{"id":85914,"date":"2026-05-04T12:55:48","date_gmt":"2026-05-04T15:55:48","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-forca-do-lugar-o-centenario-de-milton-santos-e-a-reforma-agraria-popular\/"},"modified":"2026-05-04T12:55:48","modified_gmt":"2026-05-04T15:55:48","slug":"a-forca-do-lugar-o-centenario-de-milton-santos-e-a-reforma-agraria-popular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/a-forca-do-lugar-o-centenario-de-milton-santos-e-a-reforma-agraria-popular\/","title":{"rendered":"A For\u00e7a do Lugar: O centen\u00e1rio de Milton Santos e a Reforma Agr\u00e1ria Popular"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/milton-santos.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/milton-santos-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/milton-santos-300x200.jpg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/milton-santos-768x512.jpg 768w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/milton-santos.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption><em>Arte: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Por Rosa Negra*<br \/>Da P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<p>Neste 3 de maio de 2026, o Brasil celebra o centen\u00e1rio de Milton Santos (1926-2001), um dos maiores ge\u00f3grafos que o mundo j\u00e1 viu. Nascido em Brotas de Maca\u00fabas, no sert\u00e3o baiano, ele construiu um pensamento que nunca se acomodou na neutralidade fria da academia. Preferiu, em vez disso, mergulhar nas lutas populares. Sua obra, reconhecida internacionalmente, serve de base tanto para estudos sobre transforma\u00e7\u00e3o estrutural quanto para a pr\u00f3pria resist\u00eancia social. Formado em Direito, mas apaixonado pela geografia, Milton abalou as estruturas da disciplina. Ele demonstrou que a urbaniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o era sin\u00f4nimo de progresso e que a globaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o era um destino inevit\u00e1vel. Durante os anos de chumbo da ditadura civil-militar, partiu para o ex\u00edlio e espalhou suas ideias pela Europa, \u00c1frica e Am\u00e9rica do Norte, plantando o pensamento cr\u00edtico em diversas universidades.<\/p>\n<p>Milton Santos prop\u00f4s uma geografia humanizada, focada na dimens\u00e3o social do espa\u00e7o. Analisou a fundo os problemas do capitalismo e alertou para a exclus\u00e3o inerente ao neoliberalismo. Ao longo da vida, publicou mais de 40 livros em v\u00e1rios idiomas. Seus textos funcionam como manifestos: ensinam que, para entender a realidade, \u00e9 preciso primeiro compreender o territ\u00f3rio em que vivemos. O reconhecimento m\u00e1ximo veio em 1994 com o Pr\u00eamio Vautrin Lud, o Nobel da Geografia, uma homenagem justa a quem redesenhou os limites da \u00e1rea. Ele foi mais um int\u00e9rprete da realidade brasileira que nos deixou uma b\u00fassola \u00e9tica para ler o mundo e uma ferramenta para que os (as) marginalizados (as) pudessem enxergar suas pr\u00f3prias correntes e lutar por liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sua vis\u00e3o sobre a globaliza\u00e7\u00e3o ganhou contornos profundos nos anos 90, especialmente em duas obras. Em \u201cA Natureza do Espa\u00e7o\u201d, ele discute como o capital fragmenta o espa\u00e7o geogr\u00e1fico. J\u00e1 em \u201cPor uma Outra Globaliza\u00e7\u00e3o\u201d, critica a l\u00f3gica excludente do modelo neoliberal e aponta caminhos para um mundo mais justo. Pioneiro nessa an\u00e1lise cr\u00edtica, Milton argumentava que a globaliza\u00e7\u00e3o estava sendo moldada de forma perversa para atender ao neoliberalismo. O resultado? Mais riqueza e poder para as elites, enquanto a exclus\u00e3o e a desigualdade se aprofundavam nos pa\u00edses perif\u00e9ricos.