{"id":86392,"date":"2026-05-07T16:51:56","date_gmt":"2026-05-07T19:51:56","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/terras-raras-o-brasil-sob-o-tacao-do-ocidente\/"},"modified":"2026-05-07T16:51:56","modified_gmt":"2026-05-07T19:51:56","slug":"terras-raras-o-brasil-sob-o-tacao-do-ocidente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/terras-raras-o-brasil-sob-o-tacao-do-ocidente\/","title":{"rendered":"Terras Raras: o Brasil sob o tac\u00e3o do Ocidente?"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1500\" height=\"844\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/photo_5181954231508863979_w.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/05\/07164902\/photo_5181954231508863979_w-1500x844.jpg 1500w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/05\/07164902\/photo_5181954231508863979_w-300x169.jpg 300w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/05\/07164902\/photo_5181954231508863979_w-768x432.jpg 768w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/05\/07164902\/photo_5181954231508863979_w-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/photo_5181954231508863979_w.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px\"><figcaption>Arte: Jess Frampton\/Reprodu\u00e7\u00e3o: GZERO Media<\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O texto a seguir \u00e9 a segunda de tr\u00eas partes sobre o atual cen\u00e1rio geopol\u00edtico e uma estrat\u00e9gia global, liderada pelos EUA, para adquirir as riquezas nacionais. E a necessidade de uma rea\u00e7\u00e3o do Brasil para proteger o setor. Publicaremos, em breve, a continua\u00e7\u00e3o.<br \/>Leia a primeira parte:<br \/><strong>Terras Raras: O assalto americano<\/strong><\/p>\n<h3><strong>Da vulnerabilidade \u00e0 estrat\u00e9gia: terras raras e seguran\u00e7a nacional<\/strong><\/h3>\n<p>Esse movimento precisa ser compreendido \u00e0 luz de um ponto de inflex\u00e3o anterior que redefiniu o lugar das terras raras na economia pol\u00edtica internacional. Em 2010, como mostra a an\u00e1lise Julie Michelle Klinger no livro Rare Earth Frontiers (2017), no contexto de tens\u00f5es entre China e Jap\u00e3o, a interrup\u00e7\u00e3o de remessas de terras raras para o mercado japon\u00eas foi interpretada como o uso de controle de exporta\u00e7\u00f5es como instrumento de poder geoecon\u00f4mico. Ent\u00e3o, a China respondia por cerca de 97% da produ\u00e7\u00e3o global desses elementos que s\u00e3o fundamentais para a ind\u00fastria de defesa, tecnologias digitais e energias renov\u00e1veis. O epis\u00f3dio colocou em evid\u00eancia a vulnerabilidade estrutural dos pa\u00edses desenvolvidos devido \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o produtiva chinesa e marcou a transforma\u00e7\u00e3o das terras raras em quest\u00e3o de seguran\u00e7a nacional.<\/p>\n<p>A partir desse momento, os Estados Unidos passaram a estruturar, de forma progressiva, uma pol\u00edtica voltada \u00e0 reorganiza\u00e7\u00e3o das cadeias de minerais cr\u00edticos. Esse processo se intensifica a partir de 2017, quando esses insumos s\u00e3o formalmente incorporados \u00e0 agenda de seguran\u00e7a nacional, e \u00e9 aprofundado ao longo da d\u00e9cada seguinte por meio da combina\u00e7\u00e3o de instrumentos industriais, financeiros e diplom\u00e1ticos. No governo Biden, Iniciativas como a Minerals Security Partnership, que envolveu Austr\u00e1lia, Canad\u00e1, Finl\u00e2ndia, Fran\u00e7a, Alemanha, Jap\u00e3o, Cor\u00e9ia do Sul, Su\u00e9cia, Reino Unido e Comiss\u00e3o Europeia e quest\u00f5es que alcan\u00e7avam \u201cfrom mining to processing and recycling\u201d, e os dispositivos do Inflation Reduction Act (IRA) expressam esse movimento de reconstru\u00e7\u00e3o de cadeias sob coordena\u00e7\u00e3o estatal e em articula\u00e7\u00e3o com pa\u00edses aliados.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Prancheta--18.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Prancheta--18.png 680w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2022\/12\/31181126\/Prancheta-4-300x110.