{"id":86068,"date":"2026-05-05T13:56:43","date_gmt":"2026-05-05T16:56:43","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/super-resistente-a-glifosato-caruru-gigante-avanca-na-soja-e-desafia-controle-de-pragas\/"},"modified":"2026-05-05T13:56:43","modified_gmt":"2026-05-05T16:56:43","slug":"super-resistente-a-glifosato-caruru-gigante-avanca-na-soja-e-desafia-controle-de-pragas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/super-resistente-a-glifosato-caruru-gigante-avanca-na-soja-e-desafia-controle-de-pragas\/","title":{"rendered":"Super-resistente a glifosato, caruru gigante avan\u00e7a na soja e desafia controle de pragas"},"content":{"rendered":"<p><strong>CAPAZ DE REDUZIR<\/strong> em at\u00e9 90% a produtividade da soja e do milho, o \u201ccaruru gigante\u201d acendeu um alerta no campo. A planta invasora tem variedades resistentes a agrot\u00f3xicos e, at\u00e9 ent\u00e3o, estava restrita a Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Neste ano, por\u00e9m, j\u00e1 foi encontrada nos estados de S\u00e3o Paulo e Santa Catarina.\u00a0<\/p>\n<p>O avan\u00e7o tem levado produtores a intensificar o uso de agrot\u00f3xicos para proteger as lavouras, com aplica\u00e7\u00e3o de doses maiores e mistura de subst\u00e2ncias. Especialistas alertam, no entanto, que essas medidas s\u00e3o ineficazes \u2014 e ainda favorecem o surgimento de mais plantas resistentes. Al\u00e9m de encarecer a produ\u00e7\u00e3o, o uso excessivo de qu\u00edmicos ignora outras formas de preven\u00e7\u00e3o e amplia os riscos \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente.<\/p>\n<p>\u201cO controle qu\u00edmico deveria ser o \u00faltimo m\u00e9todo [de defesa]\u201d, afirma Leandro Tropaldi, professor do Departamento de Produ\u00e7\u00e3o Vegetal da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e diretor da Sociedade Brasileira da Ci\u00eancia para Plantas Daninhas (SBCPD).<\/p>\n<p>As plantas invasoras resistentes, tamb\u00e9m chamadas de \u201cervas daninhas\u201d, s\u00e3o consideradas amea\u00e7as \u00e0s safras de commodities pois disputam \u00e1gua, luz e nutrientes com plantas de interesse econ\u00f4mico, como soja, milho e algod\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>A lista de plantas resistentes vem crescendo no Brasil. Nos \u00faltimos dez anos, o n\u00famero de casos identificados saltou de 39 para 61, envolvendo 31 esp\u00e9cies diferentes \u2014 cada esp\u00e9cie pode ter um ou mais bi\u00f3tipos (variedades) resistentes. Os dados s\u00e3o do International Survey of Herbicide Resistant Weeds (Levantamento Internacional de Ervas Daninhas Resistentes a Herbicidas), vinculado ao HRAC (Comit\u00ea de A\u00e7\u00e3o contra a Resist\u00eancia a Herbicidas), \u00f3rg\u00e3o fundado pela ind\u00fastria de agrot\u00f3xicos. At\u00e9 o ano 2000, eram apenas oito bi\u00f3tipos identificados no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Uma das explica\u00e7\u00f5es para o aumento \u00e9 o uso repetitivo de um mesmo tipo de agrot\u00f3xico sem combinar com outras medidas preventivas, como a rota\u00e7\u00e3o de culturas, a altern\u00e2ncia de qu\u00edmicos, a cobertura do solo com palhada e a limpeza de m\u00e1quinas agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>O caso do glifosato ajuda a entender essa din\u00e2mica. Principal agrot\u00f3xico utilizado no Brasil, ele teve seu uso ampliado a partir dos anos 2000, com a ado\u00e7\u00e3o de sementes geneticamente modificadas resistentes ao produto. A estrat\u00e9gia reduziu custos e simplificou o manejo, mas o uso intensivo e repetitivo acabou selecionando plantas que j\u00e1 n\u00e3o respondem ao herbicida. Hoje, pelo menos 20 variedades de 12 esp\u00e9cies apresentam resist\u00eancia ao glifosato no pa\u00eds, segundo o levantamento de ervas daninhas, entre elas a buva, o capim-amargoso e o caruru gigante.<\/p>\n<p>A resist\u00eancia do caruru gigante (<em>Amaranthus palmeri<\/em>, conhecido tamb\u00e9m como caruru-palmeri) se deve a altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas em alguns bi\u00f3tipos que anulam os efeitos do herbicida. A esp\u00e9cie se destaca tamb\u00e9m pela boa capacidade de adapta\u00e7\u00e3o, r\u00e1pida dissemina\u00e7\u00e3o e crescimento, resist\u00eancia a diferentes agrot\u00f3xicos e elevada produ\u00e7\u00e3o de sementes (centenas de milhares por uma \u00fanica planta), fatores que dificultam o controle.