{"id":88729,"date":"2026-05-26T07:57:50","date_gmt":"2026-05-26T10:57:50","guid":{"rendered":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/endividamento-das-familias-explodiu-sob-o-governo-bolsonaro-aponta-dieese\/"},"modified":"2026-05-26T07:57:50","modified_gmt":"2026-05-26T10:57:50","slug":"endividamento-das-familias-explodiu-sob-o-governo-bolsonaro-aponta-dieese","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/endividamento-das-familias-explodiu-sob-o-governo-bolsonaro-aponta-dieese\/","title":{"rendered":"Endividamento das fam\u00edlias explodiu sob o governo Bolsonaro, aponta Dieese"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" width=\"1024\" height=\"576\"src=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ChatGPT-Image-26-de-mai-de-2026-07_54_17.png\" alt=\"\" decoding=\"async\" srcset=\"https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ChatGPT-Image-26-de-mai.-de-2026-07_54_17-1024x576.png 1024w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ChatGPT-Image-26-de-mai.-de-2026-07_54_17-300x169.png 300w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ChatGPT-Image-26-de-mai.-de-2026-07_54_17-768x432.png 768w, https:\/\/vermelho.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ChatGPT-Image-26-de-mai.-de-2026-07_54_17-1536x864.png 1536w, https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ChatGPT-Image-26-de-mai-de-2026-07_54_17.png 1672w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/p>\n<p>O Brasil saiu do governo Jair Bolsonaro (PL) mais desigual, mais vulner\u00e1vel e dramaticamente mais endividado. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio (Peic-CNC), analisados pelo Dieese, mostram que a deteriora\u00e7\u00e3o ocorreu sobretudo entre 2019 e 2022.<\/p>\n<p>O estudo contraria a narrativa de recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica acelerada ap\u00f3s a pandemia. Em vez de retomada, o Pa\u00eds viveu a expans\u00e3o de um modelo em que o cr\u00e9dito caro virou instrumento de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Segundo a Peic-CNC, o percentual de fam\u00edlias endividadas saltou de 58,9% em dezembro de 2018 para 78% em dezembro de 2022, um aumento recorde de 19,1 pontos percentuais em apenas quatro anos. Nenhum outro governo da s\u00e9rie hist\u00f3rica produziu avan\u00e7o t\u00e3o intenso e r\u00e1pido.<\/p>\n<p>No terceiro ano do governo Lula, por exemplo, o crescimento do endividamento foi inferior a tr\u00eas pontos percentuais. A atual gest\u00e3o lan\u00e7ou programas voltados diretamente \u00e0 renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, como o Desenrola Brasil, criado em 2023, e o Novo Desenrola, anunciado neste m\u00eas.<\/p>\n<p><strong>Quando a d\u00edvida virou pol\u00edtica econ\u00f4mica<\/strong><\/p>\n<p>A explos\u00e3o do endividamento durante o governo Bolsonaro foi resultado de uma \u201ctempestade perfeita\u201d, formada pela combina\u00e7\u00e3o de pandemia, perda de renda, infla\u00e7\u00e3o elevada, precariza\u00e7\u00e3o do trabalho e expans\u00e3o do cr\u00e9dito caro. Em 2020, a Covid-19 paralisou economias no mundo inteiro. Parte do choque econ\u00f4mico foi global e atingiu todos os pa\u00edses.<\/p>\n<p>Mas, no caso brasileiro, a conflu\u00eancia entre infla\u00e7\u00e3o persistente, juros elevados e recupera\u00e7\u00e3o baseada em informalidade ampliou os efeitos sobre as fam\u00edlias. Enquanto alguns pa\u00edses ampliaram prote\u00e7\u00e3o social e sustenta\u00e7\u00e3o da renda, o Brasil entrou na crise j\u00e1 fragilizado por desemprego elevado, informalidade crescente e baixo dinamismo econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Sob press\u00e3o do Congresso e dos movimentos sociais, Bolsonaro lan\u00e7ou o aux\u00edlio emergencial de R$ 600. A medida teve papel importante na redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria da pobreza. S\u00f3 que bancos e financeiras, \u00e1vidos por lucros, aproveitaram o cen\u00e1rio de fragilidade social para ampliar rapidamente a oferta de consignado, cart\u00e3o de cr\u00e9dito e empr\u00e9stimos pessoais para uma popula\u00e7\u00e3o cuja renda seguia extremamente inst\u00e1vel.