{"id":86470,"date":"2026-05-08T15:29:23","date_gmt":"2026-05-08T18:29:23","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/maternidade-lgbt-sem-terra-e-a-construcao-de-familia-no-contexto-da-luta-do-mst\/"},"modified":"2026-05-08T15:29:23","modified_gmt":"2026-05-08T18:29:23","slug":"maternidade-lgbt-sem-terra-e-a-construcao-de-familia-no-contexto-da-luta-do-mst","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/maternidade-lgbt-sem-terra-e-a-construcao-de-familia-no-contexto-da-luta-do-mst\/","title":{"rendered":"Maternidade LGBT Sem Terra e a constru\u00e7\u00e3o de fam\u00edlia no contexto da luta do MST"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-08-at-151810.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-08-at-15.18.10-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-08-at-15.18.10-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-08-at-15.18.10-768x512.jpeg 768w, https:\/\/mst.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-08-at-15.18.10-1536x1023.jpeg 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-08-at-151810.jpeg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Foto: Arquivo MST<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Por Daiane Paz e Mariana Arante<br \/>Da P\u00e1gina do MST<\/em><\/p>\n<p>O Movimento \u00e9 nossa grande Fam\u00edlia! Essa frase forte de Salete Strozake, militante Sem Terra, educadora e m\u00e3e, ecoa quando pensamos sobre fam\u00edlia e parentalidade. Implica pensar o que s\u00e3o esses la\u00e7os de identidade, cumplicidade e prop\u00f3sito que nos aproximam sem negar as contradi\u00e7\u00f5es que permeiam os processos de luta, organiza\u00e7\u00e3o e viv\u00eancias.<\/p>\n<p>Nos constru\u00edmos como n\u00facleo familiar dentro dessa grande fam\u00edlia, construindo alicerces que n\u00e3o iniciam em n\u00f3s, mas na luta e persist\u00eancia de nossos pais, nos acampamentos, assentamentos e escolas, construindo a luta pela terra, pela Reforma Agr\u00e1ria e pelo socialismo. Nesse sentido, o Movimento e a Luta pela Terra nos apresentam uma outra forma de entender a fam\u00edlia, para al\u00e9m do n\u00facleo com o qual dividimos a casa e as responsabilidades e se apresenta como in\u00fameros aspectos da vida que permeiam as rela\u00e7\u00f5es e os sentimentos de pertencimento.<\/p>\n<p>Essa luta se desdobra em conquistas e oportunidades de escolariza\u00e7\u00e3o que aproximam pessoas de todo o pa\u00eds e tornam poss\u00edveis encontros que seriam imposs\u00edveis em outros contextos.<\/p>\n<p>Foi em uma turma do curso de Geografia, vinculado ao PRONERA, com aulas em Presidente Prudente e na Escola Nacional Florestan Fernandes que nos conhecemos e nos apaixonamos. Antes da exist\u00eancia do coletivo LGBTI+ Sem Terra e sem entender direito o turbilh\u00e3o de sentimentos, enfrentamentos e medos que envolviam apaixonar-se por outra mulher, constru\u00edmos uma rela\u00e7\u00e3o de amor e cumplicidade que j\u00e1 dura quase 20 anos. Al\u00e9m das nossas d\u00favidas e medos, tamb\u00e9m enfrentamos o fato de que talvez nem nossa fam\u00edlia consangu\u00ednea, nem a fam\u00edlia Sem Terra, estivessem preparadas para receber e lidar com um relacionamento entre duas mulheres. E diante da diversidade de seres que nos rodeavam encontramos julgamentos, mas tamb\u00e9m encontramos abra\u00e7os, carinho e acolhimento de onde nem esper\u00e1vamos, \u00e0s vezes.<\/p>\n<p>Nosso amor foi se estabelecendo como \u201cnormal\u201d \u00e0 medida que a conviv\u00eancia acontecia, no curso, nas tarefas, em nossas casas\u2026 tudo se tornando mais cotidiano como qualquer namoro deve ser, mas que n\u00f3s, LGBTQIA+, temos que lutar para que tenhamos o direito ao que \u00e9 simples e corriqueiro: um almo\u00e7o em fam\u00edlia com os sogros e cunhados, uma sa\u00edda entre amigos de m\u00e3os dadas na rua, um natal sem se esconder pra mandar uma mensagem. E nesse dia a dia da luta, das tarefas que receb\u00edamos de nosso Movimento, fomos estabelecendo que ali tamb\u00e9m cabia nosso relacionamento e isso seria cotidiano.