{"id":87470,"date":"2026-05-15T16:50:07","date_gmt":"2026-05-15T19:50:07","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/por-que-construir-uma-bandung-do-seculo-xxi\/"},"modified":"2026-05-15T16:50:07","modified_gmt":"2026-05-15T19:50:07","slug":"por-que-construir-uma-bandung-do-seculo-xxi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/por-que-construir-uma-bandung-do-seculo-xxi\/","title":{"rendered":"Por que construir uma Bandung do S\u00e9culo XXI"},"content":{"rendered":"<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"670\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Africa-Inteligencia-Artificial.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Africa-Inteligencia-Artificial.jpg 1200w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/05\/15164937\/Africa-Inteligencia-Artificial-300x168.jpg 300w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/05\/15164937\/Africa-Inteligencia-Artificial-768x429.jpg 768w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2026\/05\/15164937\/Africa-Inteligencia-Artificial-219x121.jpg 219w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\"><figcaption>Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Mindel Insite<\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h4>Boletim Outras Palavras<\/h4>\n<p>Receba por email, diariamente, todas as publica\u00e7\u00f5es do site<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n                <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n                <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n              <\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n            <button type=\"submit\">Assinar<\/button><br \/>\n            <button disabled type=\"button\"> <\/p>\n<div><\/div>\n<p> <span>Loading&#8230;<\/span> <\/button>\n          <\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<div>\n<h4>Agradecemos!<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 inscrito e come\u00e7ar\u00e1 a receber os boletins em breve. Boa leitura!<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O recente acordo comercial entre os Estados Unidos e a Mal\u00e1sia, apresentado como um acordo bilateral, destaca uma estrat\u00e9gia em que pa\u00edses poderosos elaboram normas que concedem \u00e0s empresas de tecnologia amplo acesso aos dados de outras na\u00e7\u00f5es. O acordo instrui a Mal\u00e1sia a \u201cgarantir a transfer\u00eancia transfronteiri\u00e7a de dados por meios eletr\u00f4nicos atrav\u00e9s de fronteiras confi\u00e1veis\u201d e pro\u00edbe \u201cimpostos sobre servi\u00e7os digitais [\u2026] que discriminem empresas americanas\u201d. Na pr\u00e1tica, o acordo limita a capacidade da Mal\u00e1sia de localizar dados, regular plataformas digitais estrangeiras ou tratar os dados como um recurso nacional estrat\u00e9gico. Ele incorpora profundamente as empresas de tecnologia americanas na economia digital da Mal\u00e1sia, ao mesmo tempo em que limita a margem de manobra pol\u00edtica do Estado malaio.<\/p>\n<p>Este n\u00e3o \u00e9 um caso isolado. Ele reflete uma abordagem mais ampla, na qual acordos comerciais e de coopera\u00e7\u00e3o digital s\u00e3o usados para remodelar o espa\u00e7o pol\u00edtico nacional e refor\u00e7ar a depend\u00eancia de longo prazo da infraestrutura digital estrangeira.<\/p>\n<p>As implica\u00e7\u00f5es dessa abordagem ficam mais evidentes quando acordos semelhantes s\u00e3o submetidos ao teste dos marcos jur\u00eddicos e constitucionais nacionais.<\/p>\n<p>No Qu\u00eania, por exemplo, um recente acordo de coopera\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria entre os Estados Unidos e o Qu\u00eania, no valor de bilh\u00f5es de d\u00f3lares, foi suspenso pelo Tribunal Superior depois que grupos da sociedade civil e legisladores o contestaram por motivos constitucionais. O tribunal citou preocupa\u00e7\u00f5es com a participa\u00e7\u00e3o p\u00fablica limitada, a supervis\u00e3o parlamentar inadequada e as garantias insuficientes para os dados pessoais e epidemiol\u00f3gicos de sa\u00fade, incluindo poss\u00edveis conflitos com a Lei de Prote\u00e7\u00e3o de Dados e a Lei de Sa\u00fade Digital do Qu\u00eania. A controv\u00e9rsia ilustra como esses acordos levantam quest\u00f5es fundamentais sobre propriedade de dados, privacidade e governan\u00e7a democr\u00e1tica. Essas quest\u00f5es s\u00e3o cada vez mais debatidas na Europa e no Sul Global, mesmo quando acordos semelhantes avan\u00e7am sem quase nenhum escrut\u00ednio p\u00fablico.