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Os eventos recentes envolvendo a China, no contexto da guerra tarif\u00e1ria de Trump, marcam um ponto de inflex\u00e3o na disputa por minerais cr\u00edticos. Em 2025, Pequim ampliou os controles sobre terras raras pesadas e, em seguida, introduziu mecanismos com alcance extraterritorial, exigindo licen\u00e7as para reexporta\u00e7\u00e3o por terceiros. Essas medidas n\u00e3o apenas restringem a oferta, mas projetam a capacidade regulat\u00f3ria chinesa para al\u00e9m de seu territ\u00f3rio, afetando cadeias globais de produ\u00e7\u00e3o e com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>Paralelamente, a China tem buscado estruturar uma resposta no plano institucional. Em novembro de 2025, no \u00e2mbito do G20, prop\u00f4s a International Economic and Trade Cooperation Initiative on Green Mining and Minerals, que incentiva a coopera\u00e7\u00e3o internacional em cadeias minerais, a estabilidade dos fluxos de oferta, o compartilhamento de tecnologias e uma distribui\u00e7\u00e3o mais equilibrada dos benef\u00edcios entre pa\u00edses produtores e consumidores. Ao defender maior participa\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses em desenvolvimento e regras de governan\u00e7a mais inclusivas para produ\u00e7\u00e3o e suprimento, a iniciativa configura uma tentativa de estruturar um polo alternativo na governan\u00e7a global desses recursos.<\/p>\n<p>A resposta norte-americana se estrutura de forma r\u00e1pida e coordenada. Ainda em 2025, acordos com Jap\u00e3o e Austr\u00e1lia passam a integrar minera\u00e7\u00e3o, processamento e demanda com garantias estatais e contratos de fornecimento de longo prazo. No final do ano, iniciativas como a Pax Silica Declaration ampliam o escopo da estrat\u00e9gia ao vincular minerais cr\u00edticos \u00e0 infraestrutura tecnol\u00f3gica e digital. Em 2026, essa arquitetura se aprofunda com instrumentos como o Project Vault, que estabelece estoques estrat\u00e9gicos p\u00fablico-privados, e com a mobiliza\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica do Critical Minerals Ministerial 2026, voltado \u00e0 coordena\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria entre aliados (o do acordo EUA-Argentina \u00e9 um exemplo, especificamente o cap\u00edtulo 4 \u201cEconomic and National Security\u201d).\u00a0 Mais do que responder \u00e0s a\u00e7\u00f5es chinesas, os Estados Unidos passam a estruturar uma estrat\u00e9gia abrangente, que combina coordena\u00e7\u00e3o entre Estados, financeiriza\u00e7\u00e3o da oferta, controle de ativos e integra\u00e7\u00e3o das cadeias produtivas. \u00c9 nesse movimento que se insere a Estrat\u00e9gia de Seguran\u00e7a Nacional de 2025, ao consolidar a articula\u00e7\u00e3o entre economia e seguran\u00e7a e reafirmar, em chave contempor\u00e2nea, uma l\u00f3gica hemisf\u00e9rica de controle sobre recursos estrat\u00e9gicos<\/p>\n<p>\u00c9 a partir dessa base, revela\u00e7\u00e3o da vulnerabilidade, institucionaliza\u00e7\u00e3o da resposta e sua radicaliza\u00e7\u00e3o recente, que se torna poss\u00edvel compreender a forma\u00e7\u00e3o de uma estrat\u00e9gia voltada \u00e0 reorganiza\u00e7\u00e3o das cadeias minerais em escala global. Essa estrat\u00e9gia n\u00e3o se limita \u00e0 diversifica\u00e7\u00e3o de fornecedores, mas envolve a constru\u00e7\u00e3o ativa de um bloco de capital articulado entre Estados Unidos e pa\u00edses aliados, capaz de controlar ativos, direcionar investimentos e estruturar cadeias produtivas fora da \u00f3rbita chinesa.<\/p>\n<h3><strong>CFIUS, statecraft e converg\u00eancia regulat\u00f3ria<\/strong><\/h3>\n<p>A reorganiza\u00e7\u00e3o das cadeias minerais n\u00e3o se d\u00e1 apenas por meio da aquisi\u00e7\u00e3o de ativos ou da mobiliza\u00e7\u00e3o de financiamento. Ela envolve, tamb\u00e9m, a constru\u00e7\u00e3o de um arcabou\u00e7o regulat\u00f3rio capaz de definir quem pode (e quem n\u00e3o pode) participar desses setores, dimens\u00e3o que se torna central no caso do CFIUS.