{"id":85450,"date":"2026-04-29T19:20:29","date_gmt":"2026-04-29T22:20:29","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/pochmann-alem-da-regressao-e-ressentimento\/"},"modified":"2026-04-29T19:20:29","modified_gmt":"2026-04-29T22:20:29","slug":"pochmann-alem-da-regressao-e-ressentimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/pochmann-alem-da-regressao-e-ressentimento\/","title":{"rendered":"Pochmann: Al\u00e9m da regress\u00e3o e ressentimento"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>H\u00e1 um equivocado na afirma\u00e7\u00e3o de que o Brasil vive hoje uma crise de engajamento sociopol\u00edtico. O que caracteriza o presente n\u00e3o \u00e9 a apatia, mas uma nova forma de mobiliza\u00e7\u00e3o que se apresenta cont\u00ednua, intensa e, ao mesmo tempo, incapaz de produzir transforma\u00e7\u00e3o estrutural. Trata-se de uma mobiliza\u00e7\u00e3o politicamente est\u00e9ril, marcada pelo ressentimento como afeto dominante e como base do novo sujeito coletivo que emerge da sociedade de servi\u00e7os hiperconectada da era digital.<\/p>\n<p>A tese \u00e9 desconfort\u00e1vel, mas necess\u00e1ria, pois o sujeito coletivo n\u00e3o desapareceu. Ele se degradou e se reconfigurou negativamente, tornando-se express\u00e3o convergente de frustra\u00e7\u00f5es estruturais. Entre os anos de 1930 e 1980, o capitalismo industrial no Brasil organizou n\u00e3o apenas a produ\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m as expectativas sociais. Mesmo de forma desigual, a promessa de mobilidade ascendente funcionava como eixo de integra\u00e7\u00e3o. O conflito existia, mas era mediado por sindicatos, partidos e movimentos sociais. Havia antagonismo, mas tamb\u00e9m horizonte de transforma\u00e7\u00e3o superior.<\/p>\n<p>Neste in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, por\u00e9m, n\u00e3o se assiste ao desaparecimento da coletividade, mas ao surgimento de sua forma negativa. Em vez de se estruturar em torno de projeto, organiza\u00e7\u00e3o e solidariedade, ela passa a se agregar pela converg\u00eancia de frustra\u00e7\u00f5es produzidas pela realidade brasileira contempor\u00e2nea. A mobilidade social, antes elemento estruturante, tornou-se exce\u00e7\u00e3o. Ainda assim, o desejo de ascens\u00e3o cont\u00ednua universalizado. \u00c9 dessa contradi\u00e7\u00e3o que nasce o ressentimento enquanto promessa operando subjetivamente sem que encontre a base material que a sustente. O ressentimento, assim, n\u00e3o \u00e9 apenas rea\u00e7\u00e3o, mas uma produ\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica.<\/p>\n<div>\n<div><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Prancheta--44.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Prancheta--44.png 680w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2022\/12\/31181126\/Prancheta-4-300x110.png 300w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Para compreender essa muta\u00e7\u00e3o, \u00e9 \u00fatil contrast\u00e1-la com formula\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas do sujeito coletivo proveniente de pa\u00edses do Norte Global. Em Antonio Gramsci, por exemplo, o sujeito coletivo \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Ele n\u00e3o surge espontaneamente, mas resulta de organiza\u00e7\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o e disputa de hegemonia. A classe s\u00f3 se torna sujeito quando \u00e9 capaz de articular interesses particulares em um projeto universal. Sem media\u00e7\u00e3o institucional e sem intelectuais org\u00e2nicos, h\u00e1 apenas dispers\u00e3o social. Em Alain Touraine, o sujeito tamb\u00e9m \u00e9 compreendido como ator consciente, embora o foco se desloque da classe para os movimentos sociais. O sujeito coletivo \u00e9 aquele que interv\u00e9m na historicidade, disputa o controle dos processos sociais e atua com identidade, conflito e orienta\u00e7\u00e3o transformadora.<\/p>\n<p>No Brasil, \u00c9der Sader destacou a emerg\u00eancia concreta do sujeito nas pr\u00e1ticas sociais, enfatizando sua constitui\u00e7\u00e3o por meio da experi\u00eancia compartilhada de luta entre trabalhadores, movimentos urbanos e comunidades em pleno auge da sociedade urbana e industrial na virada dos anos de 1970. Apesar de suas diferen\u00e7as, essas tr\u00eas tradi\u00e7\u00f5es compartilham um ponto comum, pois o sujeito coletivo \u00e9 estruturado, reconhec\u00edvel e orientado por um horizonte de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sob o neoliberalismo, contudo, essa base se altera profundamente. Como mostram Pierre Dardot e Christian Laval, a presen\u00e7a dominante do neoliberalismo n\u00e3o seria apenas um regime econ\u00f4mico, mas uma racionalidade que reorganiza a vida social pela concorr\u00eancia generalizada e transforma cada indiv\u00edduo em empresa de si mesmo, respons\u00e1vel por administrar sozinho seus fracassos.