{"id":84281,"date":"2026-04-23T07:00:00","date_gmt":"2026-04-23T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/dia-mundial-do-livro-confira-dicas-de-livros-para-entender-o-fim-da-escala-6x1\/"},"modified":"2026-04-23T07:00:00","modified_gmt":"2026-04-23T10:00:00","slug":"dia-mundial-do-livro-confira-dicas-de-livros-para-entender-o-fim-da-escala-6x1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/dia-mundial-do-livro-confira-dicas-de-livros-para-entender-o-fim-da-escala-6x1\/","title":{"rendered":"Dia Mundial do Livro: confira dicas de livros para entender o fim da escala 6\u00d71\u00a0"},"content":{"rendered":"<p>No <strong>Dia Mundial do Livro<\/strong>, a discuss\u00e3o sobre o mundo do trabalho ganha um novo cap\u00edtulo nas prateleiras e nas rodas de discuss\u00e3o. Em meio ao avan\u00e7o do debate sobre o <strong>fim da escala 6\u00d71<\/strong> no Brasil, obras liter\u00e1rias e ensaios s\u00e3o ferramentas importantes para compreender as transforma\u00e7\u00f5es nas rela\u00e7\u00f5es trabalhistas e seus impactos no estilo de vida dos trabalhadores. <\/p>\n<p>Com apoio crescente da popula\u00e7\u00e3o, a pauta deixou de ser restrita a sindicatos e especialistas e passou a ocupar o centro do debate p\u00fablico. Pesquisas recentes, como a do Datafolha, indicam que <a href=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/brasil-quer-o-fim-da-escala-6x1-mostra-datafolha\/\">mais de 70% dos brasileiros s\u00e3o favor\u00e1veis \u00e0 mudan\u00e7a<\/a>, especialmente entre jovens e mulheres, refletindo uma demanda por melhor equil\u00edbrio entre vida pessoal e profissional. Ao mesmo tempo, o tema avan\u00e7a no Congresso Nacional, com propostas que v\u00e3o desde a redu\u00e7\u00e3o gradual da jornada at\u00e9 modelos mais imediatos, como a semana de quatro dias de trabalho. Por essas raz\u00f5es, \u00e9 importante estar bem informado e por dentro do tema. Veja agora, na <strong><a href=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/\">TVT News<\/a><\/strong>, dicas de 10 livros para entender o fim da escala 6\u00d71.<\/p>\n<h2><em>O Direito \u00e0 Pregui\u00e7a<\/em>, de Paul Lafargue<\/h2>\n<p><em>O Direito \u00e0 Pregui\u00e7a<\/em>, de Paul Lafargue (genro cubano de Karl Marx), \u00e9 um panfleto pol\u00edtico e filos\u00f3fico publicado em 1880 que prop\u00f5e uma cr\u00edtica radical \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o excessiva do trabalho na sociedade capitalista. Em tom provocativo, o autor questiona a ideia de que o trabalho \u00e9 um valor moral absoluto e denuncia sua \u201csantifica\u00e7\u00e3o\u201d como um dogma que leva \u00e0 explora\u00e7\u00e3o e \u00e0 mis\u00e9ria da classe trabalhadora, especialmente no contexto da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, marcada por jornadas exaustivas e condi\u00e7\u00f5es desumanas.<\/p>\n<p>Ao defender o \u201cdireito \u00e0 pregui\u00e7a\u201d, Lafargue n\u00e3o exalta a inatividade pura, mas reivindica a redu\u00e7\u00e3o do tempo de trabalho e a valoriza\u00e7\u00e3o do \u00f3cio como condi\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento humano \u2014 intelectual, cultural e espiritual. Sua obra antecipa debates contempor\u00e2neos ao questionar a centralidade do trabalho e sugerir que o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico poderia libertar o ser humano da necessidade de trabalhar excessivamente, abrindo espa\u00e7o para uma vida mais plena e equilibrada.