{"id":87621,"date":"2026-05-18T01:00:00","date_gmt":"2026-05-18T04:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/pressao-do-mst-sobre-ferrovia-faz-vale-financiar-terras-para-reforma-agraria\/"},"modified":"2026-05-18T01:00:00","modified_gmt":"2026-05-18T04:00:00","slug":"pressao-do-mst-sobre-ferrovia-faz-vale-financiar-terras-para-reforma-agraria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/pressao-do-mst-sobre-ferrovia-faz-vale-financiar-terras-para-reforma-agraria\/","title":{"rendered":"Press\u00e3o do MST sobre ferrovia faz Vale financiar terras para reforma agr\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p><strong>PARAUAPEBAS (PA)<\/strong> \u2013 O maior acampamento de trabalhadores rurais sem terra do Brasil est\u00e1 montado a menos de 3 km da Estrada de Ferro Caraj\u00e1s, operada pela Vale. Com mais de 5 mil fam\u00edlias, o Terra e Liberdade pressiona um dos principais corredores log\u00edsticos do pa\u00eds,\u00a0 que transporta gr\u00e3os, celulose e principalmente min\u00e9rio de ferro do Sudeste do Par\u00e1 at\u00e9 o porto de S\u00e3o Lu\u00eds (MA).<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, fam\u00edlias ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) bloquearam diversas vezes a linha f\u00e9rrea para abrir negocia\u00e7\u00e3o com a mineradora e com o governo federal.\u00a0<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia surtiu efeito: por meio de um acordo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, a Vale vem repassando recursos para que o Incra, \u00f3rg\u00e3o federal respons\u00e1vel pela reforma agr\u00e1ria, compre \u00e1reas na regi\u00e3o e fa\u00e7a o assentamento de fam\u00edlias sem terra.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO mais eficaz \u00e9 parar a ferrovia\u201d, resume o dirigente estadual do movimento, Pablo Neri. O c\u00e1lculo \u00e9 simples: interromper o fluxo provoca preju\u00edzo imediato para a mineradora e for\u00e7a a negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise de Neri, a expans\u00e3o de grandes empreendimentos de minera\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o de Caraj\u00e1s atrai trabalhadores que acabam n\u00e3o sendo absorvidos pelo mercado local e passam a integrar ocupa\u00e7\u00f5es por terra.<\/p>\n<p>A press\u00e3o do MST levou \u00e0 abertura de uma frente de negocia\u00e7\u00e3o. O diretor de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais da Vale, Kennedy Alencar, assumiu o cargo em 2 de dezembro de 2024 e, tr\u00eas dias depois, j\u00e1 estava em Caraj\u00e1s para tratar justamente da desinterdi\u00e7\u00e3o da ferrovia, ent\u00e3o bloqueada por acampados do Terra e Liberdade.<\/p>\n<p>Alencar disse em entrevista \u00e0 <strong>Rep\u00f3rter Brasi<\/strong>l que, ao chegar \u00e0 regi\u00e3o, encontrou uma agenda de negocia\u00e7\u00e3o j\u00e1 em curso entre a empresa e o MST, envolvendo \u00e1reas ocupadas havia anos.\u00a0<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, segundo ele, a Vale passou a estruturar, em conjunto como Incra (Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria), um arranjo para lidar com os conflitos fundi\u00e1rios na regi\u00e3o.<\/p>\n<figure><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/095_DJI_0377.jpg\" alt=\"Acampamento Terra e Liberdade, do MST, foi erguido em novembro de 2023 em Parauapebas, no Par\u00e1; abriga hoje mais de 5 mil pessoas (Foto: Fernando Martinho\/Rep\u00f3rter Brasil)\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/095_DJI_0377.jpg 1024w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/095_DJI_0377-300x200.jpg 300w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/095_DJI_0377-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Acampamento Terra e Liberdade, do MST, foi erguido em novembro de 2023 em Parauapebas, no Par\u00e1; abriga hoje mais de 5 mil pessoas (Foto: Fernando Martinho\/Rep\u00f3rter Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo Alencar, o modelo foi formalizado em um ACT (Acordo de Coopera\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica) entre a Vale e o \u00f3rg\u00e3o federal. \u201cN\u00f3s