{"id":84417,"date":"2026-04-23T17:00:00","date_gmt":"2026-04-23T20:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/santa-marta-tenta-apontar-saida-para-encruzilhada-dos-combustiveis-fosseis\/"},"modified":"2026-04-23T17:00:00","modified_gmt":"2026-04-23T20:00:00","slug":"santa-marta-tenta-apontar-saida-para-encruzilhada-dos-combustiveis-fosseis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/santa-marta-tenta-apontar-saida-para-encruzilhada-dos-combustiveis-fosseis\/","title":{"rendered":"Santa Marta tenta apontar sa\u00edda para encruzilhada dos combust\u00edveis f\u00f3sseis"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p><em>Quer receber os textos desta coluna em primeira m\u00e3o no seu e-mail? Assine a newsletter Antes que seja tarde, enviada \u00e0s quintas-feiras, 12h. Para receber as pr\u00f3ximas edi\u00e7\u00f5es, <\/em><em>inscreva-se aqui.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Em meio \u00e0 crise energ\u00e9tica mundial provocada pela guerra no Ir\u00e3 \u2013 que levou \u00e0 maior interrup\u00e7\u00e3o no fornecimento de petr\u00f3leo da hist\u00f3ria \u2013 representantes de cerca de 60 pa\u00edses, al\u00e9m de acad\u00eamicos, povos tradicionais, organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e setor privado, se re\u00fanem a partir desta sexta-feira, 24 de abril, na cidade caribenha de Santa Marta, na Col\u00f4mbia, para discutir como o mundo pode come\u00e7ar a tra\u00e7ar um caminho para sair da depend\u00eancia dos combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/p>\n<p>Apesar da aus\u00eancia dos dois maiores emissores de CO\u2082 do planeta \u2013 China e Estados Unidos \u2013 e dos pa\u00edses \u00e1rabes, a confer\u00eancia, co-organizada por Col\u00f4mbia e Holanda, re\u00fane alguns dos grandes produtores de petr\u00f3leo e g\u00e1s, como Canad\u00e1, Brasil, M\u00e9xico e Noruega, e de carv\u00e3o, como a Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>O encontro ocorre apenas cinco meses ap\u00f3s a COP30, que terminou sem conseguir trazer respostas para o principal desafio do combate \u00e0 crise clim\u00e1tica: <strong>a necessidade de dar um fim aos combust\u00edveis f\u00f3sseis. <\/strong>Havia uma expectativa que em Bel\u00e9m os quase 200 pa\u00edses participantes poderiam concordar em adotar um mapa do caminho, com planos para fazer a tal transi\u00e7\u00e3o para longe dos combust\u00edveis f\u00f3sseis. O impasse escancarou os limites do multilateralismo clim\u00e1tico e p\u00f4s em d\u00favida a capacidade de resolver esse tipo de problema no \u00e2mbito da ONU, onde acordos dependem de consenso.<\/p>\n<p>A guerra no Ir\u00e3 adicionou uma camada de urg\u00eancia que talvez nem as evid\u00eancias cient\u00edficas mais contundentes tenham conseguido impor at\u00e9 aqui. <strong>Ficou claro que a depend\u00eancia de petr\u00f3leo, g\u00e1s e carv\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas um problema clim\u00e1tico \u2013 \u00e9 tamb\u00e9m um risco direto \u00e0 seguran\u00e7a energ\u00e9tica global.<\/strong><\/p>\n<p>Como resumiu Natalie Jones, assessora s\u00eanior de pol\u00edticas do Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (IISD), \u201ca atual crise energ\u00e9tica refor\u00e7a que acelerar a transi\u00e7\u00e3o para energias renov\u00e1veis \u00e9 essencial n\u00e3o apenas por raz\u00f5es clim\u00e1ticas, mas tamb\u00e9m para garantir seguran\u00e7a energ\u00e9tica e energia acess\u00edvel para fam\u00edlias e empresas\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, ela aponta, <strong>governos est\u00e3o em uma encruzilhada<\/strong>: podem dobrar a aposta nos combust\u00edveis f\u00f3sseis, aprofundando sua vulnerabilidade a choques de pre\u00e7os, ou podem come\u00e7ar a construir uma sa\u00edda, acelerando a transi\u00e7\u00e3o para fontes renov\u00e1veis, efici\u00eancia energ\u00e9tica e eletrifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O momento atual apenas refor\u00e7a a necessidade de dar concretude ao compromisso assumido na COP28, em Dubai, quando os pa\u00edses concordaram, pela primeira vez em quase 30 anos de negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, olhar para o elefante na sala e concordar que, para combater a crise clim\u00e1tica \u00e9 preciso fazer a \u201ctransi\u00e7\u00e3o para longe dos combust\u00edveis f\u00f3sseis\u201d. Me lembro de ter escrito, na \u00e9poca, que aquele era o \u201ccome\u00e7o do fim dos f\u00f3sseis\u201d. <strong>O problema \u00e9 que, desde ent\u00e3o, nas COPs seguintes, ningu\u00e9m quis detalhar como essa transi\u00e7\u00e3o deve acontecer.<\/strong><\/p>\n<p>A Confer\u00eancia de Santa Marta vem como uma resposta a esse vazio e uma oportunidade para romper com esse impasse. Talvez possa ser um novo come\u00e7o do fim.<\/p>\n<p>Proposta pelo governo colombiano, a confer\u00eancia n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com o regime formal da Conven\u00e7\u00e3o do Clima da ONU (UNFCCC) e \u00e9 uma tentativa deliberada de contornar as amarras das COPs, onde qualquer avan\u00e7o depende do aval de todos os pa\u00edses, inclusive daqueles mais dependentes da explora\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis.<\/p>\n<p>N\u00e3o se deve esperar, por\u00e9m, um an\u00fancio bomb\u00e1stico. Nem metas vinculantes.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo o pr\u00f3prio governo colombiano, o objetivo \u00e9 mais pragm\u00e1tico: identificar \u201ccaminhos e mecanismos\u201d de coopera\u00e7\u00e3o financeira, fiscal, regulat\u00f3ria e internacional que possam acelerar a transi\u00e7\u00e3o para longe do petr\u00f3leo, g\u00e1s e carv\u00e3o. Integrantes do governo admitem que este \u00e9 apenas um primeiro passo \u2013 parte de um processo que deve se desdobrar em novas reuni\u00f5es nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>\u201cNunca antes houve um espa\u00e7o dedicado para que pa\u00edses e setores falem abertamente sobre a elimina\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis f\u00f3sseis\u201d, afirma a ministra do Meio Ambiente da Col\u00f4mbia, Irene V\u00e9lez. \u201cAcho que h\u00e1 uma esp\u00e9cie de tabu em torno desse tema precisamente porque h\u00e1 uma grande depend\u00eancia econ\u00f4mica e tamb\u00e9m h\u00e1 um lobby petroleiro que est\u00e1 permanentemente incidindo nas confer\u00eancias das partes das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.\u201d<\/p>\n<p>A proposta, segundo ela, \u00e9 fazer uma \u201ccoaliz\u00e3o dos dispostos\u201d a mexer nesse vespeiro e criar um espa\u00e7o honesto de discuss\u00f5es. <strong>Um espa\u00e7o onde n\u00e3o apenas as solu\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m as contradi\u00e7\u00f5es e os obst\u00e1culos possam ser colocados sobre a mesa.<\/strong> \u201cNingu\u00e9m diz que o caminho \u00e9 f\u00e1cil. Ningu\u00e9m tem certeza sobre a trajet\u00f3ria de cada um dos pa\u00edses e de suas economias. Mas n\u00e3o por isso devemos nos esconder frente \u00e0 dificuldade\u201d, diz V\u00e9lez.<\/p>\n<p>A vice-ministra Luz Dary Carmona refor\u00e7a que a ideia n\u00e3o \u00e9 produzir uma declara\u00e7\u00e3o formal, mas promover articula\u00e7\u00e3o, fortalecimento e amplia\u00e7\u00e3o dos esfor\u00e7os para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica no n\u00edvel global. \u201cEsta confer\u00eancia n\u00e3o vai tentar convencer ningu\u00e9m. Nela estamos aqueles j\u00e1 convencidos de que \u00e9 urgente realizar a\u00e7\u00f5es de transforma\u00e7\u00e3o para diminuir a depend\u00eancia dos combust\u00edveis f\u00f3sseis e acelerar a transi\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O esfor\u00e7o da confer\u00eancia na Col\u00f4mbia complementa outra iniciativa que corre em paralelo sob lideran\u00e7a da presid\u00eancia brasileira da COP30. Diante da impossibilidade de incluir um \u201cmapa do caminho\u201d formal nos resultados da c\u00fapula realizada em Bel\u00e9m em novembro passado, os coordenadores do evento se dispuseram a elaborar, de modo independente ao processo da Conven\u00e7\u00e3o do Clima da ONU, um mapa do caminho global. Uma esp\u00e9cie de roteiro com crit\u00e9rios que possam orientar a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica em todo o mundo. Tamb\u00e9m est\u00e1 sendo elaborado um mapa do caminho para orientar o fim do desmatamento.