<\/p>\n<p><strong>:: LEIA MAIS: Estudo que atestava seguran\u00e7a de glifosato \u00e9 despublicado ap\u00f3s 25 anos ::<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o governo federal, o caruru gigante foi identificado pela primeira vez no Brasil em 2015, em lavouras de algod\u00e3o no Mato Grosso. A suspeita \u00e9 que a praga tenha entrado no pa\u00eds por meio de maquin\u00e1rio agr\u00edcola usado, importado da Argentina sem limpeza adequada. Depois foi encontrada no Mato Grosso do Sul em 2022.<\/p>\n<p>Desde 2018, o Mapa (Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria) considera a esp\u00e9cie uma \u201cpraga quarenten\u00e1ria\u201d \u2014 capaz de causar danos econ\u00f4micos. Em 2024, o minist\u00e9rio publicou portaria com uma programa de combate ao caruru gigante, indicando as medidas a serem adotadas pelos produtores ap\u00f3s a identifica\u00e7\u00e3o da planta na propriedade.\u00a0<\/p>\n<p>Neste ano, a esp\u00e9cie foi encontrada pela primeira vez nos estados de S\u00e3o Paulo e Santa Catarina. \u201cAs ocorr\u00eancias s\u00e3o consideradas pontuais e est\u00e3o sob controle fitossanit\u00e1rio\u201d, afirma a Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul, que monitora o avan\u00e7o.<\/p>\n<p>Para especialistas ouvidos pela <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>, no entanto, o avan\u00e7o do caruru gigante deveria servir de alerta para rever o modelo de produ\u00e7\u00e3o das commodities agr\u00edcolas no pa\u00eds. \u201cO caruru gigante \u00e9 um sinal de alerta de que esse sistema de monocultura n\u00e3o \u00e9 sadio\u201d, avalia o bi\u00f3logo Paulo Brack, professor do Departamento de Bot\u00e2nica da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).<\/p>\n<div data-elementor-type=\"section\" data-elementor-id=\"77670\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div data-id=\"17a659f\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\" data-settings='{\"background_background\":\"classic\"}'>\n<div>\n<div data-id=\"386385d\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div>\n<h2>ASSINE NOSSA NEWSLETTER<\/h2>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"6546917\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"html.default\">\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"8c2e333\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-settings='{\"button_width\":\"20\",\"step_next_label\":\"Next\",\"step_previous_label\":\"Previous\",\"button_width_mobile\":\"20\",\"step_type\":\"number_text\",\"step_icon_shape\":\"circle\"}' data-widget_type=\"form.default\">\n<div>\n<div>\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<label for=\"form-field-email\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\tEmail\t\t\t\t\t\t\t<\/label><\/p><\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t<button type=\"submit\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<i aria-hidden=\"true\"><\/i>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span>Submit<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t<\/button>\n\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<h2>Como uma planta se torna resistente a agrot\u00f3xicos<\/h2>\n<p>O processo de resist\u00eancia das plantas invasoras \u00e9 um processo natural estimulado pelo uso cont\u00ednuo e frequente de agrot\u00f3xicos, que selecionam as variedades resistentes, as quais passam a se reproduzir, explica o agr\u00f4nomo Leonardo Melgarejo, pesquisador da Ufape (Universidade Federal do Agreste de Pernambuco) e ex-membro da CTNBio (Comiss\u00e3o T\u00e9cnica Nacional de Biosseguran\u00e7a).\u00a0<\/p>\n<p>\u201cAs plantas que n\u00e3o morrerem com o agrot\u00f3xico v\u00e3o deixar sementes no ch\u00e3o. Essas sementes se desenvolvem mal na presen\u00e7a do veneno, mas depois v\u00e3o ser resistentes e se desenvolvem como uma planta geneticamente modificada em laborat\u00f3rio para resistir ao veneno\u201d, descreve. \u201cEla \u00e9 uma planta naturalmente modificada e selecionada pelo uso do pr\u00f3prio veneno\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Quando percebem a entrada de uma invasora, os produtores costumam aumentar a dosagem dos agrot\u00f3xicos a fim de eliminar as plantas, explica Melgarejo. O\u00a0 problema \u00e9 que essa estrat\u00e9gia pode levar \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de doses acima dos limites definidos na bula do agrot\u00f3xico, estabelecidos a partir dos testes apresentados para registro do produto.