assinamos um ACT para fazer um encontro de contas sobre as terras e h\u00e1 um repasse nosso de 33 mil hectares para efeito de reforma agr\u00e1ria\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Um dos exemplos citados por Alencar \u00e9 o da fazenda Aquidauana, onde est\u00e1 localizado o acampamento Terra e Liberdade. Nesse caso, a Vale atuou como \u201cinterveniente compradora\u201d, repassando recursos para viabilizar a aquisi\u00e7\u00e3o da \u00e1rea pelo \u00f3rg\u00e3o federal. Segundo o diretor, a destina\u00e7\u00e3o das terras cabe exclusivamente ao Estado. \u201cQuem compra a terra \u00e9 o Incra. A Vale n\u00e3o pode comprar e destinar para a reforma agr\u00e1ria\u201d, explica.<\/p>\n<p>Procurado pela <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>, o Incra confirmou que h\u00e1 negocia\u00e7\u00e3o em curso para a destina\u00e7\u00e3o \u00e0 reforma agr\u00e1ria da \u00e1rea ocupada pelo Terra e Liberdade. N\u00e3o h\u00e1, contudo, prazo definido para o assentamento de fam\u00edlias. <\/p>\n<p>O \u00f3rg\u00e3o confirmou que o acordo com a Vale foi formalizado por meio de um ACT e que as tratativas ocorrem no \u00e2mbito da C\u00e2mara de Concilia\u00e7\u00e3o Agr\u00e1ria, com participa\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os federais e di\u00e1logo com os movimentos sociais. Segundo o instituto, outras \u00e1reas tamb\u00e9m est\u00e3o sendo analisadas.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"885\" height=\"1024\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/MAPA-Vale-e-Reforma-Agraria.jpg\" alt=\"Mapa: Rodrigo Bento\/ Rep\u00f3rter Brasil\" srcset=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/MAPA-Vale-e-Reforma-Agraria-885x1024.jpg 885w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/MAPA-Vale-e-Reforma-Agraria-259x300.jpg 259w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/MAPA-Vale-e-Reforma-Agraria-768x889.jpg 768w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/MAPA-Vale-e-Reforma-Agraria-1327x1536.jpg 1327w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/MAPA-Vale-e-Reforma-Agraria.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 885px) 100vw, 885px\"><figcaption>Mapa: Rodrigo Bento\/ Rep\u00f3rter Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<h2>Empresa se envolveu em conflitos com lavradores nas \u00faltimas d\u00e9cadas<\/h2>\n<p>A disposi\u00e7\u00e3o\u00a0 da Vale de comprar terras para a reforma agr\u00e1ria ocorre na esteira da mudan\u00e7a da gest\u00e3o da companhia. Segundo Alencar, ele foi escolhido pelo presidente Gustavo Pimenta, que assumiu a dire\u00e7\u00e3o da empresa em outubro de 2024, para ampliar o di\u00e1logo com movimentos sociais e governos, numa tentativa de reposicionamento da reputa\u00e7\u00e3o da Vale ap\u00f3s os desastres de Mariana (2015) e Brumadinho (2019).<\/p>\n<p>Para o advogado da CPT (Comiss\u00e3o Pastoral da Terra) Jos\u00e9 Batista Gon\u00e7alves, a mudan\u00e7a \u00e9 mais limitada do que sugere o discurso. \u201cQuando tem algum preju\u00edzo, ela (Vale) vem para a mesa. Quando n\u00e3o tem, geralmente n\u00e3o senta com os movimentos sociais\u201d, afirma.\u00a0<\/p>\n<p>Autor de uma disserta\u00e7\u00e3o sobre o Massacre de Eldorado do Caraj\u00e1s, Batista descreve que, nos anos anteriores ao massacre, a rela\u00e7\u00e3o entre a empresa e o MST era marcada por conflitos fundi\u00e1rios e pela atua\u00e7\u00e3o das for\u00e7as de seguran\u00e7a em \u00e1reas de interesse da mineradora \u201cN\u00e3o \u00e9 coisa do passado. A empresa continua tratando as lutas por terra como caso de pol\u00edcia em muitos contextos\u201d, diz.