<\/p>\n<p>Para ele, o espa\u00e7o nunca \u00e9 neutro. Cada rua, bairro ou fronteira carrega as marcas da injusti\u00e7a, mas tamb\u00e9m as sementes da esperan\u00e7a. O espa\u00e7o \u00e9 um tecido onde se misturam objetos (naturais ou constru\u00eddos) e a\u00e7\u00f5es (intencionais ou n\u00e3o). \u00c9 o palco material da vida. Com essa perspectiva, ele desmonta as engrenagens da paisagem, do territ\u00f3rio e do trabalho, convidando-nos a refletir sobre como a t\u00e9cnica e as normas moldam o ch\u00e3o que pisamos.<\/p>\n<p>Neste ano de centen\u00e1rio, muito se fala sobre a grandeza de sua obra e como ela nos ensina a ver a geografia pelos olhos do povo. Seguindo esse caminho, fica claro que nas trincheiras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e especialmente na proposta de Reforma Agr\u00e1ria Popular, os conceitos de espa\u00e7o, territ\u00f3rio e lugar ganham vida. Eles se revelam chaves fundamentais para entender o Brasil atual.<\/p>\n<p>Com Milton Santos, aprendemos que o espa\u00e7o geogr\u00e1fico n\u00e3o \u00e9 um cen\u00e1rio passivo. \u00c9 uma inst\u00e2ncia social viva, que pulsa junto com as rela\u00e7\u00f5es humanas. Em \u201cA Natureza do Espa\u00e7o\u201d (1996), ele define o espa\u00e7o como o encontro entre o que est\u00e1 constru\u00eddo (a natureza modificada, a infraestrutura) e o que est\u00e1 em movimento (o trabalho, a vida social). Essa vis\u00e3o nos obriga a encarar a quest\u00e3o agr\u00e1ria n\u00e3o s\u00f3 como uma disputa por terra, mas como um choque entre projetos de mundo. Que campo queremos construir? A resposta esbarra na ferida do racismo estrutural: o latif\u00fandio brasileiro \u00e9, na sua ess\u00eancia, branco.<\/p>\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria nas m\u00e3os de uma elite branca \u00e9 o mecanismo estruturante de um projeto de exclus\u00e3o que perdura at\u00e9 os dias de hoje. A quest\u00e3o agr\u00e1ria no Brasil est\u00e1 intimamente ligada \u00e0 quest\u00e3o racial. Fomos os \u00faltimos nas Am\u00e9ricas a abolir a escravid\u00e3o, em 1888. A Lei \u00c1urea n\u00e3o garantiu um palmo de terra ou qualquer repara\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o negra rec\u00e9m-liberta. Pelo contr\u00e1rio, o Estado a empurrou para as margens, negando-lhe o direito a uma exist\u00eancia digna.<\/p>\n<p>Quando o MST derruba as cercas de um latif\u00fandio improdutivo, vemos um levante. \u00c9 o renascimento de um territ\u00f3rio historicamente marcado pela nega\u00e7\u00e3o. O latif\u00fandio materializa o poder concentrado. Ao ocupar e criar um assentamento, subverte-se a l\u00f3gica da propriedade privada, t\u00e3o valorizada pelo capital. Novos significados brotam daquela terra: alimento saud\u00e1vel, coopera\u00e7\u00e3o, escolas no campo, agroecologia. O espa\u00e7o geogr\u00e1fico \u00e9 refeito pela a\u00e7\u00e3o da sociedade. Fica evidente, ent\u00e3o, que democratizar a terra \u00e9 uma forma de repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Avan\u00e7ando pelas ideias de Milton Santos, vale ressaltar que, mesmo a quest\u00e3o agr\u00e1ria ou racial n\u00e3o sendo o foco central de sua obra, sua teoria nos d\u00e1 ferramentas para analis\u00e1-las. O conceito de \u201cterrit\u00f3rio usado\u201d mostra que um territ\u00f3rio vai al\u00e9m das fronteiras no mapa; ele \u00e9 definido pelo uso que a vida faz dele. \u00c9 a arena onde os interesses do mercado global colidem com as necessidades urgentes do povo.