<\/p>\n<\/p>\n<ol><\/ol>\n<h2><em>Realismo Capitalista<\/em>, de Mark Fisher<\/h2>\n<p><em>Realismo Capitalista: \u00e9 mais f\u00e1cil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo<\/em>, do fil\u00f3sofo brit\u00e2nico Mark Fisher, \u00e9 uma obra de cr\u00edtica cultural e pol\u00edtica que analisa como o capitalismo se consolidou n\u00e3o apenas como sistema econ\u00f4mico dominante, mas como um horizonte quase incontest\u00e1vel de pensamento. A partir do contexto p\u00f3s-1989, Fisher argumenta que se difundiu a ideia de que \u201cn\u00e3o h\u00e1 alternativa\u201d, transformando o capitalismo em uma esp\u00e9cie de realidade inevit\u00e1vel que molda nossas percep\u00e7\u00f5es sobre pol\u00edtica, cultura, trabalho e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao longo do livro, o autor mostra como esse \u201crealismo capitalista\u201d atua como uma atmosfera ideol\u00f3gica que permeia todos os aspectos da vida contempor\u00e2nea, limitando a imagina\u00e7\u00e3o coletiva e naturalizando desigualdades, crises e sofrimentos \u2014 inclusive no campo da sa\u00fade mental. Utilizando exemplos da cultura popular, da burocracia e das rela\u00e7\u00f5es de trabalho, Fisher exp\u00f5e as contradi\u00e7\u00f5es internas do sistema e prop\u00f5e a necessidade urgente de questionar essa aparente inevitabilidade, abrindo espa\u00e7o para a constru\u00e7\u00e3o de alternativas sociais e pol\u00edticas.<\/p>\n<\/p>\n<h2><em>Sociedade do Cansa\u00e7o<\/em>, de Byung-Chul Han<\/h2>\n<p><em>Sociedade do cansa\u00e7o<\/em>, do fil\u00f3sofo sul-coreano Byung-Chul Han, \u00e9 uma obra que analisa criticamente a vida no s\u00e9culo XXI, marcada pela press\u00e3o constante por desempenho, produtividade e sucesso. O autor argumenta que deixamos para tr\u00e1s uma sociedade disciplinar \u2014 baseada em regras e proibi\u00e7\u00f5es \u2014 e entramos em uma \u201csociedade do desempenho\u201d, na qual o indiv\u00edduo se autoexplora em busca de resultados, tornando-se simultaneamente explorador e explorado. Nesse contexto, o excesso de est\u00edmulos e de positividade leva a um esgotamento generalizado, manifestado em problemas como depress\u00e3o, ansiedade e burnout.<\/p>\n<p>Ao longo do livro, Han desenvolve o conceito de \u201cviol\u00eancia neuronal\u201d, uma forma de opress\u00e3o interna que n\u00e3o vem de fora, mas da cobran\u00e7a incessante por efici\u00eancia e supera\u00e7\u00e3o. Em vez de libertar, a l\u00f3gica neoliberal transforma a liberdade em obriga\u00e7\u00e3o de desempenho cont\u00ednuo, esvaziando o tempo de descanso e contempla\u00e7\u00e3o. Como contraponto, o autor sugere a necessidade de recuperar espa\u00e7os de pausa, reflex\u00e3o e \u00f3cio, apontando que apenas assim seria poss\u00edvel resistir ao cansa\u00e7o estrutural da vida contempor\u00e2nea e reconstruir uma exist\u00eancia mais equilibrada.<\/p>\n<\/p>\n<h2><em>24\/7: Capitalismo Tardio e os Fins do Sono<\/em>, de Jonathan Crary<\/h2>\n<p><em>24\/7: Capitalismo tardio e os fins do sono<\/em>, de Jonathan Crary, \u00e9 um ensaio cr\u00edtico que investiga como o capitalismo contempor\u00e2neo avan\u00e7ou para um modelo de funcionamento cont\u00ednuo, no qual a l\u00f3gica da produtividade e do consumo se estende por 24 horas por dia, sete dias por semana. O autor descreve um mundo em que os limites entre trabalho, lazer e descanso se dissolvem, criando uma realidade sem pausas, orientada por tecnologias, mercados e sistemas de vigil\u00e2ncia que exigem disponibilidade constante dos indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, o