<\/p>\n<p>Esse se estabelecer e ter direitos garantidos se estende para a esfera civil e \u00e0 medida que fomos amadurecendo nosso relacionamento e construindo junto \u00e0 coletividade nosso espa\u00e7o como casal, fomos percebendo que muitos direitos nos eram negados enquanto cidad\u00e3s pela nossa vida amorosa. Exemplos como: fazer doa\u00e7\u00e3o de sangue, se casar no civil, ter filhos, tudo o que era comum fazer e planejar, para n\u00f3s esbarrava no fato de sermos duas mulheres. Por isso, nossos planos foram sendo forjados sempre em luta para conquist\u00e1-los junto com uma comunidade inteira, os planos n\u00e3o eram s\u00f3 nossos.<\/p>\n<p>Em 2012, ambas em tarefa na Secretaria Nacional de nosso Movimento, vivemos o momento em que foi determinado por lei que todos os cart\u00f3rios eram obrigados a realizar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo sem nenhuma formalidade a mais, apenas o que se exigia de qualquer casal heteroafetivo. O casamento que nem era um plano a priori para n\u00f3s, se tornou a necessidade de acessar um direito garantido com tanta luta e, no dia 25 de maio de 2013, n\u00f3s oficializamos nossa rela\u00e7\u00e3o em um casamento civil e muita festa com nossa fam\u00edlia Sem Terra.<\/p>\n<p>A partir desse momento, j\u00e1 tinha brotado em n\u00f3s a vontade de sermos m\u00e3es juntas, era um tema que nos aquecia o cora\u00e7\u00e3o e nos inquietava por n\u00e3o saber como. A ado\u00e7\u00e3o era uma vontade de vida inteira, mas acredit\u00e1vamos que o judici\u00e1rio, nas condi\u00e7\u00f5es que t\u00ednhamos, n\u00e3o seria um lugar receptivo.<\/p>\n<p>Foi na luta e na esperan\u00e7a de construir rela\u00e7\u00f5es de amor, de gerar e de educar uma vida, que nos lan\u00e7amos na aventura de buscar maneiras de conseguir gestar nosso filho. Por meio de um processo de Fertiliza\u00e7\u00e3o In Vitro engravidamos de nosso filho Pedro, menino forte e guerreiro, que nos inspirou e fortaleceu para construirmos nossa vida no assentamento, da moradia aos espa\u00e7os da produ\u00e7\u00e3o, de maneira que ele pudesse vivenciar sua inf\u00e2ncia em um ambiente seguro e saud\u00e1vel. A gesta\u00e7\u00e3o e o nascimento do Pedro nos apresentaram outras lutas di\u00e1rias que precisamos enfrentar em uma cidade pequena do interior de SC, onde tivemos que encarar o dia a dia, fora do ambiente da \u201cFam\u00edlia Sem Terra\u201d que nos blindava at\u00e9 o momento. Foram desde situa\u00e7\u00f5es muito cotidianas, nos exames e consultas, at\u00e9 o fato de termos que entrar com pedido judicial para registrarmos nosso filho em nome de suas duas m\u00e3es.<\/p>\n<p>Foram meses duros, de insist\u00eancias e de inseguran\u00e7as e tamb\u00e9m de muito amor envolvendo a espera de sua chegada t\u00e3o aguardada. Um m\u00eas ap\u00f3s o nascimento saiu a certid\u00e3o de nascimento do Pedro com dupla maternidade, um direito b\u00e1sico de toda crian\u00e7a, mas que pra ele teve que ser conquistado, mostrando desde cedo que Sem Terrinha j\u00e1 nasce na luta por seus direitos. A primeira crian\u00e7a, de muitas que vieram depois, a ser registrada com dupla maternidade no estado de SC.<\/p>\n<p>A complexidade da vida e das rela\u00e7\u00f5es que se estabelecem nos levaram a ampliar esse n\u00facleo familiar, assumindo legalmente a guarda das nossas sobrinhas Alice e Julia. Sempre muito pr\u00f3ximas, em uma rela\u00e7\u00e3o para al\u00e9m de tias e sobrinhas, com 15 anos elas decidiram que a casa delas definitivamente (e isso \u00e9 sempre mut\u00e1vel quando se fala de jovens) seria a nossa casa. Mais uma vez o desafio de ser fam\u00edlia se transforma, se fortalece \u00e0 medida que os desafios se ampliam. A fam\u00edlia cresceu, a casa encheu, e n\u00f3s ainda t\u00ednhamos nos planos ser m\u00e3es outra vez.