<\/p>\n<p>Sob o controle do agroneg\u00f3cio, o territ\u00f3rio vira mero suporte para o lucro internacional, inundado por monoculturas e agrot\u00f3xicos. A Reforma Agr\u00e1ria Popular prop\u00f5e o oposto. Defende que a terra e a natureza devem servir \u00e0 vida, garantindo comida na mesa e respeito ao meio ambiente. Ao plantar sementes crioulas e adotar a agroecologia, os assentamentos criam um territ\u00f3rio a servi\u00e7o da exist\u00eancia, resistindo \u00e0 ideia de transformar a natureza em mercadoria.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 no conceito de \u201clugar\u201d que o pensamento de Milton Santos e a luta camponesa se encontram de forma mais po\u00e9tica. Para ele, o lugar \u00e9 a dimens\u00e3o do cotidiano, o ref\u00fagio da solidariedade, a trincheira contra a \u201cglobaliza\u00e7\u00e3o perversa\u201d (2000). A \u201cfor\u00e7a do lugar\u201d est\u00e1 na uni\u00e3o org\u00e2nica que enfrenta a frieza das grandes corpora\u00e7\u00f5es. Ele o define como o \u201cespa\u00e7o do acontecer solid\u00e1rio\u201d, onde a vida di\u00e1ria cria la\u00e7os de coopera\u00e7\u00e3o, opondo-se \u00e0 l\u00f3gica abstrata do mercado. Como ele dizia, \u201ccada lugar \u00e9, \u00e0 sua maneira, o mundo\u201d. O local n\u00e3o \u00e9 isolado; \u00e9 a conex\u00e3o \u00fanica entre o global e o local.<\/p>\n<p>Diferente do espa\u00e7o geogr\u00e1fico, que pode ser mais t\u00e9cnico e abstrato, o lugar \u00e9 o espa\u00e7o banal, da vida concreta, das rela\u00e7\u00f5es pessoais e das emo\u00e7\u00f5es. Enquanto a \u201clocaliza\u00e7\u00e3o\u201d atende aos interesses do capital, o \u201clugar\u201d \u00e9 constru\u00eddo por quem vive ali, tornando-se um ref\u00fagio de identidade. Santos denunciava que a globaliza\u00e7\u00e3o beneficia poucos, mas lembrava que as mesmas ferramentas t\u00e9cnicas que geram desigualdade podem ajudar a criar um \u201coutro mundo\u201d. A luta popular ganha for\u00e7a quando o lugar de viv\u00eancia vira um espa\u00e7o de contrapoder, resistindo \u00e0s imposi\u00e7\u00f5es do capital global.<\/p>\n<p>Os assentamentos e acampamentos materializam essa for\u00e7a do lugar. S\u00e3o espa\u00e7os de encontro, de resgate da ancestralidade e de inven\u00e7\u00e3o de novas formas de ser humano. Ao priorizar a democratiza\u00e7\u00e3o da terra, a educa\u00e7\u00e3o, a defesa da natureza e a produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica, a Reforma Agr\u00e1ria Popular transforma o lugar em uma comunidade de resist\u00eancia e abre portas para novos futuros.<\/p>\n<p>Essa vis\u00e3o de um campo vivo chega at\u00e9 a cidade, pois ambos est\u00e3o conectados. O veneno das lavouras vai parar nas torneiras urbanas; quem deixa o campo acaba nas periferias. Ao propor a produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis para as cidades, o Movimento cria pontes de solidariedade, unindo lugares, fortalecendo a ideia de que a solidariedade s\u00f3 acontece entre a classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Se usamos as ideias desse ge\u00f3grafo baiano para entender a resist\u00eancia camponesa, a pr\u00f3pria luta no s\u00e9culo XXI nos desafia a atualizar seu pensamento. A disputa pelo espa\u00e7o geogr\u00e1fico vai al\u00e9m da