<\/p>\n<p>Em conjunto, esses casos apontam para um modelo emergente para o Sul Global. Ele funciona por meio de legisla\u00e7\u00e3o, infraestruturas e fluxos digitais, utilizando mecanismos jur\u00eddicos e t\u00e9cnicos para determinar quem controla os dados e quem captura seu valor. O com\u00e9rcio digital tornou-se uma porta de entrada fundamental para os sistemas de intelig\u00eancia artificial que dependem do acesso ininterrupto a dados, armazenamento e capacidade computacional. A estrutura desses acordos determinar\u00e1 como a IA se desenvolve e funciona em nossas sociedades.<\/p>\n<p>A intelig\u00eancia artificial se expande por meio de dados, servi\u00e7os em nuvem e poder computacional. Atualmente, as empresas estrangeiras gerenciam a maioria desses sistemas, e essa concentra\u00e7\u00e3o determina o futuro econ\u00f4mico e pol\u00edtico do Sul Global.<\/p>\n<p>Osagyefo Dr. Kwame Nkrumah, o primeiro l\u00edder da Rep\u00fablica de Gana, explicou em <em>Neocolonialismo: a \u00faltima etapa do imperialismo<\/em>, que a independ\u00eancia formal oferece pouca prote\u00e7\u00e3o quando s\u00e3o atores externos que dirigem as estruturas econ\u00f4micas fundamentais de uma na\u00e7\u00e3o. Sua vis\u00e3o se aplica \u00e0 era digital. As na\u00e7\u00f5es africanas t\u00eam constitui\u00e7\u00f5es e marcos legais, mas as empresas estrangeiras continuam a determinar a arquitetura das redes, plataformas e algoritmos que organizam a vida cotidiana. O ambiente digital funciona como um territ\u00f3rio com fronteiras, n\u00f3s e centros de controle, e os detentores dessa infraestrutura determinam sua governan\u00e7a.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 necess\u00e1ria uma resposta coordenada. Esta iniciativa \u00e9 inspirada no recente F\u00f3rum Acad\u00eamico do Sul Global (GSAF) 2025 e constitui a base do que denomino a <em>Bandung Digital do s\u00e9culo XXI<\/em>. A Confer\u00eancia de Bandung de 1955 reuniu l\u00edderes da \u00c1frica, \u00c1sia e Am\u00e9rica Latina para enfrentar a domina\u00e7\u00e3o e remodelar as rela\u00e7\u00f5es de poder mundiais. Uma Bandung Digital amplia essa miss\u00e3o hist\u00f3rica para um mundo organizado por meio de centros de dados, servi\u00e7os em nuvem e intelig\u00eancia artificial. Ela cria um espa\u00e7o para que os pa\u00edses do Sul Global estabele\u00e7am normas comuns, negociem coletivamente e desenvolvam capacidades digitais regionais.<\/p>\n<p>A urg\u00eancia desse trabalho \u00e9 evidente na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo. O pa\u00eds produz mais de 70% do cobalto mundial, um mineral fundamental para baterias de ve\u00edculos el\u00e9tricos, centros de dados e inform\u00e1tica avan\u00e7ada, o que o coloca no centro da economia digital mundial. No entanto, o custo humano e ambiental \u00e9 grave: a minera\u00e7\u00e3o no cintur\u00e3o de cobre e cobalto causou contamina\u00e7\u00e3o t\u00f3xica da \u00e1gua, do solo e do ar, prejudicando a sa\u00fade e os meios de subsist\u00eancia das comunidades vizinhas. Al\u00e9m disso, a extra\u00e7\u00e3o de cobalto exp\u00f5e frequentemente os trabalhadores a condi\u00e7\u00f5es perigosas.<\/p>\n<p>A extra\u00e7\u00e3o de minerais \u00e9 uma parte do panorama digital e a extra\u00e7\u00e3o de dados \u00e9 outra. Os africanos geram atividade digital por meio da linguagem, da cultura e da vida cotidiana. Essa atividade treina os sistemas de IA que criam valor comercial em outros lugares. A estrutura se assemelha aos antigos acordos extrativistas, nos quais as contribui\u00e7\u00f5es v\u00eam da \u00c1frica, enquanto os benef\u00edcios econ\u00f4micos se acumulam fora do continente.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que aumenta o interesse mundial pelo talento africano, os novos programas exigem uma an\u00e1lise minuciosa. O lan\u00e7amento da primeira academia africana de IA da OpenAI na Universidade de Lagos gerou entusiasmo entre o p\u00fablico, mas tamb\u00e9m levanta quest\u00f5es importantes. Em Gana, o ministro das Comunica\u00e7\u00f5es e Digitaliza\u00e7\u00e3o promoveu recentemente o aplicativo Gemini do Google em sua conta oficial nas redes sociais. O an\u00fancio n\u00e3o descrevia a pol\u00edtica de dados, as prote\u00e7\u00f5es existente para os participantes nem os acordos que regem o armazenamento, o acesso ou a transfer\u00eancia dos dados dos usu\u00e1rios.