{"id":86549,"date":"2026-05-08T18:17:48","date_gmt":"2026-05-08T21:17:48","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/agroecologia-a-arte-de-enfrentar-o-atraso\/"},"modified":"2026-05-08T18:17:48","modified_gmt":"2026-05-08T21:17:48","slug":"agroecologia-a-arte-de-enfrentar-o-atraso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/agroecologia-a-arte-de-enfrentar-o-atraso\/","title":{"rendered":"Agroecologia, a arte de enfrentar o atraso"},"content":{"rendered":"<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"780\" height=\"440\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image_processing20200201-29235-kw0pqc.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image_processing20200201-29235-kw0pqc.jpg 780w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/05\/08182736\/image_processing20200201-29235-kw0pqc-300x169.jpg 300w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/05\/08182736\/image_processing20200201-29235-kw0pqc-768x433.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 780px) 100vw, 780px\"><figcaption>Foto: Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Agroecologia: ferramenta para resistir \u00e0 inaceitabilidade fantasmag\u00f3rica<\/strong><\/h3>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O modelo produtivo tido como moderno, que fundamentou a prosperidade do modelo de civiliza\u00e7\u00e3o dominante, apresenta sinais de exaust\u00e3o e perda de efici\u00eancia, al\u00e9m de ser inadequado para lidar com a nova realidade clim\u00e1tica (CRS Report, 2023). A Revolu\u00e7\u00e3o Verde \u2013 impulsionada pelo expressivo avan\u00e7o no setor qu\u00edmico a partir da Segunda Guerra Mundial \u2013 resultou em custos ambientais de magnitude equivalente aos seus resultados econ\u00f4micos. Um modelo fortemente calcado no uso abusivo de agrot\u00f3xicos e de fertilizantes. Estes, utilizados com um elevado \u00edndice de \u201cdesperd\u00edcio\u201d, visto que apenas 17% das aplica\u00e7\u00f5es s\u00e3o real- mente absorvidas pelas plantas, para depois serem consumidas na alimenta\u00e7\u00e3o (Erisman et al, 2008). O material residual alcan\u00e7a os cursos d\u2019\u00e1gua e contribui na prolifera\u00e7\u00e3o de algas e forma\u00e7\u00e3o de zonas mortas, num real sufocamento da vida aqu\u00e1tica (Jonhson; Harisson, 2015). O uso de fertilizantes qu\u00edmicos \u00e9 respons\u00e1vel tamb\u00e9m pela emiss\u00e3o de grandes quantidades de gases de efeito estufa, tanto que o agroneg\u00f3cio \u00e9 o maior emissor desses gases no Brasil.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio considerar que a produtividade do modelo do agroneg\u00f3cio brasileiro estabelece sucessivos recordes a partir das qualidades intr\u00ednsecas dos ecossistemas, o que representa uma significativa diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 perspectiva culturalmente talhada (Ch\u00e3, 2018), de que o seu desempenho \u00e9 resultado exclusivo de esfor\u00e7os em pesquisa e tecnologia pr\u00f3prios da agricultura industrial. No entanto, ele se baseia numa mec\u00e2nica de funcionalidade voltada \u00e0 maximiza\u00e7\u00e3o de lucros que \u00e9 fortemente subsidiada pelos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos[1]. Situa\u00e7\u00e3o que facilita a opera\u00e7\u00e3o das <em>commodities<\/em> da <em>big farm <\/em>e promove a expans\u00e3o acelerada da fronteira agr\u00edcola em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, avan\u00e7ando a grilagem de terras e a expropria\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios de povos tradicionais. Com esse pano de fundo, a busca por alternativas de adequa\u00e7\u00e3o ao cen\u00e1rio clim\u00e1tico vigente consolida a agroecologia como uma escolha eficaz (Gliessman, 2000), pois nesse paradigma a restaura\u00e7\u00e3o dos sistemas vivos \u00e9 central para o desenvolvimento da capacidade humana de coexistir com os sistemas de sustenta\u00e7\u00e3o da vida no planeta (Mang; Reed, 2012). Sentido no qual a agroecologia nos parece uma a\u00e7\u00e3o concreta n\u00e3o apenas de reta- guarda contra a destrui\u00e7\u00e3o da biosfera promovida pelo modelo t\u00edpico do