<\/p>\n<p>Por isso, o conceito de novo sujeito coletivo neste in\u00edcio do s\u00e9culo XXI aponta para outra dire\u00e7\u00e3o. Ele n\u00e3o nasce da organiza\u00e7\u00e3o, mas da desorganiza\u00e7\u00e3o social produzida pela regress\u00e3o capitalista consolidada por d\u00e9cadas de neoliberalismo. N\u00e3o se trata da expans\u00e3o de uma classe social integrada pelo trabalho industrial, mas da difus\u00e3o de uma condi\u00e7\u00e3o heterog\u00eanea e prec\u00e1ria, marcada pela instabilidade no trabalho e pela dificuldade de reconhecimento comum. \u00c9 exatamente esse n\u00facleo de integra\u00e7\u00e3o que se rompe na ru\u00edna da sociedade industrial.<\/p>\n<p>O ciclo de mobilidade ascendente que marcou parte importante do s\u00e9culo XX foi interrompido a partir dos anos 1990. A desindustrializa\u00e7\u00e3o, a financeiriza\u00e7\u00e3o e a reprimariza\u00e7\u00e3o corroeram os fundamentos da integra\u00e7\u00e3o social em uma economia perif\u00e9rica como a brasileira. O trabalho assalariado com direitos deixou de ser eixo estruturador de identidades e expectativas. A promessa de ascens\u00e3o, parcialmente sustentada por pol\u00edticas p\u00fablicas no ciclo da Nova Rep\u00fablica, pouco se realizou em uma economia de baixo dinamismo, marcada pela expans\u00e3o de servi\u00e7os hiperconectados na era digital.<\/p>\n<p>Abriu-se, assim, um terreno f\u00e9rtil para a dissemina\u00e7\u00e3o do ressentimento. A promessa continua viva no plano subjetivo, mas sem possibilidade concreta de realiza\u00e7\u00e3o. Em Byung-Chul Han, esse processo aparece na passagem para a sociedade do desempenho, em que o indiv\u00edduo se torna empreendedor de si e respons\u00e1vel exclusivo por seu sucesso ou fracasso. A explora\u00e7\u00e3o deixa de ser percebida como rela\u00e7\u00e3o social e passa a ser vivida como insufici\u00eancia pessoal. O conflito n\u00e3o desaparece, uma vez que ele implode sob a forma do ressentimento.<\/p>\n<p>Nesse contexto, o ressentimento assume a forma de uma consci\u00eancia bloqueada. A injusti\u00e7a \u00e9 percebida, mas sua origem estrutural n\u00e3o \u00e9 claramente identificada, nem convertida em a\u00e7\u00e3o coletiva organizada. A era digital n\u00e3o criou esse processo, mas o intensificou. As plataformas funcionam como infraestruturas de agrega\u00e7\u00e3o afetiva, conectando indiv\u00edduos n\u00e3o por posi\u00e7\u00e3o social ou projeto pol\u00edtico, mas por emo\u00e7\u00f5es compartilhadas, sobretudo negativas.<\/p>\n<div>\n<div><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/HUCITEC-basaglia4-1.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/HUCITEC-basaglia4-1.png 728w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2025\/08\/31182110\/HUCITEC-basaglia4-300x37.png 300w\" sizes=\"(max-width: 728px) 100vw, 728px\" width=\"728\" height=\"90\"><\/div>\n<\/div>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o permanente, a exposi\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e a visibilidade ampliada das desigualdades geram um ambiente de frustra\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica. Forma-se, assim, um novo sujeito coletivo ressentido, marcado pela m\u00e1xima visibilidade da hierarquia social e pelo bloqueio estrutural da mobilidade ascendente em uma sociedade que individualiza responsabilidades. Esse \u00e9 o ponto central da inflex\u00e3o te\u00f3rica: o ressentimento deixa de ser apenas efeito da crise e passa a funcionar como princ\u00edpio organizador de uma nova forma de coletividade.<\/p>\n<p>Diferentemente das concep\u00e7\u00f5es de Gramsci, Touraine e Sader, o novo sujeito coletivo n\u00e3o se constitui pela organiza\u00e7\u00e3o, mas pela conex\u00e3o. N\u00e3o se reconhece por identidade est\u00e1vel, mas por afetos compartilhados. N\u00e3o age por projeto, mas por rea\u00e7\u00e3o. N\u00e3o constr\u00f3i hegemonia duradoura, mas se expressa em ondas ef\u00eameras de mobiliza\u00e7\u00e3o. Trata-se de um fluxo inst\u00e1vel, intermitente, altamente mobiliz\u00e1vel e profundamente desestruturado. Ainda assim, \u00e9 capaz de redefinir agendas p\u00fablicas, desestabilizar institui\u00e7\u00f5es e amplificar conflitos simb\u00f3licos.