\u00a0<\/p>\n<p>O pesquisador Luiz Cl\u00e1udio Meirelles, da Fiocruz (Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz), explica que a Anvisa (Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria) determina o limite permitido de res\u00edduos de agrot\u00f3xicos nos alimentos com base nos estudos apresentados pelas fabricantes. Quando a aplica\u00e7\u00e3o ultrapassa as doses previstas, muitas vezes a fiscaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o consegue identificar o problema.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cQuando vem a buva [outra planta invasora], o agricultor se desespera. Iria aplicar tr\u00eas doses [do herbicida], mas aplica dez. No teste de res\u00edduo, que \u00e9 feito com o produto na g\u00f4ndola, ningu\u00e9m vai perceber isso. Perceberia se o teste fosse feito em campo. Mas a\u00ed todo o trabalho de seguran\u00e7a toxicol\u00f3gica e de seguran\u00e7a alimentar acabou\u201d, afirma Meirelles.<\/p>\n<p>A resist\u00eancia tamb\u00e9m pesa no bolso dos produtores. O custo por hectare de soja pode aumentar de 42% a 222% em casos de resist\u00eancia ao glifosato, \u201cem fun\u00e7\u00e3o dos gastos com herbicidas e tamb\u00e9m por causa da perda de produtividade da soja\u201d, segundo a Embrapa.\u00a0<\/p>\n<p>O agr\u00f4nomo Fernando Adegas, pesquisador da Embrapa Soja, em Londrina (PR), explica que os custos sobem porque o produtor passa a combinar alternativas no manejo qu\u00edmico. \u201cVoc\u00ea precisa utilizar outros produtos, \u00e0s vezes nem \u00e9 numa quantidade normalmente maior, mas produtos diferentes que normalmente s\u00e3o mais caros\u201d, detalha.<\/p>\n<p>Os casos chamam aten\u00e7\u00e3o por se tratar de lavouras de grande interesse econ\u00f4mico. A soja \u00e9 a principal lavoura do pa\u00eds em \u00e1rea cultivada, com 48 milh\u00f5es de hectares plantados na safra de 2026, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), e faturamento bruto de R$ 332 bilh\u00f5es nos \u00faltimos 12 meses.<\/p>\n<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"467\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/caruru-gigante-mapa.png\" alt=\"Governo federal instituiu em 2024 programa nacional de controle ao caruru-palmeri, tamb\u00e9mconhecido como caruru gigante (Foto: Divuga\u00e7\u00e3o\/MAPA)\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/caruru-gigante-mapa.png 768w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/caruru-gigante-mapa-300x182.png 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\"><figcaption>Governo federal instituiu em 2024 programa nacional de controle ao caruru-palmeri, tamb\u00e9mconhecido como caruru gigante (Foto: Divuga\u00e7\u00e3o\/MAPA)<\/figcaption><\/figure>\n<h2>O risco da mistura de agrot\u00f3xicos no tanque<\/h2>\n<p>Outra pr\u00e1tica comum no combate \u00e0s plantas invasoras \u00e9 a mistura de agrot\u00f3xicos no tanque. Em vez de fazer v\u00e1rias aplica\u00e7\u00f5es, uma para cada produto, o agricultor prepara uma \u00fanica calda, combinando diferentes subst\u00e2ncias. A pr\u00e1tica reduz gastos com combust\u00edvel e m\u00e3o de obra, mas preocupa pesquisadores pelos efeitos ainda pouco estudados dessas combina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O uso de misturas em tanque \u00e9 frequente no Brasil, segundo o estudo \u201cMisturas de agrot\u00f3xicos em tanque nas propriedades agr\u00edcolas no Brasil\u201d. O levantamento, realizado com 500 participantes de 17 estados \u2014 entre assistentes t\u00e9cnicos privados, servidores p\u00fablicos, t\u00e9cnicos de cooperativas e produtores rurais \u2014 constatou que 97% usam mistura em tanque. Entre eles, 40% misturam tr\u00eas produtos, 26% usam quatro e 11% aplicam at\u00e9 cinco. Ao todo, 95% das misturas envolvem de dois a cinco produtos.\u00a0<\/p>\n<p>A mistura em tanque foi prevista pela Lei 14.785\/2023 \u2014 que ficou conhecida como \u201cPL do Veneno\u201d durante a tramita\u00e7\u00e3o por afrouxar as regras de uso de agrot\u00f3xicos. O artigo 39 determina que \u201co profissional habilitado poder\u00e1 recomendar mistura em tanque, quando necess\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>Para Luiz Cl\u00e1udio Meirelles (Fiocruz), por\u00e9m, o texto n\u00e3o aborda quest\u00f5es sobre toxicologia, ou seja, os efeitos nocivos da combina\u00e7\u00e3o desses produtos. \u201cOs testes de seguran\u00e7a dos agrot\u00f3xicos s\u00e3o realizados separadamente e n\u00e3o misturados. Se mistura dois produtos carcinog\u00eanicos, isso n\u00e3o vai ser potencializado no corpo? Eu n\u00e3o tenho resposta cient\u00edfica para isso, mas sei que o m\u00e9todo \u00e9 avaliar um a um e n\u00e3o a mistura\u201d, explica.