agroneg\u00f3cio, mas tamb\u00e9m um movimento em certa medida insurgente. Afinal, ela avan\u00e7a por uma ontologia contestat\u00f3ria a que interpreta a natureza como mera fonte de \u201crecursos naturais\u201d \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o capitalista predat\u00f3ria. Talvez por isso, forne\u00e7a elementos objetivos e subjetivos para forjar uma vers\u00e3o de humanidade menos alienada da natureza e de si mesma, carregando em si tanto o ethos barroco de que trata Echeverr\u00eda, como a ontologia dos povos tradicionais do campo latino-americano \u2013 que em seus territ\u00f3rios resistem ao ontoc\u00eddio do capital, que pela viol\u00eancia da expropria\u00e7\u00e3o pretende suplantar com <em>commodities<\/em> a biodiversidade e o conhecimento a ela associado.<\/p>\n<p>Segundo Altieri (2002), a agroecologia concilia conhecimentos tradicionais e cient\u00edficos para promover a sustentabilidade, a seguran\u00e7a alimentar e a resili\u00eancia dos ecossistemas. Com foco na biodiversidade, essa pr\u00e1tica combina culturas e sistemas locais de conhecimento agr\u00edcola, al\u00e9m de encorajar um manejo menos dependente do pacote tecnol\u00f3gico da Revolu\u00e7\u00e3o Verde, consequentemente, do uso de agrot\u00f3xicos. Al\u00e9m disso, em vez de ganhos de escala com grandes monoculturas, a agroecologia prop\u00f5e diversidade, tanto na produ\u00e7\u00e3o vegetal como na cria\u00e7\u00e3o animal, com foco na variedade nutricional, na resist\u00eancia a pragas e na produtividade por meio da agrossilvicultura e sistemas mistos de produ\u00e7\u00e3o, a fim de potencializar a efici\u00eancia intr\u00ednseca da natureza e favorecer a fertilidade natural do solo.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1-10.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1-10.png 680w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2025\/12\/04164347\/15-300x110.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Como uma ci\u00eancia articulada entre a agronomia e a ecologia, a agroecologia, por meio da <em>diversidade funcional<\/em>, busca integrar agroecossistemas \u00e0 matriz da paisagem para gerar resili\u00eancia na din\u00e2mica dos ecossistemas e favorecer a estabilidade diante das mudan\u00e7as ambientais. Essa conectividade harm\u00f4nica tende a aumentar a biodiversidade, facilitar o manejo de pragas e reduzir a depend\u00eancia de controle qu\u00edmico. Com uma taxa maior de reciclagem de biomassa, a resposta do agroecossistema \u00e0s perturba\u00e7\u00f5es e a qualidade do solo s\u00e3o otimizadas, e a perda de elementos naturais, minimizada. Um modelo que privilegia intera\u00e7\u00f5es ben\u00e9ficas e sin\u00e9rgicas entre seres humanos e seu substrato material e condi\u00e7\u00e3o inarred\u00e1vel de exist\u00eancia. Como processo, a transi\u00e7\u00e3o para a agroecologia compreende a substitui\u00e7\u00e3o de insumos perniciosos por outros mais adequados e de maior efici\u00eancia, bem como o redesenho de agroecossistemas diversificados para que tenham fun\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas aut\u00f4nomas, com foco em maior produtividade, seguran\u00e7a alimentar e resili\u00eancia clim\u00e1tica a longo prazo.<\/p>\n<p>O Brasil foi um dos primeiros pa\u00edses a instituir uma pol\u00edtica nacional de agroecologia, a Pol\u00edtica Nacional de Agroecologia e Produ\u00e7\u00e3o Org\u00e2nica (PNAPO). Institu\u00edda em 2012, a PNAPO fortaleceu movimentos sociais agroecol\u00f3gicos e deu impulso \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de cursos universit\u00e1rios na \u00e1rea[2]. Processo que mobilizou e envolveu o trabalho de profissionais em diversos campos do conhecimento, preocupados n\u00e3o apenas com ecologia, mas tamb\u00e9m com a quest\u00e3o energ\u00e9tica e com os problemas socioecon\u00f4micos oriundos da Revolu\u00e7\u00e3o Verde \u2013 a <em>Moderniza\u00e7\u00e3o Conservadora<\/em>. Os primeiros passos articularam pesquisa cient\u00edfica em experi\u00eancias concretas com fazendas org\u00e2nicas, associadas a cria\u00e7\u00e3o de feiras com produtos oferecidos diretamente pelos produtores.