<\/p>\n<p>Sua for\u00e7a, contudo, \u00e9 insepar\u00e1vel de sua limita\u00e7\u00e3o. Sem media\u00e7\u00f5es organizativas e sem horizonte estrat\u00e9gico, esse novo sujeito coletivo permanece preso a um circuito fechado de afetos, mobilizando-se sem se instituir, reage sem transformar. Por isso, torna-se particularmente vulner\u00e1vel \u00e0 captura por projetos populistas e autorit\u00e1rios, que oferecem aquilo que o ressentimento n\u00e3o consegue produzir por si s\u00f3, com a nomea\u00e7\u00e3o de inimigos, simplifica\u00e7\u00e3o da realidade e promessas ilus\u00f3rias de recomposi\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica.<\/p>\n<p>A perda de expectativas para a ascens\u00e3o social acompanhada da frustra\u00e7\u00e3o de promessas nunca efetivamente realizadas produzem ressentimento que intensifica a forma\u00e7\u00e3o de um novo sujeito coletivo profundamente inst\u00e1vel, oscilando entre esperan\u00e7a e descren\u00e7a, mobiliza\u00e7\u00e3o e paralisia. No in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, o novo sujeito coletivo j\u00e1 n\u00e3o \u00e9, predominantemente, aquele que se organiza para transformar o mundo, mas aquele que expressa, de forma difusa e cont\u00ednua, as contradi\u00e7\u00f5es de uma realidade incapaz de integrar socialmente seus pr\u00f3prios indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>O problema te\u00f3rico e pol\u00edtico torna-se, ent\u00e3o, decisivo: como transformar um sujeito coletivo constitu\u00eddo pelo ressentimento em um sujeito capaz de a\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica? Sem a reconstru\u00e7\u00e3o de media\u00e7\u00f5es, sem a rearticula\u00e7\u00e3o de interesses materiais e sem a reabertura de horizontes de futuro, essa transforma\u00e7\u00e3o tende a permanecer bloqueada. \u00c9 nesse cerco que o ressentimento se consolida como principal v\u00ednculo social do nosso tempo. N\u00e3o se trata do fim da pol\u00edtica, mas de sua forma mais empobrecida e, talvez por isso mesmo, mais inst\u00e1vel e perigosa.<\/p>\n<h3><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h3>\n<hr>\n<p>DARDOT, P. ; LAVAL, C. <em>A nova raz\u00e3o do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal.<\/em> S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2016.<\/p>\n<p>GRAMSCI, A. <em>Cadernos do c\u00e1rcere<\/em>. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 2000.<\/p>\n<p>HAN, B. <em>A sociedade do cansa\u00e7o.<\/em> Petr\u00f3polis: Vozes, 2015.<\/p>\n<p>POCHMANN, M. <em>O novo sujeito coletivo<\/em>. Campinas. Ed. Unicamp, 2025.<\/p>\n<p>SADER, E. <em>Quando novos personagens entraram em cena<\/em>. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.<\/p>\n<p>TOURAINE, A. <em>Cr\u00edtica da modernidade<\/em>. Petr\u00f3polis: Vozes, 1994.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. 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Sobrou a frustra\u00e7\u00e3o dos empobrecidos e atomizados, ainda que em conex\u00e3o. Reconstruir um sujeito coletivo cr\u00edtico e transformador: eis o desafio<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/crise-brasileira\/pochmann-alem-da-regressao-e-do-ressentimento\/\">Pochmann: Al\u00e9m da regress\u00e3o e ressentimento<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":85451,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[8993,5511,978,6007,4014,10309,2639,53168,696,10310,8766,17,15338,13151,28175,2956,1865,39121,53169,44875,25855],"tags":[],"class_list":["post-85450","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-byung-chul-han","category-capa","category-capitalismo","category-crise-brasileira","category-crise-economica","category-desenvolvimento-nacional","category-desindustrializacao","category-eder-sader","category-eleicoes","category-era-digital","category-financismo","category-governo-lula","category-gramsci","category-lutas-sociais","category-lutas-trabalhistas","category-neoliberalismo","category-precarizacao","category-regressao-brasileira","category-regressao-capitalista","category-regressao-produtiva","category-ressentimento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85450","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85450"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85450\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85451"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85450"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85450"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85450"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}