{"id":83269,"date":"2026-04-15T19:09:33","date_gmt":"2026-04-15T22:09:33","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/as-novas-faces-da-oligarquia-brasileira\/"},"modified":"2026-04-15T19:09:33","modified_gmt":"2026-04-15T22:09:33","slug":"as-novas-faces-da-oligarquia-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/as-novas-faces-da-oligarquia-brasileira\/","title":{"rendered":"As novas faces da oligarquia brasileira"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>T\u00edtulo original:<br \/><strong>Neopatrimonialismo e os donos do poder no Brasil contempor\u00e2neo<\/strong><\/p>\n<p>O problema do Brasil contempor\u00e2neo n\u00e3o \u00e9 a mera sobreviv\u00eancia do patrimonialismo arcaico. O que se consolidou nas \u00faltimas d\u00e9cadas de domin\u00e2ncia neoliberal foi algo mais sofisticado na reconfigura\u00e7\u00e3o dos donos do poder e, por isso mesmo, mais dif\u00edcil de combater pela consolida\u00e7\u00e3o do neopatrimonialismo.<\/p>\n<p>Em vez da apropria\u00e7\u00e3o direta e vis\u00edvel do Estado por uma casa senhorial, como no tipo ideal de domina\u00e7\u00e3o patrimonial formulado por Max Weber, o que se observa hoje no Brasil \u00e9 a captura do p\u00fablico por interesses privados sob a linguagem da t\u00e9cnica, da austeridade, da governan\u00e7a e da responsabilidade fiscal. Em Weber, o patrimonialismo designa uma forma de domina\u00e7\u00e3o baseada na aus\u00eancia de separa\u00e7\u00e3o clara entre o patrim\u00f4nio do governante e os bens da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. O mando pol\u00edtico, nesse caso, organiza-se pela l\u00f3gica dom\u00e9stica da fidelidade pessoal.<\/p>\n<p>Em Raymundo Faoro, essa chave interpretativa foi adaptada para explicar a forma\u00e7\u00e3o brasileira por meio do estamento burocr\u00e1tico, isto \u00e9, de uma camada dirigente que transforma o Estado em instrumento de mando e reprodu\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gios. O Brasil de hoje, por\u00e9m, j\u00e1 n\u00e3o cabe inteiramente nem na casa patriarcal descrita por Weber nem no estamento faoriano em sua forma cl\u00e1ssica. O que temos \u00e9 a moderniza\u00e7\u00e3o da velha apropria\u00e7\u00e3o privada do Estado.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a central \u00e9 simples e est\u00e1 na compreens\u00e3o do patrimonialismo cl\u00e1ssico operado pela pessoaliza\u00e7\u00e3o aberta do poder, enquanto o neopatrimonialismo atua pela impessoalidade aparente do privil\u00e9gio. O favor n\u00e3o desaparece, apenas muda de forma. Sai de cena como defer\u00eancia pessoal e reaparece como contrato, ajuste, ren\u00fancia fiscal, captura regulat\u00f3ria, meta de <em>superavit<\/em>, independ\u00eancia tecnocr\u00e1tica, reestrutura\u00e7\u00e3o gerencial, parceria p\u00fablico-privada e disciplina de mercado.<\/p>\n<p>O que antes era a apropria\u00e7\u00e3o privada do Estado por linhagens pol\u00edticas e burocr\u00e1ticas tornou-se, hoje, a subordina\u00e7\u00e3o do Estado \u00e0 l\u00f3gica da acumula\u00e7\u00e3o financeirizada. N\u00e3o se trata de \u201cmenos Estado\u201d, mas de outro uso do Estado como menor garantia de direitos e mais comprometido com a prote\u00e7\u00e3o da riqueza, propriedade, pagamento da d\u00edvida, fluxos financeiros e grandes interesses econ\u00f4micos. Ao longo de mais de tr\u00eas d\u00e9cadas de domin\u00e2ncia neoliberal no Brasil, o Estado capturado passou a sustentar a continuidade dessa ordem neopatrimonial por meio de juros elevados, rearranjos cambiais, baixo investimento, privatiza\u00e7\u00f5es e reconfigura\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Por isso, parece ser um erro te\u00f3rico e pol\u00edtico tratar a corrup\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea apenas como res\u00edduo pr\u00e9-moderno ou simples desvio moral de agentes p\u00fablicos. Essa vis\u00e3o interessa ao pr\u00f3prio neoliberalismo que desloca o foco da estrutura de poder para o esc\u00e2ndalo individual. Assim, a corrup\u00e7\u00e3o passa a ser apresentada como problema quase exclusivo do Estado, como se o encolhimento da esfera p\u00fablica fosse, por si s\u00f3, a solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas a experi\u00eancia brasileira n\u00e3o confirma essa simplifica\u00e7\u00e3o. O que importa n\u00e3o \u00e9 o tamanho abstrato do Estado, mas quem controla suas institui\u00e7\u00f5es, em benef\u00edcio de quais interesses e sob quais mecanismos de responsabiliza\u00e7\u00e3o. Estruturas p\u00fablicas mais profissionalizadas e mais capacitadas tendem a fortalecer, e n\u00e3o a enfraquecer, o controle sobre pr\u00e1ticas corruptivas.