sono aparece como a \u00faltima barreira natural ainda n\u00e3o totalmente colonizada pelo capitalismo \u2014 um espa\u00e7o de resist\u00eancia biol\u00f3gica e simb\u00f3lica contra a l\u00f3gica da mercadoria. Crary argumenta que h\u00e1 esfor\u00e7os crescentes, inclusive cient\u00edficos e militares, para reduzir ou controlar essa necessidade humana, o que revela uma tend\u00eancia de invas\u00e3o total da vida pelo sistema econ\u00f4mico. Ao mesmo tempo, o livro resgata o valor do sono e do sonho como dimens\u00f5es essenciais da imagina\u00e7\u00e3o e da experi\u00eancia humana, sugerindo que sua preserva\u00e7\u00e3o pode ser crucial para pensar alternativas ao esgotamento e \u00e0 desumaniza\u00e7\u00e3o da vida contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/HC8TJaWXK8t4wNAG0oRwZI?mode=gi_t\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">&gt;&gt; Siga o grupo da\u00a0<strong>TVT News\u00a0<\/strong>no WhatsApp<\/a><\/p>\n<h2><em>Descansar \u00e9 resistir \u2013 Um manifesto (2024)<\/em>, de Tricia Hersey<\/h2>\n<p><em>Descansar \u00e9 resistir: um manifesto<\/em>, de Tricia Hersey, \u00e9 uma obra que prop\u00f5e uma reflex\u00e3o profunda sobre o descanso como pr\u00e1tica pol\u00edtica, espiritual e coletiva em uma sociedade marcada pela exaust\u00e3o. Partindo da cr\u00edtica \u00e0 cultura da produtividade \u2014 que transforma o valor humano em desempenho \u2014, a autora argumenta que o ritmo acelerado e incessante de trabalho n\u00e3o \u00e9 natural, mas resultado de estruturas hist\u00f3ricas e econ\u00f4micas que exploram corpos e mentes. Nesse contexto, descansar deixa de ser visto como pregui\u00e7a e passa a ser entendido como um direito fundamental e um caminho para a sa\u00fade e a justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Ao longo do livro, Hersey, que \u00e9 tamb\u00e9m criadora do movimento <em>Nap Ministry<\/em>, defende o descanso como um ato de resist\u00eancia contra a desumaniza\u00e7\u00e3o, especialmente para grupos historicamente oprimidos. Misturando experi\u00eancias pessoais, espiritualidade e cr\u00edtica social, ela convida o leitor a desacelerar, reconectar-se consigo mesmo e imaginar formas alternativas de viver, nas quais o cuidado, o bem-estar e o tempo de pausa ocupem um lugar central. Mais do que um guia pr\u00e1tico, o livro funciona como um chamado \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o individual e coletiva, afirmando que descansar \u00e9 tamb\u00e9m recuperar poder e humanidade.<\/p>\n<\/p>\n<h2><em>O Futuro do Trabalho: Caminhos para a Humaniza\u00e7\u00e3o<\/em>, de Domenico de Masi<\/h2>\n<p><em>O futuro do trabalho: fadiga e \u00f3cio na sociedade p\u00f3s-industrial<\/em>, do soci\u00f3logo italiano Domenico De Masi, \u00e9 uma obra que analisa as transforma\u00e7\u00f5es do trabalho ao longo da hist\u00f3ria e questiona os modelos ainda baseados na l\u00f3gica industrial. O autor argumenta que, mesmo diante de avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos capazes de reduzir o esfor\u00e7o humano, a organiza\u00e7\u00e3o do trabalho permanece presa a estruturas r\u00edgidas, marcadas por excesso de horas, burocracia e competitividade, o que gera insatisfa\u00e7\u00e3o e desgaste nas pessoas.