<\/p>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o da PNAPO n\u00e3o esgota a trajet\u00f3ria da agroecologia no Brasil. Ela \u00e9 um passo importante numa caminhada iniciada pelo menos desde 1977, quando a Associa\u00e7\u00e3o de Engenheiros Agr\u00f4nomos do Estado de S\u00e3o Paulo (Aeasp) manifestou \u2013 no I Congresso Paulista de Agronomia \u2013 a necessidade de se repensar a moderniza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Pode-se dizer que foi nesse momento que a pauta agroecol\u00f3gica entrara na discuss\u00e3o acad\u00eamica brasileira. Em 1979, durante o IX Congresso Brasileiro de Agronomia, percebeu-se uma grande ades\u00e3o de militantes mais \u00e0 esquerda no campo pol\u00edtico \u00e0 agricultura alternativa \u2013 especialmente por consider\u00e1-la um modelo anticapitalista. Em 1981, a Federa\u00e7\u00e3o dos estudantes de Agronomia do Brasil (Feab), a Associa\u00e7\u00e3o dos Engenheiros Agr\u00f4nomos do Paran\u00e1 e o Grupo de Agricultura Alternativa dessa associa\u00e7\u00e3o organizaram o I Encontro Brasileiro de Agricultura Alternativa (Ebaa), um marco da agricultura alternativa brasileira. Com o tempo, a associa\u00e7\u00e3o entre atividades acad\u00eamicas e militantes involucradas no movimento de agriculturas alternativas conformaram redes que formaram a base da institucionaliza\u00e7\u00e3o da agroecologia no Brasil (Paulino; Gomes, 2020).<\/p>\n<p>No entanto, \u00e9 not\u00e1vel que esse tema tenha sido abordado de maneira t\u00e3o t\u00edmida pelos governos brasileiros at\u00e9 o momento. O contraste na destina\u00e7\u00e3o de recursos divulgada recentemente pelo Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria[3] para o per\u00edodo 2025-26 anuncia R$89 bilh\u00f5es dispon\u00edveis para agricultura familiar, mas que fazem triste figura frente os R$516 bilh\u00f5es destinados \u00e0 m\u00e9dios e grandes produtores do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>No territ\u00f3rio brasileiro, aproximadamente 17% da floresta amaz\u00f4nica foi perdida nos \u00faltimos 50 anos devido ao desmatamento, minera\u00e7\u00e3o e \u00e0 mudan\u00e7a no uso da terra, o que provoca uma perda preocupante de biodiversidade e desestabiliza um ecossistema-chave para a manuten\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es clim\u00e1ticos na Am\u00e9rica do Sul, interligado ao conjunto maior de sustenta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica global (Hultgren et al, 2025). Esse fato exerce uma influ\u00eancia direta na configura\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica do eixo central norte-sul do territ\u00f3rio brasileiro, numa grande \u00e1rea transfronteiri\u00e7a que se estende do territ\u00f3rio amaz\u00f4nico at\u00e9 a prov\u00edncia argentina de Buenos Aires (Cardoso; Rosa, 2019). Al\u00e9m disso, a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura estima que 25% das terras agricultur\u00e1veis estejam altamente degradadas, como resultado de desmatamentos, pr\u00e1ticas agr\u00edcolas insustent\u00e1veis e urbaniza\u00e7\u00e3o (FAO, 2011); uma tend\u00eancia recorrente conforme documentado pelo estudo de Richardson et al. (2023), sinalizando que a maioria dos limites planet\u00e1rios \u2013 incluindo a integridade da biosfera e os fluxos biogeoqu\u00edmicos da Terra \u2013 est\u00e3o sendo ultra- passados. Essas altera\u00e7\u00f5es pressionam os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas sentidas globalmente de modo mais significativo para o 1,4 bilh\u00e3o de pessoas que vivem em \u00e1reas vulner\u00e1veis (IPCC, 2022). E vale observar que de acordo com o IPCC (2023), o aumento de eventos clim\u00e1ticos extremos exp\u00f4s globalmente milh\u00f5es de pessoas \u00e0 inseguran\u00e7a alimentar e a inseguran\u00e7a h\u00eddrica, com impactos adversos desproporcionalmente mais severos para pequenos produtores de alimentos, fam\u00edlias de baixa renda e especialmente povos ind\u00edgenas \u2013 cujas terras abrigam 80% da biodiversidade remanescente no planeta.