<\/p>\n<p>Para Melgarejo, da Ufape, a lei transferiu a responsabilidade para o t\u00e9cnico que recomenda a mistura, embora esse profissional nem sempre tenha forma\u00e7\u00e3o para avaliar riscos toxicol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Tratar as ervas resistentes com uma solu\u00e7\u00e3o simplificada n\u00e3o resolve o problema, acrescenta Leandro Tropaldi, da Sociedade Brasileira de Ci\u00eancia das Plantas Daninhas.\u00a0<\/p>\n<p>J\u00e1 Paulo Brack questiona o modelo produtivo \u201cem larga escala e com uma \u00fanica esp\u00e9cie\u201d. O pesquisador da UFRGS defende que os sistemas de agricultura precisam recompor a sua estrutura de diversidade. \u201cUma planta se torna ex\u00f3tica invasora e se desenvolve dessa maneira porque ela n\u00e3o tem inimigos naturais e o sistema est\u00e1 empobrecido tamb\u00e9m. A monocultura tem esses efeitos colaterais que, \u00e0s vezes, s\u00e3o t\u00e3o grandes ou t\u00e3o maiores do que os benef\u00edcios. \u00c9 resultante dessa agricultura de exporta\u00e7\u00e3o\u201d, analisa.<\/p>\n<p>O pesquisador da Embrapa, Fernando Adegas, alerta para a import\u00e2ncia da preven\u00e7\u00e3o e da prote\u00e7\u00e3o do solo. \u201cA primeira coisa s\u00e3o os m\u00e9todos preventivos. A pessoa que vai utilizar colheitadeira, deve evitar que traga semente de plantas resistentes para dentro da sua propriedade. O manejo n\u00e3o pode se basear s\u00f3 no manejo qu\u00edmico, que hoje \u00e9 o principal. Tem outras alternativas, como a rota\u00e7\u00e3o de culturas\u201d, observa.\u00a0<\/p>\n<p>Na rota\u00e7\u00e3o de cultura, o produtor ocupa o solo com outros cultivos, assim, aquela esp\u00e9cie que pressionou a sele\u00e7\u00e3o de plantas resistentes pelo uso de um tipo espec\u00edfico de agrot\u00f3xico s\u00f3 voltar\u00e1 a ser cultivada no mesmo local ap\u00f3s um intervalo de dois ou mais anos. Essas medidas protegem a terra e driblam as ervas invasoras resistentes.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"450\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/caruru-gigante-embrapa-rs.jpg\" alt=\"O caruru gigante \u00e9 uma planta de r\u00e1pido crescimento, podem atingir 2 metros de altura e tem alta capacidade de produ\u00e7\u00e3o de sementes, que s\u00e3o pequenas e podem se espalhar pelo vento ou infestar m\u00e1quinas agr\u00edcolas (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Marlon Bastini\/Embrapa\/Seapi\/Governo do RS)\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/caruru-gigante-embrapa-rs.jpg 800w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/caruru-gigante-embrapa-rs-300x169.jpg 300w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/caruru-gigante-embrapa-rs-768x432.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\"><figcaption>O caruru gigante \u00e9 uma planta de r\u00e1pido crescimento, podem atingir 2 metros de altura e tem alta capacidade de produ\u00e7\u00e3o de sementes, que s\u00e3o pequenas e podem se espalhar pelo vento ou infestar m\u00e1quinas agr\u00edcolas (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Marlon Bastini\/Embrapa\/Seapi\/Governo do RS)<\/figcaption><\/figure>\n<h2>\u2018Nenhuma\u00a0 planta \u00e9 daninha\u2019, defende pesquisador<\/h2>\n<p>O caruru gigante \u00e9 nativo de regi\u00f5es \u00e1ridas do sul dos Estados Unidos e norte do M\u00e9xico. Ele serviu de alimento tradicional para ind\u00edgenas navajos, pimas, yumas e mojaves, segundo o Departamento de Agricultura do Estado de Minnesota (EUA).<\/p>\n<p>Toda planta possui uma fun\u00e7\u00e3o na natureza, afirma Brack. O g\u00eanero Amaranthus, por exemplo, com mais de\u00a0 70 esp\u00e9cies, \u201ct\u00eam uma s\u00e9rie de propriedades nutritivas, a exemplo das vitaminas E, A e minerais como ferro e pot\u00e1ssio\u201d, detalha o professor da UFRGS, que critica o uso do termo \u201cdaninha\u201d. \u201cEssa terminologia \u00e9 anticient\u00edfica, porque n\u00e3o avalia o potencial, o benef\u00edcio das plantas ou a interdepend\u00eancia que o sistema tem em rela\u00e7\u00e3o a elas\u201d, defende.