<\/p>\n<div data-elementor-type=\"section\" data-elementor-id=\"77670\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div data-id=\"17a659f\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\" data-settings='{\"background_background\":\"classic\"}'>\n<div>\n<div data-id=\"386385d\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div>\n<h2>ASSINE NOSSA NEWSLETTER<\/h2>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"6546917\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"html.default\">\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"8c2e333\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-settings='{\"button_width\":\"20\",\"step_next_label\":\"Next\",\"step_previous_label\":\"Previous\",\"button_width_mobile\":\"20\",\"step_type\":\"number_text\",\"step_icon_shape\":\"circle\"}' data-widget_type=\"form.default\">\n<div>\n<div>\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<label for=\"form-field-email\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\tEmail\t\t\t\t\t\t\t<\/label><\/p><\/div>\n<div>\n\t\t\t\t\t<button type=\"submit\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<i aria-hidden=\"true\"><\/i>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span>Submit<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span><br \/>\n\t\t\t\t\t<\/button>\n\t\t\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<h2>Maior acampamento do pa\u00eds funciona como uma cidade organizada pelos pr\u00f3prios sem-terra<\/h2>\n<p>\u201cLargamos tudo e viemos no sonho dessa terra\u201d, diz Cl\u00e1udia Ara\u00fajo Dias, enquanto prepara uma buchada de bode na porta do barraco onde vive com o marido. At\u00e9 dezembro de 2023, ela e o companheiro viviam em Ouril\u00e2ndia do Norte, onde vendiam espetinhos e mantinham uma rotina mais est\u00e1vel do que a atual.<\/p>\n<p>Eles chegaram ao Terra e Liberdade em 18 de dezembro de 2023, nove dias ap\u00f3s o inc\u00eandio que matou nove pessoas. A trag\u00e9dia levou o governo federal, inclusive o presidente Lula (PT), a prometer que as fam\u00edlias seriam assentadas.\u00a0<\/p>\n<p>A sinaliza\u00e7\u00e3o de que a terra poderia sair atraiu novos acampados da regi\u00e3o. Cl\u00e1udia e o marido estavam entre eles. Vieram com a expectativa de permanecer poucos dias, atravessar o Natal e retornar. Ficaram. \u201cEu achei que a gente vinha para passar o Natal, n\u00e9? Ia retornar para Ouril\u00e2ndia. A\u00ed n\u00f3s viemos para c\u00e1, ele disse: \u2018n\u00e3o, n\u00f3s vamos [ficar aqui] \u00e9 de vez\u2019\u201d, lembra.<\/p>\n<p>O marido de Cl\u00e1udia, Rubens de Souza Vieira, saiu do Maranh\u00e3o ainda crian\u00e7a, cresceu no Par\u00e1 e passou a vida entre a ro\u00e7a e a constru\u00e7\u00e3o civil. Antes, diz, via o MST com desconfian\u00e7a:\u00a0 \u201cA gente imaginava que era s\u00f3 vagabundo. Quando entra, v\u00ea que \u00e9 diferente\u201d.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/103__FM40814.jpg\" alt=\"\u00c0s margens de um dos principais corredores log\u00edsticos do pa\u00eds, o Terra e Liberdade re\u00fane mais de 5 mil fam\u00edlias, que ocupam pequenos lotes (Foto: Fernando Martinho\/Rep\u00f3rter Brasil)\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/103__FM40814.jpg 1024w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/103__FM40814-300x200.jpg 300w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/103__FM40814-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>\u00c0s margens de um dos principais corredores log\u00edsticos do pa\u00eds, o Terra e Liberdade re\u00fane mais de 5 mil fam\u00edlias, que ocupam pequenos lotes (Foto: Fernando Martinho\/Rep\u00f3rter Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A venda das galinhas que cria no terreiro garante algum dinheiro para comprar alimentos b\u00e1sicos. \u201cN\u00f3s estamos vivendo praticamente pela f\u00e9\u201d, afirma. A expectativa \u00e9 conquistar um lote maior, de cerca de 25 hectares. \u201cA nossa luta aqui \u00e9 por um peda\u00e7o de terra para produzir o nosso pr\u00f3prio alimento\u201d, explica.<\/p>\n<p>A reportagem passou um fim de semana no Terra e Liberdade. Nesse per\u00edodo, a \u00e1rea permaneceu sem energia el\u00e9trica. A falta de luz interrompia o bombeamento de \u00e1gua dos po\u00e7os artesianos e afetava diretamente o abastecimento das fam\u00edlias. Sem rede de saneamento e com o ch\u00e3o de terra batida na maior parte das casas, o cotidiano se organiza a partir de solu\u00e7\u00f5es improvisadas para necessidades b\u00e1sicas.