{"id":87207,"date":"2026-05-13T17:12:22","date_gmt":"2026-05-13T20:12:22","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/o-levante-dos-escravizados-193-anos-da-revolta-de-carrancas\/"},"modified":"2026-05-13T17:12:22","modified_gmt":"2026-05-13T20:12:22","slug":"o-levante-dos-escravizados-193-anos-da-revolta-de-carrancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/o-levante-dos-escravizados-193-anos-da-revolta-de-carrancas\/","title":{"rendered":"O levante dos escravizados: 193 anos da Revolta de Carrancas"},"content":{"rendered":"<p>Em 1833, uma rebeli\u00e3o de escravizados voltada aos seus donos levou \u00e0 lei que instituiu pena de morte sem direito a recurso para quem atentasse contra seus senhores<\/p>\n<p>A revolta ocorreu nas fazendas da fam\u00edlia Junqueira, um poderoso cl\u00e3 de latifundi\u00e1rios que escravizava centenas de pessoas no sul de Minas Gerais. Liderados por Ventura Mina, os rebeldes se armaram com peda\u00e7os de pau, foices, fac\u00f5es e armas de fogo e iniciaram o ataque contra as propriedades.<\/p>\n<p>Durante a revolta, v\u00e1rios integrantes da fam\u00edlia Junqueira foram mortos e os escravizados das fazendas foram libertados. Indignados com o ataque, os fazendeiros exigiram a interven\u00e7\u00e3o das tropas imperiais e armaram mil\u00edcias para esmagar o levante.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o t\u00e9rmino da revolta, o governo imperial enforcou 16 rebeldes e aprovou novas leis estabelecendo a pena de morte sem direito a recurso para os escravizados que atentassem contra a vida de seus senhores.<\/p>\n<h3>A escravid\u00e3o em Minas Gerais<\/h3>\n<p>A descoberta do ouro no fim do s\u00e9culo 17 transformou Minas Gerais no principal centro econ\u00f4mico do Brasil Col\u00f4nia. Milhares de pessoas migraram para a regi\u00e3o e a Coroa portuguesa passou a incentivar intensamente a explora\u00e7\u00e3o mineral.<\/p>\n<p>Para sustentar a atividade, os traficantes trouxeram um enorme contingente de africanos escravizados, vindos sobretudo da \u00c1frica Centro-Ocidental, especialmente de Angola e do Congo. Entre 1825 e 1833, Minas Gerais absorveu 48% de toda a popula\u00e7\u00e3o escravizada que desembarcou no Brasil. Em v\u00e1rias regi\u00f5es da prov\u00edncia, os escravizados representavam mais da metade da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mesmo ap\u00f3s a decad\u00eancia da minera\u00e7\u00e3o, Minas Gerais seguiu congregando um dos maiores contingentes de escravizados do pa\u00eds. Os cativos eram o sustent\u00e1culo da economia mineira, trabalhando nas planta\u00e7\u00f5es, engenhos, currais, obras de infraestrutura e nas atividades dom\u00e9sticas.<\/p>\n<p>As taxas de letalidade eram muito elevadas, refletindo a brutalidade do trabalho nas lavras e nas lavouras. Os escravizados eram submetidos a jornadas exaustivas, alimenta\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria e abusos de todo tipo. Castigos como a\u00e7oites e torturas hediondas eram empregados de forma corriqueira para impor disciplina e refor\u00e7ar a ordem hier\u00e1rquica.<\/p>\n<p>A despeito da viol\u00eancia, os escravizados resistiam continuamente. A luta contra a escravid\u00e3o abrangia desde a cria\u00e7\u00e3o das irmandades religiosas at\u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o de fugas e tentativas de sabotagem. V\u00e1rios quilombos foram criados nas montanhas pr\u00f3ximas \u00e0s \u00e1reas de minera\u00e7\u00e3o \u2014 com destaque para o Quilombo do Campo Grande, uma confedera\u00e7\u00e3o de comunidades quilombolas que chegou a congregar dezenas de milhares de habitantes.<\/p>\n<p>As elites brasileiras viviam sob constante temor de revoltas de escravizados. Esse receio aumentou consideravelmente com o triunfo da Revolu\u00e7\u00e3o Haitiana. Ap\u00f3s se insurgirem contra os colonizadores franceses, os haitianos expulsaram os ex\u00e9rcitos europeus, promulgaram a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura e fundaram o primeiro pa\u00eds independente governado por ex-escravizados do mundo.<\/p>\n<h3>Carrancas<\/h3>\n<p>As tens\u00f5es se agravaram ainda mais durante o Per\u00edodo Regencial, marcado pela instabilidade, insurrei\u00e7\u00f5es armadas e uma prolongada crise pol\u00edtica. A abdica\u00e7\u00e3o de Dom Pedro I havia enfraquecido o poder central e desencadeado disputas entre distintos grupos das classes dirigentes.