<\/p>\n<p>Na sua forma neoliberal, a corrup\u00e7\u00e3o n\u00e3o se resume mais a propina, clientelismo ou troca de favores, embora tudo isso continue existindo. Ela se transforma tamb\u00e9m em arquitetura institucional do privil\u00e9gio. Corrup\u00e7\u00e3o, nesse plano, \u00e9 fazer da legalidade um mecanismo de transfer\u00eancia regressiva de riqueza, organizando regras fiscais, monet\u00e1rias, regulat\u00f3rias e administrativas de modo que interesses privados apare\u00e7am como se fossem interesses gerais.<\/p>\n<p>Quando o fundo p\u00fablico \u00e9 comprimido para os direitos sociais, mas preservado para a remunera\u00e7\u00e3o financeira, quando se cobra austeridade do trabalho e se oferece generosidade ao capital, quando se desmoraliza o planejamento estatal em nome da efici\u00eancia de mercado, ao mesmo tempo em que se blindam interesses rentistas e oligopolistas, n\u00e3o se est\u00e1 diante da supera\u00e7\u00e3o do patrimonialismo, mas de sua atualiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. O velho privil\u00e9gio olig\u00e1rquico apenas passou a falar a linguagem do Excel, da consultoria, da classifica\u00e7\u00e3o de risco e da governan\u00e7a corporativa. A financeiriza\u00e7\u00e3o, nesse contexto, reduz a margem de decis\u00e3o soberana do Estado e imp\u00f5e limites concretos \u00e0s pol\u00edticas econ\u00f4mica, social, ambiental e cultural.<\/p>\n<p>Esse arranjo produz efeitos materiais profundos. A hegemonia da finan\u00e7a e da ortodoxia macroecon\u00f4mica ajudou a consolidar no Brasil um padr\u00e3o de crescimento fr\u00e1gil, dependente e socialmente regressivo. A desindustrializa\u00e7\u00e3o se prolonga h\u00e1 d\u00e9cadas, enfraquecendo a capacidade de inova\u00e7\u00e3o, a densidade produtiva, o emprego qualificado e a base do desenvolvimento de longo prazo.<\/p>\n<p>A isso se soma a reprimariza\u00e7\u00e3o da pauta exportadora que recoloca o pa\u00eds em posi\u00e7\u00e3o historicamente subordinada na divis\u00e3o internacional do trabalho. A predomin\u00e2ncia de produtos prim\u00e1rios sobre manufaturados n\u00e3o \u00e9 apenas um fen\u00f4meno conjuntural, mas uma regress\u00e3o estrutural. Quando financeiriza\u00e7\u00e3o, desindustrializa\u00e7\u00e3o e reprimariza\u00e7\u00e3o caminham juntas, o resultado \u00e9 um pa\u00eds mais vulner\u00e1vel, menos complexo, mais dependente dos ciclos internacionais e menos capaz de distribuir riqueza e poder de forma democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que a no\u00e7\u00e3o de neopatrimonialismo \u00e9 mais fecunda que a repeti\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica do diagn\u00f3stico sobre o patrimonialismo brasileiro. O que est\u00e1 em curso n\u00e3o \u00e9 a simples perman\u00eancia do passado, mas a sua reengenharia sob o neoliberalismo. O patrimonialismo cl\u00e1ssico dissolvia a fronteira entre a casa do governante e a coisa p\u00fablica. O neopatrimonialismo dissolve a fronteira entre Estado e mercado dominante, entre norma p\u00fablica e interesse rentista, entre pol\u00edtica econ\u00f4mica e preserva\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gios estruturais.<\/p>\n<p>Antes, o poder privatizava o Estado por meio do mando pessoal. Agora, privatiza-se o Estado por meio de dispositivos impessoais como nos \u00edndices de risco, metas fiscais, contratos, ag\u00eancias, consultorias e justificativas pretensamente neutras. O mecanismo mudou, a subst\u00e2ncia olig\u00e1rquica, n\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, a grande mistifica\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica do neoliberalismo brasileiro foi apresentar-se como ant\u00eddoto contra o patrimonialismo, quando na verdade operou como sua forma mais sofisticada. Combateu o servidor e protegeu o rentista. Demonizou o p\u00fablico e sacralizou o credor. Denunciou a corrup\u00e7\u00e3o vis\u00edvel da pol\u00edtica enquanto normalizava a captura invis\u00edvel da economia pol\u00edtica do Estado. Sob o discurso da moderniza\u00e7\u00e3o, produziu-se uma ordem em que o p\u00fablico continua sendo apropriado privadamente, mas com mais blindagem jur\u00eddica, mais sofistica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e maior legitimidade midi\u00e1tica. O resultado n\u00e3o \u00e9 apenas corrup\u00e7\u00e3o em sentido estrito, mas uma corrup\u00e7\u00e3o ampliada da pr\u00f3pria finalidade do Estado.