<\/p>\n<p>O Terra e Liberdade funciona como uma cidade que ainda n\u00e3o existe oficialmente. S\u00e3o mais de 5 mil fam\u00edlias distribu\u00eddas em lotes de 200 metros quadrados, definidos por sorteio, dimens\u00e3o insuficiente para a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola em escala, mas que j\u00e1 permite pequenas planta\u00e7\u00f5es e cria\u00e7\u00e3o de animais.\u00a0<\/p>\n<p>A \u00e1rea hoje ocupada \u2014 cerca de 60 hectares, incorporados ao processo de negocia\u00e7\u00e3o entre Vale e Incra \u2014 \u00e9 vista como provis\u00f3ria. O objetivo do MST \u00e9 acessar terras maiores, capazes de sustentar a produ\u00e7\u00e3o e a vida no campo.<\/p>\n<p>As estruturas das moradias variam entre madeira, adobe e coberturas de palha. A lona preta, s\u00edmbolo de ocupa\u00e7\u00f5es recentes, ainda aparece, mas j\u00e1 \u00e9 menos frequente. As ruas foram abertas pelos pr\u00f3prios moradores e cortam uma \u00e1rea de morros, onde, em dias de chuva, a lama dificulta o deslocamento.<\/p>\n<p>Na entrada, uma guarita controla o acesso. Visitantes e moradores passam por revista, ve\u00edculos s\u00e3o vistoriados. A entrada de bebidas alco\u00f3licas, drogas e armas \u00e9 proibida. O sistema de seguran\u00e7a \u00e9 organizado pelos pr\u00f3prios acampados e se distribui em diferentes pontos do territ\u00f3rio.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/124__FM41167.jpg\" alt=\"Lideran\u00e7as do acampamento Terra e Liberdade dizem manter di\u00e1logo constante com os moradores sobre a reforma agr\u00e1ria (Foto: Fernando Martinho\/Rep\u00f3rter Brasil)\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/124__FM41167.jpg 1024w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/124__FM41167-300x200.jpg 300w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/124__FM41167-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Lideran\u00e7as do acampamento Terra e Liberdade dizem manter di\u00e1logo constante com os moradores sobre a reforma agr\u00e1ria (Foto: Fernando Martinho\/Rep\u00f3rter Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<p>O tamanho do acampamento obrigou o MST a adaptar sua pr\u00f3pria forma de organiza\u00e7\u00e3o. \u201cAqui tem que pensar tr\u00eas vezes a dificuldade e a complexidade. As f\u00f3rmulas que a gente j\u00e1 tinha n\u00e3o cabiam mais\u201d, afirma o pedagogo Eldenilson Monteiro, conhecido como Pipoca, membro da coordena\u00e7\u00e3o da escola.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo ele, o territ\u00f3rio foi dividido em 11 distritos, cada um formado por n\u00facleos de base com dezenas de fam\u00edlias. \u201cS\u00f3 coletivamente n\u00f3s conseguimos resolver os nossos problemas\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o responde n\u00e3o apenas aos desafios do tamanho, mas ao perfil social de quem chega. \u201cA cabe\u00e7a das pessoas vem muito marcada pela l\u00f3gica de sobreviv\u00eancia, de se dar bem. Transformar isso em vida coletiva \u00e9 um debate\u201d, diz. Para ele, o territ\u00f3rio inteiro funciona como \u201cuma sala de aula.\u201d<\/p>\n<p>A escola 9 de Dezembro, constru\u00edda pelos pr\u00f3prios moradores, foi batizada em refer\u00eancia \u00e0 data do inc\u00eandio que matou nove pessoas ap\u00f3s uma antena tocar a rede de alta tens\u00e3o durante a instala\u00e7\u00e3o de internet. <\/p>\n<p>A unidade come\u00e7ou a funcionar sem reconhecimento formal, com professores atuando de forma volunt\u00e1ria, sem merenda regular e com aulas realizadas, em alguns momentos, em estruturas improvisadas, inclusive debaixo de \u00e1rvores. A situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 melhorou ap\u00f3s dias de protesto.