<\/p>\n<p>Criado originalmente como um mecanismo de revis\u00e3o de investimentos estrangeiros, o CFIUS foi progressivamente transformado em um instrumento de pol\u00edtica de poder. Sua amplia\u00e7\u00e3o recente permite n\u00e3o apenas analisar, mas bloquear, condicionar ou mesmo exigir a revers\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es em setores considerados estrat\u00e9gicos. Mais do que proteger ativos dom\u00e9sticos, o mecanismo opera delimitando o acesso a mercados e tecnologias cr\u00edticas.<\/p>\n<p>Essa transforma\u00e7\u00e3o altera a natureza do pr\u00f3prio instrumento. O CFIUS deixa de ser apenas um regime de <em>investment screening<\/em> e passa a atuar como instrumento de <em>statecraft<\/em>, mobilizando mecanismos regulat\u00f3rios para atingir objetivos estrat\u00e9gicos mais amplos, especialmente no contexto da rivalidade entre Estados Unidos e China. Como argumentamos em <em>CFIUS Tailored to the US-China Strategic Rivalry<\/em> (da Silva, 2025), o mecanismo passa a operar n\u00e3o apenas como instrumento dom\u00e9stico de controle de investimentos, mas como vetor de converg\u00eancia regulat\u00f3ria entre pa\u00edses aliados.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Arte-2_banner-site-outras-palavras_IC-na-Unesp_728x90.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Arte-2_banner-site-outras-palavras_IC-na-Unesp_728x90.png 728w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2025\/02\/31191312\/Arte-2_banner-site-outras-palavras_IC-na-Unesp_728x90-300x37.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 728px) 100vw, 728px\" width=\"728\" height=\"90\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Essa atua\u00e7\u00e3o ultrapassa o territ\u00f3rio norte-americano. O CFIUS tem sido mobilizado como refer\u00eancia para a proje\u00e7\u00e3o extraterritorial de padr\u00f5es regulat\u00f3rios, incentivando a ado\u00e7\u00e3o de regimes an\u00e1logos por pa\u00edses parceiros. Esse processo ocorre por meio de condicionalidades e da concess\u00e3o de tratamentos diferenciados, como o reconhecimento de determinadas jurisdi\u00e7\u00f5es como \u201cpa\u00edses isentos\u201d (\u201cexcepted countries\u201d), vinculados \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de mecanismos compat\u00edveis de controle de investimentos. Na pr\u00e1tica, essa converg\u00eancia regulat\u00f3ria amplia a capacidade de coordena\u00e7\u00e3o entre Estados e permite restringir a presen\u00e7a de capitais chineses em setores classificados como estrat\u00e9gicos particularmente aqueles associados a tecnologias cr\u00edticas e minerais essenciais.<\/p>\n<p>Ao longo dos \u00faltimos anos, pa\u00edses aliados como Canad\u00e1, Austr\u00e1lia e membros europeus passaram a adotar mecanismos semelhantes de revis\u00e3o de investimentos, frequentemente inspirados no modelo norte-americano. Esse movimento produz uma converg\u00eancia regulat\u00f3ria que amplia, de fato, o alcance do CFIUS, criando um ambiente no qual investimentos chineses em setores cr\u00edticos s\u00e3o sistematicamente filtrados ou restringidos em m\u00faltiplas jurisdi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o CFIUS n\u00e3o apenas regula o mercado interno, mas contribui para organizar um espa\u00e7o econ\u00f4mico ampliado, no qual regras convergentes definem padr\u00f5es de acesso e controle. O resultado \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de um ambiente institucional que favorece capitais alinhados e restringe a atua\u00e7\u00e3o de competidores, especialmente em setores como minerais cr\u00edticos, considerados centrais para tecnologias fundacionais, emergentes e de defesa.<\/p>\n<p>Esse processo tem produzido uma crescente converg\u00eancia regulat\u00f3ria entre Estados Unidos e seus aliados. Pa\u00edses como Canad\u00e1, Austr\u00e1lia e membros da Uni\u00e3o Europeia passaram a adotar mecanismos semelhantes de revis\u00e3o de investimentos, frequentemente inspirados no modelo norte-americano. Na pr\u00e1tica, isso amplia o alcance dessa arquitetura regulat\u00f3ria, criando um ambiente no qual os investimentos em setores estrat\u00e9gicos s\u00e3o sistematicamente filtrados ou restringidos em m\u00faltiplas jurisdi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Essa din\u00e2mica pode ser observada de forma concreta