<\/p>\n<p>Em Minas Gerais, liberais moderados (defensores da monarquia constitucional) e restauradores (ditos \u201ccaramurus\u201d, favor\u00e1veis ao retorno de Pedro I ao trono) travavam disputas ferozes pelo controle pol\u00edtico da prov\u00edncia. Essas disputas chegaram ao \u00e1pice em 1833, quando eclodiu a Revolta do Ano da Fuma\u00e7a, uma tentativa de golpe orquestrada por rebeldes caramurus contra o governo liberal mineiro.<\/p>\n<p>O levante teve reflexos na resist\u00eancia dos escravizados. Talvez buscando apoio dos cativos \u00e0 luta restauradora, fazendeiros e l\u00edderes pol\u00edticos espalharam o boato de que os caramurus pretendiam abolir a escravid\u00e3o em Minas Gerais. Em fun\u00e7\u00e3o disso, muitos escravizados reinterpretaram o termo \u201ccaramuru\u201d como sin\u00f4nimo de luta pela liberdade.<\/p>\n<p>O boato teve forte repercuss\u00e3o na freguesia de Carrancas, um pequeno vilarejo localizado ao sul de Minas Gerais, n\u00e3o muito longe de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei. Rumores espalhados por Joaquim Jos\u00e9 Lobo, o vig\u00e1rio da freguesia, asseguravam que Pedro I pretendia libertar os escravizados e que esse fora o motivo de sua abdica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As not\u00edcias sobre uma poss\u00edvel revolta dos cativos alarmaram os senhores de escravos, resultando na pris\u00e3o do vig\u00e1rio em 1831. Os rumores sobre a aboli\u00e7\u00e3o, no entanto, seguiram sendo ventilados por Francisco Silv\u00e9rio Teixeira, um fazendeiro da regi\u00e3o que seria posteriormente identificado como um dos mais ativos incitadores da revolta.<\/p>\n<p>A for\u00e7a do boato em Carrancas refletia a grande presen\u00e7a de cativos. Mais de 62% dos moradores do arraial eram escravizados, for\u00e7ados a trabalhar nos latif\u00fandios de fam\u00edlias poderosas. Destacava-se, em especial, a fam\u00edlia Junqueira, que detinha vastas extens\u00f5es de terras (incluindo as fazendas Campo Alegre e Bela Cruz) e escravizava centenas de pessoas.<\/p>\n<h3>O levante<\/h3>\n<p>O principal articulador do levante de Carrancas foi Ventura Mina, um africano escravizado, provavelmente oriundo de Gana, que trabalhava na fazenda Campo Alegre, pertencente ao deputado Gabriel Francisco Junqueira e administrada por seu filho, o juiz de paz Gabriel de Andrade Junqueira. A fam\u00edlia era conhecida pelos maus-tratos e abusos constantes impostos aos cativos.<\/p>\n<p>A revolta foi preparada com bastante anteced\u00eancia. Ventura estabeleceu alian\u00e7as com tropeiros para poder contrabandear armas e conseguiu obter apoio de l\u00edderes cativos das propriedades vizinhas, incluindo Joaquim Mina (fazenda Bela Cruz), Dami\u00e3o (fazenda Campo Belo), Jer\u00f4nimo e Roque Crioulos (fazenda da Prata).<\/p>\n<p>A insurrei\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio no dia 13 de maio de 1833. Por volta do meio-dia, Gabriel de Andrade se dirigiu \u00e0s lavouras para fiscalizar o trabalho dos cativos. Foi nesse momento que os escravizados o surpreenderam. Gabriel foi derrubado de seu cavalo e morto a pauladas pelos rebeldes.<\/p>\n<p>Cientes de que seria dif\u00edcil tomar a sede da fazenda Campo Alegre, guardada por muitos capangas e capit\u00e3es do mato, os rebeldes evitaram o conflito direto. Pegaram ent\u00e3o suas armas e partiram para a propriedade vizinha, a fazenda Bela Cruz, onde um grupo de 30 escravizados comandados por Joaquim Mina j\u00e1 estava de prontid\u00e3o para refor\u00e7ar o levante.<\/p>\n<p>Armados com peda\u00e7os de pau, machados, foices e armas de fogo, os escravizados tomaram a casa grande. O propriet\u00e1rio da fazenda, Jos\u00e9 Francisco Junqueira, irm\u00e3o do deputado Gabriel Francisco, foi morto com um tiro na cabe\u00e7a disparado por um de seus servos, Ant\u00f4nio Retireiro. A esposa de Jos\u00e9 Francisco, Ant\u00f4nia Maria de Jesus, e os filhos e netos do casal tamb\u00e9m foram mortos no ataque.<\/p>\n<p>Alguns rebeldes permaneceram na fazenda Bela Cruz para armar uma emboscada contra Manuel Jos\u00e9 da Costa, genro de Jos\u00e9 Francisco. Outro grupo partiu para atacar a fazenda Bom Jardim, pertencente a Jo\u00e3o C\u00e2ndido da Costa Junqueira.<\/p>\n<p>A not\u00edcia do levante, no entanto, j\u00e1 havia se espalhado pela regi\u00e3o. Alertado por um mensageiro, Jo\u00e3o C\u00e2ndido teve tempo de se preparar. Ele confinou todos os seus escravizados na senzala, evitando assim que eles engrossassem as fileiras rebeldes. Em seguida, reuniu e armou todos os seus capangas e jagun\u00e7os, deixando-os de prontid\u00e3o para defender a propriedade.