e-a-violencia-no-campo-seguem-intactas\/"},"modified":"2026-04-14T18:04:03","modified_gmt":"2026-04-14T21:04:03","slug":"30-anos-de-carajas-a-impunidade-e-a-violencia-no-campo-seguem-intactas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/30-anos-de-carajas-a-impunidade-e-a-violencia-no-campo-seguem-intactas\/","title":{"rendered":"30 anos de Caraj\u00e1s: a impunidade e a viol\u00eancia no campo seguem intactas"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" width=\"1024\" height=\"682\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/17-de-Abril-no-Para-7-1024x682-1-1.jpeg\" alt=\"\" decoding=\"async\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/17-de-Abril-no-Para-7-1024x682-1-1.jpeg 1024w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/17-de-Abril-no-Para-7-1024x682-1-300x200.jpeg 300w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/17-de-Abril-no-Para-7-1024x682-1-768x512.jpeg 768w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/17-de-Abril-no-Para-7-1024x682-1-272x182.jpeg 272w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/p>\n<p><span>Passados 30 anos do\u00a0Massacre de Eldorado do Caraj\u00e1s, em 17 de abril de 1996, quando 21 trabalhadores rurais tombaram na Curva do S, o epis\u00f3dio permanece como uma das maiores feridas abertas da hist\u00f3ria recente do campo brasileiro. Para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o significado pol\u00edtico da trag\u00e9dia segue atual: a urg\u00eancia da reforma agr\u00e1ria e a den\u00fancia de um modelo que concentra terra, renda e poder.<\/span><\/p>\n<p>Segundo a dirigente Viviane Br\u00edgida, da coordena\u00e7\u00e3o nacional do MST no Par\u00e1, o tempo n\u00e3o foi capaz de alterar estruturalmente a realidade que levou ao massacre. \u201cPouco mudou\u201d, resume em entrevista ao <strong>Portal Vermelho<\/strong>. A avalia\u00e7\u00e3o aponta para uma continuidade hist\u00f3rica marcada por desigualdade fundi\u00e1ria, aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas e viol\u00eancia recorrente.<\/p>\n<p>Longe de ser um epis\u00f3dio isolado, a chacina policial foi a express\u00e3o m\u00e1xima de um projeto de Estado que entregou a Amaz\u00f4nia a latif\u00fandios, minera\u00e7\u00e3o e agroneg\u00f3cio, enquanto criminaliza quem luta pela terra. Tr\u00eas d\u00e9cadas depois, a pergunta que ecoa das margens da PA-150 segue sem resposta: a quem pertence a terra?<\/p>\n<p><strong>A ferida aberta da impunidade e a d\u00edvida do Estado<\/strong> <\/p>\n<p>A condena\u00e7\u00e3o judicial do Estado brasileiro n\u00e3o se traduziu em justi\u00e7a plena. At\u00e9 hoje, fam\u00edlias das v\u00edtimas e sobreviventes aguardam indeniza\u00e7\u00e3o e acompanhamento m\u00e9dico adequado. <\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"564\" height=\"586\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Viviane-Brigida-MST-PA.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Viviane-Brigida-MST-PA.png 564w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Viviane-Brigida-MST-PA-289x300.png 289w\" sizes=\"(max-width: 564px) 100vw, 564px\"><figcaption><em><sup>A trabalhadora rural Viviane Br\u00edgida, dirigente do MST-PA<\/sup><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>\u201cNem todas as fam\u00edlias foram indenizadas, nem todas foram assistidas pelo Estado brasileiro\u201d, denuncia Br\u00edgida. <\/p>\n<p>Dos 164 policiais que compunham a tropa, apenas o coronel M\u00e1rio Pantoja e o major Jos\u00e9 Oliveira foram responsabilizados criminalmente, enquanto a investiga\u00e7\u00e3o falhou em individualizar condutas, favorecendo a absolvi\u00e7\u00e3o da maioria. <\/p>\n<p>A morosidade judicial e a aus\u00eancia de repara\u00e7\u00e3o convertida em pol\u00edtica p\u00fablica perpetuam o ciclo de viol\u00eancia. O Estado, que historicamente fomentou a grilagem e a entrega de terras p\u00fablicas a grandes grupos, mant\u00e9m-se como coautor da desigualdade agr\u00e1ria, enquanto a cultura da impunidade segue blindando mandantes e executores.