<\/p>\n<p>A ideia, segundo o embaixador Andr\u00e9 Corr\u00eaa do Lago, \u00e9 reunir elementos que ajudem pa\u00edses a, eventualmente, chegar a consensos sobre o processo dos mapas do caminho.<\/p>\n<p>Os dois processos \u2013 o de Santa Marta e o do mapa do caminho da presid\u00eancia da COP30 \u2013 caminham fora das estruturas formais, mas se complementam. <strong>O que sair da confer\u00eancia colombiana pode influenciar o primeiro rascunho do roteiro global<\/strong>, esperado antes do pr\u00f3ximo ciclo de negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, em junho, na cidade de Bonn, na Alemanha \u2013 a primeira pr\u00e9via antes da COP31, que ser\u00e1 realizada na Turquia.<\/p>\n<p>O coordenador de pol\u00edtica internacional do Observat\u00f3rio do Clima, Claudio Angelo, tamb\u00e9m destaca a complementaridade dos dois processos: \u201cambos buscam lidar com a falha do multilateralismo, at\u00e9 agora, em alcan\u00e7ar consenso sobre como, e em que velocidade, vamos implementar o acordo de fazer a transi\u00e7\u00e3o para longe dos combust\u00edveis f\u00f3sseis de forma justa e ordenada\u201d, diz.<\/p>\n<p>O que ainda n\u00e3o saiu do papel, por\u00e9m, foi a iniciativa nacional de mapa do caminho. Logo ap\u00f3s a COP30, o presidente Lula, que se mostrou um forte defensor de uma decis\u00e3o pelo roteiro global em Bel\u00e9m, lan\u00e7ou um chamado para que, internamente, o pa\u00eds tamb\u00e9m fizesse um estudo do seu pr\u00f3prio mapa do caminho a fim de reduzir a depend\u00eancia brasileira dos f\u00f3sseis. Lula publicou um despacho no come\u00e7o de dezembro dando dois meses para seus ministros elaborarem um documento com diretrizes para esse roteiro. J\u00e1 se passaram mais de quatro meses e ele ainda n\u00e3o foi apresentado.<\/p>\n<p>Na semana passada, as principais organiza\u00e7\u00f5es cient\u00edficas brasileiras, a SBPC e a ABC enviaram uma carta ao presidente e aos minist\u00e9rios envolvidos na demanda (Fazenda, Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima e Minas e Energia) pedindo o cumprimento da determina\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA urg\u00eancia \u00e9 real e crescente. As evid\u00eancias cient\u00edficas indicam que o planeta se aproxima de forma alarmante do limiar de 1,5 \u00b0C de aquecimento antes de 2030 e pode ultrapassar 2 \u00b0C antes de 2045, com s\u00e9rias consequ\u00eancias para a sociedade, o meio ambiente e a economia brasileiras\u201d, alertam os cientistas. Eles lembram que o Brasil \u00e9 particularmente vulner\u00e1vel.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO risco de colapso irrevers\u00edvel da Amaz\u00f4nia, de redu\u00e7\u00e3o da produtividade agr\u00edcola e de eventos clim\u00e1ticos extremos cada vez mais frequentes e devastadores \u2013 enchentes, secas e ondas de calor \u2013 j\u00e1 comprometem vidas, infraestrutura e a capacidade do Estado de planejar e executar pol\u00edticas p\u00fablicas de longo prazo. <strong>Cada ano de ina\u00e7\u00e3o acarreta custos econ\u00f4micos e humanos imensamente superiores aos da necess\u00e1ria transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica<\/strong>\u201d, apontam.<\/p>\n<p>De fato, se o desenho institucional \u2013 seja ele nacional ou global \u2013 ainda \u00e9 incerto, os custos da ina\u00e7\u00e3o s\u00e3o cada vez mais concretos.