<\/p>\n<p>Em ambos os casos, o p\u00fablico carece de informa\u00e7\u00f5es claras sobre como os dados dos usu\u00e1rios s\u00e3o armazenados, acessados ou usados para refor\u00e7ar os sistemas de IA estrangeiros, ou como o valor \u00e9 devolvido \u00e0s comunidades locais. Pesquisas independentes mostram que muitas empresas de IA mant\u00eam uma grande quantidade de dados e metadados dos usu\u00e1rios sem uma documenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica clara. A fragilidade dos quadros de governan\u00e7a de dados aumenta o risco de exposi\u00e7\u00e3o e permite a extra\u00e7\u00e3o em grande escala da atividade digital.<\/p>\n<p>Apesar desses esfor\u00e7os, falhas recentes na infraestrutura destacam a magnitude da vulnerabilidade criada por uma infraestrutura digital altamente concentrada. Em mar\u00e7o de 2024, uma interrup\u00e7\u00e3o no cabo submarino deixou milh\u00f5es de pessoas na \u00c1frica Ocidental sem conex\u00e3o \u00e0 Internet, revelando a escassez de rotas alternativas e redund\u00e2ncias no continente. Em outubro de 2025, uma interrup\u00e7\u00e3o cr\u00edtica na Amazon Web Services afetou plataformas, sistemas de pagamento e servi\u00e7os hospedados na nuvem em v\u00e1rias regi\u00f5es, causando um longo tempo de inatividade em empresas e servi\u00e7os p\u00fablicos africanos, uma vez que muitas aplica\u00e7\u00f5es dependem de uma infraestrutura hospedada externamente sem comuta\u00e7\u00e3o por falha local. Essa fragilidade foi refor\u00e7ada em dezembro de 2025, quando outra interrup\u00e7\u00e3o da Cloudflare deixou temporariamente fora de servi\u00e7o milhares de sites e servi\u00e7os em todo o mundo, incluindo plataformas usadas diariamente na \u00c1frica.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio das regi\u00f5es com redes densas de centros de dados, fornecedores de nuvem diversificados e uma forte influ\u00eancia regulat\u00f3ria sobre os operadores de infraestrutura, os pa\u00edses africanos carecem geralmente de capacidade de hospedagem local, poder de negocia\u00e7\u00e3o e recursos legais. Como resultado, falhas que se originam fora do continente podem se espalhar pelas economias e servi\u00e7os p\u00fablicos africanos, com capacidade limitada para intervir ou se recuperar rapidamente, o que refor\u00e7a uma condi\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia digital estrutural.<\/p>\n<p>Um plano de longo prazo para a soberania digital requer v\u00e1rios compromissos. A \u00c1frica precisa de centros de dados regionais, infraestrutura de nuvem distribu\u00edda e conectividade resiliente sob controle africano. A legisla\u00e7\u00e3o nacional deve surgir da experi\u00eancia africana e da consulta \u00e0 comunidade. Os dados devem ser reconhecidos como um recurso nacional que requer supervis\u00e3o p\u00fablica. Os fluxos de recursos devem ser transparentes e a riqueza mineral deve contribuir para o bem-estar das comunidades africanas. A colabora\u00e7\u00e3o com os parceiros do BRICS e as redes Sul-Sul pode fortalecer as bases cient\u00edficas dos sistemas de IA desenvolvidos na \u00c1frica.<\/p>\n<p>Esses compromissos n\u00e3o s\u00e3o abstratos. Em toda a \u00c1frica, os primeiros esfor\u00e7os j\u00e1 mostram como um futuro digital soberano pode come\u00e7ar a tomar forma na pr\u00e1tica. Os desenvolvimentos de c\u00f3digo aberto oferecem um caminho. Modelos como DeepSeek e Qwen, juntamente com os modelos de IA de c\u00f3digo aberto lan\u00e7ados recentemente, criam oportunidades de adapta\u00e7\u00e3o e experimenta\u00e7\u00e3o fora dos sistemas totalmente privados. Quando combinadas com institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, participa\u00e7\u00e3o da comunidade e investimento sustentado, as tecnologias abertas podem apoiar sistemas de IA que refletem os idiomas, conhecimentos e prioridades locais.