<\/p>\n<p>Ao minimizar o uso de agrot\u00f3xicos e fertilizantes qu\u00edmicos e privilegiar os gerados internamente nas unidades familiares, a produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica pode favorecer o acesso da popula\u00e7\u00e3o rural mais necessitada \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o de boa qualidade (Anderson et al, 2020). A agroecologia consolida-se a partir de um conceito que articula horizontalmente os interesses de produtores e consumidores por meio de cadeias curtas de credibilidade na produ\u00e7\u00e3o de alimentos, promovendo uma mobiliza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica focada nas capacidades de adapta\u00e7\u00e3o local em rede. Seu car\u00e1ter intr\u00ednseco de coopera\u00e7\u00e3o (PLOEG, 2008) permite inferir que se trata de um modelo gerador de autonomia na produ\u00e7\u00e3o de alimentos. No que se refere \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de danos e capacidades regenerativas de ecossistemas, ela figura como estrat\u00e9gia em apenas de 15% da \u00e1rea global cultivada (Schreefel et al, 2020). Assim, para que possa contribuir efetivamente para a mitiga\u00e7\u00e3o do aumento da temperatura global para al\u00e9m do limite m\u00e9dio de 1.5 C\u00ba acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais, \u00e9 necess\u00e1rio que a velocidade de transi\u00e7\u00e3o \u00e0 agroecologia triplique at\u00e9 2030. N\u00e3o obstante, quando se promove o reconhecimento do rural de modo cont\u00ednuo ao urbano \u2013 como \u00e9 o caso na perspectiva agroecol\u00f3gica \u2013 s\u00e3o favorecidos aspectos que reorientam novas cadeias produtivas, respons\u00e1veis e compro- metidas com o territ\u00f3rio. Dessa forma, n\u00e3o apenas se aperfei\u00e7oa a gest\u00e3o eficaz do ambiente, como tamb\u00e9m se investe na restaura\u00e7\u00e3o do seu potencial natural, base para a opera\u00e7\u00e3o da sua economia e para a sustenta\u00e7\u00e3o do tecido da vida (Das; Bocken, 2024).<\/p>\n<p>Segundo Haraway (2022), os catastr\u00f3ficos resultados de nossas atividades no capitaloceno oferecem oportunidade para uma efetiva mudan\u00e7a de paradigma. Uma vez diagnosticado o problema, lidar com ele se torna uma urg\u00eancia e neg\u00e1-lo n\u00e3o \u00e9 uma alternativa vi\u00e1vel. Tamb\u00e9m Thomas Kuhn (1970) sugeriu que os paradigmas desempenham um papel transformador quando h\u00e1 uma mudan\u00e7a de perspectiva acompanhada de uma compreens\u00e3o acertada da natureza do problema (e da vida). Sob esta \u00f3tica, s\u00e3o v\u00e1lidas as tentativas de mapear e elucidar as fissuras e fragilidades, bem como os processos e din\u00e2micas sobre os quais colocamos nossas lentes. Ampliar o horizonte do debate envolve reconhecer que a f\u00e9 mobilizada na investiga\u00e7\u00e3o, no c\u00e1lculo e na modelagem tem utilidade, pois permitiu compreender que os intrincados processos do planeta nunca foram est\u00e1veis, mas sim metaest\u00e1veis e altamente capazes de responder a perturba\u00e7\u00f5es radicais (Lovelock, 2020). Isso tamb\u00e9m significa que as formas de apreens\u00e3o do mundo s\u00e3o t\u00e3o diversas quanto as culturas o s\u00e3o, e que as formas de conhecimento tradicionais, que perpetuaram comunidades e povos em muitos lugares s\u00e3o v\u00e1lidas enquanto produtoras de sentido e podem indicar o caminho de sa\u00edda do labirinto em que nos encontramos em nossa rela\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica coma natureza. O que torna inaceit\u00e1vel o epistemic\u00eddio que o modelo de civiliza\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nico provoca.<\/p>\n<div>\n<div><img decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/VENETA.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/VENETA.png 728w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2022\/06\/02184942\/VENETA-300x37.png 300w\" sizes=\"(max-width: 728px) 100vw, 728px\" width=\"728\" height=\"90\"><\/div>\n<\/div>\n<p><strong>A experi\u00eancia da Associa\u00e7\u00e3o dos Agricultores Ecologistas Solid\u00e1rios do RS<\/strong><\/p>\n<p>Resgatamos brevemente uma experi\u00eancia bem-sucedida da agroecologia brasileira: a primeira feira de agricultura ecol\u00f3gica da Am\u00e9rica Latina, com trajet\u00f3ria que alcan\u00e7a a terceira gera\u00e7\u00e3o de agricultores no Rio Grande do Sul (Meirelles, 2018).