{"id":86268,"date":"2026-05-06T17:02:18","date_gmt":"2026-05-06T20:02:18","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/distopia-entre-ficcao-e-realidade\/"},"modified":"2026-05-06T17:02:18","modified_gmt":"2026-05-06T20:02:18","slug":"distopia-entre-ficcao-e-realidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/distopia-entre-ficcao-e-realidade\/","title":{"rendered":"Distopia: entre fic\u00e7\u00e3o e realidade"},"content":{"rendered":"<p><span>A cultura de massas, produzida de modo industrial desde meados do s\u00e9culo XX, imprimiu uma esp\u00e9cie de subjetiva\u00e7\u00e3o uniforme da sociedade, pautando-se em perspectivas e valores organizados fundamentalmente pelo horizonte estadunidense, que definiu as formas de produ\u00e7\u00e3o est\u00e9tica como uma esp\u00e9cie de <\/span><i><span>softpower <\/span><\/i><span>do imperialismo. A cr\u00edtica produzida pela tradi\u00e7\u00e3o frankfurtiana \u00e0 ind\u00fastria cultural foi, posteriormente, transformada em uma esp\u00e9cie de desautoriza\u00e7\u00e3o das formas culturais das massas, lida \u2013 por vezes n\u00e3o sem alguma raz\u00e3o \u2013 como uma esp\u00e9cie de elitismo acad\u00eamico, estipulando uma diferen\u00e7a entre alta e baixa cultura. Todavia, \u00e9 fundamental resgatar essa perspectiva, compreendendo de modo sist\u00eamico tal ind\u00fastria, e resgatando a possibilidade de, atrav\u00e9s da cr\u00edtica, termos na an\u00e1lise das formas culturais massificadas algo como um term\u00f4metro para checarmos a temperatura das condi\u00e7\u00f5es subjetivas e objetivas da realidade social.\u00a0<\/span><\/p>\n<figure aria-describedby=\"caption-attachment-253970\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/aaaaqubi2ifqmrueusc7cw67ojseweop4j_aqcscuvtgg8zlxu9vhkgdtv-l8jiv1kka8clyluu-v1dhm1nanrbco5lkwywscgpgmsvz1fld8oadc_fpnhbicrqthvtkfiq6ccr5nskv9dkkgjjb2u7hl6tj-1024x683-1.jpg\" alt=\"Epis\u00f3dio \u2018Plaything\u2019 da s\u00e9rie Black Mirror. 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(Foto: Nick Wall \/ Netflix \/ Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span>Um desses ind\u00edcios, percebido por cr\u00edticos desde a metade do s\u00e9culo passado, \u00e9 a mudan\u00e7a no estatuto das fic\u00e7\u00f5es cient\u00edficas. Jacques Sadoul, em <\/span><i><span>Histoire de la science-fiction moderne<\/span><\/i><span>, observa como essa muta\u00e7\u00e3o \u2013 que podemos compreender como uma passagem da hegemonia utopista \u00e0 distopia moderna \u2013 ocorre ap\u00f3s 1945: precisamente, no fim da Segunda Guerra, com a cat\u00e1strofe at\u00f4mica planejada cientificamente nos c\u00e9us de Hiroshima. Ap\u00f3s a Bomba, toda a cren\u00e7a na ci\u00eancia como ferramenta e caminho da emancipa\u00e7\u00e3o humana desaba. A fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica expressa esse marco de modo central: narrativas p\u00f3s apocal\u00edpticas em meio \u00e0 Guerra Fria, como <\/span><i><span>A \u00daltima Praia<\/span><\/i><span>, de Nevil Shute, ou <\/span><i><span>C\u00e2ntico para Leibowitz<\/span><\/i><span>, de Walter M. Miller Jr., passam a ficcionalizar a possibilidade de uma realidade onde, ap\u00f3s um holocausto nuclear dizimar o planeta, a humanidade se encontraria fadada ao confronto com o desastre produzido pelo progresso tecnol\u00f3gico\/cient\u00edfico.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Desde ent\u00e3o, a narrativa dist\u00f3pica tornou-se um modo de fic\u00e7\u00e3o cada vez mais caracter\u00edstico na cultura pop, produzindo cl\u00e1ssicos not\u00f3rios em distintas m\u00eddias, desde livros, filmes, s\u00e9ries, at\u00e9 videogames. Todavia, \u00e9 seu potencial cr\u00edtico que passa a ser destilado n\u00e3o s\u00f3 na medida em que ganha uma ader\u00eancia pasteurizada, mas justamente porque passa a reproduzir tend\u00eancias negativas da realidade de modo, no limite, condescendente. Se antes as distopias alertavam para perigos do presente, extrapolando seus tra\u00e7os no futuro, hoje cada vez mais encontramos uma aproxima\u00e7\u00e3o entre futuro e presente \u2013 no limite, uma justaposi\u00e7\u00e3o entre ambos \u2013 no qual a distopia acaba por normalizar tais tend\u00eancias, produzindo uma estetiza\u00e7\u00e3o do que aparece como inevit\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p><span>Esse n\u00e3o \u00e9 um risco exatamente novo, mas as tend\u00eancias contempor\u00e2neas apontam para uma nova qualidade das narrativas dist\u00f3picas. Cada vez mais, \u00e9 a conformidade com as tend\u00eancias negativas do presente que se destaca como seu efeito principal destas obras de fic\u00e7\u00e3o, e a hiper-identifica\u00e7\u00e3o com a realidade ganha mais notoriedade do que as desessencializa\u00e7\u00e3o dessas tend\u00eancias ou qualquer sentimento de revolta, ruptura ou insurg\u00eancia. Mesmo filmes como <\/span><i><span>Elysium<\/span><\/i><span>, que produzem uma esp\u00e9cie de alegoria da luta de classes, acabam produzindo uma pseudo-cr\u00edtica pastiche que, em \u00faltima an\u00e1lise, sai pela culatra \u2013 isso se a inten\u00e7\u00e3o era de fato cr\u00edtica, para come\u00e7o de conversa.