t\u00e9cnica e da informa\u00e7\u00e3o. A viol\u00eancia f\u00edsica, baseada em rela\u00e7\u00f5es raciais de poder, ainda dita as regras no campo. O sangue derramado e a criminaliza\u00e7\u00e3o dos movimentos provam que o espa\u00e7o tamb\u00e9m \u00e9, infelizmente, um lugar de morte orquestrada pelo agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Apesar disso, o MST e os movimentos populares do campo seguem na defesa da vida, de forma incondicional na defesa do direito de existir de forma diferente. A for\u00e7a do lugar se mostra, assim, como a coragem de lutar por um lugar justo e bonito para viver. Atualizar o legado de Milton Santos, no ano de seu centen\u00e1rio, \u00e9 entender que o espa\u00e7o geogr\u00e1fico \u00e9 um campo de batalha tecnol\u00f3gico, pol\u00edtico, cultural e racial. A \u201cfor\u00e7a do lugar\u201d que ele imaginou sobrevive hoje na coragem de quem defende a terra, a vida e a diversidade.<\/p>\n<p>A obra de Milton Santos \u00e9 um m\u00e9todo vivo para interpretar o mundo, fortalecido por pessoas que nos ensinam que mudar o espa\u00e7o exige mudar as rela\u00e7\u00f5es de poder. A Reforma Agr\u00e1ria necess\u00e1ria \u00e9 popular, antirracista, antipatriarcal e ant<strong>i<\/strong>lgbtf\u00f3bica. Que o centen\u00e1rio desse gigante do pensamento brasileiro nos inspire a continuar plantando a utopia de um territ\u00f3rio onde a vida, em todas as suas formas, possa finalmente florescer.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p>MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA (MST). O que \u00e9 o Programa de Reforma Agr\u00e1ria Popular do MST<strong>?<\/strong> 16 jul. 2021. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2021\/07\/16\/o-que-e-o-programa-de-reforma-agraria-popular-do-mst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/mst.org.br\/2021\/07\/16\/o-que-e-o-programa-de-reforma-agraria-popular-do-mst\/<\/a>.<\/p>\n<p>CPT. Relat\u00f3rio Anual de Conflitos no Campo. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/cptnacional.org.br\/2026\/04\/27\/dados2025-conflitosnocampo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/cptnacional.org.br\/2026\/04\/27\/dados2025-conflitosnocampo\/<\/a><\/p>\n<p>SANTOS, Milton. A Natureza do Espa\u00e7o: T\u00e9cnica e Tempo, Raz\u00e3o e Emo\u00e7\u00e3o. 4. ed. S\u00e3o Paulo: Editora da Universidade de S\u00e3o Paulo, 2006.<\/p>\n<p>SANTOS, Milton. Por uma outra globaliza\u00e7\u00e3o: do pensamento \u00fanico \u00e0 consci\u00eancia universal. Rio de Janeiro: Record, 2000.<\/p>\n<p>*Maria Rosineide Pereira, mais conhecida como Rosa Negra, faz parte da Coordena\u00e7\u00e3o Nacional do MST, pelo Coletivo Terra, Ra\u00e7a e Classe e \u00e9 doutoranda no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Geografia Humana da Universidade de S\u00e3o Paulo-PPGH\/USP<\/p>\n<p><em>**Editado por Fernanda Alc\u00e2ntara<\/em><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2026\/05\/04\/a-forca-do-lugar-o-centenario-de-milton-santos-e-a-reforma-agraria-popular\/\">A For\u00e7a do Lugar: O centen\u00e1rio de Milton Santos e a Reforma Agr\u00e1ria Popular<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/movimento-de-trabalhadoras-e-trabalhadores-por-direitos-cobra-respostas-do-estado-em-audiencia-publica-no-rs\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/bdf-20250522-203809-1802de-2048x1365-1-150x150.jpeg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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