<\/p>\n<p>Trata-se de uma experi\u00eancia de autogest\u00e3o que surgiu h\u00e1 34 anos com um pequeno grupo de agricultores familiares, organizados formalmente como uma cooperativa. Mais tarde \u2013 com a chegada de novas fam\u00edlias \u2013 esta assumiu forma de associa\u00e7\u00e3o. O v\u00ednculo associativo formal se iniciou em 1986, aliando a necessidade destes agricultores com o desejo de consumidores urbanos de adquirir alimentos livres de veneno, numa rela\u00e7\u00e3o sem intermedi\u00e1rios. Os primeiros movimentos se consolidaram com encontros de periodicidade quinzenal para comercializa\u00e7\u00e3o em espa\u00e7o p\u00fablico; inicialmente num parque na \u00e1rea central de Porto Alegre. N\u00e3o demorou para que os primeiros agricultores conta- minassem vizinhos e familiares em diferentes regi\u00f5es do estado com o conceito ecol\u00f3gico. Em 1990 o grupo j\u00e1 havia crescido em n\u00famero, g\u00eanero e grau; e os afiliados urbanos organizaram uma grande feira livre no mesmo parque, chamada de Tupamba\u00e9. Este evento deu visibilidade \u00e0 causa ecol\u00f3gica no Rio Grande do Sul e vale destacar que alguns dos afiliados urbanos eram j\u00e1 conhecidos ativistas, entre eles os agr\u00f4nomos Jaques Saldanha, Sebasti\u00e3o Pinheiro, Maria Jos\u00e9 Guazelli e Jos\u00e9 Lutzemberger.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o dos Agricultores Ecologistas Solid\u00e1rios do RS, ou \u201cAgroecol\u00f3gica\u201d, como \u00e9 conhecida localmente, teve sua origem neste grupo que organizou uma sede para o funcionamento de sua cooperativa-entreposto nos anos 1990. O abastecimento se dava aos s\u00e1bados, quando as fam\u00edlias chegavam de suas respectivas regi\u00f5es para expor seus produtos na feira localizada em frente \u00e0 sede da cooperativa. Sob concess\u00e3o de espa\u00e7o p\u00fablico pela prefeitura, em evento autogestionado, a feira ganhou corpo na capital ga\u00facha, diversificou sua oferta de alimentos e tornou-se um projeto pioneiro em termos de cadeias curtas de produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de alimentos no Brasil. Embora sua sede f\u00edsica tenha sido desativada em meados dos anos 2000, a feira de agricultores se expandiu em seu local de origem e inspirou o surgimento de seis pontos de comercializa\u00e7\u00e3o de alimentos org\u00e2nicos, em diferentes bairros da capital ga\u00facha.<\/p>\n<p>Um ponto importante a ser contextualizado \u00e9 que a procura por alimentos livres de agrot\u00f3xicos n\u00e3o fazia parte da cultura local. Havia inclusive algum desmerecimento quanto a est\u00e9tica dos produtos. De acordo com Meirelles (2019), os relatos dos agricultores pioneiros denotam aspectos de uma suposta falta de t\u00e9cnica ou de capricho nos produtos, para que rabanetes e cenouras se parecessem aos dos grandes supermercados, em padr\u00f5es de tamanho, cor e uniformidade.<\/p>\n<p><strong>Imagem 1 \u2013 Feira da Associa\u00e7\u00e3o dos Agricultores Ecologistas Solid\u00e1rios do RS<\/strong><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"608\" height=\"229\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-1.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-1.png 608w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/05\/08142957\/image-300x113.png 300w\" sizes=\"(max-width: 608px) 100vw, 608px\"><figcaption>Fonte: Elson Schroeder.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Entretanto, os v\u00ednculos se fortaleceram. O ambiente das institui\u00e7\u00f5es envolvidas favoreceu em certa medida a iniciativa, cedendo espa\u00e7o na via p\u00fablica junto ao parque para que a feira ocorresse com regularidade semanal, ademais da acolhida de grupos urbanos que anteviram a import\u00e2ncia dessa proposta. Assim, o grupo de associados ecologistas rurais e urbanos assumiu um quadrante da cidade de modo autogestion\u00e1rio, organizando hor\u00e1rios de chegada e de sa\u00edda, interrompendo previamente o tr\u00e2nsito para a realiza\u00e7\u00e3o da feira, assumindo a limpeza e taxas da rede local de energia com independ\u00eancia e autonomia. Essa concess\u00e3o de uso do espa\u00e7o p\u00fablico j\u00e1 dura 34 anos, transpassando a troca de gestores municipais numa rela\u00e7\u00e3o entre sociedade civil organizada e poder p\u00fablico. Trata-se de um exemplo concreto das possibilidades do modelo sin\u00e9rgico da abordagem agroecol\u00f3gica, apoiado na perspectiva da ecologia pol\u00edtica, que entende a governan\u00e7a como fator decisivo na forma\u00e7\u00e3o dos sistemas agr\u00edcolas e de outros sistemas humanos (Anderson et al, 2020).