<\/p>\n<p>A partir dessa cr\u00edtica, De Masi prop\u00f5e uma mudan\u00e7a de paradigma rumo a uma sociedade p\u00f3s-industrial, em que o trabalho seja mais flex\u00edvel, criativo e integrado \u00e0 vida pessoal. Ele defende a valoriza\u00e7\u00e3o do \u201c\u00f3cio criativo\u201d \u2014 a combina\u00e7\u00e3o entre trabalho, estudo e lazer \u2014 como caminho para uma vida mais equilibrada e produtiva. Nesse cen\u00e1rio, o futuro do trabalho n\u00e3o estaria na intensifica\u00e7\u00e3o da jornada, mas na redistribui\u00e7\u00e3o do tempo e na busca por atividades que conciliem realiza\u00e7\u00e3o pessoal, inova\u00e7\u00e3o e bem-estar.<\/p>\n<\/p>\n<h2><em>Neoliberalismo como gest\u00e3o do sofrimento ps\u00edquico<\/em>, de Vladimir Safatle, Nelson da Silva Junior e Christian Dunker<\/h2>\n<p><em>Neoliberalismo como gest\u00e3o do sofrimento ps\u00edquico<\/em>, organizado por Vladimir Safatle, Nelson da Silva Junior e Christian Dunker, \u00e9 uma colet\u00e2nea que investiga como o neoliberalismo n\u00e3o atua apenas como sistema econ\u00f4mico, mas como uma forma de produzir e administrar subjetividades. A obra argumenta que, por meio de pr\u00e1ticas como a individualiza\u00e7\u00e3o da culpa, a exalta\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito e a rejei\u00e7\u00e3o do fracasso, o sistema transforma o sofrimento em responsabilidade pessoal, ocultando suas causas sociais e pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Ao reunir contribui\u00e7\u00f5es de diferentes \u00e1reas, como filosofia, psican\u00e1lise e ci\u00eancias sociais, o livro mostra como essa l\u00f3gica cria uma nova forma de sofrimento ps\u00edquico, internalizada pelos indiv\u00edduos como uma esp\u00e9cie de moral dominante. Em vez de questionar as estruturas que geram mal-estar, os sujeitos s\u00e3o levados a se enxergar como \u201cempresas de si mesmos\u201d, sempre pressionados a se adaptar, performar e produzir mais. Assim, a obra se coloca como uma cr\u00edtica contundente aos discursos de autoajuda e gest\u00e3o da vida, propondo repensar as rela\u00e7\u00f5es entre sa\u00fade mental, pol\u00edtica e economia na contemporaneidade.<\/p>\n<\/p>\n<h2><em>A alma perdida<\/em>, de Olga Tokarczuk<\/h2>\n<p><em>A alma perdida<\/em>, da escritora polonesa Olga Tokarczuk, \u00e9 um delicado livro ilustrado que combina f\u00e1bula e reflex\u00e3o filos\u00f3fica para abordar o ritmo acelerado da vida contempor\u00e2nea. A hist\u00f3ria acompanha um homem que, tomado pela pressa e pelo excesso de trabalho, acaba deixando sua pr\u00f3pria alma para tr\u00e1s sem perceber \u2014 e passa a viver de forma autom\u00e1tica, sentindo que tudo ao seu redor perdeu profundidade e sentido.<\/p>\n<p>A partir desse ponto, a narrativa conduz o personagem a uma jornada silenciosa de espera e reconex\u00e3o consigo mesmo, sugerindo que \u00e9 preciso desacelerar para reencontrar aquilo que foi perdido. Com texto simples e po\u00e9tico, aliado \u00e0s ilustra\u00e7\u00f5es sens\u00edveis de Joanna Concejo, o livro prop\u00f5e uma reflex\u00e3o sobre tempo, identidade e aten\u00e7\u00e3o ao presente, convidando leitores de todas as idades a repensarem sua rela\u00e7\u00e3o com o mundo e com sua pr\u00f3pria interioridade.<\/p>\n<\/p>\n<h2><em>A Nova Raz\u00e3o do Mundo: Ensaio Sobre a Sociedade Neoliberal<\/em>, de Pierre Dardot e Christian Laval<\/h2>\n<p><em>A nova raz\u00e3o do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal<\/em>, de Pierre Dardot e Christian Laval, \u00e9 uma obra que prop\u00f5e uma an\u00e1lise abrangente do neoliberalismo, entendendo-o n\u00e3o apenas como uma pol\u00edtica econ\u00f4mica ou ideologia, mas como uma \u201cracionalidade\u201d que reorganiza profundamente a vida social. Os autores mostram como, especialmente a partir do final do s\u00e9culo XX, o neoliberalismo se expandiu para al\u00e9m dos mercados, passando a orientar tanto as decis\u00f5es dos governos quanto o comportamento dos indiv\u00edduos, transformando todas as esferas da exist\u00eancia \u2014 do trabalho \u00e0s rela\u00e7\u00f5es pessoais \u2014 em espa\u00e7os regidos pela l\u00f3gica da competi\u00e7\u00e3o e do desempenho.