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/126__FM41242.jpg\" alt=\"O acampamento Terra e Liberdade re\u00fane fam\u00edlias em moradias improvisadas e sem infraestrutura regular, em meio a conflitos fundi\u00e1rios na regi\u00e3o de Caraj\u00e1s (Foto: Fernando Martinho\/Rep\u00f3rter Brasil)\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/126__FM41242.jpg 1024w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/126__FM41242-300x200.jpg 300w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/126__FM41242-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>O acampamento Terra e Liberdade re\u00fane fam\u00edlias em moradias improvisadas e sem infraestrutura regular, em meio a conflitos fundi\u00e1rios na regi\u00e3o de Caraj\u00e1s (Foto: Fernando Martinho\/Rep\u00f3rter Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Leandra dos Santos chegou ao Terra e Liberdade em novembro de 2023. \u00c9 a terceira tentativa de conseguir um lote pelo Programa Nacional de Reforma Agr\u00e1ria. Vive, com o marido e os tr\u00eas filhos, em um barraco de madeira coberto com palha de a\u00e7a\u00ed e carrega no corpo as marcas do inc\u00eandio. \u201cNingu\u00e9m sabia que a cerca tinha ficado eletrificada. Fui passar e o choque me sugou\u201d, lembra.<\/p>\n<p>A pedagoga Valbiane Gama, que atua na escola, diz que a aus\u00eancia de renda e de servi\u00e7os b\u00e1sicos redefine o que \u00e9 poss\u00edvel no cotidiano. Ela exemplifica contando a hist\u00f3ria de uma acampada que, sem dinheiro para alimentar o filho, colheu milho em um lote coletivo. \u201cAqui voc\u00ea tem um peda\u00e7o de ch\u00e3o. Voc\u00ea planta, colhe. Isso \u00e9 soberania alimentar\u201d, afirma. \u201cNa cidade, sem dinheiro, ela n\u00e3o teria o que dar para o filho\u201d, compara. <\/p>\n<p>Ali, a vida n\u00e3o \u00e9 apenas espera, mas a espera organiza tudo. O inc\u00eandio de dezembro de 2023 colocou o acampamento no centro das negocia\u00e7\u00f5es entre governo federal, Vale e MST e alimentou a expectativa de uma solu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida para o assentamento das fam\u00edlias. Promessas foram feitas ao longo de 2024 e 2025, inclusive por integrantes do governo, mas at\u00e9 agora n\u00e3o se concretizaram.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/096__FM40633.jpg\" alt=\"Fam\u00edlias sem terra ocupam \u00e1rea em Parauapebas enquanto aguardam a destina\u00e7\u00e3o de terras para reforma agr\u00e1ria, em processo negociado entre Incra e Vale (Foto: Fernando Martinho\/Rep\u00f3rter Brasil)\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/096__FM40633.jpg 1024w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/096__FM40633-300x200.jpg 300w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/096__FM40633-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Fam\u00edlias sem terra ocupam \u00e1rea em Parauapebas enquanto aguardam a destina\u00e7\u00e3o de terras para reforma agr\u00e1ria, em processo negociado entre Incra e Vale (Foto: Fernando Martinho\/Rep\u00f3rter Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para a dirigente do MST Viviane Br\u00edgida, o territ\u00f3rio expressa uma contradi\u00e7\u00e3o estrutural da regi\u00e3o. \u201c\u00c9 uma regi\u00e3o rica, explorada por grandes empresas, mas onde milhares de trabalhadores n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 terra\u201d, afirma. Segundo ela, o Terra e Liberdade resulta de dois anos e meio de mobiliza\u00e7\u00f5es e negocia\u00e7\u00f5es e funciona como demonstra\u00e7\u00e3o da necessidade de reforma agr\u00e1ria em uma \u00e1rea marcada pela minera\u00e7\u00e3o e pela concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria.<\/p>\n<p>Embora parte da \u00e1rea j\u00e1 tenha sido incorporada ao processo de negocia\u00e7\u00e3o, ela ressalta que o espa\u00e7o atual est\u00e1 longe de resolver o problema. \u201cO que temos aqui n\u00e3o \u00e9 o que queremos. Mas \u00e9 parte de um processo de conquista\u201d, avalia.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"557\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/089_DJI_0493-Pano.jpg\" alt=\"Estrada de Ferro Caraj\u00e1s (\u00e0 esq.) est\u00e1 a cerca de 2,3 km da entrada do acampamento Terra e Liberdade, no canto superior direito da imagem (Foto: Fernando Martinho\/Rep\u00f3rter Brasil)\" srcset=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/089_DJI_0493-Pano.jpg 1024w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/089_DJI_0493-Pano-300x163.jpg 300w, https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/089_DJI_0493-Pano-768x418.