<\/p>\n<p>Orientando-se pelas normativas de certifica\u00e7\u00e3o org\u00e2nica (N46 \u2014 Lei 10.831\/2023), todas as propriedades afiliadas s\u00e3o credenciadas no Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento. Os membros da associa\u00e7\u00e3o s\u00e3o habilitados para o manejo adequado de suas \u00e1reas e est\u00e3o equipados de acordo com as particularidades de cada regi\u00e3o bioclim\u00e1tica. Al\u00e9m disso, as fam\u00edlias participam de capacita\u00e7\u00f5es por meio da troca de experi\u00eancias nos encontros semestrais oportunizados pela associa\u00e7\u00e3o (Cardoso, 2020).<\/p>\n<p>Com propriedades familiares entre tr\u00eas e 20 hectares, em diferentes biorregi\u00f5es, atualmente s\u00e3o mais de 100 fam\u00edlias integra- das num sistema de agroecologia em rede, que abastece 6 feiras semanais em Porto Alegre. Algumas destas fam\u00edlias investiram em processar itens na propriedade rural, o que resultou em uma gama consider\u00e1vel de produtos agroindustriais. A Agroecol\u00f3gica envolve tamb\u00e9m tr\u00eas assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), dois destes ligados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de arroz em coletivos com cerca de 20 fam\u00edlias em cada \u00e1rea; grupo respons\u00e1vel pela maior produ\u00e7\u00e3o de arroz org\u00e2nico na Am\u00e9rica Latina[4].<\/p>\n<h3><strong>Reflex\u00f5es finais<\/strong><\/h3>\n<p>Echeverr\u00eda busca um desenvolvimento do marxismo a partir de uma leitura particular de O capital. Numa interpreta\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima \u00e0s de Postone e Meszaros, o fil\u00f3sofo equatoriano recupera a auto subjetiva\u00e7\u00e3o do valor como um movimento em que o desenrolar da forma puramente social atribu\u00edda \u00e0 mat\u00e9ria assume as r\u00e9deas do metabolismo social. Processo hist\u00f3rico que \u2013 conforme elucidado por Marx \u2013 implica numa sociedade reificada em cujo princ\u00edpio objetivo da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 colocado \u00e0 frente do subjetivo. Com isso, forja-se uma vers\u00e3o de humanidade enfeiti\u00e7ada, governada e atormentada pelo fruto de suas pr\u00f3prias m\u00e3os. No Brasil, o agroneg\u00f3cio \u00e9 for\u00e7a tarefa dessa humanidade fantasmag\u00f3rica em sua varia\u00e7\u00e3o mais cruenta. Nos espa\u00e7os rurais, onde o consenso commodities\/glifosato degrada de maneira cada vez mais intoler\u00e1vel a vida humana e a extra-humana, alargando a fratura metab\u00f3lica, ele investe contra outras humanidades poss\u00edveis e em resist\u00eancia \u00e0 pretens\u00e3o universalista dos que se locupletam com a circula\u00e7\u00e3o do valor em si e para si.<\/p>\n<p>A agroecologia pode ser uma a\u00e7\u00e3o concreta de contestar \u2013 por dentro \u2013 tal desenvolvimento, visto que em seus princ\u00edpios visa concretizar o metabolismo humanidade\/natureza proximamente ao que Echeverr\u00eda chama ethos barroco. Atitude de um grupo social que \u2013 sem negar a exist\u00eancia do que considera inaceit\u00e1vel \u2013 resiste em meio ao seu avan\u00e7o. Tal qual fazem os movimentos ind\u00edgenas e a pr\u00f3pria insurg\u00eancia zapatista, um movimento contestat\u00f3rio impulsionado n\u00e3o exclusivamente pela forma abstrata do valor, mas de alguma maneira a subjugando \u00e0 materialidade do valor de uso e \u00e0s necessidades concretas dos sujeitos envolvidos. Postura que n\u00e3o prop\u00f5e um retrocesso inocente na hist\u00f3ria. Mas, como afirmou Echeverr\u00eda numa entrevista concedida a Javier Sig\u00fcenza (2011), \u00e9 uma estrat\u00e9gia para neutralizar a