<\/span><\/p>\n<p><span>O caso mais emblem\u00e1tico dos \u00faltimos anos foi a s\u00e9rie <\/span><i><span>Black Mirror<\/span><\/i><span>, que teve o primeiro epis\u00f3dio lan\u00e7ado h\u00e1 15 anos. Com epis\u00f3dios que giram em torno da fic\u00e7\u00e3o especulativa dist\u00f3pica, a s\u00e9rie teve tanta ader\u00eancia que tornou-se at\u00e9 mesmo express\u00e3o para descrever eventos da nossa pr\u00f3pria realidade \u2013 a j\u00e1 cl\u00e1ssica express\u00e3o \u201cisso \u00e9 muito Black Mirror\u201d acompanha os desdobramentos de eventos reais por mais de uma d\u00e9cada. De fato, a fic\u00e7\u00e3o especulativa da s\u00e9rie antecipou tend\u00eancias de forma assombrosa, tematizando quest\u00f5es que v\u00e3o desde os <\/span><i><span>griefbots<\/span><\/i><span>, passando pela plataformiza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica e pela organiza\u00e7\u00e3o digital da vida social, at\u00e9 mesmo \u00e0 viol\u00eancia mediada por telas. Apesar do fen\u00f4meno global da s\u00e9rie e seu not\u00f3rio faro para tematizar temas contempor\u00e2neos relevantes, ela parece indicar n\u00e3o exatamente uma aproxima\u00e7\u00e3o da distopia em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade, por\u00e9m o contr\u00e1rio: \u00e9 a nossa pr\u00f3pria realidade que se torna cada vez mais dist\u00f3pica, poupando at\u00e9 certo trabalho dos pr\u00f3prios roteiristas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Essa tematiza\u00e7\u00e3o, apesar de possuir tons cr\u00edticos, todavia parece mais naturalizar essas as tend\u00eancias que exp\u00f5e. \u00c9 not\u00f3rio tamb\u00e9m o tom melanc\u00f3lico dos epis\u00f3dios, com desfechos que tendem, via de regra, \u00e0 destitui\u00e7\u00e3o, degrada\u00e7\u00e3o ou condena\u00e7\u00e3o dos personagens \u00e0 trag\u00e9dia de seus predicamentos \u2013 que tamb\u00e9m s\u00e3o os nossos. N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o comum epis\u00f3dios que tematizam insurg\u00eancias ou ao menos demonstrem que as tend\u00eancias negativas no nosso tempo n\u00e3o s\u00e3o exatamente necess\u00e1rias, que as coisas n\u00e3o precisariam tomar o caminho que est\u00e3o seguindo. Torna-se ent\u00e3o cada vez mais importante observarmos a caracter\u00edstica conformista de pseudo-cr\u00edticas dos produtos culturais, na medida em que acabam neutralizando at\u00e9 mesmo nosso estranhamento com a realidade.<\/span><\/p>\n<p><span>Mais recentemente, o filme de Bong Joon Ho, <\/span><i><span>Mickey 17<\/span><\/i><span>, pareceu caminhar para uma tematiza\u00e7\u00e3o dist\u00f3pica com um desfecho insurgente. O ensaio \u00e9 leg\u00edtimo, mas parece ainda ser uma tentativa, n\u00e3o completamente bem sucedida, de desamarrar as narrativas dist\u00f3picas da fic\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea dessa tend\u00eancia de alegoria \u201ccr\u00edtica\u201d enlatada para algo que seja\u00a0 potencialmente mobilizador, e que n\u00e3o recaia em uma pseudo-sensibiliza\u00e7\u00e3o do espectador. Resta saber se teremos outras tentativas nesse sentido, mas devemos lembrar que isso esbarra em um problema antigo da fic\u00e7\u00e3o dist\u00f3pica: a mobiliza\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o de classe que acaba por destituir de ag\u00eancia esse pr\u00f3prio sujeito. Observar as distopias ficcionais nesse sentido pode nos auxiliar a saber n\u00e3o apenas \u201cque horas s\u00e3o\u201d no presente, mas tamb\u00e9m o que genericamente se espera \u2013 ou parece ser esperado \u2013 do futuro. <\/span><\/p>\n<p>O post Distopia: entre fic\u00e7\u00e3o e realidade apareceu primeiro em Opera Mundi.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/apoio-do-bndes-a-pequenas-empresas-cresceu-46-em-2024\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Apoio do BNDES a pequenas empresas cresceu 46% em ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/por-que-entendemos-cada-vez-menos-aquilo-que-consumimos\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Por que entendemos cada vez menos aquilo que consu...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/arte-dissidente-ocupa-novo-hamburgo-no-1o-treta-festival-de-cinema-e-performance\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/bdf-20250916-195954-a28336-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Arte dissidente ocupa Novo Hamburgo no 1\u00ba TRETA Fe...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/mais-agro-menos-clima-tarcisio-veta-educacao-climatica-em-escolas-apos-lancar-agro-jovem\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/tarcisio-1024x677-1-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Mais agro, menos clima: Tarc\u00edsio veta educa\u00e7\u00e3o cli...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cultura de massas, produzida de modo industrial desde meados do s\u00e9culo XX, imprimiu uma esp\u00e9cie de subjetiva\u00e7\u00e3o uniforme da sociedade, pautando-se em perspectivas e valores organizados fundamentalmente pelo horizonte estadunidense, que definiu as formas de produ\u00e7\u00e3o est\u00e9tica como uma esp\u00e9cie de softpower do imperialismo. 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