<\/p>\n<p>Nesse contexto, o livro descreve a forma\u00e7\u00e3o do chamado \u201csujeito empresarial\u201d, um indiv\u00edduo que se v\u00ea como uma empresa de si mesmo, respons\u00e1vel por maximizar seu pr\u00f3prio valor e assumir integralmente os riscos de sua trajet\u00f3ria. Essa l\u00f3gica implica a naturaliza\u00e7\u00e3o da precariza\u00e7\u00e3o, da concorr\u00eancia constante e da responsabiliza\u00e7\u00e3o individual pelo sucesso ou fracasso, ao mesmo tempo em que enfraquece direitos coletivos e a pr\u00f3pria democracia. Ao revelar as ra\u00edzes hist\u00f3ricas e os efeitos dessa nova racionalidade, Dardot e Laval convidam o leitor a compreender criticamente o neoliberalismo como uma for\u00e7a que molda n\u00e3o apenas a economia, mas tamb\u00e9m a subjetividade e o modo de vida contempor\u00e2neo.<\/p>\n<\/p>\n<h2><em>Trabalho: Uma Hist\u00f3ria de Como Gastamos Nosso Tempo<\/em>, de James Suzman<\/h2>\n<ol><\/ol>\n<p><em>Trabalho: uma hist\u00f3ria de como utilizamos o nosso tempo<\/em>, do antrop\u00f3logo James Suzman, prop\u00f5e uma ampla investiga\u00e7\u00e3o sobre a rela\u00e7\u00e3o da humanidade com o trabalho ao longo da hist\u00f3ria, da pr\u00e9-hist\u00f3ria \u00e0 era da automa\u00e7\u00e3o. A obra parte da ideia de que o trabalho n\u00e3o \u00e9 apenas uma atividade econ\u00f4mica, mas um elemento central que molda identidades, valores e a organiza\u00e7\u00e3o da vida social. Ao questionar por que, mesmo em uma era de abund\u00e2ncia tecnol\u00f3gica, continuamos trabalhando tanto, o autor revisita diferentes per\u00edodos hist\u00f3ricos para mostrar que nem sempre o trabalho ocupou o papel dominante que tem hoje.<\/p>\n<p>Com base em contribui\u00e7\u00f5es da antropologia, biologia e economia, Suzman revela que sociedades ancestrais, como as de ca\u00e7adores-coletores, dedicavam menos tempo ao trabalho e mantinham uma rela\u00e7\u00e3o mais equilibrada com o uso do tempo. Ao longo do livro, ele analisa como transforma\u00e7\u00f5es como a agricultura, a urbaniza\u00e7\u00e3o e o capitalismo alteraram profundamente essa din\u00e2mica, intensificando a centralidade do trabalho na vida humana. Ao final, o autor aponta para um futuro em que a automa\u00e7\u00e3o pode redefinir novamente essa rela\u00e7\u00e3o, abrindo possibilidades para uma distribui\u00e7\u00e3o mais equilibrada do tempo e uma reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre o papel do trabalho na sociedade contempor\u00e2nea.<\/p>\n<\/p>\n<h2>Rol\u00ea para curtir a data: Noite das Livrarias<\/h2>\n<p>Se s\u00f3 ler bons livros n\u00e3o for o bastante, voc\u00ea tamb\u00e9m pode passear por livrarias do Brasil para curtir o Dia Mundial do Livro. <\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/noitedaslivrarias.