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o agressiva do cr\u00e9dito, somada \u00e0 posterior redu\u00e7\u00e3o da prote\u00e7\u00e3o social, ajudou a empurrar uma parcela crescente das fam\u00edlias para ciclos permanentes de endividamento. Quando infla\u00e7\u00e3o e desemprego ainda pressionavam os mais pobres, o aux\u00edlio emergencial foi gradualmente reduzido \u2013 para R$ 300 e, depois, para R$ 200. Muitas fam\u00edlias passaram a contratar uma d\u00edvida para pagar outra.<\/p>\n<p><strong>O cr\u00e9dito substituiu o sal\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>As regress\u00f5es no mercado de trabalho \u2013 que pioraram ap\u00f3s a reforma trabalhista, de 2017, e a reforma da Previd\u00eancia, em 2019 \u2013 aprofundaram a instabilidade. Grande parte dos empregos criados era informal, prec\u00e1ria ou de baixa remunera\u00e7\u00e3o. A condu\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do per\u00edodo, em plena crise sanit\u00e1ria, contribuiu para consolidar uma recupera\u00e7\u00e3o baseada na \u201cuberiza\u00e7\u00e3o\u201d do trabalho.<\/p>\n<p>A informalidade empurrou trabalhadores para uma rotina sem carteira assinada, sem estabilidade e com renda oscilando m\u00eas a m\u00eas. Sem acesso a linhas mais baratas de cr\u00e9dito, esse contingente passou a depender do rotativo do cart\u00e3o e de financeiras com juros abusivos. Qualquer imprevisto, como uma doen\u00e7a ou um aluguel atrasado, podia se transformar em d\u00edvida impag\u00e1vel.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o custo de vida disparava. A infla\u00e7\u00e3o de 2021 atingiu 10,06%, a maior desde 2015. O \u00edndice pressionou os itens mais consumidos pelas fam\u00edlias de renda baixa, como alimentos, combust\u00edveis, g\u00e1s de cozinha e energia el\u00e9trica. Mesmo trabalhadores empregados passaram a n\u00e3o conseguir fechar as contas no fim do m\u00eas.<\/p>\n<p>O cr\u00e9dito deixou de financiar consumo extraordin\u00e1rio e passou a bancar supermercado, aluguel, rem\u00e9dios e despesas b\u00e1sicas. Era a armadilha cl\u00e1ssica do superendividamento: fam\u00edlias pegavam empr\u00e9stimos para pagar parcelas anteriores e, pouco depois, precisavam de novos empr\u00e9stimos para cobrir juros acumulados.<\/p>\n<p><strong>A armadilha dos juros<\/strong><\/p>\n<p>O problema foi agravado pelo choque de juros iniciado em 2021. Sob comando de Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro, o Banco Central promoveu um dos ciclos de alta da Selic mais agressivos da hist\u00f3ria recente. A taxa b\u00e1sica saltou de 2% ao ano, em mar\u00e7o de 2021, para 13,75% em agosto de 2022.<\/p>\n<p>A escalada dos juros encareceu brutalmente o cr\u00e9dito ao consumidor. Entre 2020 e 2022, os juros m\u00e9dios cobrados das fam\u00edlias passaram de 41,5% para 52,1% ao ano. No cr\u00e9dito rotativo do cart\u00e3o, algumas modalidades ultrapassavam 400% anuais. O Brasil j\u00e1 operava uma das estruturas banc\u00e1rias mais caras do mundo. Com infla\u00e7\u00e3o elevada e alta acelerada da Selic, o endividamento virou uma bomba-rel\u00f3gio social.<\/p>\n<p>Outro fen\u00f4meno importante foi a financeiriza\u00e7\u00e3o crescente da vida cotidiana. Bancos digitais, fintechs e plataformas online ampliaram enormemente a oferta de empr\u00e9stimos r\u00e1pidos e f\u00e1ceis, muitas vezes acompanhados de pouca transpar\u00eancia sobre juros efetivos.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos de Bolsonaro no poder, sobreveio um elemento adicional: o avan\u00e7o das apostas online. As \u201cbets\u201d passaram a capturar parcela importante da renda popular, especialmente entre jovens e trabalhadores precarizados. Essas apostas venderam a ilus\u00e3o de renda extra num ambiente j\u00e1 marcado por sufoco financeiro.<\/p>\n<p>Enquanto isso, o discurso oficial seguia baseado em indicadores macroecon\u00f4micos isolados para sustentar a ideia de prosperidade. Mas cr\u00e9dito abundante, combinado com juros abusivos e infla\u00e7\u00e3o elevada, produziu depend\u00eancia financeira.<\/p>\n<p><strong>Legado invis\u00edvel<\/strong><\/p>\n<p>O estudo do Dieese ajuda a p\u00f4r o debate em bases concretas. O endividamento n\u00e3o explodiu porque os brasileiros \u201cgastaram demais\u201d. A d\u00edvida cresceu porque o sal\u00e1rio deixou de sustentar padr\u00f5es m\u00ednimos de vida.