no caso da Groenl\u00e2ndia. Como discutimos no artigo \u201cGroenl\u00e2ndia em disputa estrat\u00e9gica: investimento, seguran\u00e7a e a competi\u00e7\u00e3o entre Estados Unidos e China\u201d (Silva, 2026), o territ\u00f3rio tornou-se um espa\u00e7o privilegiado de proje\u00e7\u00e3o dessa l\u00f3gica regulat\u00f3ria, articulando seguran\u00e7a, investimento e controle de recursos estrat\u00e9gicos. Embora formalmente sob soberania dinamarquesa, a ilha passou a operar sob um regime de triagem de investimentos alinhado a crit\u00e9rios de seguran\u00e7a nacional compat\u00edveis com o modelo norte-americano. Na pr\u00e1tica, isso resultou na revis\u00e3o, reestrutura\u00e7\u00e3o ou bloqueio de projetos em setores estrat\u00e9gicos, especialmente aqueles envolvendo terras raras, e na exclus\u00e3o de capitais chineses, inclusive por meio de participa\u00e7\u00f5es indiretas.<\/p>\n<p>O caso evidencia como mecanismos inspirados no CFIUS operam para al\u00e9m do territ\u00f3rio norte-americano, reconfigurando decis\u00f5es de investimento, ampliando a incerteza regulat\u00f3ria para determinados atores e contribuindo para a reorganiza\u00e7\u00e3o das cadeias de suprimento em bases geopoliticamente alinhadas.<\/p>\n<p>Essa converg\u00eancia regulat\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 apenas normativa, mas tamb\u00e9m emp\u00edrica. Como mostram os casos apresentados a seguir, pa\u00edses aliados t\u00eam utilizado esses instrumentos para limitar ou excluir a participa\u00e7\u00e3o de capitais chineses em projetos estrat\u00e9gicos, refor\u00e7ando a articula\u00e7\u00e3o entre regula\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a e reorganiza\u00e7\u00e3o das cadeias minerais.<\/p>\n<p>Ao longo dos \u00faltimos anos, pa\u00edses aliados como Canad\u00e1, Austr\u00e1lia e membros europeus passaram a adotar mecanismos de revis\u00e3o de investimentos inspirados no modelo norte-americano, al\u00e9m de acordos espec\u00edficos sobre terras raras, como o dos Estados e Australia em outubro de 2025. Esse movimento produz uma converg\u00eancia regulat\u00f3ria que amplia o alcance dessa arquitetura, criando um ambiente no qual investimentos em setores estrat\u00e9gicos s\u00e3o sistematicamente filtrados ou restringidos em m\u00faltiplas jurisdi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Essa din\u00e2mica pode ser observada de forma concreta em diferentes casos recentes, como os apresentados no quadro a seguir.<\/p>\n<p><strong>Quadro 2 \u2013 Casos de restri\u00e7\u00e3o e exclus\u00e3o de capitais chineses em setores estrat\u00e9gicos<\/strong><\/p>\n<figure>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>Pa\u00eds<\/strong><strong><\/strong><\/td>\n<td><strong>Ano<\/strong><strong><\/strong><\/td>\n<td><strong>Empresa \/ Caso<\/strong><strong><\/strong><\/td>\n<td><strong>Setor<\/strong><strong><\/strong><\/td>\n<td><strong>Instrumento<\/strong><strong><\/strong><\/td>\n<td><strong>Decis\u00e3o<\/strong><strong><\/strong><\/td>\n<td><strong>Tipo de restri\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Canad\u00e1<\/td>\n<td>2022<\/td>\n<td>Sinomine \u2013Power Metals<\/td>\n<td>L\u00edtio<\/td>\n<td>ICA<\/td>\n<td>Desinvestimento<\/td>\n<td>Venda compuls\u00f3ria<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Canad\u00e1<\/td>\n<td>2022<\/td>\n<td>Zangge \u2013 Ultra Lithium<\/td>\n<td>L\u00edtio<\/td>\n<td>ICA<\/td>\n<td>Desinvestimento<\/td>\n<td>Sa\u00edda obrigat\u00f3ria<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Canad\u00e1<\/td>\n<td>2022<\/td>\n<td>Chengze \u2013 Lithium Chile<\/td>\n<td>L\u00edtio<\/td>\n<td>ICA<\/td>\n<td>Desinvestimento<\/td>\n<td>Retirada total<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Canad\u00e1<\/td>\n<td>2023<\/td>\n<td>Diretriz minerais cr\u00edticos<\/td>\n<td>Minerais cr\u00edticos\/terra raras<\/td>\n<td>ICA<\/td>\n<td>Endurecimento<\/td>\n<td>Presun\u00e7\u00e3o negativa<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Austr\u00e1lia<\/td>\n<td>2016<\/td>\n<td>State Grid \u2013 Ausgrid<\/td>\n<td>Energia<\/td>\n<td>FIRB<\/td>\n<td>Bloqueado<\/td>\n<td>Seguran\u00e7a