contradi\u00e7\u00e3o entre a forma natural da vida e a forma social\/valor que esta assume no capitalismo. A maneira barroca de viver nesse sistema \u00e9 um tipo de comportamento que permite ao ser humano neutralizar \u2013 mesmo que parcialmente \u2013 a cada vez mais insuport\u00e1vel contra- di\u00e7\u00e3o capitalista. O peculiar no ethos barroco \u00e9 que ele implica um momento de resist\u00eancia calcada na defesa do aspecto qualitativo da produ\u00e7\u00e3o em detrimento do quantitativo. Uma defesa da forma natural da vida, por dentro dos pr\u00f3prios processos nos quais ela \u00e9 atacada pela barb\u00e1rie do valor em processo de valoriza\u00e7\u00e3o. O que o ethos barroco faz \u2013 em ess\u00eancia \u2013 \u00e9 reafirmar a vig\u00eancia da forma natural de vida em meio a destrui\u00e7\u00e3o da vida provocada pelo capitalismo em sua vers\u00e3o puritana\/norte-europeia\/estadunidense.<\/p>\n<p>A agroecologia integra esse ethos, em alguma medida resgatando a cosmovis\u00e3o ind\u00edgena\/camponesa da natureza como trama de vida, com temporalidade intr\u00ednseca e temperamento pr\u00f3prio. Uma totalidade que inclui a esp\u00e9cie humana e da qual esta depende. Nesse sentido \u00e9 poss\u00edvel interpret\u00e1-la como a\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica de resist\u00eancia, mas tamb\u00e9m possibilidade de outro mundo. Um futuro ancestral (Krenak, 2024), visto que recupera um entendimento tradicional e permite imaginar com ele um horizonte emancipat\u00f3rio. Uma vers\u00e3o de humanidade com capacidade de ag\u00eancia, de resgate das r\u00e9deas de seu metabolismo com a natureza dos ganhos do valor em valoriza\u00e7\u00e3o. Conforme demonstrou Marx (2013), a subsun\u00e7\u00e3o do trabalho ao capital tamb\u00e9m aliena o ser humano de uma de suas caracter\u00edsticas mais essenciais: a for\u00e7a sin\u00e9rgica da coopera\u00e7\u00e3o consciente, do resultado do trabalho coletivamente organizado com vistas a um objetivo comum, que \u00e9 sempre maior do que o somat\u00f3rio das a\u00e7\u00f5es individuais isoladas. No Rio Grande do Sul, a exitosa experi\u00eancia da \u201cAgroecol\u00f3gica\u201d atesta isso e prova que \u00e9 poss\u00edvel recuperar a capa- cidade humana de planejamento e gest\u00e3o coletiva do processo de reprodu\u00e7\u00e3o material, articulando equil\u00edbrios pr\u00f3prios das unidades camponesas (Ploeg, 2016) numa intera\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel entre o campo e a cidade, com um metabolismo social menos autof\u00e1gico e cruento.<\/p>\n<hr>\n<h3><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h3>\n<p>ACOSTA, Alberto. Extrativismo e neoextrativismo: duas faces de uma mesma maldi\u00e7\u00e3o. In: Gilger et al. (eds.). Descolonizar o imagin\u00e1rio: debates sobre p\u00f3s-extrativismo e alternativas ao desenvolvimento. S\u00e3o Paulo: Editora Elefante, 2016, p. 47-85.<\/p>\n<p>ALIMONDA, H\u00e9ctor. Descolonizar la naturaleza: por una ecolog\u00eda pol\u00edtica latinoamericana: textos reunidos de H\u00e9ctor Alimonda 1982-2017. 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Acesso em: 4 fev. 2026.<\/p>\n<p>TUPINAMB\u00c1, Renata. Sonhos em movimento. In: BANDEIRA, Ivaneide \u201cNeidinha\u201d. Jupa\u00fa \u2013 a luta do povo Uru-Eu-Wau-Wau. S\u00e3o Paulo: N-1 Edi\u00e7\u00f5es, 2023.<\/p>\n<p>WMO. WMO confirms 2023 smashes global temperature record. Press release, jan. 2024. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/wmo.int\/news\/media- centre\/wmo-confirms-2023-smashes-global-temperature-record&gt;. Acesso em: 4 fev. 2026.<\/p>\n<h3><strong>Notas<\/strong><\/h3>\n<hr>\n<p>[1] Conforme Rech e Jeziorny (2024), em 2022 o total de subven\u00e7\u00f5es ao agroneg\u00f3cio atingiu 56,3 bilh\u00f5es de reais no Brasil.