<\/p>\n<p>J\u00e1 est\u00e3o surgindo exemplos pr\u00e1ticos. Em Gana, a comunidade de processamento de linguagem natural (NLP) desenvolveu tecnologias lingu\u00edsticas que respondem diretamente \u00e0s realidades lingu\u00edsticas locais, demonstrando como \u00e9 poss\u00edvel construir sistemas de IA em torno dos contextos africanos, em vez de suposi\u00e7\u00f5es importadas. Um trabalho semelhante est\u00e1 sendo realizado na Nig\u00e9ria, onde pesquisadores est\u00e3o desenvolvendo conjuntos de dados e ferramentas para as l\u00ednguas iorub\u00e1, hau\u00e7\u00e1 e igbo. Na \u00c1frica do Sul, o Centro de Pesquisa em Intelig\u00eancia Artificial criou uma rede de pesquisa pluri-universit\u00e1ria focada em IA com base social e respons\u00e1vel perante o p\u00fablico. Os tribunais e a sociedade civil do Qu\u00eania t\u00eam contestado ativamente os acordos de troca de dados que amea\u00e7am as prote\u00e7\u00f5es constitucionais, enquanto iniciativas como a Beyond AI em Gana mostram ainda mais como os cidad\u00e3os, a sociedade civil e os formuladores de pol\u00edticas podem participar diretamente da governan\u00e7a de dados, intelig\u00eancia artificial e legisla\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>Esses esfor\u00e7os, por si s\u00f3, n\u00e3o resolvem os desafios estruturais, mas fornecem as primeiras bases para a infraestrutura digital coletiva, a coordena\u00e7\u00e3o regional e a supervis\u00e3o democr\u00e1tica. Eles demonstram como a ambi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica pode come\u00e7ar a se traduzir em capacidade pr\u00e1tica no \u00e2mbito de uma Bandung digital.<\/p>\n<p>A soberania digital configura as oportunidades econ\u00f4micas, a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e a mem\u00f3ria coletiva. Ela determina como as decis\u00f5es s\u00e3o tomadas e como as comunidades participam da mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p>As gera\u00e7\u00f5es anteriores em \u00c1frica lutaram pela independ\u00eancia pol\u00edtica. Esta gera\u00e7\u00e3o enfrenta o desafio da independ\u00eancia digital. Os cabos submarinos seguem rotas estabelecidas. Os dados movem-se via sistemas constru\u00eddos e governados noutros locais. Os minerais do Sul Global, em particular do Congo, continuam a sustentar a infraestrutura das na\u00e7\u00f5es poderosas.<\/p>\n<p>Essa din\u00e2mica \u00e9 vis\u00edvel no acordo de 2025 que concede \u00e0 KoBold Metals, uma empresa americana apoiada por investidores ocidentais proeminentes como Jeff Bezos e Bill Gates e que colabora com o centro de pesquisa Mineral X da Universidade de Stanford, o acesso ao disputado dep\u00f3sito de l\u00edtio de Manono, um dos maiores do mundo, em um momento em que se acelera a corrida mundial pela intelig\u00eancia artificial e pela infraestrutura digital.<\/p>\n<p>O Sul Global pode configurar um futuro diferente por meio da coordena\u00e7\u00e3o, normas compartilhadas e investimento estrat\u00e9gico. Uma Bandung Digital oferece um caminho para esse objetivo.<\/p>\n<p>\u00c9 hora de reivindicar nossos minerais, nossos dados, nossas infraestruturas e nosso destino coletivo.<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Prancheta--25.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Prancheta--25.png 680w, https:\/\/estaticos.opara.me\/outraspalavras\/uploads\/2022\/12\/31181126\/Prancheta-4-300x110.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" width=\"680\" height=\"250\"><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>\n<p><span><em>Sem publicidade ou patroc\u00ednio, dependemos de voc\u00ea. 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O Sul Global precisa forjar coletivamente uma coaliz\u00e3o capaz de sustentar sua soberania de dados<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/tecnologiaemdisputa\/por-que-construir-uma-bandung-do-seculo-xxi\/\">Por que construir uma Bandung do S\u00e9culo XXI<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/\">Outras Palavras<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":87471,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[1047,9157,347,39,58446,58447,58448,58449,4441,27084,5498,5493,10554],"tags":[],"class_list":["post-87470","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-africa","category-amazon","category-america-latina","category-asia","category-bandung","category-bandung-digital-do-seculo-xxi","category-bandung-do-seculo-xxi","category-conferencia-de-bandung-de-1955","category-independencia-politica","category-openai","category-soberania-digital","category-tecnologia-em-disputa","category-tecnologias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87470","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=87470"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87470\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media\/87471"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=87470"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=87470"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=87470"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}