nacional<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Austr\u00e1lia<\/td>\n<td>2021<\/td>\n<td>Mengniu \u2013 Lion Dairy<\/td>\n<td>Agro<\/td>\n<td>FIRB<\/td>\n<td>Bloqueado<\/td>\n<td>Interesse nacional<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Austr\u00e1lia<\/td>\n<td>2023<\/td>\n<td>Diretrizes minerais cr\u00edticos<\/td>\n<td>L\u00edtio \/ REEs<\/td>\n<td>FIRB<\/td>\n<td>Condicionado<\/td>\n<td>Scrut\u00ednio ampliado<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Groenl\u00e2ndia<\/td>\n<td>2019<\/td>\n<td>CCCC \u2013 aeroportos<\/td>\n<td>Infraestrutura<\/td>\n<td>Avalia\u00e7\u00e3o seguran\u00e7a<\/td>\n<td>Bloqueado<\/td>\n<td>Geoestrat\u00e9gico<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Groenl\u00e2ndia<\/td>\n<td>2021\u201323<\/td>\n<td><strong>Shenghe \u2013 Kvanefjeld<\/strong><\/td>\n<td>REEs + ur\u00e2nio<\/td>\n<td>Licenciamento<\/td>\n<td>Suspenso<\/td>\n<td>Restri\u00e7\u00e3o indireta<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/figure>\n<p>Os casos apresentados no quadro acima evidenciam a aplica\u00e7\u00e3o concreta desses instrumentos em diferentes pa\u00edses e setores, revelando um padr\u00e3o consistente de restri\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de capitais chineses. Mais do que decis\u00f5es pontuais, trata-se de pr\u00e1ticas que se repetem em m\u00faltiplas jurisdi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O quadro a seguir sintetiza esses padr\u00f5es por setor, permitindo visualizar como essa converg\u00eancia regulat\u00f3ria se distribui ao longo das cadeias minerais.<\/p>\n<p><strong>Quadro 3 \u2013 Padr\u00f5es setoriais de restri\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o chinesa em setores estrat\u00e9gicos<\/strong><\/p>\n<figure>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>Setor<\/strong><strong><\/strong><\/td>\n<td><strong>Canad\u00e1<strong>[1]<\/strong><\/strong><strong><\/strong><\/td>\n<td><strong>Austr\u00e1lia<\/strong><strong><\/strong><\/td>\n<td><strong>Groenl\u00e2ndia \/ Dinamarca<\/strong><strong><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>L\u00edtio<\/td>\n<td>Desinvestimento for\u00e7ado (2022)<\/td>\n<td>Scrut\u00ednio elevado<\/td>\n<td>Projetos sens\u00edveis<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Terras raras<\/td>\n<td>Monitoramento intensificado<\/td>\n<td>Avalia\u00e7\u00e3o caso a caso<\/td>\n<td>Projeto suspenso (Kvanefjeld)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Energia \/ infraestrutura<\/td>\n<td>Casos espec\u00edficos<\/td>\n<td>Bloqueio direto<\/td>\n<td>Bloqueio estrat\u00e9gico<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Minerais cr\u00edticos (geral)<\/td>\n<td><strong>Presun\u00e7\u00e3o negativa para SOEs<\/strong><\/td>\n<td><strong>Avalia\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a<\/strong><\/td>\n<td><strong>Alta sensibilidade geopol\u00edtica<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/figure>\n<p><strong>Fonte<\/strong>: elaborado pela autora com base nas fontes citadas nos links e refer\u00eancias finais.<\/p>\n<p>Os casos apresentados nos quadros acima revelam um padr\u00e3o consistente de atua\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria em diferentes jurisdi\u00e7\u00f5es. N\u00e3o se trata de decis\u00f5es isoladas, mas de um conjunto de pr\u00e1ticas convergentes que, embora formalmente ancoradas em instrumentos nacionais, produzem efeitos coordenados na restri\u00e7\u00e3o do acesso a setores estrat\u00e9gicos. Trata-se de uma forma de governan\u00e7a que pode ser compreendida como um regime internacional de seguran\u00e7a de investimento, operado por instrumentos regulat\u00f3rios e mecanismos de <em>screenin<\/em>g alinhados ao modelo do CFIUS (da Silva, 2026).