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption>Estrada de Ferro Caraj\u00e1s (\u00e0 esq.) est\u00e1 a cerca de 2,3 km da entrada do acampamento Terra e Liberdade, no canto superior direito da imagem (Foto: Fernando Martinho\/Rep\u00f3rter Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<h2>Fam\u00edlias ocupam \u00e1rea de assentamento prometido, mas n\u00e3o implementado pelo Incra<\/h2>\n<p>O conflito fundi\u00e1rio na regi\u00e3o, por\u00e9m, continua longe de uma solu\u00e7\u00e3o. Em 1\u00ba de maio de 2026, cerca de mil fam\u00edlias ligadas ao Terra e Liberdade ocuparam uma \u00e1rea vizinha onde o Incra pretende criar o Projeto de Assentamento Maria Gl\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo a Uni\u00e3o e o instituto, a gleba pertence ao patrim\u00f4nio p\u00fablico federal e estaria sendo ocupada irregularmente por fazendeiros. A ocupa\u00e7\u00e3o teve como objetivo pressionar o governo federal a acelerar a imiss\u00e3o na posse e a cria\u00e7\u00e3o definitiva do assentamento. At\u00e9 o presente momento, por\u00e9m, nenhuma fam\u00edlia foi assentada na \u00e1rea.<\/p>\n<p>Em nota enviada \u00e0 Rep\u00f3rter Brasil no come\u00e7o de maio, o Incra informou que \u201cingressou na Justi\u00e7a para reaver a \u00e1rea a fim de destin\u00e1-la \u00e0 reforma agr\u00e1ria\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA autarquia, por meio da C\u00e2mara Nacional de Concilia\u00e7\u00e3o Agr\u00e1ria (CCA), acompanha a ocupa\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio, sempre em busca de atenuar o conflito e resguardar a vida e a integridade f\u00edsica das fam\u00edlias envolvidas\u201d, diz o posicionamento.<\/p>\n<p>Em Cana\u00e3 dos Caraj\u00e1s, 138 fam\u00edlias do acampamento Grot\u00e3o do Mutum, ligadas \u00e0 Fetagri (Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores Rurais), enfrentam amea\u00e7a de despejo enquanto aguardavam a destina\u00e7\u00e3o de \u00e1reas p\u00fablicas em negocia\u00e7\u00e3o entre Incra e Vale.<\/p>\n<p>Em nota de 9 de maio, a Contag (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores Rurais) afirmou que as fam\u00edlias esperam h\u00e1 meses a libera\u00e7\u00e3o de terras que, segundo a entidade, deveriam ser devolvidas ao Incra em decorr\u00eancia de acordos envolvendo \u00e1reas anteriormente ocupadas pela Vale.<\/p>\n<p>O Grot\u00e3o do Mutum se tornou s\u00edmbolo desses conflitos ainda em 2015, quando centenas de fam\u00edlias ocuparam uma \u00e1rea adquirida pela mineradora em Cana\u00e3 dos Caraj\u00e1s em meio a disputas sobre a titularidade das terras.<\/p>\n<div data-elementor-type=\"section\" data-elementor-id=\"129686\" data-elementor-post-type=\"elementor_library\">\n<div>\n<div data-id=\"e5e1762\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n<div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"360\" height=\"300\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/apoie--11.webp\" alt=\"Apoie a Rep\u00f3rter Brasil\" 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data-id=\"65d9f401\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"divider.default\">\n<div>\n<div>\n\t\t\t<span><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"134a1245\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n<div>\n<div data-id=\"10fe55fe\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div>\n<p>Leia tamb\u00e9m<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div data-id=\"3c9495ae\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-settings='{\"template_id\":\"75221\",\"columns\":1,\"row_gap\":{\"unit\":\"px\",\"size\":10,\"sizes\":[]},\"_skin\":\"post\",\"columns_tablet\":\"2\",\"columns_mobile\":\"1\",\"edit_handle_selector\":\"[data-elementor-type=\"loop-item\"]\",\"row_gap_tablet\":{\"unit\":\"px\",\"size\":\"\",\"sizes\":[]},\"row_gap_mobile\":{\"unit\":\"px\",\"size\":\"\",\"sizes\":[]}}' data-widget_type=\"loop-grid.post\">\n<div>\n<div>\n\t\t<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>The post Press\u00e3o do MST sobre ferrovia faz Vale financiar terras para reforma agr\u00e1ria appeared first on Rep\u00f3rter Brasil.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  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