<\/p>\n<p>Em suma, se Weber oferece o modelo da domina\u00e7\u00e3o patrimonial tradicional e Faoro mostra como o Estado brasileiro foi historicamente apropriado por um estamento burocr\u00e1tico, o presente exige ir al\u00e9m deles sem abandon\u00e1-los. O Brasil contempor\u00e2neo vive uma forma de domina\u00e7\u00e3o em que a privatiza\u00e7\u00e3o do p\u00fablico j\u00e1 n\u00e3o depende da figura do senhor patriarcal nem do estamento em sua forma original. Ela se realiza pela converg\u00eancia entre elites pol\u00edticas, fra\u00e7\u00f5es do capital financeiro, grandes interesses exportadores e aparatos tecnocr\u00e1ticos que sequestram a capacidade estatal em nome da efici\u00eancia.<\/p>\n<p>O nome mais adequado para isso n\u00e3o \u00e9 simplesmente patrimonialismo. \u00c9 neopatrimonialismo que sob a domin\u00e2ncia neoliberal gerou a ordem em que o privil\u00e9gio deixou de se envergonhar de si mesmo porque aprendeu a se apresentar como racionalidade econ\u00f4mica.<\/p>\n<h3><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h3>\n<hr>\n<p>EMOINGT, B. ; SILVA, M. <em>The neoliberal conception of corruption in the accounting literature<\/em>. <em><u>Revista de Contabilidade e Organiza\u00e7\u00f5es<\/u><\/em>, 2023.<\/p>\n<div>\n<div><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/1-31.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/1-31.png 680w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2025\/12\/04164347\/15-300x110.png 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>FAORO, R. <em>Os Donos do Poder: forma\u00e7\u00e3o do patronato pol\u00edtico brasileiro<\/em>. S\u00e3o Paulo: Globo, 2001.<\/p>\n<p>POCHMANN, M. <em>Estado e capitalismo no Brasil: a inflex\u00e3o atual no padr\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas do ciclo pol\u00edtico da Nova Rep\u00fablica.<\/em> <em><u>Educa\u00e7\u00e3o &amp; Sociedade<\/u><\/em>, 2017.<\/p>\n<p>SAAD-FILHO, A. <em>Varieties of Neoliberalism in Brazil (2003\u20132019)<\/em>. <em><u>Latin American Perspectives<\/u><\/em>, 2020.<\/p>\n<p>WEBER, M. <em>Economia e Sociedade: fundamentos da sociologia compreensiva<\/em>. 4.<sup>a<\/sup> ed. Bras\u00edlia, Unb, 2022.<\/p>\n<p>FAORO, Raymundo. <em>Os Donos do Poder: forma\u00e7\u00e3o do patronato pol\u00edtico brasileiro<\/em>. 5. ed. S\u00e3o Paulo: Globo, 2012.<\/p>\n<p>SAAD-FILHO, Alfredo. \u201cVarieties of Neoliberalism in Brazil (2003\u20132019)\u201d.<br \/>MACHADO, Pedro L. N. et al. \u201cFinancialization, credit rating agencies, and policy space\u201d.<br \/>LOPES, Victor Tarifa. \u201cA reprimariza\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras em perspectiva hist\u00f3rica de longa dura\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>FEIJ\u00d3, Carmem; et al. \u201cReindustrialization in the sustainable development agenda\u201d.<\/p>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<p>VERGNHANINI, Rodrigo. \u201cDesindustrializa\u00e7\u00e3o brasileira no s\u00e9culo XXI\u201d.<\/p>\n<p>NASCIMENTO, Leonardo et al. \u201cMais capacidade estatal, menos corrup\u00e7\u00e3o?\u201d<\/p>\n<p>PAIVA, Maria E. R. \u201cDoes the size of government increase corruption? An analysis of Brazilian municipalities\u201d<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. 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Os antigos favores do Estado deram lugar \u00e0 captura em massa da riqueza p\u00fablica por juros, privatiza\u00e7\u00f5es, concess\u00f5es e PPPs. O rentista \u201cmoderno\u201d substituiu o senhor \u2013 mas sob seu dom\u00ednio, o pa\u00eds regrediu como nunca<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/crise-brasileira\/as-novas-faces-da-oligarquia-brasileira\/\">As novas faces da oligarquia brasileira<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":83270,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[6477,5511,6007,47752,30013,14217,8766,47753,47754,4972,31867,1399],"tags":[],"class_list":["post-83269","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-bilionarios","category-capa","category-crise-brasileira","category-elite-do-atraso","category-elites-brasileiras","category-financeirizacao","category-financismo","category-oligarquias-brasileiras","category-patrimonialismo","category-rentismo","category-reprimarizacao","category-super-ricos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83269","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=83269"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83269\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/83270"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=83269"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=83269"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=83269"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}