<\/p>\n<p>[2] Importante destacar a a\u00e7\u00e3o decisiva do MST nesse processo, especialmente no fortalecimento de muitos cursos que foram constru\u00eddos em parceria com universidades e institutos federais. Isso, com o objetivo de forjar um corpo de t\u00e9cnicos populares que dominem a pr\u00e1xis agroecol\u00f3gica constru\u00edda em seus territ\u00f3rios. Um exemplo bem consolidado tem sido a rede de Institutos Latino-Americanos de Agroecologia (IALAs) que tem como primeira experi\u00eancia a Escola Latinoamericana de Agroecologia (ELAA), criada em 2005, no Paran\u00e1, a partir do curso de Tecn\u00f3logo em Agroecologia. Na esteira, segue-se a cria\u00e7\u00e3o do IALA Amaz\u00f4nico, no Par\u00e1, e a Escola Popular de Agroecologia Eg\u00eddio Brunetto, na Bahia. Sem contar as diversas escolas e centros de forma\u00e7\u00e3o em diversos estados brasileiros. Desse processo aprimoram-se curr\u00edculos, novas iniciativas pedag\u00f3gicas e o fortalecimento da Educa\u00e7\u00e3o do Campo, como projeto pol\u00edtico para a educa\u00e7\u00e3o. Ademais do avan\u00e7o no di\u00e1logo com a sociedade, apresentando-se a Reforma Agr\u00e1ria Popular e seus resultados como contraposi\u00e7\u00e3o ao projeto autof\u00e1gico e depredador do capital para o campo: o Agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>[3] Super Plano Safra 2025\/2026.<\/p>\n<p>[4] Ver mais em Medeiros (2023).<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Outras Palavras \u00e9 feito por muitas m\u00e3os. Se voc\u00ea valoriza nossa produ\u00e7\u00e3o, seja nosso apoiador e fortale\u00e7a o jornalismo cr\u00edtico: <strong>apoia.se\/outraspalavras<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>The post Agroecologia, a arte de enfrentar o atraso appeared first on Outras Palavras.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/rai-se-junta-a-camponesas-es-na-1a-copa-da-reforma-agraria-no-parana\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image-1-17-1024x769-1-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Ra\u00ed se junta a camponesas (es) na 1\u00aa Copa da Refor...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/lula-quem-manda-nesse-pais-e-o-povo-brasileiro\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1f91d-1.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Lula: \u201cQuem manda nesse pa\u00eds \u00e9 o povo brasileiro\u201d...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/iof-nao-vemos-problema-em-corrigir-rota-diz-haddad\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">IOF: \u201cN\u00e3o vemos problema em corrigir rota\u201d, diz Ha...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/embaixada-dos-eua-avisa-que-negara-visto-a-gravidas-brasileiras\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Embaixada dos EUA avisa que negar\u00e1 visto a gr\u00e1vida...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como camponeses se organizam, desde os anos 80, em torno de um Brasil sem venenos. As pontes criadas com a cidade e a Academia. A luta por pol\u00edticas p\u00fablicas. E o futuro entrevisto: outra cosmovis\u00e3o no campo, a partir das tramas da vida<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/descolonizacoes\/agroecologia-arte-de-enfrentar-o-atraso\/\">Agroecologia, a arte de enfrentar o atraso<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":86550,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[4730,306,117,55905,55906,7245,5511,6498,5599,37380,4698,30787,37256,570,55907,195,31867],"tags":[],"class_list":["post-86549","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agricultura-camponesa","category-agroecologia","category-agronegocio","category-associacao-de-engenheiros-agronomos-do-estado-de-sao-paulo","category-big-farm","category-biodiversidade","category-capa","category-capitaloceno","category-descolonizacoes","category-ipcc","category-monocultura","category-monotonia-alimentar","category-movimento-sem-terra","category-mudancas-climaticas","category-neoextratiismo","category-reforma-agraria","category-reprimarizacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86549","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=86549"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86549\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/86550"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=86549"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=86549"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=86549"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}