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cNenhuma planta \u00e9 daninha por si s\u00f3\u201d, acrescenta Tropaldi. \u201cEla \u00e9 daninha em um momento e em um local espec\u00edfico\u201d, continua. O que a torna indesejada \u00e9 o contexto do monocultivo, no qual o interesse est\u00e1 concentrado apenas na cultura com valor econ\u00f4mico.<\/p>\n<div data-elementor-type=\"section\" data-elementor-id=\"129686\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div>\n<div data-id=\"e5e1762\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"360\" height=\"300\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/apoie-1-4.webp\" alt=\"Apoie a Rep\u00f3rter Brasil\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/apoie-1-4.webp 360w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/apoie-1-300x250.webp 300w\" sizes=\"(max-width: 360px) 100vw, 360px\">\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p><strong>25 anos investigando para mudar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Rep\u00f3rter Brasil j\u00e1 ajudou a impulsionar leis, fortalecer direitos e combater o trabalho escravo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em 2026, fazemos 25 anos \u2014 e vem muito mais por a\u00ed!<\/strong><\/p>\n<div data-elementor-type=\"container\" data-elementor-id=\"75228\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div data-id=\"5e8db1e6\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"36eb6c91\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"6f52f515\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n<div data-id=\"65d9f401\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"divider.default\">\n<div>\n<div>\n\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"134a1245\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"10fe55fe\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div>\n<p>Leia tamb\u00e9m<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"3c9495ae\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-settings='{\"template_id\":\"75221\",\"columns\":1,\"row_gap\":{\"unit\":\"px\",\"size\":10,\"sizes\":[]},\"_skin\":\"post\",\"columns_tablet\":\"2\",\"columns_mobile\":\"1\",\"edit_handle_selector\":\"[data-elementor-type=\"loop-item\"]\",\"row_gap_tablet\":{\"unit\":\"px\",\"size\":\"\",\"sizes\":[]},\"row_gap_mobile\":{\"unit\":\"px\",\"size\":\"\",\"sizes\":[]}}' data-widget_type=\"loop-grid.post\">\n<div>\n<div>\n\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>The post Super-resistente a glifosato, caruru gigante avan\u00e7a na soja e desafia controle de pragas appeared first on Rep\u00f3rter Brasil.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/terremoto-no-mexico-interrompe-coletiva-de-sheinbaum-veja-video\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; 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A planta invasora tem variedades resistentes a agrot\u00f3xicos e, at\u00e9 ent\u00e3o, estava restrita a Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Neste ano, por\u00e9m, j\u00e1 foi encontrada nos estados de S\u00e3o Paulo e Santa [\u2026]<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2026\/05\/super-resistente-glifosato-caruru-gigante-avanca-soja\/\">Super-resistente a glifosato, caruru gigante avan\u00e7a na soja e desafia controle de pragas<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/\">Rep\u00f3rter Brasil<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":86069,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[13690,7452,1768,54568,5879,17626,5799,7079],"tags":[],"class_list":["post-86068","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-_destaque-da-home-1","category-agro-quer-tudo","category-agrotoxicos","category-caruru-gigante","category-conteudo-original-em-portugues","category-glifosato","category-reportagens","category-soja"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86068","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=86068"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86068\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/86069"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=86068"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=86068"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=86068"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}