<\/p>\n<p>Essa converg\u00eancia regulat\u00f3ria deve ser analisada em conjunto com a estrutura das empresas e dos investimentos no setor mineral. Enquanto os mecanismos de revis\u00e3o de investimentos operam limitando a participa\u00e7\u00e3o de capitais chineses, observa-se a expans\u00e3o de empresas sediadas em pa\u00edses alinhados, especialmente Estados Unidos, Canad\u00e1 e Austr\u00e1lia, ocupando esses mesmos espa\u00e7os. Como indicam os quadros anteriores sobre empresas estrat\u00e9gicas, paralelamente \u00e0 exclus\u00e3o regulat\u00f3ria, ocorre um movimento de incorpora\u00e7\u00e3o de ativos por capitais alinhados, frequentemente articulados a instrumentos de financiamento e coordena\u00e7\u00e3o estatal.<\/p>\n<p>Esse duplo movimento, com restri\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria e ocupa\u00e7\u00e3o dos ativos, permite compreender a reorganiza\u00e7\u00e3o das cadeias minerais n\u00e3o apenas como um processo de conten\u00e7\u00e3o, mas como um mecanismo de centraliza\u00e7\u00e3o do capital em setores estrat\u00e9gicos. O resultado n\u00e3o \u00e9 a simples redu\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a chinesa, mas a reconfigura\u00e7\u00e3o do controle sobre esses ativos, que passam a ser progressivamente integrados a cadeias produtivas organizadas sob a coordena\u00e7\u00e3o de Estados e corpora\u00e7\u00f5es alinhados.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a converg\u00eancia entre regula\u00e7\u00e3o, financiamento e controle de ativos constitui o n\u00facleo da forma\u00e7\u00e3o de um bloco mineral ocidental, no qual a capacidade de definir regras de acesso, selecionar participantes e coordenar investimentos se torna t\u00e3o importante quanto o pr\u00f3prio acesso \u00e0s reservas.<\/p>\n<p>(<em>continua)<\/em><\/p>\n<hr>\n<p>[1] A evolu\u00e7\u00e3o recente do caso canadense ilustra que esses mecanismos n\u00e3o operam de forma linear ou est\u00e1tica. Embora o pa\u00eds tenha adotado instrumentos mais restritivos \u00e0 participa\u00e7\u00e3o chinesa em setores estrat\u00e9gicos, observa-se, sob o governo de Mark Carney em face das tens\u00f5es com Trump, que ganhou tra\u00e7\u00e3o um movimento simult\u00e2neo de revis\u00e3o dessas rela\u00e7\u00f5es. Em 2026, iniciativas voltadas \u00e0 reaproxima\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e \u00e0 diversifica\u00e7\u00e3o de parcerias indicam que os v\u00ednculos entre Canad\u00e1 e China permanecem em disputa, especialmente em setores estrat\u00e9gicos e sens\u00edveis. Isso demonstra que a converg\u00eancia regulat\u00f3ria n\u00e3o implica ruptura completa com a China, mas sim uma reconfigura\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de acesso e opera\u00e7\u00e3o nesses mercados, aprofundando uma din\u00e2mica de seletividade estrat\u00e9gica que combina restri\u00e7\u00e3o, negocia\u00e7\u00e3o e reposicionamento.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. 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Sob comando dos EUA, coaliz\u00e3o de pa\u00edses ricos v\u00ea no controle dos minerais cr\u00edticos \u2013 e na exclus\u00e3o da China \u2013 chave para manter seus cinco s\u00e9culos de supremacia global <\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/geopoliticaeguerra\/terras-raras-o-brasil-sob-o-tacao-do-ocidente\/\">Terras Raras: o Brasil sob o tac\u00e3o do Ocidente?<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":86393,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[55430,55431,55432,55433,55434,9970,5700,10615,1141,55435,3577,4036,1453],"tags":[],"class_list":["post-86392","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ausencia-de-competicao","category-bloco-mineral-ocidental","category-cadeias-minerais","category-capital-chines","category-cfius","category-geoeconomia","category-geopolitica-guerra","category-minerais-criticos","category-ocidente","category-restricao-regulatoria","category-seguranca-nacional","category-terras-raras","category-trump"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86392","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=86392"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86392\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/86393"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=86392"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=86392"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=86392"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}