<\/p>\n<p><strong>Do latif\u00fandio ao agroneg\u00f3cio: um modelo que intensifica a viol\u00eancia<\/strong> <\/p>\n<p>Na an\u00e1lise do MST, o conflito no campo brasileiro \u00e9, essencialmente, um conflito de modelos. De um lado, o agroneg\u00f3cio voltado \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o e \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria; de outro, a defesa da reforma agr\u00e1ria, da agroecologia e da produ\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/p>\n<p>A cr\u00edtica se estende ao impacto ambiental. A degrada\u00e7\u00e3o da natureza, associada \u00e0 expans\u00e3o de grandes empreendimentos, \u00e9 vista como parte do mesmo processo que gera exclus\u00e3o social. Da\u00ed o lema adotado nas mobiliza\u00e7\u00f5es de 2026: \u201cbasta de viol\u00eancia contra os povos e a natureza\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO massacre n\u00e3o foi um epis\u00f3dio isolado, mas \u00e9 resultado desse modelo imposto para o campo brasileiro, um modelo que exclui, que explora e que degrada a terra\u201d, analisa a dirigente. <\/p>\n<p>O Sul e Sudeste do Par\u00e1, transformados em fronteira de expans\u00e3o econ\u00f4mica nos anos 1970, hoje concentram o \u00e1pice dos conflitos agr\u00e1rios. A minera\u00e7\u00e3o, a pecu\u00e1ria extensiva e a monocultura de soja avan\u00e7am sobre territ\u00f3rios tradicionais, enquanto o \u201chidroneg\u00f3cio\u201d disputa \u00e1guas da bacia amaz\u00f4nica. A viol\u00eancia, antes dirigida principalmente aos Sem Terra, agora atinge ind\u00edgenas, quilombolas e ribeirinhos, ampliando o espectro da viol\u00eancia. <\/p>\n<p>\u201cEsse cen\u00e1rio na Amaz\u00f4nia n\u00e3o mudou ap\u00f3s 30 anos. Pelo contr\u00e1rio, isso se intensificou\u201d, alerta Br\u00edgida. Casos posteriores, como o massacre de Pau D\u2019Arco, refor\u00e7am essa continuidade. A regi\u00e3o segue figurando entre as mais violentas do pa\u00eds em disputas agr\u00e1rias.<\/p>\n<p>Dados da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) confirmam a tend\u00eancia: entre 1985 e 2024, mais de 1,8 mil pessoas foram assassinadas em conflitos no campo, sendo 44% na Amaz\u00f4nia. A expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio n\u00e3o rompeu com as oligarquias rurais; antes, as consolidou como \u201cfeudos do s\u00e9culo XXI\u201d, onde t\u00edtulos irregulares s\u00e3o validados pelo Estado e a viol\u00eancia atua como mecanismo de controle territorial.<\/p>\n<p><strong>Mem\u00f3ria, resist\u00eancia e a Jornada de Abril<\/strong> <\/p>\n<p>Se o massacre pretendia conter a organiza\u00e7\u00e3o camponesa, o efeito hist\u00f3rico foi o oposto. O MST se consolidou nacionalmente e internacionalizou sua pauta, transformando o 17 de abril em s\u00edmbolo global de luta camponesa.<\/p>\n<p>Diante do ciclo de viol\u00eancia, o MST responde com mem\u00f3ria. Em 2026, a Jornada de Luta por Reforma Agr\u00e1ria (13 a 17 de abril) carrega o lema \u201cBasta de viol\u00eancia contra os povos e a natureza\u201d. <\/p>\n<p>As atividades incluem a 20\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Acampamento Pedag\u00f3gico da Juventude Sem Terra na Curva do S e a retomada simb\u00f3lica da \u201cmarcha interrompida\u201d de Curion\u00f3polis ao local do massacre. <\/p>\n<p>\u201cEsse ano completa 20 anos de acampamento pedag\u00f3gico e estamos realizando jornadas universit\u00e1rias, anunciando que os camponeses s\u00e3o a solu\u00e7\u00e3o\u201d, destaca Br\u00edgida. A refer\u00eancia a m\u00e1rtires hist\u00f3ricos como\u00a0Chico Mendes,\u00a0Dorothy Stang, Jos\u00e9 Cl\u00e1udio e Maria,\u00a0insere Eldorado em uma linha cont\u00ednua de conflitos no campo brasileiro.