<\/p>\n<p>Quando os rebeldes invadiram a fazenda Bom Jardim, encontraram forte resist\u00eancia armada. Durante o confronto, Ventura Mina ficou gravemente ferido. Subjugados pelo poder de fogo dos capangas, os rebeldes foram for\u00e7ados a bater em retirada, embrenhando-se nas matas da regi\u00e3o.<\/p>\n<figure aria-describedby=\"caption-attachment-254616\"><figcaption>Gravura retratando a Revolu\u00e7\u00e3o Haitiana. <br \/>Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure>\n<h3>A repress\u00e3o<\/h3>\n<p>A revolta espalhou p\u00e2nico entre os fazendeiros e autoridades da regi\u00e3o. Propriet\u00e1rios rurais montaram suas pr\u00f3prias mil\u00edcias para capturar os revoltosos antes que a rebeli\u00e3o se espalhasse para outras fazendas. O governo imperial tamb\u00e9m enviou soldados da Guarda Nacional para esmagar o levante.<\/p>\n<p>A repress\u00e3o foi brutal e resultou no assassinato de v\u00e1rios dos rebeldes, incluindo o l\u00edder da rebeli\u00e3o, Ventura Mina. Jo\u00e3o In\u00e1cio, Firmino, Matias e Ant\u00f4nio Cigano tamb\u00e9m foram mortos nos embates. Dezenas de escravizados foram capturados nos dias seguintes e o levante chegou ao fim.<\/p>\n<p>O governo imperial tratou a revolta como uma amea\u00e7a grav\u00edssima \u00e0 ordem p\u00fablica, colocando as autoridades provinciais em alerta e exigindo puni\u00e7\u00e3o m\u00e1xima para os escravizados. Ao todo, 31 pessoas foram indiciadas. Desses, 16 foram condenados \u00e0 morte e executados na forca. Escravizados que n\u00e3o tiveram participa\u00e7\u00e3o direta na revolta foram condenados a penas de a\u00e7oite e pris\u00e3o.<\/p>\n<p>Dami\u00e3o, um dos poucos l\u00edderes do levante capturados com vida, cometeu suic\u00eddio antes da execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a. Ant\u00f4nio Resende foi o \u00fanico dos rebeldes condenados \u00e0 morte que teve sua senten\u00e7a comutada. Ele permaneceu preso por v\u00e1rios anos e foi for\u00e7ado a servir como carrasco na execu\u00e7\u00e3o de seus colegas.<\/p>\n<p>A revolta tamb\u00e9m provocou clamor por puni\u00e7\u00f5es mais r\u00edgidas contra os cativos. Ainda em junho de 1833, menos de um m\u00eas ap\u00f3s o levante, quatro projetos de lei foram enviados ao parlamento, sugerindo o endurecimento de penas. Um desses projetos serviria de base para a chamada \u201cLei Nefanda\u201d, aprovada em 1835. A lei institu\u00eda a aplica\u00e7\u00e3o da pena de morte, sem direito a recurso, para todos os escravizados que ferissem ou tentassem assassinar seus senhores.<\/p>\n<p>O post O levante dos escravizados: 193 anos da Revolta de Carrancas apareceu primeiro em Opera Mundi.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/3o-festival-das-diversidades-abre-inscricoes-em-londrina-pr-e-prioriza-valorizacao-de-grupos-historicamente-marginalizados\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">3\u00ba Festival das Diversidades abre inscri\u00e7\u00f5es em Lo...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/politica-entre-fraldas-sujas-e-amor\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/90a7fcaf1bdc720ae2aada0521331ccf-818x1024-1-150x150.jpeg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Pol\u00edtica: entre fraldas sujas e amor<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/sul21.com.br\/noticias\/politica\/2025\/09\/na-onu-lula-critica-sancoes-e-diz-que-brasil-resiste-na-defesa-da-democracia\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Na ONU, Lula critica san\u00e7\u00f5es e diz que Brasil resi...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/maternidade-atipica-e-o-que-temos-a-ver-com-isso-com-luciana-viegas\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Maternidade at\u00edpica e o que temos a ver com isso \u2013...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1833, uma rebeli\u00e3o de escravizados voltada aos seus donos levou \u00e0 lei que instituiu pena de morte sem direito a recurso para quem atentasse contra seus senhores A revolta ocorreu nas fazendas da fam\u00edlia Junqueira, um poderoso cl\u00e3 de latifundi\u00e1rios que escravizava centenas de pessoas no sul de Minas Gerais. 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