<\/p>\n<p>Estimativas da ONG 350.org indicam que a disparada nos pre\u00e7os de petr\u00f3leo e g\u00e1s gerou entre US$ 104 bilh\u00f5es e US$ 111 bilh\u00f5es em custos adicionais globais apenas no primeiro m\u00eas da guerra no Ir\u00e3. Um choque que se espalha rapidamente pela economia real, pressionando pre\u00e7os de alimentos, fertilizantes e energia, especialmente nos pa\u00edses mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>Outro relat\u00f3rio lan\u00e7ado nesta semana pela mesma organiza\u00e7\u00e3o calcula que a ind\u00fastria de combust\u00edveis f\u00f3sseis imp\u00f5e ao mundo pelo menos US$ 9,3 trilh\u00f5es por ano em danos clim\u00e1ticos e mortes por polui\u00e7\u00e3o do ar, sem pagar quase nada por isso. Quando se somam subs\u00eddios diretos e incentivos fiscais, o apoio p\u00fablico ao setor pode chegar a US$ 12 trilh\u00f5es anuais, segundo a an\u00e1lise, que amplia os valores computados pelo FMI de que os subs\u00eddios globais aos combust\u00edveis f\u00f3sseis teriam sido de US$ 7,4 trilh\u00f5es em 2024.<\/p>\n<p>\u201cFomos imprudentes por muitas d\u00e9cadas ao depender de combust\u00edveis f\u00f3sseis. Essa depend\u00eancia gerou riqueza para poucos e mis\u00e9ria para muitos; quase todos n\u00f3s vivemos sob o dom\u00ednio de um sistema sobre o qual temos pouco ou nenhum controle. Os picos de pre\u00e7os e os choques de oferta associados a esta nova guerra s\u00e3o apenas a evid\u00eancia mais recente e mais contundente dessas verdades fundamentais\u201d, afirma o jornalista e ambientalista americano Bill McKibben, um dos fundadores da 350.org.<\/p>\n<p>\u201cMas justo no momento em que mais precisamos, a energia \u2018alternativa\u2019 do sol e do vento est\u00e1 prestes a se tornar a escolha \u00f3bvia, de bom senso. Nos \u00faltimos anos, cruzamos uma linha invis\u00edvel, e agora \u00e9 mais barato \u2013 mesmo antes de considerar os custos para a sa\u00fade ou a seguran\u00e7a \u2013 produzir energia limpa. Vivemos em um planeta em que, vale repetir, a forma mais barata de gerar eletricidade \u00e9 apontar uma placa de vidro para o sol\u201d, complementa McKibben no pref\u00e1cio do relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Fora que as energias de fonte e\u00f3lica e solar podem ser produzidas praticamente em qualquer lugar, n\u00e3o precisam ser transportadas por navio, n\u00e3o passam por um estreito que pode ser totalmente fechado em guerras. <strong>N\u00e3o ficam nas m\u00e3os de poucos, nem t\u00eam seus pre\u00e7os controlados por cart\u00e9is.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Santa Marta n\u00e3o vai resolver essas contradi\u00e7\u00f5es, mas pode ajudar a exp\u00f4-las com mais clareza, e, talvez, a organizar melhor as respostas.<\/strong> O desafio \u00e9 come\u00e7ar a desenhar uma sa\u00edda para uma crise que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas clim\u00e1tica. \u00c9 tamb\u00e9m energ\u00e9tica, econ\u00f4mica, social. E cada vez mais, uma quest\u00e3o de seguran\u00e7a e de paz.<\/p>\n<p>PS. Estarei em Santa Marta ao longo de toda a semana. Acompanhem as novidades pelo site da <strong>Ag\u00eancia P\u00fablica<\/strong> e tamb\u00e9m no nosso podcast semanal <em>Bom dia, fim do mundo.<\/em><\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/um-ano-apos-enchente-obra-na-orla-de-ipanema-avanca-sob-criticas-da-comunidade\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/20250507_151412-scaled-1-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Um ano ap\u00f3s enchente, obra na Orla de Ipanema avan...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/governo-lula-garante-hospedagem-a-precos-acessiveis-na-cop30-em-belem\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Belem-COP30-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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