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Noite das Livrarias<\/a> surge como uma iniciativa cultural que transforma livrarias de rua em polos de conviv\u00eancia e produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Realizado simultaneamente em diversas cidades brasileiras, o evento convida os estabelecimentos a estenderem seu funcionamento para al\u00e9m do hor\u00e1rio habitual, oferecendo ao p\u00fablico uma programa\u00e7\u00e3o gratuita que inclui saraus, oficinas, debates e apresenta\u00e7\u00f5es musicais. Mais do que incentivar a venda de livros, a proposta busca valorizar a experi\u00eancia do leitor e fortalecer a bibliodiversidade, reafirmando o papel das livrarias como espa\u00e7os culturais vivos nas cidades.<\/p>\n<p>Idealizada por livreiros ligados ao Mapa das Livrarias de Rua de S\u00e3o Paulo e inspirada em eventos internacionais como os realizados em Madri e Buenos Aires, a iniciativa rapidamente ganhou dimens\u00e3o nacional. Atualmente, re\u00fane mais de 80 livrarias em cerca de 30 cidades, espalhadas por diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds. Com uma programa\u00e7\u00e3o diversa, que vai de leituras dram\u00e1ticas e batalhas de poesia a atividades infantis e experi\u00eancias interativas, a Noite das Livrarias no Dia Mundial do Livro dialoga com um p\u00fablico que busca nesses espa\u00e7os n\u00e3o apenas consumo, mas tamb\u00e9m lazer, reflex\u00e3o e conex\u00e3o com a cultura.<\/p>\n<p>Veja as livrarias participantes e outros detalhes do evento no <a href=\"https:\/\/noitedaslivrarias.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">site d\u2019A Noite das Livrarias<\/a><\/p>\n<\/p>\n<h2>Leia mais not\u00edcias na TVT News<\/h2>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/dia-mundial-do-livro-e-celebrado-no-dia-23-de-abril\">Dia Mundial do Livro \u00e9 celebrado no dia 23 de abril<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/15-livros-para-ler-no-mec-livros-veja-recomendacao\/\">15 livros para ler no MEC Livros: veja recomenda\u00e7\u00e3o de obras na biblioteca digital do governo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/mec-livros-supera-marca-de-meio-milhao-de-usuarios\/\">MEC Livros supera marca de meio milh\u00e3o de usu\u00e1rios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>The post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/dia-mundial-do-livro-livros-entender-fim-escala-6x1\/\">Dia Mundial do Livro: confira dicas de livros para entender o fim da escala 6\u00d71\u00a0<\/a> appeared first on <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/tvtnews.com.br\/\">TVT News<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/flavio-dino-decide-que-leis-estrangeiras-unilaterais-sao-invalidas-no-brasil\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/01082025-pzzb6532-150x150.webp') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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Em meio ao avan\u00e7o do debate sobre o fim da escala 6\u00d71 no Brasil, obras liter\u00e1rias e ensaios s\u00e3o ferramentas importantes para compreender as transforma\u00e7\u00f5es nas rela\u00e7\u00f5es trabalhistas e seus impactos no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[309,472,1963,8],"tags":[],"class_list":["post-84281","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura","category-destaque-ahome","category-escala-6x1","category-literatura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84281","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84281"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84281\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84281"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84281"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84281"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}