<\/p>\n<p>Entre 2019 e 2022, o governo Bolsonaro administrou a crise social da pandemia por meio de transfer\u00eancias tempor\u00e1rias e expans\u00e3o do cr\u00e9dito, mas sem reconstruir emprego est\u00e1vel, pol\u00edtica salarial consistente ou prote\u00e7\u00e3o social duradoura. O resultado foi uma economia sustentada artificialmente pelo endividamento das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Nem a recupera\u00e7\u00e3o parcial do emprego foi suficiente para aliviar o peso de parcelas, renegocia\u00e7\u00f5es e juros sobre juros. Em setembro de 2022, a um m\u00eas das elei\u00e7\u00f5es presidenciais que deram a vit\u00f3ria para Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT), 80,3% das fam\u00edlias com renda de at\u00e9 dez sal\u00e1rios m\u00ednimos estavam endividadas.<\/p>\n<p>De acordo com o Dieese, este \u00e9 um dos principais legados sociais do bolsonarismo: a consolida\u00e7\u00e3o de um modelo em que o cr\u00e9dito caro compensava temporariamente a perda de renda \u2013 at\u00e9 que a conta chegasse. Foi um ciclo em que os brasileiros n\u00e3o enriqueceram, n\u00e3o empreenderam e n\u00e3o ascenderam socialmente. Apenas aprenderam a sobreviver parcelando o presente enquanto o futuro chegava cobrado em juros.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2026\/05\/26\/endividamento-das-familias-explodiu-sob-o-governo-bolsonaro-aponta-dieese\/\">Endividamento das fam\u00edlias explodiu sob o governo Bolsonaro, aponta Dieese<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/\">Vermelho<\/a>.<\/p>\n<!-- Begin Yuzo --><div class='yuzo_related_post style-1'  data-version='5.12.89'><!-- without result --><div class='yuzo_clearfixed yuzo__title yuzo__title'><h3>Related Post<\/h3><\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/comissao-aprova-por-unanimidade-projeto-para-isencao-de-ir-ate-r-5-mil\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Comiss\u00e3o aprova por unanimidade projeto para isen\u00e7...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/pix-deve-permanecer-sob-gestao-publica-diz-galipolo\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Galipolo-Jose-Cruz-ABR-150x150.jpg') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Pix deve permanecer sob gest\u00e3o p\u00fablica, diz Gal\u00edpo...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/pacote-de-r-10-bi-visa-reindustrializar-o-nordeste-com-inovacao-e-sustentabilidade\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Captura-de-Tela-2025-05-28-as-171016-2048x1367-1-150x150.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Pacote de R$ 10 bi visa reindustrializar o Nordest...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t  <div class=\"relatedthumb \" style=\"width:125px;float:left;overflow:hidden;\">  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <a  href=\"https:\/\/redept.com.br\/blogosfera\/magisterio-e-servidores-de-curitiba-rejeitam-proposta-da-prefeitura-e-iniciam-greve-geral\/\"  >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <div class=\"yuzo-img-wrap \" style=\"width: 125px;height:90px;\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"yuzo-img\" style=\"background:url('https:\/\/redept.org\/blogosfera\/wp-content\/plugins\/yuzo-related-post\/assets\/images\/default.png') 50% 50% no-repeat;width: 125px;height:90px;margin-bottom: 5px;background-size: cover; \"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t\t   <span class=\"yuzo__text--title\" style=\"font-size:13px;\">Magist\u00e9rio e servidores de Curitiba rejeitam propo...<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  \n\t\t\t\t\t\t\t  <\/a>\n\n\t\t\t\t\t\t  <\/div>\n<\/div> <script>\n\t\t\t\t\t\t  jQuery(document).ready(function( $ ){\n\t\t\t\t\t\t\t\/\/jQuery('.yuzo_related_post').equalizer({ overflow : 'relatedthumb' });\n\t\t\t\t\t\t\tjQuery('.yuzo_related_post .yuzo_wraps').equalizer({ columns : '> div' });\n\t\t\t\t\t\t   })\n\t\t\t\t\t\t  <\/script> <!-- End Yuzo :) -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil saiu do governo Jair Bolsonaro (PL) mais desigual, mais vulner\u00e1vel e dramaticamente mais endividado. 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