<\/p>\n<p>O movimento, hoje presente em 24 estados e no DF, mant\u00e9m mais de 100 mil fam\u00edlias acampadas no Brasil, sendo 30 mil apenas no Par\u00e1, com destaque para o acampamento Terra e Liberdade, que abriga mais de 5 mil fam\u00edlias. <\/p>\n<p>A demanda \u00e9 clara: desapropria\u00e7\u00e3o imediata de \u00e1reas improdutivas, investimento em agroecologia, cr\u00e9dito para agricultura familiar e reconhecimento da Reforma Agr\u00e1ria Popular como projeto civilizat\u00f3rio para a Amaz\u00f4nia. <\/p>\n<p>\u201cA gente busca dignidade para o campon\u00eas, para que ele possa ter minimamente uma vida digna nesse estado de coisas, de viol\u00eancias permanentes que no campo brasileiro existe\u201d, conclui a dirigente.<\/p>\n<p>Trinta anos depois da Curva do S, o massacre de Eldorado do Caraj\u00e1s permanece mais do que um marco de dor: \u00e9 um espelho das contradi\u00e7\u00f5es brasileiras e um chamado \u00e0 a\u00e7\u00e3o estrutural. Enquanto o Estado n\u00e3o enfrentar a matriz fundi\u00e1ria que gera viol\u00eancia e n\u00e3o romper com a cultura de impunidade, a mem\u00f3ria dos 21 m\u00e1rtires seguir\u00e1 sendo combust\u00edvel para a resist\u00eancia. <\/p>\n<p>A resposta dos Sem Terra, constru\u00edda em marchas, acampamentos e na defesa da agroecologia, \u00e9 invari\u00e1vel: a terra pertence a quem nela trabalha. E a luta, como a hist\u00f3ria demonstra, n\u00e3o se encerra com o tempo; ela se renova.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2026\/04\/14\/30-anos-de-carajas-a-impunidade-e-a-violencia-no-campo-seguem-intactas\/\">30 anos de Caraj\u00e1s: a impunidade e a viol\u00eancia no campo seguem intactas<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/\">Vermelho<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/pec-do-fim-da-escala-6x1-tem-relatorio-favoravel-na-ccj-e-deve-ir-ao-plenario-na-proxima-semana\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">PEC do fim da escala 6\u00d71 tem relat\u00f3rio favor\u00e1vel n...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/escala-6x1-afasta-mao-de-obra-e-setor-de-supermercados-recorre-a-egressos-do-exercito\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Escala 6\u00d71 afasta m\u00e3o de obra e setor de supermerc...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-eleicao-congelada-e-a-juventude-que-ainda-se-move\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/photo_5010483005155380206_y-1-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">A elei\u00e7\u00e3o congelada e a juventude que ainda se mov...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/o-terror-lilas-a-guerra-dos-eua-contra-a-comunidade-lgbt\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/scotus_april_2015_lgbtq_54663-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">O Terror Lil\u00e1s: a guerra dos EUA contra a comunida...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passados 30 anos do\u00a0Massacre de Eldorado do Caraj\u00e1s, em 17 de abril de 1996, quando 21 trabalhadores rurais tombaram na Curva do S, o epis\u00f3dio permanece como uma das maiores feridas abertas da hist\u00f3ria recente do campo brasileiro. 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