<\/p>\n<p>Nos habilitamos no cadastro nacional de ado\u00e7\u00e3o no ano de 2018, com o cora\u00e7\u00e3o cheio de esperan\u00e7a de dar um irm\u00e3o ou irm\u00e3 ao Pedro e de realizar o sonho t\u00e3o antigo que t\u00ednhamos sobre o processo de maternar a partir da ado\u00e7\u00e3o. Foram anos de muita espera e de muitos sentimentos, que iam da esperan\u00e7a absoluta ao des\u00e2nimo total.<\/p>\n<p>Em 2024, j\u00e1 no RS, contribuindo com o Movimento no espa\u00e7o do Instituto Josu\u00e9 de Castro \u2013 IEJC, transferimos nosso cadastro para o estado, mudamos o perfil e j\u00e1 nos prepar\u00e1vamos para n\u00e3o renovar o cadastro no ano seguinte, pois chegamos \u00e0 conclus\u00e3o que n\u00e3o seria mais poss\u00edvel. Para nossa surpresa, dois meses depois recebemos a liga\u00e7\u00e3o que esper\u00e1vamos por quase 6 anos e Ana Vit\u00f3ria chegou em nossa vida, com 3 meses de idade e a capacidade de inundar de amor nossa vida toda. Ela foi recebida pelas m\u00e3es, pelos irm\u00e3os e pela nossa nova fam\u00edlia Sem Terra, a fam\u00edlia do IEJC.<\/p>\n<p>Mais uma vez nossa experi\u00eancia de fam\u00edlia, de parentalidade e de maternidade se expande, se amplia, mostrando que n\u00e3o existe receita, n\u00e3o existe configura\u00e7\u00e3o correta como a sociedade patriarcal e a moral conservadora quer nos impor. Existem caminhos diversos, esperas diferentes, muita gente envolvida e muito amor.<\/p>\n<p>Construir essa fam\u00edlia significa assumir que nossas pr\u00e1ticas, afetos e responsabilidades no cuidado, educa\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as n\u00e3o passam por la\u00e7os de sangue e sim pela cria\u00e7\u00e3o de la\u00e7os de afetividade. Uma constru\u00e7\u00e3o que \u00e9 social e de constru\u00e7\u00e3o cultural.<\/p>\n<p>As fam\u00edlias s\u00e3o diversas e esse reconhecimento \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p><em>*Editado por Fernanda Alc\u00e2ntara<\/em><\/p>\n<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2026\/05\/08\/maternidade-lgbt-sem-terra-e-a-construcao-de-familia-no-contexto-da-luta-do-mst\/\">Maternidade LGBT Sem Terra e a constru\u00e7\u00e3o de fam\u00edlia no contexto da luta do MST<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/sul21.com.br\/noticias\/geral\/2025\/08\/comandante-nadia-propoe-normas-para-distribuicao-de-alimentos-a-populacao-de-rua\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Comandante N\u00e1dia prop\u00f5e normas para distribui\u00e7\u00e3o d...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/mais-de-2-mil-novas-moradias-do-minha-casa-minha-vida-iniciam-construcao\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Mais de 2 mil novas moradias do Minha Casa, Minha ...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/marmitas-da-terra-recebe-reconhecimento-pelo-seu-trabalho-de-combate-a-fome\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image-26-1024x683-1-150x150.jpeg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Marmitas da Terra recebe reconhecimento pelo seu t...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/um-ano-apos-enchente-melo-apresenta-balanco-e-destaca-embate-para-concluir-obras-em-diques\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Um ano ap\u00f3s enchente, Melo apresenta balan\u00e7o e des...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Arquivo MST Por Daiane Paz e Mariana AranteDa P\u00e1gina do MST O Movimento \u00e9 nossa grande Fam\u00edlia! 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